quarta-feira, 13 de julho de 2011

EMBALAR A TROUXA E ZARPAR...

... é o que nos está a apetecer a (quase?) todos! Um cansaço de um ano inteiro, que nem um ou outro fim de semana chegou para recarregar baterias. Com politiquices ao rubro, que raramente nos alegraram, nem no todo nem em parte...
É nestas alturas que gostaria de voltar a ter a idade do meu filho, que esta semana me anunciou que ia passar uns dias a Tomar, uma hora depois estava de mochila às costas e de partida! Sem complicações algumas, mas certo é que não tinha a mesma facilidade na minha juventude - autorização paternal era imprescindível e as explicações de para onde e com quem ia também. E vá que os meus pais não eram nada chatos, algumas amigas minhas nem permissão para ir a uma matiné de cinema conseguiam. Em Lisboa!
Enquanto se contam os dias que faltam para as férias, vamos notando que a blogosfera também já está a meio gás - uns já foram e já voltaram, outros estão na mesma contagem decrescente, todos sem grande vontade de dar ao teclado. É assim todos os anos: os posts, as visitas e os comentários diminuem, (re)descobre-se que há uma vida lá fora para além da virtual. Portanto, é "laissez faire, laissez passer", lá para o final do Verão logo se vê quem regressa, quem desiste, quem (re)começa...
Eheheh, bem vistas as coisas, todos temos saudades daquelas férias quando éramos crianças, que duravam três meses inteirinhos!
Para quem ainda não tem destino certo, segue um vídeo promocional do turismo de Portugal, que considero particularmente apelativo, para portugueses ou estrangeiros: 


Ah, e sim, quando for de férias, o que ainda não é para já, vou rever aquela cegonha da fotografia. Onde será que ela está?!

terça-feira, 12 de julho de 2011

AMOR E CHOCOLATE

A capa é gira! A publicidade é imensa: Dorothy Koomson escreve best-sellers, com inúmeros fãs pelo mundo inteiro. Seria de esperar, portanto, que abundassem críticas ou análises sobre "Amor e Chocolate" na net, dando a conhecer as impressões mais marcantes para cada leitor. Nada disso! Salvo raríssimas excepções, só se encontra a chapa nº 5 (leia-se, o resumo da contracapa) e pouco mais!
Saliento desde já que só procuro essas opiniões quando já tenho a minha formada, pela curiosidade de saber se alguém a partilha...
Quanto ao livro propriamente dito, parece um diário emocional de uma rapariga de 13 anos, o que inicialmente pode ter a sua piada. Mas Amber Salpone já ultrapassou a "barreira" dos trinta, é a grande amiga de Jen e quando esta começa a namorar Matt, conhece o melhor amigo deste, Greg (podre de bom, como não poderia deixar de ser), um mulherengo incorrigível. Mas como ela já se decidiu pelo celibato, torna-se grande amiga deste também, safando-o de muitas outras mulheres que almejam prendê-lo nas suas "garras" - o "pobre" coitado só quer sexo, sem compromissos!
Os problemas, dilemas ou trilemas começam quando após uma noite de copanada os dois se envolvem madrugada adentro no maior deleite sexual que já tiveram na vida. Ela pouco experiente, ele o sabe-tudo-sobre-o-assunto, mas disposto a tentar um namoro. A partir daí ela fica permanentemente ciumenta e desconfiada, ele a tentar provar-lhe que mudou, ambos os amigos convenientemente mantidos fora desse segredo, que ela receia não durar mais de duas semanas. Contudo a situação mantém-se, com muitos beijos e sexo-do-melhor-que-há sempre que se encontram. Mas quer dizer, quando ainda não chegámos à página 100 e ainda faltam mais 309 disto, é óbvio que a autora tem de inventar lá mais umas zangas, amuos e mal-entendidos para tentar desinstalar a monotonia já existente. Fui ler o fim. Ora, pois, o velho caso da amiga que sente ciúmes do namorado dela, por receber menos atenção, e inventa uma maneira de os separar. Um "clássico"! Sem qualquer subtileza...
Só li as páginas de permeio, porque ia  ser tema de discussão no "Clube de Leitura" (desta vez com menos quórum, devido a férias e tal). Não houve discussão nenhuma, a unanimidade foi total: o pior livro que já lemos no âmbito do grupo! Nem o chocolate, a classificação dos amigalhaços em  marcas de chocolate ou o andar a farejar os ditos no supermercado trouxe grande graça ao enredo - a personagem principal parece  sempre tonta! E os familiares e amigos também!. A ser chocolate, este livro é daqueles que sabe a ... sabão!
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A próxima reunião do "Clube de Leitura" foi agendada para dia 17 de Setembro, com o livro "Raposas de Fogo", de Joyce Carol Oates.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LARRY CROWNE

Ver dois dos meus actores preferidos a trabalhar no mesmo filme é uma oportunidade rara, de modo que a aproveitei assim que pude. E não estou nada arrependida, que o filme dispõe bem!
Larry Crowne (Tom Hanks) trabalha como vendedor numa grande superfície, tendo até recebido nove prémios como melhor trabalhador do mês, quando é surpreendido com o despedimento - os seus chefes alegam como motivo o facto de não ter um curso universitário. Ora isso atrapalha imenso os planos de Larry, que após se ter divorciado está a pagar sozinho o empréstimo da casa e não tem outros meios de subsistência. Enquanto não resolve o problema do emprego, resolve matricular-se em duas cadeiras da universidade: Oratória e Economia. Para as deslocações ele arranja uma lambreta, para tornar as viagens mais económicas e é assim que conhece Talia (Gugu Mbatha-Raw), uma jovem que pertence a um bando de "lambreteiros", que o convence a aderir ao grupo. Por seu turno, a professora de Oratória (Júlia Roberts), está a passar uma fase difícil na sua vida - não só se encontra desmotivada para o seu trabalho, como o seu casamento está a dar as últimas, com o marido todo o dia em casa supostamente a escrever, mas secretamente (ou nem tanto assim) a passar o dia a ver sites porno. Mercedes Tainot, assim se chama a professora, exagera na bebida e tem tendência a ser um pouco ríspida com os alunos. Mas pronto, já se está mesmo a ver o que vai acontecer...
O argumento é fracote e banal, mas vale sempre a pena ver estes actores em acção. Tom Hanks assina também a realização e é co-argumentista, enquanto a sua mulher na vida real, Rita Wilson, também consta do elenco, num papel secundário. Curiosamente, a IMDb tem o casting errado neste filme, facto que é inusitado. Aqui fica um "cheirinho" desta comédia romântica:


Imagem da net.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ESPANTALHOS NÃO!

"Seremos tudo o que disserem
por ganância ou especulação:
caloteiros dromedários,
fogueiras de exibição,
vigaristas primários
com dívidas de mão em mão,
manhosos perdulários,
malabaristas sem perdão.
Seremos tudo o que disserem:
Espantalhos não!"
(adaptação livre do primeiro  verso do poema de José Carlos Ary dos Santos, "Poeta Castrado", by myself)
Gentilmente dedicado a todas as agências de rating, que não gosto de ser sectária!
Convém salientar que adorei o espantalho da foto, carinhosa e habilmente efectuado pelas mãos das crianças de uma escola, para proteger uma das árvores do seu recreio. Na realidade podem chamar-nos tudo o que quiserem, mas há coisas que não nos podem tirar, por mais que insistam e lhes tentem pôr um preço em cima...
Como o velho Satchmo, desaparecido há 40 anos (mas ainda vivo na memória de todos os apreciadores de jazz), já sabia e tão bem cantava conjuntamente com Ella Fitzgerald:


UM MAGNÍFICO FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

UM AUTÊNTICO FILME DE TERROR!

Não sou adepta do género e nunca vi este filme! Nem vou ver.
Mas ao passearmos por esta zona, tão simpática, prazenteira e plena de história, não fazemos ideia do que estas paredes podiam confessar, se falassem. Mas não, permanecem no silêncio sepulcral das pedras de que são feitas. Por seu turno, os manuais escolares não contam todas as histórias, apenas as que dignificam reis, rainhas e poderosos, guerras e lutas, conquistas e descobrimentos, actos heróicos de um modo geral - dos fracos, não rezam!
Por isso fiquei completamente petrificada ao conhecer esta, até então desconhecida. OK, são "águas passadas", quiçá lendas ampliadas pelo passa a palavra do tempo, ou pela imaginação prodigiosa de um realizador. Sim, porque não se deve acreditar em tudo o que diz a net, especialmente quando não se encontra descrito nos grandes e conceituados livros dos historiadores. Ou, pelo menos, dos que existem cá por casa...
Pior é que não se trata da criatividade de ninguém (podendo aqui e ali conter alguns exageros): foram factos reais! Como sei? Porque ainda hoje existe uma prova inequívoca desses acontecimentos. E essa deixou-me simplesmente ATERRADA! Sabem que filme estou a referir? E que prova é essa? brrrr...

ADENDA A 11/07/2011 - O filme, mudo, intitula-se "Os Crimes de Diogo Alves" e é uma curta-metragem de João Tavares, estreado em 1911. Nele se relatavam os crimes de Diogo Alves (de sua alcunha o "Pancadas"), personagem real, que entre 1836 e 1839 assaltou e matou várias pessoas no Aqueduto das Águas Livres (ficando por isso conhecido como o "assassino do aqueduto)", atirando as suas vítimas de cerca  de 65 metros de altura, constando ainda que instigado pela sua companheira Gertrudes (a "Parreirinha"). Viria a ser preso por assaltar e matar a família de um médico, pelo que foi condenado à morte, sendo a pena executada a 19 de Fevereiro de 1841, tornando-o num dos últimos condenados à morte da História de Portugal (crê-se que o último terá sido Francisco Matos Lobo, a 16 de Abril de 1842).
Mas esta tétrica história não acaba aqui, depois de enforcado alguns médicos conseguiram permissão para lhe decepar a cabeça e assim estudarem se haveria alguma causa física para a sua malvadez. Certo é que a cabeça ainda se encontra conservada num recipiente de vidro e numa solução de formol, no teatro anatómico da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Brrr...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MORTE NO FUNERAL

Realizado em 2007 por Frank Oz, esta comédia não agradará a todos: usa e abusa do típico humor britânico, onde também figura uma boa dose de non-sense.
Acaba de morrer o patriarca de uma família aparentemente tradicional e cabe a Daniel, um dos seus filhos, receber o caixão com o corpo, esperar os familiares para o velório e fazer o discurso de homenagem. Mas tudo começa a correr mal quando o cangalheiro entrega outro morto por engano, quando o noivo da prima toma um alucinogénio em vez de um calmante, quando o seu famoso irmão chega de Nova Iorque e se recusa a comparticipar no funeral, quando um amigo hipocondríaco se vê obrigado a empurrar a cadeira de rodas de um velho tio quezilento ladeira acima, quando um palerma comparece para reconquistar a mulher com a qual teve uma aventura de uma só noite. E como se tudo isso não bastasse, um anão desconhecido explica a Daniel o que pretende: se este não lhe entregar quinze mil libras, revelará a todos os presentes um segredo comprometedor sobre o seu pai. Que decidir, nestas circunstâncias?
O elenco é liderado por Matthew Macfadyen, Peter Dinklage, Ewen Bremner, entre tantos outros, sem esquecer Peter Vaughan, que tem uma invejável carreira no teatro, na televisão e no cinema de mais de 60 anos, tendo já completado 88 de vida!
Bom, dito isto, achei o trailer mal feito: a ideia não é dar um relance do filme para o tornar apetecível para possíveis espectadores? Em casa ou no cinema? Se é demasiado esclarecedor, o filme perde  o factor surpresa. Ou seja, como os ingleses dizem, é um spoiler. Mesmo assim, se estiverem interessados, podem visionar o trailer aqui.
No canal Hollywood... perto de (quase) todos! (não confundir com o remake americano de 2010; mania de copiar sucessos alheios...)

Imagem da net.

terça-feira, 5 de julho de 2011

MUITO QUE PEDALAR...

Fotografia de Ian Britton

... têm as repartições de Finanças, para conseguirem um serviço minimamente eficaz e aceitável!
Há muitos anos que não precisava de lá ir e a última vez não deixou saudades: uma dívida irrisória com mais de 10 anos em cima, obrigou, salvo erro, a cinco deslocações, entre a repartição da área da minha residência e a de Chelas, onde decorria o processo de liquidação. Mas então porquê, se o montante era irrisório? Ah, esse não tive dificuldade em pagar, mas acontece que eles tinham de verificar se existiam outras dívidas - como se me achassem com cara de caloteira - e o sistema informático... estava em baixo!
Entretanto, a semana passada recebemos uma daquelas cartinhas das Finanças, de teor mais agradável que as habituais (desta vez sem montante a pagar!), a declarar oficiosamente a cessação da actividade (recibos verdes). OK! Mas com data a partir de 31/12/2010?! A que propósito, já que o último recibo foi passado mais de 7 anos antes?
Escusado será dizer, que a repartição estava a abarrotar: gente enfileirada ou encostada às paredes, dentro e fora do edifício, cadeiras de espera todas ocupadas, e o plim plim do quadro a decorrer lento. Mais uma vez, para pagar era relativamente rápido, mas o atendimento era a passo de caracol... A quantidade de contribuintes era acrescida pelo número de acompanhantes, pois muitos dos presentes já denotavam idade avançada nas suas cabeças brancas ou calvas - dificuldades de locomoção, essencialmente, ou uma certa distracção (nem todos reparavam quando eram chamados). Mesmo assim, uma das funcionárias ainda perguntou a um velhote de canadianas se não tinha Internet, ao que ele se riu, com um "isso já não é para mim!". Como, aliás, estava mais que na cara! Uma sexagenária perorava sobre o doloroso momento em que ela e as amigas tinham sabido da morte de Sá Carneiro, como tinham ido logo vestir luto, etc. e tal. 
Hora e meia depois, chegou a minha vez. Adivinham qual foi a resposta? (a. Volte amanhã; b. Estamos sem sistema informático; c. A culpa não é de ninguém; d. Ou todas elas?)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

TRÊS HORAS DE CASAMENTO

Sábado passado a RTP dedicou três horas da sua emissão ao casamento do príncipe Alberto do Mónaco com Charlene Wittstock. Não é um exagero? Ah, OK, há sempre umas meninas sonhadoras e umas "cotas" mais cuscas que adoram ver esta espécie-de-conto-de-fadas-sem-levantarem-o traseiro-do-sofá-lá-de-casa. Mas três horas?! E pode-se dizer que isso é serviço público? Adiante!
Após uma noite (muito) mal dormida e já a digerir o almoço, estendi-me no sofá e abri a televisão. Nem sabia do casamento principesco mas, depois de um breve zip-zap, concluí que não havia nada de jeito nos outros canais, de modo que lá ficou na RTP! E aqui era a parte em que eu (cóf, cóf) devia afirmar que, aborrecida com o fausto e tanta futilidade da nobreza europeia a pavonear-se na passadeira vermelha qual autêntica feira de vaidades, virara imediatamente de canal para a RTP 2, onde vira um documentário interessantíssimo sobre a música barroca no século XVIII. É fixe dizermos que vemos imensíssimo a RTP2, confere-nos logo uma aura muito mais intelectual. Nem se percebe como, com tanta gente a adorar esse canal, é o que tem as piores audiências da televisão nacional...
Mas não, fiquei mesmo ali: vi o vestido Armani da noiva (gostei, apesar do exagero da cauda), os das manas do noivo e da sobrinhagem, um ou outro de restantes convidadas, bati a pestana e... aterrei! Talvez até tenha ressonado, mas espero que eles não tenham ouvido - era uma vergonha! Enquanto dormia pensei ouvir Andrea Bocelli, mas tanto pode ter sido real como no sonho! Acordei precisamente quando a apresentadora agradecia às 'madames' do jet-set pela sua colaboração e encerrava a emissão! Concluíram que foi uma rica festa. Preferi a minha rica sesta...

Imagem da net.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

IMPOSTO EXTRAORDINÁRIO?!?

Em Portugal há uma extraordinária capacidade de se aceitar o improviso, o que foi escrito em cima do joelho, discursos aparentemente sóbrios e pacatos que referem a impossibilidade de decidir de outra maneira, provisoriamente! Como se a memória se esvaísse de todo um povo, que devia saber de antemão que neste país tudo o que é provisório rapidamente se torna definitivo...
Para quem não se lembra, o Imposto Complementar também surgiu como medida provisória (salvo erro, quando Medina Carreira era Ministro das Finanças), que realmente desapareceu para dar lugar ao actual IRS. Mudam-se os nomes aos impostos, mas vem a dar no mesmo. Mais aprimorados até, com retenções na fonte (ou seja, no salário de cada um), que o boom da informática permitiu. Para evitar calotes!
A maior desfaçatez é a de afirmar que dois terços dos pensionistas não vão ser afectados! Traduzindo por "miúdos", todos os que não auferem pensões superiores ao ordenado mínimo nacional de 485 euros, certo? O que só por si é assustador...
Acabar com o Natal de tantas famílias portuguesas assim de uma "penada", no final de Junho, é capacidade única que reconheço ao novo galo no poleiro, inquilino de S. Bento!

FIQUEM BEM!
(que hoje não consigo escrever melhor, depois das contas feitas...)