quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SERES HUMANOS OU RATOS?

Já houve tempos em que aderir a uma greve significava prisão e despedimentos. Mesmo assim, os trabalhadores continuavam a lutar, com coragem e determinação, para conquistar direitos mínimos. Depois houve outros em que as greves se sucediam atrás umas das outras, por dá cá aquela palha, em que sindicatos e partidos políticos manipulavam a populaça, consoante os seus interesses, justos ou só para promover a arruaça e a confusão.
Os tempos mudaram! Os escândalos de novas Donas Brancas - só que disfarçadas de banqueiros respeitáveis, com o aval do Banco de Portugal - mais umas negociatas ardilosas que ninguém entendeu muito bem (ou, pelo menos, eu não entendi!), fizeram a verdade subir à tona de água como o azeite: muitos portugueses viviam acima das suas possibilidades reais e as dívidas para pagar amontoavam-se! Além que coube também ao "nobre povo" pagar todas as facturas de gente que fez desaparecer milhões impunemente, nesta nação doente e vergada ao capital. Como resultado, os salários da função pública foram reduzidos, os impostos aumentados, as SCUT - mesmo sem alternativas viáveis, que não coloquem em perigo a vida dos utilizadores e dos cidadãos residentes na zona - passaram a ser pagas, a par de uma série de outras medidas que só contribuíram para sacrificar ainda mais os que trabalham e/ou têm mais dificuldades.
Ah e tal, que a greve não resolve?! Pois não! Mas protestar sempre é melhor do que ficar de braços cruzados, ou em constantes lamúrias e queixumes sobre a infelicidade desta crise ou dos políticos que elegemos! Afinal de contas: somos seres humanos ou ratos?

O mural da imagem é antigo (pescado na net) e de tempos revolucionários, mas desta vez concordo inteiramente: esses ricos banqueiros, administradores, economistas, governantes, empresários, etc. e tal, que por incompetência, ambição, corrupção ou sabujice nos meteram a todos neste berbicacho, que paguem o que devem! A que propósito é que a população tem de arcar com as dívidas contraídas por essa maltosa? Daí a minha solidariedade com todos os grevistas, que hoje forem para a rua protestar...

19 comentários:

  1. Não faço greve, na verdadeira acepção da palavra, pois para isso precisava de trabalhar por conta de outrem. O que não é o caso! O que não impede que esteja solidária com todos os que assim protestarem... :v

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  2. concordo com a greve mas não concordo com a greve!
    na minha óptica, greve deveria ser feita com o pessoal a estar à entrada do local de trabalho mas sem trabalhar porque desta forma acho que se trata de falta de vontade de trabalhar do que um protesto...
    desta forma deveriam ser assinaladas faltas não justificadas e nem entrarem nas estatística da greve!

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  3. Esse mural e a sua mensagem estão de facto muito actuais!
    Parece-me, que o protesto devia ser mais radical, p.e. ocupar-se todas as sedes das instituições bancárias.

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  4. É evidente que o direito à greve é um facto, mas concordo plenamente com o Vício. O que aconteceu foi um dia de "falta ao trabalho" da maioria e muito pouco mais.
    Lamento a impossibilidade de fazer greve de todos os desempregados e que a greve tenha centrado o seu foco nos trabalhadores !
    Estes ainda têm trabalho ! Os desempregados não e foram ignorados!
    O mote da greve deveria ser centrado muito mais na contestação ao governo, à sua incompetência e desgoverno, às desigualdades de remuneração, à corrupção escandalosa e à negação de perda de regalias dos políticos !
    .

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  5. Enquanto se não proceder ao enforcamento de uns quantos desses ladrões engravatados, à guisa de paradigma, nada feito!

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  6. Para animar mais um bocadinho, o governo veio permitir que as empresas públicas se esquivem a fazer os descontos nos salários previstos na Lei Orçamental. É um fartar vilanagem.

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  7. Apoiado, afinal o povo não anda assim tão distraído nem esquecido.

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  8. Houve sempre vilanagem, não só em Portugal, como em todo o mundo. Vilanagem essa, que nunca vai parar, por mais greves que se façam.

    O Rei da Lã quer enforcamentos. E eu que pensava que a Esquerda era contra a Pena de Morte!!!

    Vai aqui, Teté:
    http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/2010/11/blog-post_13.html

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  9. Concordo com essa discordância, VÍCIO: protestar é vir para a rua ou para a porta do local de trabalho, não aproveitar o dia para passear ou ir ao centro comercial...

    Por outro lado, sem transportes públicos, torna-se difícil! E convenhamos que ninguém vai para as manifs de popó... ;)

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  10. Bom, CARLOS, uma ocupação certamente levantaria muitos outros problemas... :s

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  11. E como é que um desempregado faz greve, RUI? Claro que se pode juntar aos protestos, mas não é exactamente a mesma coisa...

    A contestação era sobretudo em relação às medidas governamentais e já se sabe que não resolve muito! Nem resolveria se se pretendesse protestar contra as regalias dos políticos - com as quais a grande maioria dos portugueses certamente concordaria - até porque TODOS eles fariam questão de não as implementar... :(

    Agora corruptos presos cabe aos tribunais, mas infelizmente ainda não se viu nada... (OK, alguns poucos passaram lá uns tempinhos, mas condenações?) rsrsrs

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  12. Enforcamento, REIZÃO?! E depois como é que eles pagavam o que roubaram? Ná, prefiro que eles paguem... ;)

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  13. Pois, já ouvi falar sobre isso, CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA, e a questão nem sequer é a dos ordenados mais baixos... Fartar vilanagem, mesmo! :(

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  14. Infelizmente algum até anda, PAULOFSKI! :-o

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  15. A vilanagem precisa de pagar o que roubou, ficar trancafiada na cadeia e a chave... essa é para atirar em alto mar, EMATEJOCA! Não serve de consolo saber que também existe noutros países...

    Obrigada pelo link, só assim consegui ver o teu post! :)

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  16. percebo que no sector privado as pessoas tenham receio de fazer greve mas preocupa-me bastante que no sector privado as pessoas tenham receio de fazer greve. neste país a lei faz vista grossa da, pasme-se, lei e os patrões fazem o que querem porque a lei é para eles.

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  17. Concordo contigo, MOYLITO! Embora os trabalhadores do sector privado não tivessem tantas razões para fazer greve, também foram atingidos (e não é pouco) por estas medidas!

    E quanto mais se baixarem e acagaçarem, mais o patronato abusa... :p

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  18. Minha cara Ematejoca:

    Não sou de esquerda nem de direita!
    Não alinho nessas palhaçadas.

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  19. REIZÃO, duvido que ela leia esse comentário, vários posts depois. :)

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)