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terça-feira, 27 de novembro de 2012

ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE?

O ano ainda não acabou e não há palavras para exprimir a indignação, perante a divulgação do mais recente relatório do Observatório de Mulheres Assassinadas, que podem ler na íntegra aqui.

O relatório é extenso, mas resumidamente revela o seguinte: 36 portuguesas perderam a vida até ao dia 21 de novembro de 2012, maioritariamente às mãos (ou armas) dos seus maridos, companheiros, namorados ou ex-qualquer-situação-análoga; outras 49 foram alvo de tentativas de homicídio; há registo de mais 3 homicídios e 1 tentativa, em relações homossexuais; e ainda há a assinalar outras 76 vítimas - 4 delas mortais - resultantes deste autêntico banho de sangue.

A violência doméstica, o ciúme, conflitos familiares e aquela ideia troglodita de que o "macho" é dono e senhor da sua mulher, estão na origem da maioria destes casos. Um total de 165 vítimas, sem contabilizar filhos ou netos que certamente assistiram a cenas que os vão traumatizar e marcar pela vida inteira?

"Até que a morte nos separe" significa um compromisso, mas apenas enquanto os restantes votos de amor, carinho, apoio e respeito se mantiverem recíprocos... 


Imagem da campanha da APAV, via facebook.

sábado, 29 de setembro de 2012

SÃO ROSAS, NÃO SÃO CRAVOS...

28 de Setembro de 1974:
Estava de férias em casa de uma amiga, em Vila Nova de Ourém - sim, porque naquela época as aulas só recomeçavam depois do dia 5 de Outubro, eram férias grandes mesmo!
Havia um baile lá na terra - da Uva, para comemorar o fim das vindímas - em que nos tinhamos comprometido a ajudar na organização. Trabalho de adolescentes, nestes eventos, passava por cobrar os bilhetes à porta, servir às mesas, mas por turnos, que a malta também se queria divertir e dançar. Tudo muito metódico e organizado.
Só que nessa tarde, começaram a surgir boatos de um golpe militar em Lisboa, cada um acrescentava mais uns pós da sua fértil imaginação: a minha cidade a ferro e fogo, pejada de mortos, a preocupação a crescer, já não conseguia conter as lágrimas, que brotavam em catadupa. Telefonei para casa, atendeu a minha irmã, que os meus pais tinham ido ao cinema (este gosto cinéfilo é de família), ela nem tinha dado por nada de anormal, mas também começou a ficar preocupada... Enfim, bem me tentavam acalmar, assim com umas palavras simpáticas, tipo "não, parece que só há meia dúzia de mortos", mas não estava nada convencida que me estivessem a dizer a verdade...
Só sosseguei quando a minha mãe telefonou, perto da hora do jantar, tinham ido e vindo do cinema sem reparar em qualquer golpe militar em curso. Claro que aí já não havia nada a fazer pelos meus olhos, vermelhos e inchados q.b. depois de tamanha choradeira.
O baile correu bem - depois de um susto destes, o que é que não corre?
Mas lembro-me que o grupo local tocou e cantou esta música:



Quem diria que, 38 anos volvidos, iria para a rua protestar pelo desagrado da situação a que o meu país chegou? A melancolia juvenil (publicada aqui a 6 de março de 2008, com o texto acima e a propósito de um desafio musical) deu lugar à convicção que vale a pena ir para a rua "lutar": a democracia e a liberdade não têm preço, por muito espinhosos que sejam os caminhos... tal como as rosas, afinal, não são cravos vermelhos!


Imagem do facebook

domingo, 13 de março de 2011

E O POVO, PÁ?

O povo saiu à rua para protestar o seu descontentamento, como comprovou o marquês no alto do seu pedestal. Ou comprovaria, caso tivesse boca para falar e olhos para ver. Visão privilegiada essa muito almejada por vários manifestantes, jornalistas ou mirones, que emaranharam pela coluna e candeeiros acima com o fito de melhor fotografar ou filmar o desenrolar da manifestação convocada pela já famosa "geração à rasca", a partir de um dos locais designados para a concentração.

É certo que veio o novo, o velho e o menino, tal como diz a canção dos Homens da Luta, que juntamente com Fernando Tordo e Rui Veloso, posicionados num palco improvisado num camião de caixa aberta, cantavam umas poucas das suas músicas mais emblemáticas, enquanto a malta as trauteava de cor e salteado, no meio de aplausos.

Outros empunhavam cartazes, gritavam-se palavras de ordem em coro e de conteúdos variados, mas prevalecia a serenidade e até alguma alegria na contestação.

Mas chegou a hora da debandada (até já passava) - anunciada por Jel no seu megafone - e lá seguiu a multidão compacta rumo ao Rossio, via avenida da Liberdade fora, que afirmavam os "empoleirados" estar repleta de manifestantes, já que aquele não era o único "ponto de encontro".

Cerca de meia hora depois ainda chegavam os atrasados dos costume e mais ainda se juntariam às fileiras da manifestação, pois fazendo o caminho inverso para casa encontrei grupos de pessoas que nitidamente se encaminhavam nesse sentido.

E aqui terminaria este relato da minha breve participação numa manifestação - a mais longa dos últimos 30 e tal anos, diga-se! - se porventura na noite de ontem não tivesse passado nos Restauradores e no Rossio e observado o lixo que lá deixaram espalhado nas calçadas, com garrafas de água vazias a rolar por todos os lados, entre papéis e outros itens não identificados. O povo é ordeiro e correcto a manifestar-se perante todas as injustiças de que tem sido vítima ao longo do tempo, mas em matéria de higiene e limpeza ainda tem muito a aprender, pá! 
ps - não me empoleirei em lado nenhum, porque bloguista estatelada não posta nada!  

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

JONAS E A ENSITEL

Alguém se lembra que em 2007 Sócrates tentou processar o bloguista "Do Portugal Profundo", António Balbino Caldeira, por ter afirmado que o primeiro-ministro mentiu sobre já-não-me-lembro-o-quê? O resultado, para os que se recordarem do episódio, foi que essa publicidade aumentou substancialmente o número de leitores e comentadores do referido blogue e, mais tarde, Sócrates acabou por desistir do processo. 
Agora o assunto em questão até parecia de somenos importância: uma cliente, cujo telemóvel ficou sem luz ao fim de uma semana, foi à loja da rede Ensitel onde tinha sido adquirido, mas os funcionários alegaram não ter outro para troca; no fabricante disseram-lhe que podiam arranjar, mas que ela tinha direito à troca ou à devolução do dinheiro; nas andanças que se seguiram, entre o Saldanha, Oeiras e novamente Saldanha (não exactamente ao virar da esquina), as recusas mantiveram-se tanto de troca como de devolução do dinheiro, com várias desculpas de permeio. Até que muitas mãos depois ficou com um risco na tampa da bateria e aí a "culpa" era da cliente...
Naturalmente irritada, Jonas escreveu sobre este caso no seu blogue entre Fevereiro de 2009 e Maio do mesmo ano, deixando bem evidente o seu antagonismo com a empresa e a forma como a trataram. Mesmo que tenha obtido mais comentários que o habitual, de outras pessoas com queixas contra a Ensitel (há por aí muitas grandes empresas ou multinacionais que nunca tenham recebido reclamações?!), facto é que o assunto já estava morto e enterrado, quando a empresa resolve recorrer a tribunal, com o intuito de a obrigar a apagar todos os posts pouco abonatórios sobre os seus serviços. Recebeu a citação agora, mais de ano e meio depois!  Ah, e um tiro no pé, não é boa ideia?!
Como mal ou bem já todos passámos pela sensação de impotência frente a grandes interesses empresariais, facto é que há mais de 24 horas as redes sociais não param de divulgar o caso, entre indignações variadas contra a arrogância da empresa em pretender cercear a liberdade de expressão e muitas gargalhadas, como por exemplo neste clip: 


Moral da história: o cliente tem sempre razão; mas mesmo quando eventualmente não tem, não vale a pena à empresa armar em tubarão (ou baleia?), accionar tribunais e chamar a equipa de advogados de gabarito, para intimidar o cliente insatisfeito - nem todos se calam com as ameaças!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CADEIRA VAZIA

Terá hoje lugar a entrega do Prémio Nobel da Paz, em Oslo. Uma "entrega" simbólica, uma vez que Liu Xiaobo, o galardoado, se encontra preso na China e impossibilitado de comparecer. Do mesmo modo, sua mulher Liu Xia permanece em prisão domiciliária e os amigos e simpatizantes do activista dos Direitos Humanos foram impedidos, pelo governo chinês, de sair do país. Assim, na cerimónia, supõe-se que  marcará presença uma cadeira vazia...
No facebook decorre o protesto de substituir a nossa imagem de perfil por uma cadeira vazia, como forma de solidariedade para com Liu Xiaobo que, recorde-se, cumpre uma pena de prisão de 11 anos por alegadas "actividades subversivas" (versão da justiça chinesa) - traduzidas por colaborar na escrita de um manifesto, defendendo a liberdade de expressão. Obviamente, aderi! 
Ah e tal, que não vale a pena protestar, que fica tudo na mesma? Não é bem assim: ontem, a iraniana Sakineh Ashtiani condenada à morte por apedrejamento, após confessar o adultério (não se sabe se de livre vontade ou forçada), foi libertada no seguimento de uma campanha a nível mundial nesse sentido. Uma boa notícia! Se bem que a luta continua, em prol de muitas outras mulheres que aguardam a sua vez nos corredores da morte das prisões iranianas...

BOM FIM DE SEMANA!

Imagem da net.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SERES HUMANOS OU RATOS?

Já houve tempos em que aderir a uma greve significava prisão e despedimentos. Mesmo assim, os trabalhadores continuavam a lutar, com coragem e determinação, para conquistar direitos mínimos. Depois houve outros em que as greves se sucediam atrás umas das outras, por dá cá aquela palha, em que sindicatos e partidos políticos manipulavam a populaça, consoante os seus interesses, justos ou só para promover a arruaça e a confusão.
Os tempos mudaram! Os escândalos de novas Donas Brancas - só que disfarçadas de banqueiros respeitáveis, com o aval do Banco de Portugal - mais umas negociatas ardilosas que ninguém entendeu muito bem (ou, pelo menos, eu não entendi!), fizeram a verdade subir à tona de água como o azeite: muitos portugueses viviam acima das suas possibilidades reais e as dívidas para pagar amontoavam-se! Além que coube também ao "nobre povo" pagar todas as facturas de gente que fez desaparecer milhões impunemente, nesta nação doente e vergada ao capital. Como resultado, os salários da função pública foram reduzidos, os impostos aumentados, as SCUT - mesmo sem alternativas viáveis, que não coloquem em perigo a vida dos utilizadores e dos cidadãos residentes na zona - passaram a ser pagas, a par de uma série de outras medidas que só contribuíram para sacrificar ainda mais os que trabalham e/ou têm mais dificuldades.
Ah e tal, que a greve não resolve?! Pois não! Mas protestar sempre é melhor do que ficar de braços cruzados, ou em constantes lamúrias e queixumes sobre a infelicidade desta crise ou dos políticos que elegemos! Afinal de contas: somos seres humanos ou ratos?

O mural da imagem é antigo (pescado na net) e de tempos revolucionários, mas desta vez concordo inteiramente: esses ricos banqueiros, administradores, economistas, governantes, empresários, etc. e tal, que por incompetência, ambição, corrupção ou sabujice nos meteram a todos neste berbicacho, que paguem o que devem! A que propósito é que a população tem de arcar com as dívidas contraídas por essa maltosa? Daí a minha solidariedade com todos os grevistas, que hoje forem para a rua protestar...

sábado, 6 de novembro de 2010

BOOKCROSSING

Já tinha ouvido falar vagamente de bookcrossing, quando recentemente li um post da Papeladas que explicava melhor os objectivos da iniciativa. Mesmo assim a ideia não me seduziu por aí além, até porque estimo demasiado os meus livros para os largar por aí ao deus-dará.
Coincidência ou não, ontem o Rui da Bica sugeriu esta acção, congeminada do outro lado do Atlântico (mas não interessa muito para o caso!), a ter lugar já na próxima segunda-feira, dia 8 de Novembro. E resolvi aderir! Note-se que não vou "esquecer" nenhum dos livros da minha estante, mas por sinal tenho dois ou três repetidos, vou "abandonar" um para quem o queira apanhar...
Resumindo: basta deixar o livro num local público, com um bilhetinho dentro das suas páginas a esclarecer que não foi esquecimento mas bookcrossing e que deve ser  devolvido "à rua" depois de lido. (não me parece essencial que seja o mesmo livro, embora isso caiba a cada um decidir, na esperança que não seja aquele calhamaço antiquado que ninguém teve vontade de ler!)
Há ideias fantásticas! Que talvez resultem...

BOAS LEITURAS!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

DESCONTENTAMENTOS!

Fotografia de Ian Britton

O Inverno é um descontentamento pegado: chuva, frio, vento, sem nevar sequer (pelo menos aqui em Lisboa), que novidades é que traz? Cá por estas bandas, só água à fartazana. Tanta, que inundou parcialmente a casa de uma vizinha, agora andam pelo prédio acima a partir paredes, para verificar onde reside o problema. Quando tocaram cá à porta, disse que não! Ah e tal, que é um problema da estrutura do prédio, que tenho de deixar?! Pois... cantam bem, mas não me alegram! Imagino que à desgraçada da vizinha também não, mas essa de partir paredes à toa tem de ser muito bem explicada, solidariedade tem limite...

E obras no Inverno são um Inferno, que não há tinta, massa ou silicone que cole! Afirmam os entendidos!

Sem ter muito a ver, a não ser no descontentamento, deixo aqui um clip - completamente "fanado" a uma amiga facebookiana - que sempre alegrou um bocadinho a disposição. Ai, os homens:



BOM DIA!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ONDE ESTAVAM...

... no dia 13 de Julho de 1985? Ah, não estou a imitar aquele inexplicável Baptista-Bastos que, com a sua voz roufenha, perguntava o mesmo a todos os seus entrevistados (mas em relação ao 25 de Abril de 1974). Não! Aliás, até imagino que alguns seriam novos demais para terem recordações deste dia fantástico.

O mega-concerto - organizado por Bob Geldorf e Midge Ure - reuniu a maioria das bandas rock da época em dois grandes estádios (Wembley, em Londres, e JFK, em Filadélfia) e foi transmitido via satélite e em directo para as televisões de mais de 100 países do mundo, ao qual quase dois biliões de espectadores tiveram o prazer de assistir. O objectivo: angariar fundos para a fome que grassava na Etiópia, dadas as guerras e secas que assolavam aquele território africano! E, contra todas as probabilidades (até técnicas, de então!), o evento solidário mobilizou a população mundial, durante cerca de 16 horas (algumas em simultâneo nos dois estádios, com esporádicas apresentações também de Moscovo e de Sidney)!

O dia (e noite) de calor, a convidar a uma praia, passou-se frente ao ecrã, em casa da minha irmã, que na altura residia na zona do Castelo de São Jorge, a comer uns petiscos e a beber umas cervejolas, onde não faltou uma bela açorda alentejana (sopa de coentros, para os lisboetas!), confeccionada por um autêntico estremocense. Todos sensibilizados com a solidariedade e galvanizados pelos espectáculos "em palco"...

Há dias inesquecíveis, não há?! Fica a amostra:




UM EXCELENTE FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!



Fotografia da net.

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PARABÉNS, CARLOS (dos iis)!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

BLOGGERS CONTRA A POBREZA

Manifestamos que:

1. A pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes o resultado de um mundo injusto e desigual e não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica. As causas da pobreza e da exclusão social só podem ser eliminadas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam as condições favoráveis a elas. A pobreza é um atentado aos Direitos Humanos, que deve ser erradicada em todos os países;

2. A campanha Pobreza Zero luta contra as causas estruturais determinantes da pobreza e da exclusão social, e desafia as instituições e os processos que perpetuam a pobreza e a desigualdade no mundo. Trabalhamos pela defesa dos direitos humanos, pela equidade de género e pela justiça social;

3. O mundo em que vivemos é um mundo de abundância e nunca como hoje foi tão possível erradicar a pobreza – nunca houve tantos recursos financeiros e tecnológicos disponíveis que permitam erradicar para sempre a pobreza extrema do nosso planeta. Deve também reconhecer-se que a pobreza em Portugal, tal como a nível mundial, não é devida à falta de recursos. O problema reside no facto de a pobreza continuar a ser vista como uma questão periférica, pretensamente resolúvel por políticas e medidas periféricas e residuais;

4. Na nossa acção queremos pressionar os governos para que erradiquem a pobreza, diminuam drasticamente as desigualdades e alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Pedimos:

* Prestação pública de contas, governação justa e o respeito pelos direitos humanos;
* Justiça no comércio global;
* Aumento substancial na quantidade e na qualidade de ajuda (0,7% do RNB até 2015) e no financiamento para o desenvolvimento;
* O cancelamento de dívidas dos países mais pobres e de rendimento médio;
* A tomada de medidas politicas que visem a mitigação das alterações climáticas, de forma a que os países poluidores paguem os danos causados no meio ambiente;
* O apoio internacional à concretização de medidas de adaptação às alterações climáticas, nos países e comunidades mais vulneráveis, com recursos adicionais aos da ajuda pública ao desenvolvimento;
* O fim dos bloqueios culturais e comportamentais que a pobreza persistente gera nos pobres, comprometendo a sua capacidade de vencer a situação e de utilizar os meios postos ao seu dispor;
* Integrar, nas diferentes políticas públicas, objectivos, estratégias e instrumentos que visem a remoção das causas estruturais da pobreza e da exclusão;
* Promover a mudança de mentalidade dos não-pobres, superando preconceitos acerca da pobreza e suas causas e estimulando comportamentos mais solidários;
* Que a equidade de género seja reconhecida como elemento central na erradicação da pobreza.

Por isso agimos, mobilizando a sociedade civil, para que, unida nesta luta, pressione o governo português e as instituições poderosas para que:

» Incluam nas suas agendas o objectivo da erradicação da pobreza no mais curto período de tempo;

» Adoptem níveis salariais, pensões e prestações sociais mínimas que não fiquem aquém do limiar da pobreza e aumentem a eficácia e eficiência das transferências sociais e demais políticas sociais;

» Reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa e proporcionem recursos adicionais (para além dos 0,7% do RNB) para o apoio a países em desenvolvimento;

» Acabem com os conflitos armados, ocupações, guerras e as violações sistemáticas dos direitos humanos que as acompanham, e trabalhem com vista à desmilitarização de modo a assegurar a paz e a segurança humana;

» Todos os governos prestem contas aos seus povos e tenham transparência no uso dos recursos públicos, desenvolvam estratégias anti-corrupção pró-activas e consistentes com as convenções internacionais;

» Protejam jurídica, física, social e economicamente os direitos das crianças, incluindo as crianças afectadas por conflitos e/ou catástrofes e carentes de acesso a serviços públicos de qualidade;

» Garantam o direito à informação e à liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e de livre associação;

» Assegurem a participação da sociedade civil nos processos de orçamentação;

» Assegurem serviços públicos universais e de qualidade para todos (saúde, educação – incluindo a alfabetização de adultos – água e outros);

» Promovam regras de comércio internacional e políticas nacionais de comércio que assegurem modos de vida sustentáveis, os direitos das mulheres, crianças e povos indígenas, conduzindo à erradicação da pobreza;

» Garantam um aumento substancial na qualidade e na quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza, a promoção da justiça social, a realização dos ODM, a equidade de género e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens;

» Revertam a fuga de capitais dos países pobres para os países ricos, identifiquem e repatriem os activos roubados, por meio de acções contra paraísos fiscais, instituições financeiras, multinacionais e outros actores que facilitem esse processo.

Pretendemos mobilizar o máximo de pessoas possível, de modo a mostrar o poder da sociedade civil unida na luta por uma causa global e solidária. É preciso pôr um fim à pobreza. Juntos somos capazes de acabar com a pobreza!

Junta-te a nós!