terça-feira, 16 de outubro de 2007

PENA DE MORTE - SIM OU NÃO?

Suponho que é uma questão de convicção, não interessam os condenados, quem quer que eles sejam. Entre um ditador facínora, sociopatas de várias nacionalidades, assassinos confessos, terroristas, reincindentes de vários crimes, desgraçados e injustiçados a vários níveis, para além de muito mulherio sujeito a tribalismos e religiões castigadoras, é igual para todos. Ou se é contra ou a favor!

Cerca de 70 países têm leis que a permitem, desses, uns 12 ou 13 não a aplicam na prática. Discutir o modo de execução, também é absolutamente irrelevante. Qual é o melhor ou o pior? O “cardápio” está repleto de modalidades, nem é possível dizer qual é a mais atraente – era necessário ter feito a experiência, não é? -, mas o resultado final vem a dar no mesmo...

Dos 50 e muitos países que praticam a pena de morte, só três são considerados democráticos – EUA, Japão e Coreia do Sul. Sabe-se lá porquê, se calhar é porque os Direitos Humanos não têm o mesmo sentido em todas as partes do Mundo!

Aqui, o NÃO é convicto! Aceitam-se opiniões contrárias, mas sem discussões se é melhor apedrejar, crucificar, fuzilar, queimar, enforcar, decapitar, electrificar, injectar e de tudo mais que se possam lembrar.

23 comentários:

  1. Xi, e logo hoje que eu andava a pensar no assunto! Quer dizer, quem me induziu a isso foi o Nelson num dos postes de salmão dele. Isso e no fds ter lido no apetece-me cobrir que os chineses têm pena de morte por encomenda...

    Deste lado, o NÃO é categórico. Embora não saiba qual seriam os meus sentimentos no caso de ver alguém que me é querido assassinado ou torturado ou sei lá...

    Contudo, tenho um profundo desprezo e desamor pelo Saddam e, no entanto, fiquei paralisada e com vómitos quando passaram a execução do gajo... (alguém se lembrou de fazer um zapping e o meu olhar teve de se voltar precisamente nesse momento...). Acho que isso diz tudo quanto à minha posição.

    Por outro lado, a morte acaba por ser uma forma de libertação. Será castigo suficiente (isto se quisermos levar as coisas para outro prisma)? Não será castigo maior 4 paredes forever?

    Aquando do 11 de Setembro, idealizei o seguinte castigo para o BiN Laden: 4 paredes forever, com sessões diárias em que o gajo seria visitado por parentes de TODAS as vitimas do atentado, tendo de os ouvir falar de quanta vida tinha aquela pessoa e do sofrimento que aquilo lhes trouxe.
    E haveria testes sumativos e tudo!!!! Com direito a solitária se chumbasse.

    ResponderEliminar
  2. O meu NÃO também é categórico. Seja em que situação for. Mudança no regime prisional sim. Acho que os prisioneiros deviam ser aproveitados como mão de obra para muitos trabalhos. Agora pena de morte nunca.
    (mesmo para um crime que envolvesse alguém que me fosse querido...)

    ResponderEliminar
  3. Sem querer bater no ceguinho, e fazendo de advogada do diabo, penso que nenhum de nós (a não ser os que já tenham vivido mesmo isso) saberá se desejaria a morte de alguém que torturasse ou assassinasse um ente-querido.
    Sou honesta, já desejei a morte a uma pessoa, precisamente por ter prejudicado e ameaçado uma pessoa que me é muito querida. Viro fera quando atacam os meus. Agora, não sei dizer até que ponto eram só palavras ou até que ponto era um desejo real. Suponho que se me dissessem que essa pessoa tinha caído morta algures, nunca poderia sentir tristeza (especialmente tendo em conta que fez ameaças de morte). Não sei dizer se sentiria algum contentamento por semelhante espécime se ir. Talvez somente indiferença.
    Tudo isto pra dizer que nunca sabemos como vamos reagir quando os nossos são ameaçados de alguma forma.
    E no entanto senti compaixão pelo monstro do Saddam. Mmmm. Secalhar ainda há esperança...

    ResponderEliminar
  4. Pena de morte, não, que assim os filhos da puta não sofrem!
    Prisão perpétua e chapadas e pontapés de 4 em 4 segundos... SIM!

    ResponderEliminar
  5. Eu sou a favor da pena de morte, embora ache não ser um castigo suficiente para o criminoso, mas pelo menos fico com a certeza de que é menos um criminoso a viver neste mundo!!
    Continuação de uma boa semana :)

    ResponderEliminar
  6. Claro que o maior castigo seria a pena perpetua, a pena de morte so os estaria a libertar do crime que cometeram e era uma via muito fácil para os 'infractores'. e em muitos casos durante a perpétua deveria de lhes ser feito o crime que cometeram. era ver os pedófilos castrados e seram enrabados pelo seu próprio piço a ver se era doce.

    ResponderEliminar
  7. Pena de morte não mas prisão perpetua sem hipotese de sair por bom comportamento parece-me bem. Quando se apanham 25anos de cadeia, esses 25 deviam ser para cumprir e nao estar la dentro 3 ou 4 e sair por bom comportamento e liberbade condicional...

    Ah! E como sou do contra, para mim a haver pena de morte seria com injecçao letal.

    ResponderEliminar
  8. Vanadis, pois, também andava a pensar nisso pelos mesmos motivos que tu. E não só, também pela malta toda que vai para a porta dos tribunais gritar umas coisas dessas a assassinos, pedófilos, ladrões, sei lá quem mais...
    Suponho que para defesa própria ou de vida alheia toda a gente é capaz de matar, num momento de tensão, mas isso já é legítima defesa, que não tem muito a ver com o caso. E suponho que num momento de desespero, também e aí já é crime...
    Mas quando a pessoa está no seu juízo perfeito, deve ter uma opinião, que não muda consoante seja o simpático vizinho do lado que matou a mulher à pancada ou um outro psicopata qualquer.

    Inês, também concordo que as penas muitas vezes são irrisórias e que todos deviam ser instigados a trabalhar. Quem não quisesse, ficava na sua cela... a olhar para o ar!
    Ainda não consegui comentar o teu blog, porque a primeira vez que andei aqui em experiências blogosféricas, inscrevi-me em vários, não me lembro é das passwords. Enfim como o meu mail é sapo e recebo algumas news deles, pode ser que consiga aceder, ou pelo menos alterar. A minha tradicional nabice informática!

    ResponderEliminar
  9. Oh Capitão, mas isso é uma pena de morte à traulitada...

    É Conchita, é um ponto de vista! Mas repara que em muitos países do mundo a pena de morte é decretada por crimes que a nós nos parecem irrisórios. O adultério no feminino é disso um exemplo, mas também roubos, julgamentos sumários de espionagem ou traição!

    ResponderEliminar
  10. Psycho_Mind, xi, pá, até à prisão perpétua ainda vou, agora essa história dos pedófilos já é um pouco radical demais...

    Fausto, suponho que 25 anos ainda é a pena máxima a vigorar em Portugal, nunca saem antes dos dois terços da pena, ou seja ao fim de 16 e picos, com bom comportamento... e apreciação caso a caso. Está errado? Pode estar, mas isso já compete ao legislador mudar.

    ResponderEliminar
  11. Concordo com a pena de morte, não concordo em que vá mais dinheiro dos meus impostos para alimentar criminosos do que para a reforma da minha avó que trabalhou uma vida inteira.

    A morte deve ser vista como uma libertação e não como um castigo. Libertar a humanidade de certos seres.

    ResponderEliminar
  12. Vanadis:
    Eu não sou nenhuma santa! Acho perfeitamente natural, em certos casos, uma pessoa desejar a morte de outra (em casos de pedófilia, violação, assasinato sei lá mais o quê). Mas é uma reacção primária, a "quente". Pôr isso em prática ou defender essa atitude é que já é diferente...

    ResponderEliminar
  13. 'Não' Absoluto.
    Independentemente de ser ou não sofrimento para o condenado, o homem não pode em caso algum cometer, ao abrigo da lei, um crime punido por essa mesma lei. É um contra-senso.

    Quanto ao facto de ter de sustentá-los durante uma vida, eu sugeria uma quinta ou uma ilha, com muro de 10 metros em regime de auto-gestão ;)

    ResponderEliminar
  14. Eu digo nao pra tudo menos pra os casos de pedofilia e abuso sexual de menores. Digam o que disserem, esses gajos era mata-los, nao ha nada mais nojento, porco e imoral do que estragar a vida duma criança para sempre, muito pior do que dar um tiro a alguem, que morre mas nao fica a sofrer.

    ResponderEliminar
  15. Sim, bem me palpitava que ias dizer qualquer coisa do género, Crestfallen... Quanto a seres tu a sustentar com os teus impostos, bem há outras maneiras de resolver o assunto.

    Sim, Inês a isso chama-se justiça popular. Que já se sabe dar azo a muitas injustiças e julgamentos sumários indamissíveis...

    Ahkla, já a Inês tinha dito lá atrás, que sim, que deviam pôr os gajos a trabalhar, ideia com a qual concordo. Esse sistema de auto-gestão, também me parece igualmente viável. Mas também acho um bocado absurdo a sociedade punir um criminoso com um comportamento que é considerado criminoso, dentro da própria sociedade...

    ResponderEliminar
  16. Bem-vinda, Segredo da Lua!

    Apesar de tudo os piores crimes são aqueles que se cometem a coberto da guerra. Isto claro, no meu entender! Tortura-se, viola-se, amputa-se, mata-se, queima-se, abusa-se de crianças sexualmente, enfim, coisas que só podem sair de mentes tresloucados. Mas depois porque estavam em guerra, quem são os criminosos? Os leaders militares, os políticos que a decidiram, os praticantes dos ditos crimes? Nunca se apura, não é?

    ResponderEliminar
  17. Depois de estar a trabalhar numa série de ficção de televisão (não vou dar nome, nem quero dar publicidade, não merece) em que se defende a pena de morte, sinto remorsos de contribuir para isso, mas sobre tudo de que o governo que dirige o meu destino político e que em teoria está contra a pena de morte compre essa merda (desculpem, mas é merda mesmo). Compreendo que uma pessoa que sofreu directa ou indirectamente uma agressão possa desejar-lhe a morte ao responsável mas de ai a admitir o homicídio institucional... E por quê os que defendem a pena de morte sempre são os que negam o direito à eutanásia com o argumento de que um gajo lá para cima é quem tem nas mãos a nossa existência?

    ResponderEliminar
  18. Oh Sun, esse ponto de vista da eutanásia versus pena de morte, está muito bem visto!

    Homicídio intitucional, sim senhor!

    ResponderEliminar
  19. Eh páh, a sun falou bem...defendem a pena de morte...mas depois não querem dar essa libertação a quem já sofre horrores.
    Desculpem, mas pior que a eutanasia, muito pior, é o prolongamento desnecessario da vida. Tive uma amiga, doente terminal de cancro, que viu a sua vida prolongada por um ano. Bom? Não. Horrivel. Foi mais um ano de sofrimento. A pele caiu-lhe. Tinha alucinações. Dores que nenhum medicamento tirava. Deram-lhe uma morte lenta. Foi literalmente comida viva, por dentro. Suplicou que a deixassem ir, que lhe dessem uma injecção, sei lá...fizeram exactamente o contrário e deram-lhe uma morte em vida horrorosa.
    O que vale é que mais para o fim ela já não tinha noção nenhuma do que se passava, a mente tratou do assunto, levando-a para um paraíso que ela idealizava, e onde era feliz. A senilidade foi uma benção para ela, digo-vos.

    ResponderEliminar
  20. Eutanásia sim e já. :-p

    Pena de morte, nunca.

    Tete, concordo totalmente: atrocidades em guerra totalmente desculpadas por ser uma guerra?...

    ResponderEliminar
  21. Vanadis, essa história da tua amiga é simplesmente aterradora!

    Mas sim, a eutanásia não me faz confusão, a pedido do próprio, ou quando o indivíduo está transformado num vegetal...

    E que a Sun falou bem, lá isso falou...

    ResponderEliminar
  22. Pena de morte...Huuuummmmm
    Existe pior castigo que viver e ser maltratado?A morte é um fim e só.
    Algo a pensar...

    ResponderEliminar
  23. Então pensa, Kátia!

    Mas não é pelo espírito castigador, de fazer com que os criminosos paguem todos os dias a factura dos seus actos. É porque mesmo não sendo especialmente católica, acredito piamente no Mandamento que diz: Não Matarás! Assim, acho que ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém... nem que isso seja decretado por um tribunal!

    ResponderEliminar

Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)