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domingo, 21 de abril de 2013

OUTROS JOGOS...

Fotografia de Ian Britton.

Hoje há jogo de futebol entre as duas equipas da 2ª circular, mas esse está longe de ser o destaque da semana - o denominado "derby lisboeta" realiza-se todos os anos, com maior ou menor interesse para os resultados do campeonato nacional.

O destaque é devido a uma interrogação da Joana Lopes - num post publicado no seu blogue e intitulado "As multidões gostam de vencedores" - que é dúvida que partilho e aconselho a ler. Nem sempre o que parece é... já dizia o Parménides

sábado, 6 de abril de 2013

ANEDOTA DA SEMANA


"Eu, ressentido,
- Por que me abandonaste, Senhor?
Ele, escandalizado,
- Nada te chega, miserável? Pois não iluminei o Relvas? O homem não se demitiu?
De súbito, o mal-entendido a céu aberto e o gemido, quase o grito,
- Eu pedi esplendor na relva. Relva! Singular…
E Ele, de tão consternado, esqueceu-se da Sua omnipresença e correu ao Estádio da Luz a inspirar Jesus e benzer as traves."


Anedota publicada no facebook por Júlio Machado Vaz, quinta-feira passada. 


Imagem da net.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA

O romance de estreia do jornalista brasileiro Edney Silvestre prende o leitor da primeira à última página, num relato das aventuras e desventuras de dois rapazes de 12 anos, que no início dos anos 60 fazem uma descoberta que os marcará para toda a vida: o corpo de uma jovem mulher loura, esfaqueado e mutilado, na margem de um lago onde nadavam e brincavam, após terem sido expulsos de uma aula.

Nesse dia, 12 de abril de 1961, Eduardo e Paulo sonhavam vir a ser astronautas como Iuri Gagarin, que fazia o primeiro voo no espaço e de lá informava: "Eu vejo a Terra. Ela é maravilhosa. Ela é azul." Mas a inesperada descoberta leva-os antes a uma esquadra de polícia, onde são recebidos como suspeitos da morte da malograda prostituta, por um deles ter um canivete no bolso. Ambos negam conhecer a mulher, mas as atenções só são desviadas quando o marido dela, o dentista da pequena cidade, confessa o crime. No entanto, os rapazes não acreditam na culpabilidade do homem, e iniciam uma investigação por conta própria, com o precioso auxílio de Ubiratan, um velho que reside no asilo, que "pressionam" (palavra em voga, topam?) para se esquecerem de divulgar as suas múltiplas escapadelas noturnas...

"À medida que a investigação avança, vai-se adensando uma trama que envolve racismo, violência sexual e favores políticos, implicando todos os homens poderosos daquela pequena cidade do interior do Rio de Janeiro e fazendo ecoar o aviso que o velho lançara no início: «Nada neste país é o que parece»", resume a contracapa. Para variar, de alguém que o leu!

Nem só por revelar um novo escritor brasileiro a editora Planeta está de parabéns: o livro foi revisto segundo o novo acordo ortográfico, mas, em nota de rodapé, explicam-se os significados de palavras inexistentes no léxico português (de Portugal), o que facilita a leitura.

Além do enredo bem estruturado e da escrita empolgante, gostei do retrato da ambiência de um Brasil de outras eras, ainda muito subordinado a um forte poder local, moralista e conservador, mas com inúmeros "telhados de vidro"...

Citações:
"Os russos mentem para conquistar o mundo, o padre Tomás sempre avisa, em aula de Latim ele avisa: os comunistas mentem. Mas o professor Lamarca diz que são os americanos que mentem, o garoto lembrou-se. Porque eles querem a riqueza do nosso solo, nosso ouro, nosso petróleo, nossas areias monazíticas..."
  
"- Acredito que só se deve pensar no passado se isso contribuir para melhorar o presente. Caso contrário é pura nostalgia.
- Não é nostalgia o que sinto. É vergonha. Passei a vida acreditando que eu era... Que fui um, como se dizia entre nós, um lutador incansável pelas causas da liberdade. Do proletariado, dos miseráveis, dos famintos, das mulheres, dos analfabetos... dos oprimidos. Todos os oprimidos. Não fui. Representei o papel. [...] Não existe liberdade verdadeira sem o reconhecimento da liberdade e vontade do outro. Não sei o que é a vontade de uma mulher."

"Em alguns países a abundância e o luxo desenfreado de uns poucos contrastam, de maneira estridente e ofensiva, com as condições de mal-estar da maioria." (passagem da encíclica Mater et Magistra, do papa João XXIII)

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O Moyle acrescentou um novo final às (vossas) restantes conclusões da minha historieta em aberto, que podem ler aqui. Obrigada!

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FORÇA NESSAS CANELAS, RAPAZIADA!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CASTELO DE S. JORGE

O dia estava assim meio fusco, mas até dava jeito que não estivesse muito calor, que isto de andar a subir e a descer encostas e escadinhas com uma grande caloraça... não é para todos! O passeio há muito estava agendado, acabou sempre adiado por isto ou por aquilo, mas ontem lá seguimos rumo ao castelo de S. Jorge.

Aliando o útil ao agradável, aproveitávamos para comer umas sardinhas numa daquelas tasquinhas e depois fazíamos a visita. Como já não fomos muito cedo (o velho costume de preguiçar na cama ao domingo de manhã) e já estávamos com fome, para lá apanhámos o metro e o autocarro até às portas do castelo e foi por ali que almoçámos, tardiamente. Numa viela toda engalanada de grinaldas dos santos populares, mas um autêntico fiasco, que de frescas e boas não tinham nada, pareciam requentadas da véspera ou sabe-se-lá-de-quando (não entendo estes comerciantes que pretendem manter um negócio assim!). Mas pronto, pagámos e não bufámos e seguimos caminho...

Tal como o Fatifer avisou há uns tempos, os residentes em Lisboa não pagam entrada - bastou mostrar o cartão de contribuinte na bilheteira. Para estrangeiros e outros portugueses, o preço normal é de 7,50 €.

Mas que valem bem a pena, pelos interiores...


... como pela magnifica vista panorâmica sobre a cidade...

... e o rio Tejo:

igualmente, quanto mais alto se sobe (subi, sim, não venham cá com coisas!), mais se alargam os horizontes e melhor ficam as fotografias.

Depois da caminhada ainda nos sentámos numa esplanada a beber uma imperialzita, mas o compagnon de route estava a começar a ficar cheio de bérie-bérie-pic-pic-holandês para vir para casa ver a bola (faltavam cerca de duas horas!), quase fui arrastada encosta abaixo pela mão dele, a tirar fotografias com a outra, até que as pilhas da máquina pifaram. Coitada, estava cansada de tanta atividade e ele... aliviado, que já não havia motivo para mais paragens!

O passeio ao miradouro de santa Luzia ficou prometido para outra ocasião, a viagem de regresso teve uns pequenos percalços (ihihih, nem vou contar!) , mas foi um domingo inesquecível... por todas as razões!

Recantos, encantos, bicharada e outros pormenores que encontrámos pelo castelo e arredores, também ficarão para uma próxima oportunidade...

Parabéns à rapaziada da seleção portuguesa de futebol!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

FESTA, FUTEBÓIS E CARACÓIS!

"Santo António que loucura
o que fiz junto à fogueira
dei um salto a tal altura
paguei caro a brincadeira"

É a quadra popular que encontrei inscrita no verso da bandeira do meu manjerico. Para comemorar o santo António, não porque tenha andado a saltar fogueiras, que nem sei se ainda se acendem aí pelos bairros mais típicos de Lisboa. Ruas engalanadas por balões coloridos, sardinhas assadas, pão, saladas, vinho e cerveja com fartura, depostos em mesas improvisadas, vi até numa rua estreita e insuspeita aqui do bairro, onde a vizinhança se preparava para abancar e o cheiro das ditas na grelha já  pairava no ar. Nem toda a tradição está perdida, portanto...

Porém, cá em casa hoje é dia de festa, com o aniversário do maridão e os olhos de toda a famelga presos na TV, a apoiar a seleção. (força nessas pernas, rapaziada, que a malta está toda a torcer por vocês, OK?)

Independentemente do resultado do jogo, segue-se uma caracolada à maneira (e não, não sou eu que a cozinho), para alegrar o convívio e colocar as conversetas em dia!   

Pode não ser muito tradicional, mas é o que há! Claro que não faltará o bolo de anos, a cantoria dos "Parabéns" e o apagar das velas. Mas que venham muitos mais anos assim, a comemorar sempre o que a vida tem de melhor. Porque há momentos que nunca nos podem tirar, certo?


DIVIRTAM-SE!!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

EM BOM RITMO?

Fotografia de Ian Britton

Se uma performance do estilo retratado na foto depende de uma sincronização simultânea, para além de técnica, treino e disciplina, o ritmo da blogosfera depende da vontade e da liberdade de cada um. 

Vem isto a propósito de um movimento denominado "slow blog" - do qual duas amigas se tornaram apologistas -, cujo mentor considera que os bloguistas devem ter mais calma na suas postagens e ponderar melhor naquilo que escrevem. Alguém discorda disto? Mas (há sempre um mas) a teoria blogosférica do homem  não acaba por aqui, para além de argumentar com um ritmo mais saudável, não resiste a descambar... na patetice: segundo ele, se só se conseguir escrever um texto devidamente arquitetado e ponderado, mensal, trimestral ou semestralmente, só esse é que deve ser publicado!

Não tenho nada contra quem escreve esporadicamente. Nem amiúde, está claro! O imediatismo faz parte da maneira de alguns escreverem e/ou comentarem, de outros nem tanto. As pessoas não são iguais, cada uma tem o seu ritmo próprio. Mas convenhamos que, se o objetivo for a interatividade, um texto (mesmo que belíssimo) de seis em seis meses não surte grande efeito. Aliás, para os escritores mais experientes é um prazo normal para se escrever um livro...

Alguém precisa de um "guru" que lhe diga como, quando e o que postar? Ou as opiniões que deve ter? Então o tal Todd que fique na sua, as apoiantes na delas, que a je não costuma azucrinar a vida a ninguém pela opções individuais. Nem quando alguns amigos alegam que vão abandonar o  blogue - cada um sabe de si!

Dito isto, se esta relativamente curta mensagem vos parecer ofensiva e mal amanhada, também têm bom remédio: não comentem! Mas liberdade de expressão é bom e eu gosto...

domingo, 14 de agosto de 2011

METRO E MEIO

Perdi a conta aos anos que passaram desde a última vez que saí num Sábado à noite, para ir beber um copo, ouvir música e conversar. A dois, tal como nos tempos de namoro! Desta vez proporcionou-se, com a família e amigos de férias ou de fim de semana prolongado, entre o ir e o voltar. O bar que escolhemos foi um daqueles que recordávamos pelo seu ambiente acolhedor, longe do bulício das zonas mais movimentadas das noites lisboetas - o "Metro e meio"! 
O piano permaneceu mudo, o que foi pena, mas já se sabe que nesta altura do ano a debandada de Lisboa é geral e os pianistas também têm direito à vida. Ou a férias. Ou a contratos sazonais mais rentáveis. Ou tudo isso em conjunto. O bar estava calmo e sossegado, com meia dúzia de mesas ocupadas, a conversa fluiu como sempre. No final, pagámos a conta no balcão em U, onde havia uma televisão que estava a exibir os últimos minutos do jogo de sub-20 entre Portugal e a Argentina, empatados a zero. Não ligo muito a bola, mas o maridão ficou logo atento...
No regresso a casa, como leitor habitual de jornais desportivos, explicou-me que a equipa estava a disputar os quartos de final do campeonato do mundo, que têm escrito "cobras e lagartos" sobre ela, nomeadamente que os jogadores são "coxos" e que o treinador "não presta para nada". Em resumo. E é isto que nem eu nem ele entendemos: porque é que em vez de apoiar a equipa portuguesa, que afinal de contas é uma rapaziada com cerca de 19 anos ou coisa, que certamente cometerá os seus erros, a malta prefere logo dizer mal e criticar? Mentalidade mesquinha, é o que é!
Os rapazes ("coxinhos", coitadinhos!) lá conseguiram passar às meias-finais, já na fase das grandes penalidades. Garantido é que os "críticos" vão embandeirar todos em arco, como se tivessem comido muito queijo...
O "programinha" a dois, está claro, será para repetir numa próxima oportunidade, assegurando que nessa haja música ao vivo!
 
Imagem da net.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

NOVAS OPORTUNIDADES... FUTEBOLÍSTICAS???

Epá, se estas oportunidades existissem quando eu andava no liceu, suponho que metade da rapaziada da turma desaparecia por "artes mágicas", como até algumas meninas se aventuravam a dar uns chutos na bola: bastava escapulirem-se a uma série de disciplinas chatóides - Matemática, Francês, Ciências, História, Físico-Química, Geografia, a falta de jeito para Desenho ou  levar com  "Os Lusíadas" do Camões, para dividir em orações - para a fila ser interminável...
E não, naquela época os futebolistas não levavam para casa ordenados milionários, esses já são "modernices"!

Evidentemente também é um alívio que estas "oportunidades" surgissem tão recentemente, porque desconfio que até o meu filhote e muitos colegas que jogavam com ele à bola as iam aproveitar...

Fotografia recebida por mail.
(Obrigada, Palicha!)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OS CALOTEIROS DO COSTUME!

Não entendo nada de futebol (note-se!), mas pelo que ouvi nos últimos dias Carlos Queiroz não reúne as condições necessárias para treinar a selecção nacional de futebol. Porquê? Devido a uns impropérios que dirigiu aos médicos que foram fazer um controlo anti-doping aos jogadores, de madrugada, ainda antes da partida para a África do Sul...
Tivesse a equipa chegado aos quatro primeiros lugares, hoje seriam todos heróis intocáveis deste "nobre povo"! Mas não, a prestação ficou-se pelos oitavos de final - indigna para  as grandes expectativas que se depositavam na selecção, mesmo que em 40 e tal anos fosse apenas a terceira vez que se chegou a essa fase - e aí havia que castigar alguém. O treinador é sempre o mais evidente, mas o chato é que estava contratado por quatro anos!
Daí até desenterrar esse episódio mais burlesco, ocorrido em fase de treinos (repito), foi um ápice! Ainda o homem estava de férias e já uns justiceiros iluminados lhe estavam a pôr processos em cima, que em futebol nunca ninguém ouviu palavrões mais escabrosos ou insultuosos (que os "miminhos carinhosos" que trocam entre eles não são para aqui chamados). Resultado: suspenderam o treinador por seis meses (até ver), a equipa que funcione com um substituto, ele que a vá treinar lá na bancada! 
Castigo muito justo, segundo os milhões de "treinadores" deste país que não aprovaram as opções de Queiroz em campo durante o Mundial, com a vaga noção que as restantes equipas estavam apenas presentes para admirar a paisagem africana, eventualmente participar num safari. Despedi-lo e pagar-lhe a devida indemnização é que não parece ter passado pela cabeça de ninguém, ele que se demita condignamente. Pois, pois, os dirigentes futebolísticos já com "barbas", alguns  jornalistas e comentadores televisivos e um secretário de estado relativamente desconhecido podem dar um grande "exemplo" ao marchar contra os canhões... quer dizer... indemnizações!

Fotografia da net.

sábado, 26 de junho de 2010

BONS VENTOS...

O futebol acaba por espelhar bem os sentimentos contraditórios dos portugueses, em várias nuances que transcendem o próprio esférico a rolar nos relvados: uns pessimistas em demasia, outros optimistas até mais não...

O que me aborrece nos malucos da bola, assim numa contagem superficial, é que dos 10 milhões de portugueses que vivem no país, cerca de 6 são treinadores de bancada... ou do sofá lá da casa deles! Todos têm palpites e recriminações a fazer aos jogadores, treinadores, dirigentes desportivos, por vezes até às equipas médicas que os acompanham. Nos clubes de cada um ou na selecção, tanto faz, toda essa malta tem a convicção firme e inabalável que fazia melhor!

Pertenço à outra equipa, que apoia sempre o Benfica, a selecção ou os outros clubes nacionais em jogos internacionais, sem criticar jogadores ou treinadores, independentemente dos resultados. Mas isso deve ser por perceber pouco de bola, sei que os resultados contam! Irrita-me imenso que, conforme os golos, alguns passem de bestas a bestiais, ou vice-versa. E ainda mais que se dê tanto tempo de antena a divagações dessas, que mudam consoante o vento...


Que continuem os bons ventos para a nossa selecção e para todos nós este fim de semana!!!
(com um grande aplauso para Carlos Queirós e toda a equipa que escolheu, que aos oitavos de final de um campeonato mundial foi apenas a terceira vez...)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ESCOLHAM OS FERIADOS!

Fotografia de Ian Britton

Calha sempre bem, em pleno campeonato mundial de futebol, que apareçam umas deputadas a trabalhar afincadamente na Assembleia da República em prol do aumento de produtividade nacional. Com soluções simples, como a de cortar quatro feriados nacionais, num total de 13 (será que dá azar?), fora o de cada município. E deram as suas próprias sugestões sobre os que deviam ser banidos, que não vêm agora ao caso.

Como vivemos numa sociedade livre, todos nós podemos dar os nossos próprios palpites, portanto escolham neste calendário do próximo ano os menos significativos para cada um (o Domingo de Páscoa e o municipal não contam para o efeito):

1 de Janeiro - Ano Novo
8 de Março - Carnaval
22 de Abril - Sexta Feira Santa
25 de Abril - Dia da Liberdade
1 de Maio - Dia do Trabalhador
10 de Junho - Dia de Portugal
23 de Junho - Corpo de Deus
15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora
5 de Outubro - Implantação da República
1 de Novembro - Todos os Santos
1 de Dezembro - Restauração da Independência
8 de Dezembro - Imaculada Conceição
25 de Dezembro - Natal

Com a enxurrada de notícias futebolísticas - os que adoram futebol só vêem essas, os restantes não têm pachorra para aturar tanta futebolada e deixam de assistir aos noticiários televisivos - resta a dúvida se a proposta foi rejeitada, aprovada ou ainda está em discussão. Mas não sonhei com ladrões (de feriados), li, vi  e ouvi em vários locais, nomeadamente aqui. Mas também, se bem me lembro, a queda do cavaquismo começou quando Cavaco Silva - homem alegre, espirituoso e brincalhão - decidiu acabar com o Carnaval por decreto! 

Mas fiquem à-vontade nas vossas decisões, que cá por mim não quero influenciar ninguém...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

EM FESTA, PÁ!

Esta é a primeira oportunidade que tenho para afirmar aqui que o meu

BENFICA É CAMPEÃO!!!

Não ia perdê-la, né? Eheheh!

Dito isto, sabendo de antemão que muitos são adeptos de outros clubes, não é caso para ficarem tristes ou deprimidos: pró ano há mais! E desde que os jogos se ganhem em campo - sem confusões de arbitragens corruptas ou outras artimanhas de bastidores - terei todo o gosto em parabenizar os justos vencedores! Sim, que isto de 22 homens a correrem atrás de uma bola redonda pode dar em vários desfechos...

Também estou em festa porque afinal o Windows 7 não é assim tão complicado, no blogger, no facebook ou no gmail nem atrapalhou nada, na outra caixa de mail (e possivelmente no word, que ainda não experimentei!) é que estou para ver como organizo, que os endereços também ganharam asas e voaram...


Imagem da net.

quinta-feira, 4 de março de 2010

SEM TEMPO A PERDER...

Antigamente os jornais publicavam folhetins: cada dia saía um pequeno capítulo, que eventualmente os leitores assíduos coleccionavam! Também os havia radiofónicos, numa espécie de teatro auditivo - "Simplesmente Maria", no início dos anos 70, foi um enorme sucesso nacional, ao passo que "A Guerra dos Mundos", interpretado pela companhia de Orson Welles, provocou um enorme pânico na América, em 1938. Uns e outros caíram em desuso cá no burgo, em Inglaterra o "Diário de Bridget Jones" transformou-se em livros e filmes, graças ao sentido de humor de Helen Fielding, mas convenhamos que nem lá é habitual.

Um blog (e ainda menos o FB) parece-me o local menos indicado para prosseguir essas experiências folhetinescas. Para já, só faz sentido, se a história sair a eito. E raramente sai. Um mês depois alguém se lembra do início ou de quem eram as personagens? Isto quando o autor (masculino ou feminino, note-se!) não desiste a meio (meio, aqui, é força de expressão, porque excluindo o próprio ninguém sabe onde e quando vai parar), possivelmente desiludido com a falta de comentários ou pelas trivialidades de "muito giro e beijinhos", de quem nem se deu ao trabalho de ler...

Desisti de novos folhetins blogosféricos! Não por os considerar horas perdidas (que por vezes até são!), mas enviarem-me mails e comentários em spam para pressionar a sua leitura, sem tempo a perder com o que escrevo, estimula a minha falta de paciência! Por outro lado, todos os que me lêem sabem de antemão o desprezo que nutro pelo spam!!!

Além de que a sinceridade raramente compensa, nestes casos, que o fascínio pela própria escrita é tão grande que nem dá espaço para perceber pequenos erros ou falhas monumentais...


Fotografia da net.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

TERTÚLIAS... ASSIM!

Fotografia de Ian Britton

Há Invernos assim, muito chatóides, em que raro é o dia em que não chove copiosamente, com grandes ventanias e um frio de rachar. Não será o primeiro, nem o último, mas este tem sido particularmente rigoroso, ainda com umas catástrofes naturais a ajudar à depressão generalizada! Daí nem sequer apetecer pôr o nariz fora de casa, a não ser pelas obrigações essenciais.

Mas acaba por chegar a hora em que se diz adeus à concha e ao aconchego do lar e lá vamos para uma tertúlia, como se a invernia não nos desgastasse o ânimo! Por acaso éramos só duas, em amena cavaqueira e petisqueira, entre presente e passado, livros e filmes, familiares e amigos, férias e trabalho. Sabe tão bem ter amigas assim...

Como se não bastasse para recuperar a animação, de repente encontrámos-nos rodeadas de gente alegre e satisfeita, com uns cachecóis verdes enrolados ao pescoço. Acreditem ou não, as duas benfiquistas ferrenhas gostaram daquela alegria, assim!

(Truz, truz! Quem é? É a Primavera que está a bater à porta... assim como quem não quer a coisa...)

UM ALEGRE FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!!!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

EM PLENA CAMPANHA...

Fotografia de Ian Britton

Julgava que o clima eleitoral acabava já no próximo Domingo, mas enganei-me redondamente! Aliás, a minha própria casa virou sede de campanha, com gente a entrar e a sair a todo o momento.

Não acreditam? É verdade: o filhote resolveu candidatar-se a presidente de uma lista lá da escola que, entre outras funções, tem como objectivo organizar as festas de angariação de fundos para a viagem de finalistas, bem como programar a mesma. A campanha só começa para a semana, mas ele e os companheiros de lista têm andado numa roda-viva. Enfim, podia ter-lhes dado para pior...

ÓPTIMO FIM DE SEMANA PARA TODOS!!!

domingo, 28 de junho de 2009

NOVAS "LIGAÇÕES PERIGOSAS"?!

A tradução para português dos títulos de filmes estrangeiros sempre me pareceu de gosto (ou de conhecimentos linguísticos?) duvidoso. Como é que "State of Play" (2009) recebe um título igual a "Dangerous Liaisons" (1988)? Será que a mudança de século apagou algumas memórias?! Adiante!

A realização de "State of Play" pertence ao escocês Kevin MacDonald, que conta com um elenco de actores sobejamente conhecido: Russel Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn e Jeff Daniels, entre outros.

Ao entrar na sala de cinema pouco mais sabia do que isso, para além da acção envolver os bastidores políticos e jornalísticos americanos. Depois, na net, descobri que este thriller se baseou numa série de 6 episódios que a BBC One exibiu em 2003/4 e que recebeu uma quantidade de prémios. Nada de novo, portanto!

O argumento resume-se ao seguinte: o senador Collins - que põe em causa uma grande empresa que factura milhões de dólares, com a sub-contratação de mercenários para as guerras do Iraque e do Afeganistão - é informado que a sua assistente (e amante) morreu num "acidente" no Metro. A sua carreira política parece estar prestes a terminar, mas Cal, jornalista e antigo amigo do político, interessa-se pela investigação, que está a cargo da jovem Della, editora 'on line', faceta jornalística que ele despreza completamente. Acabam por se entender, até com Cameron (a directora do jornal à beira da falência), mas com um homicida à solta, uns meliantes de 5ª categoria envolvidos, a polícia à perna, empresas a dar "tudo por tudo" para não perder os seus lucros milionários e a cambada de políticos corruptos que encontram, que remédio têm?!

O filme tem piada, mas as reviravoltas no enredo são tantas, que porventura se pode perder o "fio à meada" nas múltiplas teorias da conspiração...

Trailer aqui
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Imagem da wiki.

sábado, 28 de março de 2009

A MEDIA LUZ

Por muito que o mundo deva estar alerta para as suas alterações climáticas, esta ideia da Hora do Planeta 2009, em que as pessoas são convidadas para desligar as luzes e aparelhos eléctricos entre as 20h30m e as 21h30m de hoje - e, em querendo, deslocar-se a uma concentração em Belém, com uma simbólica vela na mão - não deve reunir muitos adeptos em Portugal.

A pontaria não podia ser mais certeira: às 20h45 começa o jogo Portugal-Suécia no estádio do dragão, com transmissão directa na TVI! Ah e tal, a malta não liga ao futebol e passa bem sem a janta, romantismo e luz das velas é que está a dar...



A todos os "prevaricadores" que, com boa-vontade, jantem à luz das velas com os olhinhos postos no televisor (que afinal não é bem um electrodoméstico, não é verdade?), aconselha-se a máxima cautela: o parceiro do lado não vai achar piada se, em algum momento mais emocionante, lhe espetar o garfo na mão confundindo-a com o bife!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ENCONTROS E DESPEDIDAS

Foto de Ian Britton

A blogosfera está a tornar-se um verdadeiro vai-vem espacial, ou melhor dizendo, virtual: abre blogue, fecha blogue, modera comentários, impede comentários, põe post, tira post e, cerejinha no topo do bolo, privatiza só para amigos!

Claro que há uns anónimos a chatear e, pior ainda, aqueles que para instalarem ainda mais a confusão vão fazer comentários usando nicks alheios, escarnecendo ou insultando o bloguista ou os restantes comentadores. Mas está tudo doido? A dar uma importância desmesurada a uns tristes que não têm onde cair mortos, quando não estariam ocupados em actividades mais salutares e aprazíveis? Essas mentes mesquinhas devem pular de contentes ao perceber que o veneno destilado afecta tanto os visados, que os fazem desistir ou desconfiar de qualquer novo visitante...

Enfim, cada um sabe de si! Mas a vida já tem tantos encontros e desencontros, zangas e despedidas, para quê transportar essas nuances também para um espaço onde se pretende uma partilha de vivências ou conhecimentos, uma troca ou debate de ideias, ou apenas alguns risos ou brincadeiras em momentos de lazer?

Deve de haver alguma coisa que me anda a escapar, ainda não percebi o quê!



Maria Rita - "Encontros e despedidas"

terça-feira, 24 de junho de 2008

PLÁGIOS!


Foto de Ian Britton, daqui.

Em 2006, recebi por mail um artigo escrito por um norte-americano sobre o nosso País, que continha inúmeras gaffes geográficas e históricas: à beira-mar plantados no oceano Pacífico, com um pequeno acesso ao oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar, que Lisboa era uma extensa planície e que o povo português tinha sofrido uma prolongada ditadura por parte do marquês de Pombal, durante a II Guerra Mundial. Se não era exactamente assim, era parecido! O jornalista - Mike Lopresti, do "Green Bay Press-Gazette" - evidenciava nestes moldes a sua ignorância, enquanto apoiava a selecção portuguesa no mundial, com aquela altivez do "deixem lá os pobres coitados ganhar qualquer coisinha"!

Recentemente, deparei com uma chamada de atenção num blog que costumo visitar, para um artigo praticamente idêntico, desta vez publicado na revista brasileira "Turismo & Negócios". Escusado será dizer que o link de 2006 já não está activo, com muitas desculpas por uma remodelação informática, quem quiser que o peça por mail. Pois, com jornalistas deste gabarito, imagino que não é só Portugal que se situa à beira do Pacífico...

Abordar temas semelhantes ou muito idênticos torna-se normal, porque afinal de contas vivemos todos no mesmo mundo. Mas copiar tudo tintin por tintin? Sem verificar se o que se escreve tem uma base mínima real? Que ninguém detecta o plágio? Uma escritora portuguesa foi "dispensada" da sua colaboração numa revista porque se esqueceu, por duas vezes, de citar a fonte - uma publicação estrangeira - que copiou quase integralmente. Outra foi "desmascarada" por se copiar a si própria, de uns livros para os outros. Ou seja, tem de escrever uma cena de amor, por exemplo, vai buscar uma narrativa anterior, faz umas ligeiras alterações, muda o nome das personagens "Et voilá!", eis que surge uma "nova" cena amorosa...

Outro bloguista queixava-se que o seu blog foi copiado também quase integralmente por um moçoilo de Braga. O intuito? Pois, ganhar dinheiro com a publicidade incluída no novo canto, sem que para isso se tivesse de gastar mais de 5 minutos diários a fazer a cópia do original. Segundo creio, o caso seguiu para tribunal! Hummm... ou Braga tem muitos trapaceiros, ou este indivíduo é o mesmo que aqui há uns anos queria que eu lhe enviasse por mail cópias das notícias dos principais jornais portugueses, para ele colocar numa publicação on line. O plágio seria meu, o trafulha limitar-se-ia a negar saber a origem das notícias e, claro, o dinheirinho da publicidade cantaria do lado dele. Contactos? Nenhuns, está claro! Só o do telemóvel, mas nem por aí se conseguia detectar sequer se o nome do sujeito era verdadeiro. Muita gente "dinâmica" há nesta Terra!

Com tantos e "bons" exemplos, não é de admirar que os estudantes achem que, para fazer um trabalho, basta ir à net e copiar um qualquer texto que tenha minimamente a ver com o assunto. É que escrever e pesquisar dá cá uma trabalheira...