terça-feira, 16 de novembro de 2010

MIN... DE MIM!

O meu nome é Min, Madame Min! Pelo menos, durante a próxima semana...

Há brincadeiras com piada e esta foi uma delas: se em vez de termos "cara de livro" trocássemos as nossas imagens por bonecos da BD? Para relembrar os nossos "heróis" de infância? A ideia ganhou asas e voou pelo Facebook (consta que por iniciativa de um jornalista da RTP, mas é irrelevante) e, de repente, tornou-se numa animação descobrir quem é quem, atrás do novo avatar (o nome continua ao lado, mas nem por isso perde o factor surpresa)!
Curiosamente, ou nem tanto assim, a escolha demarca fronteiras geracionais: os da minha quase todos em volta de personagens da "Disney" ou dos "Marretas", com algumas incursões pelo "Carrossel Mágico", "Mafaldinha", "Calimero", "Topo Gigio" e até da "Anita" ou do "Popeye"; nos da imediatamente seguinte a apanhar bonés, que nem reconheço as séries, quanto mais os nomes dos protagonistas, exceptuando a "Heidi", o "Dartacão" ou os "Simpsons"; e as do meu filhote já em "Rei Leão", "101 Dálmatas" ou talvez um monstro com companhia...

Claro que também não faltaram "bocas" aos nossos governantes (presentes e passados, suponho!), há quem assegure que aderiram  e que a imagem escolhida será esta, com aquele toque de modernidade que se impõe...
Uma ideia muito divertida, para sair do cinzentismo habitual (facebookiano e não só!) e recordar aqueles momentos mágicos de uma juventude sonhadora e cheia de alento para combater todas as crises à face da Terra!
Depois de limpar o caldeirão repleto de teias de aranha, a Madame Min está de volta aos bruxedos mas, como trapalhona que é, perdeu as antigas receitas. Assim, agradece todas as sugestões de ingredientes para a poção milagrosa que recuperará risos ou sorrisos, perdidos algures nos últimos meses...

Já agora, que personagem escolheriam (ou escolheram)?

Imagens da net e do facebook.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O RAPAZ DE OLHOS AZUIS

"Há livros fáceis de escrever. Outros são bastante mais difíceis. E outros ainda são como os cubos de Rubik, sem qualquer solução aparente à vista. Este cubo de Rubik, em particular, nunca teria sido resolvido sem a ajuda da minha editora [...] e do meu agente [...], que me encorajaram a perseverar", garante Joanne Harris nos agradecimentos iniciais. Com razão, já que este livro também não é fácil de ler!
A começar pela própria estrutura, em jeito de blogonovela, com caixa de comentários incluídos. Sendo que num circuito limitado a alguns aderentes (chamemos-lhes assim!), por vezes funcionando só como diário privado. Mas se em jornais ou revistas (de outras eras) e na blogosfera (às vezes) o folhetim consegue cativar o leitor, na leitura de 432 páginas só atrapalha.
Por outro lado, as personagens não são minimamente atraentes, estranhas e violentas, algumas  a raiar a psicopatia. O rapaz de olhos azuis, que sofre de sinestesia (experiência sensorial, em que se associam as sensações  de um dos cinco sentidos a outro) confessa nessas páginas internéticas assassínios imaginativos e pormenorizados com requintes de malvadez, que nunca cometeu. Os alvos que se vangloria de matar, na escrita, são todos aqueles que desde miúdo o trataram violenta e arrogantemente, com toda a impunidade. A começar pela mãe, uma autêntica megera! O seu grupo restrito de comentadores incentiva-o a continuar na senda "criminosa", com comentários de "genial", "muito bom", etc. e tal. Confesso que a isso achei piada!
Finalmente, o enredo é demasiado intrincado e confuso, com trocas de nomes e personalidades e até uma suposta amnésia, onde nem sempre se entende o que é mito ou realidade, dando a sensação que a escritora  alia o mundo virtual a histórias de terror...
Adorei outros livros dela, mas para este só tenho uma palavra: desilusão!

domingo, 14 de novembro de 2010

CANTORIAS TRIUNFAIS...

Está em curso a 4ª edição da "Operação Triunfo" na RTP, o talento musical e vocal dos concorrentes é espantoso, apesar da emoção e nervosismo que acompanham as primeiras exibições em palco. Para o público presente, mas também para os telespectadores em casa. 
Mas, há sempre um mas, o concurso tem algumas falhas: primeiro, o público que vota no final tem tendência a "bairrismos" (se for cá da minha terra, voto nel@!); segundo, os professores da escola querem manter os alunos mais aplicados, talvez apostando que os "bairristas" salvem melhores talentos; terceiro, o júri que nomeia os candidatos "mais fracos" recorre a uma série de bitolas, que nem sempre premeiam as melhores vozes (e é de notar que não são os candidatos a escolher as músicas que preferem cantar); por último, os companheiros destas andanças votam no parceiro que lhes parece mais simpático - pelo menos de início, que anteriormente já houve casos de querer erradicar uma séria concorrente (que apesar disso até venceu!) - sem qualquer pejo! (diga-se de passagem, que o nervosismo da própria actuação pode distrair das prestações alheias...)
Assim, não é de espantar que uma das vozes mais maviosas da segunda gala do concurso (e da primeira também) fique nomeado para sair. Porque o júri considerou a exibição pouco movimentada ou tristonha - não me lembro das palavras usadas, mas o sentido era esse - com  esta música de Elton John (fácil de não ficar a anos-luz???):


E não sendo o aluno mais aplicado da escola, nem o mais popular entre os outros concorrentes, só as gentes da sua terra natal o podem socorrer. Está com sorte, porque nasceu na Madeira. Com azar estará a outra rapariga nomeada, a concorrer com ele. E em bambúrrio estarão todos os outros que escaparam às nomeações, com prestações bastante mais fracas, salvo duas excepções (no ouvido desta desafinada)!
Já agora, o "tio" Elton movimenta-se muito mais nesta canção romântica?

Imagem do logotipo do programa da RTP, da net.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

COMO OS PORTUGUESES VÊEM A EUROPA

Estes humoristas são tão exagerados! Ou será que não?!
Entretanto, vejam se têm um...

EXCELENTE FIM DE SEMANA!!!


Imagem recebida por mail.
(Obrigada, Vani!)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MAÇÃS ASSADAS

Sem castanhas e vinho também se faz o São Martinho! Com maçãs assadas e um cálice de Porto que, não sendo da tradição, caem sempre bem.
Castanhas à venda não faltavam, mas como os meus homens (eheheh, soa um bocadinho mal, mas pronto!) iam chegar tarde e elas são  boas é quentinhas, toca de mudar a ementa da sobremesa. Assim, enquanto bebericava o líquido castanho avermelhado, fui untando um pirex de ir ao forno com margarina e derreti um pouco da mesma num púcaro e em lume brando. Lavadas as maçãs reinetas, com uma faca afiada - há quem use um descaroçador, mas eu não tenho - escava-se um furo de lado a lado no centro de cada maçã, para retirar as sementes. Colocam-se no tabuleiro, e deita-se uma colher de sobremesa de açúcar no buraco, depois uma colher de sopa com a margarina derretida, outra de vinho do Porto e mais outra de sobremesa de açúcar para finalizar este "recheio". Et voilá! Coloca-se no forno a 200º e é esperar que elas assem, enquanto se aprecia o que sobrou do precioso néctar...
O tempo varia consoante os fornos e a preferência por mais ou menos assada, eu que gosto delas quase desfeitas regulo para 25-30 minutos. No final, é só colocar uma colher de chá de geleia de marmelo no centro de cada maçã. Esta por acaso é de compra e não é tão boa, no ano passado a minha irmã ofereceu-me no Natal um frasco de uma geleia que fez em casa, que era simplesmente divinal! Espero que este ano tenha a mesma lembrança, eheheh!
E pronto as belas castanhas ficarão lá mais para o fim de semana, mas as deliciosas maçãs serviram de consolo...
BOM APETITE!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A REDE SOCIAL

Não foi um grande entusiasmo que me motivou a ver este filme, mas apenas mera curiosidade. Além de alguma controvérsia que certamente vai gerar - a história é real ou fictícia? E a resposta é NIM, ou seja, nem uma coisa nem outra! Baseado no livro do jornalista Ben Mezrich "The Accidental Bilionaires - The Founding of Facebook, a Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal", adaptado ao cinema por Aaron Sorkin, "The Social Network" (no título original) foi realizado por David Fincher.
Mark, um jovem caloiro de Harvard, gaba-se do seu talento informático e inteligência a Erica, mas isso não a impede de terminar o namoro. Nessa noite o rapaz embebeda-se e escreve no seu blogue que ela é uma cabra, enquanto inventa uma espécie de jogo (Facemash) que envia a alguns colegas, para escolher a rapariga mais sensual entre fotografias verdadeiras retiradas de várias bases de dados universitárias. O que imediatamente se transforma num enorme sucesso entre os estudantes e congestiona a rede ao ponto desta cair (ou crashar). A faculdade castiga o aluno, mas as raparigas também o excluem de qualquer convivência. Como se não bastasse, o seu melhor amigo, Eduardo, recebe um convite para se juntar a uma irmandade elitista, o que ele também muito ambicionava. Quase simultaneamente, três membros de outra comunidade de elite (muito apreciadas nos States) convidam-no  para programar um projecto de comunicação que têm em mente - Harvard Connection. Aceita, o que afirma ser fácil, mas durante cerca de dois meses protela a sua execução. Até que estes se confrontam com The Facebook, com uma série de adeptos ao fim de poucas horas, constando como fundadores os nomes de Mark, Eduardo e dois outros rapazes. Entretanto, o jovem empresário falido Sean Parker combina um encontro com os dois estudantes e fornece-lhes algumas ideias para se expandirem. Mas enquanto Mark as aceita incondicionalmente, Eduardo desconfia da fama do empresário boémio, envolvido com drogas, o que provoca o princípio do desentendimento dos dois amigos. O resultado final  da rede social é sobejamente conhecido, mas o argumento incide primordialmente nos processos judiciais a que deu azo. Como é notório: 


Gostei, mas dificilmente será um dos filmes da vida de alguém! Nem de Mark, "retratado" aqui como um nerd pouco vocacionado para relações sociais, cuja ambição desmesurada - não especificamente por dinheiro, mas pelo reconhecimento da sua genialidade - o leva a trair o próprio amigo... (o spoiler entre a ficção e a realidade ficará para depois, que não vos quero estragar o prazer de ir ao cinema...)
Apesar de pouco conhecidos, Jesse Eisenberg e Andrew Garfield (um gato, mesmo!) interpretam os principais papéis segura e credivelmente, enquanto Justin Timberlake, num papel secundário, recebe mais louros. É a vida!

Não se fazem 500 milhões de amigos sem se encontrarem alguns inimigos? 
(Hummm... para que é que alguém precisa de 500 milhões de amigos? Na verdade, nem um nem outro têm... mesmo tendo em conta que ambos estão lá desde os primórdios!!!)

ADENDA COM SPOILER:
Resumindo: o filme parte de alguns factos reais - Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin e dois outros colegas fundaram o Facebook no começo de 2004, sendo que a idealização informática coube essencialmente a Mark e a Eduardo o financiamento inicial; os gémeos Cameron e Tyler Winklevoss e Divya Narendra convidaram Mark para um projecto idêntico, mas que se confinava às paredes de Harvard; tanto estes últimos como Eduardo processaram posteriormente Mark em tribunal, mas ambos os processos foram decididos extra-judicialmente, com o pagamento de avultadas indemnizações; Sean Parker foi afastado da função de presidente do Facebook, após ter sido preso pela posse de cocaína. Tudo o resto é mais ou menos ficção, para manter o interesse do público! 

Imagem de cena do filme da net.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

JANTAR COM AMIGOS

"Dinner with Friends" é o título original deste telefilme de 2001, realizado  por Norman Jewison e baseado na peça premiada de Donald Marguiles, que se desenrola em ritmo de diálogos sobre o casamento e a amizade.
Gabe (Dennis Quaid) e Karen (Angie MacDowell) formam um casal feliz e bem sucedido, que se dedica à gastronomia e à edição de livros e artigos de culinária, enquanto cria dois filhos e mantém uma relação muito próxima com outro casal durante mais de uma década. Contudo, ao convidarem Tom (Greg Kinnear) e Beth (Toni Collette) para mais um jantar gastronómico, fruto de uma aprendizagem efectuada por terras italianas, Beth aparece só com os seus filhos, desculpando-se que o marido está em viagem. Embora entusiasmados a relatar as suas peripécias em Roma, percebem que a amiga está distraída e esta acaba por confessar que Tom encontrou outra mulher e o processo de divórcio está em curso. 
Esta confissão choca o casal, que tende a tomar partido por um ou outro, o que começa a pôr em causa o próprio relacionamento. Com o desenrolar dos acontecimentos, a sensação de terem sido traídos pelos amigos agudiza-se, não só por estes ocultarem aspectos importantes da sua vida a dois, como por secretamente nutrirem  uma certa inveja por um casamento que consideravam perfeito: o deles!
O tema em si dava uma longa discussão sobre o que é um casamento perfeito. Que, no meu modesto entender, só existe em contos de fadas! A principal diferença entre os dois casais do filme (muito semelhante aos da vida real), é que um está apostado em envelhecer em conjunto a todo o custo, enquanto o outro só sente a adrenalina e o "rejuvenescimento" com um novo parceiro... (claro também que os elementos do casal podem não ter a mesma perspectiva ou surgirem outros imprevistos que determinem a separação)
Também acredito que a verdadeira amizade não acaba após um divórcio alheio (nem que fosse próprio)! Essa é aquela questão que nunca vou entender, porque amizade não tem grau ou posto de antiguidade, muito menos é sinónimo de confessionário. Mas se alguém quiser explicar, até agradeço!  

Imagem de cena do filme da net.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DRAGÕES INVISÍVEIS

Apesar do frio que já se fazia sentir, sentámo-nos na esplanada para um lanche ao entardecer. Os patos nadavam calmamente no lago, fugidios como sempre à máquina fotográfica. O empregado entregou a torrada "com muita manteiga" na mesa atrás, reparei vagamente que o pedido era o número 3, na nossa era o 2. Irrelevante, já que a nossa chegou poucos minutos depois. Aí, o tal cliente "preferido" avisou: "Cuidado com os pombos, que sujam tudo", acenando a cabeça na direcção do pequeno telheiro de ripas metálicas. Não vislumbrámos nenhum pombo, mas concordámos educadamente...
- Quem é que faz as nuvens no céu? - perguntou logo de seguida. Após uns segundos de silêncio, respondi sorridente: "Não sei, mas tenho a certeza que eu não sou!" Duvido que tenha ouvido, porque imediatamente explicou que eram os "dragões que pairam no ar e invisíveis para os olhos humanos, como tantas outras coisas que nos rodeiam e não vemos"
O homem falava enquanto mastigava a torrada, julguei ter percebido mal. Mas não! Porque apanhando desprevenidos dois ouvintes calados, desenvolveu a sua teoria do universo em mutação movido a dragões e cobras, que os cientistas não sabiam explicar, com a imensa verborreia de uma pessoa culta e bem falante, mas que entrou em "curto-circuito".
Loucos à solta a precisar urgentemente de medicação devem existir por aí bastantes, não sei se devido à própria solidão ou a qualquer outro imperativo de alheamento da realidade. Mas também não descartámos a hipótese de termos sido alvo de uma qualquer brincadeira ou experiência: na dúvida, terminada a ligeira refeição, desejámos "boa tarde!" ao fulano e ala que se faz tarde... 
Há encontros demasiado estranhos, sem ser no mundo da bola!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

BOOKCROSSING

Já tinha ouvido falar vagamente de bookcrossing, quando recentemente li um post da Papeladas que explicava melhor os objectivos da iniciativa. Mesmo assim a ideia não me seduziu por aí além, até porque estimo demasiado os meus livros para os largar por aí ao deus-dará.
Coincidência ou não, ontem o Rui da Bica sugeriu esta acção, congeminada do outro lado do Atlântico (mas não interessa muito para o caso!), a ter lugar já na próxima segunda-feira, dia 8 de Novembro. E resolvi aderir! Note-se que não vou "esquecer" nenhum dos livros da minha estante, mas por sinal tenho dois ou três repetidos, vou "abandonar" um para quem o queira apanhar...
Resumindo: basta deixar o livro num local público, com um bilhetinho dentro das suas páginas a esclarecer que não foi esquecimento mas bookcrossing e que deve ser  devolvido "à rua" depois de lido. (não me parece essencial que seja o mesmo livro, embora isso caiba a cada um decidir, na esperança que não seja aquele calhamaço antiquado que ninguém teve vontade de ler!)
Há ideias fantásticas! Que talvez resultem...

BOAS LEITURAS!