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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

TERREIRO DO PAÇO REVISITADO...

A ideia era simples: dar uma volta pelo Terreiro do Paço (remodelado) ao final da tarde, petiscar por ali qualquer coisinha e esperar pela primeira apresentação do espetáculo multimédia de luz, cor, "teatro" e música a incidir no arco da rua Augusta e prédios adjacentes, aprazada para as 21h30m. No último dos 10 dias em que esteve em exibição, como convém...

A sessão fotográfica até começou lindamente, pois esta ave andava a chapinhar nas águas do Tejo, indiferente à multidão que por ali passeava. Se era uma garça ou uma cegonha é que não  identifiquei ao certo, que os meus conhecimentos (ainda) não chegam a tanto e ambas pertencem à mesma família.

O espetáculo em si iria decorrer no outro lado da praça do Comércio, a estátua de D. José nem fazia parte do cenário de fundo, apenas o próprio monumento e os edifícios que o ladeiam. Como a maioria saberá, desde 9 de agosto deste ano que se pode visitar o cimo do arco, que dada a sua altitude e localização privilegiada serve de miradouro tanto para a baixa pombalina, como para o Tejo e a margem Sul. Visita essa que ficará para outra ocasião!

As estátuas do topo representam a Glória a coroar o Génio e o Valor, e são de autoria do escultor francês Célestin Anatole Calmels (segundo a wikipédia). É a partir delas, da construção do monumento e das restantes esculturas representativas de alguns dos capítulos da nossa História  - de Viriato, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e Marquês de Pombal (estas de autoria de Vitor Bastos, ainda segundo a wiki) - que gira todo o argumento desta encenação multimédia. O Douro e o Tejo, como rios que limitavam a região povoada pelos Lusitanos, também estão presentes no arco como no espetáculo. 

Mas a minha prestação fotográfica acabou aqui, porque com o anoitecer e a escuridão propícia para o evento, a máquina resolveu descansar, tal e qual turista que mesmo em férias se deita com as galinhas... Restou-me, portanto, procurar no YouTube um breve apontamento vídeo que desse ideia da dimensão da projeção, aqui na sequência dedicada a Vasco da Gama:


Muito bom! Mas devo esclarecer que, mesmo que ao vivo seja mais avassalador, dificilmente se consegue abarcar toda a projeção...

"Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas" é a tradução da expressão latina inscrita no topo. Será que hoje em dia ninguém entende latim?

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ESTÁTUAS LISBOETAS

1. Maria da Fonte - jardim Teófilo Braga - Campo de Ourique
Não serão as estátuas mais óbvias e que saltam aos olhos de lisboetas, turistas e outros transeuntes ocasionais, mas as perguntas são as seguintes:

2. D. Manuel I - castelo de S. Jorge
- Quem representam?

3. Afonso de Albuquerque - praça Afonso de Albuquerque - Belém
- Onde se situam?

4. Neptuno - avenida da Liberdade
Uma por cada estação do ano e na sequência em que cada fotografia foi captada. Sobre "monos" escultóricos já escrevi aqui em tempos - há quem goste! - mas prefiro estas mais tradicionais. E nada me move contra outras visões artísticas, obviamente... 

(e não, nada deste desafio tem a ver com a estátua que um prestimoso ministro aventou que devia ser erigida a PPC!) 

Adenda a 15 de novembro de 2012 - Todas as legendas a verde. E não foi um pleno, mas esteve quase lá: a Nina acertou as três primeiras (via mail), a São a primeira (parcialmente) e as duas últimas, o Rui da Bica, o Carlos Barbosa de Oliveira e a Catarina, com ou sem as dicas anteriores, também chegaram lá. Obrigada a todos pela participação. Fácil demais, não foi? :) 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

TODOS TÃO IGUAIS...

... e todos tão diferentes! Já em tempos publiquei aqui alguns trabalhos do escultor britânico Marcus Levine, que não é o único a utilizar pregos de forma artística: a imagem acima exibe pequenos troféus oferecidos aos oradores de uma palestra, a cujo autor - o artista plástico brasileiro Robert Francis Campigotto - deu o título de "O Pensador". E não é que, ao olharmos, nos lembramos imediatamente da obra de Rodin?

Por seu turno, o norte americano Joe Pogan é perito na arte de reciclar: não se limita a pregos e parafusos, toda a sucata de metal serve para criar as suas esculturas E depois resulta a da fotografia!

E este pavão de pregos encontrado no blogue brasileiro "Fiuza, Loucuras em Metal", em que o artista se propõe vender algumas das suas obras realizadas em vários suportes metálicos? Fiuza, suponho ser o nome do autor.

Mais curioso ainda é o trabalho realizado pelo fotógrafo checo Vlad Artazov, que intitulou "Vida de Prego" e que pretende reproduzir formas e sentimentos humanos com a  utilização de pregos. Não veem...

desânimo,

vaidade,

desencontro ou

uma simples dança de varão, nestas fotografias?

Tanta gente com tanto talento por esse mundo fora e outros... (cóf, cof, cóf... maldita tosse!)... sem nenhum! Enfim, c'est la vie!

E por falar nisso, aproveitem para ter um fim de semana (prolongado, ou não) de...

MUITA BOA VIDA!!!

Imagens da net.

quarta-feira, 21 de março de 2012

"QUEM SEMEIA VENTOS...

... colhe tempestades", diz o provérbio e com razão. Assim, não é de admirar que mais uma vez tenha sido discutida a questão dos cortes dos feriados, desta vez no programa "Prós e Contras" da RTP. Que confesso nunca vejo, porque normalmente a discussão dura umas duas ou três horas, com antagonistas a defenderem ou a criticarem leis, projetos ou medidas, para no fim não se adiantar rigorosamente nada. Diga-se em abono da verdade que é o único programa de debate sério na televisão, aberto a vários sectores da sociedade e não apenas a um pequeno leque de comentadores residentes, cuja maioria tem filiação partidária conhecida. 

Neste caso, o estranho era estarem contra o corte dos feriados figuras tão diferentes como um antigo dirigente do CDS, um do BE e um representante da Igreja. Do outro lado da barricada, um economista, um sociólogo e um terceiro, que nem percebi quem era. Excecionalmente, assisti ao início do programa. E se os primeiros defendiam o direito ao lazer dos trabalhadores, a tradição, a história e a cultura portuguesa, os outros tinham posições do género ponham-se os feriados referentes a datas históricas todos num - juntava-se assim a revolução de abril, o dia de Portugal, das comunidades, de Camões e da língua portuguesa, a implantação da república e a restauração da independência - ou cortem-se porque estamos numa emergência nacional. Curioso é que todos concordavam que não era por cortarem 4 feriados ou eliminarem as tolerâncias de ponto que a produtividade aumentava. Então para quê estas medidas e discussão? Fernando Rosas opinou que estas medidas visam amedrontar os trabalhadores, "técnica" sobejamente conhecida para os impedir de lutar pelos seus direitos... 

Não lhe podia dar mais razão! E o debate, para mim, acabou por ali. Chegaram a alguma conclusão? Duvido! Vão cortar os feriados, as tolerâncias de ponto e dias de férias, o que resulta na prática numa diminuição de salário, para além dos já efetuados no funcionalismo público. Para que serve a Constituição, se estes governantes que a juraram defender a violam desta maneira?

Ah, mas o camponês da estátua lá de cima não está a semear ventos, mas sim estrelas, como se torna visível na imagem noturna:

Hoje estou em crer que a blogosfera vai estar recheada de estrelas e de sementes de poesia...

Imagens da net, da estátua "O Semeador de Estrelas", situada na Lituânia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ESCULTURAS... EM LIVROS?

À partida, não era arte que me entusiasmasse por aí além. Então Su Blackwell pega num livro, em tesouras e x-atos e toca de o escortanhar para das suas páginas fazer esculturas? Outros papéís não obtinham exatamente o mesmo efeito?

A artista explica que, após finalizar o seu curso, fez uma viagem à Tailândia, onde comprou um bonito livro antigo, em segunda mão. O seu pai tinha falecido recentemente e ela absorveu alguns rituais espirituais asiáticos que se relacionavam com o papel, nomeadamente a de uma lenda chinesa em que dois amantes renascem das cinzas tomando a forma de borboletas, que inspirou o seu primeiro trabalho...

Não mais deixou de trabalhar o papel como meio privilegiado, mas sobretudo em livros,  e os resultados estão à vista!

Embora tivesse começado por esculturas em recortes de imagens de livros velhos, de forma a criar dioramas tridimensionais que montava em caixas (de madeira e vidro), as suas obras têm sido utilizadas para outros fins, tais como cenários teatrais ou comerciais, para além dos publicitários.

"Eu emprego este meio acessível e delicado e utilizo processos destrutivos e irreversíveis para refletir a precariedade do mundo em que vivemos e a fragilidade das nossas vidas, sonhos e ambições", refere Su Blackwell no seu site, onde podem apreciar outras das suas obras. (tradução literal, sem dicionário!)

Gostei das esculturas! Mas, como é óbvio, prefiro que a artista fique longe das minhas estantes... (que lá não tem livros velhos para recortar, OK, Su?)

Imagens da net.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O QUE FAZER COM UMA ABÓBORA?

O que fazer com uma abóbora? Para lá de doces, sopas e outros acepipes culinários não sobra muito,  pois não? Mas há quem dê tratos à imaginação e criatividade e dá nisto:

Depois de muito matutar;

depois de analisar os prós e os contras e de...

suar as estopinhas a dar volta à cabeça, de repente...

surge aquela sensação de ter levado um soco e saído do marasmo!

O plano é terrível!

Mas não é para isso que o dia das abóboras bruxas serve? Abóboras, unidas, jamais serão vencidas a assustar o pessoal! As bruxas agradecem, está claro...

DIVIRTAM-SE!

Imagens daqui.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OS OLHOS TAMBÉM COMEM

Pelo menos é o que diz o povo. Mas quem não concorda ao ver estas autênticas obras de arte - que provavelmente nem serão muito comestíveis - que funcionam como imã para a nossa vista?
A tradição oriental de esculpir frutos é antiga, a sua divulgação pelo mundo mais recente, mas um pouco por toda a parte surgem artistas que se propõem elaborar estas peças para decoração de mesas em festas de  índole variada.

A melancia, derivado às suas cores contrastantes de verde, branco e vermelho (ou mais rosado) e à sua casca mais lisa é a fruta mais usada nestas esculturas artísticas, existindo até concursos para divulgar a perícia dos escultores. Principalmente na China, onde se supõe que nasceu esta arte, mas também no Japão, Tailândia e até em algumas escolas de hotelaria e culinária espalhadas por todos os cantos do planeta.

O melão e a meloa,

bem como o ananás, as diversas espécies de abóbora e até o mamão/papaia e outros frutos de maior porte são a base preferencial destes trabalhos esculturais, possivelmente também devido à sua consistência. 

Claro que também existem conjugações de vários frutos (e legumes) numa mesma peça, que multiplicam o seu colorido e permitem moldar "bonecos" 3D e não apenas em relevo.

As temáticas coadunam-se a todos os géneros - como está patente nas fotografias escolhidas - porque é evidente que estes trabalhos são pagos e tanto podem ser encomendados para um copo d'água, como para qualquer outro jantar, festa ou cerimónia que o freguês pretenda celebrar.

Talento, criatividade e imaginação não faltam a estes artistas, coragem para trincar estas pequenas obras primas efémeras é que pode falhar - mesmo neste modesto patinho de maçã...
UM SABOROSO FIM DE SEMANA OUTONAL PARA TODOS!

Imagens da net.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

EM CASA DE FERREIRO!

1 - "O Gato das Botas", de Charles Perrault
Acertaram: Moyle, Constantino e Rui da Bica 
Bastando clicar no Google a frase "escultor de ferro", logo aparece o nome de Jean-Pierre Augier, pelo que desafiar-vos a encontrar o nome do autor destas obras era mera tarefa de principiante. Que a maioria dos visitantes/comentadores cá do canto já está longe de ser...

2 - "Rapunzel", dos irmãos Grimm
Acertou: Moyle
Assim, uma vez que o escultor aborda diversas temáticas e, entre elas, a de fábulas e contos infantis, a proposta é a de adivinharem a que histórias associo cada uma destas imagens.

3 - "A Pequena Sereia", de Hans Christian Andersen
Acertaram: Moyle e Rui da Bica
Igualmente fácil! Mas sempre dá para atentar um pouco nos pormenores destas pequenas grandes obras, que evidenciam a fabulosa criatividade e engenho deste artista francês.

4 - "Os Músicos de Bremen", dos irmãos Grimm
Acertaram: Moyle, Constantino e Rui da Bica
Note-se ainda que a associação das imagens aos contos infantis é minha, se bem que em dois casos claramente presentes no espírito deste escultor, nascido em Nice em 1941.

5 - "A Guardadora de Patos (ou Gansos)", dos irmãos Grimm
Acertou: Rui da Bica
Como não poderia deixar de ser, fica o link para o site de Jean-Pierre Augier, onde poderão apreciar outras das suas obras, nomeadamente ligadas a temas religiosos, maternidade, mitologia e muito mais. Espero que gostem tanto como eu gostei!
ADENDA A 17/06 - Legendas a cor de laranja. E um muito obrigada a todos os participantes: Vício, Moyle, Maria (acredito que também conhecias todos os contos, mas não deste dicas nem palpites), Constantino, Rui da Bica, Luisa e Carlos Barbosa de Oliveira.

Imagens da net.
(Obrigada, Gracinha!)

sexta-feira, 25 de março de 2011

SAIR DA TOCA...

... até os animais gostam! Mas estes não saíram propriamente da toca, mas sim da moto-serra de Randall D. Boni em confronto com troncos de madeira.

A escultura - porque é disso que se trata - começou por um dos lados do tronco de uma árvore e prosseguiu na sua mimetização da vida selvagem madeira fora.

Gazelas e ursos,

mochos (ou serão corujas?)

e raposas,

 perus e gansos

convivem harmoniosamente nas mesmas árvores esculpidas minuciosamente, graças à arte e engenho do escultor norte-americano, neste trabalho executado em 2009. O aspecto final foi este, mas as fotografias parciais fazem mais justiça ao pormenor:

Ao longo dos últimos 20 anos, Randall D. Boni tem-se dedicado a estas esculturas com moto-serra, em temáticas que incidem sobretudo na vida selvagem ou indígena, executando diversos trabalhos por encomenda e ensinando a sua arte a alunos interessados. Como podem verificar no seu site aqui.
Entretanto também já está na hora de sairmos da toca, para todos gozarmos um...

EXCELENTE E DIVERTIDO FIM  DE SEMANA!!!

Imagens da net.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

DO MELHOR PAPEL SAI A ESCULTURA

Patty e Allen Eckman foram colegas na Art Center College of Design, nos Estados Unidos da América dos anos 70, e daí nasceu uma parceria para a vida, tanto profissional como pessoal- casaram.pouco depois de terminarem os estudos.

Ao longo de 12 anos trabalharam conjuntamente numa agência de publicidade enquanto criavam os três filhos, mas o stress do mundo publicitário não lhes agradava por aí além. Mas como mudar de vida?

Como o mundo dá muitas voltas e por vezes somos bafejados com um golpe de sorte, Allen descobriu que podia produzir um papel diferente de todos aqueles que utilizamos normalmente em diversas ocasiões, com características que permitiam que o modelasse, segundo um método que veio a desenvolver desde 1988.

Assim, desde essa época que o casal se empenhou na modelação e escultura de figuras de papel, dignas de figurar em qualquer museu, como se pode avaliar pelas fotografias.

Ambos fascinados pela vida selvagem, cultura indígena, conquista do Oeste e Guerra Civil americana, desenvolvem o seu trabalho em torno dessas temáticas, sendo que Patty também se inclina para flores e pássaros como motivo de inspiração. Contudo, muitas das suas obras são realizadas e assinadas pelos dois. Convém referir que algumas demoram largos meses até serem finalizadas...
Curioso ainda é que o interesse de Allen pelos povos nativos americanos partiu do momento em que, ainda criança, o avô lhe contou que a família tinha antepassados Cherokee.

O resultado do trabalho destes artistas é o que está à vista nestas esculturas brancas, leves e minuciosamente detalhadas. Mais, se visitarem o site de Patty e Allen Eckman e se desejarem aprender as suas técnicas, eles fornecem os ensinamentos e meios necessários mediante uma certa quantia (que não sei qual é). Evidentemente, atingir esta mestria não será para todos, mesmo que possuam grandes dotes artísticos, eheheh!
 
Imagens da net, provavelmente fotografadas pelos próprios autores.

(Obrigada, Gatinha, mais uma vez!)