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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ADEUS, VERÃO!

Esta foi uma das últimas fotografias que tirei nas férias de verão, assim em jeito de despedida. Por acaso, lembrou-me um pequeno episódio da minha juventude, que se conta assim numa penada: fui a casa de uma amiga e, estávamos as duas em amena cavaqueira, quando a mãe a chamou para lhe ir fazer um recado; ela pediu-me para esperar e espetou-me com um livro de poesia nas mãos; à falta de melhor, fui folheando e lendo aqui e ali até que encontrei este poema:

"Nunca encontrei um pássaro morto na floresta

Em vão andei toda a manhã
a procurar entre as árvores
um cadáver pequenino
que desse o sangue às flores
e as asas às folhas secas...

Os pássaros quando morrem
caem no céu."

José Gomes Ferreira 
(1932)

Como então, ainda hoje afirmo que não aprecio poesia, mas desde esse dia sei que não é inteiramente verdade - há poemas, como este, que me cativam imediatamente pela sua simplicidade.

BEM-VINDO, OUTONO!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

CARICATURA

A caricatura tem mais de 3 décadas e é a que figura no meu livro de curso, de autoria de Francisco Zambujal, tal como referi um dia destes. Se há parecenças ou não, são outros 5 paus. No entanto, mesmo dadas as diferenças entre uma rapariga de 25 anos e uma mulher de 50 e tais, suponho que são algumas. A avaliar pelo espelho e pelo que as pessoas dizem...  

quinta-feira, 28 de abril de 2016

SNOOKER

Há pessoas que papam tudo quanto seja desporto televisivo. Faço precisamente o contrário: se é desporto, mudo de canal. Com todos incluindo futebol, excepto...  snooker! Sempre gostei de jogar e de ver, desde que aprendi o básico lá nos idos tempos de liceu.

Para quem não sabe, neste momento está a decorrer o campeonato do mundo de snooker, que o Eurosport tem transmitido mais ou menos em directo - por vezes só dá um resumo, outras repetem jogos que já deram. Enfim, o costume em televisão!

O que este campeonato do mundo tem de inusitado é o facto dos jogadores favoritos terem sido eliminados logo nas primeiras rondas: começou com Bingham, o campeão do ano passado, continuou com Murphy (vice-campeão), Neil Robertson, Judd Trump e Ronnie O'Sullivan - o grande craque, que todos consideravam vencedor à partida... Quem restou para disputar as meias finais? Mark Selby, o único dos favoritos ainda em prova, o escocês McManus (que chegou lá com um grande bambúrrio), o asiático Marco Fu e o chinês Ding Junhui. Não é assim muito linear que Selby venha a confirmar a preferência do público - natural, sendo ele inglês e decorrendo o campeonato em Sheffield.

Bom, mas os comentários da emissão televisiva estão a cargo de Miguel Sancho e Nuno Miguel Santos - tive de verificar os nomes na net, pois quando os referem confundem-se, dada a similitude e a má dicção de ambos - que no início de cada jogo fornecem algumas informações interessantes sobre os jogadores, como nacionalidade, idade, posição no ranking, etc.e tal. O pior é que depois começa a faltar-lhes tema de conversa e começam a inventar: nem estou a referir as jogadas que eles preconizam e depois o jogador prefere executar de outra forma - acontece de vez em quando, mas não é preciso ser um crânio para adivinhar qual a bola que tem o ângulo mais favorável para ser embolsada. Isso, até eu! Mas desde histórias muito imaginativas sobre a "maldição" de não existir memória do mesmo campeão dois anos seguidos (está tudo na net, então para quê inventar?), até epítetos imoderados sobre os jogadores - "máquina de embolsar bolas" ou "estrela do Oriente" - vale tudo. Até a dar notícia das opiniões facebookianas de  alguns adeptos. Tenham dó! (ou, não tendo, arriscam-se a ficar mudos no meu televisor...)

Boa notícia é que Lisboa vai passar a ter um Open, que fará parte do calendário oficial. E que as emissões televisivas da modalidade estão garantidas para a próxima década.

Boas tacadas!

Imagem de Mark Selby, da net.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

GRANDES ESPERANÇAS

No dia 25 de Abril de 1974 não estive na rua: tinha 15 anos acabados de fazer e uma enorme otite que me fez passar dois dias de cama. Os sons da revolução soavam-me apenas como ruídos de fundo, quando só desejava silêncio. Com tantos dias para adoecer, logo havia de calhar naquele que tanto mudou a minha vida e a de todos os portugueses. Daí não ter gratas lembranças do dia. Mas depois de passada a maleita recordo com muita emoção a felicidade que reinava na minha casa, no liceu, nas ruas, em todo o lado. A alegria das pessoas era contagiante. Diária. Parecia que finalmente a todos nos era permitido ter grandes esperanças. E quer estas se viessem a concretizar ou não, só a possibilidade era uma fonte de alegria... 

Só voltei a sentir o mesmo clima de alegria generalizada durante a Expo 98, mas mesmo assim longe da dos tempos da revolução de cravos. É pena que essas sensações positivas não se repitam mais vezes. Ou que alguns, hoje de barriga cheia, não deem grande valor à liberdade que nos foi concedida a partir desse dia agora longínquo, por um grupo de militares corajosos. 

A Sophia de Mello Breyner Andresen expressou-o como ninguém no seu poema "25 de Abril":

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

25 de Abril, SEMPRE!

terça-feira, 8 de março de 2016

O TEMPO VOA!

Literalmente! Ainda ontem saltava a pés juntos para as poças de água que encontrava pelo caminho da escola para casa, bem protegida que estava com galochas de borracha. Isto quando não fingia de mim para mim que era o Capuchinho Vermelho a atravessar a floresta do lobo mau. Com a diferença que eu via mesmo a minha avó à janela de sua casa,  onde nos aguardava diária e serenamente para nos ver passar rumo à nossa. Era tudo tão próximo, que o nosso meio de transporte habitual eram os nossos próprios pés. "Outros tempos!", dirão com toda a razão. 

Seguiu-se o liceu, novos amigos e os primeiros amores, gaivotas que aprenderam a voar em liberdade, cantadas aos sete ventos pelos sons de um Abril engalanado de cravos vermelhos. Pensávamos que nunca mais deixaríamos de ser felizes. Pura precipitação juvenil...

Depois a faculdade, os primeiros empregos, a aprendizagem de um novo modo de estar na vida. E os amigos que se afastaram porque a vida é mesmo assim, não há tempo para tudo nem para todos. E os desgostos com as partidas inesperadas daqueles que amávamos (e continuamos a amar). Mas também o casamento e o nascimento do filhote, momentos de grande alegria.

Hoje olho para trás e pergunto-me: mas será possível que já tenham decorrido 57 anos? Custa-me a acreditar...


E muito mais haveria para contar, mas por hoje é só. Vou ali festejar... e já volto!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HISTÓRIA, MEMÓRIA E FUTURO

Esta história é muito triste: mesmo puxando pela memória, normalmente votei sempre em candidatos presidenciais perdedores. Desta vez também não foi exceção. Aliás, a única foi Jorge Sampaio, em duas eleições, já que cumpriu dois mandatos.

Mas pronto, estas são as regras da democracia, nem sempre os candidatos eleitos são do nosso inteiro agrado: "o  povo é quem mais ordena", já cantava Zeca Afonso.

Diga-se em abono da verdade, que não tenho nada de especial contra o tio Marcelo, só me desagrada a sua mitomania e, por vezes, o pendor que tem de distorcer a realidade consoante as suas conveniências (políticas e religiosas). Mas reconheço que é um homem inteligente, culto, educado, simpático e afável. Que é muito mais do que podemos dizer do atual presidente, que à falta destas características alia ainda um espírito mesquinho e vingativo...

Portanto, meus caros, apesar do futuro estar longe de nos parecer radioso (com a crise mundial, europeia e a que sempre ronda por cá!), suponho que todos ganhamos com a troca: Marcelo Rebelo de Sousa a substituir Aníbal Cavaco Silva já é uma (grande) vantagem futura. Desejo-lhe, assim, todas as felicidades no exercício das suas novas funções de presidente da República de todos os portugueses e que sempre se norteie pelo bem de Portugal!


§ - obviamente, as figuras televisivas terão a vantagem de já serem conhecidas do grande público, quando concorrem em eleições; no entanto, não é linear que outros comentadores políticos venham a alcançar igual façanha; ou alguém está a ver o povo a votar em massa em Marques Mendes,  António Vitorino ou Francisco Louçã?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

SALSA E COENTROS

Lançar as sementes na terra, regar e depois ver despontar os frágeis caules verdes deve ser uma daquelas experiências que ninguém esquece. Quer se trate de semear uma árvore forte e robusta no campo, uma roseira ou buganvília no quintal ou apenas umas ervinhas para uso culinário, num sexto andar.

Certo é que dá mais gosto observar as plantas crescer do que metê-las na panela. Mas um dia lá chegará... até porque a alternativa de secarem no vaso não é mais apelativa. Agora é que entendo a minha avó, que nunca quis uma horta no seu quintal! Apesar disso, não deixa de ser uma poupança relevante, se calculada a nível anual... 

C'est la vie!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

TEMPOS ÁUREOS

O teatro português teve tempos áureos, onde o glamour, a fama dos artistas e um público sempre sedento de conhecer a última peça em cena enchia salas, bastidores e páginas de jornais. Tenho ideia que aí o 25 de Abril de 1974 contribuiu em grande para uma mudança de programação, que nem por isso agradou ao público português: nada de comédias, tudo teatro sério e/ou experimental, revolucionário, cultural. Haverá coisa mais chata do que quererem "cultivar-nos" à força, seja com Brecht ou outro dramaturgo qualquer? 

O resultado foi o de produções teatrais com salas "às moscas", inclusive no teatro de revista, que também sofreu desse divórcio do povo com o teatro - durante uns largos anos catalogado como "chato" e caro... ainda por cima! "Passa por mim no Rossio" foi um ponto de viragem para os revisteiros, mas quem não passou por aí continuou a penar...

Confesso que já fiz as "pazes" com o teatro há muitos anos. Mas só no início deste século voltei a ver salas cheias, durante meses - na peça "Arte", com António Feio, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme e, depois disso, em mais umas quantas outras. Mas não é fácil!

Agora já não ia há muito tempo e o convite partiu de uma amiga facebookiana. Um monólogo, interpretado por Guida Maria, no Villaret. Alinhei. O título da peça não é do mais cativantes - "Sexo? Sim, mas com orgasmo" - e o pessimismo do maridão catalogou-a logo de "grande banhada". Não foi e a comédia de Jacopo Fo (filho de Franca Rame e Dario Fo) resultou em pleno: o público não regateou risos, sonoras gargalhadas e um grande aplauso final! Também não quisemos deixar de congratular a atriz pelo seu magnífico desempenho e ela simpaticamente acedeu a tirar uma fotografia com o nosso grupo.

Assim, dá vontade de regressar ao teatro (muitas) mais vezes! 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

AS FLORES DOUTROS QUINTAIS

Num final de tarde destas férias, enquanto o maridão tinha ido arrumar o carro junto ao restaurante onde íamos jantar, entretive-me a fotografar as belíssimas flores do quintal da casa ao lado. Estava distraída, vi que se notava um carro em plano de fundo e mudei de posição para tirar a fotografia de outro ângulo. E foi aí que reparei que vinha uma mulher de dentro de casa na direção do portão. E a alma caiu-me aos pés!

Não sei se é de ler muitos policiais, fico sempre com a ideia que as pessoas desconfiam quando veem alguém fotografar a casa delas - se bem que não fosse a casa, mas o arbusto. A mulher parecia apressada e eu, em frente dela sem jeito nenhum, só me lembrei de elogiar as lindas florinhas e de perguntar se ela sabia como se chamavam.

Devo dizer que ela devia ler muito menos policiais que eu, que não me pareceu nada desconfiada. E a resposta dela foi bastante sui generis: "Como se chamam não sei, mas lá que fazem uma grande porcaria, lá isso fazem!" Ainda me contou que tinha acabado de regar o jardim e de dar umas mangueiradas nas ditas flores, para ver se elas caíam, uma vez que deitam uma espécie de resina que lhe suja o chão todo.

Lembrei-me desta cena, por duas razões: a primeira foi que a mulher era algarvia mas não se chamava Luisa, pois ela havia de saber o nome das flores que tinha no seu próprio quintal; a segunda, foi da remodelação do jardim da Papoila, que a ficar parecido ao da imagem onde se baseou ficará lindíssimo - mas mesmo que mudes de ideias, fica o aviso que estas sujam muito...

Ah, e claro, fiquei sem saber o nome das ditas. Alguém sabe? (isto não é desafio, que eu não sei a resposta)

Adenda a  21 de agosto de 2015: Pelas vossas sugestões, cheguei à conclusão que se trata de uma videira de trombeta ou trepadeira de trombeta ou bignónia (tarantella), que por sua vez pertencem à família das Bignoniaceae. Mas enfim, como bem diz a Janita, em matéria de botânica a net é fraquita: quase tudo o que li foi traduzido literalmente do inglês, pelo que é possível que estes arbustos sejam conhecidos por outros nomes mais vulgares, que ainda encontrei a designação de videira colibri. Mas será por aí... Gracias a todos pela informação! 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

UM ÁLBUM INVULGAR...

Verdade, é muito invulgar tirar fotos a nuvens que passam, nem que seja para recordar as formas mirambolantes que descobríamos nos seus contornos em crianças: ali é um pato, acolá um barco, mais além parece o Adamastor, no nosso livro da primária. E a brincadeira podia continuar durante horas, que as férias de verão eram longas... Óbvio que tenho muitas fotos com nuvens, em crepúsculos de tons rosados, como "figurantes" de outros motivos, até cinzentas e prontas a descarregar grandes chuvadas, mas só assim branquinhas a pintalgar um céu azulão e como personagens principais... nem por isso! 

Surpresa, foi encontrar uma gaivota a beber água da piscina. Se está habituada a beber a do mar, como é que não distingue a diferença? Ou será que é indiferente para a sua goela?

Já tinha passado ao lado deste burro umas largas centenas de vezes, sem querer exagerar. E não é hoje, é amanhã ou qualquer dia, nunca o tinha fotografado. Desta vez não perdoei: "Para aí!" e cliquei.

Mas não foi o único burro que vi por lá! De carne e osso é que não tive a sorte de encontrar nenhum, nem de passagem. Da classe dos mamíferos perissodáctilos, claro, que dos outros acabam sempre por aparecer uns quantos!

Ah, e o "meu" peneco, tal como o olhava diariamente em férias que já lá vão. A zona em redor está isolada, porque deve haver o risco de cair um pedregulho lá de cima, mas noutros tempos era uma espécie de guarda sol gigante para os tesos de férias ou das redondezas. Os toldos é que eram diferentes e ficavam muito mais próximos do rochedo.

Embora tipicamente algarvias, as chaminés não são fáceis de fotografar, dado o grande número de antenas e parabólicas em volta. Esta não sofria dessa maleita.

Claro que para quem é fascinado por janelinhas, não podia resistir à originalidade desta - junto ao azulejo da virgem imaculada, proclamada padroeira (da terra?) há mais de três séculos -

nem à típica e bonita cortina de crochet, tão bem enquadrada nesta outra.

Caracóis no Algarve existem em muitos locais, estes chamaram o nosso nome numa esplanada da Guia, que está sempre cheia de clientes. Não admira, são uma delícia!

Deliciosos também devem ser estes figos, ainda a amadurecer nas árvores, pelo menos a avaliar pelo perfume que já paira no ar.

A marina de Albufeira também é um local aprazível para dar um passeio ou para esplan(ad)ar um pouco ao final da tarde... Quer dizer, em julho, que nesta altura não faço a menor ideia.

Sei que a animação já se fazia sentir no dia 1 de agosto, quando estes veraneantes (de fim de semana ou não, que isso agora não interessa nada!) deram um ar da sua graça cantarolando à desgarrada fados, cantares alentejanos e MPB. Para gáudio de todos os presentes, que aplaudiram a alegre atuação.

E pronto, de caminho este carocha pestanudo piscou-nos o olho... e prometeu que nas próximas férias haverá mais!

terça-feira, 23 de junho de 2015

UM SONHO ANTIGO

Visitar Roma era um sonho há muito acalentado: uma cidade romântica e plena de história, onde em cada esquina há um museu, uma igreja, uma estátua ou uma fonte de onde brota água fresca; e uma esplanadinha florida onde se pode tomar uma bebida, comer um dos típicos gelados italianos e onde também não faltam os bons pratos da gastronomia local para uma refeição ligeira (ou até mais completa, se o apetite assim o desejar).

O problema dos sonhos e das elevadas expetativas é que são constituídos apenas por momentos mágicos, esquecendo que a realidade está longe de ser um roteiro realizado para convencer turistas incautos. Escusado será dizer que algumas desilusões se avizinhavam... 

A primeiríssima das quais a própria quantidade de outros turistas que tinham tido a mesma ideia  que nós, em simultâneo. Alguns ainda viajando em grandes excursões, que de um modo geral punham toda a populaça a fugir a sete pés. Ninguém deve imaginar bem as filas incomensuráveis à porta do Coliseu, dos museus do Vaticano e da Basílica de S. Pedro - vale que que íamos prevenidos e tínhamos comprado bilhetes on line para os dois primeiros. Quanto à Basílica (cujo acesso é teoricamente gratuito) temos pena de não ter visitado por dentro, mas de pelo menos umas duas horitas à torreira do Sol não nos safávamos e... passámos! 

Por outro lado, e embora haja muitas ruas pedonais no centro da cidade, o trânsito em Roma é absolutamente caótico - os romanos guiam a grande velocidade, ligam pouco ou nada às passadeiras e as lambretas são aos milhares. E todos buzinam por dá cá aquela palha. Isto aliado aos buracos e assimetrias de estradas e passeios, tem de se estar com uma atenção redobrada para andar na rua. Por seu turno, o metro é composto apenas por duas linhas que se cruzam na estação central de Termini - consta que há outras linhas em execução, mas que em cada escavação vão encontrando novos elementos arquitetónicos e arqueológicos, de modo que praticamente não avançam - que, tanto quanto pudemos constatar, funcionam a tempo e horas. No entanto, as paredes e carruagens estão cheias de pichagens, as escadas rolantes e os placards informativos avariam com frequência e as infiltrações de humidade são visíveis a olho nu. O que no conjunto lhe dá um ar degradado. 

Contudo, a grande e verdadeira desilusão foi esta: a Fontana di Trevi está em obras (pelo menos desde agosto do ano passado) não houve moedinha atirada de costas para a fonte, que segundo a tradição garante o regresso a Roma numa futura ocasião. As lendas valem o que valem, não é? 

Ah e tal que só foquei os aspetos negativos da viagem? Pois só! Mas os positivos e histórias caricatas foram mais que muitos, pelo que sobre eles escreverei noutro post! E que fique bem presente que vale sempre a pena sonhar...

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A MINHA BIBLIOTECA...

... começou com a construção desta estante, faz agora 8 anos. Primeiro foi a pintura, depois o carpinteiro iniciou a sua obra. Com os livros espalhados por toda a casa, o polvoró era imenso, mas deu para os contabilizar e catalogar - eram 1128 títulos, sem contar com livros de estudo ou do crianço. 

Entretanto, sem que soubesse porquê, o acesso ao anterior blogue estava vedado (o meu e os outros, entenda-se!), pelo que nem foi tarde nem foi cedo para criar um novo endereço, desta vez no blogger. E foi assim que este blogue começou - a estante está boa e recomenda-se, se bem que o espaço para os livros está a reduzir a olhos vistos: já vamos nos 1505 títulos e mesmo assim alguns ainda não foram contabilizados, nomeadamente os (poucos) que comprei este ano na Feira do Livro.

(os preços foram bons, a carteira é que não deu para mais!)

E pronto, desta vez o aniversário é do blogue, que como qualquer coisa da vida teve muitos bons momentos e outros... menos simpáticos, digamos assim. E não, nunca tive um anónimo de "estimação", mas uma vez por outra aparecia aí algum a insultar, chatear ou a ter a veleidade de vir práqui fazer publicidade. Também nunca tive pejo em "apagá-los", quando as "setas" eram dirigidas a outros comentadores - mas os que eram apenas comigo deixei-os ficar. As ações não ficam com quem as pratica? Então porque é que um cobarde, que nem sequer tem a coragem de assinar com o seu nome ou até de simplesmente inventar um pseudónimo, conseguiria que lhe desse essa importância? Deve haver gente com uma vidinha bem tristonha!    

Aos amigos que aqui vêm comentar e dar as suas opiniões, que felizmente é a grande maioria, só tenho a agradecer a atenção e o carinho que me deram ao longo destes anos. Mesmo que nem sempre estejamos de acordo...

FIQUEM BEM!
(que eu volto em breve!)

sábado, 13 de junho de 2015

PARA TI, MUCHACHO!

Em tempos idos andei na rua a pedir um tostãozinho pró Santo António, queimei alcachofras para saber se era correspondida no amor (coitadas, não tinham culpa nenhuma!), saltei fogueiras, fui a bailaricos vários, percorri as ruas de Alfama e abanquei na Feira Popular a comer sardinhas assadas.

Mas isso foi antes de te conhecer, porque a partir daí tudo mudou: é o dia do teu aniversário e, para o comprovar, até te puseram o nome do santo. Continuou a ser dia de festa, mas vivida mais entre familiares e amigos do que nas ruas de Lisboa. Ou, por vezes, em curtos períodos de férias. O que sei é que, dê por onde der, o dia de Santo António é sempre um dia feliz! Nem que se comemore uma nova década, como este ano é o caso, e tenhamos de enxotar alguma tristeza e nostalgia... Porque ainda ontem éramos crianças e agora já somos adultos maduros - e o tempo não pára!

Para ti, muchacho compañero de mi vida, Caetano Veloso e Ivete Sangalo (rodeados de estrelas) cantando "Se eu não te amasse tanto assim":


FELIZ ANIVERSÁRIO, MUCHACHO!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

EUROFESTIVAL 2015

No sábado, calhou ver o Festival da Canção da Eurovisão deste ano, vulgo Eurofestival. Coisa que já não acontecia à bué ou então só assim a dar uma espreitadela, enquanto estava a fazer outras coisas. Desta vez, vi à séria: jantar em casa da minha irmã, com grande parte da família presente. E todos a darem palpites sobre tudo: canção, fatiotas, cenários (um must, que no geral foi do que todos gostaram mais - estavam 5 estrelas!) e o que mais surgiu no ecrã suscetível de motivar comentário, risadinha ou até, pasme-se, indignação.

Como já todos saberão, a canção sueca foi a vencedora. E também uma das que suscitou um dos cenários mais espetaculares e animados. Em todos os sentidos. A canção intitula-se "Heroes", foi interpretada por Mans Zelmerlow e não se pode dizer que não tem uma batidinha festivaleira. Às tantas estávamos (quase) todos a torcer para que ganhasse, quando a Rússia parecia prestes a levar o troféu de lambuja - com tantos vizinhos, ex-conterrâneos e tantos países interessados em "negociar" com eles, não houve gato sapato que não votasse na canção. Que no entender da maioria da famelga era um prémio que Putin não merecia, até porque a música era um bocado desenxabida, bem como a cantora (muito loura, muito branca, vestida de branco):

A minha irmã e a minha mãe teciam comentários acerca da injustiça e dos interesses políticos que as votações escamoteiam. Então quando uma júri teve o topete de dizer que a pontuação máxima ia para os seus queridos vizinhos do lado, a indignação foi ao rubro: "ainda têm a lata de o dizer!" E que a nossa canção era muito melhor do que muitas que lá estavam, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, blablablá. De facto agradou a (quase) todos. Um dos mais jovens insistia que era o problema de ser cantada na língua lusa, ao contrário da maioria cantada em inglês, mas os mais velhos insistiram que assim é que devia ser. A bem dizer, concordo que sim, mas torna impossível ganhar, né? 

Outra que também cantava na sua língua materna foi a espanhola, que entrou vestida de vermelho e saiu vestida daquele branco prateado. Uma das mais bem vestidas, no entender da geral. "Amanecer" intitulava-se a canção interpretada por Edurne.

A canção do Reino Unido era bastante alegre, mas ninguém entendeu as fatiotas estranhas que o dueto usava. Até que de repente começaram a reluzir... como se fossem o néon ali da discoteca da esquina. Duvido que tenham conseguido o efeito pretendido. "Very odd!", para o caso de algum deles passar por aqui, eheheh!

Mas voltando à nossa representante, Leonor Andrade, e a "Há um mar que nos separa", realmente não desgostei da música e da letra. Claro que, como vaticinado, não teve lugar nesta final. Do que não gostei minimamente foi da sua indumentária - é uma rapariga nova, porque é que tem de ir vestida de preto? Toda a gente sabe que assim não se compromete, mas caraças, já enjoa tanto luto. Meio gótica e a dar para a bruxa nas horas vagas, com aquela capa esvoaçante...

Mas não era a única, que isto do preto e do "não me comprometo" não deve ser só nosso, a representante da Albânia também levava um modelito negro, que era um pouco semelhante ao da russa, só que esta tinha mais peitaça que a camarada, que era praticamente desprovida desses atributos. Comentários masculinos, está bom de ver, mas contra factos tão visíveis não houve argumentos para rebater!

Ah, e esta também ia um mimo, com aquela penugem toda negra devia estar a imitar algum urubu. Pasma que estava, nem registei a terreola de onde vinha.

Assim mais colorida, ia esta representante da Lituânia. Pouco ao gosto tuga, desconfio, mas dou-vos oportunidade de discordarem. 

Outro vestido que me pareceu bastante original foi este: não sei se foi feito para tentar disfarçar a gordura da representante Sérvia, ou se para a fazer sobressair. O que é que acham?

De vermelho, num vestido sui generis que deixava antever aquilo que se imaginam ser tatuagens, apresentou-se a candidata da Letónia. 

E agora, caso fossem a uma festa deste gabarito, que vestido escolheriam? Vá, vá, toca a decidir... [apareceram outros vestidos melhores (e piores?), obviamente, mas estes foram os que consegui catar na net]

Há muito tempo que não me divertia tanto com um Eurofestival da Canção!

Imagens da net, já que não fui convidada para assistir in loco...

sexta-feira, 20 de março de 2015

JANELAS PARA O MUNDO

Há largos anos, quando uma amiga comprou a sua primeira casa - um T1 muito acolhedor nos arredores de Lisboa - teve uma ideia brilhante: como o dinheiro era curto e não chegava para comprar quadros para as paredes, pegou numa máquina fotográfica e andou por aí a fotografar janelas. Que posteriormente emoldurou com um vidro e molas metálicas, et voilá!, as paredes da sua casa ganharam vida! 

Ora se há coisa que não falta em terra nenhuma são janelas: grandes, pequenas, abertas, fechadas, novas, velhas, com ou sem varanda, floridas ou em ruínas, com alguém a espreitar ou muito bem trancadas, com cortinas ou nuas, enfim, de todas as maneiras e feitios.

Assim, o passatempo que vos proponho é algo semelhante à ideia da minha amiga: enviem-me uma fotografia de uma janela (ou de um conjunto delas, por exemplo, no mesmo edifício) para o meu e-mail (quiproquo.tete@gmail.com), até às 23 horas e 59 minutos do dia 5 de abril (sim, é domingo de Páscoa), fotos essas que serão publicadas dia 6 de abril; o objetivo é adivinhar quem fotografou cada janela, o que, como já vimos em passatempos anteriores, não é tarefa fácil; evidentemente, a foto pode ser retirada de um álbum antigo ou podem começar já a clicar até obterem a imagem pretendida - tem é de ser da vossa autoria, logicamente; posteriormente, todas as fotografias serão devidamente identificadas - dependendo do número de participantes e dos acertos, creio que 2 ou 3 dias após a publicação, portanto a 8 ou 9 de abril, o mais tardar.

Tudo (e todos) a postos?

UMA FELIZ PRIMAVERA PARA TODOS E... TOCA A CLICAR! 

Imagem da net.

domingo, 14 de dezembro de 2014

UM CANUDO...

... que se limitou a ornamentar uma estante cá de casa nos últimos 30 anos, pode parecer uma grande fiasco. Não foi! Mesmo que nunca tenha exercido qualquer profissão vagamente relacionada com os estudos que efetuei ou ganho um tostão à sua custa, facto é que a sua missão foi única: ornamentar aquela estante!

Mas quando um homem (ou uma mulher) se põe a pensar, o dinheiro não é realmente o mais importante num emprego, mas sim a satisfação que a pessoa tem em realizar certo trabalho. Claro que o salário não deixa de ser importante para a pessoa manter uma vida digna - quando não éramos todos voluntários de qualquer coisa - mas há limites. Que variam consoante (a consciência) de cada um... Enganei-me? Acontece! Pior era ter ficado agarrada ao canudo e à profissão, em que mais que provavelmente não passaria da mediocridade, num pesadelo quase diário.

A ornamentar a cidade mais um graffiti urbano (2), suponho que da autoria de Vhils, que recentemente teve um programa da CNN dedicado ao seu trabalho artístico. Merecido! 

BOM DOMINGO!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A VER NAVIOS?

Não exatamente. Mais de volta ao velho vício televisivo, em que se "papa" quase tudo o que passa no pequeno ecrã. Vício que vem desde criança, só interrompido no tempo do PREC - havia lá pachorra para tanta mesa redonda de gente exaltada, para ficar tudo na mesma? - retomado com "Gabriela" e, felizmente, nos últimos anos só resumido ao quase essencial. Um filme de vez em quando, uma série melhorzinha, alguns programas de informação (não, não são os telejornais), os Oscars de Hollywood e uma coisa ou outra visionada num momento de tédio.  

Enfim, a recaída explica-se pelo tempo que não convida a passeios, o consequente menor número de fotografias tiradas, a escuridão que se abate na casa logo de manhã como se estivesse a chegar o anoitecer e a monotononia acumulada de tantos meses de imobilização - não exatamente forçada, que já ando relativamente bem, mas a chuva e o frio lá fora estão bons para apanhar gripes e constipações, que nunca convêm nada a ninguém, mas quando as imunidades estão em baixo ainda menos... E pronto, andar de trás para a frente no corredor, só porque sim, deve ser bom para tigres enjaulados, mas dá cabo da minha sanidade mental!

Pior é que a televisão também me irrita: as telenovelas, as séries e outros programas são anunciados com a devida antecipação, pompa e circunstância, mas a maior parte das vezes não há nem um avisozinho do seu final (novelas da SIC à parte, que ficam o último mês a ser exibidas com uma legenda de "últimos capítulos", o que também é um exagero). Assim, está uma pessoa toda feita para ver um novo episódio de "Mr. Selfridge" ou de "A Teoria do Big Bang" - ambas do bom e do melhor que se faz em TV, no meu entender - e... népias, lá vem outro programa qualquer. Não se faz!

Contudo, o esforço de abandonar o velho vício tem sido uma constante, aos poucos conto chegar lá - tenho lido mais, ouvido música e até já faço uns sudokus ou palavras cruzadas. Mas a escrita, essa, tem sido bastante desleixada, tanto aqui como em comentários aos vossos posts. Para não dizer praticamente inexistente. Como consolo só a experiência de uma amiga, que após 3 meses de repouso em casa determinado pelo médico, alontrada frente ao ecrã como eu, viu o vício evaporar-se assim que teve alta. Estou a torcer para que me aconteça o mesmo. E para que o tempo melhore um bocadinho...

BOM FIM DE SEMANA!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

RECLUSÃO

Em criança, quando me perguntavam o que ia ser quando fosse grande respondia: "vou casar com um polícia, para nunca ser presa". Ingenuidade infantil, porque se soubesse o que sei hoje diria que ia ser banqueira. Mas pronto, a ideia da cadeia - estar num sítio sem se poder sair quando bem se entende - e até uma certa claustrofobia em ambientes fechados, com muita gente, sempre estiveram presentes na minha maneira de ser. E, claro, a perceção de que se não cometesse actos ilegais ou criminosos a probabilidade de ser condenada a uma pena de prisão era reduzida e cedo se instalou o meu espírito.

Como a vida dá muitas voltas, hoje e (previsivelmente) durante cerca de um mês vou permanecer num quarto de hospital, para fazer um auto-transplante de medula. E já não é tão mau quanto pensava inicialmente, porque o facto de ser dadora de mim própria faz com que possa receber visitas (devidamente equipadas com máscaras e batas próprias), quando não os visitantes só veem os pacientes através da janela do quarto. Enfim, o isolamento não é total, mas não deixa de ser uma reclusão "forçada", que é como quem diz, por força das circunstâncias. 

Vim com a "casa às costas", munida de livros, portátil, revistas de passatempos e, para o efeito, até comprei um pequeno iPod, para ouvir música. No quarto existe também uma televisão (com uma série de canais) e uma bicicleta pedaleira - haja vontade de pedalar, cóf, cóf, cóf (maldita tosse!). 

Tudo isto para dizer que as minhas postagens nas próximas semanas poderão ser um pouco irregulares: alguns destes tratamentos deitam-nos muito abaixo, outros nunca fiz, não sei como serão. No entanto, sempre que me sentir com (mais) genica, venho aqui postar qualquer coisinha e/ou dar uma volta pelos vossos cantinhos - tempo é coisa que não me há de faltar, se tudo correr bem.

Para todos segue aquele abraço, desta vez na voz de Miguel Gameiro:


Ah, last but not least, já resolvi aquele meu problema de não conseguir ouvir música nos blogues. Nem vou dizer o que era, para não me chamarem de barata tonta...

domingo, 16 de março de 2014

50 ANOS DE FESTIVAL

Antigamente, quando se falava em festival nem era preciso especificar a qual nos referíamos: era ao da canção, está claro! Acontecimento único no ano, normalmente decorria a 7 de março, que é o dia em que a RTP faz anos. Era uma festa tal, que até os pais autorizavam os filhos a deitarem-se mais tarde nessa noite, para poderem assistir ao espetáculo. Enfim, pelo menos lá em casa era assim e suponho que nas da maioria das nossas colegas de escola, já que no dia seguinte todas trauteávamos as canções que tinham sido mais badaladas. 

Este ano, comemoraram-se os 50 anos do festival da canção. Que agora convém nomear, não se vá confundir com os múltiplos festivais em curso, simultaneamente. Claro que muita coisa mudou desde então, a própria dinâmica do concurso é diferente - dividida em várias etapas, em que na final estavam a concurso 5 concorrentes. Não sei ao certo, porque não segui, calhou só ver o fim da final. Ontem. 

E a coisa até estava animada, a cerimónia a decorrer no convento do Beato, com Carlos Malato e Sílvia Alberto a fazerem as honras da apresentação, Simone de Oliveira e António Calvário a serem homenageados como antigos vencedores e participantes dos primeiros festivais. Nos bastidores, Joana Teles dava conta do nervoso dos concorrentes, antes de serem conhecidos os resultados. Depois, três cantoras (também elas ex-participantes) interpretaram um medley de algumas das muitas canções que não venceram, mas que na época se tornaram um verdadeiro sucesso (por vezes, maior do que o da própria canção vencedora).  

Entretanto, já estava tudo a postos para ser anunciada a canção de 2014 (escolhida pelo público, segundo o critério do regulamento da RTP), as duas finalistas em palco, nervosas e de mão dada, e o suspense chega ao final: Suzy ganhou! E de repente levanta-se um grande sururu, vaias e grande parte do público presente levanta-se e sai da sala. "Mas o que é isto?", pensei. Ainda não tinham entregue o prémio a Emanuel, autor da letra e música, a rapariga ainda não cantara novamente a canção, como é de tradição acontecer e, pior, alguns dos que abandonavam a sala fizeram questão de o fazer junto ao palco, tapando a visão aos restantes e aparecendo (vagamente) perante as câmaras de TV. E a única palavra que me ocorreu para descrever o que estava a ver foi: labregos!

Ora se as pessoas reagissem quando lhes baixam os ordenados, aumentam os impostos ou as despedem, suponho que ninguém teria nada a apontar. Mas não, a maioria cala-se e/ou arma-se em vítima da sociedade, uns quantos manifestam-se e outros andam naquela brincadeira de subir e descer as escadas do parlamento, como se adiantasse de muito. No entanto, a "coragem" já não lhes falta quando o protesto é sobre a canção que achavam que devia vencer, e se for de forma ostensiva e mal educada, melhor ainda! Repito: LABREGOS!

(e parabéns à Suzy e ao Emanuel, que não conheço mais gordos, que defenderam a canção preferida pelo público!)

Imagem da net.

sábado, 8 de março de 2014

GIVE ME 55!

Recentemente, ao ver "Um Quente Agosto" - filme (ou melhor dizendo, peça de teatro passada para o grande ecrã) que detestei, por ser horrivelmente deprimente - a personagem de Júlia Roberts refere a certa altura que "Graças a Deus não prevemos o futuro, senão nunca saíamos da cama." 

Claro que a vida nunca se parece com os nossos sonhos mais fantasiosos de infância, em que ainda temos o coração e os pensamentos cheio de histórias de fadas... com o característico happy end. Mais cedo ou mais tarde aprendemos que nem tudo é o mar de rosas com que sonhámos, que amores perfeitos só as flores, que nem todos que julgávamos amigos o foram realmente. E perdas, muitas perdas daqueles que amámos, e que deixaram uma saudade enorme no nosso peito e que muitas vezes relembramos as histórias mais célebres, alegres ou caricatas. Às vezes transformadas em mito, no nosso imaginário...

Mas há outros tantos convívios em que partilhámos com companheiros, familiares e amigos momentos de grande felicidade. E não só casamentos, nascimentos, batizados e outras festas que tais, às vezes até circunstâncias banais: uma frase que ficou a meio e o outro entendeu, um gesto carinhoso, um sorriso, uma brincadeira, uma confiança e cumplicidade que não se perde ao longo dos anos, mesmo que nem sempre haja concordância de pontos de vista. E é isso que por vezes nos esquecemos de agradecer, como aqui Mercedes Sosa o faz  tão bem, em "Gracias a La Vida":


E pronto, é hoje! Sem "vestidito", preterido por umas calças corriqueiras, que poderão não ter tanto glamour, mas são bastante mais práticas e confortáveis. Cada um no seu género, que o meu está longe de ser o de estrela... 

FELIZ DIA PARA AS MENINAS DE TODAS AS IDADES...
E PARA OS MENINOS QUE SEMPRE AS APOIARAM!