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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

AS FÉRIAS DA "SOBRINHA"...

... são cá em casa. Não é que ela dê muito trabalho, que é quase só comer e dormir, embora nos primeiros dias andasse muito assustadiça com todos os "novos" barulhos. Entretanto só tivemos de pôr as plantas todas na marquise e fechar portas e janelas, para bem das ditas e também da bichana.

Ah, e tivemos de comprar tabuleiros novos, porque a Pixel vem mal habituada a andar por cima de tudo, nomeadamente da mesa onde comemos e considerámos a medida mais prática e higiénica. Curiosamente, os tabuleiros também são com gatos, talvez por terem sido comprados na loja do "Gato Preto".

xxx

Não são giríssimos?

quinta-feira, 16 de abril de 2015

23

O meu filho faz hoje 23 anos. E eu não gosto de panegíricos: ele tem os seus defeitos e as suas qualidades, não é melhor ou pior que outros jovens da mesma idade;  já concluiu a licenciatura no ano passado e atualmente está a estagiar na sua área de estudos, com uma remuneração ligeiramente superior ao ordenado mínimo nacional; acima de tudo, agrada-me que ele se sinta feliz, como afirma estar. E que, ao contrário de tanta rapaziada conhecida, se mantenha a viver e a trabalhar em Portugal.

Há alguma coisa mais importante para uma mãe do que saber que o seu filho está feliz? Não sei! Talvez reste aquela sensação de impotência, de não se conseguir ensinar tudo o que se aprendeu  ao longo da vida, mas a aprendizagem é uma experiência muito pessoal...

Madeleine Peyroux, em "Don't wait too long", que é sempre um bom conselho:



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

TRUZ-TRUZ!

Se vos dissesse que ontem tive visitas para o jantar, uns familiares ingleses que não via há treze anos, e que a primeira coisa que fizeram quando chegaram a minha casa foi descalçarem-se e deixar o sapatos à porta, estaria a mentir ou dizer a verdade? Pois é, estaria mesmo a relatar um facto. Mas essa não é nenhuma tradição inglesa, mas sim de alguns povos orientais. Acontece que eles são ingleses, mas passaram os últimos 10 anos a viver na Tailândia... O meu primo (direito) ainda me perguntou se podia deixar os sapatos na escada, ao que respondi que era melhor não!

Entretanto, vou ver se dou uma voltinha pelas vossos cantinhos, que este fim de semana não dei as da praxe, ocupados que estivemos todos a receber os nossos familiares. Dá trabalho, mas é sempre uma alegria rever aqueles de quem tanto gostamos...

Imagem da net

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A LUA MUDOU...

... e a eventual futura rainha de Inglaterra pariu o primeiro filho. Ela e o marido declararam estar muito felizes, como é normal. It's a boy... George?!?

... e o Papa Francisco decidiu visitar o Brasil, quando as contestações populares andam pelas ruas e a influência da Igreja Católica diminuiu significativamente... Será que chega para acalmar os ânimos exaltados?

... e na Tugolândia, uma espécie de governo irrevogavelmente desacreditado pelas medidas de austeridade seguidas durante dois anos, regressa após uma remodelaçãozeca e com o apanágio do presidente da República?

OK, vou ali dar mais uns mergulhos... e já volto!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

AS LUZES NA CIDADE...

Desde miúda que todos os anos por esta época saíamos de casa depois de jantar, para ir ver as luzes natalícias nas ruas de Lisboa. O meu pai detestava sair à noite, mas esta era uma das raras exceções que concebia. Era um entusiasmo pegado: não só pelo inusitado passeio noturno, mas como pelo fascínio de observar de perto as pequenas lâmpadas coloridas a cintilar. A baixa pombalina era sempre a mais iluminada, mas o passeio estendia-se por outros pontos da cidade. Comentávamos se gostávamos mais desta ou daquela rua ou zona, nem sempre concordávamos, mas voltávamos a casa felizes e satisfeitos!

Tradição que mantive depois de casar, com o maridão, o filhote e, na maior parte das vezes, a minha mãe. Naquele primeiro ano da maior árvore de Natal da Europa (megalomanias!) o trânsito e a confusão era tanto, que teve menos piada que nos anteriores. Nem sei se repetimos a passeata no seguinte...

A fotografia é giríssima, certamente profissional (da net, mas desconheço o autor!) - a minha máquina não dava (nem dá) para sofisticações do género. Certo é que mesmo que o rapaz adolescente já não tivesse vontade de ver as luzes na cidade com os "velhotes", continuámos a ir os três.

Numa invenção alucinada (?!?), em 2011 a CML "apagou" as luzes e substituiu-as por "obras artísticas" que vislumbrámos de passagem e a desistência foi unânime!

OK, durante o dia até pode ter a sua piada, mas à noite... interessa a alguém? Esta até era das melhorzinhas, que no marquês de Pombal a aberração foi completa. O "artista" deve ter considerado que faltavam por ali uns sinais de trânsito... e deu nisto (à luz do dia, que ao luar nem pensar!):

Segundo consta, a CML pagou 150 mil euros pelos mamarrachos pela inovação, mas em 2012 mudou de ideias: puxou os cordões à bolsa e lá arranjou mais uns cobres para iluminar as ruas lisboetas, embora longe da pujança de outrora - menos luzes, mas bem localizadas e bonitinhas...
  
Imagino que não terá nada a ver com as eleições autárquicas do próximo ano, até porque os atuais partidos no poleiro governamental permanecem em queda livre junto do povo (lisboeta ou outro). Nem o apoio do tal Relvas a outro candidato à presidência da CML os deve assustar, que cheira a "presente" envenenado.

Mas gostei do que já espreitei. A voltinha anual aguarda melhores noites!

Fotos da net e do facebook (LISBOA Live).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

PARA QUE SERVE UMA AGENDA?

Para anotar os compromissos que vão surgindo, aniversários, consultas médicas ou mais qualquer coisinha que tenhamos receio de nos esquecer entretanto, certo?

A apresentação do livro "Contos do Nosso Tempo" já estava agendada para sábado dia 7 de julho, pelas 17 horas, na FNAC do Centro Comercial Colombo, vai para mais de um mês. Até com este simpático convite (posterior), do meu (nosso) amigo Vitor Fernandes (aka, Predatado ou Constantino, na blogosfera), que é um dos autores desta coletânea de contos:

Tudo certo e devidamente anotado, não é que um almoço familiar - sucessivamente adiado à conta dos exames dos "putos" - foi marcado para o mesmo sábado? Não teria grande problema, se fosse em Lisboa. Mas não é! Sem desmerecer o empenho em manter a família unida em alegre convívio, dos 16 aos 87 anos, desta vez preferia passar, como num jogo de poker. Que a vida familiar também não é! Já não tenho tempo, idade ou paciência para amuar com estas combinações de última hora, embora realizadas à minha revelia...

Resta-me, portanto, enviar um abração de parabéns ao Vitor, desejando (a ele e aos restantes autores) um grande sucesso! (o livro, obviamente, vou comprar e ler, mesmo sem os devidos autógrafos!)

BOAS FÉRIAS / BOM FIM DE SEMANA
PARA TODOS!

post-scriptum - não será necessário referir que a segunda imagem  é do Vitor - um dos amigos (quase) virtuais que gosto mais de ler, pois não?

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DESVENTURAS EM CABELEIREIROS?

O homem era alto, grande, gordo e careca, possuía uma voz tonitruante e dava pelo pomposo nome de Augusto. Era o dono do cabeleireiro de bairro mais fashion da zona, naquela época. A mulher era manicure e a filha de ambos deambulava habitualmente pelo salão, sendo unanimemente considerada por toda a clientela como a menina mais prendada de Lisboa e arredores. A rapariga era feia que nem um trovão e desde pequena que se interessava por crochet, tricot, costura e bordados, aos 10 anos já ensinava algumas madames a fazer uns pontos mais complicados. Uma pespineta chata de nariz empinado, talvez devido à sua "fama", mas, pensando mais friamente no caso, a miúda tinha de se entreter com qualquer coisa...

A verdadeira "pérola" do salão era a cabeleireira ajudante (que de ajudante não tinha nada, mas pronto!), que era o oposto da família: mais nova que os patrões, era elegante, gentil e bonitinha, tinha uma fala dócil e meiga com as clientes. Constava que estava lá há muitos anos, que começara novinha a lavar cabeças e aos poucos se tornara numa profissional. Senão encartada, pelo menos devido à experiência. Certo é que, por essa altura, já muitas senhoras preferiam a Amélia ao Augusto, cujos penteados e cortes saiam todos iguais - curtinhos e muito ripados, ao estilo de capacete!

Como crianças íamos lá pouco, à exceção de acompanharmos a nossa mãe ou avó. E esta quase deixou de lá ir, quando o dito homem inventou de lhe pôr um plix no cabelo, supostamente para se manter estático durante mais tempo, para lá da laca. O plix era de uma tonalidade roxa, o cabelo grisalho saiu de lá lilás. O que só piorou com o período de férias à beira-mar que se seguiu...

Entretanto, eu e a minha irmã já tínhamos sofrido (no cabelo, não na pele) uma experiência avassaladora: não sei porquê, os meus pais acharam que nos deviam cortar as franjas, em casa. Quer dizer, imagino o porquê, mas agora não interessa nada denunciar a sovinice! A minha mãe estava hesitante, que nós mexíamo-nos muito e tal e lá aparece o meu  pai, disposto a  dar utilização à tesoura. Com o espírito "científico" que o caracterizava até nestes pequenos pormenores, considerou que a tarefa sairia facilitada com uma folha de linhas em frente à nossa cara, que aí bastava cortar a direito pela linha. Confiantes e incautas, até lhe fornecemos a folha, retirada de um dos nossos cadernos. Não sei ao certo o que é que correu mal com a primeira cobaia (a minha irmã), se ela se mexeu ou se ele errou na linha! Lembram-se da Beatriz Costa? Pois, a dela ficou mais à Santo António! Claro que depois de ver o resultado já não queria que me cortassem franja nenhuma, mas naquele tempo as crianças não tinham voto na matéria. A minha não acabou tão curta, mas também não pude rir muito - não escapou a um ziguezague, que até o Augusto fazia melhor.

A última vez que visitei o tal salão de bairro, a indignação fervilhava em todas as conversas: a Amélia, aquela ingrata, tinha casado e abandonado a profissão. Os ex-patrões e a idiota da filha (cada vez mais mandona na coitada da rapariga que lavava as cabeças) não se calavam com tamanha ingratidão e a clientela anuía e concordava. Francamente, nem sei se por ironia. "Vai-se arrepender!" ou "Tinha aqui um belo futuro!", vaticinavam. A minha mãe lá estava, calada, até que disse ao Augusto, quando ele se preparava para me cortar a farta cabeleira, neste estado de exaltação: "corte à rapaz!" Garanto que foi um trauma que me ficou para a vida inteira... Não voltei àquele cabeleireiro, nem nunca mais admiti palpites da minha mãe sobre o assunto!

Imagem da net.      

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESTÁ CRESCIDO...

Quando o meu filho nasceu (e já la vão 20 anos, ai, ai!) era tão pequenino, frágil e assustadiço com qualquer barulho inusitado, que o chamava de "pardalito". Assim só em privado ou em ambientes restritos, que a ideia não era que a alcunha pegasse para a vida. Palrador e, mais tarde, falador e cantarolador (como ainda é até hoje, embora desafinado), parecia-me que a descrição lhe assentava que nem uma luva.

Os colegas de escola, evidentemente, não o viram da mesma maneira. Pequeno, elétrico, cheio de genica e ideias, com um cabelo algo emaranhado e cor de rato, pois, foi mesmo de rato que o apelidaram. Que se mantém!

À medida que os anos foram passando, todos foram crescendo, uns mais que os outros. As meninas foram as primeiras a desenvolver-se, tanto em altura como nos restantes atributos femininos, quase "comiam as papas na cabeça" da rapaziada. Depois vinham as férias de verão e, no recomeço das aulas, lá apareciam uns rapazes com um palmo acima de dois meses e meio antes e ele... nada! O pai animava-o: "Ah, quando entrei no colégio (interno e militar) também era o mais baixo de todos, mas depois cresci!" A tia todos os anos repetia:: "Vais ver que é este verão que 'dás o pulo', como aconteceu com todos os meus colegas de liceu, que cresciam imenso nas férias"...

Francamente, nem dei conta! Primeiro já estava do meu tamanho (OK, não é grande façanha!), depois do da tia, a seguir do pai e da prima, epá, alto lá, que a torre Eiffel é em Paris, não em Lisboa. Contrariamente ao que é costume, obedeceu! Mesmo assim, ficou no 2º lugar do ranking (palavra modernaça, aqui sem o seu sentido pejorativo) familiar de alturas, apenas ultrapassado por uma das primas. (a mais nova, ainda está para ver...) 

Mas que tenho saudades do meu "pardalito" - que já virou pardal, para não dizer pardalão (que também não é gigante!) - não restam dúvidas. E da época em que via estes desenhos animados com ele, o vídeo mais visionado cá em casa na sua infância, também não:


PARABÉNS, FILHOTE!
(também já podiam deixar de te chamar rato, mais alto, de cabelo mais escuro e quase rapadinho, mas isso... tá quieto!)

Imagem da net.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UMA CASA NA ÁRVORE...

A RTP estava a exibir uma série da BBC sobre a vida nas florestas tropicais. Que não deve ser nada fácil, como é lógico! Logo de início percebi que focava essencialmente uma tribo, que vivia em casas construídas nas copas das árvores e que se dedicava à caça. OK, é uma questão de sobrevivência, mas não me apetecia verificar os métodos dos caçadores apanharem macacos desprevenidos a saltitar de galho em galho, com zarabatanas de setas envenenadas. Desisti de ver!
Alguns minutos depois voltei à sala e oiço uma mulher a afirmar, ufana (em inglês ou traduzido em voz off, não me recordo...): "O meu marido é o melhor! Os meus filhos nem se afligem, têm muito orgulho no pai, quando o veem apontam e dizem: 'Ena, lá vai ele!'". Olhei para o ecrã e vi o homem, grande orgulho de toda a família, a trepar a uma árvore...
Nem imaginam a risota!

Curioso também é que não encontrei na net nenhuma cabaninha que se assemelhasse às da tribo da série televisiva. Mas encontrei esta - suponho que numa foto da autoria de Allison Shelley - da residência de um casal americano (Erica e Mathew Hogan), que resolveu encontrar um modo de estar na vida alternativo, cujo site podem encontrar aqui.

É, ainda há gente que me espanta, pelo lado positivo... (e sim, essencialmente o trepador de árvores, que afinal ia catar o mel às colmeias de abelhas, anichadas no topo do arvoredo, para adoçar a boca à sua tribo!)

BOM FIM DE SEMANA!
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sábado, 16 de abril de 2011

UMA FATIA DE BOLO

O meu filhote faz hoje anos: 19, para ser mais exacta! Desta vez não haverá festa cá em casa, pois aproveitando as férias universitárias foi passar o fim de semana a Madrid com alguns amigos. Ficámos um pouco desiludidos, por coincidir na data, mas já se sabe que é mesmo assim, os filhos vão crescendo e abrindo as suas asas fora do ninho familiar...
Mas já não é a primeira vez que coincide estarmos fora de casa. Quando ele fez 8 anos viajámos no próprio dia para Londres, pois íamos ao casamento de um dos meus primos, alguns dias depois. A ideia era aproveitar a viagem para dar a conhecer a cidade aos miúdos: ele e a minha sobrinha! Com toda aquela azáfama, de malas para cá e para lá, de avião, de chegar ao hotel e pousar as bagagens quase ninguém se lembrou de falar no seu aniversário. Nem ele, excitado com a novidade! 
Após todas essas andanças, lá partimos para uma zona central de Londres, próxima de Marble Arch ou assim, percorremos algumas ruas a pé a ver montras em ritmo de passeio, com o objectivo de jantar nas imediações. Com a minha mãe, irmã e cunhado, putos e nós, éramos sete. Demorámos um pouco a encontrar um restaurante simpático e agradável, com preços acessíveis, a escolha recaiu num italiano.
Durante o jantar conversámos sobre os programas para os próximos dias, que incluíam o aluguer de um carro para nos deslocarmos ao local do casamento, em Cambridge, onde também pernoitaríamos e para o regresso a Londres no dia a seguir. Além de outros planos logísticos, como ida ao cabeleiro na véspera do evento, que ainda não sabíamos bem onde procurar (sempre nos tinham dito que eram carérrimos, o que deve depender de ser um "artista de nomeada" ou um mais simples de bairro, que sempre dá um toque melhor que o nosso, depois de sair do chuveiro).
Acabadas as pizzas, lasanhas e esparguetes levantei-me da mesa, como quem vai à casa de banho, mas na realidade fui falar com um dos empregados. Que por sinal era português, bem como um outro. A chatice é que não tinham bolos - que obviamente não pude levar - mas lá concordámos que uma fatia de cheese cake, ou lá o que era aquilo, podia manter a vela  e o "pauzinho de estrelas" em  cima, com os quais ia  precavida. Só para cantar os parabéns e festejar. Os empregados trouxeram as sobremesas e, no final, vieram os três com a fatia de bolo iluminada, a cantar os parabéns em português desde a cozinha, ao que nós juntámos a nossa cantoria. O rapaz nem estava a perceber que a "festa" era para ele, mas assim que entendeu a reacção dele foi inesperada - deitou a cabeça no meu colo e chorou emocionado! Ele, que nem nessa tenra idade simpatizava com lamechices. Soprou a vela ainda de olhos vermelhos, encantado com a surpresa!
Hoje, à meia noite, telefonámos para lhe desejar um dia muito feliz! E essa emoção momentânea voltou a transparecer na sua voz...

PARABÉNS, MEU QUERIDO!

ps - não lhe demos dinheiro para a viagem, ele "virou-se" com as mesadas, prendas de Natal e de aniversário, não sei se com um biscate que efectuou entretanto (ainda não lhe tinham pago) e uma organização atempada, que permitiu comprar os bilhetes de avião "low cost"  baratinhos!

Imagem da net.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

AO FIM DO DIA...

Fotografia de Ian Britton

Perdi a conta ao número de "reuniões de pais e professores" a que assisti. Geralmente sem grande proveito, que são quase todas de "viró disco e toca o mesmo"! Poupo-vos ao relambório habitual, às histórias intermináveis que papás e mamãs babados se lembravam de relatar a todos os presentes, sendo eles uns pais perfeitos e os respectivos filhotes verdadeiras jóias de qualquer coroa! Uma seca!

Desta vez foi relativamente proveitoso: além da participação dos encarregados de educação ter diminuído significativamente (sei lá, se calhar por alguns alunos já terem mais de 18 anos), ainda havia uma questão curricular a "discutir" - no 12º do ano passado tinham uma cadeira extra à escolha, este ano são duas, mas limitada ao número de participantes (e talvez de 'profes' para a leccionar) - e a tal da gripá (versão Rauf e Vani, faxavor!).

A Directora de Turma pediu encarecidamente aos pais presentes que não deixassem os "putos" ir para a escola em estados febris. E essa, sim, foi uma grande novidade! Nem ela sabe que em tempos, uma outra DT, muito mal encarada, me acusou de justificar mal as faltas do menino (que na altura até era!), que se tinha febre era enfiar-lhe um benuron no bucho, não era justificação plausível...

Mudam-se os tempos e as vontades...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

GARNISÉ

Foto de Ian Britton

Um dia destes, o filhote de 16 anos lembrou-se de me perguntar, enquanto estava a preparar o jantar:
- O que é que achavas, se eu pró ano fosse estudar para os Estados Unidos?
- Nada! Ainda é cedo para isso, não tens maturidade para tanto - respondi.
Saiu da cozinha zangado, a chamar-me "mãe galinha" e outras coisas que tais.

Na verdade, não fiquei com problemas de consciência, porque já não o vejo como um pintainho no meu ninho, mas ainda não o consigo encarar como adulto, a desenrascar-se sozinho numa terra distante se alguma coisa correr mal. E, é evidente, não pretendo alojar na minha casa um marmanjão americano, em sua substituição, num intercâmbio não sei das quantas...

Alguns amigos vão? Pois, que bom para eles!!! Ou não?!

Por incrível que pareça, a Inês (sem ser a anja), enviou-me esta cantilena diária de todas as mães, que se aplica quase inteiramente:




Ah e tal, que o rapaz está preso à perna da mesa por pais retrógrados? Ná! Só que ainda é cedo para viver o "sonho americano" em toda a sua pujança...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

FILHOS DE PAIS SEPARADOS

Não tive essa experiência, felizmente! Mas já não é a primeira, nem segunda, nem terceira, em que a coisa se passa mais ou menos assim:

- o casal desentende-se, as crianças ficam a cargo da mãe, com a concordância do pai (que normalmente nem pede o poder paternal sobre os filhos);
- a mãe passa o tempo a virar-se do avesso, a trabalhar no duro, a tratar do conforto dos filhotes, a educá-los;
- o pai encontra os filhos de 15 em 15 dias, compra tudo o que estiver ao seu alcance para os satisfazer, depois lá segue o seu rumo, até daí a duas semanas;
- os putos, perante as insistências maternais de escovarem os dentes todos os dias, de comerem a sopa e a fruta, de tomarem banho diariamente, de não pôr a música em altos berros e acordar a vizinhança, “quero lá saber”, que esta gaija é chata, vou é viver com o pai, que me dá tudo o que eu quero;
- nem todos os pais concordam imediatamente, mas acabam por ficar lisongeados e aceitar – “ai que bom pai que sou, até me preferem à mãe!”

Isto para já não falar das inúmeras chantagens emocionais, que os miúdos pregam aos pais desavindos, sabendo que não costumam dialogar um com o outro... Não é uma ìnclita geração, é mais uma geração inclinada para o lado onde rola mais massa e... menos chatices!

Custódia conjunta? Uma excelente ideia! Que funciona, a longo prazo...