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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

LION - A LONGA VIAGEM PARA CASA

Baseado numa história verídica, "Lion" conta a história de um rapazinho indiano de 5 anos, Saroo, que se perde do irmão numa estação de comboio e inadvertidamente entra num comboio desactivado que o larga, muitas horas e muitos quilómetros depois, na caótica cidade de Calcutá. O percurso do menino será idêntico ao de cerca de 80 mil crianças que se perdem na Índia todos os anos. Mas Saroo, que não sabe explicar o nome da terra onde nasceu, nem sabe o nome da mãe teve sorte, e acabou por ser adoptado por um casal australiano e viveu na Tasmânia, sem grandes preocupações, até aos seus 25 anos.

Já depois do curso de gestão hoteleira acabado e de ter iniciado uma relação amorosa com Lucy, ele começa a ficar obcecado por encontrar a sua mãe biológica, que ele acredita que junto ao seu irmão Guddu o tem esperado pacientemente durante todos estes anos. Será?

(para os mais sensíveis, é aconselhável um fornecimento extra de lenços de assoar...)

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Assisti à 74ª edição dos Globos de Ouro hollywoodescos, na madrugada de dia 9, na SIC Caras. Suponho que a gala terá muito interesse para americanos, ingleses e afins, mas para os portugueses já é mais duvidoso: muitos dos filmes ainda não estrearam cá, as séries nem se sabe se algum dia serão exibidas nos nossos canais televisivos. 

Se bem que Jimmy Fallon tenha imprimido um bom ritmo à cerimónia, esta não teve grandes brilharetes: foi uma Meryl Streep muito afónica quem mais se destacou nos discursos, quando recebeu o prémio Cecil B. De Mille, apresentado por Viola Davis; a entrada com mais piada foi a de Steve Carrel e Kristen Wiig ao apresentarem o melhor filme de animação ("Zootopia"); "La La Land" foi o filme musical que varreu todos os 7 Globos para que estava nomeado, mas não é garantido que seja uma obra-prima - já se sabe do gosto que os americanos têm por estas cantorias. Estreia dia 26 deste mês, mas só vou se for arrastada, que pessoalmente detesto o género...

Mas pronto, agora é aguardar que dia 6 de Fevereiro sejam conhecidas as nomeações aos Oscars, pois é expectável que a gala de 26 de Fevereiro já não nos apanhe tão fora do circuito  cinematográfico.

Imagem de cena do filme da net.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

SNOOKER

Há pessoas que papam tudo quanto seja desporto televisivo. Faço precisamente o contrário: se é desporto, mudo de canal. Com todos incluindo futebol, excepto...  snooker! Sempre gostei de jogar e de ver, desde que aprendi o básico lá nos idos tempos de liceu.

Para quem não sabe, neste momento está a decorrer o campeonato do mundo de snooker, que o Eurosport tem transmitido mais ou menos em directo - por vezes só dá um resumo, outras repetem jogos que já deram. Enfim, o costume em televisão!

O que este campeonato do mundo tem de inusitado é o facto dos jogadores favoritos terem sido eliminados logo nas primeiras rondas: começou com Bingham, o campeão do ano passado, continuou com Murphy (vice-campeão), Neil Robertson, Judd Trump e Ronnie O'Sullivan - o grande craque, que todos consideravam vencedor à partida... Quem restou para disputar as meias finais? Mark Selby, o único dos favoritos ainda em prova, o escocês McManus (que chegou lá com um grande bambúrrio), o asiático Marco Fu e o chinês Ding Junhui. Não é assim muito linear que Selby venha a confirmar a preferência do público - natural, sendo ele inglês e decorrendo o campeonato em Sheffield.

Bom, mas os comentários da emissão televisiva estão a cargo de Miguel Sancho e Nuno Miguel Santos - tive de verificar os nomes na net, pois quando os referem confundem-se, dada a similitude e a má dicção de ambos - que no início de cada jogo fornecem algumas informações interessantes sobre os jogadores, como nacionalidade, idade, posição no ranking, etc.e tal. O pior é que depois começa a faltar-lhes tema de conversa e começam a inventar: nem estou a referir as jogadas que eles preconizam e depois o jogador prefere executar de outra forma - acontece de vez em quando, mas não é preciso ser um crânio para adivinhar qual a bola que tem o ângulo mais favorável para ser embolsada. Isso, até eu! Mas desde histórias muito imaginativas sobre a "maldição" de não existir memória do mesmo campeão dois anos seguidos (está tudo na net, então para quê inventar?), até epítetos imoderados sobre os jogadores - "máquina de embolsar bolas" ou "estrela do Oriente" - vale tudo. Até a dar notícia das opiniões facebookianas de  alguns adeptos. Tenham dó! (ou, não tendo, arriscam-se a ficar mudos no meu televisor...)

Boa notícia é que Lisboa vai passar a ter um Open, que fará parte do calendário oficial. E que as emissões televisivas da modalidade estão garantidas para a próxima década.

Boas tacadas!

Imagem de Mark Selby, da net.

terça-feira, 29 de março de 2016

NOS CAMPOS DA FLANDRES

Neste fim de semana pascal deu na FOX Crime a mini-série "Convite para a morte" (2015), baseada num dos romances policiais mais espetaculares de Agatha Christie (e um dos meus favoritos). Como é óbvio, segui atentamente os 3 episódios, que foram exibidos pelas 9h30m da noite - fica a informação para quem quiser/puder ir espreitar. Depois calhou dar de caras com um documentário intitulado "Apocalipse da I Guerra Mundial", com bolinha vermelha e tudo, que não podia ser mais explícito sobre as atrocidades dessa guerra que ceifou inutilmente tantas vidas, há um século atrás.

Ora acontece que recentemente vários amigos bloguistas me enviaram mails para uma corrente de troca de poesias. Também acontece que não sou de correntes. Nem de (qualquer) poesia. Tenho até alguma aversão a auto-intitulados poetas que rimam luar com amar, julgando com isso ter escrito uma obra-prima. Que eventualmente poderá ser, se o versejador tiver menos de 8 anos de idade... Adiante! Portanto, foi sem qualquer remorso que não segui as correntes recebidas. Para provar que não sou assim tão insensível, nem tenho o coração totalmente empedernido, resolvi brindar-vos com um poema que me emocionou, quando via o documentário acima mencionado. Escrito pelo tenente coronel canadiano John McCrae, na Flandres, em 1915 - o então poeta e cirurgião viria a perecer em 1918, no surto de gripe espanhola que se propagou pelos exércitos que combatiam. De uma penada, também para satisfazer todos aqueles que precisam de mais poesia nas suas vidas...

NOS CAMPOS DA FLANDRES
Nos campos da Flandres
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.

Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos da Flandres.

Continuai a lutar contra o nosso inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos da Flandres.

Tradução de ABGAR RENAULT

No original:
IN FLANDERS FIELDS
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved, and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A MADRUGADA DO TIO OSCAR...

Devo confessar que desta vez me custou assistir à cerimónia, de fio a pavio: acabou às 5 da matina. O facto de não estar muito a par dos filmes nomeados também pesou nesse desinteresse, evidentemente - só tinha visto "Trumbo" e o desenho animado vencedor da estatueta, "Divertida Mente". Depois, uma série de filmes nomeados não me atraem minimamente, com ou sem Oscar a acompanhar: "The Revenant", "Mad Max - Fury Road", "O Marciano" e outros que tais. Ainda com a agravante de já todos os peritos terem anunciado até à exaustão quem eram os vencedores favoritos: Leonardo DiCaprio e a estreante Brie Larson. Que ganharam, tal como previsto.

Assim, novidades não houve muitas: a menina da foto, Alicia Vikander, venceu na categoria de melhor atriz secundária pelo filme "A rapariga dinamarquesa"; Mark Rylance o de ator secundário, pelo filme "A ponte dos espiões"; os 7 Oscars ganhos por "Mad Max" (vi o primeiro e chegou!) em categorias mais ou menos secundárias, como a montagem, edição de som e guarda-roupa, por exemplo e os apenas 3 para o filme mais nomeado, "The Revenant", que incluiu o realizador, Alexandre Inãrritu, e a fotografia. E "Spotlight" que venceu o melhor filme e argumento original, 2 dos Oscares mais ambicionados. Por seu turno, a apresentação de Chris Rock também surpreendeu pela positiva, ainda por cima num ano tão marcado pela "polémica" não nomeação de negros para as estatuetas douradas.

Pela negativa, a menina de carinha laroca e dois dedos de testa que, nos intervalos da emissão da SIC Caras, era suposta comentar o que se estava a passar, mas preferiu rir imenso com as piadolas do twitter que seguiu mais atentamente que a gala. A culpa não será dela, mas de quem lá a pôs a fazer um trabalho para o qual não possuía traquejo suficiente... e sucederam-se as atrapalhações, entre muitos risinhos. Uma fofinha, como ela mesmo apelidava sistematicamente  alguns dos protagonistas no ecrã...

Negativa também a apresentação do fulano que tinha a tarefa de nomear os documentários de curta-metragem indicados aos Oscares e anunciar o vencedor, que duma penada só humilhou estupidamente todos os participantes naquela categoria. Uma vergonha! 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SEGUIDORES

A vontade de influenciar os outros ou de impor a sua opinião é coisa que vem de longe e, infelizmente, acontece a muitos, para não dizer a quase todos, seja-se democrata ou não. Aí a única diferença é que os democratas têm tendência aceitar melhor as opiniões alheias, se bem que também os haja bastante intolerantes.

Ao contrário do que nos ensinam na escola, o jornalismo que deveria ser claro, isento e factual, cada vez nos mostra mais essa faceta opinativa. Quem não se lembra da Manuela Moura Guedes a entrevistar Sócrates e Marinho Pinto, que foi de tal modo inconveniente que nem deixava os seus entrevistados falar? Enfim, não terá sido a única, mas cada vez mais desconfio desse jornalismo de meia tigela...

Bom, mas os tempos mudam, as redes sociais são um maná para os que pretendem enveredar pela postura de opinion maker. Pagos ou por convicção, há-os para todos os gostos. E uma das partes que me tinha escapado é que há até quem pague para ter um maior número de seguidores, no FB ou no twitter. Para quê? Só um show offzinho, para se parecer mais importante do que realmente se é e, em alguns casos, até para se fazerem negócios. Tudo muito bem explicado no programa "Toda a verdade", que deu sábado passado, para quem quiser ir espreitar. O engraçado é que a manipulação nem sempre resulta, uma candidata eleitoral (suponho que à câmara de Paris), que viu os seus seguidores aumentar repentinamente para os 45 mil ou coisa, teve de se contentar com cerca de 2 mil votos!

Aqui acontece o contrário: os seguidores em vez de aumentar, de vez em quando diminuem. Não considero que seja propositado, acontece que algumas pessoas desistem da blogosfera, como estão no seu direito. e assim deixam de seguir seja quem for. Mas o que me interessa mesmo são os laços de amizade que por aqui se desenvolvem: a foto, por exemplo, foi-me enviada por uma amiga bloguista, quando não pude participar no almoço de convívio que ajudei a organizar. E creio que, por sua vez, tinha sido oferta de uma outra amiga bloguista, que contemplou todos os convivas com rosas do seu quintal. Como ainda não tinha tido oportunidade, agradeço agora a ambas: obrigada!

sábado, 25 de abril de 2015

MULHERES DE ABRIL

A RTP voltou a exibir a série "Mulheres de Abril" esta semana, um pouco a desoras como vem sendo hábito nestas repetições. Como o programa "Inesquecível" do Júlio Isidro, inicialmente transmitido no canal Memória, agora a entrar-nos pela casa dentro lá para as duas e tal da matina. Mas adiante!

Não costumo seguir a ficção nacional, quer em telenovelas ou séries, por me parecer sempre a parente pobretona da brasileira: argumentos menos que medíocres, atores fracos (e mesmo que sejam bons, como dar credibilidade a papéis sem pés nem cabeça?) e erros crassos a vários níveis. Históricos e psicológicos, por exemplo, mas não só. Por isso, quando surge uma série que se destaca pela sua qualidade e rigor, não posso deixar de elogiar. Como é o caso destas "Mulheres de Abril", que tive o prazer de rever agora.

Mais do que da revolução, a série é uma espécie de memória do papel da mulher desde os anos 20 do século passado até aos nossos dias. A ação decorre durante um jantar de aniversário, onde só estão mulheres (de várias gerações), que em conversa amigável relatam alguns episódios marcantes vivenciados no passado. E visto assim em perspetiva, o progresso é enorme...

BOM FERIADO
e
BOM FIM DE SEMANA!

§ - note-se que a ficção brasileira não é perfeita, também tem telenovelas e séries beruchas. Mas não é em vão que lá se dá destaque ao líder do grupo de argumentistas (normalmente constituído por uma boa meia dúzia de escrevinhadores, no mínimo); cá, tenho reparado que muito do que se faz pretende ser "ideia original" de José Eduardo Moniz - que, obviamente, nunca deve ter escrito uma linha para qualquer dessas ficções televisivas!

domingo, 14 de dezembro de 2014

UM CANUDO...

... que se limitou a ornamentar uma estante cá de casa nos últimos 30 anos, pode parecer uma grande fiasco. Não foi! Mesmo que nunca tenha exercido qualquer profissão vagamente relacionada com os estudos que efetuei ou ganho um tostão à sua custa, facto é que a sua missão foi única: ornamentar aquela estante!

Mas quando um homem (ou uma mulher) se põe a pensar, o dinheiro não é realmente o mais importante num emprego, mas sim a satisfação que a pessoa tem em realizar certo trabalho. Claro que o salário não deixa de ser importante para a pessoa manter uma vida digna - quando não éramos todos voluntários de qualquer coisa - mas há limites. Que variam consoante (a consciência) de cada um... Enganei-me? Acontece! Pior era ter ficado agarrada ao canudo e à profissão, em que mais que provavelmente não passaria da mediocridade, num pesadelo quase diário.

A ornamentar a cidade mais um graffiti urbano (2), suponho que da autoria de Vhils, que recentemente teve um programa da CNN dedicado ao seu trabalho artístico. Merecido! 

BOM DOMINGO!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A VER NAVIOS?

Não exatamente. Mais de volta ao velho vício televisivo, em que se "papa" quase tudo o que passa no pequeno ecrã. Vício que vem desde criança, só interrompido no tempo do PREC - havia lá pachorra para tanta mesa redonda de gente exaltada, para ficar tudo na mesma? - retomado com "Gabriela" e, felizmente, nos últimos anos só resumido ao quase essencial. Um filme de vez em quando, uma série melhorzinha, alguns programas de informação (não, não são os telejornais), os Oscars de Hollywood e uma coisa ou outra visionada num momento de tédio.  

Enfim, a recaída explica-se pelo tempo que não convida a passeios, o consequente menor número de fotografias tiradas, a escuridão que se abate na casa logo de manhã como se estivesse a chegar o anoitecer e a monotononia acumulada de tantos meses de imobilização - não exatamente forçada, que já ando relativamente bem, mas a chuva e o frio lá fora estão bons para apanhar gripes e constipações, que nunca convêm nada a ninguém, mas quando as imunidades estão em baixo ainda menos... E pronto, andar de trás para a frente no corredor, só porque sim, deve ser bom para tigres enjaulados, mas dá cabo da minha sanidade mental!

Pior é que a televisão também me irrita: as telenovelas, as séries e outros programas são anunciados com a devida antecipação, pompa e circunstância, mas a maior parte das vezes não há nem um avisozinho do seu final (novelas da SIC à parte, que ficam o último mês a ser exibidas com uma legenda de "últimos capítulos", o que também é um exagero). Assim, está uma pessoa toda feita para ver um novo episódio de "Mr. Selfridge" ou de "A Teoria do Big Bang" - ambas do bom e do melhor que se faz em TV, no meu entender - e... népias, lá vem outro programa qualquer. Não se faz!

Contudo, o esforço de abandonar o velho vício tem sido uma constante, aos poucos conto chegar lá - tenho lido mais, ouvido música e até já faço uns sudokus ou palavras cruzadas. Mas a escrita, essa, tem sido bastante desleixada, tanto aqui como em comentários aos vossos posts. Para não dizer praticamente inexistente. Como consolo só a experiência de uma amiga, que após 3 meses de repouso em casa determinado pelo médico, alontrada frente ao ecrã como eu, viu o vício evaporar-se assim que teve alta. Estou a torcer para que me aconteça o mesmo. E para que o tempo melhore um bocadinho...

BOM FIM DE SEMANA!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

CHAPÉUS DE CHUVA COLORIDOS...

Este fim de semana, num noticiário televisivo, estava uma fulana a falar de como queriam dinamizar o centro de uma cidade portuguesa (da qual não fixei o nome), torná-lo mais apelativo para os turistas e visitantes. E então "lembraram-se" que se cobrissem a rua de guarda-chuvas coloridos proporcionavam sombra nos dias soalheiros e proteção para alguns pingos de chuva que teimam em cair no verão. Além que o custo era relativamente barato. Não estava a prestar muita atenção, mas pensei que há ideias simples que são sensacionais e resultam para os efeitos pretendidos.

Mais tarde, um amigo facebookiano responde a uma amiga dele com qualquer coisa do género: não, não vi a rua dessa cidade, mas olha para nós aqui no Luxemburgo. E, para meu espanto, posta uma foto e lá estava a rue Philippe II coberta de guarda-chuvas, em tudo semelhantes ao da tal cidade portuguesa. Após uma breve pesquisa, descobri que este tipo de instalações também já tiveram lugar em Londres e em Espanha, com bastante sucesso. Não me parece errado que uma ideia destas seja levada para outros cantos do mundo. O que já me parece saloio é dar a entender que a ideia partiu das mentes "iluminadas" lá da terriola, como se vivêssemos isolados do resto do mundo e nunca nenhum português tivesse visto igual por essa Europa fora...

Mas pronto, à conta de tanto colorido, também decidi pintalgar o blogue com outros tons. Ainda vai levar umas pequenas alterações, mas para já os tons ficam em azul e vermelho. Gostam?

Imagem da net.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

AS CONFISSÕES DE SCHMIDT

Foi quarta ou quinta-feira passada que calhou "caçar" este filme à tarde, no canal Hollywood. Indicado como drama e comédia, com a classificação de 7,2/10 na IMDb, este título pouco atraente de 2002, realizado por Alexander Payne, só me chamou a atenção devido ao ator principal: Jack Nicholson.

Warren Schmidt é um profissional de seguros que, chegado à idade da reforma, não sabe bem como passar o seu tempo. A sua mulher continua com as rotinas habituais de limpeza da casa e culinária doméstica, a filha vive noutro estado e está prestes a casar, amigos parece não ter muitos, pois tudo leva a crer que era um workaholic. É então que decide contribuir para uma obra de caridade para custear a vida de uma criança africana, onde também lhe é pedido para escrever ao pequeno beneficiário. Contudo, Warren tem uma visão pouco lisonjeira daqueles que o rodeiam e são essas "confissões" cruas e duras que envia à criança, por carta. Entretanto, a sua mulher morre inesperadamente e Warren tenta convencer a filha (Hope Davies) a desistir do casamento com um vendedor de colchões de água (Dermot Mulroney), para ficar a tomar conta dele - o que ela recusa. Mais tarde empreende uma longa viagem para assistir ao casamento da filha - na derradeira tentativa de a fazer desistir da aliança - e é aí que encontra Roberta (Kathy Bates), a fogosa mãe do futuro genro.

Há filmes assim: o argumento não tem nada de especial, o protagonista não é uma pessoa particularmente simpática, mas o papelão que Jack Nicholson interpreta vale bem as duas horas frente ao ecrã. Vejam o trailer (ou o próprio filme, no YouTube):


Imagem de cena do filme, da net.

domingo, 30 de março de 2014

PARE, ESCUTE, OUÇA

Esta semana praticamente não vi telejornais, como aliás vem acontecendo cada vez com mais regularidade. São tantas más notícias e disparates governamentais (ou da oposição!) e entrevistas a só servirem para os entrevistados se auto-vangloriarem, que o resultado é absolutamente deprimente. 

Mas claro que não vivendo numa redoma, com as redes sociais a funcionarem em pleno e outros programas de informação televisivos, não me escaparam o aumento da pobreza no nosso país, segundo os últimos dados do INE, ou a população de pouco mais de 6 milhões prevista para o ano de 2060, se as políticas de apoio à natalidade (que não existem, realmente!) e a emigração continuarem neste rumo. A questão já não é a das raízes que nos prendem ao país onde nascemos, mas de pura sobrevivência.

Para descontrair, na semana passada ainda tentei ir ao cinema ver uma comédia - "Fim de semana em Paris" - mas o filme era tão... tão... pouco comédia, mais dramático e incongruente do que outra coisa, que a tentativa de animar falhou redondamente. Para nem me apetecer escrever sobre o filme no blogue, estão a ver...

Companhia assídua e calmante tem sido José Duarte que, com este triplo CD, me tem dado mais do que "Cinco minutos de jazz", já que para comemorar os 45 anos do seu programa de rádio - iniciado a 21 de fevereiro de 1966 - inclui 45 temas musicais dos mais variados artistas.

E conta ele que quando o programa começou na Rádio Renascença (atualmente dá na Antena 1 da RDP), com cobertura nacional e internacional, lhe chegaram as "primeiras mensagens apócrifas" que o classificavam como:
- amante de batuques
- racista
- apreciador da cultura dos pretos que punham em risco a unidade nacional.  
E o jazz não era "proibido" antes do 25 A, faria se fosse...

Obrigada, José Duarte, e continua com essa boa "carolice" jazzística!

Como não podia deixar de ser, fica também uma das suas músicas escolhidas, via YouTube - "My Baby Just Cares For Me", na voz de Nina Simone. São é apenas 3m e 43s, não os tais Cinco:


Imagem da FNAC.

domingo, 16 de março de 2014

50 ANOS DE FESTIVAL

Antigamente, quando se falava em festival nem era preciso especificar a qual nos referíamos: era ao da canção, está claro! Acontecimento único no ano, normalmente decorria a 7 de março, que é o dia em que a RTP faz anos. Era uma festa tal, que até os pais autorizavam os filhos a deitarem-se mais tarde nessa noite, para poderem assistir ao espetáculo. Enfim, pelo menos lá em casa era assim e suponho que nas da maioria das nossas colegas de escola, já que no dia seguinte todas trauteávamos as canções que tinham sido mais badaladas. 

Este ano, comemoraram-se os 50 anos do festival da canção. Que agora convém nomear, não se vá confundir com os múltiplos festivais em curso, simultaneamente. Claro que muita coisa mudou desde então, a própria dinâmica do concurso é diferente - dividida em várias etapas, em que na final estavam a concurso 5 concorrentes. Não sei ao certo, porque não segui, calhou só ver o fim da final. Ontem. 

E a coisa até estava animada, a cerimónia a decorrer no convento do Beato, com Carlos Malato e Sílvia Alberto a fazerem as honras da apresentação, Simone de Oliveira e António Calvário a serem homenageados como antigos vencedores e participantes dos primeiros festivais. Nos bastidores, Joana Teles dava conta do nervoso dos concorrentes, antes de serem conhecidos os resultados. Depois, três cantoras (também elas ex-participantes) interpretaram um medley de algumas das muitas canções que não venceram, mas que na época se tornaram um verdadeiro sucesso (por vezes, maior do que o da própria canção vencedora).  

Entretanto, já estava tudo a postos para ser anunciada a canção de 2014 (escolhida pelo público, segundo o critério do regulamento da RTP), as duas finalistas em palco, nervosas e de mão dada, e o suspense chega ao final: Suzy ganhou! E de repente levanta-se um grande sururu, vaias e grande parte do público presente levanta-se e sai da sala. "Mas o que é isto?", pensei. Ainda não tinham entregue o prémio a Emanuel, autor da letra e música, a rapariga ainda não cantara novamente a canção, como é de tradição acontecer e, pior, alguns dos que abandonavam a sala fizeram questão de o fazer junto ao palco, tapando a visão aos restantes e aparecendo (vagamente) perante as câmaras de TV. E a única palavra que me ocorreu para descrever o que estava a ver foi: labregos!

Ora se as pessoas reagissem quando lhes baixam os ordenados, aumentam os impostos ou as despedem, suponho que ninguém teria nada a apontar. Mas não, a maioria cala-se e/ou arma-se em vítima da sociedade, uns quantos manifestam-se e outros andam naquela brincadeira de subir e descer as escadas do parlamento, como se adiantasse de muito. No entanto, a "coragem" já não lhes falta quando o protesto é sobre a canção que achavam que devia vencer, e se for de forma ostensiva e mal educada, melhor ainda! Repito: LABREGOS!

(e parabéns à Suzy e ao Emanuel, que não conheço mais gordos, que defenderam a canção preferida pelo público!)

Imagem da net.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ISTO É INSPIRAÇÃO!

Nunca fui grande apreciadora de publicidade, que normalmente é aquele espaço de tempo que uso para 'zip-zap' ou sair momentaneamente da frente do televisor, quando estou a ver algum programa. Quando permaneço sentada no sofá, alguma mais fajuta ou irritante até me faz mudar de canal... à espera que passe. Igualmente não entendo como neste "vale tudo" televisivo passam anúncios que prometem curas miraculosas para todas as doenças, para a calvície ou para as rugas - estas duas últimas têm soluções, não serão é aquelas apontadas como "milagrosas", geralmente à base de cremes caros. Adiante! 

Mas há sempre exceções, claro: algumas publicidades chamam-me a atenção pela positiva e fico com os olhos pregados nelas. Ontem o maridão precisou do meu PC e enquanto esperava a minha vez (que chegou tardiamente, mas também é certo que ele não andava a brincar ou a blogosferar) comecei a ver um programa intitulado "A minha vida dava um anúncio". Na SIC Radical, imaginem. Na verdade gostei do título e dei-lhe uma "abébia". Não me arrependi, pois contava uma história de vida de um criativo (account que é mais finório), que em 2005 desistiu da profissão e se tornou empresário (julgo que com outros sócios), refundando a Aldeia das Pedralvas, na costa vicentina. Que desconheço de todo, mas fiquei com vontade de conhecer... 

Entretanto, como imagino que o programa tem o intuito de relembrar ou mostrar a boa publicidade (e por boa entendo aquela que capta a atenção e dificilmente esquecemos,  mesmo com passar dos anos e de milhentos anúncios) lá iam intercalando alguns spots. E este deixou-me completamente encantada:


SORRIAM E TENHAM UM EXCELENTE FIM DE SEMANA!
(Tou xim? É para todos vós!) 

Imagem da net.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

QUEM QUER SER MILIONÁRIO?

Imagino que os candidatos a milionário sejam mais que muitos, daí não faltarem concorrentes a esta nova temporada do concurso "Quem quer ser milionário?", desta vez apresentado por Manuela Moura Guedes. E aqui devo dizer que a RTP acertou em cheio na aposta que fez na apresentadora, longe das polémicas em que se envolveu com vários entrevistados, enquanto jornalista demasiado opiniosa e ofensiva: consegue o à vontade necessário nas conversas com os concorrentes e acompanhantes, diz as suas piadas, mas sem veleidades de humorista, e, sobretudo, não deixa que as indecisões dos participantes tornem o programa monótono e desinteressante para o telespetador.

Como há antipatias e rancores que não se perdoam, já a acusaram da eliminação de uma concorrente, devido a uma pergunta mal feita - segundo creio, um provérbio inexistente. Mas obviamente que essas questões competem à produção, culpabilizar quem apresenta é ridículo.

Contudo, o que considero mais estranho no concurso é o nível (ou falta dele) de alguns concorrentes. É certo que as primeiras perguntas são mais fáceis e depois o grau de dificuldade vai aumentando à medida que se vão passando as várias etapas. E há malta muito jovem, daquela com ar sabichão, mas que não acerta uma. Mas e os mais velhos? Os que não sabem que a tartaruga é um réptil ou que petinga é uma sardinha pequena? Na verdade, há pessoas que parecem ter prazer em gastar os seus cinco minutos de fama tirando as dúvidas a todos sobre a sua ignorância... 

BOM FIM DE SEMANA!

Imagem da net.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

VIGARISTAS...

Escrito e apresentado por Alexis Conran e Paul Wilson (com a co-participação de Jessica-Jane Clement na apresentação), a série televisiva "The Real Hustle" tem a chancela da BBC e ensina uma série de vigarices em que qualquer pessoa pode cair, especialmente os mais distraídos. Simultaneamente, também alerta os para as muitas esparrelas que podem aparecer pela frente de qualquer um. De truques de magia, habilidades de mão, ilusões óticas, etc.há de tudo um pouco.

Todos os intervenientes no programa foram realmente burlados com um dos muitos "contos do vigário", mas o dinheiro foi devolvido e as pessoas autorizaram a utilização da sua imagem, para divulgar junto do grande público estes esquemas.

Basicamente, este trio chama a atenção para o seguinte: "O hábito não faz o monge!" Portanto, não é pelo facto de uma pessoa estar fardada de polícia, com uma bata branca e um estetoscópio ao pescoço, com o boné de motorista de táxi na cabeça ou à porta de um hotel com ares de porteiro que a torna num desses profissionais. Para ter a certeza, há que pedir a identificação. Em segundo lugar, que todos devem desconfiar de propostas demasiado vantajosas ou supostas promoções - ninguém dá nada a ninguém. Ah, e o descaramento dos "meliantes" costuma ultrapassar todas as marcas - falam delicadamente com as pessoas, não fogem a correr dos locais dos crimes, têm a aparência de verdadeiros gentleman. E se por acaso alguém chama a polícia, por exemplo, escapam o mais sorrateiramente possível...

Mas vejam lá um dos muitos esquemas que usam:


E sim, estar prevenido é muito útil, se bem que muitos destes contos do vigário nunca cheguem ao conhecimento da polícia, pois as pessoas envergonham-se de terem sido embarretadas com tanta facilidade!

Imagem da net, suponho que promocional da própria BBC.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O CLUBE

"The Breakfast Club", no título original, é um filme de 1985 realizado por John Hughes, tendo obtido um sucesso considerável, tanto que ainda hoje mantém a classificação de 7.9/10 na IMBd. Revi-o ontem no canal Hollywood.

Cinco adolescentes passam o sábado retidos na biblioteca do liceu, para cumprir o castigo ditado por Vernon (Paul Gleason), o diretor da escola. Mas se Bender (Judd Nelson) já é useiro e vezeiro no castigo, sendo encarado como um criminoso em potência, os restantes colegas não parecem ter problemas escolares de maior: Claire (Molly Ringwald) é uma menina rica e fútil, que foi castigada por faltar às aulas para fazer compras, Andrew (Emilio Estevez) é um desportista e Brian (Anthony Michael Hall) um marrão, enquanto Allison (Ally Sheedy) é a eterna inadaptada, que ninguém conhece ou sabe sequer o nome, incluindo o próprio diretor. Mas como é que 5 jovens tão diferentes passam nove horas de castigo em conjunto? Pois, apesar das ordens de Vernon, a fazer umas quantas asneirolas apenas pelo prazer de desobedecer, após algumas discussões e conversas terem derrubado algumas inibições e darem a conhecer aos outros mais do que a fachada que usam habitualmente.

Além do filme focar essas inseguranças e "hormonas aos saltos" próprias da adolescência, também tem graça por ver estes atores em cena, ainda tão jovens. E, claro, a música típica dos anos 80  assenta que nem uma luva (em vez do trailer):


Valeu a pena rever! Como curiosidade, ainda encontrei esta foto de alguns dos atores, que se reuniram em 2005 para comemorar o 20º aniversário do filme. Em boa hora... porque há encontros que não se repetem!


Imagens da net.   

terça-feira, 20 de agosto de 2013

TODOS NA MODA?

Joe Zee era até há bem pouco tempo um ilustre desconhecido para mim. Até entrar em minha casa, via televisão, como guru da moda americano e diretor criativo da revista "Elle"  (há 20 anos, como faz questão de salientar!) e apresentador do programa "Todos na Moda". O projeto traduz-se em auxiliar estilistas com dificuldades financeiras e ajudá-los a relançar as suas coleções nas lojas da especialidade. Meritório, é certo, mas também não fica nada a perder com a projeção televisiva...

Mais estranho é que, em muitos casos, não havia necessidade de ser um expert para identificar o problema: qualquer merceeiro de bairro também explicava isso, só com as contas aprendidas no ensino básico! Assim, para conferir um maior gabarito ao programa, Joe Zee acompanha o processo de produção de uma mini-coleção, apontando erros, mas também dando sugestões e arranjando reuniões para uma eventual comercialização do produto final. 

Candidatos a ter o apoio técnico do homem não devem faltar, imagino que os seleciona para o programa consoante o talento demonstrado. Mas como é que um perito cai na asneira de tentar aconselhar uma fulana jovem, a refletir a imagem de uma puritana à moda antiga, mas que só gosta de desenhar lingerie - em alguns casos mais do que ousada, noutras a lembrar o soutien das nossas avós - e ainda por cima a quase totalidade do investimento de 200 mil dólares é da responsabilidade do totó do namorado? Claro que ela ignorou completamente as opiniões de Joe Zee e o resultado final foi um fiasco... 

Embora não nutra a mínima simpatia por gurus (de moda ou outros!), não creio que a reputação dele saia manchada com este desaire. Mas o ego exacerbado da "criativa" que não se toca, calculo que também saia praticamente incólume. Já adivinharam quem se vai lixar à grande e à... americana?!?

Imagem da net.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

POLICIAIS, EM SÉRIE...

Em criança e adolescente era vidrada em televisão: via tudo o que me deixavam ver! De desenhos animados a filmes ou séries, aos programas de culinária da Maria de Lurdes Modesto ou de decoração de France de Vasconcellos, ao cartaz TV de Jorge Alves, tudo o que viesse à rede era peixe. E os pontos altos do ano eram sempre o Festival RTP da Canção, o da Eurovisão ou os concursos de misses. Jogos Olímpicos, campeonatos internacionais de ginástica ou de futebol, patinagem artística, bailado, danças de salão, enfim,(quase) tudo marchava. 

Depois veio o 25 de abril e chateei-me da televisão... durante o período do PREC. Via uma coisa ou outra, mas a programação estava sempre a mudar, devido a debates, discussões políticas e mesas redondas que se prolongavam horas a fio, até fartar. Se lá para o final dos anos 70 e inícios de 80 me reconciliei com a TV, com as telenovelas brasileiras, "A Visita da Cornélia" de Raul Solnado e Fialho Gouveia ou, posteriormente, "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro, também é certo que me tornei mais seletiva e o vício televisivo evaporou-se... 

Atualmente, quase não vejo! Um filme, se o apanho no início, o "Masterchef" australiano (que gravo, para quando tiver disponibilidade), "E Depois do Adeus" se estou em casa, um ou outro programa quando calha. Mas as séries chateiam-me à brava: umas já têm barbas, outras até parecem giras, mas continuam na semana seguinte?!? E lembrar-me do horário e canal? 

Vai daí que, se o verão não é grande espiga para cinema, para as séries policiais o AXN até teve uma boa ideia: repetir compactos de 5 episódios seguidos. É evidente que não há tempo nem pachorra para passar a tarde ou a noite a papar todos de enfiada, mas sempre se grava. Não é a falha de um que interessa muito - de "Castle" não perdi o fio à meada - mas pode ser que finalmente perceba o seguimento de "O Mentalista"...


Imagem da net.

domingo, 23 de junho de 2013

DANC'ISH!

Não sou fá deste género de concursos televisivos em busca de talentos ocultos em indivíduos aparentemente comuns, mas de vez em quando tenho de dar a mão à palmatória. Como à audição de Kenichi Ebina, em "America's Got Talent", um japonês de 38 anos que gosta de dançar. O resultado foi este:


Logicamente, nem sequer vou tentar!

domingo, 26 de maio de 2013

A PRIMEIRA VOLTA

Era para ser rápida, só para  "morder" o ambiente, que as eventuais compras ficavam para outro dia. E tirar algumas fotografias de caminho.O plano era bom: descer por um lado e subir pelo outro, a partir da bandeira nacional.

A praça Leya só consegui fotografar de longe, tal era a confusão que lá reinava: muita gente com carrinhos de bebés e/ou cães, música no ar, autores em sessões de autógrafos, difícil até chegar a uma bancada e vislumbrar as novidades nos escaparates. Ficou um apontamento ou outro na memória... 

Mais adiante, a ilustração ao vivo também marcou presença. Não se pode falar de uma zona infanto-juvenil, pois ela perpassa nas duas vertentes e em vários stands.

Livros em editoras antigas em fins de coleção (daqueles que ainda se têm de abrir as páginas por cortar)  e em alfarrabistas a preços módicos, também chamaram a atenção. A par de marcadores de livros giríssimos e roteiros do país e do mundo, para estrangeiros e não só.

Diversão para a criançada não faltou, tanto pela "bonecada" que andava por lá a passear como até a autografar livros, ou a colchões próprios para os pulos dos mais animados.

Esta sorridente escritora também me alargou o sorriso, reavivando uma memória de há alguns anos:

decorria então a eleição d' "Os grandes portugueses" na RTP e perguntei a todos os familiares e amigos mais próximos em quem votariam. Ganhou D. Afonso Henriques com grande vantagem, mas uma das minha sobrinhas mais novas votou em Luisa Ducla Soares.

Já a voltinha estava quase a terminar, quando a tentação foi mais forte: livro do dia a metade do preço, ainda por cima com Teolinda Gersão a autografar? Foi logo a seguir!

A dúvida seguinte  e já de saída foi a de se embarcávamos na ginjinha de Óbidos ou nas farturas. Em abono da verdade, os dois quiosques tinham filas à porta. Mas a decisão foi a tradicional, na próxima visita outra cantará...

Boas leituras (e passeios)!