quarta-feira, 30 de junho de 2010

NUMEROLOGIA

A ciência ainda tem muita coisa para explicar, em face de esoterismos ou das ditas "ciências ocultas" ainda mais.

Ontem à tarde, antes do jogo com a Espanha (note-se!) recebi um mail explicativo do campeonato mundial, através da numerologia.  Para os crentes nessa "ciência", o número de ouro é o 3964. Porquê? Porque o Brasil, a Argentina e a Alemanha somaram vitórias nos anos que perfaziam esse número:

Brasil - 1970 + 1994 = 3964
Brasil - 2002 + 1962 = 3964
Argentina - 1978 + 1986 = 3964
Alemanha - 1990 + 1974 = 3964

Então e pode-se saber quem vai ser o vencedor do campeonato a decorrer na África do Sul, segundo a numerologia? Claro, basta diminuir:

3964 - 2010 = 1954
Quem ganhou nesse ano? A Alemanha!

Mas pronto, agora basta esperarmos sentados até dia 11 de Julho (eventualmente antes) para verificar a base "científica" desta previsão. Acredito? Nem por isso! Embora sejam todas grandes equipas, a teoria parece ter algumas falhas, nomeadamente se juntarmos anos que não perfazem o tal número. E mais, ainda ficávamos com o fado de nunca conseguir ganhar... tal como todas as restantes que nunca levaram a taça para "casa"! Ai, ai...

Imagem da net.

terça-feira, 29 de junho de 2010

MEIA HORA PARA MUDAR A MINHA VIDA

"Desde criança que o Sr. Vicente Mascarenhas sonhava com o teatro.
O pai ainda tinha tentado tirar-lhe esse «vício» do corpo.
- Olha que não é a fazeres de palhaço que ganhas a vida! - repetia-lhe muitas vezes.
- Por acaso há palhaços que ganham muito bem a sua vidinha - murmurava às vezes o avô, que vivia com eles."

Ainda jovem recém-casado e com a fortuna que herdara do avô veio conhecer a cidade, donde nunca mais saiu, dando asas ao seu sonho: encontrou um casarão com quintal no meio de um bairro popular e ali mesmo colocou em cena uma peça de Gil Vicente - "O Auto da Feira" - que foi muito bem recebida pela vizinhança. A casa passou a ser conhecida por Feira, em homenagem a essa estreia e os actores amadores chamados pelos nomes das personagens que interpretavam no palco. É lá que nasce Branca-a-Brava, quando a mãe (que representa o papel) entra em trabalho de parto durante a actuação, aplaudida no final por um público que mais não ouve que as deambulações por trás da cortina, entretanto encerrada.

Em "Meia Hora Para Mudar a Minha Vida" Alice Vieira retrata a vivência de  alguns grupos de Teatro amador que, com esforço e perseverança, conseguem colocar em cena obras teatrais a cair no esquecimento do povo. 153 páginas que se lêem num ápice e das quais gostei imenso, mesmo que  eventualmente enquadradas numa literatura dita juvenil. (para ser franca, até me comovi em alguns capítulos, mas não vou explicar porquê, quem quiser que leia...)  
Por falar em Teatro amador e em Gil Vicente, ontem assisti a uma peça intitulada "As Mulheres Vicentinas", num auditório da Igreja da Portela, escrita e encenada por professoras do Instituto de Odivelas e protagonizada pelas alunas do 9º ano. Afinal, o "pai do teatro português" continua igual a si próprio e intemporal, quase 500 anos após a sua morte...


 Parabéns a todas as participantes, miúdas e graúdas!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

VOLUNTÁRIOS À FORÇA!

Cada vez mais preocupada com uma situação que se arrasta neste país (e não só!) pelo menos há uma década: a redução de pessoal nas empresas significou trabalho extra para os restantes, muitas vezes ao ponto de terem pouco tempo para a família, descansar ou manter os seus hobbies. Com receio de perder o emprego - que todos nós sabemos que não está fácil e não é de agora - acatam todas as exigências do patronato, sem horários de trabalho (das 6 da manhã às 11 da noite?! OK!), por vezes quase sem férias, nem por isso com melhor remuneração ou reconhecimento...

Já vi este filme acabar mal ou de vez e nem sequer estou a referir divórcios, que isso é o menos! O stress associado a toda esta dinâmica é absolutamente arrepiante, a incompatibilidade para gerir as situações que não sejam de trabalho avolumam-se. Ensanduichados já se sabe, mas quando passa a 3D e os próprios nem se apercebem que estão a ser escravizados, há alguma coisa que se possa fazer?

Imagem da net.

sábado, 26 de junho de 2010

BONS VENTOS...

O futebol acaba por espelhar bem os sentimentos contraditórios dos portugueses, em várias nuances que transcendem o próprio esférico a rolar nos relvados: uns pessimistas em demasia, outros optimistas até mais não...

O que me aborrece nos malucos da bola, assim numa contagem superficial, é que dos 10 milhões de portugueses que vivem no país, cerca de 6 são treinadores de bancada... ou do sofá lá da casa deles! Todos têm palpites e recriminações a fazer aos jogadores, treinadores, dirigentes desportivos, por vezes até às equipas médicas que os acompanham. Nos clubes de cada um ou na selecção, tanto faz, toda essa malta tem a convicção firme e inabalável que fazia melhor!

Pertenço à outra equipa, que apoia sempre o Benfica, a selecção ou os outros clubes nacionais em jogos internacionais, sem criticar jogadores ou treinadores, independentemente dos resultados. Mas isso deve ser por perceber pouco de bola, sei que os resultados contam! Irrita-me imenso que, conforme os golos, alguns passem de bestas a bestiais, ou vice-versa. E ainda mais que se dê tanto tempo de antena a divagações dessas, que mudam consoante o vento...


Que continuem os bons ventos para a nossa selecção e para todos nós este fim de semana!!!
(com um grande aplauso para Carlos Queirós e toda a equipa que escolheu, que aos oitavos de final de um campeonato mundial foi apenas a terceira vez...)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MAFALDINHA... SEMPRE ACTUAL!

Quino, aliás Joaquín Salvador Lavado, dispensa apresentações, mas não deixa de ser curioso como as suas vinhetas da pequena contestatária -  escritas entre 1964 e 1973 - continuam a manter-se actuais...

Imagem obtida no Facebook.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ESCOLHAM OS FERIADOS!

Fotografia de Ian Britton

Calha sempre bem, em pleno campeonato mundial de futebol, que apareçam umas deputadas a trabalhar afincadamente na Assembleia da República em prol do aumento de produtividade nacional. Com soluções simples, como a de cortar quatro feriados nacionais, num total de 13 (será que dá azar?), fora o de cada município. E deram as suas próprias sugestões sobre os que deviam ser banidos, que não vêm agora ao caso.

Como vivemos numa sociedade livre, todos nós podemos dar os nossos próprios palpites, portanto escolham neste calendário do próximo ano os menos significativos para cada um (o Domingo de Páscoa e o municipal não contam para o efeito):

1 de Janeiro - Ano Novo
8 de Março - Carnaval
22 de Abril - Sexta Feira Santa
25 de Abril - Dia da Liberdade
1 de Maio - Dia do Trabalhador
10 de Junho - Dia de Portugal
23 de Junho - Corpo de Deus
15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora
5 de Outubro - Implantação da República
1 de Novembro - Todos os Santos
1 de Dezembro - Restauração da Independência
8 de Dezembro - Imaculada Conceição
25 de Dezembro - Natal

Com a enxurrada de notícias futebolísticas - os que adoram futebol só vêem essas, os restantes não têm pachorra para aturar tanta futebolada e deixam de assistir aos noticiários televisivos - resta a dúvida se a proposta foi rejeitada, aprovada ou ainda está em discussão. Mas não sonhei com ladrões (de feriados), li, vi  e ouvi em vários locais, nomeadamente aqui. Mas também, se bem me lembro, a queda do cavaquismo começou quando Cavaco Silva - homem alegre, espirituoso e brincalhão - decidiu acabar com o Carnaval por decreto! 

Mas fiquem à-vontade nas vossas decisões, que cá por mim não quero influenciar ninguém...

terça-feira, 22 de junho de 2010

A ESTRADA

O filhote elogiou tanto o filme "A Estrada" - "The Road", no título original - a ponto de pretender ler o livro de Cormac McCarthy (que venceu o prémio Pulitzer), que me convenceu a ver o DVD. Não devia ter suspeitado ao ver esta capa (fotografia da net), no mínimo, bastante elucidativa?  

Reinava a boa disposição depois da goleada de Portugal - nem costumo assistir a jogos de futebol, mas ontem vi a segunda parte quase toda - confesso que nem prestei grande atenção! Resultado: 107 minutos em constantes sobressaltos, num mundo atingido por uma catástrofe natural, em que pai e filho empreendem uma jornada em busca de comida e em luta pela sobrevivência, num planeta onde a vida animal e vegetal está moribunda. Para piorar ainda mais o quadro, a maioria dos humanos resistentes anda pela estrada em bandos armados, dedicando-se à prática do canibalismo, os restantes tentando fugir desse triste e sangrento destino...

A realização de John Hillcoat parece-me ter algumas falhas, nomeadamente o trailer explica melhor a catástrofe que deu origem a tamanho desespero:



Muito deprimente, nem entendi muito bem o final, eventualmente o livro será mais esclarecedor. Fica a sugestão para quem apreciar este género de thriller... de quase terror!

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PARABÉNS, MOYLE!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O MUNDO É PEQUENO?

O convite aos antigos alunos partiu do actual director do Liceu/Escola Secundária D. Pedro V,  via Facebook: visitar as instalações recentemente remodeladas e participar num almoço de convívio. Confirmei a minha presença atempadamente, como não poderia deixar de ser, mas estranhei não obter resposta (depois viria a entender porquê). Aí lá fui bisbilhotar para a página do convite facebookiano, para verificar se seria caso único e descubro alguém com a mesma dúvida. Reparo no nome e penso com os meus botões: "Tive uma colega com este nome!" Depois olho para a foto e ia tendo um baque: "Mas eu conheço esta Teresa da blogosfera!!!" E não é que a antiga colega (do ciclo e do liceu) e a bloguista era a mesmíssima pessoa?! Claro que no meio de cerca de 150 pessoas nos reconhecemos imediatamente!

Estes encontros têm sempre cenas caricatas, afirmava uma amiga da primária que também encontrei por lá: "A minha turma fez um jantar aqui há uns anos, o meu marido levou-me ao restaurante que não sabíamos bem onde era, às tantas disse 'deve ser ali, onde estão aqueles velhos todos!' E não é que era mesmo?" Risota. Em frente ao portão onde a malta se reuniu toca o telemóvel de uma, era outra a perguntar onde ela estava: "Já cá estou!" e foi audível o "eu também" da outra, ambas concentradas no telelé e toda a gente a rir, que estavam a 5 passos de distância "daquele abraço"! Uma professora de Filosofia presente "reconheceu-me", com a certeza que tinha sido aluna dela, que nunca fui. A um colega muito mais despistado (e atrasado) tiveram de o ir buscar, perdendo-se lá dentro e já sem se lembrar onde era a sala de convívio...

Inevitável também foram algumas notícias sobre a morte de vários professores, o que não é para admirar, tendo em conta que a maioria dos participantes frequentou o Liceu na década de 70 e alguns já não eram jovens. O nosso Joãozinho "da voz doce" ainda é vivo, mas infelizmente está doente, não pôde participar.

Apesar destes pesares adorei abraçar antigas amigas (mais elas que eles, mais "desaparecidos" nestas ocasiões, mas também mais irreconhecíveis), que o tempo se encarregou de afastar por percursos diferentes...

(sobre as obras, e como leiga, só acrescento que algumas me pareceram fundamentais e funcionais, outras entristeceram-me bastante: mais betão e menos verde, resumidamente!)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

(A)TRAPALHADA!

Apetecia-me alterar as cores do blog, mas descobri que o processo complicou! Não é porque não goste delas, mas de vez em quando apetece mudar e com esta inovação do "Design" e "Gerar Receitas" (?!?) nem sequer consigo alterar a coluna lateral sem mexer no template e formato existente. Porque esse não pretendo modificar! Gostei destes a que chamavam de strech/alargado, que não existe actualmente nas escolhas possíveis, além de dispensar fundos cheios de avezinhas, florinhas, livros, nuvens, sei lá que mais, muito visíveis, mas no dia em que se escreve um pouco mais o texto parece uma "tripa" infindável! Para lá da vantagem de comportar os vídeos mais amplos e de continuar a adorar os smiles na caixa de comentários, favor que pedi ao Vício. (julgavam que conseguia colocar aquilo sozinha? nananinaná!)

Assim, se alguém me conseguir explicar como posso fazer essas alterações - como se eu fosse muito burra, o que não está longe da verdade no que respeita à informática - agradeço! E sim, como o outro blog serve para experiências, já  fiz algumas mas não consegui retroceder ao formato inicial. E lá está com as avezinhas em marca d'água, com um tonzinho de camarão pastel... (OK, esse até é fácil trocar para azul bebé, beje, verde, rosa ou amarelo claro, etc.) Não é nenhum problema, mas também não faz o meu género e preferia não ter aqui!

Entretanto, tenham um...

BOM FIM DE SEMANA
E
DIVIRTAM-SE!!!


Fotografia da net.