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domingo, 22 de janeiro de 2017

HARLEM 1958

Nunca poderia ter tirado esta fotografia, de autoria de Art Kane, até porque no dia e hora ainda não era nascida - 12 de Agosto de 1958, por volta das 10 da manhã. Em frente a um edifício de Harlem, Nova Iorque, retratando 57 músicos de jazz. Não tirei, mas tenho pena!

O insólito da foto não foi apenas reunir tantos músicos, mas a hora "madrugadora" em que foi captada. Tendo em conta que a maior dos músicos trabalhava em bares noite dentro até de madrugada, raramente estando "acordados" e disponíveis para o smile tão cedo. Mas parece que o fotógrafo freelancer lá os convenceu e certo é que ficou para a posteridade.

E não, as criancinhas sentadas na borda do passeio não faziam parte de nenhuma banda, eram apenas miúdos das redondezas que resolveram juntar-se ao grupo... porque sim! Consta que o fotógrafo, que já estava com dificuldade em agrupar os adultos, preferiu não fazer mais ondas...

Bom, mas se há fotografias com história, esta é uma delas, mesmo que atualmente só 2 dos 57 músicos ainda sejam vivos. Consegue aquela magia de nos transportar para um tempo que não existe mais, em que o mundo parecia mais simpático e inocente, e bastante menos perigoso. Será mera ilusão? 

Com ou sem música, tenham um...

ÓTIMO DOMINGO!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

PAREDES QUE "CANTAM"...

Passo naquele largo frequentemente, mas nunca nada me tinha chamado a atenção: um entre tantos do género no país. Desta vez foi diferente... e saí para fotografar:

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Andava nestas andanças fotográficas, quando uma vizinha me avisou: "há outra lá em cima, que não se vê daqui. É o Zeca Afonso e para mim a melhor de todas."

E lá fui bairro acima, à procura da imagem que me faltava na coleção. Mas valeu a pena!

Bem sei que há quem não goste de graffitis - se bem que tenha alguma dificuldade em chamar graffiti a estes  retratos - mas pessoalmente considero que embelezam em muito as ruas das nossas cidades. Como estes, no humilde bairro da Venda Nova, Amadora.

Obrigada,

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A CANÇÃO DE LISBOA

Anunciar este filme como uma nova versão ou refilmagem do seu homónimo de 1933, realizado por Cottinelli Telmo, no mínimo, é um disparate. OK, é uma comédia, as personagens têm nomes idênticos e Vasco Leitão é o mesmo estudante de medicina cábula, que vive à conta das tias. Mas logo ai param as semelhanças com esta produção de Leonel Vieira, realizada por Pedro Varela - nem podia ser de outra maneira, tendo em conta a diferença de mais de 8 décadas de permeio...

Boa notícia também é que o Vasquinho já não canta fado, as canções a que empresta a voz são da autoria de Miguel Araújo / Nuno Malo. Como esta:


César Mourão, Luana Martau e Miguel Guilherme encabeçam o elenco e, se já não tinha dúvidas sobre o talento deste último, fiquei muito bem impressionada com o dos seus acompanhantes. Igualmente positiva a presença da luz de Lisboa nas imagens que retratam o dia a dia da cidade, das obras aos palácios, dos jardins aos recantos mais recônditos.

E não, não me parece que a boa sensação resulte apenas do facto de estar de férias e de ter ido com a famelga (quase) toda ao cinema, em excursão: trata-se de uma a comédia despretensiosa e bem humorada que, no mínimo, dispõe bem. É pedir muito?

Imagem de cena do filme da net.

sábado, 4 de junho de 2016

IMUNE AO TEU CHARME

Este mês é outro em que somam e seguem os aniversários, hoje em dose dupla: a minha querida maninha e uma das primeiras comentadoras deste blogue - a grafonola já se chateou da blogosfera há muito tempo, não impede que continue amiga, no facebook ou até ao vivo e a cores.

Entretanto andava à procura da música "Sou imune ao teu charme", de Anaquin, pois acho muita piada à letra e em jeito de homenagem a ambas as aniversariantes, quando encontrei esta deliciosa versão, da autoria de Rui Pascoal, nosso conviva da blogosfera e no almoço de Monte Real. Ora espreitem lá:


A todos, desejo um...
MARAVILHOSO FIM DE SEMANA!

sábado, 9 de abril de 2016

SEMPRE EM FESTA!

O mês de abril é, provavelmente, o mês em que conheço mais gente a fazer anos. Só este fim de semana  é hoje o Kok, amanhã a nossa querida Maria (há quem lhe chame kuák) e a São (uma familiar). Mas antes deles já comemoraram os seus aniversários a Cat, uma amiga pessoal, o Fatifer e a Graça, depois serão o meu próprio filho, a Ana (outra amiga), o Ricardo (um amigo), o BB (um ex-cunhado), isto se a memória não me falha, que este ano nem agenda comprei - sim, daquelas de papel, que eu sou rapariga à moda antiga!

Vale que não tenho de comprar prenda para todos, se não ia à falência. Mas para uma prendinha virtual, há sempre espaço, de modo que para todos estes aniversariantes segue uma musiquinha de uma cantora portuguesa que gosto muito de ouvir - Áurea, aqui em "Okay, Alright".


Imagem do facebook.

terça-feira, 8 de março de 2016

O TEMPO VOA!

Literalmente! Ainda ontem saltava a pés juntos para as poças de água que encontrava pelo caminho da escola para casa, bem protegida que estava com galochas de borracha. Isto quando não fingia de mim para mim que era o Capuchinho Vermelho a atravessar a floresta do lobo mau. Com a diferença que eu via mesmo a minha avó à janela de sua casa,  onde nos aguardava diária e serenamente para nos ver passar rumo à nossa. Era tudo tão próximo, que o nosso meio de transporte habitual eram os nossos próprios pés. "Outros tempos!", dirão com toda a razão. 

Seguiu-se o liceu, novos amigos e os primeiros amores, gaivotas que aprenderam a voar em liberdade, cantadas aos sete ventos pelos sons de um Abril engalanado de cravos vermelhos. Pensávamos que nunca mais deixaríamos de ser felizes. Pura precipitação juvenil...

Depois a faculdade, os primeiros empregos, a aprendizagem de um novo modo de estar na vida. E os amigos que se afastaram porque a vida é mesmo assim, não há tempo para tudo nem para todos. E os desgostos com as partidas inesperadas daqueles que amávamos (e continuamos a amar). Mas também o casamento e o nascimento do filhote, momentos de grande alegria.

Hoje olho para trás e pergunto-me: mas será possível que já tenham decorrido 57 anos? Custa-me a acreditar...


E muito mais haveria para contar, mas por hoje é só. Vou ali festejar... e já volto!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

EUROFESTIVAL 2015

No sábado, calhou ver o Festival da Canção da Eurovisão deste ano, vulgo Eurofestival. Coisa que já não acontecia à bué ou então só assim a dar uma espreitadela, enquanto estava a fazer outras coisas. Desta vez, vi à séria: jantar em casa da minha irmã, com grande parte da família presente. E todos a darem palpites sobre tudo: canção, fatiotas, cenários (um must, que no geral foi do que todos gostaram mais - estavam 5 estrelas!) e o que mais surgiu no ecrã suscetível de motivar comentário, risadinha ou até, pasme-se, indignação.

Como já todos saberão, a canção sueca foi a vencedora. E também uma das que suscitou um dos cenários mais espetaculares e animados. Em todos os sentidos. A canção intitula-se "Heroes", foi interpretada por Mans Zelmerlow e não se pode dizer que não tem uma batidinha festivaleira. Às tantas estávamos (quase) todos a torcer para que ganhasse, quando a Rússia parecia prestes a levar o troféu de lambuja - com tantos vizinhos, ex-conterrâneos e tantos países interessados em "negociar" com eles, não houve gato sapato que não votasse na canção. Que no entender da maioria da famelga era um prémio que Putin não merecia, até porque a música era um bocado desenxabida, bem como a cantora (muito loura, muito branca, vestida de branco):

A minha irmã e a minha mãe teciam comentários acerca da injustiça e dos interesses políticos que as votações escamoteiam. Então quando uma júri teve o topete de dizer que a pontuação máxima ia para os seus queridos vizinhos do lado, a indignação foi ao rubro: "ainda têm a lata de o dizer!" E que a nossa canção era muito melhor do que muitas que lá estavam, ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, blablablá. De facto agradou a (quase) todos. Um dos mais jovens insistia que era o problema de ser cantada na língua lusa, ao contrário da maioria cantada em inglês, mas os mais velhos insistiram que assim é que devia ser. A bem dizer, concordo que sim, mas torna impossível ganhar, né? 

Outra que também cantava na sua língua materna foi a espanhola, que entrou vestida de vermelho e saiu vestida daquele branco prateado. Uma das mais bem vestidas, no entender da geral. "Amanecer" intitulava-se a canção interpretada por Edurne.

A canção do Reino Unido era bastante alegre, mas ninguém entendeu as fatiotas estranhas que o dueto usava. Até que de repente começaram a reluzir... como se fossem o néon ali da discoteca da esquina. Duvido que tenham conseguido o efeito pretendido. "Very odd!", para o caso de algum deles passar por aqui, eheheh!

Mas voltando à nossa representante, Leonor Andrade, e a "Há um mar que nos separa", realmente não desgostei da música e da letra. Claro que, como vaticinado, não teve lugar nesta final. Do que não gostei minimamente foi da sua indumentária - é uma rapariga nova, porque é que tem de ir vestida de preto? Toda a gente sabe que assim não se compromete, mas caraças, já enjoa tanto luto. Meio gótica e a dar para a bruxa nas horas vagas, com aquela capa esvoaçante...

Mas não era a única, que isto do preto e do "não me comprometo" não deve ser só nosso, a representante da Albânia também levava um modelito negro, que era um pouco semelhante ao da russa, só que esta tinha mais peitaça que a camarada, que era praticamente desprovida desses atributos. Comentários masculinos, está bom de ver, mas contra factos tão visíveis não houve argumentos para rebater!

Ah, e esta também ia um mimo, com aquela penugem toda negra devia estar a imitar algum urubu. Pasma que estava, nem registei a terreola de onde vinha.

Assim mais colorida, ia esta representante da Lituânia. Pouco ao gosto tuga, desconfio, mas dou-vos oportunidade de discordarem. 

Outro vestido que me pareceu bastante original foi este: não sei se foi feito para tentar disfarçar a gordura da representante Sérvia, ou se para a fazer sobressair. O que é que acham?

De vermelho, num vestido sui generis que deixava antever aquilo que se imaginam ser tatuagens, apresentou-se a candidata da Letónia. 

E agora, caso fossem a uma festa deste gabarito, que vestido escolheriam? Vá, vá, toca a decidir... [apareceram outros vestidos melhores (e piores?), obviamente, mas estes foram os que consegui catar na net]

Há muito tempo que não me divertia tanto com um Eurofestival da Canção!

Imagens da net, já que não fui convidada para assistir in loco...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EM MAIO, VAMOS PASSEAR...

... por Lisboa, está claro! Nós e uns milhares de turistas, com a mesma ideia, como se viu este fim de semana. Espanhóis aos magotes e outros estrangeiros de muitas línguas, algumas totalmente desconhecidas aos nossos tímpanos. E não faltam razões para as passeatas:

A World Press Photo já está em exibição no Museu da Eletricidade e por lá permanecerá até dia 24 de maio. Ainda no capítulo fotográfico, a exposição "Génesis", de Sebastião Salgado, promete "uma homenagem à grandiosidade da natureza e uma alerta para a fragilidade da Terra" e estará patente até dia 2 de agosto, na galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, ali para a Junqueira.

De música também não estaremos nada mal servidos, com a 9ª edição do MEO OUT JAZZ, que regressa aos jardins, praças e miradouros lisboetas, num programa de fins de semana que se estenderá até finais de setembro. Jazz e não só, avisam os organizadores. O programa esse poderão vê-lo aqui... com uma lupa!


E quando os cinemas têm tendência a fechar portas, eis que reabre o cinema Ideal, um pequeno cinema de bairro ali na rua do Loreto, perto do largo Camões.


Quiosques e esplanadas também não faltam ali para a zona do Chiado e, em maio, é bom lembrar que estamos em plena época de caracóis, portanto a convidar para o petisco. Mas podemos sentarmo-nos apenas para beber uma imperial ou refresco...

... enquanto artistas de rua vão ganhando uns cobres petrificados como estátuas, tocando com a sua banda ou executando enormes bolas de sabão para divertimento da criançada. No ar paira um agradável cheiro a flores, talvez provenientes desta loja...

... ou das árvores, arbustos, jardins e vasos e vasinhos das redondezas.

Para um lanchinho mais à maneira, nada como ir experimentar a nova cervejaria "100 montaditos", que segue em tudo a conhecida cadeia espanhola, excepto no espaço, que aqui já na zona do Príncipe Real é reduzido a cerca de uma dúzia de mesas:

Mas vale a pena, para quem é fã destas sandoscas variadas e em conta.

A biblioteca itinerante estava no sítio do costume, recordando que ainda este mês tem início a 85ª edição da Feira do Livro de Lisboa - de 28 de maio a 14 de junho, para ser mais exata.


Então, temos ou não temos boas razões para passear este mês?

Todas as fotos e colagens são minhas, excepto a do programa do MEO OUT JAZZ.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

LISBOA MENINA E MOÇA

Carlos do Carmo foi o primeiro português a ganhar um Grammy e a Rádio Comercial resolveu fazer-lhe esta homenagem na altura. Mas vale sempre a pena rever e voltar a ouvir:


quinta-feira, 16 de abril de 2015

23

O meu filho faz hoje 23 anos. E eu não gosto de panegíricos: ele tem os seus defeitos e as suas qualidades, não é melhor ou pior que outros jovens da mesma idade;  já concluiu a licenciatura no ano passado e atualmente está a estagiar na sua área de estudos, com uma remuneração ligeiramente superior ao ordenado mínimo nacional; acima de tudo, agrada-me que ele se sinta feliz, como afirma estar. E que, ao contrário de tanta rapaziada conhecida, se mantenha a viver e a trabalhar em Portugal.

Há alguma coisa mais importante para uma mãe do que saber que o seu filho está feliz? Não sei! Talvez reste aquela sensação de impotência, de não se conseguir ensinar tudo o que se aprendeu  ao longo da vida, mas a aprendizagem é uma experiência muito pessoal...

Madeleine Peyroux, em "Don't wait too long", que é sempre um bom conselho:



terça-feira, 19 de agosto de 2014

RECLUSÃO

Em criança, quando me perguntavam o que ia ser quando fosse grande respondia: "vou casar com um polícia, para nunca ser presa". Ingenuidade infantil, porque se soubesse o que sei hoje diria que ia ser banqueira. Mas pronto, a ideia da cadeia - estar num sítio sem se poder sair quando bem se entende - e até uma certa claustrofobia em ambientes fechados, com muita gente, sempre estiveram presentes na minha maneira de ser. E, claro, a perceção de que se não cometesse actos ilegais ou criminosos a probabilidade de ser condenada a uma pena de prisão era reduzida e cedo se instalou o meu espírito.

Como a vida dá muitas voltas, hoje e (previsivelmente) durante cerca de um mês vou permanecer num quarto de hospital, para fazer um auto-transplante de medula. E já não é tão mau quanto pensava inicialmente, porque o facto de ser dadora de mim própria faz com que possa receber visitas (devidamente equipadas com máscaras e batas próprias), quando não os visitantes só veem os pacientes através da janela do quarto. Enfim, o isolamento não é total, mas não deixa de ser uma reclusão "forçada", que é como quem diz, por força das circunstâncias. 

Vim com a "casa às costas", munida de livros, portátil, revistas de passatempos e, para o efeito, até comprei um pequeno iPod, para ouvir música. No quarto existe também uma televisão (com uma série de canais) e uma bicicleta pedaleira - haja vontade de pedalar, cóf, cóf, cóf (maldita tosse!). 

Tudo isto para dizer que as minhas postagens nas próximas semanas poderão ser um pouco irregulares: alguns destes tratamentos deitam-nos muito abaixo, outros nunca fiz, não sei como serão. No entanto, sempre que me sentir com (mais) genica, venho aqui postar qualquer coisinha e/ou dar uma volta pelos vossos cantinhos - tempo é coisa que não me há de faltar, se tudo correr bem.

Para todos segue aquele abraço, desta vez na voz de Miguel Gameiro:


Ah, last but not least, já resolvi aquele meu problema de não conseguir ouvir música nos blogues. Nem vou dizer o que era, para não me chamarem de barata tonta...

domingo, 10 de agosto de 2014

O TEMPO NÃO PARA!

Este é um típico (pequeno) jardim lisboeta, onde um quiosque tradicional com esplanada se situa entre um lago com respetivo repuxo, um parque de diversões infantil e as mesas e os bancos apropriados para as tardes de cartada da terceira idade. Sabem como se chama?

JARDIM CONSTANTINO

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Na crista da onda está agora este jardim a que recentemente acoplaram uma "praia". Se assim se pode chamar a um pedaço de areia junto a um antigo lago... Onde?

JARDIM DO TOREL



"O tempo não para", na voz de Mariza, não tem muito a ver com o post em si, mas dado não conseguir ouvir músicas nos vídeos que são colocadas nos outros blogues, serve como experiência para ver se a oiço no meu. Com o YouTube não há problema, pelo que se alguém me souber explicar o porquê, eu agradeço!

ADENDA a 12 de Agosto de 2014: Os jardins já estão identificados, tanto com as respetivas legendas, como com alguns outros aspetos e pormenores de cada local, nas colagens seguintes: o primeiro é um jardim de bairro, o segundo é simultaneamente miradouro sobre a cidade e o rio; todos descobriram o segundo - já que a "praia" tem sido tão badalada - no primeiro o Rui Espírito Santo (como é habitual), a Rosa dos Ventos e o Kok  acertaram em cheio. Obrigada a todos pela participação! 

terça-feira, 13 de maio de 2014

MAIO EM LISBOA

O Out Jazz não é propriamente só em maio, estende-se até o final do verão, desta vez com programação para sextas, sábados e domingos à tarde. Bem sei que o programa não é legível, mas para quem estiver interessado basta copiar e ampliar. De qualquer forma, a minha experiência com o Out Jazz é bastante reduzida: em anos anteriores nunca consegui assistir a nenhum dos espetáculos, pois a popularidade destes programas gratuitos é tanta, que inclui boas caminhadas para chegar aos locais estipulados. Ou, em contrapartida, filas de espera em trânsito ou horas à procura de estacionamento...

Espero ter mais sorte com esta festa, que inclui exposição de plantas e flores e se realiza já no próximo fim de semana, no jardim botânico da Ajuda. Tem um programa cultural paralelo e diversos workshops, mas confesso que a exposição é o que mais me atrai. Afinal maio não é o mês das flores?

Ainda este mês, mas lá mais para o fim - dia 29 - chega mais uma Feira do Livro a Lisboa, no local do costume, desta vez terminando apenas a 15 de junho. E essa é a festa de sempre, da qual falarei atempadamente, lá mais para diante... 

Imagens do facebook. A ilustração do cartaz do Out Jazz é de Ana Aragão e, no meu entender, absolutamente fabulosa.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

MESMO COM CHUVA!

Fotografia de Ian Britton

Um dia destes enviaram-me este vídeo, via mail. E fiquei a pensar que, independentemente da música em si (que suponho ser do filme "Midnight in Paris", de Woody Allen, dado o título), iria agradar a muitos dos meus amigos bloguistas, que na infância e/ou adolescência viveram largos anos em Paris. Como a Safira, a Parisiense, a Luisa, a Nina e o Kim, dos que me recordo e sei, podendo haver outros que nunca o referiram. Pessoalmente, só passei uma férias em Paris, mas ao ver o vídeo fiquei com uma vontade enorme de lá voltar. Mesmo que chovesse, como nas imagens seguintes:


Como dizia Humphrey Bogart, "We'll always have Paris!" OK, o contexto era diferente, mas quem já lá esteve (ou viveu) dificilmente esquece a cidade luz. E em não podendo apanhar o avião e partir, pelo menos ficam as imagens. E uma certa nostalgia, também...

(Obrigada, Palicha!)

F E L I Z   P Á S C O !


domingo, 16 de março de 2014

50 ANOS DE FESTIVAL

Antigamente, quando se falava em festival nem era preciso especificar a qual nos referíamos: era ao da canção, está claro! Acontecimento único no ano, normalmente decorria a 7 de março, que é o dia em que a RTP faz anos. Era uma festa tal, que até os pais autorizavam os filhos a deitarem-se mais tarde nessa noite, para poderem assistir ao espetáculo. Enfim, pelo menos lá em casa era assim e suponho que nas da maioria das nossas colegas de escola, já que no dia seguinte todas trauteávamos as canções que tinham sido mais badaladas. 

Este ano, comemoraram-se os 50 anos do festival da canção. Que agora convém nomear, não se vá confundir com os múltiplos festivais em curso, simultaneamente. Claro que muita coisa mudou desde então, a própria dinâmica do concurso é diferente - dividida em várias etapas, em que na final estavam a concurso 5 concorrentes. Não sei ao certo, porque não segui, calhou só ver o fim da final. Ontem. 

E a coisa até estava animada, a cerimónia a decorrer no convento do Beato, com Carlos Malato e Sílvia Alberto a fazerem as honras da apresentação, Simone de Oliveira e António Calvário a serem homenageados como antigos vencedores e participantes dos primeiros festivais. Nos bastidores, Joana Teles dava conta do nervoso dos concorrentes, antes de serem conhecidos os resultados. Depois, três cantoras (também elas ex-participantes) interpretaram um medley de algumas das muitas canções que não venceram, mas que na época se tornaram um verdadeiro sucesso (por vezes, maior do que o da própria canção vencedora).  

Entretanto, já estava tudo a postos para ser anunciada a canção de 2014 (escolhida pelo público, segundo o critério do regulamento da RTP), as duas finalistas em palco, nervosas e de mão dada, e o suspense chega ao final: Suzy ganhou! E de repente levanta-se um grande sururu, vaias e grande parte do público presente levanta-se e sai da sala. "Mas o que é isto?", pensei. Ainda não tinham entregue o prémio a Emanuel, autor da letra e música, a rapariga ainda não cantara novamente a canção, como é de tradição acontecer e, pior, alguns dos que abandonavam a sala fizeram questão de o fazer junto ao palco, tapando a visão aos restantes e aparecendo (vagamente) perante as câmaras de TV. E a única palavra que me ocorreu para descrever o que estava a ver foi: labregos!

Ora se as pessoas reagissem quando lhes baixam os ordenados, aumentam os impostos ou as despedem, suponho que ninguém teria nada a apontar. Mas não, a maioria cala-se e/ou arma-se em vítima da sociedade, uns quantos manifestam-se e outros andam naquela brincadeira de subir e descer as escadas do parlamento, como se adiantasse de muito. No entanto, a "coragem" já não lhes falta quando o protesto é sobre a canção que achavam que devia vencer, e se for de forma ostensiva e mal educada, melhor ainda! Repito: LABREGOS!

(e parabéns à Suzy e ao Emanuel, que não conheço mais gordos, que defenderam a canção preferida pelo público!)

Imagem da net.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DUETOS IMPREVISTOS

Todos temos dias assim, em que a solidão chama por nós e não temos disposição para conversas, mesmo com aqueles que nos são próximos. Mas do que gostei mais foi do imprevisto do dueto, que nem em sonhos supus que funcionasse: "Não queiras saber de mim", nas vozes de Mariza e Rui Veloso


TENHAM UM ÓTIMO FIM DE SEMANA!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O CLUBE

"The Breakfast Club", no título original, é um filme de 1985 realizado por John Hughes, tendo obtido um sucesso considerável, tanto que ainda hoje mantém a classificação de 7.9/10 na IMBd. Revi-o ontem no canal Hollywood.

Cinco adolescentes passam o sábado retidos na biblioteca do liceu, para cumprir o castigo ditado por Vernon (Paul Gleason), o diretor da escola. Mas se Bender (Judd Nelson) já é useiro e vezeiro no castigo, sendo encarado como um criminoso em potência, os restantes colegas não parecem ter problemas escolares de maior: Claire (Molly Ringwald) é uma menina rica e fútil, que foi castigada por faltar às aulas para fazer compras, Andrew (Emilio Estevez) é um desportista e Brian (Anthony Michael Hall) um marrão, enquanto Allison (Ally Sheedy) é a eterna inadaptada, que ninguém conhece ou sabe sequer o nome, incluindo o próprio diretor. Mas como é que 5 jovens tão diferentes passam nove horas de castigo em conjunto? Pois, apesar das ordens de Vernon, a fazer umas quantas asneirolas apenas pelo prazer de desobedecer, após algumas discussões e conversas terem derrubado algumas inibições e darem a conhecer aos outros mais do que a fachada que usam habitualmente.

Além do filme focar essas inseguranças e "hormonas aos saltos" próprias da adolescência, também tem graça por ver estes atores em cena, ainda tão jovens. E, claro, a música típica dos anos 80  assenta que nem uma luva (em vez do trailer):


Valeu a pena rever! Como curiosidade, ainda encontrei esta foto de alguns dos atores, que se reuniram em 2005 para comemorar o 20º aniversário do filme. Em boa hora... porque há encontros que não se repetem!


Imagens da net.   

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SALTITANDO PELAS PRAIAS

Uma vez que este ano fiz mais piscina, os passeios pelas praias algarvias cingiram-se aos mais ou menos habituais, entre Albufeira e a Rocha, passando por Arrifes, Galé e Salgados. Eis algumas das fotos dos locais onde passámos e/ou mergulhámos:.

Diga-se de passagem que o tempo ajudou: um ou outro dia de vento e um nublado não alteraram em nada a temperatura da água, a rondar os 23, 24 e 25º. Ah, e sim, a minha mana tem um termómetro próprio para verificar...
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Mas o mistério deste rochedo está resolvido - afinal são (pelo menos) três gaivotas. Se já filhotes da mesma família ou apenas vizinhos é que não há certezas... claro! 

Agora se Albufeira ao final da tarde está assim, imaginam como está todo o dia? Bom, a Galé não lhe fica atrás, se bem que a extensão de areal seja bastante diferente.

Nem experimentei Armação de Pêra, que é aquela praia em que os banhistas costumam ir lá estender a toalha às 8 da manhã, se quiserem ter lugar umas horas mais tarde. Um suma - não é para mim!

Por isso a preferência recair sobre os Salgados (se bem que não goste dos poucos bares) ou sobre a Rocha, onde de vez em quando ainda se pode encontrar uma animação musical no passadiço que percorre a praia e junto aos bares, esses sim com excelentes condições para os veraneantes se poderem sentar na esplanada a fazer uma refeição, a petiscar e/ou a beber uma bebida fresca, enquanto leem um livrinho (ou até calhamaço)... 

Consta que alguns turistas aderiram à animação e foram dançar para o passadiço junto dos músicos: se férias não rima com alegria, devia rimar!

Por resolver ficaram ainda dois mistérios:
1 - Porque será que nunca ninguém me convidou para dar uma voltinha num "barquinho" destes?

2 - Como é que alguém tem coragem de fazer isto às próprias costas? E que raio de pensamento é este? Será que pretende ser filosófico?!?

E assim termina o capítulo praias algarvias 2013, petiscos e outros passeios ficarão para uma próxima postagem!