terça-feira, 22 de junho de 2010

A ESTRADA

O filhote elogiou tanto o filme "A Estrada" - "The Road", no título original - a ponto de pretender ler o livro de Cormac McCarthy (que venceu o prémio Pulitzer), que me convenceu a ver o DVD. Não devia ter suspeitado ao ver esta capa (fotografia da net), no mínimo, bastante elucidativa?  

Reinava a boa disposição depois da goleada de Portugal - nem costumo assistir a jogos de futebol, mas ontem vi a segunda parte quase toda - confesso que nem prestei grande atenção! Resultado: 107 minutos em constantes sobressaltos, num mundo atingido por uma catástrofe natural, em que pai e filho empreendem uma jornada em busca de comida e em luta pela sobrevivência, num planeta onde a vida animal e vegetal está moribunda. Para piorar ainda mais o quadro, a maioria dos humanos resistentes anda pela estrada em bandos armados, dedicando-se à prática do canibalismo, os restantes tentando fugir desse triste e sangrento destino...

A realização de John Hillcoat parece-me ter algumas falhas, nomeadamente o trailer explica melhor a catástrofe que deu origem a tamanho desespero:



Muito deprimente, nem entendi muito bem o final, eventualmente o livro será mais esclarecedor. Fica a sugestão para quem apreciar este género de thriller... de quase terror!

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PARABÉNS, MOYLE!!!

20 comentários:

  1. fui ver ao cinema e gostei da história!
    o mesmo não posso dizer d'O Livro de Eli que parece que foi feito como campanha pró-religião.

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  2. Olá Tété!
    Pronto,confesso: não vi o filme, nem li o livro.Quando anunciaram o trailer,ainda pensei em ver.Mas depois,surgiram outros filmes e varreu-se.Agora,tendo visto comentários,ainda me diz menos em ver. Vai rir,mas quero ir ver o Shrek :p

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    Jocas
    Lena

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  3. Anónimo6/22/2010

    :D eu vi e gostei imenso, muito poderoso e tudo sobre a luta pela sobrevivencia e aquilo a que um ser humano é reduzido quando em vez de viver, sobrevive... explica muita coisa...

    e um filme pesado, nada bom para ver depois da euforia com o mundial, pá :D.

    Vani

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  4. Gostei!
    Poderoso,ajuda à reflexão e bem realizado.
    O que é de facto o ser humano. É mais visível em situações limite.

    beijs

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  5. Pois eu não irei ver....detesto filmes que anunciam catastofres....e depois é uma luta pela sobrevivência sem pés nem cabeça.

    Isso faz-me lembrar os ensaios que a Protecção Civil faz em casa de catastrofe e chegada a hora anda tudo ás aranhas.

    Eu gosto de coisas positivas ou então factos históricos realmente.
    BEIJOKITAS

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  6. Vi o filme no cinema, apesar de ser muito deprimente gostei da história. Da para reflectir sobre quem somos nos na realidade :-w
    A Teté estava a ver o jogo de futebol e a ver o filme ao mesmo tempo?

    Beijinhos :)

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  7. Olá :)
    Concordo em pleno contigo. Fiquei meio desiludido com o filme e achei o fim muito sem nexo. E depois ha a outra que desapareceu na noite... fiquei mesmo... aahh?? vais onde?
    Bem, beijinhos melhores filmes virão.

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  8. Eu até percebi certas cenas no filme ;-). Por exemplo, que não interessa para onde foi (acho eu) a mulher dele: é apenas o retrato de alguém que prefere morrer a continuar naquele mundo de desespero. O tal fogo de que falavam tb tinha um significado concreto: é o conhecimento científico. O pai era médico. O pai passou o conhecimento ao filho. E o final até foi feliz! Dentro daquele antro de sobrevivencia pura e desespero extremos, ainda existia amor e humanidade, personificados pela familia que acabou acolhendo o rapaz. Familia essa que poderia representar o futuro. Um futuro risonho e feliz. :D

    pelo menos foi assim que o vi...

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  9. Também acho que é isso, Vani. Bem analisado!

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  10. Não costumo gostar deste género de filmes, VÍCIO, mas este vi até ao fim, principalmente porque a história até agarra o espectador. E claro que se podem adivinhar algumas coisinhas, mas no geral não me pareceu muito claro, muito menos o final. Ainda bem que avisas em relação a esse outro! :)

    Olá, LENA!
    OK, vou ver se penso em alguma coisa para escrever sobre o tema! :D
    Beijocas!

    Pois, lá nisso tens razão, VANI! A malta entusiasmada com a goleada e depois vai pôr-se a ver um filme pesadão daqueles? Má ideia... :n

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  11. Claro que em situações limite o ser humano faz coisas que nunca pensaria fazer numa situação normal, CARLOS! E não disse que o filme é mal realizado, mas que há falhas que não esclarecem muito bem o porquê daquela catástrofe... ;)
    Beijocas!

    Bom, do mal o menos, PARISIENSE, este não anuncia catástrofes, é pura ficção. E sim, essas simulações de fogos, terramotos, etc. costumam decorrer na maior das calmas (até há quem não queira obedecer à ordem de retirada), mas numa eventual tragédia a sério, há fumo, há fogo, locais por onde não se pode passar e sei lá mais o quê que complica bastante, nomeadamente o pânico do pessoal, por saber que é real! Tonteiras... :))
    Beijokitas!

    E vale a pena reflectir do que faríamos numa situação de limite de sobrevivência, FERNANDA? Provavelmente muito mais do que pensamos...
    Não, vi o filme depois do jogo, o estado de espírito não estava preparado para um filme tão deprimente! :p
    Beijinhos!

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  12. Ora até que enfim que alguém concorda comigo, PSIMENTO! Especialmente naquele final meio "delico-doce", porque a outra pareceu-me claro que se ia suicidar... não se sabendo bem como (mas também não é muito relevante)! :g
    Beijocas! (e tens razão, melhores filmes virão!) :)

    Ai, VANI, essa do fogo interior não tomei nada como conhecimento científico! E sim, também se percebe que o pai era médico, mas o que acho que estava a tentar ensinar ao filho era a lutar pela sobrevivência e a manter a esperança, mesmo que para isso tivesse de matar! Nem percebi porque é que a tal família feliz que os seguia (o cão já tinha ladrado quando eles estavam dentro do abrigo) só apareceu no final, sem se juntar a eles antes. Tinham medo do pai? E porque é que tinham uma arma só com duas balas? Tinham andado à caça até deambularem rumo ao sul e à costa? Juro que vi uma ave no céu (ou então foi uma mosca que passou em frente dos meus olhos e confundi), às tantas pensei que fosse mais por aí! Mas não, não se percebe que no meio de tanto sofrimento e fome, apareça uma família feliz e aparentemente bem nutrida, com cãozinho e tudo, para tomar conta do puto! Qué que queres, achei non-sense! Amor e humanidade não costumam fazer parte das prioridades de quem está a lutar pela sobrevivência! E sim, pode ser simbólico de um futuro mais risonho e da continuação da espécie dos "bons", mas não me pareceu encaixar muito bem com o tom deprimente ao longo de todo o filme. Também foi assim que vi... 8-o

    Bom, CARLOS, com já escrevi à Vani, o final não me convenceu. Pontos de vista e interpretações diferentes... ;)

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  13. Não serei eu a ver, não faz o meu género, mas obrigada porque sempre poderia cair despistada...

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  14. De vez em quando todos nos despistamos, SUN, também caí um bocado de pára-quedas no filme... que também não faz nada o meu género! :)

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  15. Comecei a ver. Mas o meu Viggo Mortensen está tão acabadinho que passados 10 minutos já estava a entrar em depressão profunda e decidi deixar para mais tarde.
    Aparentemente, fiz bem! :)

    Beijos

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  16. Não fui ver este filme, mas o meu irmão, tal como o teu filhote, também me falou bem dele.
    Só que eu tinha lido um livro do autor, "Meridiano de Sangue" e achei-o muito cru e violento. Também tinha cenas de canibalismo e por várias vezes tive de voltar atrás para tentar perceber melhor a escrita do autor, por isso fiquei reticente e acabei por não ir ver este filme.

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  17. O filme acaba por agarrar, SAFIRITA, mas que é muito deprimente, lá isso é... :s
    O Viggo parece tal e qual um qualquer sem-abrigo que ande por aí, nem isso compensa as suas fãs... :))
    Beijocas!

    Como não li nada do autor, nem por aí sabia o que me esperava, TONS DE AZUL! E sim, violência e canibalismo não são propriamente as acções que mais me atraem em qualquer filme... ;)

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  18. muitos dias depois, que o trabalho tem sido inclemente, cá estou a agradecer a lembradura ;)

    o filme, nem o livro, me passaram ainda pela meninas dos olhos :D

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  19. Do livro não posso falar, MOYLITO, mas o filme não é de molde a contribuir para a boa disposição... :((

    Haja trabalho, mesmo que inclemente! A lembradura não é para agradecer... :D

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)