domingo, 5 de agosto de 2012

NORMA JEAN VERSUS MARILYN

No início da adolescência tinha um fascínio imenso por esta mulher - nem sei se era a vaga ilusão de um dia também ser atriz, se a história de vida atribulada que tivera desde tenra infância, se o mistério que sempre rodeou a sua morte prematura aos 36 anos de idade (por explicar!), se o modo sedutor, sensual e sexy, mas simultaneamente ingénuo, com que encarava as câmaras. Mesmo em fotografias em que posava nua, com a naturalidade de quem vai ali ao café da esquina beber um refresco... (nessa época, nem era assim tão frequente!)

Hoje, não consigo explicar porquê! A sensação de uma vida infeliz permanece, porque sempre fez parte do mito, apesar da fulgurante e glamorosa carreira cinematográfica hollywoodesca: na infância, na juventude, nos três casamentos que terminaram rápido, no que constava de uma gravidez desejada que invariavelmente acabava em aborto espontâneo (ainda engolia muito diz-que-disse revisteiro). Nunca foi por morrer tão nova - para uma miúda de 12/13 anos, uma de 36 já é velha! - nem por ser uma atriz excecional, ainda menos pelas suspeitas circunstâncias da sua morte. Talvez tenha sido uma das primeiras perceções que a vida não é justa para todos! 

Norma Jean morreu, mas Marilyn Monroe continua viva nas múltiplas mulheres que pretendem imitar a sua imagem. Ou na tinta que já fez correr em jornais, revistas ou livros, antes e depois do dia 5 de agosto de 1962. Como é que se explica um mito?

Elton John também lhe dedicou esta música, a que posteriormente alterou a letra, para também se coadunar com a imprevista morte da lady Di


Last but not least, que ambas as mulheres descansem em paz! E os mitos, para quem os queira, que os compre...

Imagens da net.

24 comentários:

  1. Ontem a 2 apresentou dois filmes com Marilyn - "Quando a Cidade Dorme", um filme sobre o mundo do crime e ela ainda como uma actriz desconhecida e depois, noite dentro, "O Príncipe e a Corista", uma comédia.
    Já não vi a comédia por ir pela noite dentro e eu estar exausta!
    Como todos os mitos há muito mistério na sua vida e morte!
    Morrer jovem é sempre uma injustiça...mesmo que seja o mais comum dos mortais!

    Abraço

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    1. Pois, ROSA, isto com os JO ainda vejo menos televisão, por acaso soube que o segundo filme estava a dar (que já vi há muitos anos), mas a meio também dispenso... :)

      Claro que morrer jovem é sempre uma injustiça! Mas para lá do aparente glamour que a rodeava, toda a sua vida parece um somatório de infelicidades várias...

      Abraço!

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  2. Os mitos não se explicam! Mas eu penso que radica no facto de ela ser uma sex symbol num mundo que não era assim tão liberto de tabus.
    Bjs e bom resto de fim de semana.

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    1. Não era e continua a não ser, TERESA, embora se tenha avançado um pouco no sentido da libertação desses múltiplos tabus! :)

      Beijocas e boa semana para ti!

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  3. Ao ler "Le premier bonheur du jour" no CR, lembrei-me logo da Marilyn!

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    1. Esse post deve-me ter escapado, EMATEJOCA! :)

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  4. Os mitos são isso mesmo. Na altura, era o "Sê um mito morrendo novo". Foi ela, Dean, Montgomery Clift, depois Morrison, Hendrix...
    Mas ela, na altura, era incomparável, embora para mim, a BB não lhe ficasse atrás.

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    1. É verdade que parte do mito se constrói a partir disso mesmo, VIC, porque mitos a morrerem velhotes e enrugados tens poucos... e todos homens! :)

      Mesmo assim, a BB acabou por ter mais sorte na vida. E continua a sua luta pelos animais, tanto que de vez em quando ainda aparece aí nas notícias... sem a carga de outrora, mas ainda se faz ouvir! :D

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  5. Há algo de irracional na construção dos mitos que torna difícil explicá-los, se bem que no caso da Marilyn haja uma forte componente de ideal sexual. Parte da explicação radicará em fenómenos de identificação do público com os seus heróis.

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    1. Também suponho que sim, LUISA! As mulheres a quererem ser como ela, os homens a desejá-la ou a tentar encontrar uma mulher semelhante, morre nova e vira mito! Certo é que a imagem dela ainda "vende"... ;)

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  6. Um mito, de facto.
    O meu era/é Elvis.:)

    beijinhos

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    1. Nunca liguei muito ao Elvis, NINA! Lá está, somos todos diferentes... :)

      Beijocas!

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  7. Apesar de ter, ela própria, construído a sua imagem de símbolo sexual, "MM" sempre quis ser uma actriz séria. Essas contradições a sobrecarregaram emocionalmente, sendo obrigada a receber vários tratamentos psicológicos.

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    1. Consta que queria ser realmente uma atriz séria, EMATEJOCA, mas não se pode dizer que tivesse uma carreira errática, antes pelo contrário, foi sempre ascendente. Não exatamente séria, mas pronto! Mas também tenho um pouco essa ideia, que era uma mulher pouco equilibrada. O que também não admira muito, com um passado tão recheado de desventuras e infelicidades... ;)

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  8. Acho que foi mal compreendida, mal amada e mal muita coisa. No fim, teve uma vida infeliz e tenho pena disso.

    Diana , parece-me, teve uma vida algo semelhante.

    Como tu, desejo paz a ambas!

    Bons sonhos

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    1. O facto de terem passado uma imagem de infelicidade - Marilyn e Diana (embora de outra forma) - também deu azo a uma compaixão enorme do público em geral...

      Bons sonhos para ti também!

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  9. Como dizes, talvez Norma Jeane tenha morrido há anos, mas Marylin continuará viva ainda por muitos e muitos ! É caso é para perguntar por quantos mais ? ... Creio que será esquecida um dia, mas quando ?...
    .

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    1. Não faço a menor ideia até quando, RUI, já me parece fantástico que ainda hoje em dia exista em torno dela e de outros como ela. Afinal de contas há muitas gerações que já nasceram após a sua morte... e o mito continua! ;)

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  10. Não mais mito para a geração atual. Não é à toa que Hollywood lançou um novo filme para revivar o mito. Meu filho sabe quem foi Marilyn Monroe, mas não entende porque ela tornou-se mito. Daí eu olho uma foto dela no filme Dangerous Years, compreendo como a indústria do cinema, quando quer cria um personagem mitológico. Marilyn era um personagem de Norma Jean e deve ser muito cansativo viver um personagem a vida toda. Ainda mais quando a pessoa que carrega o personagem começa a envelhecer e em seu corpo não cabe mais o personagem. Boa semana!! Beijus,

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    1. És capaz de ter razão, LUMA! Quer dizer, a personagem certamente foi "construída" pela "máquina de fabricar sonhos hollywoodesca", certamente com a sua participação. Mas daí até ela não aguentar a pressão, aos 36 anos, já é outra conversa... ;)

      E sim, duvido um pouco que as novas gerações prolonguem o mito por muitos mais anos, facto é que ainda todos a conhecem. O ideal de beleza e de sedução também varia consoante o tempo... :)

      Beijocas e boa semana!

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  11. Norma/Marilyn: Paz à sua alma, que o seu corpo nunca teve descanso!

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  12. Lembro-me bem da exitação do meu irmão mais velho no dia em que ela morreu. Eu era um "pirralho" e não percebia a razão de o meu irmão ter ficado tão transtornado.
    Mais tarde, claro, percebi!:-))) mas sempre me interessei mais pela sua vida ( e morte) do que pela mulher em si.
    Boa semana

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    1. Bom, para dizer a verdade não me lembro sequer do dia, que também era "pirralha", CARLOS! :)

      Depois suponho que todos entendemos, se bem que em redor de um mito existem muitas "inverdades"! ;)

      Boa semana para si também!

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)