quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O DEUS DA CARNIFICINA

Bom, na verdade, janeiro e fevereiro vão ser meses de muitas estreias nas salas de cinema portuguesas, na (vã?) tentativa de ver os principais nomeados para os Globos de Ouro - já na próxima madrugada de 2ª feira - e para os Oscar, que terão lugar na noite de 26 para 27 de fevereiro. Acresce ainda que tenho bilhetes grátis durante este mês, pelo que há que aproveitar a oportunidade... (grátis é relativo, porque foi uma promoção de um centro comercial, para quem fizesse por lá compras durante a época natalícia!)

Baseado numa peça teatral de Yasmina Reza, o filme realizado por Roman Polanski cinge-se praticamente a um cenário e a quatro personagens: dois rapazes desentendem-se num jardim nova-iorquino e, depois de uma troca de palavras mais azedas e de uns encontrões, um agride o outro na cara com um pau, o que provoca os inerentes hematomas e dois dentes partidos; civilizadamente, os progenitores de ambos os rapazes encontram-se, para debater a questão. Mas (há sempre um mas!) a aparentemente (re)conciliadora reunião acaba por revelar alguns dos aspetos mais tenebrosos da natureza humana... com a ajuda de umas boas doses de whisky escocês! Como podem verificar no trailer:


Se o argumento só por si não fosse fantástico, as interpretações de Jodie Foster e de Kate Winslet compensavam plenamente a ida ao cinema - ESPECTACULARES! Sendo que os dois atores (Cristoph Waltz e John C. Reilly) também não lhes ficam muito atrás. Elas são ambas candidatas a melhor atriz de comédia nos Globos de Ouro. Difícil será escolher uma delas...

Imagem de cena do filme da net.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

(EN)CANTOS!

O desafio partiu do Moyle e pretende que cada um indique as 5 músicas que mais lhe agradaram em 2011, podendo, obviamente, ser de anos anteriores. O difícil é encontrar apenas 5 e saber se as ouvimos pela primeira vez em 2011 ou anteriormente, mas, mais coisa menos coisa, a minha lista seria esta:

Adele


Melody Gardot


Norah Jones


Stacy Kent


Katie Melua


Curiosamente, todas de vozes femininas melódicas e serenas, até um pouco nostálgicas... São gostos! Agora, quem quiser que siga o desafio e escolha as suas músicas preferidas de 2011...

Imagem da net.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

DE VOLTA AOS MARCADORES!

A pedido de uma multidão de comentadores... quer dizer, alguns... tá bem, só dois ou três, lá reuni os meus marcadores de livros mais originais e, clique daqui e dali, deu nesta fotografia! Para ser franca, gosto imenso de todos eles, mas estes não os uso, uns porque não dão jeito se enfiados no livro dentro da mala, outros porque não os quero estragar, como aquele da aguarela de uma paisagem algarvia...

Na verdade já tinha tirado algumas fotografias da coleção, para participar num desafio que uma amiga divulgou, mas como nem nunca tinha visitado a bloguista que o lançou, desisti de aparecer lá de pára-quedas! Há quem não aprecie essas "surpresas" e, por via das dúvidas, considerei melhor assim. Eis algumas dessas fotos (nem todas grande "espiga", dado os reflexos do flash nas superfícies mais brilhantes) :



Todos de inspiração nas paisagens algarvias, que é onde os encontro com mais frequência. Ou tenho mais tempo para  procurar!

Estes são engraçados...

... mas estes são os que mais uso, conjuntamente com os do próprio livro (se os há)!

Ah, e estes foram oferecidos por amigos bloguistas, na sequência de trocas ou desafios e também já os utilizei, mas não muito, para os preservar.

Para satisfazer os mais curiosos, estes foram os que enviei na última troca facebookiana:

E por falar em livros, tenho um para acabar de ler, que as festividades atrasaram as minhas leituras! Que sejam agradáveis para todos nós, em 2012!

domingo, 8 de janeiro de 2012

SHERLOCK HOLMES: JOGO DE SOMBRAS

Quem conhece a obra de sir Arthur Conan Doyle sabe que o escritor, cansado da personagem de Sherlock Holmes que tanto sucesso teve junto do público, resolveu dar-lhe uma morte prematura, conjuntamente com o seu arqui-inimigo professor Moriarty, fazendo com que os dois homens lutem e caiam abraçados no abismo sem fim das cataratas de Reichenbach, na Suiça. Mais tarde, o autor optaria por o fazer renascer, alegando que apenas o professor caíra, mas que Holmes decidira que lhe seria útil permanecer desaparecido/morto, para evitar os ataques de outros inimigos perigosos.

O filme realizado por Guy Ritchie não segue nem de perto nem de longe os enredos engendrados por Conan Doyle, baseando-se apenas nas suas personagens e em algumas das suas linhas principais - a que a luta até à morte entre Holmes e Moriarty não escapa, mas dando a conhecer, à partida, que afinal o detetive sobreviveu. Eventualmente, para dar azo a uma nova sequela...

Assim, o sempre sagaz Holmes (Robert Downey Jr.) liga um ataque bombista supostamente anarquista ao  suicídio de um príncípe austríaco, um correio misterioso que acaba numa sala de leilões de arte ao assassínio de um médico cirurgião e percebe que os fios daquela teia apontam todos na mesma direção: Moriarty (Jared Harris) congeminou um plano para despoletar uma guerra europeia, sendo ele o proprietário de uma grande fábrica de armamento, a par de outras ligadas a produtos farmacêuticos. Lucro fácil e a dois carrinhos, estão a ver?

Entretanto, o seu amigo dr. Watson (Jude Law) vai casar e ele "organiza" a despedida de solteiro num clube noturno londrino, esquecendo-se dos convites aos companheiros do doutor, à exceção do seu irmão Mycroft (Stephen Fry),  um proeminente funcionário governamental, que está a organizar uma cimeira sobre a paz mundial. O fito dele é encontrar a cartomante Madam Sim (Noomi Rapace) e entregar-lhe uma carta que intercetou nos obscuros meandros da rede do professor, sendo que a própria cigana corre risco de vida. A partir daí o argumento (e a perseguição) corre célere, de Londres para Paris, passando por uma pequena cidade alemã e terminando na Suiça, onde se dá o confronto final entre Holmes e Moriarty. Com alguns atrasos de percurso, pois o diabólico professor visa eliminar o jovem casal na sua lua-de-mel a Brighton, atrapalhando dessa forma os planos do detetive, que deseja proteger o seu amigo.

São 127 minutos de uma comédia de ação rocambolesca, bastante divertida, como podem vislumbrar no trailer, obtendo o filme a classificação de 7.7/10 na IMBD (até ao momento):

A sala de cinema esgotou! (o que é cada vez mais raro...)
Imagem de cena do filme, da net.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CINISMOS...

Que a época natalícia termina hoje, com o dia de Reis - e uma eventual fatia de bolo-rei, para fechar os desvarios gastronómicos inerentes - todos sabemos! Claro que o clima de paz e fraternidade só alguns sentem, enquanto outros enchem a boca com ele, mas passam completamente ao lado. Mas havia necessidade de serem tão cínicos quanto esta Lucy?

Consta que a personagem foi baseada na primeira mulher de Charles Schulz, mandona e insensível aos estados de espírito (e problemas) alheios, que me relembrou as últimas medidas governamentais... cada uma mais descabida que a outra! (há dias em que calha assistir aos noticiários televisivos!)

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Bom, recordo ainda que aguardo a vossa participação no primeiro desafio/concurso de escrita do Quiproquó - que, para quem não leu, pode verificar as regras aqui - sendo certo que não pretendo fugir com os vossos textos para parte incerta e ficar milionária à conta deles... Eheheh, tinha a sua piada, mas nem eu sou golpista, nem pretendo dar essa satisfação a quem me manda emigrar...

Sem um pingo de cinismo, desejo a todos um...

ÓTIMO FIM DE SEMANA!

Imagem da BD "Peanuts", de Charles Schulz.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ESCULTURAS... EM LIVROS?

À partida, não era arte que me entusiasmasse por aí além. Então Su Blackwell pega num livro, em tesouras e x-atos e toca de o escortanhar para das suas páginas fazer esculturas? Outros papéís não obtinham exatamente o mesmo efeito?

A artista explica que, após finalizar o seu curso, fez uma viagem à Tailândia, onde comprou um bonito livro antigo, em segunda mão. O seu pai tinha falecido recentemente e ela absorveu alguns rituais espirituais asiáticos que se relacionavam com o papel, nomeadamente a de uma lenda chinesa em que dois amantes renascem das cinzas tomando a forma de borboletas, que inspirou o seu primeiro trabalho...

Não mais deixou de trabalhar o papel como meio privilegiado, mas sobretudo em livros,  e os resultados estão à vista!

Embora tivesse começado por esculturas em recortes de imagens de livros velhos, de forma a criar dioramas tridimensionais que montava em caixas (de madeira e vidro), as suas obras têm sido utilizadas para outros fins, tais como cenários teatrais ou comerciais, para além dos publicitários.

"Eu emprego este meio acessível e delicado e utilizo processos destrutivos e irreversíveis para refletir a precariedade do mundo em que vivemos e a fragilidade das nossas vidas, sonhos e ambições", refere Su Blackwell no seu site, onde podem apreciar outras das suas obras. (tradução literal, sem dicionário!)

Gostei das esculturas! Mas, como é óbvio, prefiro que a artista fique longe das minhas estantes... (que lá não tem livros velhos para recortar, OK, Su?)

Imagens da net.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA

Este filme de 2007, realizado por Julian Schnabel, relata a história verídica do editor da revista Elle, Jean-Dominique Bauby, que aos 43 anos de idade e após sofrer um AVC entra em coma, para acordar alguns dias depois numa cama de hospital, totalmente paralisado à exceção do olho esquerdo, num síndrome raro conhecido como de encarceramento (locked-in syndrome). 

À revolta inicial do jornalista (Mathieu Amalric), por se sentir mentalmente  lúcido mas confinado a um corpo que não consegue reagir ou comunicar com o exterior, segue-se um período de contemporização, sobretudo devido a dois fatores: à sua ortofonista (Marie-Josée Croze), que lhe ensina uma nova forma de comunicação, valendo-se de um abecedário que recita pausadamente das letras mais usadas na língua francesa para as menos, até ele indicar com uma piscadela de olho que é aquela que deseja e assim construir palavras e frases completas, num método moroso mas eficaz; ao aperceber-se que, apesar do corpo inerte, a sua memória e imaginação continua intacta. É nestas circunstâncias que o jornalista e escritor leva avante o seu projeto de escrever um livro, tal como contratado anteriormente com uma editora, com a inestimável ajuda de Claude (Anne Consigny), uma secretária que traduz as suas piscadelas de olho para o papel. Porém, o tema agora é o dessa nova vivência...

Podem espreitar o trailer aqui:


Ao contrário do que possa parecer, dada a temática, não é um filme de "fazer chorar as pedras da calçada". Sem dúvida uma história de vida impressionante, pela dimensão humana que possui, sem pretensões a moralismos bacocos! O que menos apreciei, foi o que alguns críticos cinematográficos mais elogiaram - os ângulos de câmara, do ponto de vista do paciente, mas que por vezes parecem andar aos saltos por trancos e barrancos...

Classificado com 8.1/10 na IMDB, o filme ganhou os Globos de Ouro de melhor estrangeiro e melhor realizador, para além de outros prémios no Festival de Cannes, nos BAFTA e de quatro nomeações para os Oscar. Sucesso que o escritor francês não teve oportunidade de ver, uma vez que morreu de pneumonia 15 meses depois do AVC, 10 dias após o seu livro ser publicado, em 1997!

Imagem de cena do filme, da net.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

RAZÕES PARA ACREDITAR EM PORTUGAL

Nos últimos dias de 2011 assistiu-se a uma "guerrinha" à conta de uma publicidade da Coca-cola, que elogiava alguns aspetos do nosso país (e de outros também, que a publicidade era dirigida a várias nações, individualmente), que eventualmente foram mal interpretados ou considerados algo paternalistas. Quando a malta anda revoltada pega por tudo, o anúncio não me pareceu melhor nem pior que outros, mas logo surgiram várias respostas, nomeadamente esta, portuguesa:


Ora já há muito tempo que gostaria de ter lançado um desafio/concurso de escrita. Esta "polémica" - que não se centra nos políticos da nossa praça e muito menos na beberagem americana - veio proporcionar um tema que interessa a todos: "Que razões temos para acreditar em Portugal?" Tenho a certeza que são muitas, não exatamente iguais para todos...

Assim, o que pretendo é que cada um escreva um texto inédito (prosa, verso, humorístico, etc.) subordinado ao tema e de acordo com as seguintes regras:
1ª O concurso está aberto a todos os que desejem participar;
2ª O texto deverá ser enviado para o meu e-mail até às 23 horas e 59 minutos de dia 20 de janeiro, não excedendo um máximo de 500 palavras;
3ª Todos os textos serão publicados aqui, nos dias 21 e 22 de janeiro, sendo-lhes atribuído um número de ordem, consoante a sua chegada - não será revelada a identidade dos autores, até terminar a votação;
4ª A votação será efectuada pelos participantes, comentadores e visitantes, não se admitindo votos de anónimos, nem no próprio texto;
5ª Cada votante poderá votar em 3 textos: 1º - 10 pontos; 2º - 5 pontos; 3º - 2 pontos;
6ª A votação decorrerá de 23 a 27 de janeiro, exclusivamente na caixa de comentários do blogue, não se admitindo votos via e-mail, e os resultados do concurso serão divulgados dia 29 de janeiro, bem como a respetiva autoria de cada texto;
7ª A organização (quer dizer, moi), reserva-se o direito de excluir do concurso textos ofensivos ou que não se enquadrem minimamente no tema, bem como a resolver qualquer eventual questão entretanto suscitada.

E pronto, agora resta-me esperar que deem aí com força no teclado e esclareçam quais são as vossas (nossas) razões para acreditar...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TROCA DE MARCADORES DE LIVROS

Num grupo do facebook dedicado a livros e leituras, uma amiga sugeriu que fizéssemos uma troca simbólica de marcadores de livros pelo Natal. Como colecionadora dos ditos (na última contagem tinha 170, quatro dos quais lembranças que me ofereceram na noite de consoada), achei a ideia simpática e alinhei!

Sexta-feira passada recebi este da fotografia! Que é todo em tecido, com aplicações em feltro, fitinhas e lacinhos de veludo e cosido à mão. Escusado será dizer que adorei! Além do bom gosto, a "menina" que o enviou tem também um grande jeitaço para a costura.

Não consigo é deixar de pensar que quando receber os meus vai ter um enorme desapontamento - não tenho nem metade do talento, os que enviei são mais corriqueiros, feitos em plástico e cartolinas. A única e vaga semelhança é que são igualmente coloridos... Ai, ai!