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sábado, 28 de janeiro de 2017

EFEITO APAZIGUADOR...

Há certas coisas que por vezes nos dão um um efeito apaziguador inesperado (ou não), para mim, fotografar é garantido que me acalma. Não me perguntem porquê, que não sei: é assim e pronto! Acontece que a máquina fotográfica foi a arranjar (e ainda cheia de sorte, que me queriam cobrar uma lente nova - cerca de 150 euros, metade do custo da câmara - por um arozito que perdi na tampa da lente e afinal consegui outro preço, por outra via...) e lá se foi o efeito apaziguador. Mais, encontrando a cada esquina algo que queria tanto fotografar...

Como se isso não bastasse, desde o início de Dezembro que os vizinhos de cima estão com obras daquelas que envolvem partir paredes, substituir canos, trocar cozinha e casas de banho, afagar o chão e nem sei que mais. Sei que aquelas duas alminhas, um ucraniano e um africano, não nos deixam sossegar um bocadinho o dia inteiro, desde então: entre as 9 e as 6 da tarde já sabemos que o batuque é infernal. Juro que um dia destes até julguei que era um tremor de terra, fiquei a saber posteriormente que tinham estado a serrar uma banheira(?!?). A única esperança é que cumpram o prazo previsto e no fim deste mês acabem a obra.

Enfim, facto é que tenho andado um bocado enervada, a máquina da roupa a cuspir espuma por todos os lados não ajudou nada à festa. Lá chamei o técnico, que veio ontem ao final da tarde, entretanto olhei para o meu vaso da salsa vazio e resolvi que estava na altura de a plantar novamente. E espanto dos espantos, quando o técnico apareceu, estando eu no final da tarefa ainda com as luvas e o chão da cozinha cheio de terra, estava com muito melhor disposição. Lá lhe pedi desculpa pela confusão - estava à espera dele mais tarde - e a conclusão dele foi rápida: excesso de detergente. Porquê? Porque estando esgotado o detergente que habitualmente usamos, comprámos outro. Da marca branca do Continente. Que por sinal serve para lavagem à máquina e à mão e, segundo o técnico, estes fazem muito mais espuma, logo tem de se usar uma menor quantidade. E o excesso de espuma pode introduzir-se no motor e tal... e adeus máquina! Resolveu-se a tempo, felizmente!

Certo é que vou para o fim de semana muito mais serena e bem disposta, devido ao efeito apaziguador de plantar salsa (e não só!). Espero que o vosso fim de semana seja simplesmente... 

MARAVILHOSO! 

domingo, 22 de janeiro de 2017

HARLEM 1958

Nunca poderia ter tirado esta fotografia, de autoria de Art Kane, até porque no dia e hora ainda não era nascida - 12 de Agosto de 1958, por volta das 10 da manhã. Em frente a um edifício de Harlem, Nova Iorque, retratando 57 músicos de jazz. Não tirei, mas tenho pena!

O insólito da foto não foi apenas reunir tantos músicos, mas a hora "madrugadora" em que foi captada. Tendo em conta que a maior dos músicos trabalhava em bares noite dentro até de madrugada, raramente estando "acordados" e disponíveis para o smile tão cedo. Mas parece que o fotógrafo freelancer lá os convenceu e certo é que ficou para a posteridade.

E não, as criancinhas sentadas na borda do passeio não faziam parte de nenhuma banda, eram apenas miúdos das redondezas que resolveram juntar-se ao grupo... porque sim! Consta que o fotógrafo, que já estava com dificuldade em agrupar os adultos, preferiu não fazer mais ondas...

Bom, mas se há fotografias com história, esta é uma delas, mesmo que atualmente só 2 dos 57 músicos ainda sejam vivos. Consegue aquela magia de nos transportar para um tempo que não existe mais, em que o mundo parecia mais simpático e inocente, e bastante menos perigoso. Será mera ilusão? 

Com ou sem música, tenham um...

ÓTIMO DOMINGO!

domingo, 15 de janeiro de 2017

OS PRIMEIROS DO ANO!

Patos para a coleção, claro! Fazem ideia da quantidade de fotos de patos que tenho? Não?!? Nem eu! Sei que são muitas, que a mania é antiga. Muitas delas só das penas do rabo, que os  malandros não me ligam nenhuma e viram-me costas com o maior dos desplantes.

Por curiosidade, fui dar uma vista de olhos aos álbuns de fotografias do ano passado e encontrei uma boa dúzia deles. Até há um que fala holandês, imaginem:

Com ou sem patos, tenham...

UM EXCELENTE DOMINGO!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

VALÊNCIA, CIDADE MODERNA

Se tivesse de explicar em meia dúzia de linhas as minhas impressões sobre Valência, diria o seguinte: uma cidade onde igrejas e monumentos seculares convivem com edifícios e estruturas bastante mais modernas, atravessada por um imenso jardim que já foi rio, "desaguando" em praias mediterrânicas de clima ameno durante todo o ano. A luminosidade que paira no ar, o arvoredo a perder de vista, a grandiosidade dos palácios, tudo contribui para tornar Valência numa cidade muito interessante, que merece ser visitada.

Antigamente o rio Túria atravessava toda a cidade mas, em 1957, as suas águas inundaram Valência, provocando dezenas de mortos, o que determinou a decisão de desviar o curso do rio, de modo a prevenir futuras catástrofes. O espaço foi desde então convertido numa zona lúdico-cultural, onde se conjugam jardins, campos e equipamentos desportivos, salas de exposições e auditórios, bem como as antigas pontes que ligavam as duas margens. Os denominados jardins do Túria terminam sensivelmente na zona mais moderna da cidade, a Cidade das Artes e das Ciências.

O complexo de edifícios que constituem esta "Cidade" foi desenhado pelos arquitetos Santiago Calatrava e Félix Candela e incluem Ópera, salas de cinema, o museu das Ciências, o Oceanário e um pavilhão denominado Agora, onde já decorreram alguns eventos de ténis. A maratona de 2016 começou e acabou na zona exterior do museu das Ciências.

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Muito mais haveria a mostrar sobre esta zona mais moderna da cidade, caso tivesse fotografado exaustivamente cada um destes autênticos monumentos, o que desta vez não foi o caso. Muita gente -só neste dia vi 3 casórios no local - e um plano que, tendo agendados alguns compromissos, não deu azo a visitas mais demoradas.

Sobre Valência, cidade histórica e tradicional, a par de algumas outras curiosidades, escreverei numa próxima oportunidade. Mas que valeu muito a pena, lá isso...

BOM FIM DE SEMANA!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PAREDES QUE "CANTAM"...

Passo naquele largo frequentemente, mas nunca nada me tinha chamado a atenção: um entre tantos do género no país. Desta vez foi diferente... e saí para fotografar:

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Andava nestas andanças fotográficas, quando uma vizinha me avisou: "há outra lá em cima, que não se vê daqui. É o Zeca Afonso e para mim a melhor de todas."

E lá fui bairro acima, à procura da imagem que me faltava na coleção. Mas valeu a pena!

Bem sei que há quem não goste de graffitis - se bem que tenha alguma dificuldade em chamar graffiti a estes  retratos - mas pessoalmente considero que embelezam em muito as ruas das nossas cidades. Como estes, no humilde bairro da Venda Nova, Amadora.

Obrigada,

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

VELEIROS NO TEJO...

Neste início de outono ainda sabe bem passear ao sol e observar as embarcações a navegar no Tejo, embora as noites já refresquem e sejam menos convidativas para a passeata.

Embarcações de todos os tamanhos e feitios, embora aqui se foquem apenas os veleiros...

A sério...

... ou de brincar - OK, aqui já não navegavam no Tejo, mas nas águas mais calmas da ribeira do Jamor. E assim se passa uma bela tarde de domingo, à beira-rio!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

OLHÓ PASSARINHO!

Como o prometido é devido, aqui fica um largo conjunto de pássaros que fotografei durante as férias no Algarve, na zona da lagoa dos Salgados e arredores (campo de golfe e relvados circundantes). Muito mais gratificante a segunda ronda em Setembro, do que primeira em de Julho.

O meu conhecimento sobre a passarada é limitado, pelo que vou apontar a identificação mais provável de cada um, mas sem certezas absolutas, pelo que estão à vontade para me corrigir, se for caso disso. Este suponho que é um melro fêmea.

Muito comum na lagoa, o galeirão tem aspecto e hábitos semelhantes aos patos, mas pertence a outra família. 

 O pato-real (fêmea) também é um residente habitual da lagoa.

Gaivotas também nunca faltam, evidentemente!

Possivelmente esta será uma garça-real, mas dado o mau posicionamento da câmara (e da ave) é difícil confirmar.

O guincho é uma ave da família das gaivotas.

Com a ajuda dos amigos do facebook consegui identificar esta ave, que mesmo sendo tão pequena tem uma quantidade de nomes porque é conhecida: alvéola, labandeira, lavadeira, lavandisca, lavandeira, alveliço, boieira e pastorinha. 

Esta creio ser indubitavelmente uma garça-branca-pequena, dada a coloração preta do bico e das patas.

No campo de golfe as garças-brancas-grandes também se passeiam. A diferença não está no tamanho, mas na coloração amarela de bicos e patas... acho!

Desta última visita o ibis-preto também estava amplamente representado, nunca o tinha avistado por aquelas paragens. E sim, já estive mais longe de aderir a um grupo de bird watching, pessoalmente conseguir ver e fotografar estas aves no seu habitat natural dá-me uma enorme satisfação...

Já agora, de toda esta passarada não consegui identificar o da primeira fotografia, se alguém souber agradeço a ajuda. Fica o desafio! 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ADEUS, VERÃO!

Esta foi uma das últimas fotografias que tirei nas férias de verão, assim em jeito de despedida. Por acaso, lembrou-me um pequeno episódio da minha juventude, que se conta assim numa penada: fui a casa de uma amiga e, estávamos as duas em amena cavaqueira, quando a mãe a chamou para lhe ir fazer um recado; ela pediu-me para esperar e espetou-me com um livro de poesia nas mãos; à falta de melhor, fui folheando e lendo aqui e ali até que encontrei este poema:

"Nunca encontrei um pássaro morto na floresta

Em vão andei toda a manhã
a procurar entre as árvores
um cadáver pequenino
que desse o sangue às flores
e as asas às folhas secas...

Os pássaros quando morrem
caem no céu."

José Gomes Ferreira 
(1932)

Como então, ainda hoje afirmo que não aprecio poesia, mas desde esse dia sei que não é inteiramente verdade - há poemas, como este, que me cativam imediatamente pela sua simplicidade.

BEM-VINDO, OUTONO!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"TUDO TÃO IGUAL...

... e tudo tão diferente" é uma frase repetida inúmeras vezes num filme de um célebre realizador sueco. Alguém sabe de que filme se trata? Bom, mas lembrei-me de a referir a propósito da praia de Albufeira e do post  anterior  ilustrado com um postal antigo. Que alguns comentaram dizendo que não notavam grande diferença (excepto já não existirem barcos na praia dos pescadores e o casario da agora cidade), só a Catarina parece concordar comigo: há diferenças e não são poucas!

Não tendo a mesma perspectiva aérea, restou-me anotar as terrestres. O que está igualzinho, sem tirar nem pôr, é o exterior do Hotel Sol e Mar. E o peneco, se bem que a sua imponência que dava à praia aquele toque tão característico tenha empalidecido bastante, face ao elevador que agora transporta os veraneantes para a praia.

Por outro lado, é notório e visível que a extensão do areal aumentou substancialmente em largura, onde existiam toldos brancos junto às falésias já só existe areia,  estes foram substituídos por chapéus de sol de palhota e alguns de um tom azul bem no meio da praia, não sei se com direito às longas cadeiras brancas que se espalham (também) frente ao mar (ou se são pagas à parte). A qualidade da areia, descartada não sei de onde, é que está longe de ser a mesma de outrora. O bar existente no areal também levou sumiço. Em compensação, os bares à saída do túnel foram sobejamente melhorados - são assim a dar para o carote, mas também quando só se vai lá uma ou duas vezes por ano, a mossa não é assim tão grande no orçamento. E a vista compensa!

Ah, atualmente também existem estes divertimentos aquáticos, mas isso é extensível a várias praias do país e também creio que são temporários,  pelo que não considero essa uma verdadeira diferença.


TCHIM-TCHIM E BOA SEMANA PARA TODOS!
(as férias acabaram, este blogue tem estado um pouco ao abandono, mas conto visitar os vossos cantinhos dentro em breve...)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LAGOA, COM TRILHO AO MEIO

Em abono da verdade, o trilho não corre no meio da lagoa dos Salgados, mas na sua berma, dividindo a paisagem entre canaviais e ervas rasteiras e secas. Do outro lado destas, erguem-se as dunas que se espraiam no extenso areal frente ao mar. Assemelha-se a uma divisão entre norte e sul, entre plantas verdes e vicejantes num ambiente fresco em clima ameno e aquelas que rastejam douradas nos desertos, sem nome ou categoria, servindo apenas de habitação a cobras, lagartos e outras bichezas afins.

É sem espanto, portanto, que a lagoa transborde de vida e passarada, enquanto na aridez desértica apenas se topem um ou dois pássaros a cruzarem os céus a grande velocidade. Andorinhas e pardais, essencialmente, que as gaivotas preferem a lagoa ou o mar, ali é que não param.

Observar os pássaros não é exatamente um hobby que tenha, o que não impede que quase todos os anos percorra este trilho, no intuito de tirar umas fotos. Mas tem sido quase sempre uma desilusão, este ano não foi exceção, suponho que o excesso de turistas e curiosos não seja muito vantajoso, quer para a simples observação, quer para conseguir captar boas imagens. As aves esvoaçam muito, que querem? Ficou decidido que lá voltarei em setembro, que talvez num ambiente mais calmo seja mais fácil "caçar" a passarada. 

No entanto, não deixa de ser frustrante ver lindas fotos de flamingos e garças captadas no local, enquanto da minha máquina só saíram patos, gaivotas e tartarugas. E não é que não goste dessa bicharada mais comum, como é evidente, mas conseguir flagrar uma ave dessas espécies mais raras é quase como ganhar um troféu. Há que insistir, portanto, em setembro lá voltarei!

E nessa altura publicarei todas as melhores imagens que conseguir fotografar, que é para não ficarem com a sensação que tenho a mania da patada... (que foi essencialmente o que consegui fotografar!)

Entretanto, fiquem com as tartarugas. Ou serão cágados?


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

(AINDA) NAVEGANDO PELO ALGARVE...

As férias já voaram, mas ficaram as fotografias. Não estranharam não haver nenhuma de um barquinho? Ah, pois é, essa é uma coleção à parte. É que à falta de um bote verdadeiro de borracha, madeira ou acrílico, entretenho-me a fotografar os que topo nos arredores. Ou as suas representações...

CLIC!

CLIC!

CLIC!

CLIC!

CLIC!

"Oops, este é de outro álbum, não pertence a esta coleção", pensarão os mais distraídos. Engano deles: as gaivotas da praia da Rocha andavam todas assim disfarçadas!

Este está definitivamente ancorado.

O de areia.

Evidentemente não podiam faltar os de azulejo: dois em casas particulares e um de um bar...

CLIC!

Enfim, pode-se afirmar que andei literalmente a ver navios: uma mania como outra qualquer! Com a vantagem de ser barata e inofensiva para os demais...