terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A RAPARIGA NO COMBOIO

Rachel é uma rapariga que tem um problema de alcoolismo, desde que não conseguiu engravidar, ainda agravado com a traição do marido, que a trocou por outra: Anna. 

Entretanto já se passaram dois anos e, apesar de já ter perdido o emprego devido aos copos a mais, Rachel apanha todos os dias o comboio para Londres, para que a sua senhoria não desconfie que está desempregada. É nesse trajeto diário que ela passa por Witney - onde viveu durante os seus anos de casada - e, dada uma habitual paragem no percurso, começa a reparar numa casa em tudo semelhante à sua antiga, no casal que lá vive e na sua aparente felicidade. No entanto, a romântica imaginação de Rachel sofre um rude golpe, quando ela vê outro homem a beijar a mulher no jardim da casa e, mais ainda, quando é divulgada a notícia que Megan (a dita mulher) desapareceu sem deixar rasto. Para piorar um pouco a situação, ela sabe que nessa tarde deambulou pela aldeia, perdida de bêbeda, mas por mais que tente reavivar a memória - falando com o ex-marido Tom ou com o estranho homem ruivo que a ajudou a levantar-se depois de uma queda - não há maneira de se lembrar de nada.Ou será que há? 

As 318 páginas estão escritas tipo diário, intercalando entradas das três mulheres, mas com datas por vezes desfasadas. Curiosamente, não há uma identificação do leitor com qualquer delas: Rachel é uma alcoólica infeliz, Anna a mulher que "rouba" o marido a outra sem qualquer  espécie de remorso e Megan uma espécie de dondoca entediada... pelo menos antes de desaparecer (e de ficarmos a conhecer alguns aspetos do seu passado). Mesmo assim percebe-se porque é que este livro esteve (e suponho que ainda está) nos tops de vendas, pois dificilmente conseguimos parar a leitura deste enredo tão burilado até chegar ao final engendrado por Paula Hawkins. Houve quem o considerasse previsível, pessoalmente não podia discordar mais: para mim foi uma autêntica surpresa. Gostei!

Citações:
"Sentia-me sozinha na minha infelicidade. Tornei-me solitária, por isso bebia um bocado, e depois cada vez mais, e então tornei-me ainda mais solitária, porque ninguém gosta de estar ao pé de uma bêbeda."

"O vazio: isso sou eu capaz de compreender. Começo a acreditar que nada há que possamos fazer para o remediar. Foi o que aprendi com as sessões no psicoterapeuta: os buracos na nossa vida são permanentes."

"Havia algo de estranho ali, mas acabei por perceber que era só eu."

sábado, 30 de janeiro de 2016

A MEIO DO INVERNO?

Ainda o Inverno não vai a meio, já se notam os dias (um pouco) mais longos e um cheirinho a Primavera a pairar no ar... Delícia!

UM EXCELENTE FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HISTÓRIA, MEMÓRIA E FUTURO

Esta história é muito triste: mesmo puxando pela memória, normalmente votei sempre em candidatos presidenciais perdedores. Desta vez também não foi exceção. Aliás, a única foi Jorge Sampaio, em duas eleições, já que cumpriu dois mandatos.

Mas pronto, estas são as regras da democracia, nem sempre os candidatos eleitos são do nosso inteiro agrado: "o  povo é quem mais ordena", já cantava Zeca Afonso.

Diga-se em abono da verdade, que não tenho nada de especial contra o tio Marcelo, só me desagrada a sua mitomania e, por vezes, o pendor que tem de distorcer a realidade consoante as suas conveniências (políticas e religiosas). Mas reconheço que é um homem inteligente, culto, educado, simpático e afável. Que é muito mais do que podemos dizer do atual presidente, que à falta destas características alia ainda um espírito mesquinho e vingativo...

Portanto, meus caros, apesar do futuro estar longe de nos parecer radioso (com a crise mundial, europeia e a que sempre ronda por cá!), suponho que todos ganhamos com a troca: Marcelo Rebelo de Sousa a substituir Aníbal Cavaco Silva já é uma (grande) vantagem futura. Desejo-lhe, assim, todas as felicidades no exercício das suas novas funções de presidente da República de todos os portugueses e que sempre se norteie pelo bem de Portugal!


§ - obviamente, as figuras televisivas terão a vantagem de já serem conhecidas do grande público, quando concorrem em eleições; no entanto, não é linear que outros comentadores políticos venham a alcançar igual façanha; ou alguém está a ver o povo a votar em massa em Marques Mendes,  António Vitorino ou Francisco Louçã?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

QUEM CONTA UM CONTO...

Desta vez não é exatamente um livro, mas um conjunto de contos que podem ser lidos na internet, através deste link. Para quem gostar deste género de leitura, evidentemente!

Imagem do facebook.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O FANTASMA

Bem sei que a maior parte dos meus amigos, mesmo aqueles que são fãs de policiais, não são grandes adeptos do escritor norueguês Jo Nesbo. O que é facilmente explicável pelo cunho negro e macabro que ele confere às suas páginas, para já não referir a violência e a sangreira desatada de alguns (muitos) capítulos. E depois Harry Hole é positivamente um anti-herói: passa os primeiros livros da série quase permanentemente embriagado, agora parece ter deixado esse vício... mas arranjou outros igualmente perniciosos.

Em dezembro li as 643 páginas de "O Leopardo", agora calhou a vez às 510 deste "O Fantasma", a última obra do escritor a ser publicada em Portugal - mas este ano ainda se espera o seguimento desta, sendo que a partir daí não há datas previstas para publicação, dados outros compromissos do escritor.

Facto é que não consigo abandonar um livro do autor enquanto não chego ao final. Porquê? Porque ele é perito em desafiar a morte e só nestes dois últimos livros, conseguiu sobreviver: quando o quiseram atirar para dentro de um vulcão; a ser soterrado por uma avalanche; ao instrumento de tortura que lhe puseram na boca; a ser degolado; e ao afogamento numa comporta, só para referir as tentativas mais graves.

Por seu turno, neste último volume ele regressa de Hong Kong para salvar o enteado Oleg, que ele considera como um filho, que foi acusado da morte do seu melhor amigo. Mas a mortandade é tal, que no final ficamos na dúvida se sobra alguém para contar a próxima história...

BOM FIM DE SEMANA (e boas leituras, para quem gostar)!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES À VISTA...

Não votei nas últimas eleições autárquicas, nem nas últimas legislativas. Ao contrário da maioria dos abstencionistas, a minha abstenção foi involuntária: em ambas as ocasiões estava internada no hospital. E, para quem não sabe, os pacientes hospitalares são tratados pior do que os presidiários, no que toca ao seu direito de voto.

Para vos dar uma ideia, nas eleições autárquicas de 2013, que tiveram lugar a 29 de setembro, os doentes que quisessem exercer o seu direito tinham de comunicar essa vontade a um organismo específico hospitalar até ao dia 9 de setembro. Leram bem, com 20 dias de antecedência! Ora se para um prisioneiro faz sentido que haja uma marcação prévia com tanta antecedência - no fim de contas ele conhece a sua pena e sabe se vai estar na cadeia na altura - o mesmo já não se pode dizer de um doente, que não adivinha se entretanto tem alta, por exemplo. Pior, como foi o meu caso, que só fui internada a 18 de setembro, já não tive qualquer hipótese de me inscrever, embora suspeitasse que dia 29 ainda lá estaria. E mesmo falando com a médica e a enfermeira-chefe não me deram oportunidade de sair uma ou duas horas naquele domingo para votar. Isto porque estava perfeitamente capaz, sem febre, o internamento visava apenas efetuar vários exames para diagnosticar a doença, tal como veio a acontecer. Diga-se em abono da verdade, que a médica foi a criaturinha mais antipática que já encontrei naquele hospital e a enfermeira-chefe também não primava pela simpatia...

Já em outubro do ano passado e internada poucos dias antes de dia 4, não tive veleidade nenhuma de conseguir votar. Além que estava um bocado sedada e sem capacidade para sair e ir botar o voto na urna pelo meu pé.

Dito isto, estou desejosa que chegue o dia 24 - sim, porque da campanha já estou farta e o receio que também desta vez haja novo contratempo mora aqui. Tenho a mania de gostar de votar, que é que querem? Aliás, a indiferença dos abstencionistas tem um efeito bastante pernicioso em mim: fico com vontade de lhes encher a cara de bolachadas. Logo eu, que sou uma pacifista convicta!

Foto da net.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MAIS UMAS PARA A COLEÇÃO

Como o prometido é devido, aqui seguem mais umas quantas imagens subordinadas ao tema livros, que não cheguei a publicar no post anterior.

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E como está a bater à porta mais um fim de semana, resta esperar que ele nos reserve não só boas leituras, como também momentos muitos agradáveis junto a familiares e amigos, quiçá em redor de mesas recheadas de deliciosas iguarias...

Imagens do facebook.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

PARA COMEÇAR...

Para iniciar o ano em beleza, tinha seleccionado uma série de fotos e cartoons, todos com o tema livros. Imagens essas retiradas do facebook e que coleccionei ao longo de 2015, precisamente para as publicar aqui posteriormente. 

Acontece que o blogger, o Picasa e o facebook devem andar de candeias às avessas e primeiro que conseguisse colocar esta imagem foi o cabo dos trabalhos. Portanto, esqueçam: as restantes seguirão assim que a disposição destes programas melhore um pouco...

Boas leituras!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

ALTOS E BAIXOS 2015

Todos os anos têm momentos melhores e piores, este não foi exceção. Claro que os meus amigos adivinham que os piores foram passados em internamento hospitalar e respetivos exames médicos, mas disso não quero nem falar, só quero esquecer o mais rapidamente possível, por muito queridos e simpáticos que tenham sido todos os enfermeiros. E alguns médicos também. 

Igualmente negativo mas mais geral, os cinemas que fecharam em Lisboa (e suponho que não só), que diminui tendencialmente a possibilidade de irmos ver um filme que nos agrade numa sala perto de nós. Bastante pior, as guerras e os ataques terroristas que grassaram por todo o lado e que ceifaram milhares de vidas. E que vão continuar a ceifar, enquanto não se arranjar uma solução viável e justa para outros tantos milhares de refugiados. O mundo tornou-se um local muito mal frequentado...

"Despachadas" as angústias de 2015, resta destacar os pontos positivos. Como não podia deixar de ser, a viagem a Roma foi o meu ponto alto do ano. Não só por ser a concretização de um sonho antigo, como por tudo o que se aprende numa cidade tão impregnada de vestígios da história da humanidade. Aí também para o melhor e para o pior.

Contudo, outros pequenos passeios foram igualmente memoráveis. Adorei conhecer alguns dos amigos que por aqui passam no almoço de convívio em Monte Real, foi com grande desgosto que não pude participar no de Lisboa. Mas, para que saibam, a tantos meses de distância, já tenho uma data marcada na agenda para o próximo no Porto, que certamente será divulgada atempadamente. Visitei ainda Óbidos e o Buda Parque (foi má ideia fazer tudo no mesmo dia) e, aqui mais próximo, o Parque dos Poetas, em Oeiras. Isto fora as voltinhas no Algarve durante os 15 dias de férias no verão. Claro que não contabilizo as passeatas por Lisboa, mas também foram variadas, embora quase todas pelos sítios do costume: jardins Gulbenkian, das Amoreiras, da Estrela, do Príncipe Real, etc.e tal.

De leituras estamos conversados, portanto faltam as previsões para 2016. O que sem bola de cristal é complicado mas, se tudo se proporcionar, lá mais para a primavera conto fazer uma viagem a outra capital europeia. Porque viajar é preciso... e sabe tão bem! Entretanto a 9 de fevereiro inicia-se o ano do macaco no calendário chinês, que substitui o da cabra, que não foi particularmente auspicioso ou pacífico. Porém, a estrelinha que mais brilha nessa bola de cristal que não possuo, chama-se esperança - em 366 dias melhores! Para mim, para os meus familiares e amigos, mas também para toda a gente de bem...

FELIZ 2016!