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sábado, 25 de abril de 2015

MULHERES DE ABRIL

A RTP voltou a exibir a série "Mulheres de Abril" esta semana, um pouco a desoras como vem sendo hábito nestas repetições. Como o programa "Inesquecível" do Júlio Isidro, inicialmente transmitido no canal Memória, agora a entrar-nos pela casa dentro lá para as duas e tal da matina. Mas adiante!

Não costumo seguir a ficção nacional, quer em telenovelas ou séries, por me parecer sempre a parente pobretona da brasileira: argumentos menos que medíocres, atores fracos (e mesmo que sejam bons, como dar credibilidade a papéis sem pés nem cabeça?) e erros crassos a vários níveis. Históricos e psicológicos, por exemplo, mas não só. Por isso, quando surge uma série que se destaca pela sua qualidade e rigor, não posso deixar de elogiar. Como é o caso destas "Mulheres de Abril", que tive o prazer de rever agora.

Mais do que da revolução, a série é uma espécie de memória do papel da mulher desde os anos 20 do século passado até aos nossos dias. A ação decorre durante um jantar de aniversário, onde só estão mulheres (de várias gerações), que em conversa amigável relatam alguns episódios marcantes vivenciados no passado. E visto assim em perspetiva, o progresso é enorme...

BOM FERIADO
e
BOM FIM DE SEMANA!

§ - note-se que a ficção brasileira não é perfeita, também tem telenovelas e séries beruchas. Mas não é em vão que lá se dá destaque ao líder do grupo de argumentistas (normalmente constituído por uma boa meia dúzia de escrevinhadores, no mínimo); cá, tenho reparado que muito do que se faz pretende ser "ideia original" de José Eduardo Moniz - que, obviamente, nunca deve ter escrito uma linha para qualquer dessas ficções televisivas!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

VIGARISTAS...

Escrito e apresentado por Alexis Conran e Paul Wilson (com a co-participação de Jessica-Jane Clement na apresentação), a série televisiva "The Real Hustle" tem a chancela da BBC e ensina uma série de vigarices em que qualquer pessoa pode cair, especialmente os mais distraídos. Simultaneamente, também alerta os para as muitas esparrelas que podem aparecer pela frente de qualquer um. De truques de magia, habilidades de mão, ilusões óticas, etc.há de tudo um pouco.

Todos os intervenientes no programa foram realmente burlados com um dos muitos "contos do vigário", mas o dinheiro foi devolvido e as pessoas autorizaram a utilização da sua imagem, para divulgar junto do grande público estes esquemas.

Basicamente, este trio chama a atenção para o seguinte: "O hábito não faz o monge!" Portanto, não é pelo facto de uma pessoa estar fardada de polícia, com uma bata branca e um estetoscópio ao pescoço, com o boné de motorista de táxi na cabeça ou à porta de um hotel com ares de porteiro que a torna num desses profissionais. Para ter a certeza, há que pedir a identificação. Em segundo lugar, que todos devem desconfiar de propostas demasiado vantajosas ou supostas promoções - ninguém dá nada a ninguém. Ah, e o descaramento dos "meliantes" costuma ultrapassar todas as marcas - falam delicadamente com as pessoas, não fogem a correr dos locais dos crimes, têm a aparência de verdadeiros gentleman. E se por acaso alguém chama a polícia, por exemplo, escapam o mais sorrateiramente possível...

Mas vejam lá um dos muitos esquemas que usam:


E sim, estar prevenido é muito útil, se bem que muitos destes contos do vigário nunca cheguem ao conhecimento da polícia, pois as pessoas envergonham-se de terem sido embarretadas com tanta facilidade!

Imagem da net, suponho que promocional da própria BBC.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

TRIP DE FAMÍLIA

David (Jason Sudeikis) é aquele fulano que não cresceu, desde os tempos da faculdade: se na altutra vendia uns charros, é isso mesmo que ele continua a fazer, sem qualquer compromisso familiar. Mas, à conta de Kenny (Will Poulter), um vizinho adolescente e ingénuo, recentemente abandonado pela mãe, acaba por se meter numa luta e ser assaltado. Más notícias, que evita dar ao seu boss, até que este o põe entre a espada e a parede: ou vai ao México, buscar uns "charrozitos", pelos quais ainda será pago, ou então a dívida fia mais fino. O sempre solícito Kenny avisa que o melhor é ele ir ao México disfarçado. E, por um acaso, ele tem a ideia que o melhor disfarce é o de  família feliz, viajando de auto-caravana, que não levanta suspeitas nas forças policiais. Kenny é o filho, Casey (Emma Roberts), uma garota sem abrigo será a filha, mas, infelizmente a vizinha Rose (Jennifer Aniston), uma dançarina de varão e strip-teaser profissional, não acede ao seu pedido para interpretar o papel de "mulher" e mãe dos seus "filhos". Mas será  que a ordem de despejo e as dívidas que tem não a fazem mudar de ideias? Óbvio que sim.

Realizado por Rawson Marshall Thurber, a comédia obtém a pontuação de 7.2/10 na IMBd. Fica o trailer, para quem quiser espreitar:  


Divertido q.b., mas sem pretensões de maior, também achei piada a alguns pormenores: que Jennifer Aniston é uma mulher lindíssima, ninguém tem dúvidas - mas apesar de uma cena de strip-tease (parcial), as suas potencialidades com a dança de varão ainda estão por provar*; suponho que nunca vi outras atuações do jovem ator britânico que faz de Kenny, mas o formato das suas sobrancelhas dá ideia de uma plástica mal sucedida ou de um papel de ingénuo (ou tonto) para a vida inteira; a mocinha é provável que se safe melhor no futuro, com a tradição e experiência familiar que Eric Roberts ou Julia Roberts, pai e tia respetivamente, lhe podem proporcionar.

* - Não sei se alguém se lembra de uma série intitulada "Inspector Max", da TVI (que era uma espécie de versão portuguesa de "Rex" uma série alemã, em que uma das personagens centrais é um cão - lobo da alsácia, pastor alemão ou por aí); bom, enquanto na versão original o cão estava bem treinado e fazia imensas habilidades (provavelmente algumas com recurso a técnicas de filmagem, mas pronto!), comparativamente o nacional não fazia rigorosamente nada além de correr. Como é que davam a ilusão de ter sido ele o herói do episódio a capturar todos os malfeitores? Simples! Eram os diálogos dos atores que o revelavam, com falas do estilo "reparaste quando o Max saltou para o carro em andamento, desarmou o criminoso e imobilizou o veículo? Extraordinário!"; não considero que a atriz tivesse a obrigação de dominar a dança de varão para aceitar o papel, mas serem os restantes atores a mencionar esse seu "talento", no mínimo, é caricato... eheheh!

Imagem de cena do filme, da net.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

POLICIAIS, EM SÉRIE...

Em criança e adolescente era vidrada em televisão: via tudo o que me deixavam ver! De desenhos animados a filmes ou séries, aos programas de culinária da Maria de Lurdes Modesto ou de decoração de France de Vasconcellos, ao cartaz TV de Jorge Alves, tudo o que viesse à rede era peixe. E os pontos altos do ano eram sempre o Festival RTP da Canção, o da Eurovisão ou os concursos de misses. Jogos Olímpicos, campeonatos internacionais de ginástica ou de futebol, patinagem artística, bailado, danças de salão, enfim,(quase) tudo marchava. 

Depois veio o 25 de abril e chateei-me da televisão... durante o período do PREC. Via uma coisa ou outra, mas a programação estava sempre a mudar, devido a debates, discussões políticas e mesas redondas que se prolongavam horas a fio, até fartar. Se lá para o final dos anos 70 e inícios de 80 me reconciliei com a TV, com as telenovelas brasileiras, "A Visita da Cornélia" de Raul Solnado e Fialho Gouveia ou, posteriormente, "O Passeio dos Alegres" de Júlio Isidro, também é certo que me tornei mais seletiva e o vício televisivo evaporou-se... 

Atualmente, quase não vejo! Um filme, se o apanho no início, o "Masterchef" australiano (que gravo, para quando tiver disponibilidade), "E Depois do Adeus" se estou em casa, um ou outro programa quando calha. Mas as séries chateiam-me à brava: umas já têm barbas, outras até parecem giras, mas continuam na semana seguinte?!? E lembrar-me do horário e canal? 

Vai daí que, se o verão não é grande espiga para cinema, para as séries policiais o AXN até teve uma boa ideia: repetir compactos de 5 episódios seguidos. É evidente que não há tempo nem pachorra para passar a tarde ou a noite a papar todos de enfiada, mas sempre se grava. Não é a falha de um que interessa muito - de "Castle" não perdi o fio à meada - mas pode ser que finalmente perceba o seguimento de "O Mentalista"...


Imagem da net.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DEPOIS DO ADEUS

A série televisiva - não a música, que foi senha para as Forças Armadas avançarem na noite de 24 para 25 de abril de 1974 (que ganhou o festival da canção nacional nesse ano, na voz de Paulo de Carvalho) - tem muito que se lhe diga. As diversas opiniões que li ou ouvi sobre a série são muito díspares, não tanto devido ao conteúdo ficcional, mas mais do ponto de vista histórico...

"Conta-me como foi" retratou o dia a dia de um povo, centrado numa humilde família citadina, entre 1968 e 1974. Segundo creio, a série foi baseada numa congénere espanhola e devidamente adaptada à realidade portuguesa. A melhor série portuguesa que vi nos últimos anos! Já "Depois do adeus" teve de ser escrita de raiz, pois não existe paralelo com Espanha nos anos de 74/75. Ora traçar as linhas gerais da História de um país em pleno processo revolucionário não é tarefa fácil para ninguém, muito menos quando ainda há tanta gente com memórias bem vivas desses dias e de caminho ainda se pretendem realçar uns romances.

Facto é que o país da época não tinha capacidade para acolher o meio milhão de pessoas que regressaram das ex-colónias, nesse curto espaço de tempo. "Descolonização exemplar" não foi de certeza, por muito que alguns políticos insistissem nessa designação - bastava ter olhos para ver a quantidade de gente (homens, mulheres e crianças de todas as idades), que praticamente só com a roupa que trazia no corpo e pouco mais, pernoitou dias a fio no chão dos aeroportos, sem ter para onde ir. Por sinal, cenas bem documentadas e integradas na série. 

Soluções tomadas em cima do joelho, recambiaram parte dessas pessoas para pensões, onde famílias inteiras foram alojadas em quartos exíguos. Provisoriamente, afirmavam as entidades oficiais (mas neste país já todos sabemos que o provisório pode ser muito definitivo). Até aqui está tudo certo, com a percepção que tive desse período.

Contudo, nem todos os ditos retornados eram assim tão coitadinhos, nem os tugas se cingiam a uma cambada de revolucionários de punho em riste ou a uns cobardolas preconceituosos, intriguistas e mesquinhos, sem um pingo de compreensão por todo aquele drama. Acresce a isso outro facto que a série não menciona: muitos dos ex-colonos foram recolocados nas empresas e serviços (congéneres) que ocupavam anteriormente - devido às suas habilitações, experiência ou vínculo laboral (quem contesta?) -, com prioridade sobre os restantes trabalhadores nacionais, o que determinou a perda ou a falta de oportunidade de emprego para os que cá estavam. O que está longe de ser um mero pormenor...  

Assim, o argumento tem falhas no contexto e mentalidade da época (para não dizer que é faccioso!), mas a interpretação das personagens é boa (fora um ou outro over-acting, especialmente em cenas violentas),  os cenários e figurinos de roupa e maquilhagem apropriados e as sequências reais valem a pena (re)lembrar.  Ou seja, apesar de opiniões tão contraditórias, vou seguindo com algum interesse. E as músicas... continuo a gostar de ouvir! Como esta "A Noite Passada", de Sérgio Godinho


Imagem da net.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SÉRIES INTEMPORAIS?

Na sua edição de 23 de março, o semanário "Expresso" publicou um artigo intitulado "50 séries que toda a gente deve ver", numa seleção realizada pelo críticos da "casa", declaradamente subjetiva (como só pode ser), seguindo critérios que "deram ênfase à qualidade cinematográfica, à originalidade dos argumentos, ao brilhantismo das interpretações, à capacidade de mudar a forma como se vê televisão e ao impacto provocado junto ao público".

Embora nos últimos anos não siga muito a programação televisiva - uma vez que não há tempo para tudo, tornei-me mais seletiva - na minha modesta opinião, e em relação às séries de comédia, a memória dos críticos foi fracota. OK, é possível que não seja coincidente e atualmente  algumas estejam um pouco "datadas", mas ninguém me tira as gargalhadas que dei com estas (em que só uma consta na lista do jornal):  

Seinfeld

Allô, Allô!

Viver no campo

Fawlty Towers

Cheers - Aquele bar

Black Adder

Soap

Alguém se lembra de cada uma delas ou é só o meu sentido de humor que está desfasado com o dos críticos do semanário? E já agora, quais foram as vossas séries de comédia preferidas?

ADENDA a 5 de abril de 3013  - todas as legendas a azul; obrigada a todos pela participação, e parabéns à Papoila, que identificou e nomeou todas as séries.

Imagens da net. (o que logicamente dá lugar a pesquisas, mas não é essa a questão...)

quinta-feira, 22 de março de 2012

ONCE UPON A TIME...

"Era uma vez..." é o título desta série realizada pela ABC e que passa atualmente no AXN - às sextas-feiras, às 21 horas e 30 minutos, com várias repetições posteriores noutros horários.

Como alguns saberão, detesto filmes, séries ou livros que incluam vampiros, lobisomens, fantasmas, monstros, ETs, zombies e personagens afins, salvo raríssimas exceções - sendo o "ET" de Spielberg uma delas. Mas sou e sempre fui vidrada em contos infantis: aí todo o monstro, dragão ou bicho-papão tem cabimento! Ora neste caso é mesmo disso que se trata...

A história gira em torno da "Branca de Neve" e de outros contos infantis como "A Gata Borralheira", "Hansel e Gretel", "O Génio da Lâmpada", "A Bela Adormecida" e outros que tais, numa adaptação bem livre. Tão livre, que decorre em dois tempos - os imemoriais dos tempos de fadas, bruxas e feitiços e o atual, na pequena cidade de Storybrooke, onde as personagens estão aprisionadas no tempo sem poderem sair do local e sem se lembrarem de quem são, via uma maldição que a bruxa má lançou de modo a acabar com os finais felizes. E de vingança em relação ao alvo de todos os seus ódios: a própria Branca de Neve!

Henry Mills (Jared Gilmore), um rapazinho de 10 anos, vai a Boston para encontrar Emma Swan (Jennifer Morrison) no dia do seu 28º aniversário. Ele acredita ser o filho que ela deu para adoção ainda muito jovem e diz-lhe que ela é a única que pode livrar a cidade onde vive daquela maldição que não permite que as pessoas sejam felizes. A  sua mãe adotiva, Regina Mills (Lana Parrilla) é a própria rainha má do livro de histórias que o acompanha, a mulher mais poderosa da cidade, que ocupa o cargo de presidente da câmara. Por seu turno, Emma, que nunca conheceu os seus pais e teve uma infância infeliz em vários orfanatos e famílias de acolhimento, tem a capacidade de discernir quando lhe mentem. Mesmo assim, e embora perceba que Henry é realmente seu filho, acredita que este tem uma imaginação prodigiosa motivada pelas histórias de encantar e leva-o de volta à cidade de onde veio e à sua mãe adotiva. E aí decide ficar por lá durante alguns dias, porque esta lhe parece algo estranha.

Alternando entre presente e passado, aventuras de príncipes e princesas em florestas mágicas e castelos de sonho ou de gente comum no dia a dia de uma cidade, mas com semelhanças evidentes com as personagens dos contos infantis, cabe a quem vê ir descobrindo quem é quem, por detrás das aparências e dos feitiços...  

Este é o mote da série, cujo trailer promocional podem ver aqui:  



Num total de 22 episódios, a exibição no canal  AXN já vai no 11º. Calhou ver o 8º e o 9º, que me entusiasmaram, mas é sempre uma chatice começar a ver uma série quase a meio. Coincidiu que entretanto pedíssemos para alterar o sistema para o MEO fibra - que fica mais barato que o anterior - e que este desse a possibilidade de rever os primeiros episódios de algumas séries, como esta.

Ainda não vi todos, mas estou a ADORAR! Muito gosto eu de histórias da carochinha... (se bem que, até ao momento, esta não faça parte do argumento!)

Imagem da net.

quarta-feira, 14 de março de 2012

DOWNTON ABBEY

Séries que retratam a sociedade inglesa do início do século passado já provaram ser fórmula que funciona em televisão: "A Família Forsyte", em 1967, ou "A Família Bellamy", entre 1971 e 1975, com continuação em 2010 (que não sei se passou por cá), tiveram um enorme sucesso na época!

Há poucas semanas a SIC estreou uma nova série do género. Enfim, estreou é como quem diz, que a primeira parte da série já passou num canal cabo, não sei qual, daí que me tenham alertado para a sua nova exibição e para a grande qualidade da série da ITV, tão ao meu gosto! "Downton Abbey", à semelhança das suas antecessoras, conta-nos a história por dois prismas - dos nobres que residem na grandiosa mansão e da criadagem que a serve e que conhece os seus segredos mais íntimos. E onde, inevitavelmente, despontam paixões e conflitos, amores e intrigas e uma sucessão de acontecimentos que nos prendem agarrados ao ecrã.

Por motivos que se prendem com o direito sucessório inglês da altura, lord Crawley tem de deixar a sua imensa propriedade a um herdeiro masculino, mas ele só tem três filhas. Quando o seu herdeiro morre no naufrágio do Titanic, ele descobre que na linha da sucessão segue-se Mattthew Crawley, um jovem primo afastado, que é advogado em Manchester. A condessa, mãe do lord, a sua mulher e a filha mais velha desaprovam totalmente os termos do testamento e tentam encontrar um advogado que tome conta do caso, o que todos recusam. Por sua vez, dado o grande apreço que tem pela propriedade que salvou da ruína, o próprio lord aceita sem grandes rebuços os termos testamentais, convidando o seu sucessor a mudar-se para a região e ficar mais a par da sua gestão, o que este aceita. As mulheres da família vêm a chegada deste e da sua mãe com alguma má vontade, mas têm também a grande esperança que o primo se case com uma das donzelas. Quer dizer, todas menos Mary, a filha mais velha, que em princípio seria a eleita por ser a mais lesada com o testamento... e, aparentemente, também a preferida do causídico.

Entretanto na cozinha e nos aposentos da criadagem também se adivinham algumas intrigas amorosas entre os serviçais, uns calados por timidez ou complexos, outros que nitidamente estão a bater na porta errada e ainda outros que apenas se entretêm com mexericos. Ainda só vai no terceiro episódio - suponho que são 18 já exibidos na televisão britânica e uma terceira temporada ainda em filmagens - mas certo é que a série promete. Muito! 

Vejam o trailer:


Maggie Smith, Elizabeth McGovern e Jim Carter são algumas das caras mais conhecidas do público português, mas os atores mais jovens também contribuem com o seu vibrante e insuspeito talento para abrilhantar um argumento já de si muito bom, de Julian Fellowes. Love it!

Imagem da net.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ÀS QUINTAS... POIROT!

Não costumo perder, em direto ou gravado! A reposição dos episódios da série "Poirot" passa na RTP Memória todas as quintas-feiras (por volta das 22h30m) e  repete às sextas, desta vez lá para a 1 da manhã. Dois episódios, com cerca de 50 minutos cada, esporadicamente o segundo sendo continuação do primeiro.

Para que não restem dúvidas, os policiais de Agatha Christie são, de longe, muito superiores à série, que nem sempre os segue à risca, talvez até devido ao limite da metragem. Por vezes até entediam ligeiramente, cingindo-se à ação principal e aos tiques do detetive belga. Mas David Suchet compõe o Poirot  mais credível que já vi - uma figura caricata num ambiente muito próximo ao criado pela escritora, a maior parte deles desenrolados numa Inglaterra preconceituosa e conservadora, no seio de uma elite social meio decadente, dos anos 30/40/50 do século passado. Ou seja, geralmente, os traços primordiais do enredo estão retratados...

Ontem, tive a primeira grande desilusão! Encaixaram Poirot (à força?!) num livro onde não marca presença, adulteraram o enredo com cortes nas personagens e a inventar outras tantas, que, se não fosse a semelhança dos crimes e do modus operandi do criminoso, diria que me faltava ler esse! Ora a "tia" Agatha nunca se repetiu, embora as motivações humanas para cometer um crime possam ser quase sempre as mesmas - desespero, ganância, amor ou ódio e por aí adiante (mas não muitas mais). Pior é que, alterando o raciocínio lógico da autora, perdeu-se o sentido do argumento em si, nem sequer deu para perceber o porquê de enfiarem para lá uma revolução sul-americana pelo meio, mudarem de criminoso e, consequentemente, os seus objetivos. Resumindo: um fiasco!

BOM FIM DE SEMANA PARA TOD@S!
(sem fiascos, claro!)

ADENDA A 26/11/2011: o episódio intitula-se "The Yellow Iris" e descobri agora que foi baseado num folhetim radiofónico de 1937 da escritora, que não obteve grande sucesso; nunca foi publicado e tinha como ponto de partida um outro conto, mas posteriormente Agatha Christie desenvolveu a história e publicaria "Sparkling Cyanide" (entre nós, intitulado "À Saúde... da Morte" ou "Um Brinde à Morte") em 1945; portanto, fica o esclarecimento que os argumentistas da série britânica não alteraram deliberadamente o argumento, apenas se basearam no folhetim radiofónico - o que não invalida que o livro tenha um enredo mais bem conseguido.

Imagem da net.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

UNS MENTEM, OUTROS MORREM

As séries policiais norte-americanas - "CSI" (a original ou as outras duas), "Mentes Criminosas", "Casos Arquivados", entre outras - começaram a fastidiar-me já há algum tempo, dada a inverosimilhança de argumentos que, de tão rebuscados, raiam a patetice pura e simples. 
Quer dizer, um dia o vizinho de cima deixa cair um vaso da sua varanda, que por sinal acerta na cabeça do de baixo, ninguém repara, mas o culpado dessa morte acidental trata de limpar a cena meticulosamente e de luvas providencialmente à mão, descarta-se do cadáver como se nunca tivesse feito outra coisa na vida e quase se safa, não fosse por um cabelinho minúsculo ter caído no local, avaliado à lupa por peritos investigadores, que em menos de 3 tempos (ou seja, quase no final do episódio!) chegam à conclusão que esteve envolvido no caso. Nada a declarar, a não ser que é um tédio assistir sempre a mais do mesmo!
Em contrapartida, Ruth Rendell continua a fascinar-me, revelando ao longo das suas páginas o que há de mais sórdido na natureza humana, traçando perfis seguros das suas personagens e respectivas contradições.
A acção deste policial decorre lá para os inícios dos anos 70 (foi publicado em 1973), durante um festival pop numa pequena localidade inglesa, que movimenta a juventude e contraria grande parte da população residente. E tudo parecia correr ao gosto dos jovens, até que um casal de estudantes apaixonados se refugia numa pedreira dos arredores para trocar "carinhos", longe de olhares indiscretos, e encontra o corpo sem vida de Dawn. Uma rapariga lá da terra a viver em Londres, tida como mentirosa compulsiva...
Muito bom, para não variar, com o surpreendente final já habitual na escritora!

Post-scriptum - este já comprei na Feira do Livro de Portimão, que, para quem não lembrar e estiver de férias pelo Algarve, só encerrará "a tenda" lá para dia 21 de Agosto.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A PEDIDO...

1 - Johnny Whitaker - "As Aventuras de Tom Sawyer", de Mark Twain
... de várias famílias... OK, de poucas... bom, nem tanto assim (cóf, cóf)... só de uma Nina, segue um desafio para adivinharem: 

2 - Elizabeth Savalla - "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado
À partida, alguém se lembra do nome de todos estes actores e actrizes?

3 - Renée Zellweger - "O Diário de Bridget Jones", de Helen Fielding
Estão todos a modos que misturados, sendo de épocas completamente diferentes, alguns mais fáceis que outros, pois ainda andam por aí pelos ecrãs de cinema ou TV.

4 - Julie Christie - "Doutor Jivago", de Boris Pasternak
Mas não é só isso que têm em comum.

 5 - João Perry e Nicolau Breyner - "Crónica dos Bons Malandros", de Mário Zambujal
Já adivinharam que mais?

6 - Julie Harris - "A Leste do Paraíso", de John Steinbeck
Pronto, é isso mesmo...

7 - Liam Neeson - "Os Miseráveis", de Victor Hugo
... todos os filmes/séries/telenovelas tiveram origem num livro. Portanto há que acrescentar o título do livro e o nome do seu autor! 
Boas pesquisas e divirtam-se!

Imagens da net.

ADENDA A 14/04:  Parabéns à Ematejoca e à Maria, que adivinharam quase todos e obrigada a todos os restantes por terem participado - quase todos unânimes na "Gabriela". As legendas correctas acrescentadas a azul.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ESCUTEM COM MUITA ATENÇÃO!


Só vou dizer isto uma vez! Tal como ela...



BOOOM FIM DE SEMAAAAANA!!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

ORGULHO E PRECONCEITO

Imagem da BBC, com Colin Firth e Jennifer Ehle como protagonistas da mini-série "Orgulho e Preconceito", adaptada do romance de Jane Austen por Andrew Davies e realizada por Simon Langton, em 1995.

Jane Austen é uma paixão da minha adolescência! Primeiro, porque em casa da minha avó, durante umas férias grandes, encontrei o "Parque de Mansfield" numa das prateleiras da estante e li-o de rajada. Mais tarde, numa Feira do Livro - e desse assunto nem vale a pena falar agora, até ver onde páram as "modas" - o meu pai ofereceu-me "Orgulho e Preconceito" numa edição de bolso da Europa-América (nº 115). Que é, foi e será um dos grandes romances que li (e reli)!

A escritora teve uma vida curta e pacata, circunscrita à região Sul de Inglaterra, numa época de muitas convulsões europeias: Revolução Francesa, guerras e invasões várias. Mas o que ela retrata nos seus seis livros resume-se à sociedade inglesa rural onde sempre viveu, mesmo que com uma breve incursão por Bath. Com ironia e espírito crítico q.b.!

"É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro na posse de uma bela fortuna necessita de uma esposa." - reza a primeira frase do livro.

Também é uma verdade universalmente aceite pelas meninas de hoje que tantos fanicos do mulherio, bailes estupendos em mansões aristocráticas e casamentos por conveniência não se enquadram no dia a dia de cada uma, quase dois séculos depois. Tem de ser lido (ou visto) com a "visão" de 1813...

O romantismo perpassa nas entrelinhas, sem cenas "calientes", nem beijos hollywoodescos a apimentar. Um amor simples e suave, que as personagens pretendem negar. Esta série é a mais fiel ao enredo - se bem que tenha um mergulho no lago a mais...

Sendo este o 200º post cá do "canto" (dois não contam muito por serem meramente experimentais, mas pronto), adorei dedicá-lo a este grande romance! Sem orgulhos, nem preconceitos...

Só de paixão!!!