quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

QUEM SOU EU...

Fotografia de Ian Britton

... para me sentir triste? Na verdade, não me estava a sentir triste, antes irritada. Com uma série de pequenas coisas: o computador a empandeirar, um mail que não conseguia enviar, uma aziaga ida ao centro comercial com milhentos putos das redondezas a terem a mesma ideia, num dia de greve de professores, e mais umas trivialidades.

E eis que recebo este clip por mail, o que deu para entender quão supérflua era a minha irritação, perante outras que realmente nos deviam indignar a todos. Assim, reservo os escritos para amanhã, deixo-vos com...

OFFER - Alanis Morissette
(legendado e com bolinha vermelha, para os mais sensíveis)



(Obrigada Isa)

22 comentários:

  1. Já conhecia o video. Provoca-nos um misto de vergonha com incredulidade. Vergonha, por nos deixarmos abater com coisas que, comparadas com essas, são comezinhas. Incredulidade por sabermos que existe tanta gente a viver assim.
    Mas, não podemos salvar o mundo. Se pudermos ajudar um ou dois, para eles já será o mundo. Mas o mundo inteiro nunca poderá ser salvo.
    Por outro lado, cada um chora daquilo que lhe dói. Não vamos deixar de chorar a morte do nosso único irmão porque no outro lado do mundo milhares de irmãos morrem todos os dias. Percebes o que quero dizer, né? Temos todos a nossa vida e o nosso mundo e os problemas tipicos dessa vida e desse mundo, dê por onde der. Engraçado que a depressão é algo que praticamente só atinge quem parece ter tudo, sofrendo apenas por falta de objectivos reais ou palpáveis. Mas, é sempre bom relembrar que existem pessoas no mundo cujo unico objectivo é sobreviver para ver o dia seguinte.

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  2. Percebo o que queres dizer, sim, VAN! De qualquer das formas, há algo de "mesquinho" nestes probleminhas do nosso dia a dia, quando comparados com os GRANDES problemas existentes no mundo...

    Sim, também já tinha reparado que a "depressão" praticamente só atinge "ricos" enfadados por não terem de lutar por nada, que aparece-lhes tudo à frente à medida dos seus desejos! Há excepções, está claro, nomeadamente em doenças que provocam esse estado.

    Jinho, nina!

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  3. Também temos o direito de nos irritarmos por coisas mesquinhas e depois quiçá até rir da situação. Eu ontem também fui a um CC inundado de putos. Mas até que andavam bem comportaditos.

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  4. Hummmm.... Acho que as condições meteorológicas andam a influenciar muitos os humores do pessoal! lol!
    Isso passa!

    Beijinhos

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  5. Por vezes somos tão mesquinhos...nem nos apercebemos da sorte que temos.

    beijinhos

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  6. Vi o video e é verdade. Quem somos nós para nos queixarmos?
    Como costumo dizer "até para ser cão é preciso sorte na vida".
    Infelizmente, é e continuará sempre a ser assim...

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  7. No meucaso tive depressão após terem-me diagnosticado um tumor nos intestinos. Na altura foi o desabar de tudo. Mas parece que pude continuar a ser feliz...

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  8. Pois, PREDATADO, nestas irritações comezinhas devíamos rir, só que na altura não costumam ter grande graça...
    Os putos não se estavam a portar mal, só que estavam por todo o lado, em grupos de 10 ou 15, o que não dava muito jeito para quem se queria despachar rápido... ;)

    Pois é MATCHBOX31, também cheguei encharcada a casa, que chovia a potes! Passa, então passa?! :)
    Jinho!

    É verdade, GATINHA, e ainda nos queixamos...
    Enfim, quando vemos coisas destas, sempre caímos em nós!
    Beijoquinhas!

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  9. Deixemos de retóricas humanistas.

    Cada qual - dentro dos seus contextos - temos as nossas depressões. Uns de pura sobrevivência, outros por subjectivamente terem praticamente tudo para serem felizes, e não o são. É um mistério.

    Por isso é que me suicidei no meu blog.

    Como diz VAN; Não podemos salvar o Mundo.

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  10. Tens razão, RODERICK, também é preciso ter sorte para se ser cão, gato ou piriquito. E também não acredito que estas injustiças sociais mudem, ou, pelo menos, não tão depressa!

    Quanto à depressão em casos desses, pois, acontece! A minha mãe também teve um cancro no seio no ano passado, na altura aguentou-se bem, foi operada, etc. e tal, mas depois também se foi um bocado abaixo...

    Mas o que importa é a pessoa recompor-se e aproveitar para dar mais valor a cada momento de felicidade! Carpe Diem!

    Beijocas!

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  11. quando li o título pensei na história de um filósofo qualquer que adormeceu num banco de jardim, sendo acordado por um polícia que lhe pergunta:
    - Quem é o senhor? Ao que ele responde;
    - Terá a minha eterna gratidão se me souber responder a isso!

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  12. Chorar de barriga cheia, né? fazemos isso tanta vez, infelizmente. Estou com a VAN, os deprimidos são aqueles que já não se encantam porque têm tudo. Dá um pião de madeira a uma criança carenciada e vê o olhar de encantamento que tão singelo objecto lhe causa. E experimenta lá dar um baralho de cartas a um miudo com dez playstations, para veres o olhar de desprezo que o teu presente merece.
    Mas também estou com a VAn no sentido em que por vezes, não podemos sofrer por comparação. Serei sempre menos infeliz do que o desgraçado que trabalha dez horas por dia numa mina, mas não é por isso que o meu dia não me traga, volta e meia, algum tipo de tristeza. Por vezes nem será o faltar algo concreto, mas há dias em que a alma não está bem, e ainda que o cérebro entenda que não há razão para isso, o coração lá tem as suas razões, e estas são, geralmente, muito mais fortes.

    MAs reconheço que andamos todos a perder um bocado a noção de perspectiva...isso não se pode negar.

    BEijinhos

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  13. Ui, CARLITOS, no post só falei em irritações, as depressões vieram nos comentários, por associação de ideias.
    Mas concordo que é um mistério que uns se sintam felizes com muito pouco, e outros infelizes com quase tudo.
    Longe de salvar o mundo, apenas coloquei em perspectiva as ditas irritações, com motivos muito mais fortes e prementes para a infelicidade e passou-me (com algum sentimento de culpa, é certo)!
    Jinhos!

    Ah, MOYLITO, essa teve piada! O polícia deve ter ficado a pensar se não era melhor chamar uma ambulância para o internar num manicómio... :)

    Nem foi chorar, SAFIRITA, era apenas uma questão de irritação, mas, de facto, de vez em quando é preciso parar para perspectivar outras realidades.
    Não sofro por comparação, mas sinto-me... agastada (é mais ou menos o termo), por ser privilegiada em quase tudo e depois ainda reclamar de pequenos contratempos. Contradições, o que é que queres? Como dizia o outro: "o coração tem razões que a razão desconhece"!
    Beijocas!

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  14. é difícil não sentirmos irritação no nosso dia a dia mesmo que o mundo ande às avessas

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  15. pois é...
    com tanto problema grave porque será que entramos em parafuso por problemas "pequeninos"?!
    se calhar porque como se costuma dizer: com o mal dos outros posso eu bem.
    pois é, temos sempre tendência a valorizar os nossos próprios problemas mas tal como aconteceu contigo, quando pensamos seriamente reconhecemos que afinal há tanta coisa muito mais grave à nossa volta e então percebemos que em relação a nós próprios o melhor é olharmos com mais atenção para o bom que possuímos.

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  16. Creio que imaginas o que estava para escrever, Teté...

    Bom fim-de-semana!

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  17. bom fim-de-semana. a ver se o descanso melhora os dias de desassossego.

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  18. Também é verdade, TERESA DURÃES! ;)

    Bom, se não somos nós a valorizar os nossos próprios problemas, ESCARLATE, quem o irá fazer? Mesmo que pequenos...
    Mas sim, há que relativizar, antes de entrar "em parafuso" por pequenos contratempos!

    Deixa-me cá ver se adivinho, CAPITÃO... Será que não vês népia, nada, niente?! :)))
    Igualmente para ti!

    Esperemos que o fim de semana traga mesmo melhores dias e mais descansados, S.G.! :)

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  19. Quem sou eu?
    Alguém que junta ás suas próprias angústias todas as outras que lhe "entram" pelos olhos/coração quando vê estes clips, quando vê as notícias, quando ouve histórias reais... "santa"(?) longe disso(!) atormentada por achar que nunca faço o suficiente para mudar nem que seja qualquer coisinha.
    Como já alguém disse por aqui parece que as condições meteorológicas nos estão a afectar um bocado (então se lhe juntarmos o "espírito natalício"...)!
    Há uma frase com que eu concordo plenamente: "lágrimas com pão, suaves são"...

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  20. Pois, INÊS, na verdade penso que essa sensação de impotência real, perante os males da humanidade, é comum à maioria de nós.

    E também é verdade que, de alguma maneira, somos afectados pelas condições meteorológicas (e "espírito natalício")... mas todos os males fossem esses!

    Não conhecia essa frase, mas realmente adequa-se perfeitamente!

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  21. É por essas e por outras que acredito que o Greenpeace deveria mudar os seus objetivos, ou seja, trabalhar em prol das milhares de crianças que morrem, diretamente, de fome no continente africano, ou, em decorrência desta. Também, não me importaria que o bem estar destas mesmas crianças - e de outras partes do mundo, fossem alvo de tratamento mais "humano" que aquele dispensado que lutam pela preservação das baleias.
    Nada contra as baleias, bem entendido?
    Um beijo!

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  22. Ora aí discordamos, OLIVER!

    O Greenpeace tem a sua função virada para as baleias e sistemas ecológicos. Da mesma maneira que banqueiros têm as suas mentes viradas para os lucros... doa a quem doer!

    Enquanto TODOS não se decidirem a reunir esforços no sentido de acabar com a fome e a miséria no mundo, esforços pontuais daqui e dali não surtem o devido efeito ou apenas contribuem para as atenuar em pequenas comunidades.

    A que propósito é que os activistas do Greenpeace são mais "culpados" que todos os capitalistas?! Não entendi o teu raciocínio...

    Beijocas!

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)