terça-feira, 1 de novembro de 2011

PURGA

Há estórias dentro da História impressionantes. Dramáticas. Violentas. Como as dos povos que as viveram na própria pele. No caso desta peça - atualmente em cena na sala azul do Teatro Aberto - podemos vislumbrar o lado negro da história da Estónia, palco de várias invasões ao longo de todo o século XX, através das duras experiências de Aliide e da sua família.
Em 1992, ano da independência da Estónia do longo domínio soviético, a velha Aliide encontra Zara, uma jovem prostituta perseguida pelas Máfias que então dominam essas redes de prostituição, esgotada, ferida e quase desmaiada à porta de sua casa, para onde a leva. À medida que a rapariga vai relatando parte das circunstâncias que ali a levaram, ela vai recordando a sua própria juventude, no início dos anos 50, e a luta que manteve pela sobrevivência, levando-a a casar com um homem que não amava e a trair os que a rodeavam...
Obviamente não vou divulgar o enredo, mas posso avisar que é brutal! O que aliás podia ter lido no próprio site do Teatro Aberto (a fotografia também é de lá), se não me limitasse a ler a sinopse da peça escrita pela finlandesa Sofi Oksanen
Irene Cruz, Ana Guiomar e Patrícia André (da esquerda para a direita, na foto) protagonizam os papéis principais, mas não são as únicas a eletrizar o palco: Carlos Malvarez, Hugo Bettencourt, Alberto Quaresma e Rui Neto também atuam neste drama, cuja encenação, realização (de vídeos), cenários (em colaboração com António Casimiro) e banda sonora está a cargo de João Lourenço.
O público - numa sala meio cheia ou meio vazia, dependendo da perspetiva - aplaudiu de pé, está claro! E sim, estes meninos da geração "Morangos com Açúcar" ainda têm muito a aprender sobre os "desafios" ou "bichinhos" da representação, de que tanto gostam de falar...

post-scriptum - como vou pouco ao teatro, nunca tinha visitado estas instalações do Teatro Aberto (só as anteriores), que são fantásticas; o mesmo já não se pode dizer dos acessos, rodeados de escadarias por todo o lado, que calcorreei em busca da entrada - não me pareceu que pessoas em cadeiras de rodas ou com dificuldades de locomoção o possam frequentar! E é pena!
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10 comentários:

  1. Honestamente também é raro eu ir teatro, mas são gostos, prefiro cinema. Além disso o teatro é bem mais caro :(( Caso contrario até iria mais vezes. Beijos

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  2. Só já vou ao teatro com os miúdos, como em quase o tudo o resto, aliás.
    Não dá para tudo.
    beijinhos e um resto de bom feriado

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  3. Há muito que não vou ao teatro, mas a minha filha anda a desafiar-me e numa próxima visita a Lisboa havemos de fazer um programa as duas... :)

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  4. Também prefiro cinema, PSIMENTO, e tal como dizes os bilhetes de teatro são caros. Certamente que iria mais vezes se fossem mais baratos, mas neste caso específico só me custaram um "obrigada"... :))

    Beijocas!

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  5. Pois, não dá não, NINA. Também houve uma época em que praticamente só ia ao cinema ver desenhos animados e peças infantis. Mas já passou... :D

    Beijocas!

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  6. Pois, este ano é a segunda peça a que assisto, LUISA. Elas normalmente estão tão pouco tempo em palco, que quando tenho disponibilidade para ir já saíram de cena. Agora está aí outra que também gostaria de ver, mas mais "soft" que esta... ;)

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  7. ouvi na TSF há já algum tempo uma descrição/apresentação desta peça. embora interessante, infelizmente não dá para mim :(

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  8. Pois, não fica em caminho para todos, MOYLITO! Nem é para todos, eu própria dei alguns pinotes na cadeira... :s

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  9. Já tive a oportunidade de ir ver uma peça nesta sala. O teatro realmente tem muitas escadas e na altura não me lembro de ter visto nenhuma rampa, o que é de lamentar... Quanto a esta peça fiquei com muita vontade de ir ver. Sabes até quando vai estar em cena?

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  10. Não sei, não, no site não refere a data, TONS DE AZUL. A mim disseram-me que estaria em cena pelo menos até meados de Novembro, mas isso só perguntando num bilheteira ou coisa... :)

    Também não vi nenhuma rampa! :n

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)