Uma menina lourinha foi encontrada a viver junto de uma família cigana grega. A polícia deteve os pretensos progenitores sobre a acusação de rapto e os órgãos de comunicação social ventilaram o caso até à exaustão. O casal de ciganos acabou por declarar que a criança lhes tinha sido dada para criar por uma mulher búlgara.
Feitos testes de ADN, confirma~se que a pequena Maria é filha dessa búlgara, também de etnia cigana, que na altura do parto se encontrava na Grécia, já mãe de 10 filhos, pelo que entregou a recém nascida ao casal. Agora a grande questão das autoridades é se a menina foi dada ou vendida - nesta última hipótese, os pais búlgaros podem incorrer numa pena de prisão. Tanto quanto se sabe, ambas as famílias são miseráveis e têm uma grande prole... Pagar com quê? Um prato de sopa ou uma carcaça pode ser considerado pagamento?
Entretanto, Maria foi entregue a uma instituição e os exames médicos a que foi sujeita não revelaram abusos físicos ou psicológicos... Por seu turno, os pais adotivos gregos continuam sobre prisão preventiva, pois as autoridades pretendem investigar a paternidade das outras crianças. É impressão minha ou toda esta história está mal contada desde o início e é baseada sobretudo em preconceitos rácicos? Antes de qualquer julgamento, já os mídia os apelidavam de raptores...
BOM FIM DE SEMANA!




