segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O QUE FAZER COM UMA ABÓBORA?

O que fazer com uma abóbora? Para lá de doces, sopas e outros acepipes culinários não sobra muito,  pois não? Mas há quem dê tratos à imaginação e criatividade e dá nisto:

Depois de muito matutar;

depois de analisar os prós e os contras e de...

suar as estopinhas a dar volta à cabeça, de repente...

surge aquela sensação de ter levado um soco e saído do marasmo!

O plano é terrível!

Mas não é para isso que o dia das abóboras bruxas serve? Abóboras, unidas, jamais serão vencidas a assustar o pessoal! As bruxas agradecem, está claro...

DIVIRTAM-SE!

Imagens daqui.
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sábado, 29 de outubro de 2011

AS AVENTURAS DE TINTIN

O título completo do filme é  "As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne". Ao qual deveriam acrescentar ...e "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", já que o argumento engloba as aventuras destes dois álbuns de Hergé num só!
Apesar do entrelaçar dos dois enredos - o momento e as circunstâncias em que Tintin conhece o capitão Haddock e a perseguição de que ambos são alvo quando o repórter compra numa feira a miniatura de uma caravela capitaneada por um antepassado longínquo do capitão - e mesmo que por isso seja uma outra história, facto é que ao filme não falta ação, emoção e aventura do princípio ao fim. Ao qual Steven Spielberg ainda acrescentou algo de Indiana Jones, num percurso tridimensional...
Não vi em 3D (se quiserem saber, borrifo completamente para essa "novidade"!), mas achei um piadão a esta espécie de desenhos animados com gente dentro e à técnica usada de captura de movimentos reais, que realçam e animam estas personagens da BD. Também nunca suspeitaria que o famoso Daniel Craig "entraria" no corpo do maquiavélico Sakharine, ainda menos reconheceria Jamie Bell ou Andy Serkis nos papéis de Tintin e de Haddock, respetivamente. Vejam lá as diferenças:


Claro que nunca faltam (ou faltaram) críticos a Hergé, acusando-o de racista, fascista e misógino, entre outras características pouco simpáticas. Mas facto é que ele nasceu em 1907 e julgar um homem dessa época com os olhos de hoje parece-me ridículo. Ou imaginam que os nossos antepassados possuíam uma mentalidade tão aberta que aceitassem a liberdade de escolha de cada um - a igualdade entre homens e mulheres ou entre povos de diferentes raças, a par de outros credos ou  tendências sexuais, por exemplo - com o espírito democrático atual?!
Acima de tudo, Spielberg nunca foi suspeito de ser apoiante nazi e ao realizar este filme, produzido por Peter Jacskon (o realizador da trilogia "Senhor dos Anéis"), conseguiu mais uma vez demonstrar o que sabe fazer melhor: divertir o público! 

Imagem da net.
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

JÁ TARDAVA...

A chuva, o vento, as árvores a despirem-se da folhagem, os primeiros e inequívocos sinais de outono? Chegaram tarde? O verão também, como por vezes acontece, embora ainda haja gente que se espante muito, como se fosse uma grande novidade! Mas adiante, que não é sobre as estações do ano que quero escrever...
O que tardava mesmo era uma "limpeza outonal" ali na faixa lateral dos links preferidos - muitos desistentes, mudanças de "casa", etc. e tal, e ali estavam ainda uma série deles inativos, parados, esquecidos. A decisão de abandonar a blogosfera pertence a cada um  individualmente: a vida dá muitas reviravoltas inesperadas, e por vezes deixa de haver apetência para a escrita, para a troca de comentários, para a partilha de informações, fotografias, músicas, opiniões, experiências e outras coisas mais. Contudo, existem sempre novos bloguistas que surgem ativos e empenhados, que também merecem destaque - e tenho vindo a acrescentar à lista, aos poucos. Mas perdiam-se naquele "canteiro" já meio desfalcado de "flores". Portanto estava na hora da limpeza geral!
Note-se que é coisa que não gosto de fazer - quase todos eles de uma maneira ou de outra me tocaram. À medida que os fui abrindo, para confirmar a sua inatividade, trouxeram-me lembranças. Mas o tempo passa e não volta para trás, por mais ou menos saudosos que possamos ser. Limpei, arrumei e não mexo mais! Quer dizer, isto se na minha fúria de limpezas não varri algum link por engano. Caso verifiquem que me excedi e limpei demais, basta reclamarem - todos serão atendidos. (após o fim de semana, que a gerência também tem direito a descanso!)  
Aproveitei ainda para trocar a mobília antiquada, dando um novo visual  e colorido ao estaminé,  que logo se verá se mantenho ou ainda altero algumas coisinhas. O estilo minimalista é propositado - keep it simple, para destacar o relevante. Mas podem sempre dar a vossa opinião! Entretanto, tenham...

UM FELIZ FIM DE SEMANA!
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ORGANIZAÇÕES ESPINHOSAS!

Uma antiga colega de liceu dispôs-se a organizar um convívio como "nos velhos tempos", com muita música dos anos 70 e 80, envolvendo também um jantar, pois a festa começaria às quatro ou cinco da tarde e prolongar-se-ia até à meia-noite. Tarefa árdua, convenhamos! Para o efeito anunciou o evento no grupo de alunos do facebook, pedindo aos cerca de 900 membros que confirmassem a sua presença e pagassem 15 euros, pelo programa completo, numa conta bancária da qual forneceu o NIB...
Estão a ver o resto do filme, não estão? Por acaso combinei com umas amigas que tantas horas nem pensar, dávamos lá uma saltada à tarde (só pelo "módulo" convívio pagava-se 5 euros à porta, com direito a duas bebidas - nada de estranhar!), se estivesse animado ficaríamos até à hora da janta, quando não vínhamos embora quando nos apetecesse. Depois logo se veria se cada uma regressava à sua casa ou se combinávamos outro programa conjunto.
Convém também salientar que uma coisa são as lembranças que temos dos antigos colegas e da amizade que partilhávamos, outra muito diferente as pessoas que são hoje em dia, mais de 30 anos volvidos. As próprias quezílias em comentários facebookianos, já dava para dar uma ideia: um opina assim, outro pensa o contrário, um ofende-se, aqueloutro passa para o insulto, enfim, nada de novo!
À última hora foi tudo desmarcado pela organizadora, que adiantou uma nova data, para cerca de um mês depois. Sem grandes explicações - pareceu-me estar doente ou coisa! Não seria motivo para adiar, mas tendo aquela trabalheira toda provavelmente não queria deixar de participar. Não me lembrei sequer dos que já tinham pago a sua entrada. E estes, se se lembraram, também não reclamaram por aí além. A coisa passou, nunca mais se ouviu falar do assunto, a página do convite também desapareceu.
No passado fim de semana, a mulher posta para lá uma despedida, que vai abandonar o FB, pois a vida dela mudou e vai para o norte, mas que ficassem todos descansados que o dinheiro dos que pagaram o festarú seria devolvido e que de vez em quando regressaria a Lisboa para estar com os amigos. Devo esclarecer que ela nunca foi minha amiga no tempo de liceu, se o é (ou era?) no FB foi por via deste seu empenho organizativo. Certo é que teve vários comentários simpáticos de "cá te esperaremos quando voltares" e afins, até que uma lhe perguntou porque é que ia abandonar o FB, se no norte também há. Não respondeu, como aliás não tinha respondido aos comentários anteriores.
A única dúvida que tenho é se a mulher é uma totó completa ou se se tratou de um esquema engendrado para sacar algumas massas ao pessoal...
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

AS SERVIÇAIS

Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone) regressa à sua cidade natal - Jackson, capital do estado do Mississipi - após terminar os seus estudos e encontra todas as suas amigas casadas e com filhos, mas dedicando-se sobretudo a reuniões de bridge e a obras de beneficência: as crianças são criadas por mulheres negras, a maioria descendente de antigos escravos, que também se ocupam de todas as lides domésticas na casa dessas famílias brancas e afortunadas. Estranha também que Constantine, a mulher que a criou desde a mais tenra infância, tenha abandonado o serviço doméstico da casa dos seus pais sem lhe dizer nada. Decidida a abraçar a profissão de jornalista e escritora, ela pretende impressionar uma editora nova-iorquina e arranja emprego num jornal local - vai escrever uma coluna de resposta às dúvidas das leitoras sobre organização doméstica.
Como é assunto sobre o qual percebe pouco ou nada, e não tendo Constantine por perto, pede à sua amiga Elizabeth Leefoth (Ahna O'Reilly) para questionar a sua empregada Aibileen (Viola Davis), pedido ao qual esta acede com relutância, não vá esta última descurar as suas tarefas. Por seu turno Aibileen é grande amiga de Minny (Octavia Spencer), a criada de Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard), sendo esta a maior defensora da segregação racial das redondezas, que advoga até que devem ser construídas casas de banho no exterior das residências, para a criadagem não usar as mesmas sanitas dos patrões e contagiá-los com as suas doenças de pretos! Todavia, Hilly não se cinge a infernizar a vida dos afro-americanos "subalternos": Celia Foote (Jessica Chastain) também é alvo dos seus ódios de estimação, por ter nascido noutra cidade e ter casado com o seu antigo namorado de liceu...
Confuso? Não é! Um retrato da América sulista do início dos anos 60, quando o KKK ainda atuava impunemente, e onde reina a hipocrisia e futilidade das empertigadas patroas, a par da subserviência e do medo das serviçais. Mas chega sempre o dia em que a história muda e a jovem pretendente a escritora se empenha em descobrir o ponto de vista daquelas mulheres negras... que têm-muito-que-contar:


Realizado e adaptado ao cinema pelo "principiante" Tate Taylor, segundo o romance de Kathryn Stockett, a ação desenrola-se num ambiente quase exclusivamente feminino - com desempenhos fantásticos de todas as atrizes, que nos emocionam, impressionam e, por vezes, nos fazem rir...
Um dos melhores filmes deste ano, sem dúvida nenhuma!

Imagem de cena do filme da net. 
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terça-feira, 25 de outubro de 2011

A PERSPECTIVA DAS COISAS

1. Claude Monet
O que fazer  num domingo chuvoso? Por acaso desta vez até existiam várias perspetivas, umas delas esta das coisas, exposição que está em exibição no museu Calouste Gulbenkian. As primeiras seis imagens são todas da net e representam algumas das obras expostas de que mais gostei. Esclareço também que não fazem justiça aos quadros, quer na cor, dimensão, profundidade ou na sensação que dão ao vivo...

2. Henri Fantin-Latour

3. Paul Gauguin

4. Vincent Van Gogh

5. Victoria Dubourg (por vezes atribuído a parceria com seu marido Henri Fantin-Latour)

6. Paul Cézanne
Entretanto, se quiserem, podem tentar adivinhar quem são os pintores de cada um deles, sendo certo que uns são mais conhecidos que outros. Com muita pena minha não consegui incluir Umberto Boccioni ou Dominique Rozier neste leque de pintores, pois não encontrei as imagens das telas que me impressionaram (de)mais. Enfim, mas o espaço também é limitado, né?
Os bilhetes foram grátis (por ser domingo), e embora a rececionista avisasse que a fila de espera demoraria cerca de uma hora não desistimos, apesar da hesitação inicial: uns 15 minutos depois entrámos no museu...

E pronto, foi assim que enquanto chovia abundantemente lá fora, aproveitámos para "lavar as vistas"... (exposição a não perder por todos os amantes da pintura, que vivam por perto ou visitem Lisboa!)

ADENDA a 26/10/2011: Como todos os que aqui passaram puderam constatar, a Sonhadora indicou o nome dos pintores de quase todas as telas, falhando apenas numa. O Miguel referiu quais as que tinha a certeza de estarem certas, o Moyle apontou a que pensava estar errada e ambos também acertaram. Acrescentam-se portanto as legendas a laranja, deixando para amanhã a identificação do/a autor(a) da tela que falta, caso alguém ainda se queira candidatar a adivinhar. Quando não... depois acrescento a respetiva legenda, num tom acastanhado (para distinguir)! Obrigada a todos pela participação! E pronto, o Rui acertou na que faltava, já devidamente legendada!
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domingo, 23 de outubro de 2011

NOITE SOBRE AS ÁGUAS

"Era o avião mais romântico de todos", assim começa este livro de Ken Follett, que me cravou logo umas ruguinhas na testa - "há aviões românticos?", pensei. Mas mais adiante prossegue: "Uma multidão apinhava-se em seu redor: entusiastas da aviação com os seus binóculos, garotos e simples curiosos. Luther calculou que aquela fosse a nona vez que o Clipper da Pan American amarava em águas de Southampton, mas ainda constituía uma novidade. O avião era tão fascinante, tão encantador, que as pessoas acorriam a vê-lo mesmo no dia em que o seu país acabava de entrar na guerra. Ao lado, na mesma doca, estavam dois paquetes magníficos, de dimensões imponentes, mas os hotéis flutuantes tinham perdido a sua magia: todos olhavam para o céu."
A partir deste momento o escritor vai apresentando as várias personagens que vão fazer a travessia do Atlântico e os motivos que as levam a viajar, a par da tripulação encarregue de as conduzir ao seu destino - Nova Iorque: a aristocrática família Oxenborg, liderada com austeridade pela figura paterna, apoiante do regime de Hitler, que não permite que os filhos adolescentes se oponham à sua vontade; um sedutor ladrão de jóias de meia-tigela; um cientista judeu alemão; um gangster e o agente que o escolta; uma esposa em fuga com o amante; dois empresários do mundo do calçado; e uma famosa atriz americana, entre outras secundárias. O que ficamos a perceber logo desde os primeiros capítulos é que Eddie, o engenheiro de voo, está a ser chantageado por um bando de malfeitores que raptaram a sua mulher, de modo a que este cumpra as suas ordens sem prevaricar. Portanto, em Setembro de 1939, o luxuoso hidroavião decola das águas britânicas rumo à Irlanda, onde faz a primeira escala, e depois...
Como é óbvio, não vou revelar o enredo, mas posso assegurar que ação e suspense não faltam ao longo de 521 páginas alucinantes. Quer dizer, não é daqueles livros que se levam para a cama na esperança que embalem o sono ou substituam um soporífero - impossível:  no seu desenrolar encontramos romance e sexo, política e espionagem, aventura e crime, amor e traição, coragem e cobardia, rebeldia e medo, em sucessivas emoções a que qualquer leitor minimamente atento não consegue escapar, como se se tratasse de uma marioneta à qual o autor deliberadamente movimenta os fios!
Gostei muito de "Noite Sobre as Águas" - o primeiro livro que li deste escritor de best-sellers - originalmente publicado em 1992. Tenho a certeza que dava um bom filme de ação hollywoodesco. Já não tenho certeza é se ao fim de ler outros três ou quatro livros de Ken Follett, em enredos igualmente repletos de dinamismo, não se tornará numa leitura cansativa com sabor a déjà vu. O tempo o dirá...
CITAÇÕES:
"Diana achou curioso que, sempre que um marido perdia a cabeça com uma rapariga bonita, a mulher ficasse com ódio à rapariga e nunca ao marido. Não que ela estivesse minimamente interessada em algum daqueles maridos pretensiosos e encharcados em uísque."
"- Já conheci alguns fascistas. [...] Mas no fundo estão apavorados. É por isso que gostam de marchar e de usar fardas: fazer parte de um grupo fá-los sentirem-se seguros. É por isso que não gostam de democracias: são demasiado imprevisíveis. Sentem-se mais felizes numa ditadura, porque sabem de antemão o que vai acontecer e que o governo não pode ser derrubado assim sem mais nem menos."
"O heroísmo existia apenas na sua imaginação. O seu sonho de transportar mensagens, montada numa motocicleta, para a frente de batalha, não passava de uma fantasia; ao primeiro tiro que ouvisse, correria a esconder-se atrás de algum arbusto. Perante um perigo real, tornava-se absolutamente inútil." 

post-scriptum - segundo nota do autor, o voo, os passageiros e a tripulação são todos fictícios, mas o avião existiu mesmo, embora hoje já não exista um único exemplar deste modelo no mundo.
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sábado, 22 de outubro de 2011

FAIRPLAY?!?

Parece anedota, mas não é!
Ao competir na maratona de Kielder, em Inglaterra, o britânico Rob Sloan sentiu-se cansado. Acontece! O que já é menos frequente acontecer é o atleta sair do percurso, apanhar um autocarro até perto da meta, esconder-se nuns arbustos e depois finalizar a prova, ganhando uma medalha de bronze.
Quer dizer, foi sol de pouca dura, porque felizmente para o verdadeiro terceiro classificado - incrédulo quando chegou à meta em "4º lugar", porque só tinha visto dois adversários a ultrapassarem-no - outros desportistas e espetadores perceberam a marosca. Além dos outros viajantes do autocarro e dos condutores dos veículos que seguiam atrás deste, que o viram entrar ou sair do transporte-para-a-meta!
Podem ler a notícia aqui e verificar o ar ufano do maratonista a exibir a sua medalha de bronze, antes da organização do evento ter sido alertada da sua "proeza"...
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CADA VEZ MAIS BELAS?

Num passado não muito longínquo, as mulheres portuguesas quando atingiam a meia-idade faziam questão de não se distinguir umas das outras: trajavam uma escuridão quase enlutada, em peças disformes que não lhes contornavam o corpo, encarrapitavam o cabelo num chinó ou cortavam-o curto, maquilhagem pouca ou nenhuma, como jóias apenas a(s) aliança(s) e porventura aqueles brinquinhos de ouro colados às orelhas, que as próprias avós lhes tinham oferecido na infância. Exceções só em dias de festa, quando acompanhadas pelos maridos, filhos ou outros familiares podiam exibir um pouco mais a sua feminilidade... permanecendo discretas!
Assim ditavam os rígidos padrões morais da sociedade, apadrinhados pela Igreja, e ai daquelas que extrapolassem esses ditames - de flausinas a velhas gaiteiras (... ou pior!), poucas escapavam  à má-língua da vizinhança! Uma espécie de fado: quando as mulheres envelheciam tinham de parecer velhas e o preto era a cor mais apropriada para vestirem! O que determinou a paródia de Ivone Silva, num programa televisivo dos anos 80, que gozava essa mentalidade tacanha:: "com um simples vestido preto, eu nunca me comprometo"...
Muita coisa mudou entretanto. Para melhor! As mulheres aprenderam a envelhecer mais alegremente, a cuidarem da sua pele antes, durante e depois do aparecimento das primeiras rídulas, a esquecerem os carrapitos, a madeixarem ou pintarem os cabelos, a permitirem que este cresça naturalmente envolvido em cãs ou em cortes mais sofisticados, a tratarem e a envernizarem as unhas das mãos e dos pés, a maquilharem-se subtil ou mais exoticamente, a extravasarem adiposidades extra no ginásio ou noutros exercícios físicos, a combinarem diversos acessórios com a roupa que usam e a deixarem o luto dentro do armário... pelo menos parcialmente!
Não, as mulheres portuguesas não são mais belas do que as suas avós ou bisavós. Mas a aparência cuidada faz uma enorme diferença quando se olham ao espelho: têm a liberdade de escolher a imagem que querem ver refletida e só isso torna-as mais felizes...

UM BELO FIM DE SEMANA PARA TODOS!

Imagem da net.