segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A TECLA DOS FERIADOS

Detesto aquele insistente carregar na mesma tecla, em que os políticos são exímios. Esta de acabar com alguns feriados já "tem barbas" e de vez em quando vem à baila. No ano passado, já vos perguntei quais eliminariam do calendário e, mesmo que a amostra fosse pequena, não houve consenso: uns valorizam mais umas tradições que outras, são mais católicos ou menos, entendem que algumas datas históricas já perderam significado na atualidade ou não e por aí adiante. 

Com a fúria legislativa dos atuais governantes - empenhada em castigar os "poltrões" dos trabalhadores que deviam produzir muito mais - os cortes nos salários, subsídios, direitos adquiridos e o aumento dos impostos sucederam-se, lógico que a eliminação dos feriados não poderia faltar ao "festim". Estabeleceram então que quatro dos feriados nacionais iriam eclipsar-se: dois católicos e dois civis. Numa sociedade laica, faz sentido: há que não desagradar à Igreja! (que por sinal desenvolve obras sociais que competiam ao Estado, mas das quais este já se demitiu há muito, não justificando os impostos que pagamos... mas essa é outra conversa!) Então os bispos portugueses reuniram-se e chegaram à conclusão dos dois feriados que tirariam do seu calendário, caso os governantes fizessem o mesmo com dois civis - a saber, Assunção de Nossa Senhora (15 de agosto) e Corpo de Deus (feriado móvel entre maio e junho, 60 dias após o domingo de Páscoa). 

O ridículo desta história é que o próprio governo ainda não decretou que feriados vai escolher como alvo a abater - hesitante entre o da Restauração (1 de dezembro), o da Implantação da República (5 de outubro) ou, pasmem-se, o de Portugal e de Camões (10 de junho) - mas já decidiu que os restantes (25 de abril, 1º de maio, etc. e tal) vão ser celebrados ao domingo ou colados ao fim de semana! Ahn? Como é que é? Então para quê esta discussão?!? Botem todos ao domingo e... fim de converseta!

Acaba o TUM-TUM-TUM do bater na mesma tecla, que não é música que agrade a ninguém, e sempre nos traz um sorriso aos lábios, ao recordar as consequências do Carnaval de 1993...

Imagem da net.
.

37 comentários:

  1. Um dos meus posts de amanhã é precisamente sobre esse tema. Mas queria desde já fazer uma ressalva, Teté. O Álvaro disse hoje que afinal não vão encostar os feriados ao fds, permanecendo por isso algumas pontes. Eta é a verão oficial hoje, mas amanã pode vir alguém desmentir, como é habitual.

    ResponderEliminar
  2. Por acaso até ouvi o ministro, CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA, mas à velocidade a que ele se contradiz, não é muito de fiar que amanhã venha com outra versão... ;)

    ResponderEliminar
  3. Teté: na minha opinião, não são os feriados, pontes e férias de 22 ou 25 dias que fazem com que os portugueses produzam menos. É a gestão do tempo disponível. Se chegam às 9:00, e só começam a trabalhar às 9:30 porque tiveram de ir tomar o pequeno-almoço, mais as pausas para café e /ou cigarro, mais os almoços que se estendem para além da hora...é natural que as oito horas não sejam, na prática, oito, mas seis ou cinco.
    Obviamente, quanto mais horas, mais os portugueses dispersam. Quem vai sofrer com isto, são os mesmos de sempre: as famílias. Os filhos, que ficam sem tempo com os pais, os casamentos destruídos por falta de tempo que se lhes dedique, etc...
    E, depois, produzir...o quê? Agricultura quase inexistente; pescas, idem; sector mineiro também parado...Isto tem de dar uma volta grande, sim. Mas de mentalidade. Já que copiamos tudo, por que não copiar a mentalidade dos dinamarqueses, por exemplo? Competentes, honestos, com elevado sentido cívico e de cumprimento dos deveres. É assim que eles têm a vida que têm e que os nossos políticos referem sempre de exemplo.

    ResponderEliminar
  4. eu concordo com o 5 de Outubro!
    se a republica é uma grande treta para quê festejar a sua implantação? :[

    ResponderEliminar
  5. Olá! Tenho um convite no meu blog!

    ResponderEliminar
  6. Pois eu acho-os a todos imbecis, quer os bispos, quer o governo.
    beijocas

    ResponderEliminar
  7. está mal. deviam eliminar o 25 de Abril e o 1º de Maio. Assim como assim, são os que ainda dizem menos.

    ResponderEliminar
  8. Não seremos o primeiro país da Europa a tentar eliminar as pontes, acabando com alguns feriados e transferindo os de 3ª ou 5ª para 2ª ou 6ª. Acho razoável e este não é certamente o maior problema dos portugueses.
    Também não é na indústria que há desperdícios de tempo. O trabalho é realmente cronometrado e os resultados visíveis ao fim do dia.
    O problema reside genericamente nos “Serviços” ! Temos que reconhecer que é verdade !
    Desde os lavavos, ao cafezinho, às cusquices do dia, a uma fugazinha ao exterior, a mais um cafezinho, à leitura do jornal, à visita aos blogs ou ao facebook, ao telefonema à amiga ou ao amigo, aos SMS frequentes, etc., etc., que saberão tão bem como eu, temos que concordar que não se é produtivo neste país, até por que o posto de trabalho “está garantido” e há é que mostrar que é precisa outra pessoa para ajudar !
    Ora isso não acontece noutros países que eu conheci, em que tem mesmo que se trabalhar e apresentar resultados, sem os quais “ a porta está aberta para a rua” !
    Eu sei que custa admitir, mas também tenho a certeza que é o que acontece !

    (Concordo absolutamente com a Ana. Há um problema de mentalidades, agravado com as utopias do 25 de Abril - "Democracia basta" e depois "deitar à sombra da bananeira" !)
    .

    ResponderEliminar
  9. Há coisas que são tão fora de sentido que chegam a tirar-me do sério! Porque será que estão sempre a bater em teclas erradas? Mas será que cabe na cabeça de alguém que são os feriados que estão a prejudicar a produção, competitividade e seja lá o que for de um país? Ó valha-nos Deus, que não gosto de O invocar em vão, mas sinceramente estes cortes e tudo isto que estão a tirar ao povo só merecia é uma única resposta do povo: Revolução (que isto já não vai lá com palavrinhas mansas e não podemos estar sempre pagar a m... que esta escumalha faz).

    ResponderEliminar
  10. Acho que não é isso que vai resolver a situação e que por causa de uns pagam os outros.

    ResponderEliminar
  11. Como estou tão longe nem devia ser tema que me interessasse, mas interessa-me.
    O Dia de Camoes e o dia em que nos libertamos dos patifes dos espanhóis são para mim ainda hoje importantes. Quantos aos outros feriados não me importa nada. O que me causa impressão são as pontes. Houve uma ocasião no Porto, que a biblioteca fechou uns dias por causa de pontes acumuladas. Aqui não há pontes!!!

    A propósito bater na mesmas teclas, há ainda umas outras que não param de se bater...

    Para terminar quero ainda agradecer os parabéns para a Vivien, até ao fim do ano as festas não param na nossa família.

    Deixei um comentário lá em baixo, pois só hoje tive tempo de ler a tua opinião sobre esse filme, que não quero perder.

    ResponderEliminar
  12. Li agora os comentários da Ana e do Rui que escrevem umas verdades núas e crúas que eu evito dize-las por me encontrar longe da pátria, mas penso exactamente na mesma.

    ResponderEliminar
  13. Concordo com tudo isso, ANA, mas uma coisa é certa: os nossos políticos também não seguem o exemplo dos dinamarqueses ou suecos, antes pelo contrário, são mentirosos e desonestos todos os dias, enchem-se a eles próprios de regalias e mordomias! Cortar, é sempre para cima dos mesmos... :P

    ResponderEliminar
  14. O que é ridículo é comemorarem o centenário da República com toda a pompa e circunstância, para logo a seguir virem dizer que afinal não interessa nada, VÍCIO! :D

    ResponderEliminar
  15. Já vi e obrigada, TERESA DURÃES!

    Felicidades! :)

    ResponderEliminar
  16. Sem dúvida que o governo é imbecil, os bispos limitaram-se a escolher o que este lhes impôs, NINA! ;)

    Beijocas!

    ResponderEliminar
  17. Admira-te, MOYLITO! Com as posições que defendem, se pudessem até cortavam essas datas do calendário. De todo! :)

    ResponderEliminar
  18. Não sei onde tu trabalhaste, RUI, mas olha que generalizar essa ideia que a malta não faz nenhum e anda a roçar o rabo pela cadeira do emprego, não é exatamente assim. OK, há muito calão e preguiçoso, mas achas que é a maioria? Olha, nos sítios onde trabalhei não era! Se era necessário por algum pico de trabalho, fazer feriados ou fins de semana a malta ia, sem receber mais um tusto! Na empresa do meu marido continua assim, na da minha irmã também e nos locais de trabalho da maioria de pessoas que conheço!

    A utopia do 25 de abril?!? Liberdade e democracia parece-te utópico??? Sorry lá, não há que confundir um bando de calaceiros e aproveitadores (que sempre existiram e existirão), com um povo inteiro obrigado ao silêncio, reprimido e em guerra. Viva o 25 de abril, SEMPRE! Apesar de todos os seus desaires!

    ResponderEliminar
  19. Acabava com o dia do trabalhador...se é dia do trabalhador é para se trabalhar, ora...e com tantos desempregados deixa de fazer sentido este dia (assobiando)

    Já é muito tarde para pensar e falar sério :p

    Assim de repente acabava com o carnaval, o 15 de agosto e a sexta-feira santa...

    Beijinho :)

    ResponderEliminar
  20. Pois, eles inventam, comparam com a Europa o incomparável e depois dá nestes dislates atrás uns dos outros, TONS DE AZUL! :P

    Só me consola que um dia terão o que merecem. E não estou a falar na justiça divina... :)

    ResponderEliminar
  21. Claro que não resolve, LOPESCA! Aliás, suponho que só vai atrapalhar, porque malta ressabiada não costuma ser muito produtiva... ;)

    ResponderEliminar
  22. Tal como já disse à Ana e ao Rui, é verdade que há muita gente calaceira, EMATEJOCA, mas não me parece que seja a maioria da população que trabalha! Ou, pelo menos, nunca vi muita gente assim nos locais onde trabalhei - em pequenas empresas nunca, em médias um ou outro, mas esporadicamente, que os chefes estão lá para chamar a atenção! Claro que numa grande, havia lá um departamento inteiro assim (4 ou 5 pessoas), mas os administradores não estavam nem aí para a falta de produtividade deles - enquanto a restante malta bulia no duro, como é óbvio!

    Mas enfim, estas generalizações são sempre perigosas! E injustas! ;)

    ResponderEliminar
  23. Eheheh, os bispos até os comiam (salve seja!), se quisessem acabar com a sexta-feira santa, MARIA! :))

    Ainda não há mais desempregados do que trabalhadores e os primeiros não me parecem ter muito a comemorar o que quer que seja. Salvo se forem calões, claro! :)

    Beijocas!

    ResponderEliminar
  24. Comentários muito interessantes, estes. Não se pode generalizar –ou pode-se? – mas que as horas de expediente, na função pública, não são bem aproveitadas ( para o trabalho!), não são. Também me parece que o trabalho não é para se fazer mas para se ir fazendo.

    ResponderEliminar
  25. CATARINA, nas escolas trabalha-se a um ritmo normal, nem há cá pausas extra horário, nos hospitais e centros de saúde até a um ritmo acelerado, dado o excesso de pacientes. E esses também são funcionários públicos. Agora se estás a falar de repartições públicas, por exemplo, pois, às vezes é uma molenguice pegada!

    Uma vez até me explicaram o porquê de só estarem uns 6 guichets a funcionar no bairro fiscal, quando são 18 ou 20 - porque o serviço é muito stressante (acredito que sim, porque sempre que lá vou há alguém a insultar algum funcionário, como se ele tivesse culpa das leis ou impostos) e então faziam um "rollment" em que cada funcionário só atendia o público uma vez por semana! Já não deve ser assim, que agora quase todos os guichets estão a funcionar, mas no mínimo é bizarro que se gerasse tanta confusão e horas de espera, por causa do "stress" dos funcionários. Quer dizer, se não têm estofo para aquele serviço, procurem outro trabalho, não é? ;)

    ResponderEliminar
  26. Olha, hoje dava-me um jeitaço que fosse feriado.

    ResponderEliminar
  27. A questão dos feriados é como a meia hora a mais que os patrões podem "obrigar" os trabalhadores a ficar na empresa. Sim, porque ficar é mesmo o termo, já que a obrigação de meia hora a mais, em vez de aumentar a produtividade vai diminui-la, já que as pessoas não vão estar satisfeitas e já se sabe o que isso acarreta.

    Eu questiono-me se os nossos (des)governantes realmente pensam no que andam a fazer ou se aquilo é fruto de uma grande diarreia mental colectiva.

    ResponderEliminar
  28. Trabalhei em (Engenharia) Consultoria industrial e produtividade no trabalho, (não gosto de dizer consultadoria) numa empresa multinacional, em mais de 10 empresas nacionais e permanência em várias, na Europa ! Que enorme diferença , Teté ! É que mesmo só visto !
    O meu trabalho era exactamente esse, o de avaliar os índices de produtividade e métodos de trabalho dos vários sectores das empresas e sugerir alterações e adaptações, por relatório entregue no fim das avaliações.
    O problema era que, dadas as imposições (utopias) das condições de relações de trabalho (sindicatos e entidade patronal) era praticamente impossível implementar as medidas sugeridas. A “Democracia” representava e impunha a obrigatoriedade da manutenção dum posto de trabalho, quer ele fosse necessário ou evitável e feito por outros e ainda produzir em “liberdade” aquilo que lhes apetecesse (utopias). Bastava ter emprego, para ser impossível desviar esse trabalhador da função que executava (utopias) !
    Os empregados apenas valorizavam o esforço físico, mas nunca o intelectual (utopias) e assim pretendiam executar um esforço físico no desempenho das suas funções como se de intelectual se tratasse.
    Havia casos em que, em escritórios e outros serviços se podia fazer o mesmo trabalho com metade das pessoas !
    Posso garantir que os sindicatos foram os grandes responsáveis pelo estado em que Portugal se encontra hoje !
    Ainda há muito medo de falar a verdade ! :(((

    …E muito mais haveria a dizer, mas só se fosse em livro ! :)
    .

    ResponderEliminar
  29. Além de chulos, são burros.
    A montanha vai parir um micróbio.

    ResponderEliminar
  30. Rui, eu compro :)))

    Beijinho :)

    ResponderEliminar
  31. Pois, acho que tens de esperar até dia 1 de Dezembro, PAULOFSKI! E é dia que deve ser bem aproveitado, porque consta que é dos tais que vai sumir... ;)

    ResponderEliminar
  32. FAUSTO, penso que os nossos governantes andam a testar até onde podem forçar a corda, para tornar os trabalhadores mais subservientes e dependentes do patronato! Mas essa do meia hora a mais nem os patrões parecem muito entusiasmados em implementar - tanto quanto sei, há muita gente que já dá mais uma ou duas horas por dia, quando não mais, sem ganharem mais por isso. Se lhes exigirem a tal meia hora a mais, provavelmente cumprem sem dificuldade, mas acabam a cumprir o horário e a trabalhar... menos! :))

    Por mim, é mesmo diarreia mental, que eles não sabem o que fazem e não conhecem o país real! Afinal de contas, o próprio PM só trabalhou 2 anos ou coisa (como administrador), de resto sempre foi político... :P

    ResponderEliminar
  33. Oh, RUI, mas se a tua função era essa, só eras chamado a fazer essa consultoria em empresas que já se sabiam ter esses problemas de produtividade, não? E grandes empresas, suponho! E em que época? A do PREC e aqueles anos que se seguiram? Pois, nessa época ainda andava a estudar... ;)

    Comecei a trabalhar em 1977, enquanto estudava, mas era em part-time num pequeno infantário, não havia lá movimentos sindicais, como deves calcular: o que havia a fazer fazia-se, desde brincar com as criancinhas, a mudar-lhes as fraldas (de pano), a dar-lhes o almoço e os remédios se necessário, a pô-las a dormir a sesta, a estender as ditas fraldas no estendal, a varrer o chão e por aí fora. Mais tarde trabalhei noutras empresas, quase todas pequenas e médias, de movimentos sindicais nem cheiro! :D

    Claro que tenho ideia que houve ali um período muito complicado, em que os operários se consideravam reis e senhores, com as costas quentes dos sindicatos e essa "liberdade-de-produzir-só-como-e-quando-apetece", a fomentar a preguiça natural de cada um. Mas experiência dessas não tive nenhuma! :)

    E sim, na única grande empresa onde trabalhei (nem chegou a um ano, até porque não gostei nada da experiência), pelo menos um departamento tinha lá 4 ou 5 pessoas - não recordo ao certo - que passavam o dia a olhar para o ar, a fofocar e pouco mais, que na altura não havia internet, se lhes pedissem para fazer qualquer coisa, por pequena que fosse, faziam cara de pau e ar de quem carregava uma grande cruz! Que cambada! Um dia destes ainda conto a história... :))

    Já não trabalho fora de casa há mais de 10 anos, mas pelo que sei através de familiares ou de amigos mais próximos, as coisas têm mudado bastante desde esses sindicalismos utópicos e lunáticos de outras eras, como suponho já tinham mudado parcialmente enquanto trabalhei... :)

    ResponderEliminar
  34. Bem-vindo, LAPANTUNES!

    Concordo com os chulos e burros, quanto à montanha é esperar para ver... :))

    ResponderEliminar
  35. Ahahah, MARIA, por acaso esqueci-me de acrescentar essa, mas também fiquei curiosa para ler mais pormenores... :))

    Beijocas!

    ResponderEliminar
  36. Para satisfazer alguma curiosidade:
    Comecei a trabalhar como Director Industrial em 70 numa empresa com cerca de 400 pessoas e passei por todo o processo revolucionário.
    Com Mário Soares, PM, foi pedido à Werner International um Relatório sobre a Competitividade e Produtividade da Industria Portuguesa, nos sectores em que ela era mais forte.
    Esse Relatório foi apresentado e a Werner ganhou muita notariedade e foi contratada para reorganizar a Indústria portuguesa.
    Dado termos já um bom relacionamento e conhecermo-nos profissionalmente, fui convidado para trabalhar com eles em varias empresas. Um trabalho que se iniciava com uma fase de apreciação e análise profunda com entrega de Relatório às respectivas administrações, seguido da implementação das medidas e alterações sugeridas. Durou isto até 93, altura em que adoeci muito gravemente, por longo tempo.
    Os Sindicatos iam-se encarregando de fazer boicotar tudo que lhes era possível e os resultados foram sendo anulados com as suas exigências e intervenções, enquanto que o Oriente e a bacia do Pacífico iam tomando posições fortíssimas concorrencialmente.
    A Werner teve êxitos fantásticos noutros países, mas não conseguia impor a sua "visão" cá, por força da actuação dos sindicatos, o maior "cancro" do 25 de Abril , por força das ditas utopias com que convenciam os trabalhadores.
    … e a Revolução foi completamente perdida em termos competitivos e de produtividade comparativamente a outros países que ainda se reflecte nos dias de hoje!
    .

    ResponderEliminar
  37. A esse nível de grandes empresas da indústria nacional acredito piamente que os sindicatos só atrapalhassem a produção, o que se refletiu no próprio futuro dessas empresas, RUI!

    Mas mesmo assim o país é essencialmente constituído por pequenas e médias empresas, não se pode julgar o todo pela parte! ;)

    De qualquer forma, obrigada pelo esclarecimento, que desta vez foi muito claro! :))

    ResponderEliminar

Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)