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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

FOFOCAS EM DIA!

E quando estamos de férias e apanhamos uma carraspana daquelas que nos faz ficar em casa, controlar a febre e tomar remédios consoante a indicação do termómetro? Pois, há que pôr a leitura em dia, nomeadamente a das revistas cor de rosa, que são esquecidas durante o resto do ano, à exceção de uma esporádica folheadela no dentista.

Ficamos assim a saber que um blogger "famoso" fez uma festa badalada (e fotograficamente documentada em várias revistas) para comemorar o seu primeiro ano na blogosfera (ahn?!?), que o Nicolau Breyner se está a divorciar da sua quinta mulher, que embora sem confirmação se suspeita que Angelina Jolie e Brad Pitt estão a enveredar pela mesma solução, enquanto ponderam comprar uma ilha grega, que aliás parecem estar em saldos para milionários, sendo que é dado que Johny Depp já comprou uma, que Alberto do Mónaco batizou os seus filhos gémeos, e que por esses dias um dos seus sobrinhos, filho da sua irmã Carolina, também casava pelo civil com a devida pompa, além de uma série de outras notícias igualmente de grande relevo. 

Mas pronto, aliadas a estas também não faltaram os resumos dos próximos capítulos das telenovelas portuguesas, sempre de vento em popa para ter os maus mais mais de toda a humanidade e os bons mais panacas de todo o planeta que caem em todas as trapaças.

Não sei se influenciada por este clima fofoqueiro, também passei o tempo a fotografar uns vizinhos próximos, antes que desalvorassem para outras paragens (o que realmente veio a acontecer, antes de voltarmos para Lisboa):

Eis a rolinha junior antes de aprender a voar e de abandonar o seu ninho...

... e a parentela que esvoaçava por ali perto e alimentava a pequena ave.

Enfim, felizmente foram só dois dias, o chato da coisa é que tive de pôr de lado outros planos que não se chegaram a concretizar, pois o tempo não é elástico.  Mas, quem sabe... numa próxima oportunidade? (e sim, também dei um avanço nos meus livrinhos, mas sobre esses talvez fale noutro dia)

sábado, 1 de junho de 2013

HANDS OFF!

Foi este o cartaz exibido no Parlamento Europeu por alguns dos seus deputados, exigindo que a Troika abandone os países intervencionados. A foto é do facebook, já que o facto foi ignorado ou pouco divulgado na imprensa portuguesa.

Hoje, o movimento "Que se lixe a Troika" promove manifestações em 102 cidades de 12 países europeus, 18 delas a decorrer em Portugal. Será que o povo português vai sair à rua e manifestar-se ou correr para as praias e trabalhar para o "bronze"? Não sei, não, só tenho a certeza que vou andar pelas ruas...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ASSIM VAI O MUNDO...

Triste, sangrento, violento, em guerra e sofrimento, onde grassa a miséria, a droga, a doença, a crueldade e a prostituição. Para além de inúmeros preconceitos rácicos, sexistas, homofóbicos e por aí adiante. A avaliar pela exposição da World Press Photo, que esteve em exibição até ontem no museu da Eletricidade, em Lisboa. As imagens premiadas foram divulgadas na imprensa de todo o mundo ao longo de 2012 e retratam vários pontos do planeta. Em legenda, uma das fotos referia que o foto-jornalismo eficaz era aquele que captava a nossa atenção pela cabeça, coração e estômago. De facto, a grande maioria é impressionante e atinge-nos quase que fisicamente...

O primeiro lugar na categoria de "Vida Quotidiana" coube ao português Daniel Rodrigues, que captou um grupo de jovens a jogar à bola num campo de um antigo quartel na Guiné-Bissau. Num jogo que se adivinha aguerrido, mas bem mais suave que a maioria das restantes fotografias.

Felizmente, no exterior, a vivência era mais serena, pacata e colorida, com barcos a navegarem no Tejo, desportistas de fim-de-semana nos seus treinos habituais e até uma pequena feira zen (era o que referia a publicidade) de mercado de plantas, frutas e legumes, trocas, artesanato e de exercício físico (isto de pedalar sem sair do mesmo sítio tem que se lhe diga!), pelo que pude constatar, que não visitei todas as tendinhas.

Se não houve cereja no topo do bolo, pelo menos uma mão cheia delas sempre deu para deliciar o palato, no regresso a casa. Enquanto a vida puder ser mais saborosa que noutros cantos da Terra...


* todas as fotografias são minhas, óbvio que a primeira colagem e a imagem  seguinte são fotos de algumas das fotografias exibidas na World Press Photo.

domingo, 19 de maio de 2013

É NOTÍCIA OU NÃO?

Em tempos, um professor de jornalismo ensinava que se uma situação ou um facto não fosse divulgado era uma não-notícia, tal como se nunca tivesse existido. Confesso que essa "abstração" ainda hoje me confunde: mesmo não chegando ao conhecimento geral da população, não altera em nada a perceção dos eventuais intervenientes. Segundo ele, competia aos diretores dos órgãos de informação estabelecer quais as notícias que tinham interesse divulgar.

Em algumas questões compreende-se perfeitamente, nomeadamente no que toca aos suicídios: as taxas e estatísticas são noticiadas de vez em quando, mas os métodos e a personalização dos indivíduos e casos não. Dizem os entendidos que se segue uma onda de mimetismo de outros, igualmente desesperados. E o mesmo se diga em relação a assaltos, por exemplo - parece que os possíveis assaltantes "agradecem" ideias que lhes possibilitem ser bem sucedidos a dar o golpe.

Contudo, não deixa de ser estranho quando um assalto a uma estação dos CTT das redondezas (São Domingos de Benfica) não vira notícia - ainda por cima presenciada pelos funcionários e por vários utentes dos serviços (fora todos os restantes cidadãos que se deram conta do aparato policial que se seguiu) - e é "apagada" como se nunca tivesse acontecido. Ou mais ou menos, que parece que passou numa rádio um breve relato. Como não podia deixar de ser, foi um susto para toda a gente que se encontrava nos correios na hora "errada" e que, de caminho, também foi assaltada. Mas claro que se soube na vizinhança, com mais ou menos pormenores. Fantasiosos ou não.

Não assisti, só soube a posteriori. Porém, ao pesquisar na net, descobri o porquê da falta de interesse em divulgar: não é caso raro e a política dos CTT passa por não fornecer dados aos jornalistas. Portanto, nunca chega a ser notícia, mas facto é que aqueles momentos de 5ª feira passada não se se volatilizaram da memória de quem os viveu... Agora, pergunto eu, sem pretender dar azo a alarmismos despropositados: não era preferível noticiarem casos destes, em vez de ficarem a assobiar para o ar, como se nada tivesse acontecido? É que a confiança dos leitores (e dos telespetadores) numa imprensa livre também se afere por aí... 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SÉRIES INTEMPORAIS?

Na sua edição de 23 de março, o semanário "Expresso" publicou um artigo intitulado "50 séries que toda a gente deve ver", numa seleção realizada pelo críticos da "casa", declaradamente subjetiva (como só pode ser), seguindo critérios que "deram ênfase à qualidade cinematográfica, à originalidade dos argumentos, ao brilhantismo das interpretações, à capacidade de mudar a forma como se vê televisão e ao impacto provocado junto ao público".

Embora nos últimos anos não siga muito a programação televisiva - uma vez que não há tempo para tudo, tornei-me mais seletiva - na minha modesta opinião, e em relação às séries de comédia, a memória dos críticos foi fracota. OK, é possível que não seja coincidente e atualmente  algumas estejam um pouco "datadas", mas ninguém me tira as gargalhadas que dei com estas (em que só uma consta na lista do jornal):  

Seinfeld

Allô, Allô!

Viver no campo

Fawlty Towers

Cheers - Aquele bar

Black Adder

Soap

Alguém se lembra de cada uma delas ou é só o meu sentido de humor que está desfasado com o dos críticos do semanário? E já agora, quais foram as vossas séries de comédia preferidas?

ADENDA a 5 de abril de 3013  - todas as legendas a azul; obrigada a todos pela participação, e parabéns à Papoila, que identificou e nomeou todas as séries.

Imagens da net. (o que logicamente dá lugar a pesquisas, mas não é essa a questão...)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

NO REINO DA FALSIDADE...

Os últimos dias têm sido pródigos em falsas notícias de jornal. E nem sequer estou a referir aqueles "jornalistas" que em compadrio com os governantes (ou qualquer dos outros partidos) faz o "jeito" de só noticiar o que lhes é favorável: isso além de não ser jornalismo, na verdadeira aceção da palavra, só revela a (má) qualidade do jornalismo reinante em alguns órgãos de comunicação. Não exclusivamente portugueses, note-se! 

Começou há bastante tempo com a imprensa falsa e pretensamente humorística, que pulula no facebook e que, na prática, só serve para desinformar - há sempre quem não entenda que se trata de um chiste e não de uma verdadeira notícia, e toca de partilhar como se não houvesse amanhã. Também não faltam fotos manipuladas, que se em alguns casos são mera brincadeira (como no exemplo acima), noutros pretendem denegrir a imagem de pessoas ou empresas. Juntam-se umas correntes de pessoas desaparecidas, por vezes também de cães, gatos ou outros animais de estimação, doentes a precisarem de transfusões de sangue ou de medula, uma série de carros roubados e a malta, solidária, não perde tempo a verificar a veracidade da coisa: publica! 

Outro facto que também é curioso é que, se antigamente as notícias partiam das redações jornalísticas e depois eram comentadas (ou não) nas redes sociais, agora muitas vezes acontece o contrário: o que foi "notícia" no facebook passa para os jornais e televisões. Com efeitos perniciosos, no geral, ou em detrimento de notícias realmente relevantes.

Assim, só ontem foi anunciada a morte de Pelé, um suposto ultimato dos jogadores do Real Madrid para despedir o treinador José Mourinho foi desmentido pelo próprio presidente do clube e o jornal "El País" publicou uma fotografia falsa de Hugo Chávez. Não sei a quem interessa a desinformação do público em geral, mas certo é que há gente empenhada e a trabalhar afincadamente nesse sentido...

Entretanto, uma revista de meia tigela divulgou em primeiríssima mão que Louis Armstrong tinha sido recentemente entrevistado pela Oprah, confessando que tinha sido dopado. Igualmente curioso é que foi essa "notícia" - aparentemente verdadeira (conteúdo à parte!), acompanhada da foto da página e mero fruto da ignorância de um qualquer jornalista estagiário - que os big bosses do facebook resolveram censurar. E esta, hein?!? 

BOM FIM DE SEMANA!

Imagem do facebook.

domingo, 29 de julho de 2012

VÃO ROUBAR PARA A ESTRADA!

A notícia é do "Diário de Notícias" de junho e refere-se apenas ao primeiro trimestre de 2012: "Via do Infante perdeu 56% do tráfego", após a introdução das portagens.

Já em julho, o "Público" noticiava que o sistema de cobrança das portagens na via do Infante tinha gerado confusão e incompreensão entre os turistas estrangeiros, maioritariamente espanhóis, que nos visitam no verão, como podem ler aqui.

Independentemente de se concordar ou não com as portagens (será que alguém concorda?) numa via rápida que foi construída para tentar aliviar o trânsito da estrada nacional 125 - considerada uma das mais perigosas do país, com múltiplos acidentes mortais todos os anos - não restam dúvidas que o sistema de cobrança eletrónico da via do Infante é simplesmente anedótico, para não dizer aberrante. Para estrangeiros e nacionais!

Senão, vejamos: quem tem via verde (ou um outro dispositivo específico), passa no pórtico eletrónico e depois o pagamento é retirado da sua conta bancária. Mas quem não tem, como faz? O tal sistema regista a matrícula do veículo e depois o condutor tem um prazo de 5 dias úteis para se dirigir aos correios e pagar, mas já acrescidos de "custos administrativos" - quando não, recebe a multa posteriormente, podendo esta atingir os 75 euros...

Acontece que as estações de CTT algarvias têm um horário de funcionamento muito sui generis: umas só estão abertas de manhã, outras fecham às 16 horas e/ou para almoço, suponho que só as das maiores cidades têm um horário completo. Na única onde entrei, a bicha chegava até à porta, com um único funcionário no atendimento ao público. Dei meia volta e saí, que felizmente não ia pagar nenhuma portagem!

Aliás, não faço a menor ideia se a antiga SCUT (Sem Custos para o UTilizador) está muito movimentada ou "às moscas", que ainda não passei por lá. Nem tenho intenção de passar, a não ser no caso de uma eventual urgência. Sovinice?! Nem por isso! Se os governantes decidem ir roubar para a estrada, prefiro seguir por outros caminhos... 

Imagem do "Diário de Notícias", via net.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CURSINHO ACELERADO, HEIN?

A agitação e a indignação, quando se soube que Sócrates tinha terminado o seu curso de engenharia via fax - numa universidade privada que já nem existe - num domingo, foi mais que muita! Certo é que ele tinha sido eleito, democraticamente, por ser líder do PS, não por ser engenheiro. Mas tinha ali um ponto fraco...

Coelho, o atual PM - aquele que se fartou de bradar aos céus e à população em geral que o seu antecessor era um mentiroso (com mais ou menos eufemismos!) - também não se pode gabar de um percurso universitário notório, ponham pilhas daquelas que duram e duram até ele acabar o curso (nem sei de quê, nem interessa nada!), lá para os 37 anos, numa outra universidade privada. E quem escolheu ele como seu braço direito no governo? Miguel Relvas... ministro-adjunto e dos assuntos parlamentares, com um "currículo profissional" certamente invejável, como se pode ler nesta notícia de ontem no jornal "Público".

Bem sei que todos sabem ler (e escrever), mas para resumir o link, os factos falam por si: Relvas andou literalmente a pastar pela universidade Livre (atual Lusíada), privada como convém a quem não obteve notas suficientes para entrar no ensino público, onde foi aprovado numa única cadeira, de Ciência Política e Direito Constitucional, com 10 valores (no ano letivo de 1984/85), no curso de Direito; mudou para o curso de História e, posteriormente, para Relações Internacionais, na mesma universidade, mas não fez mais nenhuma cadeira; em 2006 inscreveu-se na universidade Lusófona, que supostamente apreciou o seu "currículo profissional" de deputado e de secretário de Estado, e num ano terminou o curso de Ciência Política e Relações Internacionais, equivalente a 3 anos e 36 cadeiras. Digam lá se não houve ali um rasgo de génio ou de iluminação?

Para além da saloiice de ele considerar importante ter um passado "universitário", mesmo que assim à songamonga, se isto não é gozar com quem estuda (ou estudou), que ele de viva voz aconselhou a emigrar, não sei o que é...  

Imagem da net.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

AVERIGUAÇÕES PARA QUÊ?

O processo de averiguações da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (vulgo, ERC), no que se refere às alegadas pressões do ministro Miguel Relvas sobre jornalistas do "Público", até dava para rir, se não fosse tão revelador da falta de vergonha na cara dos atuais governantes e do papel a que estas entidades, institutos e instituições se prestam (leia-se, dos seus órgãos decisórios e dos elementos que os constituem). Papel de embrulho, está claro!

A notícia do jornal "Expresso" é esta! Que em resumo esclarece o seguinte: o ministro vai ser ilibado, falta escrever o respetivo relatório; dos cinco elementos da ERC - onde bastam 3 votos para chegar a uma conclusão - dois foram indicados pelo PSD, outros dois pelo PS, o quinto convidado por Passos Coelho (cooptado quer dizer que todos os outros elementos concordaram ou a concordância foi entre os dois partidos?); acresce que uma delas, a ex-jornalista Raquel Alexandra, é amiga pessoal do ministro. Quer dizer, bem sei que a maioria dos tugas tem aversão à matemática, mas neste caso não há como falhar na contagem...

Esta maltosa deve de achar que os tugas só andam cá a ver passar os comboios. Ou que estes "processos" passam despercebidos, com o entusiasmo da bola. O pior é que em parte têm razão! 

Comecem bem o verão, que hoje se inicia, lá para as 11 e picos da noite! (e tratem de ser menos distraídos, OK?) 
      
Imagem do cartoonista Luís Afonso, suponho que publicada no jornal "Público" (que ele colabora com outras publicações), via facebook.

terça-feira, 29 de maio de 2012

UM OUTRO OLHAR SOBRE LISBOA...

A Teresa, do blogue "Os meus óculos do mundo", já tinha divulgado um vídeo, um pouco longo, sobre a presença de Anthony Bourdain em Lisboa e a reportagem que efetuou no seu programa "No Reservations". Desta vez foi um colunista do "The New York Times", Frank Bruni, que passou por cá e escreveu um artigo que elogia os múltiplos encantos da capital. Podem ler o artigo na íntegra aqui, mas aviso desde já que é bastante longo e, obviamente, está em inglês. Ou, muito resumidamente, na revista "Visão" on line.

O curioso da história é que Frank só estava de passagem por Lisboa, durante umas meras 24 horas, antes de seguir para o Porto, onde iria realizar uma reportagem gastronómica e de prova de vinhos (pelo que se deduz), o verdadeiro objetivo da viagem. Fez um voo noturno desde Nova Iorque e quando pensava ir descansar de uma noite em claro no hotel lisboeta, negaram-lhe a entrada, que a reserva era só para umas horas depois. Com esta receção pouco auspiciosa, o mais natural é que banisse para sempre o nome da cidade do seu roteiro de férias. E aí talvez resida a diferença entre quem é cidadão do mundo ou um turista ocasional - como não havia volta a dar ao assunto, resolveu dar um passeio pela cidade... 

Ele e o seu companheiro, Tom (e não me perguntem se de viagem ou de vida, que não sei, nem quero saber), não tinham mapa, roteiro ou agenda que lhes guiasse os passos, mas os seus olhos incidiram lá no alto da colina onde se ergue o castelo de São Jorge e, intuitivamente, seguiram na sua direção. A calçada lisboeta em "mosaicos de pedras brancas e pretas", os azulejos coloridos nas frontarias dos edifícios foram uma "revelação",  "como se Lisboa usasse as jóias a que as outras cidades nem ligam". E quando chegaram ao topo da colina, com a vista panorâmica sobre os telhados vermelhos e o azul do rio Tejo, Frank prometeu ao companheiro: "Eu vou voltar!"

Dois anos volvidos sobre esse fascínio que Lisboa exerceu sobre ele logo de início, já regressou em duas ocasiões - em setembro do ano passado e em abril deste ano. No artigo dá dicas sobre os locais a visitar, entre miradouros, museus, igrejas, restaurantes e até uma livraria sui generis, mas aprecia a liberdade de não ter uma agenda quase que obrigatória para seguir um roteiro turístico, como acontece noutras capitais europeias. Segundo ele, conforme se deseja um momento de maior serenidade ou diversão, assim se ruma em direção a cada colina ou local. E não é que concordo inteiramente?

Pergunto também aos meus botões, fechos éclair ou colchetes porque é que ando há tanto tempo a adiar uma (re)visita ao castelo, quando um estrangeiro não a deixa escapar? Será preguiça de palmilhar a encosta, pouca vontade de me levantar cedo a um fim de semana ou por saber que está logo ali ao virar da colina? Ah, pois é, qualquer dia já não há pernas para lá chegar...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

SORRISOS... PRECISAM-SE!

Já ouviram falar de Martim Dornellas? Talvez não, o que também não é para admirar - trata-se de um designer criativo, que aprecia estampar um sorriso no rosto de quem com ele se cruza. Como os tempos não estão fáceis - e nas cidades abundam cidadãos mal-encarados ou cabisbaixos - resolveu desenvolver uma campanha, que intitulou de "Projecto Amélie" (alegadamente baseado no filme "O Fabuloso Destino de Amélie"). Em que consiste? Escreveu várias mensagens positivas e transformou-as em autocolantes, que vai colando aleatoriamente nos locais mais imprevistos das ruas de Lisboa, onde reside...

O objetivo é claro: "abanar" as pessoas do marasmo e da rotina em que se encontram e... fazê-las sorrir! As redes sociais deram projeção à sua campanha, que se estendeu a outras cidades do país com novos aderentes, e o jornal "Público" divulgou-a aqui. Há gente fantástica, não há?

Boa notícia foi também o nascimento da menina da LopesCa (para quem conhece das lides blogosféricas ou facebookianas), dia 17, com mãe e filha linda a encontrarem-se bem, a par do pai babado. Desejo imensa felicidade para toda a sua família!

SORRIDENTE E FELIZ FIM DE SEMANA PARA TODOS!

(Obrigada, Ana!)
Imagem da net, suponho que de outro mentor de campanhas alegres e positivas!

domingo, 20 de novembro de 2011

ISTO-É-UMA-ESPÉCIE-DE-JORNALISMO?

Imaginem que alguém pretende demonstrar um ponto de vista - o de que os atuais estudantes universitários  portugueses são uma cambada de ignorantes! Para tal, arranja uns parceiros para acompanhar com câmaras vídeo e fotográficas e, munido de 2 inquéritos, com 10 perguntas básicas cada, resolve entrevistar 100 alunos. Para evidenciar a seriedade do que se propõe revelar ao mundo, circula à volta de algumas universidades lisboetas onde estudantes nunca faltam e - com o que eles gostam de ser filmados e fotografados - a tarefa não é muito árdua e decorre num clima informal, como convém. As perguntas são tão fáceis (segundo julga!), que a obrigação deles é acertar à primeira. Mas não: aqui e ali hesitam, erram, têm lapsos de memória ou não sabem de todo.

Mesmo assim, após analisar as 2000 respostas (ou um pouco menos, já que uma aluna desistiu de responder a meio), a prestação dos jovens não se revelou tão elucidativa quanto esperava. Então o que fazer com os resultados? Pois, um videozinho com algumas das gaffes mais estapafúrdias e toca de o colocar no Youtube - 4 minutos de risota garantida... Mas, não contente com isso, ainda um artigo numa revista de projeção nacional e parcialmente on-line, evidenciando as falhas dos estudantes, que intitula "A ignorância dos nossos universitários". Demonstrou... ou não?!?

Essa ideia tão "fantástica" passou pela redação da revista "Sábado", que encarregou os redatores  André Barbosa e Tânia Pereirinha de prestar esse extraordinário "serviço informativo" à nação: o vídeo foi um sucesso de indignação no facebook, sendo divulgado e partilhado até à exaustão, com muitos comentários jocosos à mistura.

Mas, como há sempre o reverso da medalha, João Ladeiras (um dos jovens alvo deste inquérito) tem outra versão: respondeu às 10 questões corretamente, mas cometeu uma gaffe ao declarar ser Miguel Arcanjo o pintor do teto da capela Sistina (confusão devida ao externato que frequentou com o mesmo nome). O que emendou de seguida, ao dar-se conta do erro, como alguns colegas puderam testemunhar. Claro que a correção foi omitida tanto no vídeo como no artigo em si. Ora se o procedimento jornalístico com ele foi esse, terá sido diferente com os restantes alunos? Tinham de acertar à primeira e... mainada!

Antes de desancarem os "ignorantes", já pensaram se esta "moda" pega? Se de hoje para amanhã resolvem repetir o "método" em salas de professores, gabinetes médicos, tribunais ou ordens profissionais, por exemplo? Um erro momentâneo e... TARUZ, vira-se motivo da chacota nacional?!? Curioso, já agora,  seria elevar um bocadinho o nível das questões e inquirir os jornalistas da "Sábado", não para "avaliar" a  sapiência que reina naquela espécie-de-magazine-repleta-de-cultura-e-inteligência, mas para nos pasmarmos todos com tanta erudição...

Lamento, mas "jornalismo" desta laia não merece aqui mais que comiseração! (e não, não conheço nenhum dos intervenientes no  inquérito, pessoal ou sequer vagamente, a queixa do estudante encontrei no FB!)

Imagem de uma cena do filme "O Padrinho" (1972), da net, onde Marlon Brando protagoniza o principal papel. (o ator abandonou a carreira em 1980, regressando mais tarde - em papéis secundários e esporádicos - devido a dificuldades financeiras). Como é que estudantes que rondam os 20 anos vão saber disso, se não forem cinéfilos empedernidos?
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VERDADE OU MENTIRA?

Por acaso foi o filme de Billy Ray, "Verdade ou Mentira" ("Shattered Glass", no título original), que vi recentemente no canal Sony, que me recordou uma série de casos que abriram noticiários e foram parangonas nos jornais, sem que depois fosse dado o devido seguimento, muito menos conclusão.
O filme foca a história verídica de um jovem jornalista sem escrúpulos que, para progredir mais rapidamente na sua carreira, inventa várias notícias sumarentas, factos inexistentes, pessoas e empresas fictícias, declarações nunca efectuadas. Com bons resultados, porque ao fim de três anos Stephen Glass já chegara a editor do "The New Republic", um dos jornais políticos americanos mais conceituados, a par de colaborar noutros órgãos de informação. Até ser desmascarado por um jornalista de uma publicação concorrente. O que lhe aconteceu, à parte ser despedido? Nada de grave! Foi estudar Direito, consta que exerce advocacia e publicou um livro supostamente auto-biográfico intitulado "The Fabulist", em 2003 - no mesmo ano em que o filme foi realizado.
Dito isto, o filme vale a pena, mesmo não aprofundando demasiado certas questões éticas, para ficarmos com uma ideia até onde um mentiroso compulsivo pode chegar no jornalismo. Gostei especialmente do estratagema de "receber" telefonemas de entidades importantes, quando reunido com outros colegas. E, claro, do desempenho dos actores, que podem visionar neste trailer.
Então e por cá, o que aconteceu a esses jornalistas que "fabricaram" notícias, plagiaram artigos de publicações estrangeiras, reportaram "algures no deserto", inventaram encontros políticos em torno de uma vichyssoise (para outros publicarem, note-se!) ou se alojaram em casas camarárias destinadas a famílias mais carenciadas? OK, escusam de adivinhar onde é que eles andam...

Imagem de cena do filme da net.

domingo, 14 de agosto de 2011

METRO E MEIO

Perdi a conta aos anos que passaram desde a última vez que saí num Sábado à noite, para ir beber um copo, ouvir música e conversar. A dois, tal como nos tempos de namoro! Desta vez proporcionou-se, com a família e amigos de férias ou de fim de semana prolongado, entre o ir e o voltar. O bar que escolhemos foi um daqueles que recordávamos pelo seu ambiente acolhedor, longe do bulício das zonas mais movimentadas das noites lisboetas - o "Metro e meio"! 
O piano permaneceu mudo, o que foi pena, mas já se sabe que nesta altura do ano a debandada de Lisboa é geral e os pianistas também têm direito à vida. Ou a férias. Ou a contratos sazonais mais rentáveis. Ou tudo isso em conjunto. O bar estava calmo e sossegado, com meia dúzia de mesas ocupadas, a conversa fluiu como sempre. No final, pagámos a conta no balcão em U, onde havia uma televisão que estava a exibir os últimos minutos do jogo de sub-20 entre Portugal e a Argentina, empatados a zero. Não ligo muito a bola, mas o maridão ficou logo atento...
No regresso a casa, como leitor habitual de jornais desportivos, explicou-me que a equipa estava a disputar os quartos de final do campeonato do mundo, que têm escrito "cobras e lagartos" sobre ela, nomeadamente que os jogadores são "coxos" e que o treinador "não presta para nada". Em resumo. E é isto que nem eu nem ele entendemos: porque é que em vez de apoiar a equipa portuguesa, que afinal de contas é uma rapaziada com cerca de 19 anos ou coisa, que certamente cometerá os seus erros, a malta prefere logo dizer mal e criticar? Mentalidade mesquinha, é o que é!
Os rapazes ("coxinhos", coitadinhos!) lá conseguiram passar às meias-finais, já na fase das grandes penalidades. Garantido é que os "críticos" vão embandeirar todos em arco, como se tivessem comido muito queijo...
O "programinha" a dois, está claro, será para repetir numa próxima oportunidade, assegurando que nessa haja música ao vivo!
 
Imagem da net.

terça-feira, 28 de junho de 2011

HISTÓRIAS DE OUTROS TEMPOS...

Almanaque significa publicação anual com calendários, informações científicas, tabelas e, muitas vezes, alguma literatura amena, segundo revela o dicionário. E foi o que encontrei neste livro de 1954, a par de conselhos, passatempos variados, informações de vária índole, obviamente já bastante desfasadas no tempo, mas que têm a sua piada. Bom, em 1954 ainda nem sequer era nascida, a compra do livro deveu-se a um pequeno pormenor: o nome do meu pai figurava numa única linha, como atleta do CDUL e que nesse ano obteve um título individual na modalidade de salto à vara. Três metros, vejam a façanha! 
Por estes dias tem constado que o Estádio Universitário de Lisboa vai fechar, por falta de verbas (para não variar), mas não estou inteirada do problema. Espero apenas que não seja mais uma "negociata da China", de venda de terrenos e tal, como aconteceu com a Feira Popular de Lisboa, que tanto quanto se sabe passaria a funcionar num terreno em Monsanto, mas até hoje... népias!
No entanto, regressando ao almanaque - e sem sequer entrar no moralismo inerente, comum na época - para além dos tais calendários (religiosos, de nascer e pôr do Sol e da Lua ou de marés), a leitura light, como hoje a apelidaríamos, padece do mesmo mal de que são acusados alguns jornalistas nos dias que correm: invenção pura! Será que sempre existiram? Nas poucas historietas que li, uma refere sobre o título "E Assim Nasceu a Moda", que Eva (a do Adão, está claro!), depois de um banho de rio num dia soalheiro, resolveu trocar a folha de parra por uma de figueira, ahahah! Que modernaça! Mas outra, sobre a origem do chá, é ainda mais tenebrosa e surreal, sobre um apóstolo budista japonês, que visitou a China no século VI d.C., que jurou ficar para sempre de joelhos e não dormir, mas um dia adormeceu e como auto-punição cortou as pálpebras e lançou-as ao solo e, por milagre (budista?), estas enraizaram e cresceu um arbusto que deu origem às folhas de chá. Versão nada relacionada com a história vulgarmente aceite, que  pode ser lida aqui.
Enfim, tem umas charadas e uns hieróglifos comprimidos que ainda vou tentar deslindar (quais batotas? as soluções só saíam no almanaque do ano seguinte...) e me pareceram engraçadas, mas, mesmo assim, 57 anos volvidos, a linguagem e as palavras usadas parecem-me bastante diferentes...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ENTÃO... QUEM É QUE SABE?!

Quando as televisões privadas surgiram em Portugal a expectativa era que trouxessem mais variedade e animação às programações então pouco imaginativas da RTP. E trouxeram, em parte, mas juntamente com muito telelixo (palavra que ficou famosa, por ter determinado o despedimento de João Carreira Bom como cronista do "Expresso"): quando se julgava que não podia haver pior, surpreendiam-nos sempre com mais. E continuam a surpreender, se bem que a televisão por cabo também se esmera nesse capítulo. As americanices conseguem bater todos aos pontos, sem margem para dúvidas!
Se o ridículo matasse, este "Não sabia que estava grávida"  nunca teria sido concebido, muito menos veria a luz do dia. Que é como quem diz, nunca entraria pelas nossas casas adentro através de um ecrã. Começa com um aviso que pode ter imagens chocantes para pessoas mais sensíveis. OK, a malta aguenta! E depois repete a mesma história até à exaustão, alterando apenas as variantes de cada caso: uma que passou o tempo todo a tentar emagrecer após a primeira gravidez, sem grande sucesso; outra que tomou um remédio que lhe cortou o efeito da pílula; uma terceira porque o teste lhe deu negativo; etc., etc. e tal. Todas um bocado distraídas, mas pronto, pode acontecer.
O que é que não podia acontecer nesses programas? Pois, que filmassem as cenas do parto, né? Então se elas não sabiam e julgavam estar com uma dor de barriga ou uma apendicite, alguém ia filmar? Mas não! Aparece a cena toda de uma a expelir o bebé na sanita (leram bem!), doutra na banheira, de uma terceira a entrar num hospital, de médicos atrapalhados perante a situação e a ligarem aparelhos, delas aos gritos, dos maridos assustados, crianças ensanguentadas, cordões umbilicais, toda a parafernália da praxe. Como? Só resta uma explicação:  desejosas que aquele momento se eternizasse e fosse dado a conhecer ao mundo, resolveram recriar cada segundo desse sofrimento angustiante perante as câmaras! Actuando como actrizes no próprio filme, em parceria com companheiros, familiares, médicos (ou outros por eles) e, claro, produtores televisivos desejosos de conferir autenticidade às imagens. O que não se faz por 5 minutos de fama?!
 
Imagem da net.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ANÚNCIOS ESTRANHOS

"Rapaz de 30 anos, casado, de Setúbal, procura senhora meiga, carinhosa, para um caso amoroso. Sou muito meigo. Fico à espera. Tel: XXX."
Anúncios deste género ainda saem na imprensa portuguesa, mas fico sempre na dúvida se se trata de uma brincadeira (ou vingança?), de uma "prestação de serviços" (do "rapaz" à senhora, note-se!) ou, na remota hipótese de ser apenas um meio de procurar um relacionamento, se alguma mulher lhe responderá...
Nada de confusões, não é uma questão de moralismo pelo facto do "rapaz" afirmar ser casado - o que não faltam por aí são "facadinhas no matrimónio", sem distinção de sexo - mas com esta premeditação? Não havia uma colega, uma vizinha ou qualquer outra fulana vagamente conhecida (mesmo que virtual, tão em voga) que preenchesse os vagos requisitos de carinhosa e meiga? Estranho, no mínimo!
A possibilidade de alguém se querer aproveitar da solidão ou fragilidade alheia também não é de descartar. Não cabe ao jornal ou revista indagar a veracidade do texto, apenas publicar! E como fica a ingénua (só pode) que caia num embuste deste tipo?

Imagem daqui.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

NOTICIAR OU SILENCIAR?

Todos sabemos que algumas notícias não devem ser divulgadas, pois corre-se o risco de surgirem logo de seguida uma série de macacos de imitação, para obterem os seus 5 minutos de fama (ou nem isso) originando um facto semelhante. Por exemplo, se alguém se suicida atirando-se da ponte X, surgindo a notícia nos media, logo aparecem outros a copiar o acto desesperado. Ou se uma escola fecha por ameaça de bomba - provavelmente ideia de um qualquer cábula que não estudou para o teste e para evitar o desaire - logo outras escolas recebem telefonemas idênticos e quase todas elas passariam mais tempo encerradas do que a cumprir a sua função. Até aqui, suponho que todos concordamos.
Mas o caso muda de figura, quando algumas circunstâncias do nosso dia a dia parecem ser deliberadamente ignoradas pelos meios de comunicação, que entretanto nos impingem todas as desgraças do planeta, discursos políticos ou económicos longos e fastidiosos - mas na longa linha dos poderosos, que os restantes são sistematicamente banidos do mapa -, bola, bola e mais bola, com os respectivos protagonistas a encherem o ecrã ou as páginas de trivialidades que pouco interessam, desde o que comeram ao almoço, ao quanto amam a nova namorada ou se quando eram pequeninos tinham o hábito de tirar macacos do nariz!
Assim, a censura, que não existe como tal, toma o nome de linha editorial, ao abrigo da qual tudo o que não  interessa revelar passa a não existir... Topam? E porque é que não interessa revelar? As razões são variadas, mas a primordial é velar pela segurança e bem-estar da população, que mantida na ignorância não terá ainda mais razões para se revoltar. Simultaneamente, também se cuidam dos próprios interesses, do bom nome de pessoas ou empresas, especialmente dos parceiros e amigalhaços administradores.
Quem disser que foi impedido de usar um transporte público devido a uma ameaça de bomba, que estava numa carruagem que incendiou, que participou numa manifestação de protesto, entre tantos outros "esquecimentos" noticiosos, arrisca-se a encontrar sorrisos trocistas e incrédulos pela frente! A mim, só me parece um déjá vu...

Imagem da net.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

MAIORIA APOIA NOVAS PORTAGENS?!?


Se há títulos enganosos, este é um deles, saído na primeira página do jornal "Expresso" desta semana (com chamadas para a página 9 e 16, para a leitura ser mais compreensível, "às pinguinhas"): trata-se de uma sondagem (?) sobre um eventual acordo entre PS e PSD, para aplicar portagens nas SCUT do país. Os dignos representantes parlamentares do povo, em conluio contra muitos daqueles que os elegeram - e até contra alguns autarcas de ambos os partidos!
Embora estas medidas só me afectem esporadicamente, a curiosidade de saber o que pensam aqueles para quem pode representar mais um rombo no orçamento mensal, instiga-me a uma mini-sondagem - limitada, mas possivelmente mais fidedigna:
1. Deve ser cobrado o pagamento de passagem nas SCUT?
2. Admite excepções* à cobrança das portagens nas SCUT?
3. Considera razoável cobrarem portagens nas auto-estradas em obras, que duram meses, por vezes com grandes filas de trânsito, em alguns troços apenas com uma faixa de rodagem e com uma velocidade permitida de 50km/hora?
As duas primeiras são da sondagem efectuada pelo semanário, a última já é da minha lavra, mas já que estava com a mão na massa... E as respostas são de "Sim", "Não", ou "Estou-me nas Tintas" (mas à vontade para acrescentar mais qualquer coisinha, se assim o desejarem)! Conto com a vossa participação, para verificar se concordam com tantas "sombras" no território nacional...
*******
* exceções, no original!

Imagem recebida por mail.
(Obrigada, Paulinha!)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

BEIJOS INFLAMADOS

Quem não se lembra do olhar compungido de José Rodrigues dos Santos ao noticiar, na abertura do Telejornal, mais casos da "pandemia" da gripe A (aka, H1N1 ou gripá) anunciada durante o Verão passado? Em que os números cresciam a olhos vistos, sem no entanto se dar conta dos doentes que entretanto se curavam? Enfim, longe ser o único, o assunto foi batido de toda a maneira e feitio pelos media, tornado sensação, pondo em pânico a população - já de si tendencialmente queixosa e enfermiça na sua imaginação - e depois... PUFF!... o "papão" eclipsou-se!

Para lá de todos os possíveis contornos de conspiração de indústrias farmacêuticas, negociatas governamentais e sei lá que mais, consta que este ano o número de casos de gripe (A + a outra) até diminuiu significativamente, em Portugal! Hummm... assustar a malta com doenças e divulgar cuidados higiénicos básicos parece que ainda dá resultado...

Mas vá, enquanto o pessoal continuar a conviver, tocar e beijar, sem entrar em paranóia que vai cair para o lado no momento seguinte, não é grave!


Composição fotográfica na net, de autor desconhecido.