quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OS BONS VELHOS TEMPOS...

A notícia é antiga, mas completamente disparatada: cerca de 46%  dos portugueses inquiridos numa sondagem consideraram que se vivia melhor há 40 anos em Portugal do que actualmente! Mesmo descontando os "velhos do Restelo" e aqueles que nem eram nascidos na altura, mas não se inibem em mandar uns palpites para o ar, a percentagem é demasiado elevada! Memória curta ou ignorância do passado?
Então como era a vida deste país no início dos anos 70? O facto de estar em plena guerra colonial (sem fim à vista), só por si, é esclarecedor: milhares de jovens soldados partiam para aquelas terras distantes, na incerteza se algum dia voltariam ou como, o que naturalmente era um drama para os próprios e também para as suas famílias. Ditadura é ditadura, e nem por ser marcelista em vez de salazarista era mais branda: a PIDE só trocou de nome para DGS, mas os métodos mantiveram-se - vigiar, perseguir, interrogar, prender, torturar ou eventualmente até matar todos os opositores ao regime, ou meros suspeitos. A censura também era feroz nos meios de comunicação social, qualquer crítica vaga (ou tema do desagrado dos governantes) era simplesmente suprimida com o tristemente famoso "lápis azul", sem nunca ser publicada ou divulgada. Portanto, o clima era de medo!
O analfabetismo rondava os 26% da população (nos últimos censos, de 2001, já tinha baixado para 9%). A gente do povo trabalhava de sol a sol em troca de parcos salários, num país ainda imensamente rural, raramente os seus filhos tinham oportunidade de seguir os estudos para além da escola primária, começavam a trabalhar prematuramente para ajudar ao sustento familiar. Para fugir a esse destino fatídico,  muitos emigravam para o estrangeiro ou tentavam a sorte nas grandes cidades. Mas os direitos dos trabalhadores eram inexistentes, o que significava que os patrões conseguiam abusar mais, portanto normalmente tinham de se sujeitar a serviços humildes e mal remunerados, podendo ser despedidos a qualquer momento. Os horários eram prolongados e dia de descanso era só ao Domingo. Embora no funcionalismo público e em algumas grandes empresas já houvesse a "semana à inglesa" - trabalhava-se mais meia hora por dia, para ter a tarde de Sábado livre. Na classe médio-burguesa as regras eram idênticas, mas muitas mulheres ainda não trabalhavam fora de casa, dedicavam-se a tomar conta dos filhos e a ser "fadas do lar", mas também elas sujeitas aos ditames dos maridos - sem se poderem divorciar, que o Estado e a Igreja não permitiam, a velar pela moral e bons costumes. Eventualmente tinham criadas (as tais raparigas da província, que mal sabiam ler ou escrever) para as auxiliar nas tarefas domésticas, dependendo da situação monetária familiar. Luxo e ostentação estavam reservados apenas a meia dúzia de famílias ligadas ao regime e ao poder económico. Como sempre...
Água canalizada, esgotos ou luz não chegavam a todo o território nacional nem à casa dos mais pobres, com graves consequências para a higiene e saúde de toda a população. Consequentemente, televisores ou frigoríficos nem todos possuíam, máquinas de lavar roupa ou louça estavam nos primórdios. Nem vale a pena referir os telefones, quase circunscritos às grandes cidades.
Em relação a  transportes, o número de carros era muito menor, logo também o de ruas e estradas. Daí que fazer Lisboa-Vila Praia de Âncora (no distrito de Viana do Castelo) ou vice-versa num carrito (imagino que em grandes bólides não seria muito diferente), fosse uma aventura para demorar cerca de 7 horas, fora as várias paragens. Lisboa tinha comboio para todas as zonas do país e Espanha, eléctricos amarelos, autocarros verdes (alguns de 2 andares, como em Londres) e uma rede de metropolitano em Y, que terminava nos Anjos, em 1972 prolongada até Alvalade. Este sempre a abarrotar de gente, até porque os eléctricos eram agradáveis para as funções que ainda mantêm hoje, em zonas restritas da cidade: lentos passeios turísticos!
Obviamente que muito mais haveria a acrescentar e nem tudo era mau nessa época! Mas a pergunta é outra: esses 46% de inquiridos têm a vaga noção do que era essa vivência de há 40 anos? Idealizar um passado feérico, que nunca existiu realmente, é um erro - o progresso veio para ficar, felizmente! O mais que podemos tentar, é limar as arestas mais bicudas de um presente tendencialmente consumista e de um capitalismo sem freio...

36 comentários:

  1. E se faltassem provas de que agora se vive melhor, basta referir que eu apenas tenho 38 anos... ;)

    Beijocas!

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  2. Eu vivi como adulto nesses 40 anos atrás ! É o maior dos disparates dizer-se que se vivia melhor que hoje. Não tem a mínima comparação.
    Também é um exagero grande o que se diz da Ditadura de Salazar e Caetano. Aquele terror constante, mortes,...!
    Não era bem assim.
    Havia uma coisa nitidamente melhor que hoje: corrupção muito menor e os políticos não enriqueciam no desempenho dos seus cargos!
    Há também uma coisa que alterou muito e parecendo que para melhor não o foi tanto como possa parecer e não tem a ver com o regime político. Foi a vivência à grande o poder de consumo, artificial, fomentado pela banca em todo o mundo, com os resultados que hoje se verificam e que nos deu a todos a sensação de que nestas últimas décadas se viveu melhor ! É uma verdade, mas não dependente da política interna e com futuros maus resultados. Creio que nesse aspecto vamos regredir ainda muito !
    (Um comentário de blog é muito pouco, para se falar a fundo da questão.)
    .

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  3. para ter noção de como era a vida há 40 anos teriam de ser pessoas que já tivessem noção da vida na altura e toda a gente sabe que, com a idade, a memória começa a falhar.

    o Rafeiro é velhote! o que ele gostava era de ter 37! ~xf

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  4. isso é como aquela noticia de que o dia 24 foi o dia mais deprimente do ano... quando não há nada para fazer, inventam-se uns disparates para provocar celeuma e aumentar as vendas.

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  5. Oh Rui da Bica, desculpa meter o meu bedelho, mas é claro o porque de não existir corrupção: quem é que ousava fazer algo nas costas de Salazar ou da Pide? :)

    Tete, já para não falar do que viveram aqueles que se mudaram para as ditas colónias e aqueles que já lá nasceram e aprenderam a amar a terra como sua. Aliás, era tb sua. E foram expulsos, pagando pelos pecados de outros...

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  6. Já agora:

    OTELO TRAIDOR!!!!!


    ;p

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  7. é interessante: nasci depois do 25 de Abril e, contudo, sei o que foram realmente esses tempos, pela positiva e pela negativa.

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  8. Teté, tenho o triste dever de te informar que estou aqui estou a tornar-me monárquica... :p

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  9. Já manifestei a minha opinião sobre este assunto em tempo oportuno lá no Rochedo. Acrescentaria apenas mais uma coisa que me ocorreu depois de ler o seu post.
    Uma das primeiras declarações de Sócrates após ter sido eleito em 2005,que me revoltou, foi no sentido de que o ensino da História e a Filosofia de nada serviam para um país se desenvolver. Importante era apostar nas novas tecnologias Nunca mais esqueci e, diariamente, constato que, pelo menos nessa matéria, o povo parece dar-lhe razão. Infelizmente....

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  10. Tudo não passa de uma mera sondagem de opinião, o que até nem me admira quando outra “sondagem” do género deu a Salazar o tão nobre título de “o maior português de sempre”! É a estupidez de uma fatia saudosista de herdeiros de um tempo mofento ou simplesmente a demência colectiva que define este povo lusitano. Mesmo não tendo vivido esses tempos com juízo de avaliação, eu cresci ouvindo testemunhos das adversidades, do custo de vida, da falta de esperança que se vivia à época. Acredito que como agora, nem toda a gente tinha comida na mesa para a família. Nem toda a gente tinha um trabalho e dinheiro para sustentar uma casa. Ou nem tinha casa. Mas também nem toda a gente tinha as mordomias do presente, como participar em sondagens de opinião. A geração dos meus pais não vivia na certeza, não vivia num mundo de paz nem de liberdade. O Estado não lhes oferecia garantias. Era o "amanhem-se", pio fino e trabalho duro, de sol a sol, para se poder comprar o mínimo indispensável. Se calhar a nossa economia é frágil. Pois é, mas também sempre foi, ou não foi? E a responsabilidade não é do presente mas é sobretudo do passado. A responsabilidade é de senhores doutorados que nos fizeram acreditar na possibilidade de termos tudo o que queremos. E nem a propósito, um deles foi reeleito agora para um segundo mandato como presidente da República! Pois é, temos o direito ao voto. Participação cívica!!! Olha, olha, mais uma mordomia. Nãããã, há 40 anos é que era bom.

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  11. Depende do que se considera viver melhor. E depende das suas pessoas que foram inquiridas.
    Não sei o que será melhor; se uma ditadura política ou se uma ditadura económica. Para mim, ambas são alienantes.
    Não é verdade que no tempo do anterior regime se vivia num ditadura cruel, como às vezes se diz. Quem sofreu com a ditadura foram aqueles que por acções se opuseram ao regime. A generalidade dos portugueses sabia que era interdito essas actividades e portanto o que havia a fazer era lutar por uma vida melhor.

    Eu acho que a opinião das pessoas se baseia principalmente num conjunto de factores que falharam no regime democrático: Inversão de valores que os portugueses estavam habituados. Falta de honestidade e transparência na política e nos políticos. Tendo-se chegado à conclusão que o desenvolvimento económico nas famílias se traduziu num grande embuste, como diz, Rui da Bica, dando a sensação que se vivia melhor.

    A censura ao anterior regime deve ser vista e analisada através do seu contexto histórico. Costumo dizer que, Salazar entrou bem, mas não soube sair a tempo e a horas.

    Não se trata de saudosismo, mas de enorme frustação nos caminhos que o regime democrático seguiu.

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  12. e quem disse que a estupidez não tem medida? tem sim, sendo de 46%.

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  13. Para já só respondo ao teu comentário:

    Eu sei que só um entre cada quatro portugueses votou no Cavaco Silva. Com uma soma de 59,56 % entre abstenções, votos brancos e nulos, esse valor até está favorecido.
    Se os brancos e os nulos contassem, teria havido uma 2ª volta.

    Mas NÃO houve!!!

    Quem votou em branco e nulo nestas presidenciais, como protesto, votou pura e simplesmente no Cavaco, e a abstenção de 53,37% são contra o funcionamento da democracia.

    Termino com uma boa notícia: daqui a 5 anos o Cavaco não se vai candidatar!!!

    VOLTO JÁ!

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  14. Nada melhor para substituir um regime falhado do que outro regime falhado, pois então...

    Memória curta. Barriga cheia. Ignorância. Tivessem sido um dos que largou a escola primária para ir cavar a terra, tivessem sido um dos que o regime silenciou por ter tido o desplante de estar em desacordo, tivessem sido um dos que tentou denunciar atrocidades cometidas por comandos portugueses nas "colónias" (só as atrocidades cometidas pelos turra é que eram veiculadas, como não podia deixar de ser), tivessem sido um dos que teve o desplante de gritar liberdade...

    Dado que a iletracia e a censura dominavam na época, não me admiro que a maioria nem sequer saiba o que realmente se passou naqueles anos. Tal como na altura nem sequer se sonhava com uma Fanta, obrigados que estavam ao sumol.

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  15. Há também muitos alemães do Leste a dizer que viviam melhor há 20 anos sob o regime comunista do que actualmente!!!
    A eles não lhes posso chamar os "velhos do Restelo", mas têm a mesma memória curta como a dos portugueses.
    Eu cá, não quero viver numa ditadura, seja ela da Direita ou da Esquerda, prefiro uma crise económica, o consumo, e todas as desvantagens de uma democracia, mas sinto-me livre e quase posso fazer o que me apetece.

    Custa-me acreditar que analfabetismo SÓ abrangesse 26% da população nessa altura. E agora quantos % são?

    Já agora diz-me também, porque é que a Vani está sempre a chamar ao OTELO de TRAIDOR?

    Também descobri, que do BOCHECHAS não gostas!!!

    Para terminar, diz-me quem pintou o quadro, lá em cima, do qual gosto tanto.

    Beijocas da amiga longe de tudo e de todos, e de que nada sabe!!!

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  16. Pois, não tens termos de comparação, RAFEIRITO! :))

    Beijocas!

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  17. Bom, em 1970 tinha apenas 11 anos, RUI! Obviamente não vivia aterrorizada, estava completamente a leste do que se passava, mas até 1974 ainda tive algumas oportunidades de vivenciar o medo nas pessoas. Não falei em terror, mas medo! Da guerra e da PIDE, mesmo em jovens da minha idade. E embora não se falasse nisso, tive um vizinho e um amigo da família preso. E o único rapaz que conheci que foi para Angola morreu lá!
    Já no liceu, em 72 ou 73, vi alguns colegas serem espancados por PIDES - acho que já contei aqui, mas tenho de ir procurar.

    Mas mesmo medo e política à parte, é uma estupidez dizer que se vivia melhor! Como bem dizes, nem há termo de comparação - as pessoas hoje vivem para ter isto e aquilo, muitas vezes perfeitamente supérfluo, naquele tempo ainda havia gente que nem um par de sapatos tinha, para não falar de fome e miséria, uma enorme mortalidade infantil, uma esperança de vida uns 10 anos ou mais inferior à actual, gente a viver em barracas! E não tem só a ver com a democracia - o progresso encarregou-se de algumas dessas questões.

    Concordo com o que dizes sobre o endividamento, fomentado pela banca, mas isso nem sequer tem muito a ver com a comparação - todos passaram a querer ter casa própria, bons carros, férias nos locais da moda, todas as últimas novidades tecnológicas, etc. e tal e óbvio que o dinheiro não estica. É dramática a situação de bastantes pessoas, mas advém sobretudo de uma certa ignorância para a contabilidade. Mas, objectivamente, as pessoas têm muito melhores condições de vida!

    Quanto à corrupção ser maior ou menor actualmente, também ao há termos de comparação. Se houvesse casos, naquela época, certamente que seriam abafados! Actualmente sabemos que há, porque são divulgados...

    (e sim, analisar a questão mais a fundo, dava para um livro, num post ou comentário o espaço é pouco!) :)

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  18. Eheheh, o que acontece muitas vezes é que as pessoas tem saudades desses tempos de juventude, VÍCIO, e por isso idealizam uma época que só existiu nos seus sonhos... :))

    Tu e o Rafeiro estão cá uns cotas!!! =))

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  19. Não creio que seja uma notícia da treta, VANI, a sondagem foi feita num dito projecto Farol (liderado pelo Belmiro de Azevedo), que visa "traçar um guia para o desenvolvimento do País até 2020". E pronto, não me parece que ele brinque em serviço, goste-se ou não do homem! Mas os próprios mentores do projecto reconheceram que os portugueses eram pessimistas e estavam mal informados sobre o passado do país.

    Já respondi ao Rui que não sei se existia corrupção ou não, duvido que não houvesse (que esse problema sempre existiu no mundo inteiro), mas certo é que casos desses seriam imediatamente abafados. O que não acontece actualmente!

    A história das colónias, e das injustiças que se praticaram para quem foi para lá trabalhar e voltou para Portugal sem nada, tem um culpado, sobejamente conhecido depois do 25 A. Mas essa já era uma conversa à parte!

    Se a monarquia resolvesse, até eu virava monárquica. Mas não creio! :n

    ps - a Ematejoca pergunta porque é que chamas ao Otelo traidor e confesso que essa também não sei! :)

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  20. Pois, CARLOS BARBOSA DE OLIVEIRA, essas manias de ignorar a História e a Filosofia dão no que dão...

    E sim, bem vi (e comentei) o post no Rochedo, após o resultado eleitoral do domingo passado achei que merecia desenvolvimento!

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  21. PAULOFSKI, é verdade que as sondagens valem o que valem, mas pessoalmente arrepia-me que os resultados sejam tão absurdos! E a memória ser tão curta ou as pessoas tão ignorantes!

    A minha família até era uma felizarda, que nunca passou fome nem grandes dificuldades, embora houvesse apenas dinheiro para o mínimo indispensável. Mas havia muita gente que tinha imensas dificuldades e de toda a ordem - para comer, vestir, calçar, pagar a renda de casa e por aí adiante. Com a guerra a levar-lhes os filhos para longe, quando podiam ajudar ao sustento, além do drama que deve ser ver um filho partir. E quando esta malta vem dizer que aqueles tempos eram melhores, só me dá vontade de lhes dar uns soquetes - têm casa própria, um ou dois carros, 3 telemóveis, um televisor por cada assoalhada, um portátil por cada membro da família, vão de férias práqui e práli, mas antigamente é que era??? E se dissessem isso no tempo do Salazar, que a I República é que era boa? Pois, nem podiam piar ou arriscavam-se a momentos muito desagradáveis! E parvos nem vão votar, que é uma chatice! Não fazem a menor ideia do que é viver em ditadura e esnobam a democracia?! Se se fossem catar era o que faziam melhor! :-w

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  22. DEPENDE, CARLOS???

    Não estou sequer a comparar ditaduras - aí concordo que TODAS más! - mas condições de vida! Embora o facto de haver guerra e não se poder exprimir opinião, para além dos métodos facínoras da PIDE, só por si revelarem o como se vivia MAL! E com medo! Por si próprios ou pelos familiares ou amigos!

    Claro que o instinto de sobrevivência fazia com que a maioria das pessoas não falassem de política: nunca se sabia se podiam ser ouvidas por um bufo!

    Não estão em causa os erros da democracia, nem os seus recuos: objectivamente, as pessoas têm maior qualidade de vida, mas infelizmente não lhe dão o devido valor! E são mais ambiciosas, gananciosas e invejosas do que eram então! Especialmente porque quando as pessoas são incultas julgam que só têm direitos, esquecem os deveres. E sim, também porque isso foi incrementado por alguns supostos democratas que nos governam! Mas a democracia em si não tem culpa de alguns políticos se servirem dela apenas em benefício próprio, em vez de representarem o povo!

    Também é verdade que a I República foi uma época caótica, os meus avós e muita gente daquela época "agradeceu" ao Salazar ter posto ordem no beco. Mas não só se colou à cadeira como não evoluiu, fazendo o país atrasar-se muitíssimo a todos os níveis, além das muitas dificuldades que fez o povo passar. E não estou a falar de activistas, comunistas ou afins! Povo, de um modo geral!

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  23. Pois é, MOYLITO, parece que até tem! :p

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  24. Minha cara EMATEJOCA, a abstenção, os brancos ou nulos só serviram para que um fulano com cerca de 23% dos votos fosse eleito presidente, e comemorasse a vitória com um discurso vingativo e rancoroso! ~v

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  25. Com essa, VANI, fizeste-me lembrar um professor de História, que escreveu dois livros intitulados "História de Portugal em Disparates", com as respostas dos alunos nos testes. Escreve ele a determinada altura, que os alunos gostavam ou não de determinada época histórica, consoante achassem que seriam reis, rainhas e heróis ou, pelo contrário, os desgraçados escravos ou homens do povo... :))

    Mas sim, para quem se calou e tratou só da sua vidinha (nada a criticar, era uma questão de sobrevivência), não deve imaginar as passinhas do Algarve que muitos passaram!

    E dizer que este regime é mau é uma coisa com que muitos concordamos, mas dizer que o outro era melhor parece-me aberrante!

    Deixemos a Coca-cola, voltemos à Canada Dry!

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  26. Ora aí concordamos a 100%, EMATEJOCA: venha a democracia, com todos os seus defeitos! Enfim, também não me alegra por aí além que os alemães de leste também tenham memória curta, embora seja sinal que o saudosismo deva ser mais humano que tradicional...

    Analfabetos mesmo eram 26%, mas a maioria dos restantes tinha apenas a 4ª classe. Aliás, segundo creio existiam apenas 4% de licenciados, contra os 11% mais recentes (não garanto, li esses números algures, depois confirmo). Em 2001 eram 9% de analfabetos, mas este ano haverá censos novamente, pelo se esperam percentagens mais actuais.

    Por incrível que pareça, ainda gosto menos dele do que do outro!

    Quanto à Vani, já lhe perguntei o mesmo!

    Beijocas e bons sonhos em liberdade! :)

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  27. Como diziam os outros, só se está bem onde não se está, e blá, blá blá... :)

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  28. :)))

    Otelo quis instaurar uma ditadura militar e quis que os capitães de abril matassem umas qtas personagens. Os capitães de Abril recusaram. E Otelo mandou saneá-los... por causa disso, só em 2000 foram reconhecidos militarmente. por causa disso, salgueiro maia morreu sem nunca ser promovido e a sua viuva viveu com uma pensão miserável. É assim que Portugal trata os seus heróis.

    Se não fosse a recusa dos capitães de abril, Otelo seria o nosso ditador...

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  29. (e a história foi-me passada pela filha de um capitão de abril, aviso já... :p :D)

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  30. de qq modo, é mais ou menos conhecida.

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  31. Além disso:

    "Em 1985, tendo sido julgado e condenado em tribunal, foi preso pelo seu papel na liderança das FP-25 de Abril, responsáveis pelo assassinato de 17 pessoas nos anos 80"

    Era terrorista.

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  32. António Variações a acertar na "mouche", MELGA! :D

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  33. Ah, bom, VANI, essas histórias são mesmo conhecidas e tens razão, de capitão de Abril passou a terrorista. A sede do poder cega muita gente... :p

    Mas gracias pela explicação! :D

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  34. Mas, a bem verdade, ele não era capitão de abril senão por ser movido pelo desejo de instaurar uma ditadura militar por ele presidida... :-w ou seja, seria pior a emenda q o soneto.

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  35. Deste modo, Otelo traiu os ideais do 25 de Abril, traiu os seus compatriotas, traiu os seus capitães de Abril, traiu o seu povo: Otelo é um traidor.

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  36. Entendi-te, VANI, provavelmente será por isso que o alcunharam de O TOLO! Se foi antes ou depois que teve esses devaneios, não sei ao certo...

    Mas essa traição ficou para a História!

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Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)