Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

'TÁ DE VOLTA!

Outra vez! Naquele que ficará para a posteridade como o ano de todas as chuvadas. E da pior governação de sempre, pós 25 de abril, se bem que esse já se esteja a encaminhar para o terceiro ano consecutivo. Que esses factos não vos impeçam de ter um...

BOM FIM DE SEMANA! 


Imagem do facebook.

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

O GRANDE DIA


Com um excelente naipe de atores, quem resiste a ir ver este filme, mesmo que a IMDb não lhe dê mais que a paupérrima pontuação de 5,2/10? OK, é daquelas comédias iguais a tantas outras, que no dia seguinte mal nos lembramos do enredo e das piadas. Mas dispõe bem e é sempre um prazer ver Robert De Niro, Diane Keaton, Susan Sarandon e Robin Williams em ação. 

Ellie regressa à casa onde viveu com Don durante 20 anos, 10 anos após o divórcio, para o casamento do filho adotivo de ambos, Alejandro (Ben Barnes), com Missy (Amanda Seyfried). Don vive desde essa altura com Bebe, a melhor amiga de Ellie, mas quem nunca lhe perdoou a traição foi a filha Lyla (Katherine Heigl), que por sua vez está a passar um mau momento com o marido. Por seu turno, o outro filho do casal, Jared (Topher Grace), que é um médico tímido, começa a ter dúvidas sobre a decisão de se manter virgem até encontrar o amor da sua vida, assediado constantemente pelas enfermeiras do hospital onde trabalha.

O casamento será celebrado com toda a pompa e circunstância por um padre católico, mas de repente o noivo lembra-se que nunca contou à sua mãe e irmã biológica que os pais adotivos se tinham divorciado e ambas vão estar presentes na cerimónia - e elas são católicas convictas, que consideram o divórcio um pecado. Já que se trata apenas de um fim de semana, a família e o padre concordam em fingir que o casal ainda está unido. Contudo, nem tudo corre conforme o desejado e todos escondem os seus segredos...

Espreitem o trailer:


Realizado por Justin Zackham, o filme não será o da vida de ninguém. Mas ao dispor bem, por mim, está "perdoado"!   

Imagem da net.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

READ MY LIPS...

O batom aplicado nos lábios de uma mulher fornece algumas pistas sobre a sua personalidade. Ou da personagem que naquele dia específico pretende encarnar, o que pode ser muito variável. E quem diz batom diz lipstick, obviamente. Assim, se este tom vermelho brilhante sugere uma imagem de sedução (que a cerejinha complementa na perfeição),

já este rosa metalizado lembra uma vamp etérea, distante e fria, como uma diva de cinema hollywoodesco do século passado. 

E o que dizer destes lábios em tonalidades de arco-íris? Talvez uma alma de artista apaixonada pela paleta ao seu alcance ou a expressa vontade de marcar a diferença. Ou quem sabe se um homem, já que aquela "penugem" debaixo do lábio inferior não é muito frequente? 

Depois surgem aquelas maquilhagens do dia a dia e que os homens raramente notam - nem sempre o que eles chamam de "cara lavada" o é! - pois a cor usada é muito semelhante à natural dos próprios lábios. Note-se que se noutros tempos o batom era considerado uma espécie de simbolo da vaidade feminina, atualmente tem outras funções, nomeadamente a de hidratação e de correção de pequenas imperfeições (daquelas que só nós notamos, mas se não incomoda ninguém, quem é que tem a ver com isso?). Claro que os exemplos fotográficos apresentados são extremos, há várias nuances de tons e no brilho, opacidade  ou metálico de cada um de permeio, até porque há quem use mais do que um batom em simultâneo - ton sur ton, como se diz à francesa - para obter o efeito desejado... 

Oops, e será que é esta a nova tendência da moda?

Vale que na net há explicação para (quase) tudo, não tem nada a ver com novas tendências, trata-se de um trabalho fotográfico de uma estudante norte-americana, Paige Thompson, com finalidades publicitárias. Que não sei se terá muita saída, mas não custa tentar...

Já agora, entre os primeiros quatro, qual o batom que preferiam usar? Ou, no caso dos homens, que gostariam de ver na mulher ao vosso lado?

Imagens da net, a colagem é do facebook.

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

SKYPE... À SOBREMESA!

Recentemente, uma amiga convidou-nos para jantar caril de gambas e caranguejo desfiado. Ela é uma cozinheira de mão cheia, mas eu odeio caril (nem o cheiro suporto, mas vale que por estes dias o meu olfato foi de férias por tempo indeterminado). É evidente que uma amiga de longa data sabe disso perfeitamente, mas também conhece a predileção do maridão pelo prato que raramente saboreia. Daí o convite para um jantar que tinha tudo para ser de agradável convívio. Como foi.

Em redor da mesa sentaram-se 6 grandes apreciadores de caril e eu (que me deliciei com um belo arroz de pato, acompanhado por uma salada de alface e tomate) e as conversas fluíram animadas, entre elogios ao caril, aos picantes e a uns fritos estaladiços, dos quais não fixei o nome, mas que provei e gostei. Já íamos para a sobremesa, quando o computador dela dá para lá um bip, em sinal que a queriam contactar.

De repente, apercebi-me de uma realidade do dia a dia de muitos dos meus amigos: a única forma viável que têm de comunicar com os filhos é através do Skype ou de outros programas afins, porque estes trabalham noutros países, já que cá não tiveram oportunidades de emprego ou são demasiado bons para o nível nacional. E se refiro filhos, também se estende a sobrinhos, irmãos ou amigos. Naquela sala todos tinham alguém querido e distante, se bem que no nosso e noutro caso seja apenas uma questão temporária. Mas não seria a primeira vez que alguém foi estudar para fora e acabou a ficar por lá...

Chamem-me saloia, mas abomino esta ideia vigente que somos todos cidadãos do mundo, portanto tanto faz trabalhar em Portugal como noutro país qualquer. Há quem goste e vá por livre e espontânea vontade e aí não tenho nada contra. Porém, também há quem não queira e não tenha outra solução. Ideia repugnante, que ninguém deveria ser "obrigado" a abandonar a sua terra e raízes!

Apesar dessas interrupções para falar com quem está longe, não se perdeu a animação e a refeição acabou com um merengue de morangos simplesmente divinal! A minha amiga deu a receita de cor, mas ainda não tive oportunidade de a experimentar. Fica para uma próxima postagem... 

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

JARDINS COM MÚSICA


Domingo à tarde é sempre um bom dia para passear, especialmente se não existem outros compromissos na calha. Onde? Pois, para o parque das Nações, pois este cartaz facebookiano prometia um ambiente musical:

Lá iniciámos uma passeata, em busca do local onde a música se faria ouvir, aproveitando para tirar umas quantas fotografias de caminho.

Flores em floreiras ou canteiros, árvores de vários portes, espécies e dimensões, arbustos e bancos de madeira ou de betão pintado às riscas coloridas, foram os alvos preferidos da câmara.

Sem esquecer as múltiplas bandeiras ao vento...

ou as fontes características do parque. Que já não têm aquele repuxo surpresa a funcionar, que tanto encantava como molhava os mais desprevenidos, mas ainda fabrica umas pequenas ondas para gáudio da criançada.

Perto da torre Vasco da Gama já havia música no ar. Pelo meio do jardim Garcia d' Orta a vantagem era conseguir vislumbrar o Tejo de um lado e as esplanadas doutro.

E era de uma delas que a música provinha. Ao vivo. Um som ritmado, batucado e cantado em brasileiro, agradável mas demasiado alto, nada do que constava no dito programa...

Continuámos a caminhar por entre as árvores, lagos e pontes, sempre com o rio debaixo d'olho. A passarada não se vislumbrava, mas contribuía com o seu chilrear para um outro fundo musical, à medida que nos afastávamos do bar.

De repente parece que escutamos uns sininhos. Com um som que lembra vagamente  espanta-espíritos a vibrar com a brisa. Agora parecia um gongo. Será uma música indiana improvisada? Um casal jovem namora num banco do jardim, agarrado aos seus telemóveis, iPods ou afins, mas não parece ser dali que brota aquela sonoridade.

Ah, mistério resolvido! Afinal o jardim da música é um espaço infantil, onde crianças (e alguns latagões!) se entretêm a tocar estes instrumentos. Depois de um breve descanso numa esplanada a beber uma imperial, estava na hora de regressar. Mas ainda topámos com umas "doidonas" a banhar-se num lago...

Resumindo: a música foi diferente da esperada, mas valeu a pena! 

Domingo, 12 de Maio de 2013

O PINTOR DEBAIXO DO LAVA-LOIÇAS

O livro tem apenas 170 páginas e muitos bonecos pelo meio. Olhos, muitos olhos, e mais uns quantos semelhantes ao da capa. Mas não se trata de um livro infanto-juvenil. A história em si baseia-se num facto real - a família do autor teve um pintor judeu escondido debaixo do lava-loiças durante meses, no decurso da II Guerra Mundial - mas a vida do pintor é ficcional.

Jozef Sors nasce numa grande casa do império Austro-Húngaro, filho do mordomo e de uma engomadeira, nos finais do século XIX. O proprietário da casa é Moller, um coronel do exército, que também tem um filho de tenra idade e logo decide contratar um precetor para tratar da educação de ambos, democraticamente. Ao contrário do que seria de esperar, os rapazes não se tornam amigos: Wilhelm é um leitor compulsivo, que considera que "a última página de um livro é a primeira do próximo", tal como os fumadores inveterados acendem um cigarro no outro; Jozef, por seu turno, é um desenhador frenético que, desde que aprendeu a pegar num lápis, não faz outra coisa senão desenhar em papéis, paredes, terra ou até em pensamentos; Havel Kopecky, o precetor, entende que o mais importante é ensinar-lhes filosofia desde cedo.

Um mordomo que não entende metáforas e abomina armas, um coronel sensível que por vezes enfeita o cabelo com flores, a menina Frantiska que mora na casa vizinha e que adora que lhe empurrem o baloiço enquanto concebe estranhas teorias, são algumas das personagens inverosímeis que influenciam o jovem Jozef, também ele atreito a elaborar uma teoria sobre "o problema da dispersão e a lei de Andronikos relativa à árvore de Dioscórides". Complicado? Nem por isso, já que adolescentes cheios de certezas teóricas nunca faltaram, nem faltarão. Até ao pintor se esconder debaixo do lava-loiças de um fotógrafo da Figueira da Foz, pois, só várias páginas depois e muitos anos volvidos...

O livro é muito imagético e recheado de metáforas, onde se sucedem frases sentenciosas e de uma certeza inabalável, para nos capítulos seguintes descobrirmos que, afinal, certezas e teorias também podem cair por terra, mesmo que já seja tarde para emendar o engano. Não se trata da defesa desta ou daquela "verdade", mas de sintética, ingénua e quase poeticamente traçar a linha dos pensamentos de um ser humano, à medida que cresce e evolui. Surrealista, também!

Curiosa também foi a discussão no Clube de Leitura: quatro adoraram, uma achou deprimente e outra considerou chato - esta, com piada, dizia que era como o mordomo, sem paciência para metáforas. Escusado será dizer que adorei este primeiro livro que li de Afonso Cruz e fiquei com vontade de ler mais... 

Citações:
"- Parece-me uma grande felicidade que, quando se olhe para o mundo, pareça sempre que é a primeira vez que o fazemos."

"As esquinas são propícias às cervejarias, pois parece que chamam clientes de um lado e do outro, fregueses perpendiculares que se cruzam a meio de uma cerveja." 

"- Somos mesmo esquisitos: a escuridão cega-nos e a luz também. Os olhos fechados deixam-nos sozinhos. Os olhos abertos mandam-nos para a prisão." 

"Só sobrevivemos numa corda muito fina estendida sobre um abismo. Todo o ser vivo é um equilibrista. Todo o ser vivo é um mau equilibrista. Acabará sempre por cair." 


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A próxima sessão do Clube de Leitura terá lugar a 12 de julho, com o livro "Dom Casmurro", de Machado de Assis.  Como já li, vou tentar ler "Memórias Póstumas de Brás Cubas" do mesmo autor.

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

O PEIXE DO AMOR

May-Alice Culhane (Mary McDonnell) era uma atriz de telenovela até ser atropelada por um carro e ficar paraplégica. Depois do acidente e do respetivo tratamento em clínicas especializadas, decide regressar à sua terra natal e à casa da sua infância, em Lousianna. Os pais já morreram, de modo que a casa está praticamente votada ao abandono e não possui as acessibilidades adequadas a uma pessoa nas suas condições. Amargurada e com um feitio nada fácil, as enfermeiras que contrata não aguentam muito tempo no seu posto. Até que surge Chantelle (Angela Bassett), que parece empenhada em manter o emprego.

A relação ente ambas nem sempre é fácil, mas a vida também nem sempre é...  


O filme realizado por John Sayles em 1992 obtém 7.1/10 na IMDb e deu esta semana no AXN. Mais não seja, um bom momento televisivo, com excelentes insterpretações das atrizes e de David Strathaim, num papel secundário. O que quando só apetece recostar no sofá, sabe lindamente. E não, desta vez não é preguiça, apenas uma monumental constipação e/ou alergia, que dá cabo da energia... 

Imagem de cena do filme da net.