terça-feira, 31 de maio de 2011

I REMEMBER YOU...

É curioso verificar que, estes vídeos que nos dão imagens de divas de cinema de outras épocas, tendem a esquecer-se de algumas grandes estrelas. Porque a sua beleza não era tão estonteante ou a sua carreira foi curta e pouco significativa? Longe disso, nos exemplos que se seguem:

 1 - Anna Magnani - primeira estrangeira (italiana) a ganhar o Oscar de melhor actriz, em 1956.
2 - Joan Fontaine - Oscar de melhor actriz, em 1942.
3 - Jennifer Jones - Oscar de melhor actriz, em 1944.
4 - Olivia de Havilland - Oscar de melhor actriz, em 1947 e 1950.
Bem sei que para "peritos" - quer de cinema, quer de investigação, é fácil!- muitos já terão visto filmes delas,  não são propriamente desconhecidas! Mas há muito a dizer sobre estas damas, que partilham várias coisas em comum...  Quem são (ou foram) e que "ligações" encontram umas com as outras (não todas entre si)?
Actualização a 1 de Junho de 2011: efectuadas a vermelho, incluindo legendas; para além de todas terem recebido o Oscar de melhor actriz, Joan e Olivia são irmãs e ambas nonagenárias (e rivais até hoje, tendo cortado relações há muitos anos, segundo rezam as más-línguas); Jennifer morreu em 2009, também ela com 90 anos; ela e Anna nasceram sobre o mesmo signo do Zodíaco; por sua vez, esta italiana também nasceu fruto de um casal de diferentes nacionalidades, tal como as irmãs; e muito mais pontos comuns haveria para encontrar, se se entrasse pelo capítulo da vida amorosa delas; last but not least, todas se evidenciaram em papéis dramáticos, não nas comédias ligeiras ou musicais que conferiram a Hollywood o epíteto de "fábrica de sonhos"... 
Obrigada a todos pela participação!

Imagens da net.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

JUSTA HOMENAGEM!

Já aqui tinha dedicado um post ao "nosso" Joãozinho da Voz Doce, aliás, professor João Chaves Santos, que durante quase 40 anos leccionou educação musical aos alunos do liceu D. Pedro V. Nunca pertenci ao grupo coral - que o professor dinamizou durante todos aqueles anos em que estudei na dita escola e nos seguintes -, nem a música era assunto que me motivasse por aí além: nem todos foram feitos para cantar e vozes do tipo cana rachada ainda menos! Para já não bater na tecla da desafinação...
Mas foi com muita alegria (e até alguma emoção, confesso!) que participei na homenagem que, tanto a actual direcção escolar, como antigos alunos do grupo coral, prestaram ao antigo professor. Para além de baptizarem o novo auditório com o seu nome, também muitos ex-membros de coros de décadas diversas se reuniram em vários ensaios, para um espectáculo musical e coral - com um reportório bem escolhido de músicas que todos sabiam trautear (assistência incluída), nomeadamente de Zeca Afonso - onde a principal ideia era a de comemorar a data festiva. Entrecortado por breves discursos, onde pontuaram episódios que marcaram outros tempos. Perante a alegria do professor, muita comoção da sua mulher (suponho que também ela professora do liceu) e os aplausos de todos os presentes!
Foi bonita a festa, pá, e todos ficámos contentes com a justa homenagem, numa bela tarde primaveril! (quer dizer, dentro do auditório, porque lá fora choveu e trovejou em grande, ninguém acreditou que os participantes do evento não tivessem dado por nada... eheheh!)
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
Fernando Pessoa

sábado, 28 de maio de 2011

PARA DESANUVIAR...

Estas são outras fotografias em que se pode ver mais de perto o fotografado na primeira imagem (a última, neste caso, pois esta já é uma actualização - a 29/05/2011) - os campos de tulipas holandeses!

Basicamente quase todos acertaram, o Kim foi o primeiro a falar de campo de flores, logo seguido da Catarina a perguntar se não eram tulipas, a Luisa a aventar que eram realmente campos de tulipas na Holanda e a Nina a confirmar posteriormente! Obrigada a todos e também à Ematejoca e Teresa Durães, pela vossa participação! :)


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 Pergunta inicial: Alguém sabe o que foi fotografado nesta imagem? Como recebi por mail (obrigada, Michel!), é possível que alguns também já tenham visto e saibam a resposta. Mas aí a adivinha é para os restantes, certo?

 DIVIRTAM-SE!!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

BARBARIDADES!!!

Vamos por partes: desde sempre que os adolescentes lutaram uns com os outros por vários motivos, de namoros a futeboladas, de rivalidades a politiquices, as hormonas aos saltos a falarem mais alto do que a razão. Eles e elas, note-se! Mas havia sempre alguém a apartar os beligerantes, dos professores aos contínuos da escola, ou até aos amigos e colegas que assistissem à cena.
Tenho ideia que já nada me choca, mas a visão de um vídeo de duas míúdas de 15 e 16 anos a agredirem uma outra de 13/14 violentamente, com pontapés por todo o corpo e na cabeça, arrastando-a pelos cabelos durante a agressão, perante a serenidade do rapaz que estava a filmar tudo com o telelé, porque-é-bué-fixe-colocar-o-cenório-no-Youtube-e-no-FB, enquanto outra rapaziada (e raparigada) andava por ali a rir e a cirandar, deu-me náuseas! Mas esta gente está toda doida, ou o virtual está a ocupar mais espaço nas suas cabeças do que o mundo real? Pior, como não vi a notícia na altura - e passou-se aqui nas imediações do meu bairro - ao tentar perceber a história, dei com um noticiário televisivo. Que tinha apenas dois comentários de uma tal Bárbara (o nome não lhe podia assentar melhor!), a dizer que a moça mereceu e que ainda levara poucas, tinha sido só um ensaio!
Espero que ensaiem com esta pandilha uma verdadeira Justiça em Portugal! Todos dentro, a ver o sol aos quadradinhos na adolescência e juventude que lhes resta! (tanto quanto sei, não conheço nenhuma das meliantes,  a vítima ou sequer os assistentes: mas não iria fazer diferença nenhuma, mesmo que conhecesse!)
"Peço desculpa por esta interrupção, a 'programação' seguirá nos próximos dias!" Até lá, tenham um...
BOM FIM DE SEMANA!


Imagem da net.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CARACOLADA!

Certo dia, lá para os finais dos anos 60 do século passado, uma vizinha resolveu organizar uma caracolada na casa dela e convidou alguns inquilinos do prédio. Como companheiras de muitas brincadeiras de rua, e não só, do seu segundo filho - o mais velho estava num colégio interno, não tenho a certeza se o último já era nascido - eu e a minha irmã lá fomos muito satisfeitas para a festa! Suponho que nunca tínhamos provado caracóis, mas não éramos muito esquisitas, comemos e gostámos. Apesar de super salgados e picantérrimos, para o nosso paladar da época.
Problema é que a acompanhar só havia cerveja. A minha mãe tinha-se desculpado do convite, porque o meu pai não gostava de caracóis (nem da vizinha, mas isso ela não disse!), e lá estivemos nós com cerca de 9/10 anos de idade, sem água ou sumos por perto, a compensar a sede provocada pelo picante com umas cervejolas. E não, não foram às dúzias ou sequer meia dúzia, certo é que às tantas já via a sala a andar à roda. A televisão emitia também um jogo do Benfica, o nosso amigo Zezinho mais interessado na bola que nas minhas tonturas, a minha irmã a achar que me estava  a armar aos cucos...
A sensação de bebedeira não passou - embora ninguém tivesse acreditado, com tanta agitação em simultâneo - e assim, foi com surpresa, que me viram cair para o lado quando a vizinha nos foi devolver à proveniência. Não desmaiei, só falhei no encosto da ombreira da porta! Levaram-me de imediato para a cama, chorava porque me doía o braço com que aterrara no chão, ria, em simultâneo, com todas aquelas caras incrédulas, a olhar para mim. Como é que era possível uma catraia de 10 anos embebedar-se? O meu pai estava alheado desta movimentação, sossegado a ver televisão e a ler o jornal na sala. Depois de me acalmarem de risos e choros, lá me fui despedir dele, avisada para não "dar bandeira", antes de adormecer, profundamente.
Certo é que nos tempos que se seguiram nem podia ouvir falar em caracóis, que o enjoo (ou a culpa) desse dia voltava para me assombrar. Voltei a comer alguns, poucos, com o meu primeiro namorado e com a minha amiga Ana. 
Agora, assim que abre a época, não falho! Felizmente, também já não caio para o lado com o cervejame. Como os tempos mudam, não é?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

NA PRIMEIRA NOITE

Fotografia de Ian Britton

"Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor do nosso jardim. 
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores e matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer."
Vladimir Maiakovski

A polémica em torno deste poema tem cerca de um século de existência, porque outros poetas se inspiraram nele, ou, alguns mais descarados, reivindicaram-o como seu. E, claro, o plágio sempre existiu! Nisso a net é muito saudável, pois cruza dados antigos e recentes e, se o poeta russo morreu em 1930, é muito improvável que seja "obra-prima" de outro poeta em 2007...
Não sendo especialmente ligada à poesia, só me lembrei deste assunto, porque vários amigos da blogosfera referiram dificuldades em entrar em blogues alheios ou comentar: se calhou no canto deles, provavelmente também vai passar por aqui!
Um dia depois do blogger ter devolvido os comentários desaparecidos no passado dia 12 - para o caso de não terem reparado, como a Maria (desculpem se não respondi, mas já lá iam mais de 10 dias...) - dá para perceber que toca a todos, mais cedo ou mais tarde...
Até que tudo se resolva, fiquem bem!

terça-feira, 24 de maio de 2011

SORRISOS DE DOMINGO...

A ideia era visitar a exposição da World Press Photo 2011 (que não costumamos perder), no Museu da Electricidade, em Lisboa, mas as filas infindáveis do último dia, à torreira do sol numa tarde abrasadora, depressa nos fizeram desistir do plano. Com sorte, talvez a vejamos no Algarve, tal como no ano passado. A alternativa era dar um passeio num jardim lisboeta, sossegado, confiantes que muita gente se teria dirigido às praias da linha do Estoril ou da Costa da Caparica.

Contávamos observar patos e cisnes,

caminhar à sombra de árvores frondosas e centenárias,

e, por fim, eventualmente descansar um pouco na esplanada local, a beber uma imperial fresquinha. Mas como nem todos os dias são de sorte, o emblemático espaço verde alfacinha estava pejado de gente, piquenicando pelos relvados, passeando carrinhos de bebés ou cães, brincando ou namorando, enquanto decorria este programa musical, que desconhecíamos completamente:

Vale que ainda recebi inesperadamente umas amostras de produtos da marca gratuitos (de desodorizante e de condicionador/reparador para cabelos longos e danificados, rsrsrs, que insinuações tão maldosas!), mas adeus ao almejado passeio calminho e à aprazível leitura na esplanada - um banho de multidão por todos os recantos...

Mesmo com estas condicionantes imprevisíveis, não deixou de ser um entardecer agradável, longe de centros comerciais e do sofá da sala frente ao televisor, onde-independentemente-do-canal-nacional-só-se-discute-mais-do-mesmo!

Saímos por este portão com um sorriso nos lábios, com a certeza de voltar num Domingo menos conturbado, lá mais para as tardes de Outono, ou assim... E não, não é para adivinhar (não queriam mais nada, com tantas pistas?), trata-se do Jardim da Estrela, que em Abril do ano que vem completará 160 anos de existência!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

CAVALOS ROUBADOS

"Agora vivo aqui, numa pequena casa na extremidade oriental da Noruega. Um rio desagua no lago. Não é um rio muito grande, e no Verão torna-se baixo, mas na Primavera ou Outono corre enérgico, e há trutas a nadar nas suas águas. Já apanhei algumas. A foz fica apenas a cerca de cem metros de onde me encontro. Consigo vê-la da minha janela da cozinha quando as folhas da bétula caem."
É deste modo que ficamos a conhecer o narrador e personagem central de "Cavalos Roubados", de Per Petterson: Trong, um viúvo de 67 anos que, após perder a mulher num trágico acidente, resolve abandonar o bulício da cidade  e voltar para a vida simples do campo. Onde aliás pouco tempo viveu, mas que de alguma maneira lhe recorda as últimas férias que passou com o pai e os acontecimentos desse Verão de 1948, quando não passava de um rapaz de 15 anos.
Ao reconhecer Lars, o vizinho mais próximo, como irmão de Jon - seu companheiro de brincadeiras da época - as suas memórias regressam impetuosamente, ameaçando a necessidade de isolamento e a nostalgia por uma vida mais simples, que o levaram àquele recanto do mundo. Trong, cuja única companheira de evasão é a sua cadela Lyra, não pretende desvendar os segredos ou a explicação para as traições e abandonos do passado. Ele entende que "[...] quando se lê Dickens estamos a ler uma longa balada de um mundo desaparecido, em que tudo tem de se juntar no fim como uma equação, em que o equilíbrio daquilo que foi anteriormente perturbado deve ser restaurado de modo a que os deuses possam sorrir."  Mas se parece bem em Dickens, já não se entende nos romances contemporâneos rebuscados, em que as coincidências da ficção são difíceis de aceitar, segundo pensa. Nem na vida real, em que a maior certeza é ter dúvidas sobre os rumos traçados!  
Uma leitura séria e envolvente, ao longo de 275 páginas, em que  nem sempre nos identificamos com a personagem - nórdica, tímida, solitária, discreta, avelhentada e um pouco indiferente aos que o rodeiam ("nós é que decidimos quando nos magoamos."). Mas sem dúvida um romance original, que concedeu ao escritor norueguês vários prémios nacionais e internacionais! 
Merecidos, no meu modesto entender, mas não inteiramente partilhado pelas amigas do Clube! A sensação da "acção" residir apenas nas memórias de um homem tristonho, não agradou a todas...
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A próxima sessão do Clube de Leitura foi agendada para dia 9 de Julho, com o título "Amor e Chocolate", de Dorothy Koomson.

domingo, 22 de maio de 2011

GUNGUNHANA

"O Gungunhana era o chefe de uma das tribos mais guerreiras da África Ocidental - os vátuas. Os guerreiros do Gungunhana ameaçavam a cidade de Lourenço Marques e nas suas imediações mataram colonos e roubaram gados. [...] Mousinho de Albuquerque, que se distinguira nestas campanhas  como oficial de cavalaria, decidiu prender o Gungunhana. Debaixo de chuvas torrenciais e acompanhado apenas de três oficiais e quarenta e seis soldados europeus, dirigiu-se à povoação de Chaimite onde o régulo vátuo se tinha refugiado. No caminho encontraram milhares de guerreiros que podiam facilmente matá-los, mas que vinham submeter-se. [...] Dentro do recinto, Mousinho desembainhando a espada correu sobre alguns negros que, armados de espingardas, pareciam querer atacar. Mandou atar as mãos atrás das costas ao Gungunhana e sentá-lo no chão, o que, para os negros era sinal de este estar vencido."
In "História de Portugal" (4ª classe e exame de admissão aos liceus e escolas técnicas), 3ª edição, do professor Janeiro Acabado.
Era o que rezava a minha "História de Portugal" da primária*, e se a professora e o livro afirmavam, qual era a catraia de 8 ou 9 anos que se atrevia a duvidar, lá para o final dos anos 60 do século passado?
A que propósito vem esta conversa? Já há mais de um ano escrevi sobre o programa televisivo "A Alma e a Gente", apresentado por José Hermano Saraiva, que recentemente foi comentado, dando uma nova luz aos factos relatados pelo ilustre professor. Segundo o livre pensador moçambicano, a diferença deveu-se ao uso de metralhadoras: "46 homens brancos contra três mil negros armados de algumas escopetas inglesas, é o que o Professor Saraiva vos quiz dizer. E não foi por causa dos RAMBOS (se é que alguma vez os houve em terras lusas), mas sim da invenção da metralhadora! Foi a primeira vez que em Moçambique que se usou aquela arma que dizimou dezenas de negros à primeira rajada, justamente a primeira leva deles, que estavam equipados de espingardas inglesas. Depois, os cavalos e os sipaios africanos (auxiliares) a pé e com lanças fizeram o resto...."
Claro que assim a história se torna mais verosímil, mas verdade é que nem Janeiro Acabado nem José Hermano Saraiva  se referiram a esse "pequeno pormenor", que faz uma enorme diferença...

* Nota - o livro não é exactamente o mesmo por onde estudei, porque o meu avô o pediu emprestado uns anos mais tarde, para conferir alguns dados históricos da sua colecção de numismática e caiu na asneira de o emprestar a um numismata amigo. Nunca mais o viu, evidentemente, suponho que encontrou o presente exemplar num alfarrabista e "devolveu-o" com uma capa igual em tudo, excepto na cor: de azul marinho, vinha com uma capa cinzentinha e páginas mais amarelecidas. Mas, fazer o quê? Acontece a todos...

Imagem da net.