quarta-feira, 17 de junho de 2015

A MINHA BIBLIOTECA...

... começou com a construção desta estante, faz agora 8 anos. Primeiro foi a pintura, depois o carpinteiro iniciou a sua obra. Com os livros espalhados por toda a casa, o polvoró era imenso, mas deu para os contabilizar e catalogar - eram 1128 títulos, sem contar com livros de estudo ou do crianço. 

Entretanto, sem que soubesse porquê, o acesso ao anterior blogue estava vedado (o meu e os outros, entenda-se!), pelo que nem foi tarde nem foi cedo para criar um novo endereço, desta vez no blogger. E foi assim que este blogue começou - a estante está boa e recomenda-se, se bem que o espaço para os livros está a reduzir a olhos vistos: já vamos nos 1505 títulos e mesmo assim alguns ainda não foram contabilizados, nomeadamente os (poucos) que comprei este ano na Feira do Livro.

(os preços foram bons, a carteira é que não deu para mais!)

E pronto, desta vez o aniversário é do blogue, que como qualquer coisa da vida teve muitos bons momentos e outros... menos simpáticos, digamos assim. E não, nunca tive um anónimo de "estimação", mas uma vez por outra aparecia aí algum a insultar, chatear ou a ter a veleidade de vir práqui fazer publicidade. Também nunca tive pejo em "apagá-los", quando as "setas" eram dirigidas a outros comentadores - mas os que eram apenas comigo deixei-os ficar. As ações não ficam com quem as pratica? Então porque é que um cobarde, que nem sequer tem a coragem de assinar com o seu nome ou até de simplesmente inventar um pseudónimo, conseguiria que lhe desse essa importância? Deve haver gente com uma vidinha bem tristonha!    

Aos amigos que aqui vêm comentar e dar as suas opiniões, que felizmente é a grande maioria, só tenho a agradecer a atenção e o carinho que me deram ao longo destes anos. Mesmo que nem sempre estejamos de acordo...

FIQUEM BEM!
(que eu volto em breve!)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

ANDAVA NA "FLORESTA"...

... um diligente funcionário camarário a cuscar. E a fotografar. E com todo o zelo fotografou terrenos urbanos, que mais pareciam um matagal: há muito descuidados pelos seus proprietários, tornava-se urgente que os mandassem limpar, evitando assim as tragédias já habituais nos incêndios de verão.

Chegado à câmara ampliou as fotos e fotocopiou-as, fazendo com que seguissem conjuntamente com uma contra-ordenação para os proprietários, notificando-os da necessidade da limpeza dos terrenos e da possível coima entre os 24 e os 2400 euros, caso não o fizessem. Não se sabe se o fez pessoalmente ou se delegou a tarefa nalgum outro funcionário.

Preocupados com a situação do terreno, onde a avaliar pelas fotos se via um denso arvoredo e um barracão, os proprietários deslocaram-se ao local para verificar pessoalmente o que se tornava urgente retificar. E qual não foi o seu espanto quando descobriram que afinal aquele não era o seu terreno. Onde existe igualmente a necessidade de limpeza, mas de alguns arbustos, canas e ervas rasteiras, já que não existe lá uma única árvore para amostra. Mais, não conseguiram sequer perceber onde aquelas fotos foram tiradas, já que não se trata de nenhum terreno vizinho - o casinhoto tem duas chaminés, coisa que não acontece com o barracão ali existente.

Quer isto dizer o quê? Que algures naquela zona há um local a necessitar de uma limpeza urgente, mas a inépcia e incompetência dos funcionários camarários faz com que nem sequer consigam identificar o legítimo proprietário. E se eles não conseguem, quem há de conseguir? E depois admiram-se que os fogos proliferem no país nos meses de verão, não bastando já uns quantos "malucos" que se divertem a ateá-los... 

Imagem da net.

sábado, 13 de junho de 2015

PARA TI, MUCHACHO!

Em tempos idos andei na rua a pedir um tostãozinho pró Santo António, queimei alcachofras para saber se era correspondida no amor (coitadas, não tinham culpa nenhuma!), saltei fogueiras, fui a bailaricos vários, percorri as ruas de Alfama e abanquei na Feira Popular a comer sardinhas assadas.

Mas isso foi antes de te conhecer, porque a partir daí tudo mudou: é o dia do teu aniversário e, para o comprovar, até te puseram o nome do santo. Continuou a ser dia de festa, mas vivida mais entre familiares e amigos do que nas ruas de Lisboa. Ou, por vezes, em curtos períodos de férias. O que sei é que, dê por onde der, o dia de Santo António é sempre um dia feliz! Nem que se comemore uma nova década, como este ano é o caso, e tenhamos de enxotar alguma tristeza e nostalgia... Porque ainda ontem éramos crianças e agora já somos adultos maduros - e o tempo não pára!

Para ti, muchacho compañero de mi vida, Caetano Veloso e Ivete Sangalo (rodeados de estrelas) cantando "Se eu não te amasse tanto assim":


FELIZ ANIVERSÁRIO, MUCHACHO!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

MOSAICO ÚNICO

Consta que este mosaico, realizado por 216 artistas, é único no mundo. Isto porque se clicar em qualquer dos quadrados que o compõem surge uma outra imagem completamente diferente. Experimente! (não no da foto, mas no deste site, de onde esta fotografia foi tirada)

Recebido por mail.
(Obrigada, Palicha!)

BOM FIM DE SEMANA!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O PRESO Nº 44

Daniel Oliveira não é suspeito de ser sócratista ou sequer de alinhar nas fileiras do PS. E resume a recusa de Sócrates em usar pulseira eletrónica da seguinte forma: 

"Mandar Sócrates para casa com uma pulseira electrónica era a única forma de reduzir a pressão pública para que haja uma acusação formal sem dar o braço a torcer. Mas José Sócrates não está disposto a facilitar a vida aos investigadores. E, nesta matéria, faz bem. Quem, ao fim de meio ano, continua a não ter uma acusação para apresentar, tem de permitir que o arguido aguarde em liberdade. Não se prende para investigar, investiga-se para julgar."


Imagem da net.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

LONGE É UM BOM LUGAR

"Longe é um bom lugar" (o resto são histórias) é um livro que reúne 20 pequenos contos de Mário Zambujal, num total de apenas 150 páginas. 

O primeiro, e mais engraçado no meu entender, conta a história de um homem que é um dos elos de um triângulo amoroso, que tenta a todo custo esconder. Médico bem sucedido, tem como um dos principais objectivos na vida escrever um livro, mas tem ideias muito definidas sobre o seu conteúdo:

"Dizem que os romances contêm sempre alguma coisa de autobiográfico e isso eu não queria. Nada de memórias ou traços de identificação com personagens, a primeira preocupação era justamente evitar situações e comportamentos da minha própria existência. Havia de mover-me por imaginários lugares e com gente inventada.  O melhor que me ocorreu foi situar a história em época anterior ao meu nascimento, com esse cuidado impediria o protagonista de imitar-me."

"Julgo-me prevenido contra o uso de lugares-comuns. No meu livro não terão metáforas gastas como a cereja no topo do bolo, a ponta do iceberg e a caixinha de surpresas. Todavia, sejamos justos, o lugar-comum tornou-se comum pelos seus méritos. Ninguém lhe reconhece autoria mas começou por rasgo criativo e chegou a propriedade pública. O mesmo digo de outra trivial asserção, as aparências iludem. Não há modo de traduzir em menos palavras tão robusta verdade."

Hummm... será que com tantas condições, a empreitada teve sucesso?

sábado, 6 de junho de 2015

VIVAM AS CARACOLADAS!

Comecei a desconfiar que o ataque às caracoladas estava para breve, quando vi um masterchef (Nova Zelândia) a indignar-se com uma concorrente, por ter atirado uma lagosta para dentro de uma panela de água a ferver. Segundo a criatura, a lagosta precisava de ser morta com uma facada na cabeça antes de "mergulhar" no tacho. Porque era uma crueldade, blablablá. Isto vindo de um cozinheiro parece-me do mais caricato possível: óbvio que ninguém no seu juízo perfeito deseja ver os animais a sofrer antes de servirem de refeição, mas daí a uma facada ser mais "humana" do que um caldeirão, pois, são outros cinco paus. Aliás, embora nos últimos 30 anos nunca tenha cozinhado lagosta (por outros motivos que não o sofrimento da bicha), também foi assim que me ensinaram a cozinhá-la. E como não sei ao certo onde se deve espetar a faca para a tal morte rápida, desconfio que, no meu caso, a tentativa de lhe infligir menos sofrimento resultaria infrutífera. 

Mas quer dizer, se já estavam com esses pruridos com a lagosta (como com sapateiras, navalheiras, lavagantes e afins), de certo não iria faltar quem se lembrasse das amêijoas, cadelinhas, mexilhões e quejandos, bem como dos benditos caracóis. E foi assim que esta semana surgiu no facebook mais um grupelho a exigir que se acabassem com as caracoladas. Escusado será dizer que esta gente é vegetariana, vegan ou só parva, porque na verdade ninguém lhes diz que alfaces, tomates e outros vegetais e frutos gostem de ser comidos - e a maior parte das vezes "esquartejados", antes de ingeridos. Desconfio que não, mas isso sou eu!

Não façam confusão: não tenho nada contra vegetarianos ou vegans (já não direi o mesmo em relação a gente parva), desde que não tenham a veleidade de me "obrigar" a seguir a sua dieta. Tal como os nossos antepassados desde tempos imemoriais sou omnívora e não pretendo mudar a minha alimentação. Infelizmente, a insistência de que eles é que estão cobertos de razão e que portanto todos lhes devem seguir as pisadas é uma das características que costuma transformar vegetarianos (ou vegans) na tal gente parva...

Bom, mas verdade seja dita, que o que mais gosto nas caracoladas nem sequer são os caracóis: servem como pretexto para reuniões entre amigos, que por vezes já não se veem há muito. E há alguma coisa melhor do que pôr a conversa em dia com velhos amigos, frente a uma bela petisqueira? Foi o que aconteceu esta semana, quando me juntei ao Rafeiro Perfumado, à Gata Verde e ao FatiFer frente a uns belos caracóis, retomando assim uma antiga "tradição" - que teve um interregno no ano passado, por razões óbvias. Um encontro bastante animado, que nenhum activista anti-caracoladas se atreveu a interromper!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DESCINEMIZADA!

A palavra não existe? Pois, é possível, mas devia existir, ou outra afim, que quisesse dizer qualquer coisa como sem cinema onde ir. É que 90% dos filmes que via, sem ser na TV, era nestas salas, que agora encerraram de vez. O que já se adivinhava, até pela programação cada vez menos interessante dos filmes em cartaz e respetivas sessões às moscas. Lisboa ficou mais pobre em termos de cinema e, qualquer dia, a única solução para ver os filmes mais recentes é sacá-los da net. O que, em princípio, não me parece nada boa onda.

Quanto ao centro comercial em si, vamos ver se sobrevive. Consta que vão lá fazer grandes obras, mas como já tem algumas lojas fechadas, sei não...

Que tristeza!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O PÁSSARO DE PEITO VERMELHO

Julgava ser este o primeiro livro da série Harry Hole, mas afinal enganei-me. Isto porque ao contrário do que seria normal, os primeiros livros de Jo Nesbo publicados em Portugal foram os últimos e, como tiveram sucesso, começaram a editar os anteriores em ordem inversa. Pelo que qualquer leitor desatento, como eu, tem andado para trás na história. Não é que faça grande diferença, que cada policial tem o seu próprio enredo que termina no final do volume - mas Hole, ao contrário da maioria de nós, vai rejuvenescendo em vez de envelhecer. Além que começamos a conhecer a sua vida pessoal pelo fim: que já viveu com Rakel, que Oleg o considera uma figura paterna, etc. e tal. 

Bom, sendo assim, este é afinal o terceiro livro da série - o primeiro é "O Morcego" e o segundo ainda não foi publicado em Portugal. Nem os dois últimos que o autor escreveu. E se por um lado é um policial, cujo crime é motivado pela vingança e a traição (não é novidade, diz na capa!), por outro leva-nos a conhecer uma faceta da Noruega que, pelo menos eu, desconhecia completamente: a Noruega foi ocupada pelos alemães durante a II Guerra Mundial e alguns dos jovens noruegueses alistaram-se no exército alemão para combater nas trincheiras em Leninegrado. Isto enquanto o governo e a família real abandonava a Noruega e se instalava em Londres, com todas as regalias a que estavam habituados - e os nazis decretavam o fim da monarquia na Noruega, arranjando um governo fantoche para ocupar o lugar vago. Após o final da guerra a família real e o governo voltaram, aplicando a pena de morte aos colaboracionistas e, pasme-se, penas de prisão aos combatentes e também ao pessoal médico ou de enfermagem... quer dizer, a alguns, como é sempre nestas coisas, né?

Para os amantes de policiais, este é um daqueles livros (série) a não perder!

Citações:

"Ignorar os avisos dos maços de tabaco podia não ser o acto mais extravagante de rebelião que um homem podia ter, mas pelo menos podia dar-se a esse luxo."

"Aune referira que se alguém não tivesse a capacidade de sentir medo, essa pessoa não iria sobreviver um único dia."