terça-feira, 30 de dezembro de 2008

CONTAGEM DECRESCENTE...

12... vou fazer o balanço do ano! (engole a primeira passa)

11... mas foi um ano como os outros, sem nada de especial (segunda passa)

10... quer dizer, os políticos pareceram ainda mais anedóticos do que o costume, então o "pin(h)o e lino" excederam-se... (sorriso a acompanhar a terceira passa)

9... vá que o Obama foi eleito, o mundo sempre se livra do cretino que lá está agora (franzir de sobrolho com a quarta passa)

8... Ah! Claro, houve aquele pouca vergonha dos banqueiros serem auxiliados pelos governos, mas quanto a isso já quase tudo foi dito... (a quinta passa está amarga)

7... nos nossos velhotes é que se notam cada vez mais dificuldades, mas o que é que se pode fazer? São acompanhados por médicos, tomam os seus medicamentos, mas não há milagres depois dos 80... (sexta passa)

6... os miúdos também estão crescidos, daqui a nada sou a mais baixa da família! (quase em bicos de pés atira a sétima passa para a boca)

5... será que vão conseguir notas para entrar na faculdade? (suspira com a oitava passa)

4... devia ter lido mais, afinal de contas cerca de 20 livros num ano, não chega a uma média de 2 por mês. Caraças, assim nunca mais consigo acabar os que tenho para ler! (nona passa)

3... vou arranjar mais tempo para ir ao cinema... e ao teatro... e a exposições, está decidido!!! (levanta o queixo com a décima passa)

2... está quase, já não há mais tempo para balanço(s)! (décima primeira passa)

1... onde pára o maridão? (décima segunda passa)

0!

Plóf... plóf... plóf... rolhas de champanhe a saltar... risos... beijos... abraços! (enquanto tenta engolir a amálgama de passas que ainda se aloja na bochecha, porque quem teve esta ideia de comer uma passa por badalada devia ter cá uma goela...)

TCHIM-TCHIM!

FELIZ 2009 PARA TODOS!



Imagem daqui

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

SALVEM OS RICOS!

Vários artistas nacionais (e internacionais?) juntaram as suas vozes, para cantar em uníssono:

SALVEM OS RICOS!
(que, coitadinhos, estão a viver uma grave crise financeira...)



Obrigada, Michel!

sábado, 27 de dezembro de 2008

SPUTNIK, MEU AMOR

Um livro mágico!

Existem livros assim: embora as suas palavras sejam perenes e imutáveis, cada leitor faz dele a sua própria leitura e, no final, parece que todos leram um título diferente! "Sputnik, Meu Amor" foi-me recomendado pela Tons de Azul, em Outubro, um mês depois alguém me dizia que era um livro onde não se passava nada, para além de um triângulo amoroso (que só não era assim tão eterno, uma vez que no vértice principal a paixão é homossexual).

Concordando com a apresentação que a Tons de Azul escreveu (aqui), suponho que Haruki Murakami consegue ir ainda mais longe: de cada vez que lemos ou relemos uma determinada passagem encontramos novos significados em cada frase. Não que a linguagem seja complicada ou as palavras utilizadas invulgares, mas porque, de repente, compreendemos que uma simples expressão, a que não conferimos grande relevância anteriormente, é o seguimento do que se assemelhava a uma ponta solta do novelo. "Muitos romancistas japoneses são viciados na beleza da linguagem. Eu gostaria de mudar isso... A linguagem é... um instrumento para comunicar", afirmou o autor (in, "1001 Livros Para Ler Antes de Morrer"). Sem inúteis floreados, o escritor japonês vai entrelaçando as linhas tal e qual um pequeno bicho-de-seda tece o seu casulo, até obter um fino e suave tecido. Mas não desdenha do som de um pianista a executar uma música clássica, do pitoresco das paisagens gregas, da imagética do cinema, das referências literárias (patente no próprio título, tão análogo ao de Marguerite Duras) e da utilização de metáforas quase poéticas.

A nota introdutória esclarece o seguinte:

"Sputnik
A 4 de Outubro de 1957, a União Soviética lançou, a partir do Centro Espacial de Baikonour, na República do Cazaquistão, o primeiro satélite artificial do mundo, o Sputnik I. Media 58 centímetros de diâmetro, pesava 83,6 quilos e completou a órbita da Terra em 26 minutos e 12 segundos.
A 3 de Novembro do mesmo ano, o Sputnik II foi por sua vez lançado no espaço com êxito. A bordo seguia a cadela Laika, que se tornou a primeira criatura viva a sair da atmosfera da Terra, mas o satélite nunca foi recuperado, e Laika foi assim sacrificada em nome da pesquisa biológica no espaço."

O que é que esta informação interessa ao desenrolar do romance? Pois, é esse o princípio segundo o qual as personagens percorrem o espaço: "Fechei os olhos e prestei atenção para ver se conseguia ouvir os descendentes do Sputnik que continuavam a dar voltas à Terra, tendo como único elo de ligação ao planeta a gravidade. Solitários pedaços de metal que se encontram de repente nas trevas do espaço, cruzam-se no seu caminho e depois separam-se para sempre. Sem trocarem uma palavra, sem fazerem uma promessa."

Já o tempo transpõe as ténues e esbatidas fronteiras entre o surreal e o real, entre o sonho e "este ermo desprovido de humor a que damos o nome de realidade". Onde o "maestro" japonês faz oscilar a sua simbólica batuta, de modo a tornar audíveis as dúvidas e incertezas dos solitários personagens, movimentados pelos seus sonhos, desejos e paixões. "Qual é a diferença entre signo e símbolo?"

Repito: um livro mágico!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

COM LICENÇA...

... ou sem ela, aqui a je vai tirar uns dias de descanso da blogosfera.

Bom, não exactamente descanso, que as festas por estas bandas começam já hoje, com o 50º aniversário de um velho amigo! (dizem que não custa nada, Luis...) Velho, bem entendido, porque nos conhecemos lá para os 15 anos ou coisa, nada de alusões à vetusta idade... Ahn?!... Adiante!

Como a tradição aqui ainda é o que era, depois seguem-se dois dias de reuniões familiares, em redor da mesa e das comezainas, da árvore de Natal e dos embrulhos, de risos e brincadeiras, e - porque não reconhê-lo? - de alguns queixumes. O Pai Natal também é presença assídua na consoada, anuncia-se com um sonoro "Ho! Ho! Ho!" por volta da meia noite, numa visita relâmpago. Mesmo assim dá para reparar que vem sempre vestido de vermelho!!! Não é como uns e outros mais modernaços, que agora resolveram andar aí a pavonear-se de verde, sabe-se lá senão cedendo a um qualquer lobby alagart... Pronto, OK, a época não convida a estes pensamentos tenebrosos.

Bom, mas aproveitando este clima natalício, queria desejar a todos muitos


no sapatinho. E conformem-se se em vez do plasma vos derem um par de meias, se em vez do fantástico blusão vos oferecerem mais uma almofadinha para encafuarem no armário superlotado das ditas, se em vez de uma semana numa ilha paradisíaca com o George Clooney vos presentarem com mais um "mono" para a indesejada colecção de bibelots, se em vez da útil máquina de pão vos cingirem à dádiva, igualmente utilérrima, de um par de pegas para lhe pegar...

Modestíssima a pedir - e também já moderadamente habituada a algumas prendas desse estilo - o meu sapatinho só vai ganhar "asas" caso me voltem a ofertar um pijama infantil, cheio de bonecagem por todo o lado. Aprendi com um iraquiano!

FELIZ NATAL!
(para todos os cristãos)

BONS FERIADOS!
(para todos os restantes)



Fotografia daqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

PILHAS DE TALENTO!


Já referi que tenho uma sobrinha muito talentosa? Pois, a fotografia não lhe faz grande justiça, porque foi tirada à pressa, em mais um dia em que as pilhas da máquina estavam a dar o "berro", numa mesa de restaurante cuja toalha estava limpa e lavada, mas, infelizmente, com algumas daquelas nódoas que não saem nem com milhentas lavagens utilizando toda a panóplia de detergentes do mercado. Daí a redução a este tamanho...

Como se nota, cada uma das quatro figuras representa um mini-presépio, que ela fez para oferecer e vender. São modeladas em fimo (uma matéria semelhante à plasticina, mas que coze no forno como o barro) e ela depois acrescenta um par de olhos e boca a cada boneco, o que, na verdade, me parece perfeitamente desnecessário.

Ah, para que não restem dúvidas, não ando a vende-los! Mas não acham as figurinhas giraças???

E tendo em conta que a dita sobrinha só tem 13 anos, mais talentosa a considero! Enfim, tia babada é assim...

domingo, 21 de dezembro de 2008

SOLSTÍCIO DE INVERNO

Fotografia de Ian Britton

Uma estação atrás da outra, o tempo vai passando inexoravelmente, sem quase darmos por isso, entretidos que vivemos estes dias de preparativos natalícios. Anuncia-se hoje o Inverno! Que seja o do nosso contentamento...

Tal como prometido, seguem as respostas ao desafio das 12 perguntas de quarta-feira passada, que são as seguintes:

1ª Ao pequeno almoço, a minha bebida preferida é:
a) Chá preto. (detesto leite e não bebo café)

2ª Das cores escuras que se usam nas fatiotas de Inverno, a predilecta tem tons de:
b) Roxo. (manias que duram desde a infância...)

3ª Quando saio à rua, agradam-me estas condições metereológicas:
c) Um dia frio, mas soalheiro.

4ª A conduzir sou:
d) Atenta e cuidadosa.

5ª Em criança, gostava de brincar ou jogar...
a) Ao Mata. (gostava de ler, mas nada se comparava às brincadeiras de rua, como boa maria-rapaz)

6ª Como benfiquista de sempre:
d) Vejo aqueles golaços em repetição, na televisão... quando calha!

7ª Qual destes livros me marcou mais? (li todos, na adolescência):
a) "Diário de Anne Frank".

8ª Que filme dramático mais me agradou nos últimos anos?
d) "Babel".

9ª Entre estes, qual é o meu programa televisivo favorito?
a) "Jogo Duplo", o concurso apresentado pelo Malato na RTP. (que terminou ontem, sendo a final disputada por duas MULHERES!!! Parabéns a elas, pela excelente representação do "sexo fraco"!) :)))

10ª As minhas férias de sonho serão (não tenho dúvidas que ainda vão acontecer):
d) Um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

11ª A personagem mais admirável do século XX foi ou é, no meu modesto entender:
a) Ghandi.

12ª Para descontrair deste stress de estar aqui há horas a elaborar este arsenal de perguntas, segue uma imprescindível: gostaram do desafio?
a) Adorei, adorei, vou levar para o meu "canto"!;
h) Fixe, se não me lembrar de mais nada, pode ser...;
c) Que seca!!!;
d) Tenho de fazer isto??? (Ah pois é, bebé... com rafeiros e outra bichanagem incluída!)
(aqui aceitavam-se todas as respostas, uma vez que o ponto de vista era o vosso)

E o prémio vai para...

... tchan, tchan, tchan, tchan...

VAN!!!

(com 9 respostas certas)



Queen - "We Are The Champions"

Ah, e qual é o grandioso, magnífico e extraordinário prémio?

Um lanche (em local e data a estipular)!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

OS MEUS PRIMEIROS LIVROS...

Este é mais um desafio, desta vez da EMATEJOCA, que consiste em relembrar os livros que lemos na infância. Vou tentar ser sintética, senão sai daqui um lençoooool...

Sempre gostei muito de histórias, de modo que ao entrar na primária aprendi a ler rapidamente. Já sabia de cor e salteado os contos mais conhecidos, queria conhecer outros. Leyguarda Ferreira, na colecção Romano Torres, foi como se tivesse encontrado um filão numa mina. Suponho que ele não era propriamente escritor, mas reescrevia-as para as crianças (não sei se com algum fito moralista ou de censura, mas na época isso não me interessava rigorosamente nada). Certo é que o castigo da malvadez era digno de qualquer filme de terror. "O Pássaro Azul" é um dos poucos títulos que recordo dessa colecção. Aos 8 anos, durante umas férias em Santo Amaro de Oeiras, apanhei uma hepatite (sem Bs, nem Cs), que me obrigou a ficar de repouso. Para me manter sossegada, a minha mãe comprava Tios Patinhas, mas aquelas revistinhas liam-se rápido. Aí, um dia, apareceu com um livro dos Sete, da Enid Blyton. Li a colecção toda, depois os Cinco, mais tarde a das Gémeas e a do Colégio das Quatro Torres, fora um ou outro da mesma escritora, como "A Trinta Diabos" ou os "Os Seis Terríveis". Claro que que ao longo de alguns anos, não apenas naquelas férias "de descanso obrigatório".

A Condessa de Ségur, com a trilogia dos "Desastres de Sofia", "Meninas Exemplares" e "As Férias", a par de "O Génio do Mal" e "A Fortuna de Gaspar", também foi alvo das minhas predilecções, até que "A Menina Aguaceiro" me deu a conhecer uma nova escritora: Berthe Bernage! Outro maná, que só de de Brigittes são salvo erro 27, sendo que 25 dos quais ainda hoje figuram na minha estante. "Margarida Desfolhada" e "Margarida Voltará a Florir", e mais uns dois ou três encerraram esse capítulo. Começava a interessar-me por alguns clássicos, como "Mulherzinhas", "O Conde de Monte Cristo", "Ivanhoe", "David Copperfield", "O Parque de Mansfield", "Jane Eyre", "O Diário de Anne Frank", "As Aventuras de Tom Sawyer", "Os Sequestrados de Altona", mas não desdenhava romances menos literários tal como "John, Chauffer Russo" de Max du Veuzit ou "O Grande Industrial" de Jorge Ohnet.

Depois veio a fase dos policiais, de que já falei aqui a propósito de Agatha Christie, com numerosos autores: Erle Stanley Gardner (também com o pseudónimo A.A.Fair), Rex Stout, Georges Simenon, Raymond Chandler, Brett Halliday, etc. - todos com títulos muito semelhantes, praticamente impossíveis de recordar!

Que barulho é este? Estou a ouvir alguém ressonar aí desse lado?! OK, vou já terminar, assim antes do 25 de Abril de 1974 e no início da adolescência, porque policiais à parte, as leituras (obrigatórias ou não) passaram a ser outras e dava para outro relambório de livros e escritores... Ah, como é óbvio, o desafio segue para os que gostam de ler e o queiram apanhar!

UM ÓPTIMO FIM DE SEMANA PARA TODOS e...
BOAS FÉRIAS PARA OS SORTUDOS QUE AS VÃO GOZAR AGORA!
(ai, ai, a blogosfera vai ficar "às moscas"!)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

CÃES E GATOS

Foto de Ian Britton

A minha avó adorava animais! Todos, sem excepção (o que até era um exagero, que incluía moscas, formigas, aranhas, lagartixas, etc. e tal)! Vivendo num apartamento em Lisboa, não tinha grande possibilidade de os ter, restava-lhe o consolo de um canito pequeno de uma raça anã, branco com malhas pretas, que dava pelo pomposo nome de "Lord". Mas o sonho dela era ir viver para uma casinha de campo, onde pudesse tratar do seu jardim e cuidar de mais alguns animais, num contacto mais próximo com a Natureza e longe do bulício da cidade. Para concretizar esse sonho, ainda a minha mãe era solteira, o meu avô arrendou uma pequena vivenda ali para a região saloia de Caneças/Loures, para usufruirem os meses de Verão no campo. Outros tempos, evidentemente, que ele tinha escassas férias, fazia um então longo percurso diariamente por estradas mal atamancadas, num Ondine, para comparecer ao trabalho 6 dias por semana (pois, o fim-de-semana à inglesa só foi novidade uns largos anos depois), enquanto mulher e filha gozavam os prazeres da vida campestre.

Entretanto, a minha avó não fez nada para ter mais animais, até porque de volta à capital não tinha maneira de cuidar deles. Só que, num passe de mágica, os bichos começaram a surgir em catadupa. E aí acabou por ter de arranjar alguém que levasse comida aos animais, quando ela regressava a Lisboa. Aliás, sempre desconfiou que algumas pessoas da zona lhe abandonavam os animais à porta, porque sabiam que ela era incapaz de recusar. Adiante!

Assim, nasci e cresci habituada a lidar com muitos cães (a determinada altura eram 7) e um gato, de seu nome Tareco, que era o mais feroz de todos. Pudera, os cães passavam a vida a persegui-lo! Ao assistir a uma dessas perseguições - caricata, porque era o felino a correr à frente, um "Lord" cor de mel, do tamanho de um lobo da Alsácia, quase a alcançá-lo, a matilha toda atrás e, no fim da fila indiana, o tal canito anão, todos a ladrar imenso - fui chamar a vovó, quase em pânico! Não é que simpatizasse muito com o Tareco, que era "menino" para nem nos deixar fazer uma festa, mas trucidado pela matilha diante dos meus olhos é que não podia ser! A minha avó não ligou, disse que eles estavam a brincar, na verdade não fiquei muito convencida. Mas, passado uns tempos, numa tarde quente encontrei-os todos juntos, a fazer uma siesta espojados no quintal. À distância de uma arranhadela ou dentada...

Querem provas? Não tenho, nem fotográficas ou outras! Mas deixo o clip de um dos melhores desenhos animados de sempre, em ambiente felino, evidentemente:




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PARABÉNS, GATINHA! Tem um dia (noite, semana, mês e anos vindouros) MUITO FELIZ!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ESCOLHAS MÚLTIPLAS

Pronto, OK, já sei que alguns fogem de desafios como o "diabo da cruz", mas eu acho piada...

Este veio do SORRISOS EM ALTA e dá uma enorme trabalheira! Ou uma imensa cavaqueira, conforme a perspectiva. Consiste no seguinte: têm de responder às 12 perguntas, com uma das 4 hipóteses; se quiserem levar o desafio para "casa", as 12 questões ficam obviamente ao vosso critério; o vencedor será aquele que acertar mais respostas; no final, haverá um prémio - também estipulado por cada um! (no caso, ainda a designar, mas escusam de sonhar muito alto, que a ordem não é rica)

Eis as questões, que giram em torno da minha "ilustre" personalidade:

1ª Ao pequeno almoço, a minha bebida preferida é:
a) Chá preto;
b) Café em chávena escaldada;
c) Um copo de leite frio;
d) Café com leite, morno.

2ª Das cores escuras que se usam nas fatiotas de Inverno, a predilecta tem tons de:
a) Cinzento;
b) Roxo;
c) Castanho;
d) Preto.

3ª Quando saio à rua, agradam-me estas condições metereológicas:
a) Chuva, porque me lembro do "Singing in the Rain";
b) Um céu azul e um sol abrasador;
c) Um dia frio, mas soalheiro;
d) Muitas nuvens, para adivinhar que formas vão criar no céu.

4ª A conduzir sou:
a) Um ás do volante;
b) Uma fera, que insulta tudo e todos que se atravessem no caminho;
c) Algo atreita a ter pé pesado no acelerador;
d) Atenta e cuidadosa.

5ª Em criança, gostava de brincar ou jogar...
a) Ao Mata;
b) À Cabra-cega;
c) Com bonecas;
d) Ná, era assim muito séria, sempre com o nariz enfronhado nos livros.

6ª Como benfiquista de sempre:
a) Sou membro dos No Name Boys;
b) Enfarpelo-me toda devidamente e não falho um jogo na Katedral;
c) Assisto a todos os jogos na TV;
d) Vejo aqueles golaços em repetição, na televisão... quando calha!

7ª Qual destes livros me marcou mais? (li todos, na adolescência):
a) "Diário de Anne Frank";
b) "Os Sequestrados de Altona", de Sartre;
c) "Guerra e Paz", de Tolstoi;
d) "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco.

8ª Que filme dramático mais me agradou nos últimos anos?
a) "Diamantes de Sangue";
b) "O Labirinto de Fauno" (OK, este é assim a dar para o fantástico!);
c) "Corrupção";
d) "Babel".

9ª Entre estes, qual é o meu programa televisivo favorito?
a) "Jogo Duplo", o concurso apresentado pelo Malato na RTP;
b) "Querido, Mudei a Casa", na Sic Mulher;
c) Todas as telenovelas da TVI, sem excepção;
d) "Dr. House", à disposição em vários canais (dependendo das épocas, está claro).

10ª As minhas férias de sonho serão (não tenho dúvidas que ainda vão acontecer):
a) Uma escalada no Tibete;
b) Acampar na Costa da Caparica, durante todo o mês de Agosto;
c) Fazer um safari no coração de África;
d) Um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

11ª A personagem mais admirável do século XX foi ou é, no meu modesto entender:
a) Ghandi;
b) Bill Gates;
c) Idi Amin;
d) Elizabeth II, Rainha de Inglaterra, que teve um "annus horribilis", ui!

12ª Para descontrair deste stress de estar aqui há horas a elaborar este arsenal de perguntas, segue uma imprescindível: gostaram do desafio?
a) Adorei, adorei, vou levar para o meu "canto"!;
h) Fixe, se não me lembrar de mais nada, pode ser...;
c) Que seca!!!;
d) Tenho de fazer isto??? (Ah pois é, bebé... com rafeiros e outra bichanagem incluída!)

Os resultados saem lá para Domingo, ou assim!

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Fotografia de pintura de autor desconhecido, daqui.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

COM PAPAS E BOLOS...

... se enganam os tolos!

De vez em quando, comprava um bolinho de iogurte que estava em promoção numa mini-pastelaria aqui perto, por menos de 3 euros. Compensava ir para a cozinha armada em "fada do lar"? Não! Nem em termos de tempo despendido, nem de gasto com ingredientes e electricidade.

Mas o bolo teve saída, mudaram a promoção para o bolo mármore da foto, o anterior passou a custar quase 5 euros. OK, são técnicas de marketing ou coisa, nada a obstar! Mas comprei e experimentei este, que também é muito agradável, sendo que não sou grande apreciadora de doces, de um modo geral. Aí, deu-se o seguinte diálogo:
- Oh, mãe, porque é que agora compras este bolo?
- Para experimentar!
- Mas eu não gosto!
- Ahn?! E já experimentaste?
- Não, tem um aspecto nojento!
- Pois olha, a tua avó fazia este bolo quando éramos miúdas e eu e a tua tia gostávamos bastante!
...
Lá cortou uma lasquinha bem fininha do dito, depois uma fatia, em menos de um ápice não restou uma migalha para relatar o evento.

Uns tempos depois comprei novamente um de iogurte, reclamação do filhote:
- Porque é que não compraste o outro? Gosto mais!
Enfim, mãe faz sempre tudo errado...

Na dúvida sobre o título a dar a este pequeno texto, tentei investigar se a origem deste provérbio remonta à célebre frase atribuída a Marie Antoinette - "se não têm pão, que comam bolos" - que os historiadores concordam que ela nunca proferiu. A pesquisa internética revelou-se uma desilusão! Não é que a frase surge quase sempre ligada ao nosso primeiro ministro?! Há coisas sem explicação!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FESTAS E JANTARADAS

Comum nesta época - não, não é mais um post sobre Natal - são as festas e jantaradas sucederem-se atrás umas das outras: da escola, do ginásio, da empresa, de familiares e amigos, de antigos colegas e sei lá que mais. (por estas e por outras é que as pessoas, com tendência a engordar, deitam as mãos à cabeça quando se põem em cima da balança, lá pró início de Janeiro... julgavam que era só dos dois dias de festa, não?)

Nestas reuniões, ouvem-se as histórias mais inconcebíveis, que parecem de pura ficção. Uma delas ocorreu mais ou menos assim: ao sair de um centro comercial, três homens atravessam uma passadeira, em fila indiana. Os carros param para os deixar passar, o mais novo vai à frente, os dois octogenários seguem-no. Sem se perceber bem como, o que vai atrás tropeça (ou escorrega?) e cai para cima de um automóvel parado, amolgando-o. Centro comercial ao fim de semana, estão a ver, né? Junta-se logo uma data de gente, a tentar ajudar o velhote que entretanto está estendido no chão, meio azamboado à conta do tombo. E há logo quem comece a espingardar com o motorista, com os mimos utilizados em casos quejandos: "Tiraste a carta na farinha amparo?", "Não tens olhos na cara?!" e outros que não interessa agora aqui reproduzir. Passado o susto que o deixou momentaneamente sem fala, o homem lá confessa que foi ele a atropelar o carro e não vice-versa, alguns acalmam, outros de ânimo menos leve nem o ouvem, a discutir com o automobilista.

O idoso ainda aparenta estar meio atarantado - felizmente não partiu nada, mas não se vai livrar de uns quantos hematomas - ao verificar se não perdeu nenhum dos sacos que transportava, repara que não tem no dedo o seu anel de estimação. Preocupado, não tira os olhos do chão à procura do dito, enquanto a discussão ameaça descambar. Até porque, como se calcula, o condutor que não cometeu nenhum erro ou infracção, que tem a chapa do carro amolgada e ainda por cima é insultado pela malta, não está propriamente na melhor das disposições, nem certamente num dos seus melhores dias. Vale que o genro do homem lá consegue apaziguar os mais exaltados, promete pagar os danos no veículo e o caso acaba ali. Mas já repararam se fosse mais um dos milhentos idosos que deambulam por aí sozinhos, em que complicações se metia o condutor? Pensando bem, este até teve muita sorte, eh, eh, eh!

Ah, pois, a história só terminou mesmo umas centenas de euritos depois, quando chegou a conta do arranjo! Mas salvou-se o anelito, que afinal ficara esquecido em casa...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CRIATIVIDADE EM ACÇÃO!

Fotografia de Ian Britton

Na semana passada instiguei a que pusessem a vossa criatividade em acção e, tal como Hemingway e vários outros escritores, escrevessem uma história em apenas seis palavras. A amiga que me enviou o mail que aproveitei para transformar em desafio, também contribuiu com a sua frase.

Aqui ficam todas (mais ou menos) por ordem cronológica, próprias ou alheias, com seis ou mais palavras:

"Queria trabalhar. Não me deixaram. Caraças."
CAT (a minha amiga não-virtual)

"Partiu. Nunca mais ninguém a viu!"
TETÉ (moi même)

"Morreu! Não ficou triste, porque viveu!"
"O Casimir chegou, olhou e ficou."
EMATEJOCA (lá na neve de Dusseldorf)

"Cansado da rotina, o prato partiu."
MOYLE (se calhar o disco estava riscado...)

"Era uma vez, e viveram felizes para sempre."
"ele entrou. ela saiu."
S.G. (também no meio da neve, mas em Braga)

"A principal capacidade do ser humano é complicar o simples."
PAX (por isso a paz é tão complicada!)

"Tanto chorou, que suas lágrimas secou...!"
"Se o aborto fosse à luz do dia, isto não acontecia."
"Nasci, cresci, vivi, envelheci, morri. E depois reencarnei."
"Eles nascem e morrem, morrem e nascem, nascem e morrem. E sempre assim."
"Com pregos alcobia, o sacana não fugia!!"
"Era uma vez um gato maltês, mijou-se nas calças e não soube o que fez."
"E um dia, o fim daquela semana chegou. Era um desejo de um bom fim grande. Fim."
VAN (sem dúvida, a mais prolífica contribuidora para este desafio)

"Sentei! Jantei e arrotei. O guizado estava excelente!"
PREDATADO (o homem que dialoga com o espelho)

"A vida é bela nós é que damos cabo dela."
MYLLANA (directamente do Brasil)

"Antes morrer livres, que em paz sujeitos!"
TONS DE AZUL (uma pincelada algarvia)

"Caíu sem gritar: buraco na jugular!"
SAFIRA (também maneja pincéis, como poucos...)

Obrigada a todos e BOM fim de semana!

ADENDA:

"Adão deu maçã à eva e ela trincou!"
LAURA (a nina das resteas do sol angolano)

"Basta olhar, sorrir, começar, pois começar é amar."
PARISIENSE (recém-chegada da cidade-luz)

"Chegou o euro, acabou o conto."
SUN IOU MIOU (um canto, quer dizer, conto da Galiza)

"Antes de ser 'diabinha' era nina como vós."
"A minha maçã é mais sexy que a tua, ihihihih"
DIABINHA CUSCA (a endiabrada a escrever das suas...)

"E o maluco sou eu?"
SORRISOS EM ALTA (hummm... onde é que já ouvi isto?)


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FIM DE OUTONO

Claro que ainda faltam uns dias para o Outono ceder o lugar ao Inverno, que já se aproxima a passos largos. Mas lembrei-me de quando era miúda alguns professores de português (enfim, foram quase sempre professoras) nos incumbirem de decorarmos um poema, como trabalho de casa. Assim, alguns ficaram-me na memória, como o "Mostrengo", de Fernando Pessoa - que, por acaso, até foi tarefa para a minha irmã, mas ela repetiu a poesia tantas vezes em voz alta, que acabei por a memorizar também -, "Lágrima de Preta", de António Gedeão, e este "Fim de Outono", de Fernanda de Castro.

A "Pedra Filosofal", do mesmo António Gedeão, já decorei mais tarde para cantar a música de Manuel Freire, à desgarrada com uma amiga especial, e alguns sonetos de Camões, via um namorado que sabia de cor uns poucos, desconfio que para impressionar o mulherio. Ou, melhor dizendo, uma meia dúzia de adolescentes românticas e facilmente impressionáveis. Aos poucos, aprendi a amar a poesia...

Enfim, suponho que actualmente é impensável pôr a miuçalha a decorar o que quer que seja, que os coitadinhos podem ficar traumatizados, esvaindo-se assim as palavras dos poetas. Mas também por essas e por outras é que muitas crianças acabam a primária sem sequer saber a tabuada, o que lhes trará amargos de boca no futuro, embora isso já seja outra conversa.

"E a que propósito vem esta arengada toda?", perguntam-me. (isto está mal, já ando a colocar perguntas em bocas alheias, eh, eh, eh ou LOL!) Pois, a Laurinha faz hoje anos e tenho a certeza que ela vai adorar o poema da Fernanda de Castro - basta clicar no link para o ler. A acompanhar, a música que ela colocou durante bastante tempo no seu canto:



Jorge Palma - Encosta-te a mim

PARABÉNS, LAURINHA!
(e tudo, tudo e tudo de bom para ti! Hoje e sempre!)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PORNOGRAFIA

Fico sempre pasma com as preocupações paternais de preservar os seus rebentos de assistir a qualquer tipo de filme que envolva um conteúdo sexual. Hello!!! Acordem!!! Os putos não vêem os "morangos com açúcar" sossegadinhos? Pois, há lá mais "frutas" para além dos morangos...

Alguém alguma vez precisou de um computador ligado à net para assistir a um filme erótico ou pornográfico? Alguém vivo, entenda-se, porque antes da invenção dos Lumiére obviamente era impossível, antes só existiam fotos sem movimento! Mas para manter a moral e os bons costumes portugueses, o novíssimo e badalado Magalhães vem equipado com um "controlo parental", para quem saiba e o queira accionar. Equipamento de grande interesse, como refere o Faxavor, facilmente violado por qualquer puto mais dotado de conhecimentos informáticos. Para que não haja ilusões, os miúdos de hoje parece que já nascem com um chip do sistema incorporado!

Mas voltando atrás, alguém perdeu uma cena desses capítulos por falta de PC? De TV por cabo? De DVD ou de vídeo? De cinemas "piolho"? De projectores de filmes em 8mm? Então, estão à espera de quê? De remar contra a maré?!

Só para chatear, hoje não há fotografia! :)))

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MADAGÁSCAR 2

Lembram-se de "Madagáscar"? E do "Rei Leão"? Então e se "Madagáscar 2" fosse assim uma espécie de miscelânea entre os dois desenhos animados: as personagens do primeiro - o leão Alex, a zebra Marty, a girafa Melman e a hipopótama Glória, entre outras - e um argumento a recordar as desventuras de Simba?

A história começa com o pequeno Alex a viver no coração de África, enquanto o pai tenta ensinar-lhe a lutar, mas o filhote está mais inclinado para a dança e para a caça às borboletas, daí ser um alvo fácil para os caçadores, acabando por ir parar ao Zoo de Nova Iorque, após várias peripécias.

Encontrando-se em Madagáscar, conjuntamente com os amigos depois de atribuladas aventuras pelo mundo, decidem voltar a Central Park, onde figuram como estrelas famosas. Contudo, o meio escolhido não é o melhor - um despojo de avião, "reparado" pelos pinguins, que acaba por se despenhar... perto do local onde foram capturados! Como é que vão sobreviver e conviver com os restantes animais no seu habitat natural? Esse é o ponto de partida do filme!

Se peca pela falta de originalidade, não deixa de ser alegre, divertido e até ternurento! A não perder, para todos os fãs de desenhos animados...

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Para visionar o trailer da versão portuguesa, basta clicar aqui.

Fotos da net.

domingo, 7 de dezembro de 2008

"CRIME", DISSE ALGUÉM


Saiu de casa cedo, naquela manhã de Sábado. O vento frio chicoteou-lhe a face e, instintivamente, puxou para cima o fecho éclair do blusão e aconchegou melhor o cachecol negro em torno do pescoço.

O longo percurso tinha sido estudado meticulosamente, as nuvens a prometer chuva não convidavam a grandes velocidades. Colocou o capacete e ajustou-o à cara. Alçou da perna e encavalitou-se em cima da sua motorizada. Arrancou silenciosamente, pois não pretendia acordar os vizinhos que ainda dormiam. Ia confiante no sucesso da sua missão, falhar era praticamente impossível.

A viagem decorreu sem incidentes, o plano cumprido à risca. Perto da uma da tarde parou na estação de serviço da Mealhada. Gostaria de se ter dirigido a um dos restaurantes tradicionais para saborear o leitão e o branco espumoso da região, mas não gozava de tempo para tanto, de modo que se contentou com uma refeição ligeira. Jurou a si mesma voltar em breve, para saciar aquele apetite.

Algumas horas depois, ao atravessar a fronteira, recordou os versos cantados por Júlio Iglésias: "un canto à Galicia, ei, terra do meu pae"... Alcançou o local onde o ar dá a volta - Aldea das Carrouchas emergia no horizonte, ao lusco-fusco. Vislumbrou a actividade no ringue de patinagem próximo, iluminado, mas não se atreveu a espreitar...

Tinha de agir rápido! Não foi difícil encontrar a casa: o ladrar dos três cães e a terra remexida do quintal eram o sinal inequívoco que se achava no lugar certo. Subornou-os com salsichas frescas, invadiu aqueles domínios com facilidade e descobriu o item ambicionado. Em menos de 5 minutos voltou a montar na sua mota, depois de afagar os cães, que, não estando drogados, permaneciam naquela modorra que ocorre após um lauto repasto. Pela frente, avizinhavam-se muitos quilómetros de estrada.

Ao regressar ao lar, gelado como ela própria, ligou a escalfeta e o PC. Já passava da meia-noite e as suas mãos readquiriram agilidade no teclado ao escrever:

"Parabéns, SUN IOU MIOU! Conquista o paraíso na terra, admirando (e fotografando) o nascer e o pôr do sol, durante muitos anos e bons!"

Fotografia de Sun Iou Miou




"Tocando fondo" - Sílvio Rodriguez (interpretado por Ivan Carlos)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

HISTÓRIAS CURTAS

Fotografia de Ian Britton

Hemingway gabava-se de ter escrito a sua melhor short-story em 6 palavras: "For sale: baby shoes, never worn."

Muitos autores lhe seguiram o exemplo. Entre as mais famosas está a de Margaret Atwood: "Longed for him. Got him. Shit."

Então e porque não tentam fazer o mesmo em português, logicamente? Acendam-se as luzes da ribalta, criatividade em acção e declamem aqui as vossas frases!

Para dar o mote, segue a minha: "Partiu. Nunca mais ninguém a viu!" Que, assim como assim, é o que dá vontade de fazer às vezes, mas essa já é outra conversa muito mais longa e palavrosa, tipo um dos pequenos discursos do Fidel Castro...

ÓPTIMO FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

QUEM SOU EU...

Fotografia de Ian Britton

... para me sentir triste? Na verdade, não me estava a sentir triste, antes irritada. Com uma série de pequenas coisas: o computador a empandeirar, um mail que não conseguia enviar, uma aziaga ida ao centro comercial com milhentos putos das redondezas a terem a mesma ideia, num dia de greve de professores, e mais umas trivialidades.

E eis que recebo este clip por mail, o que deu para entender quão supérflua era a minha irritação, perante outras que realmente nos deviam indignar a todos. Assim, reservo os escritos para amanhã, deixo-vos com...

OFFER - Alanis Morissette
(legendado e com bolinha vermelha, para os mais sensíveis)



(Obrigada Isa)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

VER ESTRELAS

Fotografia daqui.

Por mais que tente não dar importância à aparência física das pessoas, nem sempre consigo! Na verdade, depende muito da situação...

Aqui há uns 8 ou 10 anos, fui com o filhote ao centro de saúde para actualizar a sua vacinação. Coisa que nunca tinha causado problema anteriormente, porque era pequeno e não sabia para o que ia, mas daquela vez desconfiou e fez-me um interrogatório cerrado. Teci-lhe um enorme elogio, que se comportava sempre lindamente e que era só uma "pica".

Quando chegámos ao centro de saúde tirámos um número na maquineta e sentámos-nos na sala de espera. Eram vários enfermeiros, que iam chamando sequencialmente as pessoas que aguardavam, à medida que as outras iam saindo. "Nós somos a seguir!" - disse-lhe, até animada pela rapidez do serviço. Um minuto depois saiu uma sexagenária magricela lá da sala, a esfregar a nádega direita com a mão e, à porta, surgiu uma mulheraça negra, grande e forte que anunciou numa voz tonitruante: "O PRÓXIMO!" Após o flash inicial, lá nos dirigimos à enfermeira, enquanto ainda ouvimos a anterior paciente queixar-se num murmúrio: "Bolas! Até vi estrelas!"

A vacinação infantil nem sequer era ali, conforme a própria enfermeira indicou gentilmente, mas a colega encarregue do assunto admirou-se do rapaz estar sem fala, tenso e... gelado!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

TANTA MULHER ASSASSINADA!

Li numa pequena notícia de jornal que uma mulher, da zona de Braga, se encontrava trancada em casa há quatro dias com o filho de seis anos, com medo do marido que ameaçava matá-la. Segundo dados oficiais, desde o princípio do ano até meados de Novembro foram assassinadas 43 mulheres portuguesas pelos companheiros ou ex-companheiros. Um número excessivo e podendo vir a aumentar até ao início de 2009. Mas o que se passa, afinal?

Em 1957, António Gedeão escreveu o poema "Calçada de Carriche", relatando a amarga vida de uma mulher do povo. Mas, volvidos 50 anos, a evolução deu-se no sentido de uma maior liberdade individual e numa acentuada tendência para a igualdade (de direitos) entre os sexos. Claro que se for um homem a mudar de parceira aparece sempre alguém a apelidá-lo de "garanhão", se for ela, no mínimo, é uma "galdéria". Designações já utilizadas nos tempos dos nossos avós, mas que se pode fazer? As mentalidades demoram a modernizar-se...

Obviamente que ninguém gosta que @ companheir@ termine a relação "amorosa"! Daí a lavar a "honra" com um banho de sangue vai um grande passo, que já denuncia uma agressividade, prepotência e sentimento de posse muito distantes do significado de Amor.

Os 43 homicidas deste ano incluem-se num total de 182, desde 2004. Dá que pensar, não dá?!



Delfins - "Nasce selvagem"

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

DÉJÀ VU!

Fotografia de Ian Britton

O texto que se segue NÃO É verídico (nem original)!

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Todos nascemos livres, é certo, mas é fundamental que o saibamos.

Maria tinha sido criada pela tia Antonieta, desde a mais tenra infância. Passaria horas a vê-la trabalhar na sua arte, de bordadeira, enquanto contava os tostões para ver se o dinheiro chegava até receber outra vez! Em criança, só a aterrorizava a tesoura de Antonieta, que insistia em cortar-lhe o cabelo curto, enquanto as suas colegas de escolas exibiam tranças compridas e gozavam do seu aspecto de "maria-rapaz". Com os olhos húmidos, perguntava à tia: "O cabelo cresce, não cresce?" A velha senhora expunha um sorriso benévolo, dava uns tapinhas de leve na sua cabeça e confirmava.

Por sorte, a vida de ambas melhorou ao receberem uma herança familiar. Reunida toda a família, os protestos e reclamações sucederam-se, havendo quem contestasse também a sua parte ou pedinchasse qualquer coisinha. Ingénua, Maria, já concordava que lhe parecia justo e sempre alegrava a malta, mas a tia permanecia inabalável: "Dinheiro atirado ao vento! E mais não conto!" Será que tinha razões para isso? Por vezes não estamos preparados para ir nesse sentido. E o veneno destilado pelos familiares funcionou na mente da adolescente. As histórias têm estado, desde sempre, ao serviço do poder e da ganância.

"Onde estão os meus 18 anos? O que farei para me salvar? Afinal, quem melhor que nós mesmos para nos conhecermos a fundo?" Todos temos as nossas fases... Há sinais evidentes que nos mostram a necessidade de conhecer por dentro a arte da guerra. Naquele dia, acabara de almoçar e chegara-se à janela. Já antes de comprarem a moradia estava ali o pinheiro e a macieira. A tia trincava uma das maçãs da árvore e comentava vagamente: "É um belo fruto!" Não sabia confirmar há quanto tempo se apercebera do seu interesse pela vida, que não era aquela. Como é que acabou? Fez a mala e partiu! Já era qualquer coisa... Tinha de enfrentar os seus próprios medos!

Um dia recebeu uma carta de Antonieta, que confessava sentir-se doente, triste e cansada. Foi preciso dizer mais? Voou para junto dela apesar da distância, contou-lhe sobre a sua vida, riram e comoveram-se juntas. Cada olhar representava uma prova de amor. "O amor verdadeiro é isto e existe", considerou Maria. Cansada daquela emoção inesperada, a idosa recolheu ao seu quarto e adormeceu profundamente. Sozinha na sala, a sobrinha escutava o assobiar do vento na encosta do monte. Há anos que não o ouvia... mas que belas noites de sonhos de adolescente, em que alguns até se realizaram... Já estava mais descontraída. Não pedira desculpas, porque se há forma errada de corrigir um erro, é cometer outro propositadamente para justificar o primeiro.

Mas a velha senhora não voltou a acordar! Se calhar tinha morrido sem obter esse perdão ambicionado. Não sabia ao certo como matar os fantasmas que assolavam à sua porta. Sentou-se por uns instantes muito breves, no cemitério a observar o céu azul. Um pássaro estendia as asas e soltava um grito de liberdade. Levantou-se, sacudiu os ombros e recordou a antiga máxima inglesa: "Good girls go to heaven, bad girls go everywhere!"
***
Qual é a curiosidade deste texto (um pouco lamechas, é certo)? Apesar das necessárias adaptações em sujeitos e predicados, dos elos para o construir, foi elaborado a partir de frases que li esta semana em todos os vossos cantos. Para comemorar os dois anos de actividade na blogosfera, que se completam amanhã!!! Plágio, moi? Ná!

E agora, alguém reconhece a frase que escreveu?

Bom fim de semana e DIVIRTAM-SE a adivinhar (ou não)!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SMIRT

Smirt é a palavra que os ingleses usam para um novo convívio social: os fumadores que se juntam na rua em torno de um cinzeiro e acabam por meter conversa uns com os outros! Engraçado é que, especialmente nas empresas, conhecem-se colegas de cuja existência nem se suspeitava - cada um enfurnado no seu próprio gabinete, contactando apenas as pessoas com quem trabalha directamente - no Reino Unido como cá. Daí a origem da palavra fazer todo o sentido, numa mistura de smoke com flirt. Curioso ainda é que alguns não fumadores, de vez em quando, também se dirijam ao local, para dois dedos de conversa ou para o perigoso vício de lamber um chupa-chupa... (sabiam que também faz mal aos triglicéridos e coisas desse género?!)

Bom, tinha prometido a mim mesma não voltar ao tema do anti-tabagismo nos próximos meses - escrevi aqui sobre ele - mas já decorreu quase um ano.

Um ano em que se mudaram hábitos: não o de fumar, mas o dos locais que frequentava. Há que séculos que quase todas as sextas-feiras à noite ía com um grupo de amigos beber umas cervejas e petiscar qualquer coisa, enquanto tagarelávamos, a uma pequena cervejaria de bairro. O proprietário acatou a proibição, tivemos pena, mas obviamente deixámos de lá ir. Aliás, em Benfica existia apenas um único bar com etiqueta azul e esse nem tinha petiscos.

No Califa, uma das maiores e conceituadas pastelarias da zona, numa noite em que fui lá comprar tabaco, uma mulher comentava com um dos sócios: "Mas isto está às moscas! Será por causa da nova lei?" E ele, impante, em alto e bom som, suponho que propositadamente para eu ouvir, uma vez que não havia mais ninguém por perto: "Paciência! As pessoas têm de se habituar!" Pensei: "Hummm... este gajo não deve estar a ver bem o filme, que o café ao lado tem a esplanada cheia de gente, apesar do frio!" Até para o tabaquito deixei de ser cliente...

Claro que as "happy hours" de sexta-feira não terminaram, embora a organização já dependa de alguns telefonemas: em casa ou noutros sítios mais permissivos! À conta disso, conhecemos vários outros locais, bem mais aprazíveis (e baratos) do que o antigo poiso.

Para rematar, o Califa esteve fechado para obras durante meses (as "más-línguas" dizem que foi a ASAE, mas disso não tenho a certeza), ao fim de cerca de 40 anos de serviço de restauração. Reabriu na semana passada e, espanto dos espantos, até tem uma esplanadinha cá fora, para os fumadores inveterados... sem lugar vago, no dia em que cusquei, se quiserem saber!
(nem tinham alternativa, que entretanto abriram outros espaços que não discriminam tabagistas...)

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Foto da Kavewall.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

JÁ NÃO HÁ ESTRELAS NO CÉU?

Fotografia de Ian Britton
(Ponte de Rialto, Veneza)

Quase todos os adolescentes acreditam que o primeiro amor é eterno. Que só acontece enquanto são jovens e belos, vêem estrelinhas a brilhar no céu e ouvem o chilrear dos passarinhos ou o tanger dos violinos, em momentos de puro devaneio amoroso...

PIIIIIII!!! Acordem, que esse género de pensamentos só acarreta desilusões! A imagem pode ser muito veiculada por poetas e cantores, mas está longe da realidade. Embora não seja de agora, como podem ver no clip de Janis Ian, em "At Seventeen", que me foi oferecido por uma amiga em single de vinil, no dia em que fiz 17 anos:



Um dos casais mais amorosos que conheci (já eram os dois "entradotes", ou, pelo menos, assim me parecia) dava pelos lindos nomes de Alda e Possidónio. Gente remediada, que não tinha carro, mas nem por isso deixava de visitar familiares e amigos de transportes públicos. Ela era careca devido a uma doença infantil, usava uma daquelas cabeleiras antigas que terminavam em rolo na testa e uns óculos de lentes grossas, mas tinha um espírito muito alegre e falador. Ele também era careca, mas bastante calmo e pacato, os seus olhos azuis brilhavam mais quando observava a mulher. Como se conheceram? Pois, por várias razões nunca encontraram o amor na juventude, mas a solidão começou a pesar e vai daí... anúncio no jornal! Casaram tardiamente, não tiveram filhos, mas ninguém conseguia duvidar do amor, da ternura e da cumplicidade entre os dois, permanentes em gestos e olhares. Sexo desbragado? Talvez não! Mas a quem é que interessa, se ambos estavam em perfeita sintonia?

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Relembrei este casal, depois de ter lido os inspirados posts do Crest e da Pax!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TERMINOU O VERÃO QUENTE!

Fotografia de Ian Britton

O "Verão Quente" de 1975 terminou nesta data. Para os muitos que não vivenciaram o conturbado período do PREC, em causa estava uma luta pelo poder político entre militares e partidos, extremando-se posições radicais, o que deu azo a toda a espécie de abusos: saneamentos, ocupações, greves, nacionalizações, expropriações, manipulação dos orgãos de comunicação, ameaças e atentados bombistas. Para além dos oportunistas que surgem sempre nestas ocasiões e dos "retornados" que regressavam aos magotes das ex-colónias, muitos sem ter para onde ir...

Bom, na época frequentava o liceu e não há dúvida que os estudantes da UEC dominavam, até porque eram os únicos a ter uma estrutura organizada. Decidiam tudo: reuniões, convocações de greve (nem me lembro que motivos alegavam, mas tal como os alunos de hoje, desconfio que a gazeta não era muito mal vista), etc. Até que um dia lembraram-se de proibir o uso de emblemas de partidos "fascistas" - JSD e JC. Tal como os cachecóis ou barretes de uma claque de futebol actual, em 1975 muitos alunos costumavam exibir nas lapelas dos casacos ou nas camisolas o emblema da sua filiação partidária. Assim, organizados num piquete mais ou menos numeroso, os jovens comunistas circulavam pelo liceu verificando quem eram os prevaricadores e exigindo que os retirassem. Claro que havia quem recusasse e a cena caíu mal entre todos os restantes alunos, com ou sem partido, aventando alguns que o que eles queriam era apalpar as mamas às meninas "desobedientes". Ainda houve uns estalos para cá e para lá, nada de muito grave.

No dia da Independência de Angola (a 11 de Novembro desse ano), a malta da UEC programou uma comemoração num dos pátios, com o içar da bandeira angolana, logo pela manhã. Acontece que apareceram muitos alunos com os emblemas "proibidos" ao peito a urrar "Huh! Huh! Huh!" e um espertinho cortou a corda que içaria a bandeira, de modo que ela ficou a meia haste, com muita malta a aplaudir e aí começou mesmo uma trolha da grossa. Tanto que nem houve mais aulas, os UECs presentes tiveram de se refugiar na sala dos professores, apedrejados por todos os lados. Quando cheguei ao liceu, ia-me dando uma coisinha má: estava fechado, mas dois dos meus melhores amigos estavam lá barricados! A situação resolveu-se graças à grande organização do PCP da época: próximo estava um núcleo de trabalhadores do Metro, que se dirigiu à escola, alguns munidos com umas barras de ferro, entraram e o pessoal foi todo atrás, conseguindo resgatar a rapaziada apavorada da sala dos professores. Uma cabeça partida e um susto enorme para todos, sendo que alguns vândalos se entretiveram a partir vidros, no meio da confusão!

A última reunião de alunos convocada pelas "forças de esquerda" deu-se precisamente há 33 anos, em que se instigava a malta a ir para a rua gritar a favor da democracia. Pois, OK, já todos conhecíamos como é que ela funcionava para estes esquerdistas radicais! Quase bati palmas nessa noite, quando o barbudo do Duran Clemente foi retirado do ecrã da TV, substituido pelo Danny Kaye nos estúdios do Porto!

Enfim, o Clemente ocupou a RTP com a tropa, mas não percebo como o Dias Loureiro ou o Victor Constâncio conseguem ocupar o prime time da televisão pública nos últimos dias, só para confirmar a sua inocência e ignorância relativamente a todos os escândalos do BPN... Que armas é que eles usam???

domingo, 23 de novembro de 2008

COMER, ORAR, AMAR

Uma mulher de 31 anos acorda a meio de quase todas as noites, para chorar amargurada no chão da sua casa de banho - não se sente feliz! Porquê? Fácil, fácil de adivinhar: tem uma carreira de sucesso, vive num casarão nos arredores de Nova Iorque e está casada com o seu companheiro de há 8 anos, numa perspectiva de constituir família. Só que já não lhe apetece continuar casada, muito menos ter filhos! OK, todos têm direito a mudar de ideias...

É este o ponto de partida de "Comer, Orar, Amar", o livro de Elizabeth Gilbert recomendado pelo Oprah Book Club. Convém salientar esta recomendação, porque até nos livros a moda tem a sua influência, e este, definitivamente, virou uma. De todas as críticas que li (americanas, note-se!) concordo com uma única: "Uma cativante contadora de histórias."

Escrito quase em forma de diário, a escritora relata o desmoronar do seu casamento, uma nova e conturbada relação amorosa que termina em fiasco e a depressão que se instala no seu espírito, fazendo com que entenda essencial conhecer-se melhor a si própria, enquanto, simultaneamente, busca o divino. Assim, quando uma editora lhe adianta a verba para escrever um livro, parte rumo a Itália, Índia e Indonésia, tudo países cujo nome se inicia com a letra I (vaga simbologia do seu "Eu"), numa viagem com a duração de um ano. Não fosse o seu talento como contadora de histórias, a minha passagem pelas 372 páginas deste livro teria sido breve, porque para além do desequilíbrio próprio de alguém que passa por várias crises amorosas - semelhante ao de uma adolescente imatura, como chega a admitir - a sua ansiedade em entrar em domínios espirituais ou sagrados transforma-a numa crente compulsiva, em que coloca no mesmo saco todos os misticismos existentes no planeta. Assim, as várias religiões, a astrologia, a numerologia, o ioga, a meditação e a quiromancia assentam arraiais nestas páginas, numa espécie de festim de deuses, gurus e curandeiros, em que as contradições se sucedem, chegando por vezes a ser anedóticas.

Uma americanice pura, dando a sensação que a grande viagem da escritora foi em torno do seu próprio umbigo, sendo que simultaneamente parece honesta ao querer partilhar as suas experiências "espirituais", numa espécie de manual de auto-ajuda. Que está em voga, entre os americanos...

CITAÇÕES:

"Esta observação é confirmada por estatísticas alarmantes que mostram que muitos americanos se sentem mais felizes e realizados no seu local de trabalho do que nas próprias casas. É claro que todos trabalhamos sempre demasiado, acabamos por ficar esgotados e por isso a ter de passar o fim de semana inteiro em pijama, a comer cereais directamente da caixa e a olhar fixamente a televisão num suave coma (que é o oposto de trabalhar, mas não exactamente a mesma coisa que prazer)."

"Ela vai percorrendo as páginas, mostrando-me umas espantosas fotografias antigas de Itália e, de repente, damos com a foto de um italiano muito giro, em Veneza. Eu pergunto-lhe: - Gale, quem é esta brasa? - e ela responde: - É o filho dos donos do hotel onde ficámos em Veneza. Era meu namorado. E eu digo: - Teu namorado? - E a doce esposa do meu avô olha para mim com um ar tímido, e os seus olhos ficam todos sexy como os de Bette Davies, e diz: - Estava farta de ir ver igrejas, Liz."

"Elaboradas cerimónias para apaziguar os espíritos são levados a cabo durante toda a vida, de forma a proteger a alma dos 108 vícios [...], que incluem itens como a violência, o roubo, a preguiça e a mentira."

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A próxima sessão do Clube de Leitura terá lugar a 24 de Janeiro, com o livro "A minha ama veste calças", de Holly Peterson.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O ÚLTIMO...

Fotografia de Ian Britton

... desafio veio da VAN (desafiadora nata!) e consiste numa série de perguntas, que passo a TODOS que o queiram aceitar:

1. A última pessoa com quem falaste hoje:
Com o maridão.

2. A última coisa que falaste:
"Xi, é verdade, esqueci-me!" (nada de más interpretações, que era apenas uma trivialidade da vida doméstica)

3. O último pensamento:
Será que tenho tempo para fazer tudo amanhã?

4. A última pessoa com quem brigaste:
Com o filhote! (que não se cala com a porcaria do futebol, quando estou a ver TV)

5. A última pessoa com quem te reconciliaste:
Com a mamã. Dois dias sem telefonar, dá-lhe tendência para amuar...

6. A última pessoa que falou de Deus contigo:
Não sei! Mas não é conversa que me agrade muito, que todos têm a mania que nos vão converter aos seus próprios credos...

7. O último lugar onde gostarias de estar:
Na morgue!

8. O último filme a que assististe:
"Sem Reserva", uma comédia romântica com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart, em DVD.

9. O último livro que leste ou estás a ler:
"Comer, Orar, Amar" de Elizabeth Gilbert.

10. O último presente que ganhaste:
Os três últimos livros que saíram na revista "Sábado", oferta da mamã.

11. A última coisa que gostarias de estar a fazer:
Contas à vida! Infelizmente, é frequente...

12. O último telefonema feito ou atendido:
Para uma amiga, a confirmar uma combinação.

13. O último conselho que deste e para quem:
"Boa! Continua assim!" (o rapaz teve 17 a MACS)

14. A última vez que choraste e porquê:
Ontem. O raça da cebola era ácida...

15. O que farias se hoje fosse o teu último dia de vida:
Uma série de coisas, como, por exemplo, sair, dançar e empanturrar-me de chocolates. Assim como assim, amanhã não tinha dores de barriga...

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AGATHA CHRISTIE

Já aqui escrevi sobre vários escritores, nunca desta grande mestra da literatura policial, da qual sou fã incondicional. A razão é simples: suponho que li o grosso da sua obra -vasta, por sinal, com cerca de 80 policiais, 6 romances assinados com o pseudónimo de Mary Westmacott e várias peças teatrais - já há largos anos!

Ah, que não é literatura, pouco filosófico, etc. e tal? E eu com isso? Deu-me, e ainda dá, um enorme prazer de ler e reler! Ou julgam que o quadro da foto (OK, não é um quadro, é um puzzle emoldurado) está pendurado no meu escritório porquê? Adoro aqueles enredos burilados, aqueles limites nunca anteriormente ultrapassados do possível e impossível, os caricatos e insuspeitos investigadores, os diversos palcos onde se agitam mistérios, segredos e preconceitos, a par da visão das várias evoluções que o século XX viveu. É que Agatha Mary Clarissa Mallowan (Christie, após o primeiro casamento), nascida em 1890, escreveu quase ininterruptamente desde 1920 até à data da sua morte, em 1976.

Os críticos literários costumam apontar "O Assassinato de Roger Ackroyd" (The Murder of Roger Ackroyd), como o seu maior sucesso e, de facto, foi o livro que a catapultou para a fama mundial, em 1926. Como mera fã, prefiro "A Última Razão do Crime" (Crooked House -1949) ou "Convite para a Morte" (Ten Little Nigger/And Then There Were None - 1939), em cujas páginas finais se encontram surpresas igualmente arrepiantes.

Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence, Ariadne Oliver, entre tantas outras personagens imaginadas pela prolífica autora, continuam a viver nos seus livros e em filmes e séries que retratam um passado não muito distante. Como grandes protagonistas de muitas e deleitadas horas de leitura, é a eles e à extraordinária Agatha Christie que presto homenagem, no 300º post do Quiproquó!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

SEM PALAVRAS!!!



Obrigada, Inês!

domingo, 16 de novembro de 2008

TÍTULOS DIFÍCEIS!

Existem desafios mais complicados que outros e este é um deles, pela simples razão que não tenho boa memória para títulos de temas musicais. A Safira, o Vício e o Rafeiro deixaram-no nos seus cantos, para quem o quisesse apanhar (ou não). Mas a Van tratou de instigar todos os seus visitantes a fazê-lo! E consiste no seguinte:

Em primeiro lugar, colocar uma fotografia nossa...

(pronto, não se trata de uma nova versão do "Menina estás à janela", apenas de um cuscar a vizinhança, eh, eh, eh!)

... e depois escolher um músico da nossa preferência, para responder às seguintes questões, com os títulos das suas canções. No caso, escolhi Maria Bethânia!

1ª És homem ou mulher?
"Terezinha" chega para elucidar, não?
2ª Descreve-te!
"De todas as maneiras" ninguém consegue construir fielmente o seu "Lado quente do ser", o seu "Drama" ou "Grito de alerta"! Parabéns, aos que se aproximarem...
3ª O que as pessoas acham de ti?
"Alguém me avisou" que viver, sem esquecer de brincar, é bom. "Brincar de viver" é o título que mais se aproxima, com um significado quase oposto, aqui segue um protesto veemente por não se terem lembrado que viver de brincar dava mais jeito para a resposta ao desafio! Grumpfsss!!!
4ª Como descreves o teu último relacionamento?
Qual último? Aqueles lá para trás do sol posto, nas fases estudantis? Se forem esses, "Cansei de ilusões", de mentirosos e aldrabões, também! Esperem lá, mas estes não são título de nenhuma canção...
5ª Descreve o estado actual da tua relação.
"Doce mistério da vida", mas sempre de "Olhos nos olhos".
6ª Onde gostarias de estar agora?
"Da cor brasileira", que lá deve estar mais caliente, ou a "Caminho das Índias", numa perspectiva literária... De volta ao meu aconchego também estava bom, mas essa parece-me que não é dela!
7ª O que pensas a respeito do amor?
"Diamante verdadeiro", por vezes entrecruzado com "Um jeito estúpido de (te) amar".
8ª Como é a tua vida?
"Tocando em frente" em "Todas as horas", que não vejo maneira de poder ser diferente para alguém...
9ª O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
"Esse sonho vai dar"! Mas, se não der, paciência: "Sonho meu", ninguém me vai tirar!
10ª Escreve uma frase sábia.
"Começaria tudo outra vez".

E pronto, o desafio segue como as "pombinhas da Catrina", para quem o quiser apanhar, de caminho fica apenas um destes temas da Bethânia...




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Adenda a 17:

PARABÉNS, PASCOALITA!!! Hoje e sempre, que dias bons se repitam sucessivamente...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VÁRIOS EMBRULHOS!

Fotografia daqui.

Por mais organizada que tente ser, bem sei que há sempre qualquer coisa que corre mal nos preparativos natalícios. Por enquanto está tudo a correr sobre rodas, ainda faltam umas lembranças (sim, são mais isso que presentes, que milionários não moram aqui), mas já vou iniciar a fase dos embrulhos. Que, por sinal, gosto de fazer pessoalmente!

Mas tal como a Ebenezer Scrooge, assombram-me sempre "fantasmas" de natais passados, especialmente os vividos cá em casa - o que acontece normalmente de 3 em 3 anos, que a rotatividade passa pela casa da minha irmã e da minha cunhada.

Por exemplo, num ano resolvi comprar uma árvore verdadeira. Venderam-me a ideia que eram "recicláveis", só precisava de comprar o vaso (ou não, se já o tivesse para aquele tamanho), depois das festas devolvia o abeto e eles o dinheiro que tinha pago pelo empréstimo, que a árvore seria replantada no seu habitat natural. Pois! Ainda não tinha colocado a primeira bola e já ela se tinha começado a despir despudoradamente. Caruma pelo chão, a ter de varrer ou aspirar diariamente, na noite da consoada encontrava-se semi-nua. No prazo de entrega, já não restava um resquício de verde para amostra, era só tronco e ramagens, qual era a devolução possível? Lição aprendida, é certo!

Outro ano, reparei que as séries de luzes pifaram, não deu para comprar umas novas a correr, depois procurei e não encontrei. Solução: loja de chineses (ainda por cima tão baratinhas)! Funcionaram lindamente, só que no Natal seguinte provocaram um enorme curto-circuito, com estouro e flash e tudo, tudo, ainda hoje a tomada tem vestígios desse "acidente"... Não aconselho este tipo de iluminação!

Ainda numa outra consoada, atarefada a ultimar os "requintes" das entradas na cozinha, com o rapaz aos pulinhos e satisfeito enquanto ajudava a pôr a mesa, velinhas acesas por toda a casa que os restantes convivas estavam prestes a aparecer, oiço gritos de "Fogo! Fogo!", enquanto tocavam à campainha. Felizmente o fogo era apenas um guardanapo de papel a arder, que o estouvado do miúdo passou demasiado perto de uma vela, mas quando abri a porta ainda tinha as pernas a tremer...

Pois é, alguns "fantasmas" também me assustam!

Bom, tenham um EXCELENTE fim de semana, que vou ali embrulhar qualquer coisinha...