terça-feira, 7 de agosto de 2007

CONTRADIÇÕES


Suponho que a maior parte do pessoal mais informado sabe que os nossos governantes andam a aprimorar um novo Código de Trabalho, ou alterações ao dito cujo, em que a idade da reforma fica lá para os 60 e muitos, “porque é necessário” para não haver um descalabro nas Finanças, na Economia, na Segurança Social. Nem contesto, porque não percebo nada do assunto. O pior da coisa, é que os patrões não estão exactamente de acordo, chutar “velhadas” é mato, assim com uma vã filosofia de dar lugar aos jovens... Pois, estagiários, recém-licenciados, malta baratucha e pouco experiente. Nem todos, mas pronto!

Porque é que estou pior do que uma barata? Porque a minha amiga B., 57 anos, 32 anos ao serviço daquela empresa privada, foi despedida! Só soube ontem à noite, fiquei SEM PALAVRAS... Ela já andava a desconfiar, que os antigos patrões venderam o estaminé – que não é propriamente de vão de escada – mas caíu-me mal no jantar! A mim caem-me mal estas coisas, que mais posso dizer?

Mas voltando à vaca fria – nem quero alinhavar uma teoria sobre a origem desta expressão – se a idade da reforma fica para mais tarde e se os patrões despacham o pessoal a grande velocidade depois dos 40, quem é que vai receber reforma? Hummm, há prái alguma cabala ou alguma teoria da conspiração, de que os políticos tanto gostam de falar?

Tanto quanto sei, só contradições...

14 comentários:

  1. O capitalismo é cego e surdo...

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  2. Oh capitão merda, se fosse só o capitalismo... Atão e os socialismos guardados na gaveta, a globalização, etc. e tal?

    Mas que ainda estou com as unhas de fora, lá isso estou!

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  3. Isto é tudo uma grandessíssima merda!

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  4. Palavras sábias, Ana!

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  5. Sim, é tema que me interessa discutir, msm não levando a nada, já que "eles" têm a faca e o queijo na mão.

    As recentes alterações tb me afectam. Aliás, já me vêm afectando há 4 qnos, altura em que me podia ter aposentado com 36 anos de serviço, independentemente da idade, e vi-me forçada a continuar por mais uns qtos anos (creio que terei de bulir até aos 60 ou 65, nem sei bem).

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  6. Eu sou de opinião de que deviam deixar o pessoal aposentar-se a partir dos 55 anos (se tivessem plo menos 30 anos de serviço), msm com alguma penalização, dando lugar aos mais novos.
    Acho má politica que os jovens cheguem aos 30 anos sem entrar no mercado de trabalho, enqto obrigam as pessoas a manter-se nos postos de trabalho, mtas vezes já sem darem o devido rendimneto.

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  7. Bem ... "despedimentos" é algo que me choca sempre! E qdo ocorrem na idade que referes, é desumano.

    Há empresas ou firmas a declararem falência paenas para não cumprirem os deveres de entidade patronal, abrindo de imediato noutro qq lugar. O Governo devia fiscalizar, mas ultimamente é o próprio govewrno quem dá os piores exemplos a esse e a outros niveis.

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  8. Absolutamente de acordo, Pascoalita!

    E sim, em tempos uma outra amiga minha, recém-licenciada, também foi trabalhar para um patrão desses que referes, às tantas passou cheques sem cobertura para pagar os ordenados dos empregados, no fim fechou o estaminé... que reabriu noutro local, com outro nome e mais um bando de jovens recém formados a cairem na esparrela. Esse, na época tinha 28 anos, era daqueles que têm a mania que são chicos espertos!

    Claro que dinheiro para os carrões topo de gama do "menino", não faltava!

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  9. a reforma é para aqueles senhores que recebem por mês a quantia equivalente ao que pagariam a centenas de reformados que passam a vida a trabalhar e depois desses senhores terem a reforma assegurada é-lhes atribuido um cargo de director de qualquer coisa para aumentar ainda mais o seu tacho.

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  10. Pois, Vício, deve ser só para esses!

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  11. Cada vez mais se assiste a novas condições (ou ausência delas!) de trabalho, direitos ganhos há uns tempos atrás que voltam a ser derrubados, tornando-se em deveres.
    Preconizam-nos um futuro incerto, andamos com a vida como se fosse uma mala às costas, incerta e sem ponto fixo de paragem, anunciam-nos que caminharemos até sol posto da vida, e não nos garantem chegar à meta para a qual tanto trabalhamos...caminhamos numa corda de malabarista sem rede no final...afinal, tirámos um curso para uma palhaçada sem sabermos que nós, os palhaços, éramos a própria plateia que ora ri, ora chora...ao som das palmadas daqueles que cobram o bilhete lá fora, que é como quem diz, aqui dentro!

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  12. Su, é mesmo! Corda de malabarista, de trapezista, de funâmbulo, o que quer que seja, com os "palhaços" a assistir...

    E quem cobra bilhete está mesmo cá dentro, ainda por cima de dedo em riste!

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  13. Mas assim pensando e fazendo...valerá a pena sequer entrar no mercado de trabalho? Eu bem que tento, mas a coisa vai ficando dificil.
    Sempre achei que a idade da reforma alargada era uma grandessissima treta. Pois, por um lado, pelo que aconteceu à tua amiga (ela podia processá-los por despedimento sem justa causa, discriminação etária?). Por outro porque assim cada vez mais o pessoal entra mais tarde no mercado de trabalho. Ou sejam, andam os mais velhos a bulir e os mais novos a curtir, pois não arranjam nada, e não é por não quererem.
    Por outro lado, a decisão de alargamento da idade da reforma talvez advenha do facto de a população portuguesa ser mais velha...há cada vez menos bebes a nascer (porque será?).
    Mas claro, esta malta em vez de promover apois para a natalidade e familias recem-formadas, aumenta a idade da reforma. Sem avós disponiveis, não há netos.
    A propria natureza ditou que a mulher entrasse em menopausa a meio da vida para não a passar cuidando de filhos, mas sim de netos, para os jovens poderem trabalhar. Tá-me a parecer que querem contrariar a natureza e isso nunca dá bom resultado...qq dia a fertilidade começa aos 30...

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  14. Oh, vanadis, mas é claro que está tudo associado, o que gera grandes contradições... Como as que referes, entre outras!

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)