quarta-feira, 17 de agosto de 2011

UNS MENTEM, OUTROS MORREM

As séries policiais norte-americanas - "CSI" (a original ou as outras duas), "Mentes Criminosas", "Casos Arquivados", entre outras - começaram a fastidiar-me já há algum tempo, dada a inverosimilhança de argumentos que, de tão rebuscados, raiam a patetice pura e simples. 
Quer dizer, um dia o vizinho de cima deixa cair um vaso da sua varanda, que por sinal acerta na cabeça do de baixo, ninguém repara, mas o culpado dessa morte acidental trata de limpar a cena meticulosamente e de luvas providencialmente à mão, descarta-se do cadáver como se nunca tivesse feito outra coisa na vida e quase se safa, não fosse por um cabelinho minúsculo ter caído no local, avaliado à lupa por peritos investigadores, que em menos de 3 tempos (ou seja, quase no final do episódio!) chegam à conclusão que esteve envolvido no caso. Nada a declarar, a não ser que é um tédio assistir sempre a mais do mesmo!
Em contrapartida, Ruth Rendell continua a fascinar-me, revelando ao longo das suas páginas o que há de mais sórdido na natureza humana, traçando perfis seguros das suas personagens e respectivas contradições.
A acção deste policial decorre lá para os inícios dos anos 70 (foi publicado em 1973), durante um festival pop numa pequena localidade inglesa, que movimenta a juventude e contraria grande parte da população residente. E tudo parecia correr ao gosto dos jovens, até que um casal de estudantes apaixonados se refugia numa pedreira dos arredores para trocar "carinhos", longe de olhares indiscretos, e encontra o corpo sem vida de Dawn. Uma rapariga lá da terra a viver em Londres, tida como mentirosa compulsiva...
Muito bom, para não variar, com o surpreendente final já habitual na escritora!

Post-scriptum - este já comprei na Feira do Livro de Portimão, que, para quem não lembrar e estiver de férias pelo Algarve, só encerrará "a tenda" lá para dia 21 de Agosto.

12 comentários:

  1. Uma autora a considerar. Gosto muito de policiais.

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  2. cheguei a assustar-me com o titulo!
    tu devias evitar estas coisas que levam a pensar que o Socrates é um imortal...

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  3. zé do cão8/17/2011

    http://fotos.sapo.pt/rbWuGzCIeEtT9hZFISio/x66
    Um policial? Vinha mesmo a calhar.

    Bjs.

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  4. Óhhh menina Teté isto assim não pode continuar... :n

    Recomendas livros que eu acho que vou adorar ler, anoto os títulos e os autores em milhões de post-its que colo no pc, na secretária e em todos os bocadinhos que me lembro aqui em casa...depois quando estou nas livrarias e visto que não levo as anotações comigo, pergunto de mim para mim "Que livro falou a Teté?"...claro que se eu não respondo muito menos os outros :(

    Desta vez vou escrever na mão como fazia quando era criança :p

    É por causa do que contas que já fui espectadora atenta dessas séries e hoje não as suporto...

    Beijinho :)

    *Vício =))

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  5. Interessante, ao que parece...até para quem não aprecia policiais.:)

    Um gde beijinho (foi isso que vim trazer)

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  6. Somos duas, Catarina! :D

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  7. Deixa lá o Sócrates descansado, VÍCIO, que lá para o Natal (ou até antes!) ainda se vai falar muito nele, em tom de súplica: "Volta, que estás perdoado!" :D

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  8. Calha sempre bem, ZÉ DO CANITO! Espero que tenhas tido um dia muito feliz! :-L

    Jinhos para ti!

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  9. Quanto às séries, estamos absolutamente de acordo, MARIA - só quando está mais alguém a ver e está interessado, porque de resto zip-zap! O último que vi era um criminoso tão esperto, que foi preso e preparou com antecedência de uma semana ou coisa a sua fuga durante o transporte para o estabelecimento prisional, com um gás XPTO fanado de uma faculdade... Fácil, fácil! Não há pachorra! :-W

    Eheheh, por essas e por outras é que tenho um bloquinho dentro da mala para pequenas anotações, não só de livros, mas uma exposição para ver, encontros ou qualquer coisa que entretanto me passe pela cabeça ter interesse pesquisar! :))

    Beijocas!

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  10. Oh, NINA, que boa essa visitinha! Espero que estejas bem e mais descansada! :)

    Beijão grande para ti também!

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  11. tens bastante razão. há já algum tempo que essas coisas se têm tornado aborrecidas, para dizer o mínimo. vou vendo o sobrenatural. ao menos faz-me rir e não é pretensioso :)

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  12. Pois, mas para sobrenatural não tenho pachorra mesmo nenhuma, MOYLITO, e não é de agora... :]

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)