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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

2017 JÁ CHEGOU!

Posso afirmar que 2016 foi um bom ano aqui para nós - à exceção das últimas 3 semanas com gripalhadas atrás de gripalhadas, mas isso foi igual a pelo menos metade da população portuguesa, portanto, queixarmo-nos de quê? - com a concretização de alguns sonhos antigos. O meu, o de visitar Keukenhof, o do maridão o de correr a maratona, que por acaso calhou ser a de Valência. E aproveitámos para visitar as duas cidades, tanto esta como Amesterdão. Adorámos, cada uma à sua maneira!

Também passámos dois períodos de férias no Algarve, em família, o que é sempre uma animação.

Comprámos um carro novo, mas essa teve menos piada, porque o anterior (da empresa da cara metade), deixou-nos a meio caminho na autoestrada entre Lisboa e o Algarve e já não teve arranjo possível - quer dizer, o arranjo era superior ao valor do carro. Mas pronto, tudo acabou por se arranjar, embora fosse um despesão inesperado.

Por outro lado, o filhote também está a trabalhar numa empresa da área que escolheu e gosta e entretanto vive mais tempo em casa da namorada do que na nossa, anda feliz e satisfeito. Que mais pode um pai ou uma mãe desejar?

Ah, e a nível nacional este ano a rapaziada da bola ganhou o campeonato europeu de futebol, o que deu uma enorme alegria à malta. Politicamente ainda nos livrámos da "múmia paralítica" de São Bento, substituída com grande vantagem pelo tio Marcelo - e não sou suspeita, que nem sequer votei nele...

E agora, 2017? Pois,é uma grande incógnita, se bem que o cenário mundial não possa dar azo a grandes otimismos. 

Certo é que é já a 28 deste mês que terá início o ano do Galo de Fogo (terminando a 15 de Fevereiro de 2018) do horóscopo chinês e as previsões genéricas que li até são bastante auspiciosas. Mas pronto, vale o que vale!

Não cheguei a fazer os habituais balanços de livros, fotos ou filmes de 2016, mas a disposição não era nenhuma, não achei simpático atamancar posts às três pancadas. Com calma, o dos livros sairá de certeza,  os restantes logo se verá. No entanto, e antes de tudo o mais, queria desejar a todos...

UM BOM ANO DE 2017!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ÚLTIMOS LIVROS LIDOS

Agosto foi um mês de muitas e variadas leituras.  As que constam na colagem acima, para ser mais exata. Sobre o livro de Kate Morton escreverei após a reunião do Clube de Leitura (em meados de Setembro), sobre a tetralogia de Elena Ferrante o mais brevemente possível (ainda tenho de ver como, sem revelar demasiado sobre os enredos e o desfecho). Em relação aos restantes, devo explicar o seguinte: embora sempre tenha referido livros, leituras, apresentações, feiras e afins,  este blogue nunca teve a pretensão de se dedicar exclusivamente à literatura. Portanto, quando leio mais, não dou vazão a opiniões literárias - e, diga-se em abono da verdade,  nem todos os livros o justificam.

Um que justificaria seria "Bifes mal passados", de João Magueijo, que não sendo de todo o meu género de leitura me fez rir até às lágrimas. Aliás, devo esclarecer que me foi sugerido num texto da Graça Sampaio e, como o tinha na estante, resolvi "espreitar". Acabei de ler as cerca de 180 páginas nessa madrugada... Já o policial de Mary Higgins Clark é de agradável leitura, mas semelhante a tantos outros, o de Jo Nesbo está longe de ser o melhor do autor (e isto de publicar os livros na ordem inversa da sua edição também prejudica um bocado o seu interesse, no meu entender), "Solar" de Ian McEwan é uma grandiosa seca. Mas lá está, não há espaço nem tempo para falar de todos, fica apenas esta opinião sucinta.

Em Julho, as leituras foram estas:
Por acaso referi aqui quase todos, o que não mencionei foi uma releitura, relacionada com um tema infelizmente ainda muito atual: o da violência doméstica. É neste livro que Clara Pinto Correia relata um antigo caso verídico, de um proeminente juiz que mata a mulher e o filho paraplégico (vítima de um acidente de mota), pois culpa a mulher do sucedido, uma vez que foi ela que ofereceu a motorizada ao rapaz no seu aniversário. Ou seja, aquela ideia que só campónios labregos fazem da vida das suas mulheres um inferno, moendo-as de pancada até à morte, é falsa, acontece em todas as classes sociais. Pior, é que se mesmo o tal hipotético labrego tem sempre algum vizinho que se mostra muito admirado pela desgraça e afirma que o homicida era um "santo homem", quando se trata de gente da "alta" os casos são abafados e muitas vezes nem chegam aos jornais. No caso do livro (como no real) parece que o próprio PGR se meteu ao barulho, tentando culpabilizar a mulher/vítima por não dar apoio suficiente ao marido homicida... (?!?)

Bom, entretanto já comecei a ler outro livro que entrará para o rol dos lidos em Setembro, e que por sinal também me foi recomendado aqui na blogosfera...

BOAS LEITURAS!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

GRANDES ESPERANÇAS

No dia 25 de Abril de 1974 não estive na rua: tinha 15 anos acabados de fazer e uma enorme otite que me fez passar dois dias de cama. Os sons da revolução soavam-me apenas como ruídos de fundo, quando só desejava silêncio. Com tantos dias para adoecer, logo havia de calhar naquele que tanto mudou a minha vida e a de todos os portugueses. Daí não ter gratas lembranças do dia. Mas depois de passada a maleita recordo com muita emoção a felicidade que reinava na minha casa, no liceu, nas ruas, em todo o lado. A alegria das pessoas era contagiante. Diária. Parecia que finalmente a todos nos era permitido ter grandes esperanças. E quer estas se viessem a concretizar ou não, só a possibilidade era uma fonte de alegria... 

Só voltei a sentir o mesmo clima de alegria generalizada durante a Expo 98, mas mesmo assim longe da dos tempos da revolução de cravos. É pena que essas sensações positivas não se repitam mais vezes. Ou que alguns, hoje de barriga cheia, não deem grande valor à liberdade que nos foi concedida a partir desse dia agora longínquo, por um grupo de militares corajosos. 

A Sophia de Mello Breyner Andresen expressou-o como ninguém no seu poema "25 de Abril":

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

25 de Abril, SEMPRE!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

HISTÓRIA, MEMÓRIA E FUTURO

Esta história é muito triste: mesmo puxando pela memória, normalmente votei sempre em candidatos presidenciais perdedores. Desta vez também não foi exceção. Aliás, a única foi Jorge Sampaio, em duas eleições, já que cumpriu dois mandatos.

Mas pronto, estas são as regras da democracia, nem sempre os candidatos eleitos são do nosso inteiro agrado: "o  povo é quem mais ordena", já cantava Zeca Afonso.

Diga-se em abono da verdade, que não tenho nada de especial contra o tio Marcelo, só me desagrada a sua mitomania e, por vezes, o pendor que tem de distorcer a realidade consoante as suas conveniências (políticas e religiosas). Mas reconheço que é um homem inteligente, culto, educado, simpático e afável. Que é muito mais do que podemos dizer do atual presidente, que à falta destas características alia ainda um espírito mesquinho e vingativo...

Portanto, meus caros, apesar do futuro estar longe de nos parecer radioso (com a crise mundial, europeia e a que sempre ronda por cá!), suponho que todos ganhamos com a troca: Marcelo Rebelo de Sousa a substituir Aníbal Cavaco Silva já é uma (grande) vantagem futura. Desejo-lhe, assim, todas as felicidades no exercício das suas novas funções de presidente da República de todos os portugueses e que sempre se norteie pelo bem de Portugal!


§ - obviamente, as figuras televisivas terão a vantagem de já serem conhecidas do grande público, quando concorrem em eleições; no entanto, não é linear que outros comentadores políticos venham a alcançar igual façanha; ou alguém está a ver o povo a votar em massa em Marques Mendes,  António Vitorino ou Francisco Louçã?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES À VISTA...

Não votei nas últimas eleições autárquicas, nem nas últimas legislativas. Ao contrário da maioria dos abstencionistas, a minha abstenção foi involuntária: em ambas as ocasiões estava internada no hospital. E, para quem não sabe, os pacientes hospitalares são tratados pior do que os presidiários, no que toca ao seu direito de voto.

Para vos dar uma ideia, nas eleições autárquicas de 2013, que tiveram lugar a 29 de setembro, os doentes que quisessem exercer o seu direito tinham de comunicar essa vontade a um organismo específico hospitalar até ao dia 9 de setembro. Leram bem, com 20 dias de antecedência! Ora se para um prisioneiro faz sentido que haja uma marcação prévia com tanta antecedência - no fim de contas ele conhece a sua pena e sabe se vai estar na cadeia na altura - o mesmo já não se pode dizer de um doente, que não adivinha se entretanto tem alta, por exemplo. Pior, como foi o meu caso, que só fui internada a 18 de setembro, já não tive qualquer hipótese de me inscrever, embora suspeitasse que dia 29 ainda lá estaria. E mesmo falando com a médica e a enfermeira-chefe não me deram oportunidade de sair uma ou duas horas naquele domingo para votar. Isto porque estava perfeitamente capaz, sem febre, o internamento visava apenas efetuar vários exames para diagnosticar a doença, tal como veio a acontecer. Diga-se em abono da verdade, que a médica foi a criaturinha mais antipática que já encontrei naquele hospital e a enfermeira-chefe também não primava pela simpatia...

Já em outubro do ano passado e internada poucos dias antes de dia 4, não tive veleidade nenhuma de conseguir votar. Além que estava um bocado sedada e sem capacidade para sair e ir botar o voto na urna pelo meu pé.

Dito isto, estou desejosa que chegue o dia 24 - sim, porque da campanha já estou farta e o receio que também desta vez haja novo contratempo mora aqui. Tenho a mania de gostar de votar, que é que querem? Aliás, a indiferença dos abstencionistas tem um efeito bastante pernicioso em mim: fico com vontade de lhes encher a cara de bolachadas. Logo eu, que sou uma pacifista convicta!

Foto da net.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

CONVERSAS DE GALINHEIRO...

Por estes dias, as conversas políticas têm-me parecido andar muito à volta disto. Com certezas inabaláveis de todos os lados... O cartoon, de que desconheço a autoria, acerta na mouche!

Mas pronto, já se avizinha mais um fim de semana, férias para alguns, portanto só tenho um conselho - em jeito de ordem:

DIVIRTAM-SE!

Imagem do facebook.

domingo, 8 de março de 2015

NÓS, AS MULHERES...

... temos um dia no calendário - 8 de março. Um pouco por toda a parte, maridos, namorados, filhos, pais, amigos e até comerciantes nos enchem de flores, bombons, quiçá até algum presente mais significativo. Mas depois, quando se vai ver, a igualdade de direitos ainda é uma miragem: profissional ou politicamente, é preciso trabalhar o dobro ou o triplo do que eles costumam, para se chegar ao topo de carreira. Isto se não houver um outro workaholic masculino, que certamente se adiantará a ocupar o cargo. Às vezes, até fazem o "favor" de nos conceder umas quotas, para os lugares nos parlamentos, por exemplo, não serem exclusivamente ocupados por machos. Enfim, aqui e ali a representação feminina até tem melhorado, mas, pessoalmente, detesto essa "condescendência" das quotas - dá ideia que as mulheres lá estão por especial favor, não pela sua competência, o que está longe de ser verdade.

Pior, ainda há por aí muito macho latino com a veleidade de pensar (estes fulanos pensam?!?) que são donos e senhores das suas mulheres... ou até namoradas. E se elas se desviam do caminho que eles traçaram para elas nas suas mentes conturbadas, a coisa termina invariavelmente à pancada. Infelizmente, as estatísticas demonstram que, em Portugal, os casos mortais devidos a violência doméstica têm vindo a aumentar. Inadmissível, em pleno século XXI, e tendo em conta que o problema afeta a sociedade transversalmente: não são só os pobres e ignorantes que espancam as mulheres, há professores, juízes, polícias, empresários, políticos, etc. e tal. Daí, às vezes admirarmos-nos de ver publicadas nos jornais afirmações descabidas de celsos doutores...

Resumindo: não sendo exatamente um dia para "inglês ver", ainda há um longo caminho a percorrer no sentido da igualdade de género! 

Consta que a canção que se segue - "Woman" - foi uma espécie de pedido de desculpas de John Lennon a Yoko Ono, no seguimento de um desentendimento do casal. Era assim que devia ser sempre, quando o amor existe - uma reconciliação pacífica e (preferencialmente) amorosa:


Bom, mas se hoje é o dia da mulher, também é o dia do meu aniversário. E como primeira prenda da natureza, não podia ter tido melhor: algumas árvores aqui da zona já começaram a florir, dando assim sinal que a primavera está com vontade de chegar mais cedo...

FELIZ DIA DAS MULHERES PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS!
[e que também seja feliz, para os homens que (as) sabem amar]

quinta-feira, 5 de março de 2015

O MANIPULADOR

Para variar da pratada de filmes, outro tema muito original: livros! Desta vez com "O Manipulador" de John Grisham, escritor que nunca ganhará um Nobel, mas que tem um ritmo de escrita alucinante, que faz com que o leitor não descanse enquanto não acaba a sua leitura. Como foi o caso.

Malcolm Bannister, um ex-advogado negro, encontra-se a cumprir uma pena de 10 anos de prisão por um crime de "colarinho branco" que não cometeu. Entretanto, um juiz e a sua amante são assassinados e o FBI não tem a mínima pista sobre quem é o criminoso. E aí Bannister pode ajudá-los, pois ele sabe quem é o assassino e qual o seu motivo - mas, em troca, deseja ser posto em liberdade (já cumpriu metade da pena) e num programa de proteção de testemunhas. O FBI desconfia que está a ser manipulado pelo ex-advogado, mas na ânsia de apanhar o homicida concorda com as suas exigências. Será que se trata de um bluff de vingança de Bannister (já que foi o FBI o grande culpado por ele ter sido preso, o que levou ao afastamento da família e à perda da sua licença de advogado), ou será que ele realmente está a par dos meandros do crime?

349 páginas absolutamente imperdíveis, para quem é fã do género! (e muito elucidativo também sobre como funciona a justiça americana) 

Citação:

"Há tantas reviravoltas cruéis numa pena de prisão longa. Uma delas é a sensação de que somos lentamente esquecidos pelo mundo e por aqueles que amamos e de que necessitamos."

*******
Numa prisão preventiva, cujo fim parece longe de ser anunciado, sem acusação ou julgamento marcado e que pode ter a duração de meses (ou anos?), a crueldade é certamente maior. Pior, pode acontecer a qualquer um de nós, como já se viu pelo "exemplo" do antigo primeiro-ministro português - que não faço ideia se é inocente ou culpado, aqui não vem ao caso. Já as sucessivas humilhações de que tem sido alvo, demonstram bem o espírito mesquinho dos seus adversários. E assim vai a (in)justiça em Portugal, que utiliza pasquins para manipular a opinião pública e adiar o julgamento indefinidamente.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

FIM DE SEMANA (QUASE) PERFEITO

Neste fim de semana conjuga-se o dia dos namorados - já hoje - com o Carnaval. O que é sinal que os espíritos mais românticos vão estar a engendrar uma tarde (e uma noite?) inesquecível com direito a passeio, cinema, jantar e tudo o mais (ou menos) que assim o entenderem, enquanto os foliões têm presença marcado nos corsos e nos bailes lá da terra, ou, quando muito na discoteca local. Com ou sem namorad@s, mas dispostos a sambar noite fora. E com um pouco de sorte, quem sabe se até durante os 4 dias. 

Ou seja, tudo a compor-se na paz dos anjos, ou não viessem os desmancha-prazeres deste governo, à sorrelfa, lançar mais um imposto, que mais uma vez podia ser que passasse despercebido nestes dias de festa para os românticos e bem-humorados. Um grande renhonhonhó que é um imposto verde, em defesa do ambiente, que é preciso acabar com os sacos plásticos. Como se estivessem realmente empenhados numa política ambientalista, que pouco ou nada deram mostras até então. E em que se traduz esse imposto? Pois, um vulgar saco plástico de super mercado vai passar de 0 ou 2 cêntimos (O Pingo Doce aqui há uns anos também se mostrou muito "preocupado" com o efeito dos sacos plásticos no meio ambiente e passou a cobrá-los a 2 cêntimos e, acreditem ou não, conheço gente que deixou de lá ir, pura e simplesmente), para 10 cêntimos. Ou seja, mais uma vez aproveitar a distração dos portugueses com momentos mais aprazíveis, para voltar a meter-lhe as mãos nos bolsos. À grande! Sabem quando vou (voltar a) comprar um saco plástico? Nunquinha! Por muito verde que seja, ladroagem é sempre ladroagem...

BOM FIM DE SEMANA!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

FEZADA!

Tenho esperança que no próximo ano o 1º de dezembro volte a ser feriado. Como nunca devia deixar de ter sido.

Também suponho que não é preciso ser um grande génio para tal, basta uma (merecida) "defenestração" eleitoral... por muito que as más-língua digam o contrário!

Viva a Independência e a Restauração!

terça-feira, 22 de julho de 2014

BEBÉS, PRECISAM-SE!

A questão já não é de agora: em 1985, quando visitei Paris, estava em curso uma campanha de sensibilização para os casais terem mais filhos: viam-se outdoors por todo o lado, com lindos e rechonchudos bebés. Já lá vão muitos anos, não me lembro ao certo as regalias que os governantes de então prometiam, mas tanto quanto se sabe a campanha resultou - a França é atualmente dos países europeus que tem uma maior taxa de natalidade. Na época, em Portugal, o problema nem sequer se punha...

Nos últimos anos, de vez em quando, os políticos nacionais falaram no assunto, à medida que os nascimentos de crianças portuguesas foram diminuindo. Homens engravatados, saídos de gabinetes ministeriais (e não só), dando ao caso uma relevância "séria" que anteriormente se desconhecia. Segundo consta, o atual governo encomendou um estudo a especialistas e tudo, que não se sabe quanto custou, mas também não vale a pena entrar em picuinhices... E mesmo sendo um estudo encomendado a amigos partidários, as conclusões não foram escamoteadas: por este andar a população vai decrescer em grande nos anos vindouros, mesmo que haja uma maior esperança de vida para os mais idosos.

Ah, mas o mais curioso é que o estudo foi encomendado, mas medidas concretas para, mesmo que tímida e parcialmente, tentar resolver o problema... está quieto. Alguém se lembra de receber subsídio pelo(s) seu(s) filho(s)? Quando o meu  filho era pequeno, nós recebíamos. Era pouquinho, pelas minhas contas dava para umas boas botas para o inverno, com sorte também para umas sandálias para o verão - mas sempre era melhor que nada. Cortaram! "Venderam-nos" que havia famílias muito mais carenciadas e acreditei piamente, até achei justo. Depois trocaram o nome a tudo e fiquei na dúvida se o subsídio ainda existia para as famílias mais numerosas ou se tinha sido substituído por outros regimes. Mais tarde, deram um corte no Rendimento Social de Inserção, com a desculpa que era tudo gente rica. OK, há sempre quem se aproveite das falhas do sistema, mas daí a serem todos... é preciso ter lata!

Aí apareceram os problemas no BES/GES e o raio que o parta - os governantes lavaram as suas mãos, que era Banco Privado e tal, não podiam fazer nada - e toca de falar novamente da natalidade, que os portugueses tinham de ter mais filhos. Que era preciso ir com calma, porque ao certo ainda não sabem que benefícios podem dar aos novos pais, recém saídos (tomara!) da crise e tal. Mas talvez se consiga baixar um pouco o IRS do próximo ano aos que têm mais filhos e subir aos que não têm! Quer dizer, o facto de terem mandado os jovens emigrar, acentuarem a precariedade no emprego, o próprio desemprego e as múltiplas mexidas que fizeram no código de trabalho a favor do patronato e de salários mais baixos não tiveram nada a ver com o caso, que agora "estudam" como resolver.

Não sendo economista ou perita em natalidade, de uma coisa estou certa: nenhum casal que o deseje deixa de ter um filho devido às (más) condições que lhe são impostas. Talvez deixe de ter o segundo ou terceiro... Mas, excluindo impossibilidades médicas e/ou físicas, o que vão procurar é condições melhores para eles próprios e que permitam proporcionar às suas crianças, adolescentes e jovens adultos um futuro melhor... Ser pai ou mãe não é isso (também)?

Imagem do facebook.

terça-feira, 3 de junho de 2014

O EXEMPLO QUE VEIO DE ESPANHA...

Por qué no?

No, she wasn't paying attention...

Imagens do facebook.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

REFLEXÃO... PARA QUÊ?


Já me tinha perguntado para que serviriam os dois dias de reflexão. Depois de ver e ouvir umas dezenas de tipos a aplaudirem Manuel "Palito" Baltazar - à porta do tribunal de São João da Pesqueira, onde compareceu, após ter sido capturado pela polícia, e para ser acusado de 4 homicídios (2 na forma tentada) - concluí que há gente que não faz a mínima ideia do significado de pensar, quanto mais pedirem-lhes para refletir.

OK, a atuação policial foi no mínimo caricata: como o assassino não se foi entregar após os dois homicídios consumados, cerca de uma semana depois resolveram ir à procura dele. E quase todos os dias apareciam na TV, no que mais parecia um passeio a cavalo, concluindo que existiam indícios que o homem continuava a cirandar por aqueles montes e vales e que os conhecia melhor que os próprios polícias. Mais, que teve ajuda de alguns populares, que o viram e lhe forneceram comida. E a captura demorou mais de um mês, o que, no mínimo, é ridículo. Mas nada disso invalida que o homem é um assassino da pior espécie - daqueles que quando casam julgam que a mulher vira propriedade deles e, simultaneamente,  saco de pancada. Daí não se entender como em São João da Pesqueira haja quem o aplauda como herói. Ou, havendo, o que se espera que essa gente reflita...

Assim, foi sem grande espanto que soube das primeiras projeções eleitorais: a abstenção foi a grande vencedora; que Seguro se proclamou vitorioso (?!?) com uma escassa diferença de 4% da coligação governamental; que esta apesar do ar pesaroso esfregou as mãos de contente (com tanta austeridade e disparate junto era de esperar um resultado muito pior); que Marinho Pinto com o seu estilo trauliteiro colocou no mapa um partido até aqui inexistente; que a CDU subiu notoriamente e o BE despencou; e que uma série de partidos pequenos receberam votos de descontentes.

Se juntarmos a este quadro os resultados eleitorais europeus já conhecidos, onde a extrema direita e a extrema esquerda estão a ganhar terreno, algo me diz que o futuro não augura nada de auspicioso. Nem para Portugal, nem para a Europa!

Portanto, por mais que as pessoas bem intencionadas ponderem sobre o que é melhor para o seu país, com tanta gente indiferente às eleições, o que acaba por ganhar é o "clubismo" agudo de alguns e o extremismo de outros...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A LUTA POSSÍVEL...

Se há 40 anos passei o 25 de abril de cama com uma otite e no 1º de maio os meus pais não me permitiram que participasse em qualquer manifestação, temos de chegar à conclusão que a história tende a repetir-se: no 25 de abril estava com uma pontinha de febre que desapareceu perante um benuron, mas não houve largo do Carmo ou avenida da Liberdade. Embora não tivesse faltado um cravo vermelho ao peito, a voltinha limitou-se à praça de Londres, onde pudemos ver a exposição das 40 fotos de abril - da qual a Rosa dos Ventos já tinha dado o devido destaque  (ainda não vi as fotografias, mas se ficarem boas depois publico).

Chato é que a febrinha à toa virou febrão e com as imunidades em baixo deu direito a nova estadia hospitalar. No domingo, mas a prolongar-se até hoje e provavelmente durante mais alguns dias. Se tudo correr bem...

Com o espírito revolucionário em curso (não confundir com o PREC) - embora tanto eu como as minhas companheiras de enfermaria estejamos com as perninhas fracas para grandes manifs - considerámos a hipótese de uma reivindicação justíssima no contexto hospitalar: um abaixo assinado contra refeições que incluam 3 pêras cozidas em apenas 4 dias. Podendo ainda acrescentar-se o uso e abuso de batata cozida (e por vezes mal e sempre sem sal) para acompanhamento. Ah, e já agora que o caldo verde venha acompanhado pelo menos com uma rodela de chouriço, como é de tradição.

Bom, não será o mesmo que ir pelas ruas em manif, mas estou certa que as gerações vindouras de pacientes hospitalares agradecerão encarecidamente a nossa iniciativa!



FELIZ 1º DE MAIO PARA TODOS!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

OS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL!

Se há assunto que da direita à esquerda (quase) todos são unânimes é que hoje, em Portugal, vive-se muito melhor do que há 40 anos atrás. As exceções vêm de radicais de direita e de alguns taxistas, que gostam de falar por falar - em abono da verdade quase todos se esquecem (ou se calhar nem sabem, por ainda serem pequenos ou nem sequer terem nascido) que se fossem tão "faladores" na época, o mais provável era baterem com os costados na PIDE, num encontro pouco amigável com algum dos seus inspetores.

Um dia destes, em conversa com o maridão, concluímos que tínhamos tido muita sorte. Não só por viver aqueles tempos - na primeira semana pós 25 de abril a alegria esfuziante estava estampada na cara da grande maioria dos portugueses, como só voltei a ver anos mais tarde (e mais moderadamente) durante a Expo 98 - como por sermos a próxima geração a encaminhar para a guerra do ultramar. Quer dizer, eu estava safa, porque as mulheres não podiam ingressar no exército (ou marinha ou aviação), mas não deixaria de ver os meus amigos partir. Ou fugir do país, sem poderem voltar...

Por muito que aqui e ali os trilhos escolhidos não fossem os melhores, por muito que se possam criticar todos os governantes pelos erros do passado, certo é que o país teve um desenvolvimento inusitado, nomeadamente a nível de saúde e de educação - o analfabetismo rondava os 25% da população, quando atualmente está nos 5,2%. E de infraestruturas habitacionais, quando sobretudo no interior existiam inúmeras terras onde esgotos, água canalizada e eletricidade não chegavam. Quem se lembra de o único telefone da aldeia ser no café do ti Manel? Ou o televisor?

Bom, mas mesmo que hoje não nos possamos regozijar do governo que temos, que segundo dizia ontem Constança Cunha e Sá "a única promessa eleitoral que conseguiu cumprir foi a de empobrecer os portugueses", certo é que foi eleito democraticamente. Certo também é que o povo dificilmente cometerá a burrada de votar neles novamente (se bem que o líder da oposição também deixe muito a desejar - também ele formado nos jotinhas, com um perfil em tudo semelhante ao do PM). Mas os "homens dos tanques" não têm culpa nenhuma dessas más escolhas populares e estamos muito a tempo de lhes agradecer o que fizeram por todos nós! Já tenho um cravo vermelho a postos, em sinal dessa gratidão eterna...

Imagem do mural realizado por 4 grafitters dos Underdogs, na avenida de Berna, em Lisboa, tendo como figura central Salgueiro Maia (numa foto de há 40 anos, de Alfredo Cunha)

domingo, 30 de março de 2014

PARE, ESCUTE, OUÇA

Esta semana praticamente não vi telejornais, como aliás vem acontecendo cada vez com mais regularidade. São tantas más notícias e disparates governamentais (ou da oposição!) e entrevistas a só servirem para os entrevistados se auto-vangloriarem, que o resultado é absolutamente deprimente. 

Mas claro que não vivendo numa redoma, com as redes sociais a funcionarem em pleno e outros programas de informação televisivos, não me escaparam o aumento da pobreza no nosso país, segundo os últimos dados do INE, ou a população de pouco mais de 6 milhões prevista para o ano de 2060, se as políticas de apoio à natalidade (que não existem, realmente!) e a emigração continuarem neste rumo. A questão já não é a das raízes que nos prendem ao país onde nascemos, mas de pura sobrevivência.

Para descontrair, na semana passada ainda tentei ir ao cinema ver uma comédia - "Fim de semana em Paris" - mas o filme era tão... tão... pouco comédia, mais dramático e incongruente do que outra coisa, que a tentativa de animar falhou redondamente. Para nem me apetecer escrever sobre o filme no blogue, estão a ver...

Companhia assídua e calmante tem sido José Duarte que, com este triplo CD, me tem dado mais do que "Cinco minutos de jazz", já que para comemorar os 45 anos do seu programa de rádio - iniciado a 21 de fevereiro de 1966 - inclui 45 temas musicais dos mais variados artistas.

E conta ele que quando o programa começou na Rádio Renascença (atualmente dá na Antena 1 da RDP), com cobertura nacional e internacional, lhe chegaram as "primeiras mensagens apócrifas" que o classificavam como:
- amante de batuques
- racista
- apreciador da cultura dos pretos que punham em risco a unidade nacional.  
E o jazz não era "proibido" antes do 25 A, faria se fosse...

Obrigada, José Duarte, e continua com essa boa "carolice" jazzística!

Como não podia deixar de ser, fica também uma das suas músicas escolhidas, via YouTube - "My Baby Just Cares For Me", na voz de Nina Simone. São é apenas 3m e 43s, não os tais Cinco:


Imagem da FNAC.

domingo, 16 de março de 2014

50 ANOS DE FESTIVAL

Antigamente, quando se falava em festival nem era preciso especificar a qual nos referíamos: era ao da canção, está claro! Acontecimento único no ano, normalmente decorria a 7 de março, que é o dia em que a RTP faz anos. Era uma festa tal, que até os pais autorizavam os filhos a deitarem-se mais tarde nessa noite, para poderem assistir ao espetáculo. Enfim, pelo menos lá em casa era assim e suponho que nas da maioria das nossas colegas de escola, já que no dia seguinte todas trauteávamos as canções que tinham sido mais badaladas. 

Este ano, comemoraram-se os 50 anos do festival da canção. Que agora convém nomear, não se vá confundir com os múltiplos festivais em curso, simultaneamente. Claro que muita coisa mudou desde então, a própria dinâmica do concurso é diferente - dividida em várias etapas, em que na final estavam a concurso 5 concorrentes. Não sei ao certo, porque não segui, calhou só ver o fim da final. Ontem. 

E a coisa até estava animada, a cerimónia a decorrer no convento do Beato, com Carlos Malato e Sílvia Alberto a fazerem as honras da apresentação, Simone de Oliveira e António Calvário a serem homenageados como antigos vencedores e participantes dos primeiros festivais. Nos bastidores, Joana Teles dava conta do nervoso dos concorrentes, antes de serem conhecidos os resultados. Depois, três cantoras (também elas ex-participantes) interpretaram um medley de algumas das muitas canções que não venceram, mas que na época se tornaram um verdadeiro sucesso (por vezes, maior do que o da própria canção vencedora).  

Entretanto, já estava tudo a postos para ser anunciada a canção de 2014 (escolhida pelo público, segundo o critério do regulamento da RTP), as duas finalistas em palco, nervosas e de mão dada, e o suspense chega ao final: Suzy ganhou! E de repente levanta-se um grande sururu, vaias e grande parte do público presente levanta-se e sai da sala. "Mas o que é isto?", pensei. Ainda não tinham entregue o prémio a Emanuel, autor da letra e música, a rapariga ainda não cantara novamente a canção, como é de tradição acontecer e, pior, alguns dos que abandonavam a sala fizeram questão de o fazer junto ao palco, tapando a visão aos restantes e aparecendo (vagamente) perante as câmaras de TV. E a única palavra que me ocorreu para descrever o que estava a ver foi: labregos!

Ora se as pessoas reagissem quando lhes baixam os ordenados, aumentam os impostos ou as despedem, suponho que ninguém teria nada a apontar. Mas não, a maioria cala-se e/ou arma-se em vítima da sociedade, uns quantos manifestam-se e outros andam naquela brincadeira de subir e descer as escadas do parlamento, como se adiantasse de muito. No entanto, a "coragem" já não lhes falta quando o protesto é sobre a canção que achavam que devia vencer, e se for de forma ostensiva e mal educada, melhor ainda! Repito: LABREGOS!

(e parabéns à Suzy e ao Emanuel, que não conheço mais gordos, que defenderam a canção preferida pelo público!)

Imagem da net.

terça-feira, 4 de março de 2014

O CARNAVAL E OS OSCARS

Este ano e cerimónia de entrega dos Oscars calhou em pleno Carnaval. O que está muito bem, porque embora seja espetadora assídua da dita, há qualquer coisa de carnavalesco naquela passadeira vermelha, no luxo dos vestidos e jóias, nas piadas e interação no decorrer da própria gala. Ou seja, é uma noite de estrelas num contos de fadas... quando têm a sorte de receber a ambicionada estatueta dourada!

Ellen DeGeneres cativou na apresentação alegre, simpática e descontraída, sem uso e abuso de piadolas fortes que deixam um sorriso amarelo nos protagonistas da plateia, como por vezes já aconteceu com os seus antecessores. Novidades é que não se pode dizer que houvesse muitas: os americanos querem "vender" "Gravidade", toca de o embatucar de Oscars, mas daqueles de efeitos visuais, mistura e edição de som e outros que interessam pouco ou nada. De relevante, apenas o de melhor realizador para Alfonso Cuarón. Que me irá desculpar, mas nem sendo grande admiradora de Sandra e George me vai apanhar no cinema a ver os dois horas a fio perdidos a vaguear no espaço... Mas foi uma bonita soma de 7 Oscars, que deve enganar os mais incautos ou os grandes fãs de ficção científica.

Com uma conta menos redonda, mas sem dúvida em categorias mais sonantes, "12 Anos Escravo" venceu no melhor filme, melhor argumento adaptado e melhor atriz secundária: Lupita Nyong'o. O prémio para melhor argumento original foi entregue a "Her".

Matthew McConaughey e Jared Leto não foram surpresa como melhores atores principal e secundário em "O Clube de Dallas", que também ganhou a melhor maquilhagem. Outras três estatuetas, duas delas relevantes. Cate Blanchett foi considerada a melhor atriz principal no filme de Woody Allen, "Blue Jasmine" - já era a favorita.

"Frozen" arrebatou o Oscar de melhor desenho animado e a canção "Let it go" ganhou a estatueta de melhor canção. Por seu turno, o filme italiano "A Grande Beleza" venceu na categoria de melhor filme estrangeiro. Novidades? Não há, temos pena! Mesmo assim não deixou de ser uma noite agradável, em que os comuns mortais se reuniram em frente ao televisor para vislumbrar aquela noite de espetáculo e glamour, como só os americanos conseguem realizar. É de faz de conta, que aquelas estrelas são pessoas (quase) como nós? Pois, até pode ser, mas sonhar e fantasiar um bocadinho nunca fez mal a ninguém.

Ah, last but not least, houve uns Oscars extra para Angela Landsbury, Steve Martin, Piero Tosi e Angelina Jolie - esta devido ao seu trabalho humanitário em África, certamente merecido - mas sem aquele cunho de grande homenagem, como noutras cerimónias anteriores. Fica a selfie da Ellen, para mais tarde recordar...



Mas pronto, se a cerimónia já acabou e só se repete para o ano, o mesmo não se pode dizer do Carnaval que, doa a quem doer, ainda se celebra nesta terra - embora alguns funcionários públicos fiquem "de castigo" e não tenham feriado como a maioria dos outros portugueses. Caturrices de gente embezerrada!

BOM CARNAVAL PARA TODOS!

Imagens da net e do facebook.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AS PEDRINHAS DA CALÇADA...

Quase todas as semanas o facebook nos brinda com uma nova polémica. Ou duas ou três. Por vezes fica-nos a dúvida se essas polémicas não são orquestradas de modo a fazer-nos esquecer problemas mais importantes. Mas certo é que as posições se radicalizam, as discussões generalizam-se e de repente todos parecem verdadeiros peritos na matéria, mesmo que na véspera nem sonhassem sobre a existência do assunto.

Esta sobre a decisão unânime da CML em substituir progressivamente a calçada portuguesa - mantendo e preservando a denominada artística, nas zonas históricas da cidade - por outro tipo de pavimento, tem a sua piada. A começar pela própria unanimidade, tão rara de obter com os vários partidos. 

Óbvio que o rendilhado do calcário branco e negro é muitíssimo apreciado pela sua beleza, está igualmente presente noutras cidades e/ou países lusófonos. Mas Lisboa tem 7 colinas, logo o piso está longe de ser plano. E os acidentes com pessoas a cair devido aos declives acentuados, às características da pedra escorregadia em dias de chuva ou humidade e/ou ao mau estado do pavimento sucedem-se a um ritmo alucinante.

E a pergunta que se impõe é a seguinte: o que é mais importante para qualquer cidade - um pavimento que todos admiram a beleza ou as condições de mobilidade e de acessibilidade (e não estou a falar só de deficientes ou de velhinhos com dificuldades de locomoção, já que acidentes de "percurso" têm acontecido com todas as faixas etárias) da população que aí reside, trabalha ou visita? E já agora, a beleza não se perde quando o estado do pavimento é este ou similar?

(Ambas as fotos são minhas, mas foram captadas em meses e anos diferentes. portanto é provável que o pavimento da segunda já tenha sido reparado.)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

MIMOS!

Hoje em dia há estudos para tudo e mais alguma coisa. E são tantos que por vezes duvidamos do interesse que possam ter. Contudo, de vez em quando, "solucionam" mistérios que até então considerávamos insolúveis...

Ao ler que o Rock in Rio foi cancelado em Buenos Aires e em Madrid devido à crise (internacional), lembrei-me de um desses estudos, que revelava que em tempos de austeridade os portugueses (leia-se, classe média) optavam por fazer várias restrições às suas despesas, mas não abdicavam de concertos musicais e... de chocolate! Ou seja, confrontados com menos dinheiro desistiam de o gastar em muitos bens e serviços, mas faziam gala de se "mimarem" com música e chocolates. Daí que, ao contrário do que acontece noutros países, a venda de bilhetes para concertos e o consumo de chocolate tenham aumentado nos últimos anos! 

(Claro que há outra versão mais prosaica e que é a de que muitos estão tão fartinhos de ouvir falar de crise e de austeridade que - verificando que com a constante redução de ordenados e pensões não há como fazer poupanças significativas ou aquela viagem de sonho - preferem estoirar a massa enquanto houver. Depois logo se vê...)

Certo é que em Lisboa o Rock in Rio está agendado para dia 23 de maio e... não tem cancelamento à vista! Será que o tal estudo acertou na 'mouche'?!?

Imagem da net.