sexta-feira, 31 de agosto de 2007

RATATOUILLE

Já disse, e confirmo, adorar desenhos animados.

Mas, e há sempre um mas, não simpatizo muito com ratos e ratazanas. Por mais simbólica que possa ser a parecença com os homens, estou um bocadinho farta de heróis ratos, que começaram com o Mickey e alongaram-se com o Super-Rato, o Speedy Gonzalez, o Jerry, o Fievel e agora com o Rémy. Desculpem, se me esqueci de algum de permeio.

O enredo é simples: o Rémy é um rato com um olfacto mais apurado que a restante família e a partir daí fica ao serviço dela, para detectar venenos. Trabalho burocrático, de que ele não gosta. Tem a vaga noção que é um grande cozinheiro, que misturar sabores é uma arte. E é a partir daí que o filme se desenrola, com uns fantasminhas pelo meio e uns “artistas” a tentarem denegrir a imagem de Lingrini (ou será, Linguini?), um jovem em início de carreira. Ahann, será que nunca vi isto em lado nenhum?

Bom, de qualquer das formas, gostei do filme:

RATATOUILLE
Realização: Brad Bird (2007)
Argumento: Emily Cook e Kathy Greenberg

Para quem estiver interessado, o ratatouille também é uma receita da culinária francesa, que consiste num estufado de legumes: pimento, cebola, curgete, beringela e tomate, condimentada com alho, tomilho e louro. Nunca experimentei, mas para quem me quiser perguntar a receita, envio-a de bom grado. Livresca, é certo...

Têm de esperar uns diazinhos, porque vou de férias, mas de resto, à vontadex!

Jinhos para todos, garanto que volto!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

PRÉMIOS


Conta-se que estando Alfred Hitchcock muito nervoso e impaciente por causa da atribuição dos Óscares, a mulher o acalmou com as seguintes palavras: “Por amor de Deus, não leves isto tão a sério. Lembra-te que estes são os homens que deram o Oscar a Luise Rainer. Duas vezes!”

Sabem quem foi Luise Rainer? Não? Então eu explico. Luise ganhou o Oscar de melhor actriz principal em dois anos consecutivos - 1936 e 1937. Mas já deve haver pouca gente a saber quem ela era, uma vez que terminou a carreira prematuramente, aos 29 anos de idade. Posteriormente, escreveria na sua autobiografia: “Os estúdios tinham a impressão que contratar uma actriz que tinha ganho dois Oscares era motivo bastante para lhe dar os piores papéis.”

Parece que as sábias palavras da mulher de Hitchcock tiveram o dom de o acalmar. E ainda bem, porque este realizador de reconhecido talento foi nomeado 6 vezes... e não ganhou nenhuma! Mais tarde a Academia deu-lhe o Prémio Irving Thalberg, pelo conjunto da sua obra, mas não é a mesma coisa.

E para quê este palavrório todo? Porque dois companheiros bloguistas – a Kátia do P’ra Te Ver Aqui e o Vício do Pensamento Pro-fundo - me atribuiram o The Power of Schmooze Award. É óbvio que toda a gente fica lisongeada com um prémio. Mas os prémios também podem ser muito injustos, como já demonstrei com a histórinha do Hitchcock. Portanto agradeço, mas passo. Todos os blogs que mais gosto de ler estão ali no cantinho dos favoritos e ainda faltam lá alguns a que tenho de prestar mais atenção.

Para não dizerem que é para me esquivar às nomeações, dou aqui indicação da lista de 5 daqueles que consulto diariamente, mais ou menos por esta ordem:

Teia de Ariana, da Su
Faxavor, do Nelson
Pensamento Pro-fundo, do Vício
Rafeiro Perfumado, do próprio
A Grafonola que Sabia Falar, da Vanadis

Sintam-se todos premiados, se preferirem...

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E já agora um grande beijinho de Parabéns para a Isa, que faz hoje anos, e que foi a pessoa que teve a paciência de me ensinar tudo o que sei sobre blogs!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A ARTE DE (BEM) MANIPULAR

Cheguei à triste conclusão, que anda meio mundo a tentar manipular outro meio.

Todos os credos religiosos são peritos no assunto, prometendo grandes alegrias e felicidades, no outro Mundo, a quem cumprir as suas directivas e respectivas infelicidades e desgraças, a quem saia dos eixos. Como não acredito na Outra Vida nem em Reencarnações, por mim o problema fica logo simplificado. Ah sim? Então o que é que me acontece se usar a pílula, por exemplo? Os gurús vaticinam logo que vou parar ao quinto dos Infernos, no meio das labaredas. Ai que preocupação, em vez de ir para uma nuvenzinha no céu a ouvir anjinhos assexuados a tocarem lira? Não tenho nada contra quem acredita piamente em Deus, Alá, Maomé, Buda ou noutro ídolo religioso qualquer, inclusivamente de seitas, mas permito-me ser céptica e vivo em paz, à mesma.

A Imprensa, escrita, radiofónica, televisiva ou internética também vive da arte de bem manipular a opinião pública. Com censura interna, que não se chama censura ou lápis azul como no tempo da PIDE-DGS, mas dá pelo pomposo nome de “linha editorial”, que pura e simplesmente apaga tudo o que não se enquadra no ponto de vista do Director e das suas cores ideológicas. Isto quando não desata a fazer uma tempestade num copo de água, por falta de notícias relevantes. O que nos meses de Verão ainda se torna mais notório. Ontem a “notícia” era uma estátua de Braga, que está no local há 4 anos (não a puseram lá ontem ou anteontem, entenda-se!), em que o sacerdote retratado segura um bordão, cuja ponta a população começou a achar semelhante a um pénis. Ahn? Já agora, porque é que os bracarenses não aproveitam e dão uma passadinha por Lisboa e removem também daqui umas quantas, que uma garanto que é um símbolo muito mais fálico?

A classe médica também utiliza os seus conhecimentos para manipular a malta. Um, queria à viva força que eu entrasse num programa anti-tabágico, sem lhe ter pedido conselho nenhum sobre o assunto, óbvio que não fui. Outra ensinou-me a fazer sopa sem batatas, ‘tá bem, ‘tá bem! Mas a melhor deste género é a de uma senhora de 100 anos, num lar, em que depois de fazer umas análises, o clínico queria que ela fizesse dieta porque tinha o colesterol e mais não sei o quê um pouco elevado. E a grande mulher, lúcida, disse-lhe frontalmente: “Não faço!” Se ligássemos a tudo o que eles dizem, bebiamos litradas de água, comiamos umas três folhas de alface, uma cenoura, um iogurte, um tomate e uma maçã por dia, ainda tinhamos de fazer pelo menos uma boa caminhada diária. Não quero ver quem é que aguenta, recuso-me simplesmente a seguir esses regimes e dietas. Num caso de uma doença específica, até admito! Mas assim virar vegetariana, porque é mais saudável, passo! Ecologistas, ambientalistas e afins, a dar cabo de uma plantação de milho transgénico em Silves, armados em terroristas de caras tapadas? Porque não é saudável? Olha que bom, já cá não bastava o Sócrates a tentar acabar com o tabagismo, os médicos cheios de ideias para morrermos todos saudáveis, ainda vêm estes fulaninhos (palavra baratucha, para designar estes descendentes dos vândalos) cuidar da nossa saúde?

De políticos, governantes ou oposição (qualquer que seja o partido no Poder), suponho que não é necessário falar. Basta observar os resultados estatísticos que dão, num dia de greve: governantes – pouca adesão, talvez de 15%; sindicatos, PCP e BE – uma enorme adesão, da ordem dos 80%; restante oposição – depende do fundamento da greve, mas dá uns valores intermédios de 40% a 60%. Querem baile? Então dancem todos juntos, que não me ralo nada...

Por último, a manipulação familiar faz-me sempre lembrar o Calimero: “It’s an injustice, it is! They do this to me, because I’m little!” São os pequenos, os velhotes, todos a reclamarem imensa atenção, assim a espetarem-nos o ferrete da culpa, se por acaso andamos um pouco mais distraídos. E até há putos (e não só!) muito artistas, que para fazer ou obter aquilo que querem, não se inibem nada de provocar uma guerra familiar, doa a quem doer!

Não tenho, nem quero ter, a arte de manipular. Cada um é como é! Mas a manipulações, digo um redondo NÃO!

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O texto anterior, “Crenças”, é de Millôr Fernandes, nascido a 16 de Agosto de 1923, no Rio de Janeiro. É apenas uma pequena parte de um discurso proferido em 1968. Ainda não era “velhinho”, mas suponho que o espírito se mantém... E disso, nem todos se podem gabar!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

CRENÇAS

“Sou um crente, pois creio firmemente na descrença.
... Creio que a Terra à chata. Procuro não sê-lo.
... Tudo o que não sei sempre ignorei sozinho. Nunca ninguém me ensinou a pensar, a escrever ou a desenhar, coisa que se percebe facilmente, examinando qualquer dos meus trabalhos.”

O senhor que escreveu isto é brasileiro e fez a semana passada 84 aninhos. Alguém quer adivinhar de quem se trata?

Por acaso li num blog alheio um artigo escrito por este autor, fui ler mais escritos dele e fiquei fã.

O trecho é só para vos dar um cheirinho do humor deste homem, que depois postarei aqui o nome dele, evidentemente.

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

LAVAR ROUPA SUJA

Ná, não vou falar de política! Desta vez é mesmo do filhote, que está num campo de férias.

Domingo passado podíamos ir visitá-lo, mas ele não quis, quer lá parecer totó perante os recentes amigos, com a mãe galinha e o pai da mesma família de galináceos, a quererem apaparicar o menino? Não fomos! Falamos quase todos os dias pelo telelé, a saber se está tudo bem e se por ele é melhor assim, respeitamos.

Tem 15 aninhos e julga-se senhor do mundo! É um “génio” da Matemática ou, pelo menos, pertence aos 25% dos alunos que tiveram positiva no exame nacional do 9º ano. Com umas explicações da tia, porque a determinada altura ele andou mesmo a apanhar bonés, mas pronto.

Enfim, não queria visitas, mas queria meias e t-shirts lavadas (supostamente, também engomadas)! E eu, Anh? Mando como, por mail, sms, fax ou telex? Bom a tia foi lá, para visitar as filhas – mais novinhas – ainda lhe levou meias. E ele, “deixa estar, que então no Domingo vou lavar roupa”. À mão, note-se! Quer dizer, não sou perita em fazer malas, mas ele levava uma t-shirt para cada dia, se ao fim de uma semana gastou todas, é justo que seja ele a ir para o tanque, ah, ah, ah! Há aprendizagens que são realmente muito boas...

Não gostou de uma actividade de espeleologia, em que tinha de descer a uma grutinha apertada, lá a 18 metros abaixo do chão, de lanterna na mão, com a vaga hipótese de ainda encontrar uns quantos bicharocos no caminho. Bicharocos, é um bocado força de expressão, cobras e afins. Recusou-se a ir! Dei-lhe todo o apoio, quando me contou. Nem imaginam a alegria que tenho do meu filho não ser “Maria vai com as outras!” Ia lá abaixo fazer o quê? Armar-se em valente? Ele ainda é novinho para ter ataques de pânico, mas eu tinha de certeza numa situação dessas!

Estou cheia de saudades, mas valeu, que ele aprendeu a lavar roupa. Acho?!

RADARES

Não sou acelera – também com o meu boguinhas de quase 19 anos de idade, não dá para acelerar muito – mas os radares faziam falta!

Hoje recebi um mail, em espanholês, que diz mais ou menos o seguinte:

“Só um radar, 77 multas diárias, num ano 28 mil, a 300 euros cada uma, dá 8.400.000 euros” Que grande aldrabice, fiz as contas e dá 8.431.500 euros, de rendimento... ao Estado espanhol, se todos pagarem! E termina: “Não podemos conduzir por ti, estamos a contar o dinheiro!”

Sou contra a caça à multa, mas concordo que têm de se caçar os aceleras. Ou ninguém conhece ninguém que morreu, foi atropelado, ficou estropiado ou paraplégico ou a bater mal da bola num estúpido acidente automóvel? Não me digam que só a mim é que isso acontece...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

PONTOS NOS Is

Parece-me que há para aí muita gente preocupada, porque na blogosfera se encontram uma data de mentirosos, vira-casacas e hipócritas, que dizem ser o que não são. O quê? É só na blogosfera? É necessária uma grande dose de ingenuidade, para se acreditar nisso...

Também depende para que é que cada um quer blogosferar: trocar ideias, conhecer outras pessoas, fazer amigos ou engates, divertimento, actualizar informação, passar mensagens políticas ou religiosas, ventilar poemas ou opiniões, é um Mundo!

Mas não considero razoável que tenha de contar aqui toda a história da minha vida, tin-tin por tin-tin, como se fosse um diário muito íntimo. Nem estou à espera disso dos restantes bloguistas.

As fotos não correspondem às personagens? E ainda há quem vá “lampeiro” conhecer uma gaja de 60 anos, que no perfil aparece a foto dos seus 30? E a reclamar que foi enganado? Desculpem! Não é preciso espiolhar muito, para perceber determinadas referências. Mesmo que não digam, “adivinho” a idade de quase todos...

Experimentem, a ver se não acerto... É que eu leio os posts e respectivos comentários, claro, só dos que gosto de ler. Garanto que não tem bruxaria nenhuma! Xi, queimada na fogueira ou afogada num lago com um pedregulho preso aos pés, não ia ser grande paródia!

E se quiserem acertar na minha idade, também estão à vontade... Tenho uma “reles” mania de não mentir, até gostava de conhecer pessoalmente alguns amigos virtuais, mas nem todos! Principalmente os conflituosos, passo! Acho que dá para entender...

Um Bom Dia para tod@s!

domingo, 19 de agosto de 2007

SÉTIMA ARTE

Perdi “O Bom Pastor” na época, agora vi em DVD. Fiquei um bocado baralhada, que para além do realizador ser o Robert de Niro e do excelente naipe de actores, o argumento pareceu-me confuso e dúbio. Fui espreitar à net o que diziam sobre o filme, encontrei vários blogs a dizer maravilhas, que aquela era a verdadeira realidade americana sobre o início da CIA, recrutamento dos agentes e os métodos utilizados durante a guerra-fria, especialmente durante e depois do desaire na Baía dos Porcos.

Ahn? Isto é só ver um filme, acreditar piamente que todo o enredo é verídico e desatar à catanada aos políticos americanos da época, que afinal eram todos uns mafiosos? Roberto de Niro - mesmo com a muita admiração que tenho por ele - e Eli Roth, o argumentista, nasceram assim tão iluminados que saibam a história toda inteirinha daquele imbróglio? E sobreviveram para “contar” e exibir nas salas de cinema dos States e do Mundo? Ná, há aqui qualquer coisa que não bate certo!

Então fui à procura de um blog que consultei várias vezes, mas que por inteira azelhice informática perdi, nestas andanças e “mudanças” dos últimos meses, que suponho ser dos mais abalizados para falar sobre a Sétima Arte. Ou pelo menos, concordo com quase tudo o que a Rita escreve em relação aos filmes que vi, o que também é uma fracção mínima, que ela vê quase todos! Cinerama está nos quiproquós favoritos - a par de uns outros preferidos, a lista ainda não está completa...

E pronto, confirmei o que já suspeitava, é um filme de espionagem de ficção e se bem que os factos sejam verídicos - pertencem à História dos EUA – e que se possa deduzir que alguns actos das personagens não devam estar assim tão longe da realidade, sempre é diferente de ser a verdade nua e crua. Enfim, os Estados Unidos estão lá retratados nas suas piores facetas (ficcionalmente, repito), mas o próprio protagonista acaba por ser pouco credível, por ser tão isento de emoções. Confuso q.b., com certeza se arranja melhor para fazer durante os seus 160 minutos de duração. Mas para quem já viu, e se lembra, alguém aí me sabe explicar o que significou aquela nota de dólar entregue ao russo, quase no fim do filme?

O BOM PASTOR
“The Good Shepperd”, título original
EUA, 2006
Realizador: Robert de Niro
Elenco: Matt Damon, Angelina Jolie, Robert de Niro, Alec Baldwin, John Turturro, William Hurt, Billy Crudup, entre outros
Argumento: Eli Roth

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Toda e qualquer queixa sobre possíveis enganos nos favoritos (a lista ainda não está completa, será actualizada assim que possível) deve ser endereçada à Gerência deste blog, que, neste momento, se encontra a descansar!

sábado, 18 de agosto de 2007

CAMPANHA DE VERÃO

Já reparei que nestas lides bloguistas anda muita gente que se diz apreciadora de cerveja. Confesso que também sou fã do líquido dourado. Dourado, quer dizer dourado, não avermelhado, nem castanho ou acastanhado, com umas relativamente novas invenções de misturar-lhe uns sabores. Para quê? Quem não gosta de cerveja, bebe sumo, chá, vinho, coca-cola, água ou que bem lhe apetecer, não é verdade?

Gosto mais de imperial tirada à pressão e Imperial também é a marca que compro para ter em casa. Por 3 razões: é mais leve, mais barata e tem menor teor alcoólico. Bom, mas esta não é a campanha publicitária a que me refiro.

Já notaram os outdoors que a Super Bock tem colocado nas ruas este Verão? Um verdadeiro exemplo de criatividade e boa disposição, muito bem acompanhado por uma óptima fotografia. “Chapéu de praia” é a carica, o rótulo serve como modelo para “Bockini” e “Latin lover”, “Fino dental” não carece de explicação e ainda há a publicidade à mini, “Refrescar numa rapidinha”.

Boa disposição e alegria condizem com o Verão e se esta campanha (também) serve para isso, merece todo o meu aplauso!