sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

POESIA E SILÊNCIO

Por esta altura do ano relembro sempre o primeiro poema decorado como trabalho escolar, para recitar na aula. Carregado de nostalgia, numa época em que essa sensação ainda era vaga, imprecisa e aparentemente distante...

À medida que o tempo passa, cada vez leio menos poesia. Por amor e ódio, em simultâneo: amor à envolvência das palavras esteticamente enquadradas naquele ponto preciso; e ódio por me conduzir os pensamentos e os sentimentos a meandros onde não pretendo deambular.

E conseguir alinhavar duas frases, quando essa onda poética avassala? Comparativamente, as palavras que escrevo carecem de significado ou sentido. Resta o silêncio (até a fase desaparecer)! E o desejar um...

BOM FIM DE SEMANA A TODOS!

Imagem do facebook.

14 comentários:

  1. Eu leio muita poesia, sei algumas de cor e interrogo-me sempre como é que sabendo todas as palavras utilizadas não sou capaz de as alinhar poeticamente...
    Sinto uma enorme frustração! :(

    Abraço

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    1. Também sei algumas de cor, ou só uns versos soltos aqui e ali, ROSA! Desde esses tempos de escola... Mas nem me atrevo a tentar escrevê-la! Para a frustração não ser maior... :)

      Abraço!

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  2. Às vezes é preciso um retiro de poesia, já que há por aí há muitos poetas a estragá-la. Um beijinho Teté e bom fim de semana

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    1. Mas eu estava a falar de poesia, não de "arremedos", KIM! E sim, pretensos poetas é que não faltam por aí... :)))

      Beijinhos!

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  3. Gostei da forma amor-ódio como definiste a poesia. É exactamente o que eu sinto, embora nunca tenha sido capaz de a definir tão bem! Bom fim de semana...

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    1. Não é exatamente uma definição, BRISEIS, mas antes uma forma de a sentir! Contraditória! :)

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  4. Não leio muita poesia. Talvez não tenha a sensibilidade necessária para a compreender. Decorei uma e ainda me recordo de parte.... Bate leve, levemente... : ))))
    E que cor fabulosa essa da foto.
    Bom fim de semana

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    1. Pois, estás como eu, CATARINA! Leio um poema ou outro, quando calha, em livro nunca! E nem sempre compreendo! Mas aí também se distinguem os grandes poetas dos restantes... :)

      A "Balada da Neve", de Augusto Gil, também chegou a ser dos obrigatórios de decorar na escola... Hoje em dia cairia o "carmo e a trindade" se obrigassem os meninos a decorar poesias... :)))

      Por cá não existem árvores de folhas vermelhas, daí ter gostado tanto da foto! :D

      Abraço!

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  5. O primeiro poema que decorei estava no meu livro do segundo ano e nunca o esqueci. É o "Levava eu uma fita" só quando há tempos fui buscar uma livro à estante do sótão porque queria partilhá-lo com a minha irmã é que reparei que era de Fernando Pessoa. Uma mente tão agitada e tão complexa conseguiu em simultâneo escrever algo tão simples e delicado e fiquei a admirá-lo mais um pouco por isso.

    Beijinhos

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    1. É essa a diferença que existe entre os grandes poetas e aqueles que a determinada altura têm mais sucesso, e o mesmo se diga em relação à prosa! Uns vendem muito ou têm grande sucesso, mas rapidamene são esquecidos e datados, outros são intemporais...

      Escrever de maneira simples e compreensível, com uma mente tão complexa, é de mestre, POPPY! :)

      Beijocas!

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  6. Também leio pouquíssima poesia e faço-o sempre de forma pouco ordenada. Talvez tenha a ver com algo que a Teté escreve no seu post.
    Bom fds

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    1. O que leio de poesia por circunstância ou acaso, não faz de mim poeta, CARLOS! Até me atrapalha, porque percebo que nunca vou chegar a esses calcanhares. Mas alguns poemas são inesquecíveis e quando nos batem... não há volta a dar! Mas passa, felizmente! :)

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)