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sábado, 28 de janeiro de 2017

EFEITO APAZIGUADOR...

Há certas coisas que por vezes nos dão um um efeito apaziguador inesperado (ou não), para mim, fotografar é garantido que me acalma. Não me perguntem porquê, que não sei: é assim e pronto! Acontece que a máquina fotográfica foi a arranjar (e ainda cheia de sorte, que me queriam cobrar uma lente nova - cerca de 150 euros, metade do custo da câmara - por um arozito que perdi na tampa da lente e afinal consegui outro preço, por outra via...) e lá se foi o efeito apaziguador. Mais, encontrando a cada esquina algo que queria tanto fotografar...

Como se isso não bastasse, desde o início de Dezembro que os vizinhos de cima estão com obras daquelas que envolvem partir paredes, substituir canos, trocar cozinha e casas de banho, afagar o chão e nem sei que mais. Sei que aquelas duas alminhas, um ucraniano e um africano, não nos deixam sossegar um bocadinho o dia inteiro, desde então: entre as 9 e as 6 da tarde já sabemos que o batuque é infernal. Juro que um dia destes até julguei que era um tremor de terra, fiquei a saber posteriormente que tinham estado a serrar uma banheira(?!?). A única esperança é que cumpram o prazo previsto e no fim deste mês acabem a obra.

Enfim, facto é que tenho andado um bocado enervada, a máquina da roupa a cuspir espuma por todos os lados não ajudou nada à festa. Lá chamei o técnico, que veio ontem ao final da tarde, entretanto olhei para o meu vaso da salsa vazio e resolvi que estava na altura de a plantar novamente. E espanto dos espantos, quando o técnico apareceu, estando eu no final da tarefa ainda com as luvas e o chão da cozinha cheio de terra, estava com muito melhor disposição. Lá lhe pedi desculpa pela confusão - estava à espera dele mais tarde - e a conclusão dele foi rápida: excesso de detergente. Porquê? Porque estando esgotado o detergente que habitualmente usamos, comprámos outro. Da marca branca do Continente. Que por sinal serve para lavagem à máquina e à mão e, segundo o técnico, estes fazem muito mais espuma, logo tem de se usar uma menor quantidade. E o excesso de espuma pode introduzir-se no motor e tal... e adeus máquina! Resolveu-se a tempo, felizmente!

Certo é que vou para o fim de semana muito mais serena e bem disposta, devido ao efeito apaziguador de plantar salsa (e não só!). Espero que o vosso fim de semana seja simplesmente... 

MARAVILHOSO! 

sábado, 6 de junho de 2015

VIVAM AS CARACOLADAS!

Comecei a desconfiar que o ataque às caracoladas estava para breve, quando vi um masterchef (Nova Zelândia) a indignar-se com uma concorrente, por ter atirado uma lagosta para dentro de uma panela de água a ferver. Segundo a criatura, a lagosta precisava de ser morta com uma facada na cabeça antes de "mergulhar" no tacho. Porque era uma crueldade, blablablá. Isto vindo de um cozinheiro parece-me do mais caricato possível: óbvio que ninguém no seu juízo perfeito deseja ver os animais a sofrer antes de servirem de refeição, mas daí a uma facada ser mais "humana" do que um caldeirão, pois, são outros cinco paus. Aliás, embora nos últimos 30 anos nunca tenha cozinhado lagosta (por outros motivos que não o sofrimento da bicha), também foi assim que me ensinaram a cozinhá-la. E como não sei ao certo onde se deve espetar a faca para a tal morte rápida, desconfio que, no meu caso, a tentativa de lhe infligir menos sofrimento resultaria infrutífera. 

Mas quer dizer, se já estavam com esses pruridos com a lagosta (como com sapateiras, navalheiras, lavagantes e afins), de certo não iria faltar quem se lembrasse das amêijoas, cadelinhas, mexilhões e quejandos, bem como dos benditos caracóis. E foi assim que esta semana surgiu no facebook mais um grupelho a exigir que se acabassem com as caracoladas. Escusado será dizer que esta gente é vegetariana, vegan ou só parva, porque na verdade ninguém lhes diz que alfaces, tomates e outros vegetais e frutos gostem de ser comidos - e a maior parte das vezes "esquartejados", antes de ingeridos. Desconfio que não, mas isso sou eu!

Não façam confusão: não tenho nada contra vegetarianos ou vegans (já não direi o mesmo em relação a gente parva), desde que não tenham a veleidade de me "obrigar" a seguir a sua dieta. Tal como os nossos antepassados desde tempos imemoriais sou omnívora e não pretendo mudar a minha alimentação. Infelizmente, a insistência de que eles é que estão cobertos de razão e que portanto todos lhes devem seguir as pisadas é uma das características que costuma transformar vegetarianos (ou vegans) na tal gente parva...

Bom, mas verdade seja dita, que o que mais gosto nas caracoladas nem sequer são os caracóis: servem como pretexto para reuniões entre amigos, que por vezes já não se veem há muito. E há alguma coisa melhor do que pôr a conversa em dia com velhos amigos, frente a uma bela petisqueira? Foi o que aconteceu esta semana, quando me juntei ao Rafeiro Perfumado, à Gata Verde e ao FatiFer frente a uns belos caracóis, retomando assim uma antiga "tradição" - que teve um interregno no ano passado, por razões óbvias. Um encontro bastante animado, que nenhum activista anti-caracoladas se atreveu a interromper!

terça-feira, 14 de maio de 2013

SKYPE... À SOBREMESA!

Recentemente, uma amiga convidou-nos para jantar caril de gambas e caranguejo desfiado. Ela é uma cozinheira de mão cheia, mas eu odeio caril (nem o cheiro suporto, mas vale que por estes dias o meu olfato foi de férias por tempo indeterminado). É evidente que uma amiga de longa data sabe disso perfeitamente, mas também conhece a predileção do maridão pelo prato que raramente saboreia. Daí o convite para um jantar que tinha tudo para ser de agradável convívio. Como foi.

Em redor da mesa sentaram-se 6 grandes apreciadores de caril e eu (que me deliciei com um belo arroz de pato, acompanhado por uma salada de alface e tomate) e as conversas fluíram animadas, entre elogios ao caril, aos picantes e a uns fritos estaladiços, dos quais não fixei o nome, mas que provei e gostei. Já íamos para a sobremesa, quando o computador dela dá para lá um bip, em sinal que a queriam contactar.

De repente, apercebi-me de uma realidade do dia a dia de muitos dos meus amigos: a única forma viável que têm de comunicar com os filhos é através do Skype ou de outros programas afins, porque estes trabalham noutros países, já que cá não tiveram oportunidades de emprego ou são demasiado bons para o nível nacional. E se refiro filhos, também se estende a sobrinhos, irmãos ou amigos. Naquela sala todos tinham alguém querido e distante, se bem que no nosso e noutro caso seja apenas uma questão temporária. Mas não seria a primeira vez que alguém foi estudar para fora e acabou a ficar por lá...

Chamem-me saloia, mas abomino esta ideia vigente que somos todos cidadãos do mundo, portanto tanto faz trabalhar em Portugal como noutro país qualquer. Há quem goste e vá por livre e espontânea vontade e aí não tenho nada contra. Porém, também há quem não queira e não tenha outra solução. Ideia repugnante, que ninguém deveria ser "obrigado" a abandonar a sua terra e raízes!

Apesar dessas interrupções para falar com quem está longe, não se perdeu a animação e a refeição acabou com um merengue de morangos simplesmente divinal! A minha amiga deu a receita de cor, mas ainda não tive oportunidade de a experimentar. Fica para uma próxima postagem... 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

PERNAS DE PERU ASSADAS NO FORNO

Nunca gostei muito de peru, possivelmente por rescaldo de outras eras, em que ele comparecia anual e pontualmente à mesa do almoço do dia de Natal, para repasto dos poucos convivas familiares - a família que residia em Lisboa era reduzida. E o peru grande. E recheado com castanhas ou outros ingredientes e temperos. Em suma, sobrava sempre imenso e a semana seguinte era passada a comer os "restos" do bicho, de várias formas e feitios, mas mesmo assim de no final já não suportarmos o seu paladar, por mais disfarçado que fosse. 

À exceção de uns bifinhos de peru panados, comprados no "pronto-a-comer" em dias que escasseava tempo para cozinhar, nunca mais o bicho entrou cá em casa. Mas mais recentemente provei e gostei de um bom pernil, resolvi experimentar. A minha amiga não tinha a receita - a empregada é que costuma temperar - mas o facto não acanha ninguém que esteja habituado a cozinhar. Ainda por cima quando os livros de culinária abundam e a "maior enciclopédia do mundo" está à distância de um clique. Mas cá vai a receita experimental, à la Teté:

Ingredientes (3 pessoas):
2 pernas de peru (com cerca de 450 gramas cada)
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 chávena de chá de vinho branco
1 folha de louro
Azeite, sal, pimenta, colorau e piri-piri em pó q.b.

Lavam-se as pernas de peru e faz-se uma vinha d'alho com vinho branco, alhos, sal, pimenta, colorau e  piri-piri, barrando-as bem de ambos os lados e deixando-as marinar um bocado.
Cortam-se as cebolas em tiras de meia-lua e forra-se o fundo de um pirex (ou tabuleiro) de ir ao forno. Depositam-se as pernas nessa "cama" de cebola, dá-se-lhes um corte (esqueci-me, mas emendei posteriormente), regando com a vinha d'alho e com o azeite, juntando a folha de louro.
Vai ao forno a 200º. Ir espreitando, mas virar as pernocas uns 25/30 minutos depois. Se necessário, juntar um pouco mais de vinho e/ou água, para o molho não secar. Deverão estar prontas a comer cerca de uma hora depois, dependendo de se preferir a carne mais cozinhada ou mais rosada. O acompanhamento é à vontade do freguês - arroz, esparguete, esparregado, legumes, batatas fritas, cozidas, assadas ou whatever.

Fácil, barato e uma delícia para o paladar! Bom apetite... para o jantar!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

SALSA E COMPANHIA!

Se bem se lembram, após ter plantado salsa num vaso com enorme sucesso - floresceu e usei na culinária doméstica durante vários meses - em novembro passado resolvi repetir a experiência, desta vez indo mais longe e lançando à terra sementes de alface e de tomate, para além das ditas de salsa. Como também referi, trata-se de uma mini-plantação caseira, já que não tenho quintal, varanda ou terraço para expandir a "produção"...

Como quase todas as experiências de leigos, algumas coisas que correram mal e outras bem. A primeira coisa que correu mal (e isto soube pelo Kim, já perito nestas lides) foi juntar todos os restos de terra que tinha e despejá-la nos vasos - segundo ele, convém que a terra seja "fresca". A segunda foi a alface: a primeira a rebentar, mas não sei se por excesso de sementes revolveu completamente a terra, os pequenos caules emaranharam-se todos uns nos outros e, quando os pés de tomateiros e a salsa despontaram, já estavam meio a cair para o lado. Até tombarem de vez, sem remédio! A salsa demorou mais tempo a crescer - quiçá se por causa da terra se devido à menor exposição solar - mas já está pronta a consumir. Falta agora a parte mais difícil - a necessária transferência dos tomateiros para outro vaso mais espaçoso, de modo a possibilitar o seu desenvolvimento (na esperança que deem frutos), tal como vem explicitado na embalagem. Uma coisa é certa: apesar do desaire com as ex-futuras-alfaces, não deixa de ser gratificante ver as plantas crescer!

Entretanto, por puro acaso fiquei a conhecer um projeto camarário de hortas urbanas, que foi implementado aqui na junta de freguesia de Benfica, vai para ano e meio. Julga uma pessoa estar a par do que se passa na sua terrinha, para um dia deparar com isto, mesmo em frente ao CCColombo:

Denomina-se "Parque Hortícola da Quinta da Granja" e a explicação mais detalhada encontrei-a no blogue "Retalhos de Bem-Fica". Mas uma iniciativa autárquica a aplaudir, sem dúvida, a avaliar pelos resultados visíveis. E também para não dizerem que só critico os políticos cá do burgo...

Colagem fotográfica das várias fases da experiência e fotografia do parque hortícola.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

APERITIVO DE CAMARÃO

Saboroso, fácil, rápido e relativamente económico, para servir como aperitivo, entrada ou refeição ligeira, quem desdenha a sugestão? Ah, e claro, os mestres culinários certamente saberão fazer os vol-au-vent (no caso, em tamanho mini!), mas estes são de compra, num hipermercado com promoções. Já não é precisa mestria nenhuma em especial para fazer um molho béchamel, mas, para simplificar, aqui também é de pacote. 

Portanto, os ingredientes são os seguintes, para uma entrada para 3/4 pessoas:
Duas embalagens de mini vol-au-vent (contém 12 cada);
Um pacote de 200 gramas de molho béchamel;
125 gramas de miolo de camarão pequeno congelado;
Sumo de meio limão;
Salsa;
Sal, pimenta e piri-piri.

Preparação:
Coze-se o miolo de camarão em água a ferver com sal, pimenta e piri-piri a gosto. Deite o béchamel numa tigela, onde juntará os camarões já cozidos e grosseiramente cortados, a salsa picada miudamente e o sumo de limão. Envolva todos os ingredientes, prove e retifique os temperos, caso seja necessário. Com uma colher de chá insira um pouco desse recheio em cada caixinha, previamente dispostas num tabuleiro de pirex e leve ao forno, durante 10/15 minutos, a uma temperatura de 200 graus. Pode servir-se só ou acompanhado de uma saladinha de alface. Mais fácil... é impossível!   

BOM APETITE!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FRUTAS E LEGUMES!

Enquanto aguardo que a minha "horta" cresça e se desenvolva (ou não?), vou dando uma espreitadela pelas alheias (espero também que o Kim não se esqueça da promessa de mostrar a sua no blogue, que já vi algumas fotografias e ainda fiquei com mais vontade de me tornar agricultora!), mas já em formato de frutos e legumes. E há de tudo um pouco, incluindo trabalhos artísticos...

Lembram-se que os jardins suspensos da Babilónia já foram uma das sete maravilhas do mundo? O que dizer então de uma horta de abóboras suspensas? OK, não deve ser grande ideia contemplar a obra no terreno, porque em vez da ideia luminosa de Newton, a contrapartida poderia valer um galo monumental!

E na arquitetura?! Paredes com painéis de abóboras não resulta num colorido tão giro? Com a vantagem de no dia em que se vai fazer sopa, se faltam os ingredientes na cozinha, estão ali uma panóplia deles à mão...

Mas voltando às artes, porque será que mochos e corujas são um tema de eleição para os artistas? Por serem símbolo de sabedoria ou pela maior facilidade em os esculpir?

Ora aí está um legume que detesto e não entra cá em casa! Em versão verde, ainda vá, mas mesmo essa não tem muitos adeptos por aqui... No efeito escultural, até resulta!

Outro mocho? A sério? Lindão, é certo, mas haja criatividade e imaginação para variar o mote...

Ah, e claro, não podiam faltar as utilizações culinárias, para aguçar o apetite dos mais niquentos. Esta, por sinal, de um chefe do Café de São Bento, que não deixa os créditos por mãos alheias! (nham, nham)

BOM FIM DE SEMANA!

Imagens do facebook.

sábado, 10 de novembro de 2012

PLANTAR E COLHER!

No ano passado tentei plantar salsa e resultou, como se pode ver na fotografia! Tive salsa até julho, cortei toda antes de ir de férias, sem ninguém que regasse o vaso entretanto. Mesmo assim, no regresso a casa, ainda tinham rebentado uns pezinhos, que reguei e deram até setembro.

Logicamente, repeti a experiência. E, não satisfeita, juntei todos os vasos desocupados e destituídos das anteriores funções, para  novas plantações de "agricultora" doméstica. Se florescerem, a minha cozinha vai virar uma horta...

Depois conto tudo sobre o sucesso (ou insucesso) destas novas tentativas!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PARA DAR E VENDER...

OK, não vou vender, é apenas força de expressão! Lembram-se deste post? Já lá vão uns meses e, francamente, a certa altura julguei que a minha experiência de agricultora doméstica ia resultar num enorme fiasco! Enfim, sempre dava para o "investimento" inicial, mas a salsa começou a surgir aos tufinhos, supus que não passasse disso. Para umas omoletes e pouco mais...

Enganei-me redondamente: este ano ainda não comprei salsa! A fotografia foi tirada há cerca de um mês e já tinha usado na culinária caseira uns bons ramos. O vaso continua praticamente na mesma, à parte um pé ou outro que secou, que vou retirando o mais meticulosamente possível. Mas, surpresa das surpresas, onde já cortei têm voltado a florescer novos ramos. Portanto, antes que seque sem uso ou proveito para ninguém, vou desfalcar o vaso e distribuir ramalhetes de salsa por toda a família. E ainda vai sobrar!

Fica o resumo fotográfico da minha experiência na plantação de salsa:

Dá para entender o meu desconsolo inicial? Ah, e ainda tive de levar com a malta a gozar comigo, que me tinha enganado no pacote das sementes, que aquelas não eram de salsa nem aqui nem na Cochinchina... Eram sim! Esclareço também que mais tenra e com um sabor bastante mais intenso do que a que se encontra à venda. Resumindo: foi uma experiência bem sucedida, que vou voltar a repetir! (quando esta acabar, logicamente...)

BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE!
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

OS OLHOS TAMBÉM COMEM?

Não sei! Mas algumas crianças japonesas talvez pudessem responder à pergunta, porque as suas mães mais imaginativas e talentosas (será que os pais também?) preparam-lhes marmitas para levarem para a escola com todo este aparato...






Com muito amor e carinho, não é difícil de adivinhar! Sushis à parte, nada que não convenha a uma mãe, pai, tia ou avó portuguesa experimentar, se os meninos revelam pouco apetite habitualmente. Fica a ideia, made in Japan!

(Obrigada, Gatinha!)
Imagens recebidas por mail.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

PÉS DE SALSA

Já fiz a experiência em tempos e resultou. Quer dizer, mais ou menos, porque depois tinha pena de cortar os pés de salsa que plantei e vi crescer. Tanto que alguns deles acabaram por murchar no próprio vaso! O que também não deixa de ser um destino inglório...

Mas os tempos estão difíceis - se, noutros, a salsa e os coentros eram oferecidos aos clientes que fizessem compras na mercearia (o que ainda acontece em algumas e na praça), nos super ou hipermercados ela é paga... a preço de bife da vazia! Ah, pois é, a questão é fazer as contas: se 50 gramas de salsa, lavada, empacotada ou embrulhada custa  89 cêntimos, a como é o quilo? Nada mais nada menos que 17,80 €. Evidentemente, ninguém compra um quilo de salsa, porque os tais 50 gramas dão para vários dias e refeições - aí depende do cardápio e do número de comensais -, mas certo é que em cerca de uma semana também murcha (se não for congelada, mas aí parte do seu paladar também se perde, no meu modesto entender). Portanto, se todas as semanas comprarmos um raminho, no final do ano "voaram" 46,28 €, sem percebermos como!
 
Se bem pensei melhor o fiz, toca de ir buscar o vaso sem uso, a terra e as sementes comprei por cerca de 3 €. Devo esclarecer que o jeito é pouco para estas lides de jardinagem, numa segunda tentativa a coisa não correu nada bem - suponho que afoguei a terra e as sementes com tanta água, às tantas parecia mais um pantanal num vaso do que uma sementeira. Com mosquinhas minúsculas num festim em volta...


O ritual foi executado em silêncio: demolhar as sementes, colocar a terra no vaso, abrir alguns sulcos e, mais tarde (não, não foram 24 horas de molho, mas semente tem relógio?), espalhar os grânulos nas fileiras e cobrir com mais terra, regando com água abundante... esperemos que não excessiva.

Agora só me resta apelar aos deuses da salsa - se é que os há! - para please, please, please, não me deixarem ficar mal. Nem à salsa!

EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FILETES COM MOLHO DE COGUMELOS

Para não dizerem que sou como os outros, que prometo e não cumpro, aqui segue a receita de "filetes com molho de cogumelos", livremente adaptada de um livro de culinária coordenado por Maria de Lurdes Modesto. Já a experimentei com vários tipos de filetes congelados, com pescada não dá que tem muitas espinhas, só lá mais para os de linguado ou de palmeta (num hipermercado perto de todos). Portanto, é refeição que sai carota, mas cá em casa todos adoram, mesmo que só de vez em quando!

Ingredientes:
Um filete grande de peixe por pessoa (depende do apetite de cada um);
Uma chávena de vinho branco;
Um cubo Knorr (ou outro) de caldo de peixe;
100 gramas de cogumelos brancos frescos laminados (meia embalagem);
25 gramas + 15 gramas de margarina;
3 colheres de sopa de farinha (25 gramas);
3 colheres de sopa de polpa de tomate;
Uma chávena de natas (+ ou - meio pacote);
Sal e pimenta a gosto.

Costumo partir os filetes em três pedaços, cubro de água, junto a chávena de vinho branco e o cubo de caldo de peixe, ponho ao lume e deixo ferver durante 8 minutos. Em simultâneo, numa frigideira com 15 gramas de margarina frito os cogumelos, em lume brando até ficarem tostados.
Derreto a restante margarina e junto a farinha, mexendo sempre com as varas. Entretanto, já passei uma chávena da água/vinho de cozer o peixe pelo passador (que escorro logo de seguida), onde junto a polpa de tomate, mexendo bem e adicionando ao preparado anterior, continuando a mexer. Adiciono os cogumelos já prontos, junto as natas e tempero com sal e pimenta. 
E pronto, é só servir os filetes cobertos com o molho, com acompanhamento de feijão verde, brócolos, batata cozida, ao gosto do freguês... Uma delícia, garanto!

post-scriptum - este post estava escrito há muito tempo e "perdido" pelos rascunhos,  talvez não seja o momento mais indicado para o publicar; mas promessa é promessa, para gente de bem...
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

À PESCA...

Quadro de Winslow Homer (1836 - 1910)
Ah, nem imaginam o que me ri com o último episódio do concurso "Masterchef", da RTP, que sigo atentamente, com a curiosidade de uma cozinheira "de trazer por casa". Então os 6 finalistas lá seguiam, todos contentes e satisfeitos, para uma prova de... pesca! De cana, linha e anzol, no mar de Sesimbra, para pescarem o peixe que iriam cozinhar de seguida. Sem demonstrarem estar "à beira de um ataque de nervos", como se pescar fosse tarefa fácil, ao alcance de qualquer um!
Isto quando o Sol já ia alto (deve ser por acaso que alguns maduros gostam de pescar de madrugada, ou então serão insónias...) e todos em amena cavaqueira, nada preocupados com a eventualidade de não pescarem nada para apresentar no tacho.
Depressa entendi o porquê! Mesmo que "apressando" as imagens, como convém nestes programas televisivos, para não saturar os espectadores com compassos de espera, as linhas começaram logo a abanar e era ver a alegria com que cada concorrente sacava um peixão do mar. O chato é que os peixes - todos pertencentes ao mesmo cardume e mais ou menos do mesmo tamanho - não corresponderam ao entusiasmo dos pescadores e, coitados, lá saíram hirtos e tesos (que nem um carapau?) das águas, como se tivessem passado as últimas horas de vida acamados em gelo...
Ah, e claro, para adivinhar só quem será o autor do quadro! (com ou sem "batotas", ao gosto de cada um, já que não é nada fácil - ou, pelo menos, eu não conhecia o pintor!)

ADITAMENTO a 27/09/2011 - legenda do quadro.
Imagem da net.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SAPATEIRA RECHEADA

O meu pai, homem do Norte, pouco cozinhava, mas do recheio da sapateira era sempre ele a tratar. E ainda hoje o faço como ele, o que, no meu entender (e no de todos os familiares e amigos), fica muito mais saboroso do que os que comemos em marisqueiras ou cervejarias. Tanto pode servir como entrada ou como mariscada, o que depende do tamanho da sapateira (ou de quantas são) e do número de pessoas à refeição. Em qualquer dos casos, os ingredientes são simples:

a sapateira, evidentemente, cebola, alho e ovo cozido bem  picadinhos, maionese, pimenta e piri-piri. Junta-se o conteúdo do casco (tirando aquela espécie de guelras e outras partículas rijas) - em querendo, e se para aperitivo, inclui-se também toda a carne das patas e tenazes - aos restantes ingredientes e envolve-se. Eventualmente, podem-se ainda acrescentar um pouco de ketchup e cerveja, cortando na maionese, o que torna a pasta mais rosada. 

No final tempera-se com a pimenta e o piri-piri e serve-se com tostas ou pão torrado a acompanhar, preferencialmente depois de arrefecer um pouco no frigorífico. Claro que, para dar um toque de classe gastronómica, podem servir o recheio dentro do próprio casco.

Bom apetite!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COZINHA... INFERNAL!!!

Se há assunto que me prende a atenção, no zip zap do comando da TV, culinária é um deles: papo todos os programas, portugueses ou estrangeiros! Claro que alguns são vocacionados para as refeições rápidas do dia a dia - o que já me ri com a Nigella Lawson, que nem picar cebola sabe - outros para os pratos regionais (João Carlos Silva era um mestre do improviso "Na roça com os tachos"), talvez a maioria mais inclinada para a cozinha tradicional de cada país, mas certo é que se aprendem sempre alguns truques com todos eles. Embora nem sempre cresça água na boca...
Portanto, o que faltava era mesmo um programa sobre gastronomia, 'haute cuisine' ou como lhe queiram chamar, embora a probabilidade dos grandes chefes revelarem os seus segredos seja reduzida. Ou nula. O que até se compreende, pois é assim que eles ganham para o tacho!
Então, um dia destes, apanhei um episódio de "Hell's Kitchen" na SIC Radical. Vários chefes num concurso gastronómico? "Promissor!", pensei já a salivar. O que se seguiu, não tem semelhança nenhuma com qualquer programa televisivo, havido ou por haver: resumidamente, diria que é um concurso de terror para cozinheiros ambiciosos de tendências masoquistas e/ou sádicas! Querem mais original?!
Gordon Ramsay - um grande chefe escocês, co-proprietário de uma cadeia de restaurantes de luxo a nível mundial e coordenador de uma vasta equipa de cozinheiros de gabarito - ajuíza a prestação dos candidatos com uma mão de ferro, direi mesmo tirânica. Ele grita, insulta, provoca, ofende, goza e castiga todos, enquanto parte pratos e manda panelas pelo ar, numa agitação e irritação constante. De vez em quando também elogia algum e premeia as equipas vencedoras de cada desafio, numa nítida tentativa de incentivar os conflitos. O que consegue sem dificuldade, já que os concorrentes são igualmente egocêntricos, narcisistas e arrogantes, numa espécie de fotocópia do líder.
E afinal o que se aprende de gastronomia? NADA! As câmaras preferem mostrar as reacções estampadas nas caras de professor, alunos ou dos júris/convivas à mesa, do que propriamente a confecção dos pratos ou os movimentos em redor dos fogões! Quer dizer... ensina a ser um ditador na cozinha, mas isso interessa a alguém?

Imagem da net.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MAÇÃS ASSADAS

Sem castanhas e vinho também se faz o São Martinho! Com maçãs assadas e um cálice de Porto que, não sendo da tradição, caem sempre bem.
Castanhas à venda não faltavam, mas como os meus homens (eheheh, soa um bocadinho mal, mas pronto!) iam chegar tarde e elas são  boas é quentinhas, toca de mudar a ementa da sobremesa. Assim, enquanto bebericava o líquido castanho avermelhado, fui untando um pirex de ir ao forno com margarina e derreti um pouco da mesma num púcaro e em lume brando. Lavadas as maçãs reinetas, com uma faca afiada - há quem use um descaroçador, mas eu não tenho - escava-se um furo de lado a lado no centro de cada maçã, para retirar as sementes. Colocam-se no tabuleiro, e deita-se uma colher de sobremesa de açúcar no buraco, depois uma colher de sopa com a margarina derretida, outra de vinho do Porto e mais outra de sobremesa de açúcar para finalizar este "recheio". Et voilá! Coloca-se no forno a 200º e é esperar que elas assem, enquanto se aprecia o que sobrou do precioso néctar...
O tempo varia consoante os fornos e a preferência por mais ou menos assada, eu que gosto delas quase desfeitas regulo para 25-30 minutos. No final, é só colocar uma colher de chá de geleia de marmelo no centro de cada maçã. Esta por acaso é de compra e não é tão boa, no ano passado a minha irmã ofereceu-me no Natal um frasco de uma geleia que fez em casa, que era simplesmente divinal! Espero que este ano tenha a mesma lembrança, eheheh!
E pronto as belas castanhas ficarão lá mais para o fim de semana, mas as deliciosas maçãs serviram de consolo...
BOM APETITE!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

TORTILHA À ESPANHOLA

Bom, não tenho por hábito colocar aqui receitas, mas não há regra sem excepção! Passo a explicar: nos últimos meses recebi, de seis pessoas diferentes, uma corrente de trocas culinárias. Como odeio correntes, que além de atravancarem os mailitos (o meu e os alheios) não servem rigorosamente para mais nada, não respondi a nenhum desses pedidos. Não existiam pragas ou desgraças associadas a quem a quebrasse (oh, que grande preocupação!), mas nem a eventual possibilidade de receber alguns segredos gastronómicos me convenceu - isto, quando adoro cozinhar e experimentar novos pratos!

Daí, em jeito de compensação, ter resolvido partilhar esta receita da minha tia Marita - espanhola de gema, que se refugiou em Portugal durante a Guerra Civil espanhola e por cá ficou, e que recordo quase sempre que descasco batatas, porque esmerava-se a tirar apenas a película mais fina da casca (quando já se passou fome, não se desperdiça nada, não é?!) - que é fácil de confeccionar e barata:

Ingredientes (para 3 pessoas)
6 ovos
6 batatas médias
1 cebola média
óleo
sal

Descascam-se as batatas e a cebola. Cortam-se as batatas em quadradinhos pequenos e a cebola em rodelas fininhas. Depois de lavadas e secas num pano, colocam-se numa frigideira com o óleo quente mas em lume brando, até amolecerem (tipo transparentes), retirando-se do lume em seguida. Devem ficar sobre um papel absorvente, para escorrer o óleo. Batem-se os ovos numa tigela, juntam-se as batatas e a cebola já escorridas, e tempera-se com sal. Entretanto, tira-se o óleo da frigideira, deixando apenas uma fina camada no fundo e vai ao lume (mais forte) com todos os ingredientes já envolvidos. Após alguns minutos e quando lhe parecer que já está tostada na superfície inferior, vire a tortilha (usando a tampa de uma panela ou um prato de diâmetro maior ao da frigideira, preferencialmente no lava-louça, porque pode escorrer algum óleo ou ovo), rapidamente, mas com cuidado para não se queimar. Deixe tostar a outra face e sirva, podendo acompanhar com uma salada. Ah, e claro, também pode ser servida fria, em jeito de petisco!

Na foto, o meu jantar de ontem, eheheh! Bom apetite!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PEIXINHOS DA HORTA

A pedido de muitas "famílias" (cof, cof... algumas... bem... foram só quatro!), lá resolvi trocar a fotografia (há quem não goste de ver os "caracoles" à mesa), o post e a travessa.

"Peixinhos da horta" é uma das minhas predilecções gastronómicas, desde o tempo em que andava na escola primária e ia almoçar a casa da minha avó com frequência, até porque ambos os prédios se situavam na mesma rua. Ora cá a Je sempre foi "pisca" a comer - para grande ralação dos parentes mais próximos - mas "peixinhos" marchavam que nem ginjas. Vai daí, era rara a semana em que não provava este pitéu, para satisfação de todos, que a menina comera lindamente...

Quando comecei a cozinhar diariamente (que é como quem diz, quando casei, vinte e tal anos mais tarde), de cozinha só sabia o trivial, excepto um prato ou outro mais sofisticado, mas lá me fui desembaraçando, com telefonemas à mamã e consultas a livros de culinária - nessa época, já a minha avó tinha morrido. Um belo dia, confiante nessa nova arte de cozinheira, resolvi fazer os ditos pastelinhos. Péssima ideia: uma grande trabalheira, uma grande sujeira, para no fim o feijão verde fugir para um lado e o polme para outro na frigideira, nada que se pudesse aproveitar como refeição. Nunca mais repeti a dose!

Até que um dia destes (a 26 de Abril deste ano, mais precisamente), o PreDatado colocou uma receita de "peixinhos da horta" lá no seu canto. Hummm... será que é desta?!

Assim, ontem armei-me de coragem - alguém aprecia fiascos? - dispus todos os ingredientes em cima da banca (também lá estão os ovos, grandes, mas tão tímidos que rebolaram para trás da tigela!) e coloquei a mão na massa. De princípio desiludi-me um bocado, que parecia estar a engranitar. Mas depois, com a ajuda de uma vara de arames, foi ao sítio.

Não se aprende nada na blogosfera?! Ai não, que não se aprende!!! Para quem quiser, a receita figura no 3º post daqui (aí não consegui arranjar melhor, que em arquivo não me dava o link, se alguém souber agradeço a explicação). E ao "mestre cuca" PreDatado o meu imenso obrigada, que os "peixinhos da horta" estavam uma delícia! (não se pode comprovar na foto, mas pronto!) Nham, nham...

BOM FIM DE SEMANA!

domingo, 10 de maio de 2009

PARA QUEM QUERIA CONCHINHAS...

... e sol, mar e praia, as da fotografia até souberam lindamente, se bem que não fossem exactamente essas que estivessem em mente: amêijoas à Bulhão Pato, um dos petiscos mais tradicionais da cozinha portuguesa que, segundo consta, deve o seu nome à homenagem de João da Mata ("chefe de cozinha do velho Hotel Bragança") a Raimundo António de Bulhão Pato, poeta e ensaísta do século XIX*. Adiante!

Se a intenção não era essa, teve de ficar por aí, com o gostinho de ser numa esplanada à beira-mar na Praia da Rocha. Os meteorologistas (e pessimistas) de serviço já tinham avisado que o tempo ia estar instável, logo de manhã choveu e trovejou, mas à tarde até levantou e...

... se não fosse a ventania, até tinha dado para chapinhar os pézinhos, no mínimo. Mas quando o convite do areal se traduz numa espécie de tempestade em pleno Saara, o melhor é inventar outras distracções: ler, ver televisão ou comer...

... e estas sardinhas assadas, em início de época, até já estavam bem apetitosas!

'Tá-se mesmo a ver que não tenho jeito nenhum para bruxa (aceitam-se outras opiniões, evidentemente!), mas numa acertei em cheio: de regresso a casa, viemos a ouvir os "Beatles" durante quase toda a viagem!!!


* in "Tesouros da Cozinha Tradicional Portuguesa", das Selecções do Reader's Digest.

terça-feira, 5 de maio de 2009

BIMBALHADAS!

Não sei dizer ao certo há quanto tempo comprei a Bimby, mas há 4 ou 5 anos, no mínimo! A máquina foi cara, mas achei que valia a pena e continuo a achar. Curiosamente, os homens não alinharam muito na ideia (éramos umas 5, em duas reuniões de exemplificação), que as mãezinhas deles cozinhavam muito bem, sem precisar daquele "motor turbo" na cozinha, faziam tudo com as próprias mãos. Pois, na era da pedra lascada!

Na verdade ninguém precisa, mas que dá um jeitaço a quem prepara diariamente as refeições familiares, não restam dúvidas. Tritura, rala, mói, liquidifica e bate claras, enquanto sopas, sumos, massas, doces ou comezainas mais elaboradas se executam rapidamente ou durante o timing em que a maquineta fica a trabalhar sozinha.

Talvez se possa imaginar o porquê do livro de receitas não poder ser comprado, só oferecido com a compra da dita, no caso específico, com uma série de receitas espanholadas e mal traduzidas.

Eis senão quando, na passada semana, o jornal "Público" lança um livro de receitas próprias para a Bimby, longe de baratinho, 11 euros cada. Recebi não sei quantos mails sobre o assunto, mas o livrito desapareceu num instante das bancas de jornais, a algumas nem chegou... Ou o jornal dimensionou mal a publicação ou os "pobres" tugas não prescindem da Bimby como artigo de primeira necessidade! E isso, acho estranhíssimo...