terça-feira, 4 de outubro de 2011

AGATHA CHRISTIE, EM LIVRO DUPLO

"À Saúde da... Morte" e "Poirot o Teatro e o Crime" são os dois livros que constam no nº 23 da Coleção Vampiro Gigante - dedicada a Agatha Christie, num total de 40 volumes e 80 títulos - a qual se perfila orgulhosamente na minha estante, à exceção de dois dos últimos números (34 e 38) que nunca consegui adquirir. Para grande desgosto meu!
Acontece que estes livros foram publicados entre 1977 e 1984, que fui lendo à medida que saiam, certo é que fui esquecendo algumas histórias, de modo que é um prazer relê-las!
"À Saúde da... Morte" centra-se no aparente suicídio de Rosemary, uma bela e rica herdeira, durante o seu jantar de aniversário, comemorado num chique restaurante londrino perante o marido, a irmã e um grupo restrito de amigos. Quando uns meses após da sua morte o marido começa a receber cartas anónimas denunciando que "Sua mulher, Rosemary, não se matou. Foi assassinada.", ele próprio começa a desconfiar que possa existir alguma veracidade nessas palavras e resolve investigar. Por seu turno, Irís, irmã e herdeira da falecida, também encontra uma carta apaixonada desta para um misterioso 'Leopardo', o que a leva a pensar que desconhecia algumas facetas dela. Até que num cenário em tudo idêntico, surge um novo crime...
"- É uma coisa muito perigosa acreditar em cartas anónimas. Ficarias surpreendido com as mentiras, o ódio, o desejo de vingança que se reflectem nas cartas anónimas, depois de um acontecimento como aquele."
"No entanto alguns desses antigos santos tinham sido gente estranha quanto aos seus pontos de vista: gente intolerante, fanática, cruel para consigo própria e para com os outros."

"Poirot o Teatro e o Crime" foi o título que me levou a reler este livro duplo, pela simples razão que foi publicado recentemente e intitulado como "Sangue na Piscina" - claro que nem um nem outro têm nada a ver com o original "The Hollow"
Quando Hercule Poirot chega a casa de sir Henry e lady Lucy Angkatell, onde foi convidado para um almoço, está longe de imaginar o que se lhe depara: à beira da piscina jaz o corpo de um homem e de pé, a seu lado, uma mulher segura um revólver. Contrariado, inicialmente julga tratar-se de um cenário montado para o divertir, mas depressa descobre que a cena é bem real. O moribundo é o conceituado médico John Christows e ela, a sua própria mulher, Gerda. De todos os lados aproximam-se outros convivas e na confusão que se gera a arma acaba por cair dentro da piscina. A polícia é chamada ao local, mas depressa descobrem que as provas são contraditórias! Assim, cabe ao detetive belga esclarecer os laços que ligam todos os presentes com o morto e entre si, para lá das aparências da sociedade, para descobrir quem é o criminoso...
Se por acaso nunca mencionei aqui, uma das características da escritora é traçar perfis psicológicos das suas  personagens, com a mentalidade inerente a cada época - já que desenvolveu a sua carreira ao longo de mais de 65 anos - sem descurar as personalidades mais excêntricas... que sempre existiram!
"Ela sabe que me orgulho de ter escapado ao estigma cavalar dos meus antepassados irlandeses. Quando se cresce num meio onde se fala apenas de cavalos, uma pessoa acaba por tornar-se superior se não ligar importância ao assunto. Mas Lucy acabou por mostrar-me que eu cuido do meu carro  exactamente como de um cavalo. É de facto o que faço."
"- Mas sinto-me bem. É um alívio estar longe de mulheres gordas que teimam em caber dentro de roupas pequenas!"
Repito, muito bom reler Agatha Christie!
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PASSEIO PELA GULBENKIAN...

O ritmo era de passeio pelos jardins da Gulbenkian, embora com o fito simultâneo de ficar a par da programação das exposições de outubro: já nos tinha constado que dentro em breve vão ser exibidos no museu obras de Monet, Cézanne, Van Gogh, Picasso e Dali, entre outros grandes pintores. Certo é que recolhemos dois catálogos - da fundação Calouste Gulbenkian e a agenda cultural de Lisboa (publicação da CML) - mas só no primeiro surge o "destaque" (de duas linhas, note-se!) sobre "A Perspectiva das Coisas. A Natureza-morta na Europa (1840-1955)", a referida exposição, que terá lugar entre 21 de Outubro de 2011 e 8 de Janeiro de 2012, como podem verificar se clicarem no link, para melhor informação. Ambos os catálogos bastante confusos e pouco explícitos, daí o recurso à net!
Sobre o homem que nos deixou este magnífico legado, reza a "lenda" que o fez devido a uma galinha com molho de estragão: certo dia,  Nubar Gulbenkian (o único filho varão de Calouste) - que trabalhava para o pai sem auferir qualquer remuneração - por não poder ausentar-se da empresa para almoçar, resolveu encomendar a dita galinha para uma refeição no escritório e depois enviou a despesa para os serviços administrativos; contudo o pai recusou-se a pagar a conta, o que determinou uma zanga entre os dois e a demissão do filho, que posteriormente processou o pai em tribunal numa soma avultada, pelos anos de serviço, que acabou por ser decidida extra-judicialmente. E sim, tanto quanto se sabe, a parte do processo jurídico é verídica!
Claro que esta "lenda" não é inteiramente corroborada pelo livro oficial da fundação, intitulado "Calouste Sarkis Gulbenkian - O Homem e a sua Obra", embora evidencie que pai e filho tiveram vários desentendimentos ao longo dos anos, para além de posturas diferenciadas na vida.
Bom, mas passear nestes jardins é sempre agradável, mais ainda em mudanças de estação, quando num final de tarde de calor se adivinham os primeiros sinais de outono, na folhagem amarelecida das árvores, nos lagos serenos que as refletem, nos patos que navegam calmamente sobre as águas, enquanto o sol se prepara para desaparecer no horizonte...
Com ou sem galinha à mistura, certo é que todos temos a agradecer aos Gulbenkian (e seus representantes, na esperança que não "apaguem" exposições deste género entre oficinas infantis e espetáculos musicais, em catálogos futuros...)
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domingo, 2 de outubro de 2011

AMOR, ESTÚPIDO E LOUCO

Cal e Emily Weaver estão a acabar de jantar num restaurante, ele indeciso sobre a sobremesa, quando ela repentinamente lhe diz que quer o divórcio. Abalado pelo comunicado da mulher, quase ao fim de 25 anos de casamento, Cal fica mudo, pelo que ela tenta acrescentar algumas explicações que só o incomodam mais - ela teve um caso com um colega de trabalho! Desorientado e perdido, passa as noites num bar remoendo os seus pensamentos em voz alta, sem que ninguém lhe preste grande atenção, até que Jacob, um jovem mulherengo cheio de prosápia decide dar-lhe uns conselhos sobre como modernizar o seu visual e partir para o engate. O que ele aceita, conseguindo um sucesso considerável entre o mulherio, embora secretamente ainda mantenha alguns dos seus antigos hábitos. Entretanto, Jacob também se apaixona e a história dá uma reviravolta...
Steve Carell, Ryan Gosling e Julianne Moore interpretam os papéis principais, coadjuvados por Marisa Tomei, Kevin Bacon e alguns (muito) jovens atores nos secundários, nesta comédia romântica de Glenn Ficarra e John Regua, que se estreou recentemente em Portugal, e cujo trailer podem ver aqui:


Conquistando alguns risos e sorrisos, aqui e ali uma lagriminha ao canto do olho, aflorando algumas das contradições da "crise da meia-idade" (crises são todas más, estas não escapam à regra!), sem aprofundar demasiado, certo é que dispõe bem! O que, só por si, abre o apetite de ir ao cinema...

Imagem de cena do filme da net.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DE ACORDO!

É um facto que a polémica do "novo" acordo ortográfico já dura há mais de 20 anos, com acérrimos defensores de ambos os lados - uns com alguma razão, outros sem nenhuma!
Percebe-se perfeitamente que poetas e escritores, por exemplo, sejam dos mais ultrarradicais - afinal de contas, daqui a poucas décadas, um qualquer jovem inconsequente vai protestar: "Ca nóia, o txt tava encriptado à moda dos cotas!" 
Também se entende que os professores tenham dúvidas, especialmente em relação a ensinar, mas também a como a classificar testes escritos de uma maneira, de outra ou até de alguma mais "inventiva", para minimizar os múltiplos erros ortográficos e gramaticais que a maioria dos alunos dá (e não só!). Mas suponho que com um bocadinho de bom senso, todos chegam à conclusão que erros são erros, numa fase de mudança aceitam-se as duas maneiras de escrever, sem prejudicar os estudantes.
Agora que a população em geral se sinta muito "ofendida" com as alterações de um acordo com mais de 20 anos, repito, que tentou unificar a língua portuguesa de modo a obter maior visibilidade no mundo, com argumentos do género que "os ingleses não fizeram nenhum acordo com americanos e australianos" (e precisavam, se é a segunda mais falada, descontando a chinesa, além de toda a parafernália científica e informática  nos seus termos?),  por terem sido os portugueses a ensinar a língua por todos os cantos do planeta no século XV e XVI, portanto deveria vigorar a nossa tradição linguística - mesmo que atualmente sejamos apenas 10 milhões versus um universo de mais de 200 milhões? - ou  por "perder" a nossa origem latina? Tenham dó! E, já agora, menos preguiça, que as alterações não são assim tantas...
Toda a comunicação social já aderiu há alguns meses ao "novo" acordo ortográfico, à exceção de alguns cronistas de nomeada, certo é que não se volta atrás no tempo. A única administradora, gerente, escrevinhadora e comentadora cá de "casa" vai fazer exatamente o mesmo, a partir de outubro, com a certeza que terá algumas hesitações e lapsos de caminho... C'est la vie!!!

FIQUEM BEM! 
(com ou sem polémicas inúteis...)
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TOCA A DESENHAR!

Quase todos devem ter reparado que esta semana o acesso a alguns blogues foi dificultado com mensagens que anunciavam "perigo de vírus", que para já parece estar solucionado. Li várias versões sobre o assunto, cada uma mais estranha que a outra, pois a "praga" estendeu-se a vários simultâneamente, mas não igualmente para todos. Nem na blogosfera há democracia, ai, ai! Pronto, mas para quem souber o que realmente se passou, agradeço a informação!

Entretanto, descobri um jogo engraçado - via Fausto, é bom dizê-lo - em que podem exercitar a vossa capacidade para o desenho. Mesmo para quem não tenha grande jeito (como eu): basta conseguirem traçar uns rabiscos ao jeito do Pictionary! Demora apenas uns três minutos e sempre dá para alargar um sorriso... JOGUEM AQUI.
Sejam criativos... todos os dias!

Imagem da net.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

RAPOSAS DE FOGO

A acção de "Raposas de Fogo" ("Firefox", no original), de Joyce Carol Oates, decorre entre finais de 1952 até 1956 e relata as aventuras e desventuras de um gangue de raparigas adolescentes, em Hammond, então um dos bairros mais problemáticos de Nova York. Isto descontando que a narradora - antigo membro desse mesmo gangue - descreve as suas anotações e memórias volvidos quase 40 anos. De salientar ainda  que é um romance de ficção, enquadrado na vivência da época, mas longe de qualquer traço histórico significativo.
Confesso que, de início, não considerei o livro particularmente empolgante: um bando de miúdas adolescentes provenientes de famílias disfuncionais, que resolvem reunir-se para se protegerem umas às outras - alvo fácil de chacotas e abusos de toda a espécie - e que, aos poucos, vão percebendo o poder que têm nas mãos, quando se vingam dos seus agressores?  Enfim, não é exactamente a minha praia.
A carismática Pernas (Margaret Ann Sadovsky, de seu nome de nascença), orfã de mãe e filha de um pai que preferia não ter, tem um ascendente enorme sobre algumas das suas companheiras de escola mais infelizes, sempre guiada pelos ensinamentos que um velho padre alcoólico e marxista lhe inculcou. Maddy (a narradora), Goldie, Lana e Rita alinham na primeira fila, mas posteriormente várias outras jovens se juntam ao gangue. Contudo, torna-se imediatamente previsível que de vítimas se vão transformar em agressoras, sem limites de qualquer lei, apenas cingindo-se às regras mutáveis e indefinidas da sua própria irmandade...
367 páginas muito repetitivas, com as agitadas raparigas sempre a exaltarem as "raposas de fogo" (denominação que escolheram para o grupo), perpassando a ideia de "Robin dos Bosques": castigar os ricos "capitalistas" e proteger os pobres e mais frágeis. Sendo que os homens também pertencem (quase) todos ao "inimigo", na perspectiva de Pernas.
De assinalar que a prolífica autora recebeu vários prémios literários - entre eles o National Book Award - e foi indicada para outros como o Pulitzer de ficção, que não chegou a ganhar, mas nenhum deles devido a este livro, escrito em 1993. Como exemplar único que li da escritora (sem termos de comparação), os longos parágrafos quase sem vírgulas, diversas contradições, cenas pouco compreensíveis ou até uma ou outra troca de personagens (não fui a única a aperceber-me do "pormenor", no Clube de Leitura!), deram-me a sensação de um livro escrito "à pressa", para cumprir qualquer prazo editorial...
Acrescento ainda que houve quem gostasse. Muito! Pessoalmente suponho que, para uma escritora tão premiada, esta não deverá ser a melhor escolha para começar!
CITAÇÕES:
"Sabia-se que as instalações prisionais eram propositadamente construídas no campo para dificultar o acesso às visitas. Às pessoas demasiado pobres para possuírem carro, por exemplo. E naturalmente não passavam por ali autocarros. Red Bank estava entre nada e nenhures, demasiado pequena para que lhe chamassem cidade, apenas um aglomerado de casas no sopé das montanhas Chautauqua."
"A pessoa de quem se gosta mais, aquela com quem partilhamos o mundo. Quando esta pessoa desaparece o mundo permanece mas não é a mesma coisa, está afastado."

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A próxima sessão do Clube de Leitura foi agendada para dia 12 de Novembro, com o livro "Invisível", de Paul Auster.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

À PESCA...

Quadro de Winslow Homer (1836 - 1910)
Ah, nem imaginam o que me ri com o último episódio do concurso "Masterchef", da RTP, que sigo atentamente, com a curiosidade de uma cozinheira "de trazer por casa". Então os 6 finalistas lá seguiam, todos contentes e satisfeitos, para uma prova de... pesca! De cana, linha e anzol, no mar de Sesimbra, para pescarem o peixe que iriam cozinhar de seguida. Sem demonstrarem estar "à beira de um ataque de nervos", como se pescar fosse tarefa fácil, ao alcance de qualquer um!
Isto quando o Sol já ia alto (deve ser por acaso que alguns maduros gostam de pescar de madrugada, ou então serão insónias...) e todos em amena cavaqueira, nada preocupados com a eventualidade de não pescarem nada para apresentar no tacho.
Depressa entendi o porquê! Mesmo que "apressando" as imagens, como convém nestes programas televisivos, para não saturar os espectadores com compassos de espera, as linhas começaram logo a abanar e era ver a alegria com que cada concorrente sacava um peixão do mar. O chato é que os peixes - todos pertencentes ao mesmo cardume e mais ou menos do mesmo tamanho - não corresponderam ao entusiasmo dos pescadores e, coitados, lá saíram hirtos e tesos (que nem um carapau?) das águas, como se tivessem passado as últimas horas de vida acamados em gelo...
Ah, e claro, para adivinhar só quem será o autor do quadro! (com ou sem "batotas", ao gosto de cada um, já que não é nada fácil - ou, pelo menos, eu não conhecia o pintor!)

ADITAMENTO a 27/09/2011 - legenda do quadro.
Imagem da net.

domingo, 25 de setembro de 2011

VICKY CRISTINA BARCELONA

Há uma peça de Shakespeare intitulada "Muito Barulho Por Nada", que nunca vi em palco, mas em que essencialmente... não se passa nada! Ou, pelo menos, nada de muito relevante! Ora este filme de Woody Allen segue na mesma onda... 
Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) vão passar dois meses de Verão a Barcelona, em casa de uma parente afastada (e abastada) da primeira, com diferentes intuitos - Vicky vai estudar a cultura catalã e Cristina anda em busca da sua vocação. As duas amigas não podiam ser mais diferentes: Vicky tem o seu futuro todo planeado, que inclui acabar os seus estudos e o casamento com Doug,que ela acredita dar-lhe segurança e estabilidade; Cristina, por seu turno, vive o momento e está muito mais aberta a aventuras amorosas. Entretanto, conhecem o pintor Juan Antonio (Javier Bardem), recentemente envolvido no escandaloso divórcio com a  impetuosa Maria Elena (Penelope Cruz), que as convida para um fim de semana em Oviedo. Contrariada, Vicky acompanha a amiga e o espanhol nessa viagem, mas uma indisposição gástrica impede Cristina de sair da cama, enquanto os seus companheiros passeiam pela cidade. Quando, mais tarde, Cristina vai viver com o pintor, a situação parece resolvida, até que Juan Antonio vai buscar Maria Elena ao hospital, depois desta tentar suicidar-se, e regressa com ela a casa! Pois...
Sem dúvida que é um filme divertido, mexendo e remexendo com conceitos e preconceitos, mas, dois dias depois, alguém se lembra exactamente das voltas e reviravoltas do argumento? Pois...


Claro que o elenco é de primeira e a  actuação de todos 5 *****! Mas chega para ser o filme da vida de alguém?! Pois...

Imagem da net.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OS OLHOS TAMBÉM COMEM

Pelo menos é o que diz o povo. Mas quem não concorda ao ver estas autênticas obras de arte - que provavelmente nem serão muito comestíveis - que funcionam como imã para a nossa vista?
A tradição oriental de esculpir frutos é antiga, a sua divulgação pelo mundo mais recente, mas um pouco por toda a parte surgem artistas que se propõem elaborar estas peças para decoração de mesas em festas de  índole variada.

A melancia, derivado às suas cores contrastantes de verde, branco e vermelho (ou mais rosado) e à sua casca mais lisa é a fruta mais usada nestas esculturas artísticas, existindo até concursos para divulgar a perícia dos escultores. Principalmente na China, onde se supõe que nasceu esta arte, mas também no Japão, Tailândia e até em algumas escolas de hotelaria e culinária espalhadas por todos os cantos do planeta.

O melão e a meloa,

bem como o ananás, as diversas espécies de abóbora e até o mamão/papaia e outros frutos de maior porte são a base preferencial destes trabalhos esculturais, possivelmente também devido à sua consistência. 

Claro que também existem conjugações de vários frutos (e legumes) numa mesma peça, que multiplicam o seu colorido e permitem moldar "bonecos" 3D e não apenas em relevo.

As temáticas coadunam-se a todos os géneros - como está patente nas fotografias escolhidas - porque é evidente que estes trabalhos são pagos e tanto podem ser encomendados para um copo d'água, como para qualquer outro jantar, festa ou cerimónia que o freguês pretenda celebrar.

Talento, criatividade e imaginação não faltam a estes artistas, coragem para trincar estas pequenas obras primas efémeras é que pode falhar - mesmo neste modesto patinho de maçã...
UM SABOROSO FIM DE SEMANA OUTONAL PARA TODOS!

Imagens da net.