Imagem da campanha da APAV, via facebook.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE?
Imagem da campanha da APAV, via facebook.
sábado, 29 de setembro de 2012
SÃO ROSAS, NÃO SÃO CRAVOS...
Estava de férias em casa de uma amiga, em Vila Nova de Ourém - sim, porque naquela época as aulas só recomeçavam depois do dia 5 de Outubro, eram férias grandes mesmo!
Havia um baile lá na terra - da Uva, para comemorar o fim das vindímas - em que nos tinhamos comprometido a ajudar na organização. Trabalho de adolescentes, nestes eventos, passava por cobrar os bilhetes à porta, servir às mesas, mas por turnos, que a malta também se queria divertir e dançar. Tudo muito metódico e organizado.
Só que nessa tarde, começaram a surgir boatos de um golpe militar em Lisboa, cada um acrescentava mais uns pós da sua fértil imaginação: a minha cidade a ferro e fogo, pejada de mortos, a preocupação a crescer, já não conseguia conter as lágrimas, que brotavam em catadupa. Telefonei para casa, atendeu a minha irmã, que os meus pais tinham ido ao cinema (este gosto cinéfilo é de família), ela nem tinha dado por nada de anormal, mas também começou a ficar preocupada... Enfim, bem me tentavam acalmar, assim com umas palavras simpáticas, tipo "não, parece que só há meia dúzia de mortos", mas não estava nada convencida que me estivessem a dizer a verdade...
Só sosseguei quando a minha mãe telefonou, perto da hora do jantar, tinham ido e vindo do cinema sem reparar em qualquer golpe militar em curso. Claro que aí já não havia nada a fazer pelos meus olhos, vermelhos e inchados q.b. depois de tamanha choradeira.
O baile correu bem - depois de um susto destes, o que é que não corre?
Mas lembro-me que o grupo local tocou e cantou esta música:
domingo, 13 de março de 2011
E O POVO, PÁ?
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
JONAS E A ENSITEL
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
CADEIRA VAZIA
Imagem da net.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
SERES HUMANOS OU RATOS?
sábado, 6 de novembro de 2010
BOOKCROSSING
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
DESCONTENTAMENTOS!
E obras no Inverno são um Inferno, que não há tinta, massa ou silicone que cole! Afirmam os entendidos!
Sem ter muito a ver, a não ser no descontentamento, deixo aqui um clip - completamente "fanado" a uma amiga facebookiana - que sempre alegrou um bocadinho a disposição. Ai, os homens:
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
ONDE ESTAVAM...
... no dia 13 de Julho de 1985? Ah, não estou a imitar aquele inexplicável Baptista-Bastos que, com a sua voz roufenha, perguntava o mesmo a todos os seus entrevistados (mas em relação ao 25 de Abril de 1974). Não! Aliás, até imagino que alguns seriam novos demais para terem recordações deste dia fantástico.O mega-concerto - organizado por Bob Geldorf e Midge Ure - reuniu a maioria das bandas rock da época em dois grandes estádios (Wembley, em Londres, e JFK, em Filadélfia) e foi transmitido via satélite e em directo para as televisões de mais de 100 países do mundo, ao qual quase dois biliões de espectadores tiveram o prazer de assistir. O objectivo: angariar fundos para a fome que grassava na Etiópia, dadas as guerras e secas que assolavam aquele território africano! E, contra todas as probabilidades (até técnicas, de então!), o evento solidário mobilizou a população mundial, durante cerca de 16 horas (algumas em simultâneo nos dois estádios, com esporádicas apresentações também de Moscovo e de Sidney)!
O dia (e noite) de calor, a convidar a uma praia, passou-se frente ao ecrã, em casa da minha irmã, que na altura residia na zona do Castelo de São Jorge, a comer uns petiscos e a beber umas cervejolas, onde não faltou uma bela açorda alentejana (sopa de coentros, para os lisboetas!), confeccionada por um autêntico estremocense. Todos sensibilizados com a solidariedade e galvanizados pelos espectáculos "em palco"...
Há dias inesquecíveis, não há?! Fica a amostra:
UM EXCELENTE FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!
Fotografia da net.
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PARABÉNS, CARLOS (dos iis)!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
BLOGGERS CONTRA A POBREZA
Manifestamos que:
1. A pobreza e a exclusão social não são uma fatalidade, mas antes o resultado de um mundo injusto e desigual e não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica. As causas da pobreza e da exclusão social só podem ser eliminadas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam as condições favoráveis a elas. A pobreza é um atentado aos Direitos Humanos, que deve ser erradicada em todos os países;
2. A campanha Pobreza Zero luta contra as causas estruturais determinantes da pobreza e da exclusão social, e desafia as instituições e os processos que perpetuam a pobreza e a desigualdade no mundo. Trabalhamos pela defesa dos direitos humanos, pela equidade de género e pela justiça social;
3. O mundo em que vivemos é um mundo de abundância e nunca como hoje foi tão possível erradicar a pobreza – nunca houve tantos recursos financeiros e tecnológicos disponíveis que permitam erradicar para sempre a pobreza extrema do nosso planeta. Deve também reconhecer-se que a pobreza em Portugal, tal como a nível mundial, não é devida à falta de recursos. O problema reside no facto de a pobreza continuar a ser vista como uma questão periférica, pretensamente resolúvel por políticas e medidas periféricas e residuais;
4. Na nossa acção queremos pressionar os governos para que erradiquem a pobreza, diminuam drasticamente as desigualdades e alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Pedimos:
* Prestação pública de contas, governação justa e o respeito pelos direitos humanos;
* Justiça no comércio global;
* Aumento substancial na quantidade e na qualidade de ajuda (0,7% do RNB até 2015) e no financiamento para o desenvolvimento;
* O cancelamento de dívidas dos países mais pobres e de rendimento médio;
* A tomada de medidas politicas que visem a mitigação das alterações climáticas, de forma a que os países poluidores paguem os danos causados no meio ambiente;
* O apoio internacional à concretização de medidas de adaptação às alterações climáticas, nos países e comunidades mais vulneráveis, com recursos adicionais aos da ajuda pública ao desenvolvimento;
* O fim dos bloqueios culturais e comportamentais que a pobreza persistente gera nos pobres, comprometendo a sua capacidade de vencer a situação e de utilizar os meios postos ao seu dispor;
* Integrar, nas diferentes políticas públicas, objectivos, estratégias e instrumentos que visem a remoção das causas estruturais da pobreza e da exclusão;
* Promover a mudança de mentalidade dos não-pobres, superando preconceitos acerca da pobreza e suas causas e estimulando comportamentos mais solidários;
* Que a equidade de género seja reconhecida como elemento central na erradicação da pobreza.
Por isso agimos, mobilizando a sociedade civil, para que, unida nesta luta, pressione o governo português e as instituições poderosas para que:
» Incluam nas suas agendas o objectivo da erradicação da pobreza no mais curto período de tempo;
» Adoptem níveis salariais, pensões e prestações sociais mínimas que não fiquem aquém do limiar da pobreza e aumentem a eficácia e eficiência das transferências sociais e demais políticas sociais;
» Reduzam drasticamente as emissões de gases de efeito de estufa e proporcionem recursos adicionais (para além dos 0,7% do RNB) para o apoio a países em desenvolvimento;
» Acabem com os conflitos armados, ocupações, guerras e as violações sistemáticas dos direitos humanos que as acompanham, e trabalhem com vista à desmilitarização de modo a assegurar a paz e a segurança humana;
» Todos os governos prestem contas aos seus povos e tenham transparência no uso dos recursos públicos, desenvolvam estratégias anti-corrupção pró-activas e consistentes com as convenções internacionais;
» Protejam jurídica, física, social e economicamente os direitos das crianças, incluindo as crianças afectadas por conflitos e/ou catástrofes e carentes de acesso a serviços públicos de qualidade;
» Garantam o direito à informação e à liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e de livre associação;
» Assegurem a participação da sociedade civil nos processos de orçamentação;
» Assegurem serviços públicos universais e de qualidade para todos (saúde, educação – incluindo a alfabetização de adultos – água e outros);
» Promovam regras de comércio internacional e políticas nacionais de comércio que assegurem modos de vida sustentáveis, os direitos das mulheres, crianças e povos indígenas, conduzindo à erradicação da pobreza;
» Garantam um aumento substancial na qualidade e na quantidade de recursos necessários para a erradicação da pobreza, a promoção da justiça social, a realização dos ODM, a equidade de género e a garantia dos direitos das crianças e dos jovens;
» Revertam a fuga de capitais dos países pobres para os países ricos, identifiquem e repatriem os activos roubados, por meio de acções contra paraísos fiscais, instituições financeiras, multinacionais e outros actores que facilitem esse processo.
Pretendemos mobilizar o máximo de pessoas possível, de modo a mostrar o poder da sociedade civil unida na luta por uma causa global e solidária. É preciso pôr um fim à pobreza. Juntos somos capazes de acabar com a pobreza!
Junta-te a nós!





