"Henna tinha treze anos quando foi jovialmente casada com o filho mais velho de uma das melhores famílias de Calcutá, e o seu casamento foi conseguido através de uma audaciosa teia de mentiras, tão elaboradas e impudentes quanto os adornos dourados do seu sari escarlate de noiva." Assim começa o primeiro romance de Roopa Farooki, "Agridoce" ("Bitter Sweets", no original), uma saga familiar que percorre quase cinco décadas entre mundos culturalmente distantes, no espaço e no tempo.
Tal como o título indica, a vida das personagens passa por momentos doces e amargos, enredadas nos seus segredos, disparados por preconceitos e receios de exclusão da sociedade, nem sempre conscientes. Do Bangladesh de ontem até a Londres ou Oxford de hoje, três gerações deparam-se com a variedade de costumes, de paixões juvenis nem sempre bem resolvidas, de frustrações profissionais ou amorosas, às quais não são alheias as diferenças nos tons de pele, de género ou de estatuto social.
Apesar de todas estas componentes, o livro é leve (não confundir com light) e de fácil leitura: pessoalmente, gostei bastante!
Tal como o título indica, a vida das personagens passa por momentos doces e amargos, enredadas nos seus segredos, disparados por preconceitos e receios de exclusão da sociedade, nem sempre conscientes. Do Bangladesh de ontem até a Londres ou Oxford de hoje, três gerações deparam-se com a variedade de costumes, de paixões juvenis nem sempre bem resolvidas, de frustrações profissionais ou amorosas, às quais não são alheias as diferenças nos tons de pele, de género ou de estatuto social.
Apesar de todas estas componentes, o livro é leve (não confundir com light) e de fácil leitura: pessoalmente, gostei bastante!
CITAÇÕES:
"O fracasso não devia ser surpreendente - trata-se apenas de uma parte da vida, como respirar, comer e cantar. Fracassamos em algo em todas as etapas do nosso desenvolvimento, cada pequeno sucesso é precedido de fracasso após fracasso."
"-Quer saber o que se segue quando o verdadeiro amor acaba? Não é ódio. É apenas um nada, como um espaço oco ou um vácuo. Não resta nada senão um vazio."
"É aqui que eu realmente pertenço, pensou um tanto ébrio, rindo histericamente com os outros; a vida com os totós não parecia assim tão má. Aqui ele era aceite por aquilo que era, não pelos amigos que tinha; aqui podia ser um rei em vez de um impostor."
"-Quer saber o que se segue quando o verdadeiro amor acaba? Não é ódio. É apenas um nada, como um espaço oco ou um vácuo. Não resta nada senão um vazio."
"É aqui que eu realmente pertenço, pensou um tanto ébrio, rindo histericamente com os outros; a vida com os totós não parecia assim tão má. Aqui ele era aceite por aquilo que era, não pelos amigos que tinha; aqui podia ser um rei em vez de um impostor."
Comecou com mentiras, o futuro deve ser pouco doce. Mais agri!
ResponderEliminarE este não me escapa, os pequenos sucessos são grandes conquistas.
ResponderEliminarMas eu voltei com selinhos, Teté:)
Já lá estão pendurados nos cabides!
Beijinho
Isabel
não me inspira!
ResponderEliminarahahhaha, eu armada em esperta ou grande leitora! beijo nina, grande
O meu tempo é cada vez mais curto para eu conseguir ler seja lá o que fôr.......a pilha lá em casa de livros a ler já é grande......não me vou a aventurar de juntar mais um......
ResponderEliminarMas ao menos tu vais dando-nos algumas noticias deste mundo que eu tanto gosto ....leitura.
Beijokitas
Temos que fazer das nossas conquistas pequenos sucessos!!!
ResponderEliminarEstou de regresso, depois de algumas pausas.
Beijinhos
Isabel
provavelmente realidades diferentes (uma casamento aos treze...)
ResponderEliminarTeté, o selinho é teu, voou das minhas mãos, claro que não me importo. Pensei na perda do teu gato e associei-a à do meu Bonifácio que, juntamente, com os outros dois me deixaram desolada. Este branquinho só lhe faltava pôr ovos, era muito maternal e ajudou a criar o irmão mais novo, que era pretinho.
ResponderEliminarSim, o que interessa é o objectivo da causa e como alcançá-lo. Isto hoje em dia não vai sem marketing.
Beijinhos
Olá Teté!
ResponderEliminarUma das citações que retive daquelas que transcreveste foi sobre o amor.
Realmente quando o amor acaba, fica um vazio, há algo dentro de nós que antes estava preenchido e onde agora ficou um "buraco".
E quando esse amor é intenso, verdadeiro. Esse vazio custa imenso a preencher.
Beijinhos
os indianos estão na moda:) nenhum membro dessa família anda por aqui a vender flores?
ResponderEliminarNo geral é mesmo agridoce, RODERICK, que as mentiras iniciais são camufladas por conveniências do bom nome da família... ;)
ResponderEliminarÉ, ISABEL, os pequenos sucessos podem ser grandes conquistas... :)
Obrigada pelos selinhos!
Beijinhos!
Não precisas de te armar em nada, INÊS! :)))
(nem costumo discutir leituras ou literaturas enquanto como caracóis, certo?!)
Beijão!
Olha, PARISIENSE, somos duas com pilhas de livros para ler!
ResponderEliminarE vou dando notícias daqueles livros que gosto, raramente dos que não gostei (mas já aconteceu), mesmo sabendo que o tema não interessa a todos! ;)
Beijokitas, nina!
Tens razão, BC: esses pequenos sucessos, que para os outros podem parecer irrisórios, aos nossos olhos são grandes conquistas!
Beijinhos!
Parte da ilusão era essa, TERESA DURÃES, que a rapariga fez-se passar por mais velha, para escapar aos estudos e assim...
Mas realidades muito diferentes mesmo, no espaço e no tempo! :)
Pois, ISABEL, no dia em que o coloquei como avatar, estavas tu a despedires-te para férias... daí não ter pedido permissão antecipadamente!
ResponderEliminarE sim, o Nicky era um grande amigo, durante uns tempos ainda "ouvia" o sininho da coleira dele pela casa...
Não vai sem marketing mesmo, que as causas não são divulgadas de outra maneira, mesmo que meritórias!
Beijinhos!
Bom, JC, só passei por isso em namoros juvenis e só me resta a sensação (desagradável) de vazio, na época! Que ultrapassei, obviamente! A perda inesperada do meu pai marcou-me muito mais! Até a do meu gato foi mais marcante!
E, sem pretender filosofar, um amor intenso e verdadeiro só pode ser vivido a dois, quando não, é uma mera adoração de um pelo outro...
Beijinhos!
A escritora é de origem paquistanesa, MOYLITO, não consta que ande por aí no "keflô"! ;)
Adorei esta frase
ResponderEliminar"-Quer saber o que se segue quando o verdadeiro amor acaba? Não é ódio. É apenas um nada, como um espaço oco ou um vácuo. Não resta nada senão um vazio."
Também é uma das minhas citações preferidas, LOPESCA! :)
ResponderEliminarOu não a tivesse escolhido, entre tantas outras... :D
Mmmmm, pois olha, sabes q a minha mãe está a adorar o Zafon com os Anjos? A magana descobriu lá umas citações que achou que me assentavam que nem uma luva e vá de me bombardear ahahahahah. Engraçado que na altura em q o li, disse-lhes q sim com a cabeça mas nao parei pra pensar muito...
ResponderEliminarMas eu estava a gostar do livro até às últimas 100 páginas ou coisa, VANI!
ResponderEliminarDepois é que achei que meteu para lá coisas demais e rebuscadas, ainda por cima... :)))