terça-feira, 13 de setembro de 2011

DIZ ADEUS

Dos três romances que li de Lisa Gardner - no género policial ou de suspense, conforme lhe queiram chamar - "Diz Adeus" é, sem sombra de dúvida, o mais forte e o mais fraco. Passo a explicar: mais forte, porque as emoções que suscitam no leitor raiam o terror; mais fraco, precisamente pela mesma razão! Quer dizer, já não bastavam os "fantasmas" existentes na cabeça de psicopatas sanguinários, ainda se acrescentam os de uma casa assombrada onde reside uma nonagenária? OK, facilita o epílogo, mas também indica que a escritora preferiu entrar na "moda"... Para a qual tenho pouca pachorra, note-se!
A agente do FBI Kimberly Quincy está grávida, quando uma jovem prostituta igualmente grávida a alerta para o desaparecimento de várias "colegas", sem ninguém reparar na sua ausência. Simultaneamente, Sal Martignetti, agente de outra força policial, vai coleccionando passaportes de raparigas que alguém lhe planta no pára-brisas do carro. Quando os dois investigadores aliam os seus esforços, chegam à conclusão que anda um psicopata à solta, sobre o qual nada sabem, para além do seu fascínio por aranhas e tarântulas. À medida que a investigação avança, a sordidez do caso agiganta-se com prostituição, pedofilia, sequestros, tortura, mercado de filmes pornográficos e múltiplos homicídios.
Demasiado para um romance policial, mas na senda de um verdadeiro livro de terror, de causar arrepios na pele de qualquer um. Sendo que as tarântulas e os fantasmas são as mais inocentes criaturas do enredo...
Dito isto, não deixei de apreciar a escrita de Lisa Gardner, ao longo destas 283 páginas, mas para já também lhe vou dizer adeus... nos tempos mais próximos!
CITAÇÕES:
"- O nosso filho nunca será autorizado a ter um computador no quarto - anunciou Mac. - Qualquer portal de saída é um portal de entrada e eu quero saber o quê ou quem entra em nossa casa a qualquer hora."
"[...] a maioria das pessoas não precisava da crueldade de estranhos para dar cabo da sua vida; a maioria das pessoas era perfeitamente capaz de o fazer pelos seus próprios meios."

11 comentários:

  1. A este fujo.:)
    Estou a ler um fantástico de um duriense que não é Miguel Torga.:)
    beijinhos e um óptimo dia

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  2. Pareceu-me interessante o livro, pelo menos faz o meu genéro de leitura sem dúvida.
    Beijos:)

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  3. pode dizer-se então que é um romance muito frio, certo?
    eu não vou ler porque não gosto de me arrepiar...

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  4. esqueci-me duma coisa... ADEUS! :e

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  5. Nunca tinha lido nenhum livro de Lisa Gardner. O primeiro que li foi este e também o achei como algumas das fotografias que tiro em que lhe coloco 5 ou 6 elementos e deixo escapar o motivo principal. Ainda assim, talvez por ter sido o primeiro dela que li, devo-te dizer que fiquei com vontade de ler mais.

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  6. Pois, não deve ser mesmo o teu género, NINA! Se gostares desse livro, depois diz-me qual é, OK? Boas dicas sobre leituras são sempre bem-vindas! :D

    Beijocas!

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  7. Há leitores para todos os géneros, CONCHITA! Pessoalmente, aquele quase terror não faz muito o meu, mas gosto de escrita da autora... :)

    Beijocas!

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  8. Que insensibilidade, VÍCIO! Não nos arrepiamos só de frio, sabias?! =))

    Hummm... e que bem mandado! :))

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  9. Ela escreve bem, VITOR, mas é isso mesmo: parece que pôs para o panelão todos os nossos maiores terrores e depois serviu um prato cheio, que nem se vê a cor do fundo dele... ;)

    Ah, e nem tenho medo de aranhas, faria se tivesse! :D

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  10. acabei agora o woody allen (de que te falei noutro comentário) e devo começar "As Benevolentes". grande calhamaço mas de que colhi referências interessantes. terror, tirando o Poe de que gostei, prefiro ver a ler.

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  11. Terror, não gosto de ler nem de ver, MOYLITO! ;x

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)