segunda-feira, 21 de abril de 2014

O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

Inspirado num livro de Stefan Sweig, este filme leva-nos a uma Europa entre as duas Grandes Guerras Mundiais e é uma história dentro de outras histórias: um escritor começa por explicar como se inspira para escrever e dá como exemplo um encontro que teve nos finais do anos 60 no Hotel Budapeste - então já no seu estertor de hotel glamoroso de outras eras - e a conversa que manteve com um misterioso Moustafa, dado como atual proprietário do mesmo. Assim, os acontecimentos têm lugar em 1932, quando Zero Moustafa se candidata a paquete do hotel, então dirigido com mão de ferro pelo exigente gerente M. Gustave. Devido a uma série de acasos os dois tornam-se companheiros de aventuras e desventuras, atravessando fronteiras terrestres e legais...

Um elenco de luxo, onde cada ator tem um pequeno papel, como podem verificar no trailer que se segue:  


Esta comédia realizada por Wes Anderson obtém a pontuação de 8,4/10 - o que pessoalmente considero um manifesto exagero. Mas dispõe bem, mesmo que não seja de rebolar à gargalhada...

Uma pequena nota sobre o titulo: o original é "The Grand Budapest Hotel" e, em não sei que língua, cá deram-lhe o de "Grand Budapest Hotel", ou seja, só deram sumiço ao artigo "the". Pior, um dia destes no concurso "Quem quer ser milionário", numa das perguntas pretendia-se saber em que filme contracenavam Brad Pitt e mais não sei quem - e as 4 respostas possíveis vinham todas em inglês, como se os títulos fossem assim conhecidos pelo grande público, e não pela sua tradução, o que dificultou a resposta da concorrente. 

Vamos por partes, nem sou esquisita - se querem manter os títulos originais (ingleses, franceses ou espanhóis, que isto de sermos poliglotas tem os seus limites), mantenham! Assim como assim, alguns deles nem são tradução, mas mera invenção nem sei de quem. Mas esta coisa de não serem carne nem peixe é uma autêntica aberração...

Imagem da net.

14 comentários:

  1. Vi a apresentação e fiquei curiosa!

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Conheço quem não tenha gostado por aí além, ROSA, mas eu achei engraçado, a lembrar um pouco os filmes mudos de Chaplin... :)

      Abraço

      Eliminar
  2. Não vi o filme. Há um mês que não vou ao cinema. Nenhum me tem despertado o interesse ultimamente, nem a Arca de Noé!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, também não tenho andado muito atenta, CATARINA, este chamou-me a atenção mais pelos atores... :)

      Eliminar
  3. O Grande Hotel Budapeste de Wes Anderson despertou em mim grande interesse devido ao grande elenco, à ambientação europeia, à brilhante realização de arte, e sobretudo por ser inspirado num livro de Stefan Zweig.

    A sua estreia mundial foi no dia 6 de Fevereiro 2014 na capital alemã ao abrir a Berlinale.

    Quero também te agradecer os parabéns que me mandaste pelo aniversário do "ematejoca". O tempo passa a correr...

    Embora triste, tenho que me vergar à realidade que o Benfica foi melhor do que o meu querido FCP e mando-te os parabéns, ou melhor, mando-os aos teus rapazes que são os verdadeiros benfiquistas.

    Desejo-te uma agradável noite de Segunda-Feira de Páscoa!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estás enganada, EMATEJOCA: eu e o maridão somos benfiquistas, mas o filhote é sportinguista. Felizmente não muito ferrenho, mas mesmo assim detesto que discutam bola...

      É verdade, o tempo passa mesmo a correr: tu és das poucas amigas dos primórdios bloguistas que ainda se mantém.. :)

      Beijocas

      Eliminar
  4. É a mania de que somos poliglotas... Tiques de palorice...

    Beijinhos e abraços.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É isso mesmo que acho, GRAÇA: parolice!

      Beijocas

      Eliminar
  5. Curioso para ver o filma.
    Com um elenco desses, não pode ser mau.
    Beijocas e votos de boa semana!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tenho impressão que vale mais pelo elenco que pela história em si, PEDRO! :)

      Beijocas e boa semana!

      Eliminar
  6. Gosto do escritor e se puder verei o filme.

    Até porque tem excelente elenco.

    Quanto à tradução dos títulos continua a aberração.O pior é quando estes têm a ver com conteúdo:

    "O Silêncio dos Inocentes" /"Encontro Entre Irmãos " /"Danças com Lobos"( para mim , o pior, porque o correcto seria "Dança-com-Lobos" , nome dado pelos índios ao personagem de Kevin Costner).

    Enfim,...

    Boa semana e saúde!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A lista de títulos inapropriados ou mal traduzidos é imensa, SÃO, nem vale a pena refletir em qual é pior... ;)

      Como diz a Graça, uma parolice pegada! :P

      Boa semana e beijocas!

      Eliminar
  7. Tenho andado abstémio em relação a cinema, mas este está na minha agenda. Espero não o perder.
    Absolutamente de acordo quanto ao que diz sobre as traduções. Não só de títulos, mas também de diálogos. Por vezes há coisas hilariantes
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se perder também não é grave, CARLOS! Nesta altura os filmes têm andado fracotes.. ;)

      E concordo que por vezes os díálogos chegam a ser anedóticos, mas nem sempre nos damos conta, dada a rápida sequência de cenas...

      Beijocas

      Eliminar

Sorri! Estás a ser filmad@ e lid@ atentamente... :)