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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

LION - A LONGA VIAGEM PARA CASA

Baseado numa história verídica, "Lion" conta a história de um rapazinho indiano de 5 anos, Saroo, que se perde do irmão numa estação de comboio e inadvertidamente entra num comboio desactivado que o larga, muitas horas e muitos quilómetros depois, na caótica cidade de Calcutá. O percurso do menino será idêntico ao de cerca de 80 mil crianças que se perdem na Índia todos os anos. Mas Saroo, que não sabe explicar o nome da terra onde nasceu, nem sabe o nome da mãe teve sorte, e acabou por ser adoptado por um casal australiano e viveu na Tasmânia, sem grandes preocupações, até aos seus 25 anos.

Já depois do curso de gestão hoteleira acabado e de ter iniciado uma relação amorosa com Lucy, ele começa a ficar obcecado por encontrar a sua mãe biológica, que ele acredita que junto ao seu irmão Guddu o tem esperado pacientemente durante todos estes anos. Será?

(para os mais sensíveis, é aconselhável um fornecimento extra de lenços de assoar...)

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Assisti à 74ª edição dos Globos de Ouro hollywoodescos, na madrugada de dia 9, na SIC Caras. Suponho que a gala terá muito interesse para americanos, ingleses e afins, mas para os portugueses já é mais duvidoso: muitos dos filmes ainda não estrearam cá, as séries nem se sabe se algum dia serão exibidas nos nossos canais televisivos. 

Se bem que Jimmy Fallon tenha imprimido um bom ritmo à cerimónia, esta não teve grandes brilharetes: foi uma Meryl Streep muito afónica quem mais se destacou nos discursos, quando recebeu o prémio Cecil B. De Mille, apresentado por Viola Davis; a entrada com mais piada foi a de Steve Carrel e Kristen Wiig ao apresentarem o melhor filme de animação ("Zootopia"); "La La Land" foi o filme musical que varreu todos os 7 Globos para que estava nomeado, mas não é garantido que seja uma obra-prima - já se sabe do gosto que os americanos têm por estas cantorias. Estreia dia 26 deste mês, mas só vou se for arrastada, que pessoalmente detesto o género...

Mas pronto, agora é aguardar que dia 6 de Fevereiro sejam conhecidas as nomeações aos Oscars, pois é expectável que a gala de 26 de Fevereiro já não nos apanhe tão fora do circuito  cinematográfico.

Imagem de cena do filme da net.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A ACADEMIA ENSANDECEU?

A Academia Sueca anunciou hoje o Nobel da Literatura 2016: nada mais nada menos que o músico, compositor, pintor, ator e escritor norte-americano, Bob Dylan. OK, goste-se ou não, certo é que a sua música marcou toda uma geração. Mas daí a Nobel da Literatura, não vai uma grande diferença?

Devo dizer que nunca li nenhum livro dele. Nem sei se o escreveu. Poemas serão os das suas músicas (e as de outros), diga-se em abono da verdade bem melhores que a sua voz de cana rachada. Mas até pela multiplicidade de profissões que exerceu, não será notório que a sua dedicação à literatura é relativa? Com tantos e excelentes escritores a dedicarem-se inteiramente à nobre arte, no mínimo parece-me uma brincadeira de mau gosto. Aliás, a Academia Sueca só parece ter aversão aos escritores que são do agrado do grande público, porque passa de escritores e poetas praticamente desconhecidos, para um ídolo da música dos anos 60 do século passado.

António Zambujo é que deve estar satisfeito: quem sabe se daqui a 40 anos não é ele o premiado?

Deixo "Blowin in the wind", agora elevado a obra-prima - atenção, eu gosto da música, mas também gosto de outras que mereciam igual distinção, mas em prémios musicais...


Imagem da net.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A MADRUGADA DO TIO OSCAR...

Devo confessar que desta vez me custou assistir à cerimónia, de fio a pavio: acabou às 5 da matina. O facto de não estar muito a par dos filmes nomeados também pesou nesse desinteresse, evidentemente - só tinha visto "Trumbo" e o desenho animado vencedor da estatueta, "Divertida Mente". Depois, uma série de filmes nomeados não me atraem minimamente, com ou sem Oscar a acompanhar: "The Revenant", "Mad Max - Fury Road", "O Marciano" e outros que tais. Ainda com a agravante de já todos os peritos terem anunciado até à exaustão quem eram os vencedores favoritos: Leonardo DiCaprio e a estreante Brie Larson. Que ganharam, tal como previsto.

Assim, novidades não houve muitas: a menina da foto, Alicia Vikander, venceu na categoria de melhor atriz secundária pelo filme "A rapariga dinamarquesa"; Mark Rylance o de ator secundário, pelo filme "A ponte dos espiões"; os 7 Oscars ganhos por "Mad Max" (vi o primeiro e chegou!) em categorias mais ou menos secundárias, como a montagem, edição de som e guarda-roupa, por exemplo e os apenas 3 para o filme mais nomeado, "The Revenant", que incluiu o realizador, Alexandre Inãrritu, e a fotografia. E "Spotlight" que venceu o melhor filme e argumento original, 2 dos Oscares mais ambicionados. Por seu turno, a apresentação de Chris Rock também surpreendeu pela positiva, ainda por cima num ano tão marcado pela "polémica" não nomeação de negros para as estatuetas douradas.

Pela negativa, a menina de carinha laroca e dois dedos de testa que, nos intervalos da emissão da SIC Caras, era suposta comentar o que se estava a passar, mas preferiu rir imenso com as piadolas do twitter que seguiu mais atentamente que a gala. A culpa não será dela, mas de quem lá a pôs a fazer um trabalho para o qual não possuía traquejo suficiente... e sucederam-se as atrapalhações, entre muitos risinhos. Uma fofinha, como ela mesmo apelidava sistematicamente  alguns dos protagonistas no ecrã...

Negativa também a apresentação do fulano que tinha a tarefa de nomear os documentários de curta-metragem indicados aos Oscares e anunciar o vencedor, que duma penada só humilhou estupidamente todos os participantes naquela categoria. Uma vergonha! 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

TRUMBO

Este filme decorre numa época pouco documentada, logo a seguir à II Guerra Mundial e até ao início dos anos 60, em que o anticomunismo primário estava ao rubro, com o McCarthismo e o código de Hays (um sistema de censura que proibia expressamente que no grande ecrã surgissem cenas de nudez, prostituição, violência excessiva, alcoolismo, blasfémia, ou seja, tudo dentro da moral e "bons" costumes vigentes). Em Hollywood, esta "caça às bruxas" do século XX foi particularmente feroz, colocando centenas de atores, atrizes, argumentistas, músicos, produtores, realizadores e por aí adiante na tristemente famosa lista negra. 

Dalton Trumbo era, em 1947, um dos argumentistas de maior nomeada, mas ao recusar-se a responder perante uma comissão parlamentar de inquérito (e denunciar os colegas suspeitos de serem simpatizantes comunistas), foi preso e posteriormente impedido de trabalhar. Teve de se mudar da sua magnífica casa à beira lago, com toda a família, para uma mais pequena e citadina, onde acabou por arranjar um esquema para escrever argumentos de segunda categoria: bastava arranjar alguém que assinasse por ele. Às tantas o trabalho era demasiado e chamou alguns dos seus colegas em idênticas circunstâncias  para o ajudarem na tarefa. O que ganhavam estava longe das quantias generosas de outros tempos, mas pelo menos dava-lhes para sobreviver e sustentar a família - no caso de Trumbo, mulher e três filhos. Apesar de todas estas dificuldades ganhou dois Oscares, confortavelmente sentado no sofá da sua sala, que só muitos anos depois viria a receber fisicamente (um dos quais, já postumamente).

Enfim, como já referi, este período negro da história da América, em geral, e de Hollywood, em particular, não costuma ser tema dos filmes hollywoodescos. Quiçá por vergonha, mas há quem diga que ainda é um assunto fraturante nos grandes estúdios cinematográficos. Também não é costume ver algumas das suas estrelas retratadas tão impiedosamente, como John Wayne ou Edward G. Robinson. Por seu turno, Kirk Douglas ou Otto Preminger, os primeiros a dar oportunidade a Trumbo assinar os argumentos com o seu próprio nome, passado o período mais conturbado, saem bem vistos no ecrã.

Quem está de parabéns é Bryan Cranston pela sua genial interpretação, que já lhe valeu a nomeação para o Oscar de melhor ator deste ano. Que é improvável que ganhe, já que todos os entendidos dão como certo que seja Leonardo diCaprio a levar para casa a cobiçada estatueta. Seja como for, a nomeação já não é de desprezar. E por falar nisso, estão lembrados que a cerimónia da entrega dos Oscars é já na madrugada da próxima segunda-feira? Vou estar atenta, as usual (se bem que, este ano, só tenha visto este filme dos nomeados)...

Podem espreitar o trailer aqui.


BOM FIM DE SEMANA!
(cinéfilo ou não...)
Imagem de cena do filme, da net.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

OSCARES 2015

Terminada a 87ª cerimónia dos Oscares, que teve lugar no Teatro Dolby, de Los Angeles, a sensação é de déjà vu. Não que tivéssemos assistido em direto a Globos de Ouro, BAFTA e outros prémios cinematográficos entretanto atribuídos por grupos profissionais, mas porque os vencedores são praticamente os mesmos. Nos atores então, ninguém tocou: Eddie Redmayne e J. K. Simmons nos papéis principal e secundário masculinos, Julianne Moore e Patricia Arquette nos femininos. Porque se destacaram tanto dos restantes nomeados, que não ultrapassaram desempenhos medianos? Ná, não me parece...

A gala foi choca e sem grandes surpresas, apesar dos vários discursos, mais ou menos inflamados sobre: discriminação racial, orientação sexual, emigrantes mexicanos e até sobre a igualdade de direitos das mulheres, este protagonizado por Patricia Arquette (e muito aplaudido por Meryl Streep, entre outras atrizes). Também não faltaram referências a ELA ou Alzheimer, como era de esperar. O documentário vencedor "Citizenfour", sobre Edward Snowden, também mereceu um agradecimento a todos quanto lutam por uma verdadeira liberdade de expressão - mas sabe-se lá porquê?!? - já não foi tão unanimemente aplaudido.

Então depois de Alejandro Gonzalez Iñarritu e "Birdman" terem rapado algumas das estatuetas mais cobiçadas - fotografia, argumento original, realizador e filme - o que restou? Momentos musicais demasiado prolongados (às 4h20m da manhã apetece a alguém ouvir um medley de "Música no Coração", com ou sem Lady Gaga à mistura?!?), a homenagem a todos os que partiram este ano e, o melhor da noite: o apresentador, absolutamente fantástico do princípio ao fim. O quê, não há Oscar para Neil Patrick Harris como melhor apresentador? O truque que desempenhou, com a inexcedível ajuda de Olivia Spencer, foi de mestre!

"O Grande Hotel Budapeste" também obteve 4 Oscares - guarda-roupa, caracterização, cenografia e banda sonora - mas não tão relevantes. "Whiplash" venceu em 3 categorias (mistura de som, montagem, além do ator secundário), enquanto o tal de "American Sniper" levou para casa o de montagem de som, para não dizer que ia de mãos a abanar. O meu filme favorito, "O Jogo da Imitação", também só recebeu uma estatueta, mas na categoria de melhor argumento adaptado, que sempre é mais prestigiante. Na verdade, como muito bem dizia o realizador mexicano na sua pronúncia retorcida, todos estes filmes têm de passar no teste do tempo, para se saber quais ficarão na memória do público e os que não passarão de mero fogacho.

Neil, volta para o ano!

Imagem da net.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A TEORIA DE TUDO

A vida pessoal e profissional de Stephen Hawking (Eddie Redmayne) é aqui retratada durante um período de cerca de 25 anos, pelos olhos da sua primeira mulher, Jane Hawking (Felicity Jones), que escreveu o livro onde se baseou o argumento. E ficamos a saber o que já sabíamos ou calculávamos: o físico britânico é mundialmente conceituado pelos trabalhos levados a cabo nessa área, mas provavelmente a sua vida não chegaria ao grande ecrã se nos anos 60 não lhe tivesse sido diagnosticada uma doença incurável (ELA - esclerose lateral amiotrófica), em que só lhe davam 2 anos de vida; que casou (duas vezes, mas o filme só trata do período em que conheceu e casou com Jane) e teve 3 filhos; que aos 73 anos e embora muito debilitado fisicamente ainda é vivo, quando lhe davam uma esperança de vida até aos 23...

Os atores são bons e o filme vê-se bem (não exagera nem na parte científica - sobre a qual não pesco patavina - nem na morbidez da doença), tendo a classificação de 7,8/10 na IMDb. É simplesmente uma biografia, simultaneamente dramática e romântica, de um físico famoso.

Apesar de nomeado para cinco Oscares, todos em categorias principais - melhor filme, realizador, ator, atriz e argumento adaptado - desconfio que se vai limitar a ganhar um único: Remayne, está claro, que Hollywood não costuma deixar passar em branco estes papelões de deficientes, doentes, malucos, drogados, bêbados, etc. e tal. Já Felicity dificilmente terá a mesma felicidade, uma vez que concorre contra Julianne Moore, que representa uma doente de Alhzeimer e que igualmente parece ter a vitória garantida. Quanto às restantes nomeações, a concorrência é de peso e provavelmente a perseverança do realizador que filmou "Boyhood" durante 12 anos será premiada. Patricia Arquette (em "Boyhood") e J.K. Simmons (em "Whiplash") foram os vencedores dos Globos de Ouro, como atores secundários, e provavelmente vão repetir a proeza nos Oscares - não contesto que têm atuações brilhantes, agora "secundárias" é que me parecem ser pouco. Portanto, e apesar de não ter visto todos os filmes candidatos aos Oscares (o do "Sniper" recuso-me a ver, nem quando der na TV), confesso que torço bastante pel' "O Jogo da Imitação", que de todos foi o que mais gostei  - e espero que arrecade algumas destas estatuetas douradas.

Certezas só dia 23 (cá, dada a diferença horária), mas até lá sugiro que me deem os vossos palpites, numa, em várias ou em todas as categorias principais mencionadas. Para conhecer a lista completa dos candidatos basta ir à Wikipédia (ou clicar neste link). No final, podemos verificar quem ficou mais próximo da votação hollywoodesca. Venham daí boas apostas!

Imagem de cena do filme da net.

terça-feira, 4 de março de 2014

O CARNAVAL E OS OSCARS

Este ano e cerimónia de entrega dos Oscars calhou em pleno Carnaval. O que está muito bem, porque embora seja espetadora assídua da dita, há qualquer coisa de carnavalesco naquela passadeira vermelha, no luxo dos vestidos e jóias, nas piadas e interação no decorrer da própria gala. Ou seja, é uma noite de estrelas num contos de fadas... quando têm a sorte de receber a ambicionada estatueta dourada!

Ellen DeGeneres cativou na apresentação alegre, simpática e descontraída, sem uso e abuso de piadolas fortes que deixam um sorriso amarelo nos protagonistas da plateia, como por vezes já aconteceu com os seus antecessores. Novidades é que não se pode dizer que houvesse muitas: os americanos querem "vender" "Gravidade", toca de o embatucar de Oscars, mas daqueles de efeitos visuais, mistura e edição de som e outros que interessam pouco ou nada. De relevante, apenas o de melhor realizador para Alfonso Cuarón. Que me irá desculpar, mas nem sendo grande admiradora de Sandra e George me vai apanhar no cinema a ver os dois horas a fio perdidos a vaguear no espaço... Mas foi uma bonita soma de 7 Oscars, que deve enganar os mais incautos ou os grandes fãs de ficção científica.

Com uma conta menos redonda, mas sem dúvida em categorias mais sonantes, "12 Anos Escravo" venceu no melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor atriz secundária: Lupita Nyong'o. O prémio para melhor argumento original foi entregue a "Her".

Matthew McConaughey e Jared Leto não foram surpresa como melhores atores principal e secundário em "O Clube de Dallas", que também ganhou a melhor maquilhagem. Outras três estatuetas, duas delas relevantes. Cate Blanchett foi considerada a melhor atriz principal no filme de Woody Allen, "Blue Jasmine" - já era a favorita.

"Frozen" arrebatou o Oscar de melhor desenho animado e a canção "Let it go" ganhou a estatueta de melhor canção. Por seu turno, o filme italiano "A Grande Beleza" venceu na categoria de melhor filme estrangeiro. Novidades? Não há, temos pena! Mesmo assim não deixou de ser uma noite agradável, em que os comuns mortais se reuniram em frente ao televisor para vislumbrar aquela noite de espetáculo e glamour, como só os americanos conseguem realizar. É de faz de conta, que aquelas estrelas são pessoas (quase) como nós? Pois, até pode ser, mas sonhar e fantasiar um bocadinho nunca fez mal a ninguém.

Ah, last but not least, houve uns Oscars extra para Angela Landsbury, Steve Martin, Piero Tosi e Angelina Jolie - esta devido ao seu trabalho humanitário em África, certamente merecido - mas sem aquele cunho de grande homenagem, como noutras cerimónias anteriores. Fica a selfie da Ellen, para mais tarde recordar...



Mas pronto, se a cerimónia já acabou e só se repete para o ano, o mesmo não se pode dizer do Carnaval que, doa a quem doer, ainda se celebra nesta terra - embora alguns funcionários públicos fiquem "de castigo" e não tenham feriado como a maioria dos outros portugueses. Caturrices de gente embezerrada!

BOM CARNAVAL PARA TODOS!

Imagens da net e do facebook.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

PRÉMIOS E AGRADECIMENTOS

Há coisas curiosas. Todos nós adoramos flores (ou quase) e cada um tem as suas preferidas - uma específica ou duas ou três que mais gosta.  Ora os amores perfeitos, para mim, pertencem a esse grupo de elite. O que estou por descobrir é como a Afrodite - que resolveu homenagear todos os seus visitantes no primeiro aniversário do seu blogue, "Jardins de Afrodite" - adivinhou essa minha preferência. De qualquer das formas, não quero de lhe deixar de agradecer o simpático selinho, as flores e a música maravilhosa, claro está.
Como tenho andado muito arredada das lides, reparei ainda recentemente que ficou por publicar um outro selinho, que dá pelo título "Un Blog Real", desta vez vindo da Janita, do blogue "O Cantinho da Janita", mas como prometido é devido espero que ainda vá a tempo...


Mas, acima de tudo, gostava de agradecer a todos os familiares, amigos pessoais e virtuais, antigos colegas de liceu e de trabalho e a tantos outros que fizeram parte de um passado mais ou menos distante (e de quem não imaginava voltar a ter notícias), pelas inúmeras mensagens, comentários e SMS recebidos. Todos, sem exceção, de uma enorme ternura e carinho. BEM HAJAM! 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

NO RESCALDO DA GALA...

... muito ficou por dizer sobre os Oscar 2013, mas vou abreviar: em primeiro lugar, no que toca a "palpitações" para os vencedores da noite, quem se aproximou mais do resultado final foi a Catarina - 12/13 em 15 apostas - seguida pelo Pedro Coimbra (10/11 nas mesmas 15), a Ematejoca (8), o Carlos Barbosa de Oliveira (3/4), a São (aquela fezada em Waltz) e o W (4, mas referindo genericamente os prováveis vencedores). Mais uma vez, agradeço a todos a participação! 

Por anunciar ficou também o Oscar para melhor filme de animação de curta-metragem, atribuído a "O Rapaz do Papel" ("Paperman", no título original), não por esquecimento, mas para não esticar mais o "lençol" e evitar confundir as estrelas da noite com prémios mais "apagados" (se em Hollywood houver tal coisa, claro!). Por sinal já o tinha visto há duas semanas no blogue da Tons de Azul, mas fica, para quem apreciar desenhos animados: 


De igual modo, acrescento ainda que os vestidos que desfilaram na passadeira vermelha e no palco não me fascinaram por aí além: excesso de brilho em metalizados dourados ou prateados nuns, excesso de "cai-cais"  e ombros à mostra noutros, excesso de caudas ou de roda nas saias naqueloutros. Em alguns casos, sem favorecer a figura das atrizes, mesmo as jovens e elegantes por natureza (e para lá dos azares de tropeços).  Ou seja, a maioria dava a sensação de estar desconfortável dentro do próprio vestido...

E mesmo escolhendo a nata da nata que sobressaiu (acreditem que apareceram lá muitos piores) em quem votariam para mais elegante?

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Colagens de fotos da net.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

TUDO A POSTOS, CÂMARA... AÇÃO!

Seth MacFarlane foi o apresentador da 85ª edição dos Oscar, que decorreu no Dolby Theater, em Hollywood. Uma figura simpática e bem humorada, mas sem grande chama ou controvérsia. E o primeiro vencedor da noite foi: 

Christoph Waltz, como melhor ator secundário em "Django Libertado". Mais adiante, e continuando na categoria dos secundários,  viria a ser conhecida a atriz que levou a estatueta dourada para casa - Anne Hathaway, devido à sua interpretação em "Os Miseráveis".

Pelo meio, "Amor" recebeu o de melhor filme estrangeiro e "Brave - Indomável" o de melhor filme de animação, a par de outras categorias como fotografia e efeitos visuais para "A Vida de Pi",  guarda-roupa para "Anna Karenina", caracterização para "Os Miseráveis", montagem para "Argo" e  por aí adiante.

Numa cerimónia que ofereceu como temática os musicais no cinema - para comemorar o 10º aniversário de "Chicago" -  não podiam faltar várias atuações ao vivo, desde Catherine Zeta-Jones ao elenco de "Os Miseráveis", de Shirley Bassey (num tributo ao 50º aniversário dos filmes de 007 - James Bond) a Norah Jones ou Barbra Streisand. Mas, tal como era previsível, foi Adele que ganhou a estatueta pela melhor canção, pelo tema  "Skyfall", no filme 007 com o mesmo título, e obviamente também a cantou. O Oscar de melhor banda sonora foi entregue ao compositor de "A Vida de Pi", o da mistura de som a "Os Miseráveis". Novidade foi  o da edição de som ter dois vencedores: "Skyfall" e "00:30 A Hora Negra"

Destaque ainda para Quentin Tarantino que ganhou na categoria de melhor argumento original por "Django Libertado", enquanto o Oscar de melhor argumento adaptado coube a "Argo".

A noite já ia avançada quando Ang Lee se sagrou no melhor realizador do ano para os seus pares, com "A Vida de Pi", restava apenas conhecer a atriz principal...

que levaria para casa a estatueta dourada - a "sortuda" foi e Jennifer Lawrence, pelo filme "Guia Para Um Final Feliz" - e o ator principal que teria a mesma sorte:

Daniel Day-Lewis, por "Lincoln", sem a menor surpresa! Se excetuarmos aquela espécie de corte de cabelo, que parece estar a tornar-se moda em Holywood, pois não era o único grisalho "despenteado" (nos jovens já se sabe que umas madeixas berrantes e/ou umas "cristas" estão na onda!) ...    

Last but not least, o Oscar mais ambicionado da noite para melhor filme do ano foi entregue a "Argo", consagrando assim a faceta de realizador de Ben Affleck, que nem sequer tinha sido nomeado nessa categoria. C'est la vie!
Resumindo: uma noite sem surpresas ou incidentes de maior (mulheres atrapalhadas com os vestidos ou com os saltos já não são novidade, Jennifer Lawrence e Meryl Streep só se juntaram à longa lista), à exceção da primeira dama dos EUA ter anunciado o último e almejado Oscar de melhor filme. Ou Seth MacFarlane ter terminado o espetáculo a cantar (em dueto com outra das apresentadoras iniciais) uma canção em homenagem aos vencidos...

Imagens da net.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MAIS UM SELO NO ROL...


A Teresa Dias do blogue "rol de leituras" atribuiu-me este selinho, que desde já distribuo por todos os bloguistas que se encontram na lista de favoritos, ali ao lado direito, que o queiram aceitar:

Confesso que nunca fui muito adepta de selinhos - muito menos das regras que cada um dos seus "inventores" estipula - mas a consideração e simpatia pelas pessoas que me nomeiam (ou nomearam) leva-me a aceitar de bom grado. Bloguista tem destas contradições, não é?

Também não me custa nada tentar responder o melhor possível a algumas perguntas acopladas, ainda mais se forem sobre literatura e livros. Assim, seguem as respostas para este caso:

1. Que género de livros mais gostas de ler? 
Ficção, em policial ou romance. Científica não, obrigada!;
2. Qual o teu livro favorito? 

Nem a brincar conseguiria escolher um único...;
3. Qual a tua personagem favorita? 

Poirot, Miss Marple, Lisbeth Salander, Aomame, venha o diabo e escolha;
4. Quantos livros tens? 

1364, embora o ficheiro esteja um pouco desatualizado; 
5. Qual o teu escritor(a) favorito? 

Varia, com o tempo... Murakami a Nobel, JÁ!; 
6. Porque decidiste criar um blog? 

Porque gostei do "espírito" da blogosfera;
7. Qual o teu maior sonho? 

Há um sonho maior que os outros? Não sabia...;
8. Qual a tua viagem de sonho? 

Hollywood, e é já daqui a umas horitas, via TVI!;
9. Qual a tua primeira leitura do ano 2013? 
"Cafuné", de Mário Zambujal;
10. Qual o livro que menos gostaste? 

Hummm... os que não gostei mesmo, fechei e não voltei a abrir;
11. Qual a editora que mais livros lês? 

As editoras interessam aos editores, aos leitores interessam os livros em si..

Obrigada, Teresa Dias!

And now, the beginning is near, and so I'll face an open curtain...

Imagem do facebook e o dito selinho.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

VAMOS A "PALPITAÇÕES"?

Em Hollywood os preparativos para a 85ª edição da entrega dos Oscar já arrancaram, dentro de poucos dias as maiores estrelas do cinema da atualidade desfilarão na passadeira vermelha, pretendendo deslumbrar o público mundial com a sua contribuição para a sétima arte, mas também com a elegância de vestidos e jóias de "encher o olho" a qualquer um. The show must go on! 

Lembram-se deste passatempo?  Então, tal como combinado, aqui seguem as minhas palpitações. E por palpitações entenda-se aqueles premiados pelos quais o meu "coração cinéfilo" palpita, o que não é exatamente coincidente com os que calculo que vão vencer a ambicionada estatueta dourada. Assim, entregava o Oscar de melhor a...    

Filme - "Argo"
Realizador - Ang Lee "A Vida de Pi"
Ator - Daniel Day-Lewis "Lincoln"
Atriz - Jennifer Lawrence "Guia para um Final Feliz"
Ator Secundário - Christoph Waltz "Django Libertado" (embora de secundário tenha pouco!)
Atriz Secundária - Anne Hathaway "Os Miseráveis"
Filme Estrangeiro - "Amor" (não vi os outros e este... só entre pestanas!)
Filme de Animação - "Brave- Indomável"
Argumento Original - "Moonrise Kingdom"
Argumento Adaptado - "Argo"
Fotografia - "A Vida de Pi"
Efeitos Visuais - "A Vida de Pi"
Guarda-Roupa - "Anna Karenina"
Caracterização - "Hitchcock"
Canção Original - "Everybody needs a best friend" ("Ted")

Apenas em 15 das 24 categorias, por sinal as mais importantes, que nas outras não faço a mais pálida ideia. E baseada nesta lista dos candidatos a Oscar. Escusado será dizer também que Adele é quase garantida como vencedora da melhor canção original - por "Skyfall", do filme 007 com o mesmo título - mas prefiro esta da Norah Jones, sem ter visto o filme:


Em adenda ao já comentado ou em primeira mão, relembro que...
PALPITES, PRECISAM-SE!

Colagem de várias fotos da net, com cenas de alguns dos principais filmes em competição.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

EM (IN)DIRETO!

Tudo a postos para assistir à 70ª cerimónia dos Globos de Ouro via TV, para descobrir tardiamente que este ano não haveria exibição televisiva... rsrsrsrs... à exceção dos vestiditos e jóias envergados pelas vedetas no tapete vermelho, à entrada do hotel Beverly Hilton. Horas a fio e repetitivamente, num canal cabo. 

Não deve ter sido impressão da minha visão perturbada pela irritação que a maior parte do mulherio vestia a condizer com o referido tapete, ou a contrastar nos brancos e pretos da praxe. E com enorme dificuldade em descer meia dúzia de degraus, sem o amparo de gentis braços masculinos, dada a dimensão dos saltos XXXL. Do pouco que vi desse prelúdio, porque logicamente o show das indumentárias faz parte da gala, mas pessoalmente é a que menos me interessa! Adiante!

A sensação da noite - na cerimónia apresentada por Tina Fey e Amy Poehler - deve ter sido a vitória de Ben Affleck como realizador de "Argo", o drama que também venceu o galardão de melhor filme do ano.

Por sua vez, "Os Miseráveis" foi considerado o melhor filme de comédia/musical, tendo também valido a Anne Hathaway o almejado globo dourado para melhor atriz secundária e a Hugh Jackman o de ator principal. "Amor" e "Brave Indomável" venceram nas categorias de melhor filme estrangeiro e de melhor desenho animado, respetivamente. 

Outra surpresa coube a Jennifer Lawrence, que recebeu o globo para melhor atriz de comédia/musical no filme "Guia Para um Final Feliz", enquanto Jessica Chastain ganhou o de drama pelo seu desempenho em "Bestas do Sul Selvagem". Menos surpreendente foi o globo de melhor ator dramático atribuído a Daniel Day-Lewis em "Lincoln" e o já anunciado prémio Cecil B. DeMille entregue a Jodie Foster pela sua carreira cinematográfica.

Ah, vendo bem nem perdi muito, pois assim escusei de assistir à longa e morosa atribuição dos prémios televisivos, dos quais só fixei a vitória de Maggie Smith como melhor atriz secundária na série "Downton Abbey". Que segui religiosamente, mas do qual não tenciono ver mais nenhum episódio, depois do choque do último... 

Imagens da net.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

2013 - NOMEAÇÕES PARA OS OSCAR

Emma Stone e Seth MacFarlane divulgaram ontem as nomeações para os Oscar 2013, cerimónia que se realizará no próximo dia 24 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Hollywood. A lista é longa e podem lê-la na íntegra no site dos Oscar.

"Lincoln" - que só estreará em Portugal a 31 de janeiro - é o filme mais nomeado, tendo a possibilidade de ser premiado com 12 estatuetas, logo seguido de "A Vida de Pi", com 11. Por sua vez, "Guia para um Final Feliz" (que estreou ontem nas salas portuguesas) e "Os Miseráveis" receberam 8 nomeações cada, "Argo" ficou-se pelas 7. Candidatos a outros 5 ícones dourados cada estão: "00:30 - A Hora Mais Negra" (cujo título original é "Zero Dark Thirty"); "Django Libertado"; "007 - Skyfall"; e "Amor".

E é com este último que começa a contradição: então é nomeado para melhor filme e também para melhor filme estrangeiro?!? É certo que alguns filmes considerados os melhores estrangeiros já concorreram noutras categorias como a de melhor realizador, nomeando atores ou atrizes e por aí adiante, mas desconhecia a possibilidade de poder competir simultaneamente nestas duas...

"Anna Karenina", "Bestas do Sul Selvagem", "O Mentor" "Decisão de Risco" são alguns dos restantes filmes nomeados, nem todos exclusivamente em categorias técnicas, mas com menores chances de vencer os ambicionados galardões. A boa nova para os cinéfilos é que a maior parte destes filmes poderão ser visionados até à data da gala - exceção para "Bestas do Sul Selvagem", que já se apresentou ao público português no festival de cinema do Estoril (segundo a IMDb), mas ainda não tem data marcada para as salas de cinema -, para cada um tirar as suas próprias conclusões sobre a escolha dos membros da Academia! 

As próximas semanas adivinham-se bastante cinéfilas por estas bandas, na esperança de que antes do mesmo Seth MacFarlane apresentar a cerimónia já haja alguns palpites quanto aos potenciais vencedores...

BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE!

Imagem da net.

sábado, 15 de dezembro de 2012

A AREJAR...

... ao som da voz de Denise Donatelli, uma dos cinco candidatos à 55ª edição dos Grammy - que terá lugar a 10 de fevereiro de 2013 - na categoria de "melhor álbum de jazz vocal em 2012", com "Soul Shadows"


Suave, não é?

Imagem do facebook.

sábado, 3 de novembro de 2012

O REGRESSO DOS SELINHOS?

Em tempos juvenis fiz coleção de selos: tinha um pequeno álbum onde ia juntando uma série de selos descolados de cartas recebidas em casa dos meus pais, ao vapor, nada de extraordinário que outros miúdos da mesma idade não tivessem. Mas espírito de colecionadora não tinha muito e depressa abandonei o hobby...

Quando comecei a escrevinhar na blogosfera, a troca de prémios e de selinhos não me parecia fazer sentido nenhum - amigos a premiar amigos, mesmo que virtuais, para quê? Confesso que até corei quando recebi o primeiro e nem soube o que dizer, para além de agradecer. Também não tinha a quem o distribuir, nem sequer sabia copiá-lo, portanto nem trouxe nenhum incómodo... embora gostasse que a minha amiga Su se lembrasse de mim! Continuava decidida a não ligar a este tipo de prémios-entre-amigos-virtuais, muito próximos de bajulações que detesto!

Ao trocar de "casa" e iniciando uma maior interatividade, comecei a recebê-los em catadupa. De início disse: "Não, obrigada!" e com isso entristeci escusadamente uma amiga - e continuava a não saber publicar imagens, para a trapalhada ser maior. Mudei de ideias? Só parcialmente! Não me restam dúvidas que os prémios/selinhos são devidos a uma questão de amizade e de intertividade, porque blogues melhores que o meu existem por aí aos pontapés. Mas para quê insistir num ponto de vista pessoal, de algo que não acarreta nenhum mal ao mundo e ainda desgostando amigos de caminho? Remar contra a maré (ou tsunami, como foi o caso, que perdi a conta a tanta premiação!) faz sentido, mas por razões importantes e válidas, não especificamente para chatear ninguém... 

Nada deste arrazoado tem a ver com a Poppy, que me nomeou para este selinho e a quem agradeço a simpatia e gentileza. E que, simultaneamente, me deu a oportunidade de expressar melhor a minha opinião sobre o assunto:


Sem pretensões a juíza de blogues alheios, distribuo estes prémios recebidos por todos os favoritos linkados na faixa lateral, independentemente das regras dos seus mentores. Quem quiser leva, quem não quiser fica assim... e amigos como sempre! 

A primeira imagem é da net, a segunda, logicamente, é do blogue da Poppy.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O "TIO" OSCAR, EM 2012!

Ah, pois é, só me falta pôr um turbante na cabeça e adivinhar o futuro com uma bola de Crystal! OK, não acertei tudinho, mas andei lá muito perto. Em abono da verdade, mais devido à previsibilidade dos vencedores do que aos meus dotes para a futurologia...

Billy animou a gala com algumas cenas caricaturadas dos filmes, alfinetadas aos nomeados - também ele adivinhando-lhes o pensamento (dois adivinhos não são demais?!) -, brincando com o nome da sala que foi alterado de Kodak Theatre para nem percebi o quê (devido a patrocínios e coisa, que não nos interessam nada!) e a presença simpática e bem-humorada a que nos habituou noutras cerimónias anteriores.

Mas vamos ao que interessa: "Hugo" foi o primeiro vencedor da noite, arrebatando o Oscar de melhor fotografia e de direção artística, aos quais se seguiriam, mais tarde, outros de categorias técnicas como som e mistura de som e ainda efeitos especiais, num total de 5 estatuetas douradas das 11 para que fora nomeado. 

Octavia Spencer levou para casa o Oscar de melhor atriz secundária, sendo ovacionada de pé pelo público presente...

... enquanto Christopher Plummer se confirmou como melhor ator secundário, aos 82 anos de idade, tendo um dos melhores discursos da noite, ao olhar para a estatueta e perguntando-lhe diretamente: "Tens só mais dois anos que eu, onde é que andaste durante toda a minha vida?"

O desempenho de Meryl Streep como "dama de ferro" foi reconhecido e premiado! Merecido ao fim do maior número de nomeações como atriz desde os primórdios da sua carreira - esta era a sua 17ª nomeação - sendo que até agora apenas tinha ganho dois, o último dos quais em 1983. Também foi ovacionada de pé pelos seus pares e o filme recebeu igualmente o Oscar de melhor caracterização.

Jean Dujardin ficou literalmente esfuziante com o Oscar para melhor ator, mas "O Artista" recebeu, ao longo da noite, os galardões mais significativos de Hollywood: melhor filme e realizador (Michel Hazanavicius), a par de banda sonora e de guarda-roupa. Ou seja, equiparando-se a "Hugo" nas 5 estatuetas, mas... hélas!... mais relevantes!

O Oscar do "desempate" seria o da montagem, mas aí a preferência da Academia foi para "Millennium 1 - Os Homens que Odeiam as Mulheres" (assim com o travo de única surpresa da noite). "Meia-Noite em Paris" recebeu o Oscar de melhor argumento original, enquanto "Os Descendentes" conseguiram o do adaptado. 

O filme iraniano "Uma Separação" também venceu na categoria de filme estrangeiro e "Rango" no filme animado.

E se bem que ainda houvesse muito mais a dizer, sobre o Cirque du Soleil, outros homenageados e tal, por hoje... "That's all, folks"!

Imagens da net.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

E O OSCAR VAI PARA...?

OK, não tive oportunidade de ver todos os filmes que concorrem à 84ª edição dos Oscar de Hollywood, mas, mesmo assim, vou dar os meus palpites e que são bem simples: "O Artista" vai arrasar, levando uma série de estatuetas douradas para casa, nas principais categorias: melhor filme, realizador, ator, banda sonora, montagem e, possivelmente, guarda-roupa.

"As Serviçais" vão ganhar apenas os galardões para melhor atriz principal e secundária (Octavia Spencer). Quer dizer, Meryl Streep é a favorita como atriz principal, mas estou a torcer pela Viola Davis, como já referi, enquanto o melhor ator secundário deverá ser Christopher Plummer, em "Assim é o Amor" - este não sei se vou conseguir ver, porque tenho impressão que já saiu de cartaz.

"Meia-Noite em Paris" é o meu preferido para melhor argumento original e, em relação ao Oscar para argumento adaptado, só vi  "Os Descendentes" e "Os Idos de Março", sendo que o primeiro é um candidato mais bem posicionado. 
 
O filme iraniano "Uma Separação" é tido à partida como o vencedor do melhor filme estrangeiro. Também considero "O Gato das Botas" o melhor desenho animado, embora "Rango" seja dado como favorito nesta categoria - o que me espanta, porque gostei tão pouco, que acho que nem o mencionai aqui! "A Dama de Ferro" ganhará muito bem a melhor caracterização e suponho que "Hugo" será o candidato mais forte para vencer na direção artística e, provavelmente, na fotografia... 

Quais são os vossos palpites? 

Imagem da net.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

FAÇO MINHAS AS VOSSAS PALAVRAS!

No silêncio da noite, saiu uma mulher do botequim abraçada a um marinheiro, enquanto o homem de chapéu preto se desviou, para não esbarrar com ambos. "Puta de vida!" - exclamou ela, visivelmente embriagada. Filhos de ninguém, tal e qual como bonecos em ondas de desperdício, pareciam cruzar-se sempre naquelas calçadas portuguesas, sem que os pobres de espírito lhes vislumbrassem destino. Ismael - o homem do chapéu - tinha outra visão das estratégias de atração, a explicação do real parecia-lhe saída de uma página de Dickens...

Passara grande parte da sua vida a estudar e a ensinar, enfiado em bibliotecas, dançando com livros, onde aprendera banalidades... e coisas sérias! Gente era gente, ainda que desconhecida - havia que ter tanto respeitinho com o sr. arrumador como com o sr. administrador. Das longas cruzadas nos livros e das decisões inopinadas que nos fazem correr riscos desnecessários, descobrira pequenos truques para não julgar apenas pelas aparências. Contudo, tinha dificuldade em transmitir essa mensagem aos seus alunos. "Ser professor é, também, sentirmo-nos impotentes!" - sossegara-o um amigo.

Caminhava em direção à sua casa vazia, recordando ser aquele o primeiro aniversário da sua neta. Lamentava não lhe poder contar histórias de vampiros versus fadas, tal como fizera com a filha, mas viviam num país distante. E a banda desenhada - puro deleite! - quem a ensinaria a gostar? Mas não podia partir em viagens ao sabor da vontade, o ordenado e os horários de professor não o permitiam. Lembrava que a sua mulher murmurara "que coisa mais fofa" ao embalar a neta pela primeira vez. Naquela tarde chovia suavemente, mas o mundo parecia gritar: "Sei ser feliz!". Parou por uns momentos junto ao miradouro, como se na voz do Tejo reencontrasse as palavras simples da mulher que tanto amara. O último minuto, antes de qualquer partida, era doloroso, mais ainda quando não tinha regresso. "Vai ser complicado", constatavam os amigos, com solidariedade q.b. E fora! Ainda estava longe de alcançar a praia do esquecimento...

Retomara o passo, mas abrandou ao passar pela montra da livraria. No escaparate, um título prendeu a sua atenção: "Queria rever o teu rosto ao entardecer". Como era verdade! Porém, retomou o seu rumo, não sem se relembrar da frase de outro escritor,"na hora de pôr a mesa, éramos cinco", sendo o número irrelevante - a solidão tem o dom de ecoar em todas as paredes.

Ao contornar a esquina da sua rua, movimentada pelos turistas e pela taberna local, erroneamente apelidada de "Bom Garfo", discerniu o ronco da discussão entre os clientes habituais: "Piegas, a tua tia!" - reclamava um - "Olha aí a palhaçada!" - vociferava outro. O circo estava montado, para gaúdio da turista inglesa que comentara para o acompanhante "I'm lovin it! Very typical!" . Só acontece a quem anda... distraído! - concluíu.

Abriu a porta do prédio, subiu os vários lanços de escada e entrou na casa fria. Vestiu o pijama e, antes de descer a persiana, admirou a lua cheia refletida nas águas do Tejo. "No te digo adiós... te digo hasta siempre!" - sussurrou, fazendo suas as palavras de outros...

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Este selinho, que me foi atribuído pela Landa, será para todos aqueles que descobrirem neste pequeno texto os seus próprios títulos, já deste ano (regras para distinguir os blogues que mais lemos? não quero, nem gosto!):
 

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BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE!

domingo, 29 de janeiro de 2012

FINAL DE CONCURSO

Terminadas as votações no 1º concurso de escrita do Quiproquó, subordinado ao tema "Razões para acreditar em Portugal", segue a identificação de todos os concorrentes (e blogues) - bem como os  respetivos textos - a quem mais uma vez agradeço a participação, o trabalho, a inspiração e o tempo que dedicaram a colaborar nesta minha iniciativa:

TEXTO Nº 1 - Rafeiro Perfumado
TEXTO Nº 2 - Luisa
TEXTO Nº 3 - Moyle
TEXTO Nº 4 - Pedro Farinha (sem blogue)
TEXTO Nº 5 - Teté
TEXTO Nº 6 - Kim
TEXTO Nº 7 - Maria
TEXTO Nº 8 - W

Obrigada também a todos os votantes - Fausto, Rui da Bica, Tons de Azul, Moyle, Luisa, Kim, Maria e Ematejoca - que permitiram estabelecer os seguintes resultados: o texto que escrevi (nº 5) teve a maior pontuação (51 pontos); o texto nº 4, de Pedro Farinha, ficou em segundo (34 pontos); a Luisa com o texto nº 2 ficou em terceiro (32 pontos); em quarto e com 17 pontos, o texto nº 7 da Maria; os restantes concorrentes ficaram todos ex-aequo.

É pouco ético participar no próprio concurso, sendo todos os concorrentes anónimos? OK, aceito, e, caso alguém se sinta prejudicado, desclassifico-me automática e "airosamente"! De qualquer maneira, lembro que o intuito era o de promover a interatividade e, de algum modo, distinguir o que o nosso país tem de bom e que tantas vezes é esquecido nos últimos tempos...

O prémio de participação não podia deixar de ser meramente simbólico, virtual, único e igual para todos - este "selinho" fotográfico, pois está claro:

(eles acreditaram, em condições bem mais adversas... e nós, não?!?)
 
BEM HAJAM!