terça-feira, 2 de agosto de 2011

SILLY SEASON!!!

Fotografia de Ian Britton
As gaivotas em grasnidos furiosos, enquanto se entrecruzam nos céus algarvios, já é da praxe - afinal de contas o seu habitat natural foi invadido!
Malta que surge aos magotes de todos os lados, enervada e stressada, com pressa para chegar primeiro à praia, à piscina, à esplanada, à caixa do supermercado, nem que para isso tenha de atropelar alguém pelo caminho, também já vem sendo habitual. Birras de putos, gritarias de jovens e adultos que fazem questão de falar em voz sonante para toda a gente ouvir as suas opiniões "abalizadas" sobre política, casos mediáticos ou o atendimento dos empregados nas lojas também fazem parte. 
O jetsetzinho da TVI todo reunido no Sasha (?), a adorar a festa (como não poderia deixar de ser!) e "mortinho" por tempo de antena para badalar que (ainda) está na crista da onda, mas que não pode revelar nada de momento. O segredo é a alma do negócio, para quem vai participar novamente numa "emocionante" telenovela do canal. Nem que sejam uns morangos já azedados pelo tempo... 
Quando a tudo isto se alia um detector de incêndios avariado, que despoleta uma estridente sirene virada para o bar e para a piscina, que fica a buzinar durante longos minutos, porque ninguém a sabe calar, uns bazam, outros reclamam e um gajo adepto da acção já está de pedra na mão com vontade de praticar pedra ao alvo. A dúvida deve ser se o segurança não o poderá incriminar por vandalismo, com tantas testemunhas por perto!
Desta vez até o São Pedro veio ajudar à abertura da silly season: chuva e trovoada, que ao contrário de acalmar os ânimos, acicata o que há de pior no espírito tuga - especialmente nos centros comerciais, único recurso perante a contrariedade do dolce farniente ser adiado durante um ou dois dias, mas também nas estradas...
Ah, porque é que tiramos férias nesta altura?! Ora, porque a entidade patronal obriga! rsrsrsrs

segunda-feira, 25 de julho de 2011

POR UNANIMIDADE

De início, supunha-se que a discussão iria ser acalorada, que se levantariam vozes contra e a favor. Mas quando a gerência, os técnicos  e os restantes trabalhadores se reuniram, a unanimidade prevaleceu - foram decretados alguns dias para descanso de todo o pessoal do Quiproquó!  
Na acta dessa reunião, com 2746 páginas impossíveis de reproduzir aqui, constam as seguintes expressões, elucidativas do voto unânime:
- Já não era sem tempo!
- Só agora?
- IUPIIIIIII!
- Ah, dolce farniente...
- Mare nostrum!
- É hoje, é hoje!!!
- RonrrrronrRReeennrrronRRoonnnRRRRRRrrrrrr (a ronronar como o gato da foto...)
Qualquer prevaricação a este decreto deverá ser tida como uma espreitadela esporádica por blogues alheios ou a algum arroubo blogosférico de algum membro desta grande equipa, que, atempadamente, finalizou a referida acta com um voto para todos:
FIQUEM BEM!!!

Fotografia de um postal de John Copland.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

CITAÇÕES... EM ARCO-ÍRIS!

Uma amiga enviou-me um mail com um desafio literário e, satisfeita, pensei que seria boa ideia colocá-lo aqui no blogue. Quando respondi - através de uma citação era suposto adivinhar qual era o escritor e o livro, num estilo de teste americano - fiquei bastante desiludida com o resultado, mesmo tendo acertado em 6 das 10 questões. Uma por mero acaso e exclusão de partes, diga-se em abono da verdade. O teste era brasileiro, centrava-se essencialmente na literatura brasileira, embora surgissem outros escritores como Eça de Queiroz, Anne Frank ou Milan Kundera, por exemplo. Desisti da ideia, mas fiquei a matutar em como realizar um desafio deste género aqui. Há solução para isso, mas para já não resisto a uma brincadeira! Alguém se lembra quem são os autores destes livros, sobre os quais já escrevi no Quiproquó, através das citações?
"Tinha um trabalho de título pomposo, salário modesto, apropriações ilícitas e horário elástico: director de Informação da Rádio Pan-Americana. Consistia em recortar as notícias interessantes que apareciam nos jornais e maquilhá-las um pouco para que fossem lidas nos noticiários."  
"A Tia Julia e o Escrevedor", de Mario Vargas Llosa

 "[...] Ao meu lado sentou-se uma jove muito bem fornecida de glândulas mamárias (aquilo era no mínimo uma copa J), só que aquilo não lhe fez muito bem à saúde. Quando chegámos ao ponto mais alto, ainda as suas amigas cá estavam em baixo, e vice-versa, pelo que quando saiu de lá só faltou metê-las às costas. Tenho a certeza que se aquilo abanasse para os lados em vez de na vertical, ainda hoje me estavam a tentar reanimar, a mim e a mais uns quantos à volta dela..." 
"Are you ladrating to me?!?", de Rafeiro Perfumado
"E aquilo que mais o surpreendia era a indiferença com que os juízes, perante hematomas e equimoses, por vezes ferimentos profundos, decidiam o caso sem que passasse pela cabeça de algum fazer a simples pergunta: «Como é que isso lhe aconteceu?»"
"Mataram o Sidónio!", de Francisco Moita Flores
"Como podiam detestar tanto quem fazia aqueles fabulosos filmes de acção e escrevia os melhores livros policiais? Ó gentinha ignorante, rancorosa e invejosa. Então não eram os americanos os melhores amigos do mundo, sempre prontos a defender a democracia, mesmo que às custas de uns quantos bombardeamentos selectivos?"
"Jaime Bunda e a Morte do Americano", de Pepetela
"Suspeitou-se dos ciganos. Podia esperar-se tudo dos ciganos. Era do conhecimento geral que os ciganos faziam tapetes com pedaços de roupa velha, que utilizavam cabelos para encher almofadas e fabricavam bonequinhas com a pele e os dentes das suas vítimas. Um crime tão perverso apenas podia ser cometido pelos ciganos. Só que naquele momento não havia rasto de cigano numa distância de léguas em redor; fora em Dezembro que os ciganos haviam atravessado a região pela última vez."
"O Perfume", de Patrick Suskind
"A mãe pousou o livro nas mãos do filho. [...] Que mistério. O rapaz não conseguia imaginar um propósito para o objecto que suportava. Pensou em cheirá-lo, mas a porta do quintal estava aberta, entrava luz, havia muita vida lá fora. O rapaz tinha seis anos, fugiu-lhe a atenção, distraiu-se [...]"
"Livro", de José Luís Peixoto
"O professor contou que iniciara a moça do ônibus no sexo tântrico, no qual ele fora um pioneiro no estado, e a levara ao delírio várias vezes por dia. No fim de três dias surgira um desentendimento quanto a dinheiro, que a moça mal-agradecida insistia em receber apesar dos seus orgasmos múltiplos, enquanto a tia Loló ameaçava chamar a polícia, e o professor se vira obrigado a pagar e sair."
"Os Espiões", de Luis Fernando Verissimo
Mas pronto, enquanto vou espevitar os neurónios para outras bandas, espero que se...

DIVIRTAM!

ADENDA a 23 de Julho 2011 - respectivos autores e livros de cada uma das citações, a sublinhado; a NINA acertou em 6 e deu pistas aos restantes comentadores, o RAFEIRO PERFUMADO "desconfiou" da tal "francesa" (eheheh!), o RUI DA BICA acertou todas e, claro, o PAULOFSKI também conhecia o livro que faltava. Obrigada a todos pela participação!
 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

AMIGO TEM DIA?

Não sabia, mas tem! Foi ontem... 
Provavelmente também existirão os dias dos bebés-proveta, dos calos nos pés, do salmão grelhado e por aí adiante. Não ligo muito a esses festejos, mas no caso da amizade comemora-se a cada encontro. Ou encontrão, se for um amigão! (já li isto em algum lado, será que é plágio?)
Quando andava no liceu circulavam uns livrinhos de autógrafos, não especialmente destinados a celebridades, mas para os colegas de turma e os professores da nossa preferência assinarem. E a frase infalível era "sem dedicatória, mas com dedicação". (epá, lá estou a copiar novamente!)
Assim, no teu dia (que não foi ontem, mas é hoje) segue uma musiquinha um bocado lamechas - que me fez chorar as pedrinhas da calçada noutros tempos, ai, ai - mas com performance dos Marretas:


Muito obrigada, pá!

Imagem da net, de Jim Davis, evidentemente!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MALAS E BAGAGENS

O meu pai sempre foi a organização em pessoa, com horários muito rígidos que lhe permitiam conseguir o tempo necessário para levar avante todos os seus projectos, quer laborais ou de lazer. Mas, no que tocava a férias, essa característica eclipsava-se completamente...
Se bem que os hotéis algarvios já estivessem fora do alcance da sua bolsa no início dos anos 70 do século passado, o mínimo seria que se informasse atempadamente das condições e preços de apartamentos que albergassem quatro pessoas. Nada disso! Deixava para a última hora e depois perguntava a alguns dos seus colegas ou parceiros desportivos se sabiam de algum, preferencialmente baratinho.
Assim, às vezes íamos passar férias a verdadeiros tugúrios: "uma casa de pescadores junto à praia" não passava de um túnel dividido com cortinas e um sótão, que nem janelas tinha, apenas a porta da frente e das traseiras com um postigo cada uma (nem os ditos "pescadores" lá viviam, servia para alugar a papalvos); "apartamento ultra-moderno com piscina" traduzia-se num apartamento tão moderno que ainda estava em semi-construção, com as camas, cadeiras, mesas e luzes mínimas atiradas lá para dentro, a famigerada piscina sem água, a uns 2 ou 3 quilómetros da praia; "nova urbanização turística com piscina, bar e boite", aí é verdade que tinha isso tudo e até seria aprazível, caso a água corresse nas canalizações, o que só acontecia 3 horas por dia, quase por obséquio. Pior, houve um ano em que por falta de marcação prévia, andámos a saltitar de apartamento em apartamento. Quer dizer, os meus pais andaram, que eu e a minha irmã fomos convidadas por uma amiga para ir para Armação de Pêra, depois das primeiras "mudanças" ficámos descansadas o resto das férias, que por sinal foram bem divertidas!
Desses tempos, recordo também a tralha toda que levávamos no porta-bagagens (e não só!) da carripana: na dúvida, eu e a minha irmã emalávamos quase toda a roupa, afinal adolescente que se preze nunca sabe do que vai precisar para estar à altura da ocasião; o meu pai, que já praticava pesca submarina e ténis, tinha um malão com os apetrechos da pesca, que incluíam fato e espingardas, vá que não possuía botijas de oxigénio e as raquetes e bolas arrumavam-se em qualquer cantinho; a minha mãe, depois de vários desaires em apartamentos mal equipados, transportava metade da cozinha atrás, onde até não faltava a panela de pressão, para além da cadeira de praia, do chapéu de sol, da geleira, etc. e tal.
Em 1977, de regresso a Lisboa num Domingo à tarde, o Morris 1100 teve um treco às portas de Castro Verde - qual autoestrada, qual carapuça? - esparramou as rodas traseiras com o eixo partido e ali ficámos os quatro. Vale que estávamos perto de um posto de gasolina, mas mecânicos só no dia seguinte e em Beja, o carro teve de ser rebocado - depois de tirarmos de lá o que nos fazia mais falta (sem panela de pressão incluída). Conseguimos arranjar  uma pensão para pernoitar, onde em cada quarto ainda existia uma daquelas bacias de cerâmica com jarro de água a condizer, montados num tripé de ferro, para realizar a higiene pessoal. Com um calor do caraças, comprámos o bilhete da camioneta para eu e a minha irmã voltarmos a casa no dia seguinte (sem o nosso peso e depois de um "remendo" provisório, talvez os meus pais conseguissem regressar a Lisboa com toda a bagagem) e  passámos o resto da tarde à sombra de uma esplanada, onde a minha mãe se indignou com a muita cerveja que os alentejanos bebiam!
Por mim, só estava preocupada se chegaria a tempo de ver um dos últimos capítulos da telenovela "Gabriela, Cravo e Canela", que na época passava na RTP. "Eu cresci assim..."

terça-feira, 19 de julho de 2011

O SENHOR DA CHARNECA

Stephen Whalby tem a estranha mania de passear pela charneca de Vangmoor a horas em que habitualmente não avista vivalma e é num desses passeios madrugadores que encontra o corpo de uma jovem estrangulada, cujo cabelo loiro foi rapado. Alertada a polícia local, esta considera o seu comportamento suspeito, mas para além desse seu gosto de deambular pelo campo nada mais tem a apontar ao homem, que leva um vida pacata e banal junto à sua mulher Lyn e trabalha na empresa da família como estofador.
Contudo, à medida que vamos desfolhando as 163 páginas deste livro de bolso (nada contra, mas onde mais uma vez abundam as letras minúsculas, que dificultam bastante a leitura!), também vamos descobrindo que a aparente normalidade familiar não passa disso mesmo: de aparência! Stephen é completamente obcecado pela charneca, que conhece como ninguém e que, de certo modo, considera como propriedade sua, tendo inclusive uma coluna no jornal local sobre a região. Por seu turno, Lyn, com quem casou há cerca de meia dúzia de anos, não partilha desse seu fascínio e a óbvia indiferença do marido por uma vida sexual activa leva-a a envolver-se com um jovem veterinário. Mas esses não são os únicos segredos que o casal e quase todas as restantes personagens ocultam...
Mais descritivo do que o habitual, só não entendi o "mapa" da charneca nas páginas iniciais - no meu caso, não atrasou nem adiantou para a compreensão do livro. As descrições das paisagens desérticas, inóspitas e pantanosas assemelham-se vagamente à solidão que reina entre a população das três vilas, sem grandes perspectivas de um futuro mais sorridente. Mas serão todos potenciais assassinos?
Como sempre, a escritora brinda-nos com um final inimaginável, depois de várias "cambalhotas" no enredo, a apontar em várias direcções. Bom, para todos os amantes de policiais! (embora longe de alcançar os meus preferidos, da mesma autora...)
.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PARABÉNS A MANDELA!

Nelson Mandela completa hoje 93 anos de idade, tendo dedicado grande parte da sua vida à luta contra a segregação racial e o apartheid na África do Sul, terra onde nasceu. Combater pelos seus ideais valeu-lhe quase 28 anos de prisão, em Rodden Island. Tempo esse que nunca poderá ser recompensado, mesmo que o reconhecimento internacional como grande leader africano e os vários prémios e homenagens recebidos - entre eles o Nobel da Paz em 1993 (em conjunto com Frederik Willem de Klerk) - possam reflectir a grande admiração que grande parte da humanidade nutre por este homem.
Claro que o racismo continua a existir, um pouco por todo o lado, como todos sabemos. Mas quando, em Portugal, uma professora universítária entrega um trabalho a um aluno e lhe diz que ele merecia 13 mas só lhe deu 11, "porque é preto" (perante toda a turma e sem reacção aparente de ninguém), com evidente satisfação, algo nos diz que a avaliação de professores é necessária e até urgente. E não deve cingir-se ao ensino primário e secundário, o universitário também está muito carente!
Parabéns a Mandela! Tomara que muitos lhe seguissem o exemplo de coerência e de defesa dos seus ideais, mas criaturas mesquinhas desta laia nunca lhe chegarão aos calcanhares...

Imagem da net.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O NINHO DA CEGONHA...

... estará aqui por perto do rio Arade! Francamente, custou-me a acreditar que as bloguistas algarvias não reconhecessem de imediato, possivelmente haverá por lá muitos mais ninhos, mas imagino que numa chaminé destas não serão assim tantos...

OK, por vezes quem está mais longe vê de mais perto - e contra mim falo, que aqui em Lisboa há muita coisa que me passa ao lado, que nem sei que existe! Mas a cegonha aninha-se próximo do local onde irá ter lugar a Feira do Livro de Portimão 2011, que este ano abrirá portas a 23 de Julho e encerrará a 21 de Agosto. Espero dar por lá uma "voltinha"!
Também é por ali que costumo ir petiscar umas belas sardinhas assadas, com saladinha algarvia, a gastronomia regional dispensa apresentações e é uma delícia, sobretudo em peixe, mariscos e doçaria. Mas como sempre há que estar alerta, mesmo que a embalagem possa ser cativante:

Se o "souvenir" já soa tão foleiro como o "recuerdo", que dizer do reverso da embalagem?

Leram bem?! Ah, pois é, os figos são da Turquia, o miolo das amêndoas peladas dos EUA, o cesto sabe-se lá de onde, tudo comercializado por uma empresa de Torres Vedras, que ainda tem a grandiosa lata de lhe aplicar no código de barras o 560 nacional! Com empresas (e empresários) destas vamos longe, vamos...

BOM FIM DE SEMANA, para quem está a trabalhar!
ou

BOAS FÉRIAS, para quem está a passear!

As últimas duas fotos foram recebidas por mail.
(Obrigada, Michel!)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

BEIJA-MÃO!

Certa vez, já há bastantes anos, o patrão lá da tasca queixava-se a alguns dos seus clientes mais antigos: "É uma chatice, só vêm aqui comer caracóis, durante o resto do ano nem aparecem!" E alguém, em tom de brincadeira, respondeu: "Ainda bem, é sinal que gostam dos caracóis cá da casa!" Mas o homem continuava irritado e insatisfeito, em parte com razão, porque a sua mulher que trabalhava (e trabalha) o dia inteiro na cozinha também era (e é) boa cozinheira  de outros petiscos...
Com o tempo a tasquinha também teve de sofrer as suas remodelações, tanto o patrão como a patroa tiveram os seus achaques, que isto de passar todo o dia em pé ao fogão ou ao balcão é difícil para todos. A segurar as pontas estava o filho, rapaz simpático e conversador com todos os clientes e, por vezes, a filha, estudante universitária.
Mas a famigerada "crise" operou milagres no comportamento do homem, que além de já não se queixar de "clientes sazonais a mais", ainda adiou as férias do tasco até ao final da época do caracol. Exagerando no que antigamente era mera irritação, ainda recentemente o vi comprar uma rosa para cada uma das mulheres a aguardar mesa junto ao balcão, do "qué fror" do costume. Faz até questão de cumprimentar os clientes de saída com um aperto de mão. E, qual não é o meu espanto, quando um dia destes, seguindo em fila logo atrás do maridão, em vez da "bacalhauzada" recebi um beija-mão. Mãozinha essa ainda a cheirar ao tempero dos caracóis...
Não sei como contive o riso no momento, certo é que vim a rir até casa!
 
Imagem da net.