Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

CORES EXACERBADAS

Os objectos fotografados não são significativos (quer dizer... mais ou menos...), a ideia era verificar o que dava o reflexo de luz, sólidos, líquidos e vidro no próprio vidro, saturando a imagem de cor, contrastes, brilhos e pixels (é assim que se diz, não é?), até resultar numa completamente diferente.

A original é esta, sem qualquer retoque, um bocado mais cinzentona do que "ao vivo" - foi tirada lá para o fim da tarde, mas ainda longe de ser noite! As máquinas fotográficas também têm direito à sua própria "personalidade", certo?! (e a habilidade da fotógrafa continua muito, mas muito, relativa!)

Como será possível que as pessoas não entendam a realidade de várias maneiras, quando a mesma imagem pode dar azo a duas outras tão contrastantes?

De qualquer prisma, desejo a todos...

UM ÓPTIMO FIM-DE-SEMANA!

ou

EXCELENTES FÉRIAS, PARA OS QUE ESTÃO DE PARTIDA!

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

HOMENS NA LUA?

Fotografia de Ian Britton

Quarenta anos depois, a dúvida permanece: o Homem já pisou o solo lunar ou tratou-se de uma encenação hollywoodesca para o mundo acreditar na supremacia americana no espaço (o que deu um jeitaço, em plena "guerra fria")?

Acreditei piamente. Porque tinha 10 anos, sendo então impensável que adultos e até a televisão estivessem a mentir. Mas hoje já não sou tão crédula em reportagens jornalísticas - televisivas, radiofónicas ou da imprensa - nem ingénua ao ponto de acreditar em tudo o que "vendem" como notícia, novidade ou mero boato! Odeio "teorias da conspiração", mas elas são como as bruxas: "que las hay, hay!"

No site do brasileiro André Basílio, "A Fraude do Século", apontam-se algumas incongruências físicas sobre as fotos e filmagens supostamente efectuadas na Lua, contrárias à versão oficial. Mas é muito extenso e exaustivo, de modo que fica apenas o link, para quem realmente se interessar por estes assuntos. Num resumo das suas teorias, encontrei este clip:



(a parte do "cenário" a cair já é de uma sátira realizada por Adam Stewart, em Maio de 2002, falecido em Agosto desse mesmo ano, devido a uma 'crise alérgica', segundo o mesmo André Basílio)

No ar (ou no espaço?) deixo a pergunta: foi "um grande passo para a Humanidade" ou apenas uma fraude?

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

VAI UM MERGULHO?

Ontem, ao ler o Paulofski, que escrevia sobre as diferentes posturas perante o próprio envelhecimento - e viva o vinho do Porto, que quanto mais velho melhor! - lembrei-me de vários velhotes que conheço, que não se conformam com as leis da Natureza: só abrem a boca para se queixar, que antigamente faziam isto e aquilo e agora já não conseguem, ai que me dói aqui, ui que me dói acoli, em lamúrias constantes! Curiosamente, quando surge realmente uma doença grave, não se queixam, esquecidas essas maleitas...

Óbvio que ninguém gosta de envelhecer e de ir perdendo algumas faculdades ao longo dos anos, mas (novidade das novidades?!) acontece a todos! Daí a infernizar a vida de familiares e amigos mais próximos, pois, às vezes, é o caminho mais curto para se ficar a falar sozinho. Ou quase! Felizmente, nem todos os idosos (e outros nem tanto, mas em que a propensão é idêntica...) são assim! Mas também existe o reverso da medalha: aqueles que tardam em perceber que estão a envelhecer!

Um primo, "rapaz" da nossa geração e um grande bem dispostão, aqui há uns tempos atrás, foi para a piscina com os putos e resolveu exemplificar como costumava mergulhar da prancha na sua juventude. O salto (na prancha mais baixinha e "maleável") constava de dois pulos, ao segundo aterrava de rabo na borda da prancha, mergulhando logo de seguida. A rapaziada delirou, bateu palmas, pediu para repetir! E ele repetiu e repetiu... até que nos vieram chamar, quando estávamos calmamente a conversar num terraço, a avisar que ele estava aflito. A brincadeira saiu-lhe cara, que quase sem conseguir andar ainda esteve de "baixa" durante umas semanas e de fisioterapia foram cerca de seis meses.

Com a boa disposição costumeira, hoje em dia comenta sobre o caso: "Pois, um gajo não percebe que 20 anos e 20 quilos a mais fazem uma enorme diferença..."

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

PITOSGUICES!

Um dia destes comentei num blog, em tom de brincadeira, que na recriação histórica de Arouca existiam muitos óculos pendurados nos narizes do povo e estes ainda não tinham sido inventados... PIIIII!!! O meu erro foi duplo: o primeiro, e óbvio, é que já tinham sido inventados há um tempão! (ou os seus primórdios?); o segundo, porque supus que se retratasse uma época anterior. A correcção surgiu e lá fui googlar e pesquisar, até admitir que grande parte da razão estava do "outro lado"...

Então um monge de seu nome Roger Bacon (que viveu aproximadamente entre 1214 e 1294, século XIII, portanto!), na obra mais científica elaborada na época - "Opus Maius" - já refere "leis da refracção e reflexão da luz e descreve o uso de lentes para corrigir os defeitos de visão". E, de facto, essas lentes foram usadas durante vários séculos, inicialmente pelos monges copistas ou tradutores e a primeira imagem que se conhece, de um "parente" dos óculos actuais encontra-se num fresco em Treviso, representando um desses elementos do clero - Tomás de Módena, em 1352*.
Tal como fui elucidada, Benjamin Franklin (1706-1790), que consta que via muito mal e já usava óculos como os entendemos hoje (com as hastes penduradas nas orelhas), inventou as lentes bi-focais. Na minha enciclopédia não refere o assunto, preferindo antes dar relevo à invenção do pára-raios, a obra mais famosa deste "iluminado" cientista, político e escritor norte-americano. Mas na net essa invenção é-lhe atribuída, o que não custa a acreditar...

Apesar das múltiplas referências em livros a lornhões (a imagem ilustrativa inicial é de um com armação em ouro), pince-nez, monóculos, lupas, lunetas, etc. e tal - nem imaginam a quantidade de nomes que lhes foram dados - certo é que o povo não os usava: a comercialização começou a ser efectuada por joalheiros, que tinham os conhecimentos técnicos necessários à lapidação das lentes e aos encastes mais ou menos luxuosos em ouro, marfim, tartaruga e ligas metálicas diversas. Em suma, eram tidos como jóias, não como objectos utilitários para todos os que tinham problemas de visão!















Como as imagens exemplificam, já no século XIX, tanto Camilo Castelo Branco como Eça de Queirós, duas ilustres figuras da época, ainda não usavam óculos: o primeiro um pince-nez, o segundo um monóculo! Modas? Eventualmente!

Mas uma coisa é esses avanços científicos chegarem ao alcance do clero e da nobreza, mais tarde da burguesia, outra o povoléu esfaimado - Ah, a Revolução Francesa aconteceu só por um "vaipe" do momento, querem lá ver?! - ter acesso a essas lentes caras, autênticas obras de joalharia, por mais cegueta que fosse...

Francamente, agradeço todas as correcções quando estou errada em factos, ortografia, gramática, etc. e tal, até porque não me considero nenhum suprassumo (nem da beterraba, nem de qualquer outro legume ou vegetal). Também não tenho dificuldade em aceitar opiniões divergentes, NUNCA me ofendo ou zango com isso (insultos à parte, evidentemente, que não foi de todo o caso)! Já me chateia quem vem aqui comentar em spam, mas a esses varro-os pura e simplesmente, com todo o "carinho" que emprego com moscas-mortas, após uma valente dundunzada...

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* Lamento não reproduzir a imagem do fresco do Seminário Episcopal de Treviso, cidade situada perto de Veneza, que encontrei na página 33, do tomo I de "Ciência e Técnica", da Lexicoteca do "Círculo dos Leitores" - mas não são exactamente uns óculos, mais parecidos com um pince-nez (a palavra francesa que me parece mais adequada para descrever uma espécie de pinça encavalitada no nariz, onde se sustentam duas lentes).

Imagens da net.

Domingo, 12 de Julho de 2009

LUZ NA NEVE

"Luz na Neve" é um romance peculiar de Anita Shreve, porque nele não se vislumbra a tradicional troca de palavras ou de olhares apaixonados entre homem e mulher (nem outras parecidas, certo?), debruçando-se essencialmente sobre o escarafunchar ou lamber de feridas dos que têm de seguir em frente, após uma tragédia familiar.

Robert Dillon, um arquitecto bem sucedido de Nova Iorque, vive nos arredores da cidade com a mulher e as duas filhas. Nas vésperas de Natal, a mulher decide ir fazer umas compras, levando consigo a pequena Clara, mas ambas perdem a vida num trágico acidente. Amargurado e desgostoso, desiste da sua carreira profissional, vende a casa e parte para destino incerto, arrastando consigo Nicky, que conta apenas dez anos.

"O que é que constitui uma família?, interrogo-me. Sob um ponto de vista técnico, eu e o meu pai formamos uma família, mas essa é uma palavra que nenhum de nós se lembraria de usar. É certo que somos pai e filha, mas o facto de termos feito em tempos parte de uma família que foi destruída, leva-nos a considerarmos-nos agora uma meia família ou a sombra de uma família."

Dois anos depois, ao caminharem nos bosques que circundam a casa isolada de "fim de estrada" onde habitam, encontram uma bebé recém-nascida abandonada na neve, salvando-a de morte certa! De algum modo, esse facto parece ditar um novo rumo na vida de ambos...

"Vem-me à memória a imagem do bebé imóvel na saco-cama. Que teria acontecido se não tivéssemos dado aquele passeio na véspera? Se não a tivéssemos descoberto? Começo a perceber que a sorte é tão aleatória como o azar. Parece nunca haver uma razão - não há qualquer sentido de recompensa ou de castigo. 'Acontece' - muito simplesmente - não há ideia mais incompreensível."

Muito bom e de leitura fácil, embora comovente e a soerguer alguns "fantasmas"!

A próxima sessão do "Clube de Leitura" terá lugar a 26 de Setembro, com o livro "Leite Derramado", de Chico Buarque da Hollanda. Acompanhada pela música do próprio, em perfeita sintonia...



E a ti, que me tens dado tantos e bons conselhos de livros a ler, desejo muitos dias felizes pela frente, hoje e sempre:

PARABÉNS, TONS DE AZUL!!!

Sábado, 11 de Julho de 2009

UMA TEIA MUITO ESPECIAL...

Fotografia de Ian Britton

Sabem aquela primeira vez que se entra na blogosfera e, às tantas, ficamos fascinados com um blog que desenrola ondas de prosa ou poesia, de brincadeiras e desafios, de imagens fantásticas e músicas desconhecidas, de filmes por ver e livros por abrir?

A inspiração e a motivação deste canto veio toda dessa Teia, em que permanecia aprisionada aos seus fios tecidos em rendas mágicas, ainda hesitante em ir mais além...

Avancei e nunca me arrependi! Entrei num outro mundo, virtual, em que cada dia contou (e conta!) em termos de aprendizagem. Ou numa nova música, em que foram revelados novos talentos - este, foste tu que me deste a conhecer:



PARABÉNS, SU!
(hoje e sempre, muitos dias felizes pela frente!)

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

MAIS VALE TARDE...

... que nunca, certo? Então, mesmo atrasada, agradeço à Isabel (do blog "Artista Maldito") e ao António (do blog "tentativaspoematicas") o prémio carinhoso, que criaram em conjunto, para oferecer aos seus visitantes e comentadores: arte digital dela, verso dele!

Também da Isabel chegaram ainda estes dois selinhos:

O Prémio Lemniscata - palavra estranha de origem latina, que significa "curva geométrica com forma semelhante à de um 8", que vem de lemnisco, que entre outros significados designa "fita que pendia das coroas de louros destinadas aos vencedores" (lembram-se de cada coisa!) - visa premiar os blogues que demonstram talento [...] e que "com isso enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores". Ora, está bem de ver: é para todos os linkados na faixa lateral!!! Se não gostasse de os visitar, porque é que estariam ali? Para fazer número?! Nananinaná! (OK, precisa de uma revisãozinha, que pelo menos dois foram abandonados!)

Ah, o segundo não precisa de explicação, mas é igualmente para todos - para quem queira aceitar, obviamente, que todos sabemos que há gente que não gosta, mas também não é necessário ficarem enxofrados, que não pretende ser ofensa nenhuma, certo?!

Da Licas (do blog "Licas - Ontem e Hoje"), já mais recentemente recebi estes dois selinhos, que também distribuo pelos de sempre... os mesmos... os do costume! Mas não me batam, OK?


Isabel
António
e
Licas,
OBRIGADA,
amigos!



Aceitem ou não, desejo a todos:

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA!