quarta-feira, 28 de novembro de 2007

AGRESSÕES PRECOCES

Um dia fui buscar o meu filhote à escola – ainda na infantil - e encontrei a vigilante, mulher dos seus 50 e tais, pálida e tremelicante: tinha acabado de ser agredida por um aluno da primária, com uma murraça no peito! Ela tinha-lhe segurado o braço e repreendido a meio de uma asneirola qualquer e ele alça do punho e vai disto. Com tanta “sorte” dela, que ao cair para trás acabou sentada numa cadeira, sem se estatelar no chão. Não contente com a proeza, o mariola de 8/9 anos, ainda afirmou: “Tu, a mim, não me podes bater!”

No Domingo vi de passagem uma mini-notícia, protagonizada por uma jovem de 15 anos, que a própria relatava mais ou menos do seguinte modo: “Andava com uns colegas atrás de uma professora e um deu-lhe um ‘calduço’. Ela voltou-se e deu-me um estalo. Eu, depois, também dei um estalo à professora.” Já viram este primor de EDUCAÇÃO? E a mini-reportagem seguia, com a mãe toda exaltada a dar razão à coitadinha, que iam fazer queixa à polícia... E a rapariga, muito segura de si, que não estava nada arrependida!

Nem sei se o que me irritou mais foi esta gentalha que só sabe resolver problemas a chapadão, se a comentadora, de risinho cínico, a “varrer” com um aceno de mão o assunto, que era SÓ um “incidente escolar”!

Talvez se o incidente escolar caísse em forma de calduço na tola da comentadora, o caso mudasse de figura...

23 comentários:

  1. realmente é um absurdo certos pais dizerem coisas destas quando deviam era dar um bom par de estalos nesse cachopos!
    e depois queixam-se de actos deles!
    ainda gostava de ver essa comentadora a levar um calduço para ver qual a reacção!

    ainda bem que não fui para professor! acho que ia ter uma carreira curta!

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  2. São os nossos cínicos tempos.

    Na minha actividade desportiva apareceu-me um jovem (10 anos)a ameaçar os restantes cujo comportamento repreendi com ameaça de expulsão das actividades. Depois de fazer queixa à mãezinha, esta informou-me que o filho andava triste e que é preciso atenção que ele era hiperactivo. Desculpe, minha senhora, mas, isso é uma desculpa moderna para designar má-educação, disse-lhe. Eu, andei na escola no tempo do Salazar e apesar de irreverente, tive que me adaptar àquela doutrina, porque senão...levava réguadas. Não é a escola que se tem de adaptar aos alunos. Pelo contrário.

    Quanto à comentadora, eles produzem a notícia a qualquer preço.

    Teté, aquele pequeno trecho de Miguel Torga, extraí do seu livro "Portugal".

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  3. Estou como o Vício: uns chapos na fronha e pronto!

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  4. Quem devia de levar muita 'porrada' eram esses pais e mães que não sabem dar uma educação conveniente aos filhos. Se agora são assim quando crescerem como esperam estar inseridos numa sociedade. A educação começa em casa.

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  5. Nada como ter uma vara de marmeleiro na sala de aula! Esticam-se e 'tá a apanhar nas orelhas :)

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  6. LOL, estou a rir das varas de marmeleiro que andam por aqui...!! LOL! Escola na epoca de salazar?? ais as orelhas!!!!!!!! ainda são vivas, as orelhas???

    Tetuska, hoje estou tão esgroviada e cansada que não consigo comentar com sentido... ;-)

    Muita beijokita e prometo que volto pra comentar decentemente. ;-)

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  7. Vício, acho que também teria uma carreira curta, pelo menos se apanhasse malcriadões destes pelo caminho...

    Carlos II, claro que os alunos é que têm de se adaptar à escola - tirando casos específicos de crianças com dificuldades de aprendizagem, que essas sim, deveriam ser acompanhadas por professores qualificados, o que infelizmente não é o caso... E sim, é evidente que antigamente (nem é preciso ir ao tempo desse gaijo) a ninguém passava pela cabeça dar um calduço na profª... Irreverência e má educação sempre houve, mas a este nível de boçalidade e peixeirada está a piorar a olhos vistos... Obrigada pelo título do Torga!

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  8. Capitão, isto ou é o 8 ou o 80! Antigamente os miúdos levavam traulitada por dá cá aquela palha, de todos: familiares, professores, viesse quem viesse com vontade de molhar a sopa. Agora coitadinhos, que ficam muito traumatizados, não se lhes pode tocar. E depois aparecem uns "mafiosos" destes, arvorando-se dos seus "direitos", mas achando que eles podem afiambrar em quem quiserem... Não sou adepta de traulitada, mas em casos destes, não tinha a mínima dúvida!

    Psycho_Mind, absolutamente de acordo: estes miúdos vão crescer a pensar que, à falta de argumentos, andar à traulitada é a maneira mais correcta de resolver problemas... Não lhes auguro grande futuro!!!

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  9. Não concordo quando se diz que são os alunos que se devem adaptar à escola e não o contrário.
    Acho que as coisas não são assim tão simples. Se há situações em que isso se verifica, há outras em que deveria ser a escola a adaptar-se aos alunos (de preferência a cada aluno em particular). E não me digam que isso não é possível porque eu conheço um caso em que isso acontece e é um sucesso.
    Note-se que eu seu completamente a favor da disciplina e dos limites.

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  10. Fausto, não sou adepta de dar pancada aos miúdos, mas quando eles acham que podem tomar a iniciativa... uma boa galheta não lhes faz mal nenhum!

    Vanadis, deixa estar, que já "vi" as voltas que tens dados nos últimos dias... Descansa, rapariga!As minhas (orelhas) estão de boa saúde! Jinhos!

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  11. Inês, a escola (tal como a sociedade, o mercado de trabalho, etc.) tem regras e limites, aos quais as crianças e adolescentes têm de aprender a adaptar-se.

    Claro que em casos específicos - falei de dificuldades de aprendizagem, mas também se pode falar de alunos cegos, surdos, mudos, com mongolismo, com deficiências motoras ou mentais - a escola deveria ter meios e pessoal competente e capacitado para lidar com todos estes problemas, o que nem sempre acontece. Nesse sentido, sim, a escola devia adaptar-se à especificidade de cada aluno.

    Agora nestes casos de violência gratuita, contra auxiliares e professores (e colegas), suponho que a escola deve ser inflexível e impôr sanções disciplinares a putos que acham que têm o direito de agredir quem lhes aprouver...

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  12. também não sou adepto da porrada mas que à vontade de dar, as vezes, la isso ha. E se for merecida, toca a distribuir ehehe

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  13. Oh Fausto, mete-te lá na pele de um professor a levar "calduços" dos alunos... Se não retribuisse, era um pamonha, qualquer dia havia bicha, para ver quem molhava a sopa...

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  14. para começar meti à em vez de há (erro comum em mim)

    para continuar eu quis dizer que os profs deviam dar cachaporrada nos putos que têm a mania

    para terminar, eu gosto mesmo de molhar a sopa :P

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  15. Ah! A propósito de sopa: Fausto, não está na hora da ceia?

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  16. A ceia já foi :P

    Agora estou quase a ir buscar estrelitas para o mata-bicho ehehe

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  17. Eu não me estava a referir ao "ensino especial". Estava a referir-me a um colégio que, apesar de ter as regras e limites que são essenciais e que todos têm de respeitar, tem a capacidade para lidar com os seus alunos de maneira diferente para os motivar. Uma das várias coisas que fazem é explorar as capacidades de cada um (que são obviamente diferentes uns dos outros) sejam elas quais forem: desenho, ginástica, teatro e até golf por exemplo.
    Eu sei que isto é um oásis... mas gosto de sonhar alto!
    (se não para que serve sonhar lol)

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  18. Eu fico pensando:Qual será o destino de um ser que tem essa essência?Ou que além da essência tem esse tipo de educação.Sim,porque penso eu que se uma criança e/ou adolescente age dessa forma é porque em casa não houve limite suficiente.O mal é que transferem toda a responsabilidade para a escola e não é bem assim.O básico e ideal aprende-se em casa.A velha e boa educação doméstica.
    Quando eu me lembro que ainda pequenina minha mamã antes de irmos pra qualquer lugar ela sentava a mim e ao meu irmão e falava qual comportamento que devíamos ter nos lugares tal qual uma ladainha (Lol).E isso não nos fez traumatizados.
    É triste saber e ver o que os professores,alías todo o pessoal que trabalha numa escola sofre por causa desses "monstrinhos",dá um desânimo não é amiga?
    Eu gosto muito dessa área,mas o descontentamento e o desrespeito é maior,em tudo e por tudo.
    Espero não me deparar com nenhum desses,pois não sei se a minha tão elogiada paciência iria aguentar um estalo sem revidar.
    Beijo pra Ti.E bom fim de semana!!!

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  19. Bem, Fausto, agora já está quase na hora de jantar novamente...

    Inês, claro que isso era o ideal, mas estás a falar de um colégio "modelo". Muitas escolas, neste momento, nem capacidade têm para integrar crianças do dito "ensino especial", a começar pelas próprias condições físicas dos edifícios onde funcionam. E em termos de acompanhamento por pessoal especializado, pois, só em algumas e muito poucas ainda. Normalmente põe um professor qualquer no desempenho dessas funções, quando é óbvio que ele não tem habilitações para tanto. Mas estou como tu, esse género de ensino vocacionado a tirar o melhor partido das capacidades de cada criança é mesmo um sonho que se devia tornar realidade. Com as ditas regras e disciplina...

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  20. Olha, Kátia, não sei se não se estabeleceram as regras e os limites necessários, ou se estes putos estão habituados a viver em meios onde tudo se resolve à chapada!

    E sim, muitos pais hoje em dia demitem-se das suas funções de educadores. Embora os professores também tenham um pouco essa missão, a sua primordial é a de ensinar!

    Quando forem adultos, não lhes auguro grande futuro, a continuarem nesta linha comportamental...

    Jinhos, soteropolitana!

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  21. quase? onde é que ele já não vai lol

    um aluno que bata num professor só tem um remédio. levar em dobro até aprender.

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  22. Os miúdos destes tempos andam impossíveis!! E sinceramente até tenho medo de como serão os meus no futuro!! Os pais, na minha opinião, são os principais culpados que os deixam fazer tudo, como se fossem os reis e depois não dão o melhor exemplo, porque na maioria das vezes também são usn autênticos "broncos"!!

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  23. Esta é mesmo daquelas "sem palavras..." acho que há uns post`s atrás já deixei a minha opinião!

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)