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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ÚLTIMOS LIVROS LIDOS

Agosto foi um mês de muitas e variadas leituras.  As que constam na colagem acima, para ser mais exata. Sobre o livro de Kate Morton escreverei após a reunião do Clube de Leitura (em meados de Setembro), sobre a tetralogia de Elena Ferrante o mais brevemente possível (ainda tenho de ver como, sem revelar demasiado sobre os enredos e o desfecho). Em relação aos restantes, devo explicar o seguinte: embora sempre tenha referido livros, leituras, apresentações, feiras e afins,  este blogue nunca teve a pretensão de se dedicar exclusivamente à literatura. Portanto, quando leio mais, não dou vazão a opiniões literárias - e, diga-se em abono da verdade,  nem todos os livros o justificam.

Um que justificaria seria "Bifes mal passados", de João Magueijo, que não sendo de todo o meu género de leitura me fez rir até às lágrimas. Aliás, devo esclarecer que me foi sugerido num texto da Graça Sampaio e, como o tinha na estante, resolvi "espreitar". Acabei de ler as cerca de 180 páginas nessa madrugada... Já o policial de Mary Higgins Clark é de agradável leitura, mas semelhante a tantos outros, o de Jo Nesbo está longe de ser o melhor do autor (e isto de publicar os livros na ordem inversa da sua edição também prejudica um bocado o seu interesse, no meu entender), "Solar" de Ian McEwan é uma grandiosa seca. Mas lá está, não há espaço nem tempo para falar de todos, fica apenas esta opinião sucinta.

Em Julho, as leituras foram estas:
Por acaso referi aqui quase todos, o que não mencionei foi uma releitura, relacionada com um tema infelizmente ainda muito atual: o da violência doméstica. É neste livro que Clara Pinto Correia relata um antigo caso verídico, de um proeminente juiz que mata a mulher e o filho paraplégico (vítima de um acidente de mota), pois culpa a mulher do sucedido, uma vez que foi ela que ofereceu a motorizada ao rapaz no seu aniversário. Ou seja, aquela ideia que só campónios labregos fazem da vida das suas mulheres um inferno, moendo-as de pancada até à morte, é falsa, acontece em todas as classes sociais. Pior, é que se mesmo o tal hipotético labrego tem sempre algum vizinho que se mostra muito admirado pela desgraça e afirma que o homicida era um "santo homem", quando se trata de gente da "alta" os casos são abafados e muitas vezes nem chegam aos jornais. No caso do livro (como no real) parece que o próprio PGR se meteu ao barulho, tentando culpabilizar a mulher/vítima por não dar apoio suficiente ao marido homicida... (?!?)

Bom, entretanto já comecei a ler outro livro que entrará para o rol dos lidos em Setembro, e que por sinal também me foi recomendado aqui na blogosfera...

BOAS LEITURAS!

domingo, 6 de março de 2016

JÁ FALTOU MAIS...

Cada vez mais avis rara!

BOM DOMINGO!
(ou do que resta dele...)

Imagem do facebook.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

ELEIÇÕES À VISTA...

Não votei nas últimas eleições autárquicas, nem nas últimas legislativas. Ao contrário da maioria dos abstencionistas, a minha abstenção foi involuntária: em ambas as ocasiões estava internada no hospital. E, para quem não sabe, os pacientes hospitalares são tratados pior do que os presidiários, no que toca ao seu direito de voto.

Para vos dar uma ideia, nas eleições autárquicas de 2013, que tiveram lugar a 29 de setembro, os doentes que quisessem exercer o seu direito tinham de comunicar essa vontade a um organismo específico hospitalar até ao dia 9 de setembro. Leram bem, com 20 dias de antecedência! Ora se para um prisioneiro faz sentido que haja uma marcação prévia com tanta antecedência - no fim de contas ele conhece a sua pena e sabe se vai estar na cadeia na altura - o mesmo já não se pode dizer de um doente, que não adivinha se entretanto tem alta, por exemplo. Pior, como foi o meu caso, que só fui internada a 18 de setembro, já não tive qualquer hipótese de me inscrever, embora suspeitasse que dia 29 ainda lá estaria. E mesmo falando com a médica e a enfermeira-chefe não me deram oportunidade de sair uma ou duas horas naquele domingo para votar. Isto porque estava perfeitamente capaz, sem febre, o internamento visava apenas efetuar vários exames para diagnosticar a doença, tal como veio a acontecer. Diga-se em abono da verdade, que a médica foi a criaturinha mais antipática que já encontrei naquele hospital e a enfermeira-chefe também não primava pela simpatia...

Já em outubro do ano passado e internada poucos dias antes de dia 4, não tive veleidade nenhuma de conseguir votar. Além que estava um bocado sedada e sem capacidade para sair e ir botar o voto na urna pelo meu pé.

Dito isto, estou desejosa que chegue o dia 24 - sim, porque da campanha já estou farta e o receio que também desta vez haja novo contratempo mora aqui. Tenho a mania de gostar de votar, que é que querem? Aliás, a indiferença dos abstencionistas tem um efeito bastante pernicioso em mim: fico com vontade de lhes encher a cara de bolachadas. Logo eu, que sou uma pacifista convicta!

Foto da net.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O DIA DOS MILAGRES

Já li este livro de Francisco Moita Flores há uns dois ou três meses, considerei pertinente deixá-lo para esta data. Um pequeno trecho da contracapa é bastante elucidativo e suficientemente explicativo do conteúdo das 260 páginas que se seguem: 

"O dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único na História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiados pelo povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas desse romance apaixonante, terno, para que a memória colectiva não esqueça aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade."

Gostei, embora para mim esteja longe de ser o melhor livro do autor.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SÓ DE OLHAR...

... fico cansada! OK, bem sei que está na moda praticar desporto, ir ao ginásio, fazer corridas ou caminhadas. Lamento, mas não é a minha praia - são muitos anos de vida sedentária, uns passeiozitos ao fim de semana e tal, até que sabem bem, mas nada de caminhadas destas por montes e vales, de cerca de 8 quilómetros e sem maneira nenhuma de desistir a meio.

Ontem, em conversa com antigos colegas de liceu - uma das quais não via há 38 anos, imagine-se! - descobri que para os padrões da malta da minha geração sou uma verdadeira lontra: todos caminham, correm, ginasticam-se, etc.e tal... e eu, nada! Quer dizer, tirando esses passeiozitos de fim de semana que nem contam, até porque nem contabilizo os quilómetros. Mas todos têm histórias sobre essas aventuras, um demorou 7 horas a subir à ilha do Pico, a outra meteu-se neste percurso em Arouca e às tantas já estava meio assustada, por ser um percurso tão difícil que entretanto anoiteceu, enfim, relatos emocionantes não faltaram.

Mas alguém convencia a filha mais velha da minha mãe a enfiar-se num trilho destes? Sem bancos (está bem que tem escadas, mas não é a mesma coisa), sem saídas, íngreme, escada acima escada abaixo, sem sequer uma bica onde beber um pouco de água, sem poder desistir a meio... durante 8 km? Por mais bela que seja a paisagem...

E sim, a parte do poder desistir é importante. Porque às vezes damos passos mais largos do que as nossas pernas, para constatarmos que afinal não temos a pedalada que imaginávamos. Depois, como é óbvio, acabamos a chatear quem nos desafiou para a passeata e/ou os restantes caminhantes. Ná, a mim ninguém me apanha nessa!

Imagem de João Paulo Coutinho, no Google Maps - Passadiço do Paiva, Canelas, Arouca.

sábado, 5 de setembro de 2015

O POSTAL QUE VEIO DE (MUITO) LONGE!

OK, de Cascais a Lisboa não é assim tão longe - uma meia horita, se o percurso for feito de carro pela autoestrada, ou duas horas e picos, se for efetuado por um atleta da maratona. 

Assim, estou fartinha de perguntar ao postal por onde ele andou, já que levou com o carimbo dos CTT dia 17 de agosto, mas só entrou na minha caixa de correio dia 31. Mas ele, teimoso, recusa-se a responder...

As más-línguas dizem que deve ter andado a banhos pela linha, mas cá para mim foi passar as férias às Seychelles, antes de regressar a Lisboa... para o triste e inexorável destino de ser enfiado numa gaveta. Quer dizer, pelo menos espero que o atraso tenha um motivo (nobre) desses, porque se não resta-nos constatar que os serviços dos CTT já nem sequer estão ao nível alcançado no início do século passado, mas ao dos mensageiros da Idade Média! 

Qualquer que seja a distância e/ou destino onde se encontrem, tenham um excelente fim de semana e...

DIVIRTAM-SE!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

IMPERIOSA SUPERSTIÇÃO!


Nos últimos dias tenho andado a compilar um álbum (fotográfico e não só!) sobre a visita a Roma. Antes que a memória se vá desvanecendo. Na altura disse aqui que a maior desilusão foi a Fonte de Trevi estar em obras e de assim não ter podido atirar a moedinha para as suas águas, como manda a tradição.

Como nós, muitos outros turistas ficaram desapontados. E, não sei se por teimosia ou se por serem mais supersticiosos, não desistiram da ideia. Tanto que no local puseram uma espécie de bacia, encimada por uma foto da estátua principal, para que os visitantes pudessem cumprir esse seu desejo. Acontece que a praça em si não é especialmente espaçosa, com os tapumes das obras, a multidão que por ali cirandava e a confusão geral, a maioria não terá dado conta da existência dessa bacia-substituta-da-fonte.

Assim, alguns (muitos) arremessavam a moeda por cima da vedação, com toda a força (qual de costas, qual carapuça? havia que ter a certeza que caía lá dentro!), acertando (ou não) nos operários que ali trabalhavam. Ainda nos rimos: se, por um lado, os coitados são constantemente bombardeados com moedas, por outro, levam um segundo "ordenado" para casa! Digam lá que este mundo não está cheio de gente estranha... 
  

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ANDAVA NA "FLORESTA"...

... um diligente funcionário camarário a cuscar. E a fotografar. E com todo o zelo fotografou terrenos urbanos, que mais pareciam um matagal: há muito descuidados pelos seus proprietários, tornava-se urgente que os mandassem limpar, evitando assim as tragédias já habituais nos incêndios de verão.

Chegado à câmara ampliou as fotos e fotocopiou-as, fazendo com que seguissem conjuntamente com uma contra-ordenação para os proprietários, notificando-os da necessidade da limpeza dos terrenos e da possível coima entre os 24 e os 2400 euros, caso não o fizessem. Não se sabe se o fez pessoalmente ou se delegou a tarefa nalgum outro funcionário.

Preocupados com a situação do terreno, onde a avaliar pelas fotos se via um denso arvoredo e um barracão, os proprietários deslocaram-se ao local para verificar pessoalmente o que se tornava urgente retificar. E qual não foi o seu espanto quando descobriram que afinal aquele não era o seu terreno. Onde existe igualmente a necessidade de limpeza, mas de alguns arbustos, canas e ervas rasteiras, já que não existe lá uma única árvore para amostra. Mais, não conseguiram sequer perceber onde aquelas fotos foram tiradas, já que não se trata de nenhum terreno vizinho - o casinhoto tem duas chaminés, coisa que não acontece com o barracão ali existente.

Quer isto dizer o quê? Que algures naquela zona há um local a necessitar de uma limpeza urgente, mas a inépcia e incompetência dos funcionários camarários faz com que nem sequer consigam identificar o legítimo proprietário. E se eles não conseguem, quem há de conseguir? E depois admiram-se que os fogos proliferem no país nos meses de verão, não bastando já uns quantos "malucos" que se divertem a ateá-los... 

Imagem da net.

terça-feira, 22 de julho de 2014

BEBÉS, PRECISAM-SE!

A questão já não é de agora: em 1985, quando visitei Paris, estava em curso uma campanha de sensibilização para os casais terem mais filhos: viam-se outdoors por todo o lado, com lindos e rechonchudos bebés. Já lá vão muitos anos, não me lembro ao certo as regalias que os governantes de então prometiam, mas tanto quanto se sabe a campanha resultou - a França é atualmente dos países europeus que tem uma maior taxa de natalidade. Na época, em Portugal, o problema nem sequer se punha...

Nos últimos anos, de vez em quando, os políticos nacionais falaram no assunto, à medida que os nascimentos de crianças portuguesas foram diminuindo. Homens engravatados, saídos de gabinetes ministeriais (e não só), dando ao caso uma relevância "séria" que anteriormente se desconhecia. Segundo consta, o atual governo encomendou um estudo a especialistas e tudo, que não se sabe quanto custou, mas também não vale a pena entrar em picuinhices... E mesmo sendo um estudo encomendado a amigos partidários, as conclusões não foram escamoteadas: por este andar a população vai decrescer em grande nos anos vindouros, mesmo que haja uma maior esperança de vida para os mais idosos.

Ah, mas o mais curioso é que o estudo foi encomendado, mas medidas concretas para, mesmo que tímida e parcialmente, tentar resolver o problema... está quieto. Alguém se lembra de receber subsídio pelo(s) seu(s) filho(s)? Quando o meu  filho era pequeno, nós recebíamos. Era pouquinho, pelas minhas contas dava para umas boas botas para o inverno, com sorte também para umas sandálias para o verão - mas sempre era melhor que nada. Cortaram! "Venderam-nos" que havia famílias muito mais carenciadas e acreditei piamente, até achei justo. Depois trocaram o nome a tudo e fiquei na dúvida se o subsídio ainda existia para as famílias mais numerosas ou se tinha sido substituído por outros regimes. Mais tarde, deram um corte no Rendimento Social de Inserção, com a desculpa que era tudo gente rica. OK, há sempre quem se aproveite das falhas do sistema, mas daí a serem todos... é preciso ter lata!

Aí apareceram os problemas no BES/GES e o raio que o parta - os governantes lavaram as suas mãos, que era Banco Privado e tal, não podiam fazer nada - e toca de falar novamente da natalidade, que os portugueses tinham de ter mais filhos. Que era preciso ir com calma, porque ao certo ainda não sabem que benefícios podem dar aos novos pais, recém saídos (tomara!) da crise e tal. Mas talvez se consiga baixar um pouco o IRS do próximo ano aos que têm mais filhos e subir aos que não têm! Quer dizer, o facto de terem mandado os jovens emigrar, acentuarem a precariedade no emprego, o próprio desemprego e as múltiplas mexidas que fizeram no código de trabalho a favor do patronato e de salários mais baixos não tiveram nada a ver com o caso, que agora "estudam" como resolver.

Não sendo economista ou perita em natalidade, de uma coisa estou certa: nenhum casal que o deseje deixa de ter um filho devido às (más) condições que lhe são impostas. Talvez deixe de ter o segundo ou terceiro... Mas, excluindo impossibilidades médicas e/ou físicas, o que vão procurar é condições melhores para eles próprios e que permitam proporcionar às suas crianças, adolescentes e jovens adultos um futuro melhor... Ser pai ou mãe não é isso (também)?

Imagem do facebook.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

REFLEXÃO... PARA QUÊ?


Já me tinha perguntado para que serviriam os dois dias de reflexão. Depois de ver e ouvir umas dezenas de tipos a aplaudirem Manuel "Palito" Baltazar - à porta do tribunal de São João da Pesqueira, onde compareceu, após ter sido capturado pela polícia, e para ser acusado de 4 homicídios (2 na forma tentada) - concluí que há gente que não faz a mínima ideia do significado de pensar, quanto mais pedirem-lhes para refletir.

OK, a atuação policial foi no mínimo caricata: como o assassino não se foi entregar após os dois homicídios consumados, cerca de uma semana depois resolveram ir à procura dele. E quase todos os dias apareciam na TV, no que mais parecia um passeio a cavalo, concluindo que existiam indícios que o homem continuava a cirandar por aqueles montes e vales e que os conhecia melhor que os próprios polícias. Mais, que teve ajuda de alguns populares, que o viram e lhe forneceram comida. E a captura demorou mais de um mês, o que, no mínimo, é ridículo. Mas nada disso invalida que o homem é um assassino da pior espécie - daqueles que quando casam julgam que a mulher vira propriedade deles e, simultaneamente,  saco de pancada. Daí não se entender como em São João da Pesqueira haja quem o aplauda como herói. Ou, havendo, o que se espera que essa gente reflita...

Assim, foi sem grande espanto que soube das primeiras projeções eleitorais: a abstenção foi a grande vencedora; que Seguro se proclamou vitorioso (?!?) com uma escassa diferença de 4% da coligação governamental; que esta apesar do ar pesaroso esfregou as mãos de contente (com tanta austeridade e disparate junto era de esperar um resultado muito pior); que Marinho Pinto com o seu estilo trauliteiro colocou no mapa um partido até aqui inexistente; que a CDU subiu notoriamente e o BE despencou; e que uma série de partidos pequenos receberam votos de descontentes.

Se juntarmos a este quadro os resultados eleitorais europeus já conhecidos, onde a extrema direita e a extrema esquerda estão a ganhar terreno, algo me diz que o futuro não augura nada de auspicioso. Nem para Portugal, nem para a Europa!

Portanto, por mais que as pessoas bem intencionadas ponderem sobre o que é melhor para o seu país, com tanta gente indiferente às eleições, o que acaba por ganhar é o "clubismo" agudo de alguns e o extremismo de outros...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

VAMOS FISCALIZAR A BICHARADA?

Será possível que um totó qualquer do ministério da agricultura se lembre um dia de propor à ministra que é urgente legislar sobre o número de animais que podem viver em cada apartamento e ela vá na conversa? Pois, não queria acreditar...

Mas pelos vistos não só é possível, como o diligente funcionário até estabeleceu o dito limite, a inscrever na futura lei: máximo dois cães ou quatro gatos. Ah, e se forem cães e gatos, pode-se somar? E se além disso houver também periquitos, guppies, hamsters e cagados, por exemplo? Estes também têm limites, ou nem por isso? E como é que se fazem as contas, nesses casos? 

Outra questão pertinente é a da fiscalização e da punição dos eventuais culpados pelo incumprimento da lei:

(Cena 1)  Truz, truz! "Quem é?" "Aqui é o fiscal da brigada de combate ao excesso de animais domésticos. Abra a porta, pois estou autorizado por lei a vasculhar a sua casa e verificar quantos animais possui!" Pouco consensual... no mínimo!

(Cena 2) Pressupondo com muito boa vontade que alguém deixa entrar em sua casa este fiscal com a ladroagem que aí anda (e toda esta conversa soa a malandragem), qual será o intuito dele, uma vez que não se ouviu falar em recenseamento animal? Aplicar uma multa aos prevaricadores, é mais que certo. E é imaginar o homem de maquineta em punho a fazer as contas: "um cão a mais, dois gatos, a maternidade do aquário também está cheia (não consegui contar os peixes, mas façamos por uns 20, que é por ser para si) e... oh, diabo, tenho de telefonar prá central, para saber se os ovos da canária contam!" "O quê, não é canária é periquita? Não faz mal, a multa é a mesma. Já se fosse uma papagaia..." 

Voltando ao totó da agricultura: será que ele não tem mesmo mais nada para fazer do que inventar estes "serviços ao país"?

Imagem da net.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

FÉRIAS GRÁTIS!

Está bem que é o sonho de qualquer um: passar uma belíssimas férias num local fantástico, sem gastar um tostão. Ou, pelo menos, com custos reduzidos. Mas em plena silly season há sempre algum mais afoito que teima em concretizar o sonho... custe o que custar! 

Foi o caso de John Dubis, que encasquetou na cabeça que havia de ir passar férias à luxuosa mansão de Jennifer Lopez nos Hamptons, Nova York. E se bem o pensou, melhor o fez: mudou-se de "armas" e bagagens para a mansão da cantora, onde se instalou durante uma semana, aproveitando a ausência desta. A propriedade é constituída por um edifício principal e um anexo para hóspedes junto à piscina, sendo neste que Dubis preferiu alojar-se. O que explica o facto dos empregados de J.Lo não terem detetado a presença do homem logo de início, o que facilitou a prolongada estadia....

Consta que o intruso foi tudo menos discreto, deixou o carro alugado parado à porta, foi visto por alguns vizinhos e ainda publicou fotos das "férias" na net.  Finalmente a sua presença foi notada e a polícia tomou conta da ocorrência, levando o homem preso, enquanto aguarda julgamento.

Duro de roer deve ser o salto da mansão para a prisão, mas desconfio que os empregados da cantora também não devem ter um futuro auspicioso!

Imagem da net, suponho que da referida mansão (não sei ao certo, porque ela nunca me convidou para a visitar!), de autoria  de The Grosby Goup.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A FEIRA DE ARTESANATO DO ESTORIL...

... também denominada como FIARTIL, completa este ano os seus 50 anos de existência, facto que até desconhecia. Mas como o passeio até costuma ser agradável - tanto pela diversidade do artesanato, como pelo espaço aprazível  no meio do arvoredo ou pelos múltiplos petiscos à venda nas tendas - lá fomos.

Cedo demais, que o recinto tinha aberto há pouco mais de meia hora e a vontade de petiscar não era muita, após um almoço tardio.

O artesanato representado varia do tradicional até àqueles miminhos para miúdos e graúdos, que não sendo particularmente originais, envolvem o engenho e arte de cada artesão. Fui tirando fotos à medida que percorria o espaço, ninguém reclamou... só encarei uma "cara de pau" pela frente! 

Tal como os putos enfileirados numa espécie de quiosque do Santini, comemos um gelado, demos mais uma volta e acabámos por nos sentar numa esplanada a refrescar a sede. De tudo o que vimos ficámos com algumas ideias, nomeadamente para lembranças de Natal. Toca de fazer o percurso inverso e efetuar essas pequenas compras. Com tanto azar, que uma foi na loja da mulher mal-encarada, nem entendi o porquê de me dar respostas tão desabridas, quando pretendia comprar uma peça. Depois de pagar, disse-me:
- Andou aqui a tirar fotografias, espero que não seja para copiar os desenhos!
- Copiar os desenhos?!? Tirei fotos a toda a Feira...
- Sim, mas os desenhos são originais e estão registados com direitos de autor, blablablá.
- Mas porque é que havia de comprar uma peça, se soubesse fazer igual? - perguntei.
- É bom que saiba que não se podem copiar desenhos registados... - e a converseta parva seguiria por aí, se não a tivesse interrompido e declarado que, por mim, podia ficar descansada! (e para que se saiba, nenhuma das fotos escolhidas pertence lá ao estaminé da dita fulana!)

Nesta tendinha podia ter passado a tarde inteira, que ali não faltam jogos e quebra-cabeças feitos em madeira, com fios e bolas de plástico para dar muito que matutar...

E também gostei da dos bonsai, em que o atencioso lojista aconselhava e ensinava um cliente a tratar e a podar aquelas árvores em ponto pequeno.

De caminho ainda resolvemos renovar o stock de colheres de pau doméstico - entenda lá a ASAE o que entender sobre o assunto - o artesão ainda fez um pequeno desconto. Porque, verdade seja dita, os feirantes com quem conversei foram prestáveis a simpáticos, a sujeita com as tais "teorias da conspiração" foi a exceção que confirma a regra.

O regresso a casa via marginal foi pacato, ainda deu para experimentar fotografar em movimento. A foto saiu tremida, mas melhor do que esperava... 

A FIARTIL estará aberta até ao próximo domingo e merece um passeio de quem viva por perto! 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

LAGOA DOS SALGADOS (2)

No ano passado visitámos a Lagoa dos Salgados, mas não se pode dizer que fôssemos minimamente preparados para a curta caminhada, debaixo de um Sol abrasador: não levámos chapéus, nem garrafas de água, a meio do caminho sentimo-nos como a fazer a travessia de um deserto. Aliado ao facto do zoom da máquina não dar para mais, pode-se dizer que o passeio se traduziu num fiasco.

Como tenho aquela ideia que vamos aprendendo com os erros que cometemos, este ano lá voltámos, supostamente com as devidas condições. Devia ter adivinhado que o passeio ia ser ainda mais curto, que já tinha sentido na pele o efeito da praga de mosquitos que se faz sentir na zona. Junto à lagoa, ainda mais! Ou seja, mal atravessámos a ponte e aventurámos os primeiros passos no passadiço, já o ataque da bicharada se fazia sentir. À grande! Portanto, foi meia volta volver...

Os escassos 15 minutos de passeio não deram azo a fotografar tudo o que pretendia, mesmo assim consegui captar várias aves diferentes que por ali nidificam, que suponho serem as seguintes (com a ajuda da net):

Galeirão comum

Garça branca pequena

Ambos a circular no mesmo espaço

Garça real

Caimão

Em suma, apesar do desapontamento e das múltiplas picadas, as fotos nem ficaram más de todo...

Agora não me venham com tretas: insetos há sempre, mas este ano a praga destes mosquitos brabos (na zona de Armação de Pêra, Salgados e Albufeira) determinou que fôssemos todos "mordidos" da cabeça aos pés, mesmo sem passarmos próximo da lagoa dos Salgados ou da ribeira de Alcantarilha; a questão é saber se estas águas paradas, tão importante segundo os ecologistas para conservar o habitat natural e a nidificação da passarada, não acarreta um problema bem mais grave para a saúde pública. E, consequentemente, para o turismo da região!

Com ou sem férias por aquelas bandas (não digam que não avisei para se protegerem com repelentes e afins, se bem que não funcionem inteiramente!), aproveitem e gozem um BOM FIM DE SEMANA! 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PELAS ESTRADAS DESTE PAÍS...

...  o lema é evitar as SCUT! Outrora sem custos para o utilizador (daí a sigla), já  há uns dois ou três anos que são pagas. Não que sejam particularmente onerosas para quem faz meia dúzia de viagens esporádicas, mas pelo sistema de pagamento em si, para quem não tem via verde. Aí a legislação já mudou desde aqui e o prazo foi alargado, mas a possibilidade de pagar via multibanco limita-se a 48 horas, sendo indiferente que calhe em dias úteis ou fins de semana.

Ou seja, à mínima distração lá vamos nós de charola para os CTT - que como todos sabem andam em remodelações muito sui generis e a funcionar com um "gás" ainda não identificado. Ainda não foi desta que revisitámos a Via do Infante sem via verde, mas em trabalho o maridão percorreu uma lá para o Norte, que obviamente tinha de pagar.

Assim, demos por nós numa estação dos CTT algarvia, cuja máquina "inteligente" nos deu uma senha a 24 de distância do número em atendimento, augurando 14 minutos de espera. 6 balcões só com 2 a funcionar - enquanto uma funcionária se entretinha a repôr os CD de Tony Carreira, Marco Paulo e Quim Barreiros nos escaparates, a par de uns livrecos infantis de grande interesse para os utentes presentes - adivinhavam uma espera mais longa...

Como faits divers, um dos funcionários ao balcão advertiu uma mulher com um vestido largo e uma ligeira barriga que ela tinha direito a tratamento prioritário. Ela declinou, mas o homem que foi chamado a seguir reiterou a mesma "delicadeza", ao que ela respondeu, numa espécie de resmungo: "Dava-me muito jeito, mas não sou prioritária!" Porque será que estas "confusões" só acontecem com homens? Nenhuma das mulheres sentadas lhe deu o lugar e não foi por desatenção!

Enfim, 46 minutos de espera, 2 de atendimento e 2,44 € depois (já com o acréscimo do "maravilhoso" serviço), lá regressámos às férias. Felizmente com bastantes desistentes pelo meio e com ainda maior vontade de preferir as outras estradas deste país... 

terça-feira, 11 de junho de 2013

LIVROS E MAIS LIVROS...

Há quase um mês que comecei a ler um livro e ainda não o terminei. Por múltiplas e variadas razões - nem todas agradáveis - não pelo livro em si. Não tenho prurido nenhum em devolver à estante um livro que me chateia ao fim de 30 ou 40 páginas. Mas detesto deixar um a meio, quando a leitura foi interrompida por outros motivos e depois perco o fio à meada... 

Entretanto, ao rearrumar parcialmente a minha estante, descubro que tenho de lhe dar uma grande volta (e, de caminho, uma limpeza para lá do superficial!). Certo é que bibelots, velas, fotografias, pequenos recuerdos e prendinhas dos miúdos quando eram pequenos têm de marchar. Para onde, é que ainda não sei.

Resumindo: antes que os livros portugueses, ingleses, europeus de um modo geral, americanos, asiáticos e dos PALOP inventem mais uma guerra para ocupar "territórios", há que me armar em dura, sacudi-los a todos, subir e descer escadote, limpar o espaço que os vai acolher de volta e reorganizar (quase) todos novamente. Guerras na estante cá de casa... é que não!

Para já, garantido é que vou trocar de livro. A árdua tarefa bibliotecária, vai levar o seu tempo...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

FLORES VERMELHAS TAMBÉM TÊM ESPINHOS...

A 29 de abril de 1974 regressei ao liceu, depois de ter passado o dia 25 e 26 de cama com febre, devido a uma otite. Ainda hoje a coincidência de ter adoecido naqueles dias me chateia: o pais em revolução e a totó aqui sem suportar ouvir o mínimo ruído, já que os que lhe latejavam no ouvido pareciam a caminhada de um elefante dentro da tola? Enfim, a minha mãe lá me medicou com os remédios do costume (longe de ser a primeira vez que padecia do mesmo mal), na segunda-feira seguinte voltei às aulas.

Estava entusiasmada com o regresso! A minha irmã já me tinha contado que a malta estava em festa, especialmente porque o horroroso contínuo da PIDE (um tal de Esteves) desaparecera dos pátios, para alívio de todos: já não havia lá ninguém para estraçalhar as bolas de futebol dos putos com o seu canivete, enquanto acompanhava a "façanha" com um risinho sádico estampado no rosto.

Certo é que a alegria continuava a pairar no ar, alguns alunos e professores ainda ostentavam os cravos vermelhos ao peito. Mas como a vida nunca acontece tal como a prevemos, o primeiro impacto não foi o mais agradável - um dos meus colegas de turma, que dava pela bela alcunha de "Salsicha", com um cravo meio murcho dependurado na lapela, atirou-me logo à queima-roupa e perante um grupo de outros curiosos: "Porque é que não vieste às aulas?"  Lá balbuciei que tinha estado doente. E o parvalhão riu-se, acrescentando: "Ah, julgávamos que tinhas fugido para o Brasil, como os fascistas!" A que propósito é que tinha(m) tirado aquela conclusão precipitada, se ainda por cima a minha irmã - que não era da mesma turma, mas tinha aulas no mesmo pavilhão e turno - andara por lá como sempre? Claro que os meus amigos não ligaram nenhuma ao excesso revolucionário do "Salsicha", mas eu detestei aquele preâmbulo.

Contudo, as más surpresas ainda não tinham terminado. Nesse ano calhou-nos em sorte (ou melhor dizendo, azar!) o pior professor de História que tive na vida. Tinha um bigode farfalhudo e os seus trinta e muitos anos, nunca olhava os alunos nos olhos preferindo olhar para o teto e as aulas eram passadas a ler o livro da disciplina. Perguntava no início de cada aula: "Que dia é hoje? 29? Então o nº 29 que comece a ler o livro na página 70." Quando o aluno denotava na voz o cansaço da leitura em voz alta, chamava o 9, depois o 19 e o 39 (sim, éramos cerca de 40 alunos), até soar a campainha. Nesse dia foi diferente: fez um longo discurso sobre "a longa noite fascista", de quem ele próprio tinha sido um feroz adversário e blablablá. E qual não foi o meu espanto quando os meus colegas se levantaram para aplaudir o homem, como se ele fosse o herói que desejava protagonizar. Quer dizer, mesmo que fosse verdade, isso dava direito ao professor não ensinar rigorosamente nada? Como é óbvio, nas aulas seguintes voltou ao seu  "maravilhoso" método, mesmo que a dita "longa noite" já tivesse passado...

Para rir só o facto de, muitos anos volvidos, o dito "Salsicha" comentar na página do liceu do facebook  - num dia 25 de abril - que aderira à revolução desde a primeira hora e que ele e os outros elementos do movimento que integrara (se bem me lembro, não referiu que eram os "camaradas" do MRPP), terem tido um papel fundamental na luta contra fascistas e comunistas. Epá, aos 14/15 anos ainda se percebe aquele súbito entusiasmo revolucionário, agora aos 50 e tais gabar-se desse seu "precioso contributo" raiou o anedótico. Oops... será que na volta até fui uma das suspeitas que confrontou "heroicamente"?

sábado, 12 de janeiro de 2013

SE DESCARAMENTO PAGASSE IMPOSTO...

Não sei se é anedota ou caso verídico, recebi por mail (obrigada, Palicha!) e considerei a resposta excelente! De qualquer das formas, muito elucidativo sobre a mentalidade de um certo patronato cá do burgo... 


"Anúncio no jornal:

Somos um restaurante pequeno e causal no centro da cidade e estamos à procura de músicos para tocarem de graça no nosso restaurante, podendo assim promover a sua música e vender os seus CDs. Este não é um emprego diário, e sim para eventos especiais que eventualmente se tornarão eventos diários uma vez que a ...resposta do público seja positiva. 
Preferimos que toquem Jazz, Rock, e outros ritmos mais leves, de todo o mundo e de várias culturas.
Estás interessado em promover o teu trabalho? Então comunique-se connosco o mais rápido possível.

Resposta de um Músico:

Feliz Ano Novo! Eu sou um músico, com uma casa grande, à procura de um dono de restaurante que venha a minha casa promover o seu restaurante ao fazer comida de graça para mim e meus amigos. 
Isto não aconteceria diariamente, mas a princípio em eventos especiais, os quais poderão eventualmente crescer e se tornar algo grande e diário, se a resposta for positiva. Preferimos carne de primeira e refeições exóticas e culturais. Você está interessado em promover o seu restaurante? Então comunique-se connosco urgentemente!"


Imagem da net.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

E AS NOTAS NA PAUTA?

Fotografia de Ian Britton

Alunos cábulas, preguiçosos ou literalmente nas tintas para os estudos sempre existiram! Lembro-me do meu pai contar que, quando entrou no IST, deram-lhe os parabéns lá na terra e apontavam-lhe como exemplo um outro estudante mais velho, filho de uma das famílias mais proeminentes da região. Sem qualquer esperança de se equiparar ao conterrâneo - uma vez que ele trabalhava para pagar os estudos, alojamento, alimentação, etc. e tal e o outro recebia uma mesada dos pais que cobria todas essas despesas - iniciou o seu curso sem perspectivas de maior. Surpresa foi perceber que o dito fulano afinal ainda estava a marcar passo no 1º ano, quando todos julgavam que já estava no 3º ou 4º. Calou-se e seguiu a sua vida  de trabalhador-estudante, considerou (e bem!) que o atual colega é que tinha de resolver o problema junto dos seus familiares. Como acabou por acontecer uns anos mais tarde...

Esta história não é filha única, repetiu-se até à exaustão durante décadas: os pais confiavam na palavra dos filhos, não lhes passava pela cabeça ir confirmar as notas nas pautas da universidade. Nem os que residiam longe, nem sequer os que viviam por perto. Mais avisadas (ou desconfiadas) gerações mais recentes, carecas de saber das patranhas de alguns estudantes, começaram a ir verificar as notas dos "miúdos". Sem admiração, um amigo meu constatou que um dos seus sobrinhos, para além de não ter notas na pauta, nem sequer estava inscrito no liceu, embora saísse de casa todos os dias de mochila às costas! Tão novinho e já tão espertinho, hein?!

Bom, mas isto foi antes da era informática! Agora, os iluminados docentes universitários crêem não ser necessário afixar as notas. A maioria dos alunos já é maior de idade, portanto toma conhecimento dos resultados dos seus exames via computador, mediante um código de acesso previamente fornecido. Justificação? Ah, porque eles podem não querer que os seus colegas saibam as suas avaliações. (não estudam e depois é traumático?!?) E os pais ou os familiares que pagam as avultadas propinas? Idem! Os docentes sacodem assim a poeira das calças, dando azo a que mais alunos cábulas prossigam impunemente a sua vidinha de estroina e, mais, facilitando que alguns ex-estudantes que frequentaram um curso (sem aproveitamento ou aprovados apenas a meia dúzia de cadeiras) se façam passar por "doutores" ou "engenheiros". E sim, acreditem que também os há,  Relvas não é caso único... (embora a trafulhice dele fosse mais burilada, com a ajuda de compinchas maçónicos ou do laranjal!)

Chamo a isto um mau serviço ao país, que premeia os chico-espertos e, no limite, até pode pôr em causa o bom nome das universidades. Afinal de contas, onde está a tão apregoada transparência?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PLANO... QUAL PLANO?!?

"O rigor que uma escolha de obras para leitura infantil e juvenil exige levou o Plano Nacional de Leitura a formar um grupo de trabalho, constituído por especialistas, destinado à elaboração de listas de títulos passíveis de leitura orientada e/ou autónoma", refere o site governamental do Plano Nacional de Leitura, acrescentando mais o blablablá costumeiro sobre o interesse de potenciar a educação e o amor à língua portuguesa. Tudo a favor, evidentemente!

"Mas porque é que foste procurar o site, se concordas com os objetivos?"- perguntam alguns, espantados com a pesquisa. 

A resposta é simples! Alice Vieira escreveu isto ontem no facebook:
"Estou a pensar que gostava muito de saber quem são os energúmenos que escolhem os livros para o Plano Nacional de Leitura!!! Acabei de ver que o meu livro de poesia (poesia de amor, PARA ADULTOS!!!!) chamado "O Que Dói às Aves" está aconselhado para...o 2º ano!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Que é que eu, como autora, posso fazer? Retirar o livro do mercado? Dizer que proíbo? Mas essa gente leu alguima coisa do livro para lá do título? Será que pensam que são histórias de pintaínhos?????"

"Especialistas" rigorosos, hein?!?

Imagem da net.