terça-feira, 3 de maio de 2016

OLHÓ CORO!

O primeiro domingo de Maio é dia da mãe. O primeiro de Maio é dia do trabalhador. Quando coincidem, dá nisto: toda a minha gente sai à rua, para comemorar um festejo ou outro! E se o domingo calha estar soalheiro, ainda mais...

Nem estes gansos resistiram e fez-se silêncio... que se ia grasnar o fado!


quinta-feira, 28 de abril de 2016

SNOOKER

Há pessoas que papam tudo quanto seja desporto televisivo. Faço precisamente o contrário: se é desporto, mudo de canal. Com todos incluindo futebol, excepto...  snooker! Sempre gostei de jogar e de ver, desde que aprendi o básico lá nos idos tempos de liceu.

Para quem não sabe, neste momento está a decorrer o campeonato do mundo de snooker, que o Eurosport tem transmitido mais ou menos em directo - por vezes só dá um resumo, outras repetem jogos que já deram. Enfim, o costume em televisão!

O que este campeonato do mundo tem de inusitado é o facto dos jogadores favoritos terem sido eliminados logo nas primeiras rondas: começou com Bingham, o campeão do ano passado, continuou com Murphy (vice-campeão), Neil Robertson, Judd Trump e Ronnie O'Sullivan - o grande craque, que todos consideravam vencedor à partida... Quem restou para disputar as meias finais? Mark Selby, o único dos favoritos ainda em prova, o escocês McManus (que chegou lá com um grande bambúrrio), o asiático Marco Fu e o chinês Ding Junhui. Não é assim muito linear que Selby venha a confirmar a preferência do público - natural, sendo ele inglês e decorrendo o campeonato em Sheffield.

Bom, mas os comentários da emissão televisiva estão a cargo de Miguel Sancho e Nuno Miguel Santos - tive de verificar os nomes na net, pois quando os referem confundem-se, dada a similitude e a má dicção de ambos - que no início de cada jogo fornecem algumas informações interessantes sobre os jogadores, como nacionalidade, idade, posição no ranking, etc.e tal. O pior é que depois começa a faltar-lhes tema de conversa e começam a inventar: nem estou a referir as jogadas que eles preconizam e depois o jogador prefere executar de outra forma - acontece de vez em quando, mas não é preciso ser um crânio para adivinhar qual a bola que tem o ângulo mais favorável para ser embolsada. Isso, até eu! Mas desde histórias muito imaginativas sobre a "maldição" de não existir memória do mesmo campeão dois anos seguidos (está tudo na net, então para quê inventar?), até epítetos imoderados sobre os jogadores - "máquina de embolsar bolas" ou "estrela do Oriente" - vale tudo. Até a dar notícia das opiniões facebookianas de  alguns adeptos. Tenham dó! (ou, não tendo, arriscam-se a ficar mudos no meu televisor...)

Boa notícia é que Lisboa vai passar a ter um Open, que fará parte do calendário oficial. E que as emissões televisivas da modalidade estão garantidas para a próxima década.

Boas tacadas!

Imagem de Mark Selby, da net.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

GRANDES ESPERANÇAS

No dia 25 de Abril de 1974 não estive na rua: tinha 15 anos acabados de fazer e uma enorme otite que me fez passar dois dias de cama. Os sons da revolução soavam-me apenas como ruídos de fundo, quando só desejava silêncio. Com tantos dias para adoecer, logo havia de calhar naquele que tanto mudou a minha vida e a de todos os portugueses. Daí não ter gratas lembranças do dia. Mas depois de passada a maleita recordo com muita emoção a felicidade que reinava na minha casa, no liceu, nas ruas, em todo o lado. A alegria das pessoas era contagiante. Diária. Parecia que finalmente a todos nos era permitido ter grandes esperanças. E quer estas se viessem a concretizar ou não, só a possibilidade era uma fonte de alegria... 

Só voltei a sentir o mesmo clima de alegria generalizada durante a Expo 98, mas mesmo assim longe da dos tempos da revolução de cravos. É pena que essas sensações positivas não se repitam mais vezes. Ou que alguns, hoje de barriga cheia, não deem grande valor à liberdade que nos foi concedida a partir desse dia agora longínquo, por um grupo de militares corajosos. 

A Sophia de Mello Breyner Andresen expressou-o como ninguém no seu poema "25 de Abril":

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

25 de Abril, SEMPRE!

sábado, 23 de abril de 2016

DIABOS!

Desconfio que o Hobbes está carregado de razão!

BOM FIM DE SEMANA!

Tirinha da autoria de Bill Watterson, copiada do facebook.

domingo, 17 de abril de 2016

PEQUENA PAUSA...

Com tanta festa e festarú, alguma coisa tem de ficar para trás. Neste caso as leituras, que iam bem abalançadas com 10 livros lidos e um conto. Sem tempo ou espaço para escrever sobre todos, fica apenas a nota que o conto de Olen Steinhauer deve agradar a quem adora espionagem do tipo Gabriel Allon e afins, a mim não me agradou particularmente - John Calhoun é mais do mesmo, com a diferença que é espião da CIA e não da MOSSAD.

Já sobre "A amiga genial" escreverei quando se realizar a próxima reunião do Clube de Leitura, mas desde já vos digo que adorei.

Entretanto já retomei as leituras, com a pica do costume - sorte, que este ano só o tal conto de espionagem me desagradou...

BOA SEMANA!
(já que o fim de semana está a acabar...)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

RESUMO FOTOGRÁFICO!

É sempre difícil resumir um dia bem passado, que não deixou de ter os seus percalços, especialmente nas estações de comboio, que não estão devidamente sinalizadas - tanto que nem tirei foto a um único comboio.

Os encontros foram sucedendo aos poucos, primeiro com o Ricardo e o Kok ainda no comboio, depois com o Rui e a Lena na estação de Campanhã. Seguiu-se um breve passeio pelo Porto e Vila Nova de Gaia, mas chovia que Deus a dava, nem deu para fotografar "o velho casario que se estende até ao mar", embora o pudéssemos vislumbrar. Mais tarde encontrámos a Graça (e o marido), a Libel e a Manu. Seguiram-se a Afrodite e a Maria Araújo, já perto do local do repasto. A Janita e a amiga Divina, a Ju e respetivo marido apareceram logo a seguir, bem como um outro amigo de quem me escapou o nome. O Fatifer foi dos últimos a chegar, mas essa honra coube à Redonda (e namorado), que moram a 100 metros de distância - disseram as más línguas. Enfim, o importante é que estavam reunidos os 19 convivas do almoço.

Trocaram-se presentinhos: os fidalguinhos da Afrodite e da Maria e o chocolatinho da Libel, que vinha muito bem embalado num pensamento sui generis: "O mundo precisa de loucos. Loucos uns pelos outros." Já a Manu trouxe também a característica ginginha de Óbidos e  respetivos copinhos, que a todos deliciou no final da refeição. E que acompanhou na perfeição a fabulosa  tarte de amêndoa da Libel, que ainda tenho de indagar se dá a receita a quem a pedir (ó para mim a assobiar para o ar!) Infelizmente as fotos da ginginha e da tarte não lhes faziam justiça, daí serem omissas. E das mesas de bufete só consegui a das sobremesas, que a outra já tinha demasiada gente à volta e cheia de apetite...

As conversas já se sabe que são como as cerejas, falou-se de blogues, de amigos presentes e ausentes, de comida, fotografia... e de tudo um pouco! Lá fora chovia e fazia sol, intercaladamente. Tanto que ainda deu para a foto de grupo, que foi a que saiu melhorzinha. As restantes que escaparam seguirão via mail para os interessados.

Mas lá que foi um dia bastante divertido, ninguém nos tira. Venha o próximo!

sábado, 9 de abril de 2016

SEMPRE EM FESTA!

O mês de abril é, provavelmente, o mês em que conheço mais gente a fazer anos. Só este fim de semana  é hoje o Kok, amanhã a nossa querida Maria (há quem lhe chame kuák) e a São (uma familiar). Mas antes deles já comemoraram os seus aniversários a Cat, uma amiga pessoal, o Fatifer e a Graça, depois serão o meu próprio filho, a Ana (outra amiga), o Ricardo (um amigo), o BB (um ex-cunhado), isto se a memória não me falha, que este ano nem agenda comprei - sim, daquelas de papel, que eu sou rapariga à moda antiga!

Vale que não tenho de comprar prenda para todos, se não ia à falência. Mas para uma prendinha virtual, há sempre espaço, de modo que para todos estes aniversariantes segue uma musiquinha de uma cantora portuguesa que gosto muito de ouvir - Áurea, aqui em "Okay, Alright".


Imagem do facebook.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

COMBOIADAS

Tal como (quase) todos saberão, até através do "cartaz" que mora aqui bem como noutros blogues, no dia 10 de abril vai realizar-se o terceiro encontro entre bloguistas de Lisboa, Porto, Leiria, Braga e outras cidades, vilas ou aldeias. Mas não se pense que a reunião é para discutir filosofia, a economia nacional ou o sexo dos anjos. Não, é mesmo para um almoço expectavelmente bem servido e bem regado, como manda a boa tradição portuguesa (e blogueira, já agora). O evento terá lugar no restaurante buffet Monte Aventino, perto do estádio das Antas.

Bom, até aqui nada de novo. Mas hoje lembrei-me que se calhar era bom comprar os bilhetes de comboio com alguns dias de antecedência. Já tinha bisbilhotado o site da CP e percebido que o único comboio que parte de Lisboa para chegar lá a tempo e horas é o das 7 da manhã. Não me chateia por aí além, até porque a essa hora matinal o mais certo é ir a chonar o tempo todo. Mas também levo um livrinho, just in case.

O que mais me espantou foi a péssima qualidade do site da CP - quando era tão fácil arranjar alguém que o mantivesse atualizado, que o que não faltam por aí são jovens informáticos desempregados. Então aquele modesto horário de papel que antigamente forneciam aos utentes foi substituído por uma coisa ultra-inteligente, que nos obriga a pôr o dia em que queremos viajar, para só depois nos informar dos possíveis horários, que temos de colocar no primeiro quadro. Suponho que os horários estarão mais ou menos certos, mas já os preços não têm nada a ver. E depois de estar com os olhos em bico, nem sequer havia bilhetes para venda online, para aquele comboio - só às 11h e 45m, dizia-me o maridão. Mas a essa hora, que me interessava? E bilhetes esgotados às 7 da matina?!? Duvidei!

Peguei no telefone e liguei para Santa Apolónia. Quer dizer, era essa a intenção, mas uma gravação informou-me que o número não estava atribuído. Peguei em mim e fui lá pessoalmente, embora não me desse jeito nenhum, que tinha dentista marcado. Vá que a funcionária era simpática, obviamente não tem culpa nenhuma do mau funcionamento da página. Já nos descontos devidos, que afirmavam ser para todos os Alfas Pendulares, afinal para a volta a Lisboa nem por isso, que domingo à tardinha é quando toda a gente volta, não há cá descontos para malucos. Tenham dó! Para fazerem uma burrada destas mais valia estarem quietos...


Imagem da Deposit Photos.

quinta-feira, 31 de março de 2016

A RAPARIGA DINAMARQUESA

Desiludam-se aqueles que pensam que vou falar do filme com o mesmo título: para ler o livro e não me deixar influenciar pela versão cinematrográfica, acabei por perder esta última. Enfim, é esperar que seja exibido na TV. Este foi o primeiro romance do americano David Ebershoff e conta-nos uma história vagamente baseada na vida de Einar Wegener (e da sua mulher, Greta), o primeiro homem a fazer cirurgias para mudar de sexo. Vagamente, porque o autor alerta que alguns factos são reais, mas tudo o que são pensamentos e diálogos entre o casal e os seus amigos são produto da sua imaginação, portanto ficção pura.

Como o livro foi lido no âmbito de Clube de Leitura, desta vez as opiniões foram bem discrepantes, tornando a discussão mais longa e aprazível - diga-se em abono da verdade que o tema dá pano para mangas. Assim, houve quem considerasse as primeiras páginas muito entediantes - a vida do casal entre 1925 e 1930 é a de um casal mais ou menos comum, que se dá bem, mas que não é dado a grandes excentricidades no dia a dia: pintam, trabalham, eventualmente vão a algumas exposições, mas no geral pode-se afirmar que não tem uma vida social muito activa. E mudam de casa, de Copenhada para Paris, fazendo férias em Menton.

Durante seis anos a transformação de Einar numa Lili cada vez mais presente fá-lo procurar ajuda médica, mas como se pode imaginar, naquele tempo nem a maioria dos médicos sabia como, de modo que as sugestões vão de uma ameaça de queixa às entidades policiais (era crime), a uma lobotomia e até à simplificação de que ele era homossexual. No entanto, é com a ajuda de Greta e do seu cunhado Carlisle que ele é incentivado a procurar solução para o seu problema...

Contudo, o romance não deixa de ser triste e um pouco deprimente, com a enorme vantagem que as suas 322 páginas estão muito bem escritas, conseguindo o autor uma abordagem sensata, discreta e equilibrada, sem cair na tentação da ordinarice ou brejeirice pura e simples.

Citações:

"Porquanto todo o incidente era de tal forma extraordinário que toda a academia teve de pestanejar em uníssono, até ao último membro, fosse ou não artista, abanando ligeiramente a cabeça coletiva."

"Quando se olhava ao espelho via uma ruga ténue e bela de cada lado da boca, duas rugas que a lembravm da entrada de uma gruta - era um pouco exagerado, sabia, mas ainda assim era disso que se lembrava."

"Lili recordava-se dessa sensação, ter de engolir os pensamentos e os sentimentos e guardá-los para ninguém."

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A próxima sessão do Clube de Leitura terá lugar a 14 de maio, desta vez com o livro "A Amiga Genial", de Elena Ferrante.