domingo, 6 de fevereiro de 2011

O ELO MAIS FRACO?

Odeio injustiças! A Operação Triunfo 2010 foi pródiga em evidenciar uma quantidade delas, no pequeno ecrã. Não sei se o concurso tinha limite de idade, mas sendo o prémio final uma bolsa de estudos na Berklee Collegue of Music de Boston, é de supor que visava concorrentes ainda jovens.
Dos 15 finalistas apurados inicialmente dois já ultrapassavam a barreira dos trinta anos, enquanto a maioria estava por volta dos 18/20. Mas se os aceitaram, eram concorrentes como os outros, certo?! Errado! Júri e professores conluiaram-se nas suas preferências por (alguns) putos mais novos, chegando ao cúmulo de os safar da nomeação para saída "por se tratar(em) do elo mais fraco". Mais fraco(s) na prestação musical, note-se! Ou que alguns já tinham aproveitado uma vasta aprendizagem (na escola), deviam dar "espaço" aos outros...
Assim, Jorge Roque, com a "provecta" idade de 32 anos, andou quase sempre na berlinda das nomeações. Desde a boina que usou na primeira gala - ui, ui, haveria tanto a dizer dos "modelitos" que Sílvia Alberto trajou... - passando pelo "és capaz de fazer melhor!", até aos restantes destemperos enunciados, tudo serviu! Nem o facto de ter presença em palco, uma grande versatilidade para cantar géneros musicais tão diferentes como jazz, rock ou fado (que muitos dos outros candidatos claramente não possuíam) ou até a rara capacidade de atingir um timbre de voz semelhante ao dos cantores originais (muitas vezes, para melhor!), o beneficiou junto do júri ou professores. Felizmente, o público não foi em cantigas e percebeu que quem canta assim Frank Sinatra não é gago:


Jorge Roque ganhou e foi o justo vencedor! E se bem que todos os candidatos fossem talentosos (uns mais que outros, obviamente!), não se entende o que um júri desta laia estava lá a fazer: falava muito, dizia pouco e acabava sempre nas "embirrações" ou preconceitos do costume...
Isto para dizer o quê, uma vez que o concurso já terminou há duas semanas? Que o que se espera de QUALQUER júri (e de professores também) é que seja isento, imparcial e justo! É pedir muito?

Fotografia da net.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

200 ANOS DE EVOLUÇÃO

Já se sabe que as estatísticas valem o que valem - se um homem come dois bifes e outro não come nada, estatisticamente cada um come um bife - mas a verdade é que são importantes para estabelecer aspectos da realidade que nos rodeia e traçar planos e objectivos futuros, eventualmente corrigindo erros ou injustiças mais flagrantes.
Recentemente recebi este vídeo por e-mail (obrigada, Michel!), em que Hans Rosling - médico e professor universitário sueco - explica graficamente a evolução de 200 países, em 200 anos, em pouco mais de 4 minutos, num programa da BBC. Mais esclarecedor é impossível:


E como entretanto está a chegar mais um fim de semana, aproveitem e

DIVIRTAM-SE!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

UM BOM COELHO?!?

Fotografia de Ian Britton

Segundo a astrologia chinesa, começa hoje o ano do Coelho, que vem substituir o do terrível e agressivo Tigre. E as previsões do novo signo regente são fantásticas: paz, harmonia, felicidade, evolução, progresso, um autêntico paraíso na Terra!
Não sei porquê, estou muito céptica em relação a esse futuro glorioso! Não é por pessimismo, até porque  sou um optimista convicta. Mas tanta facilidade assim? Muda o ano chinês e reina a calma e alegria? Pois, estou mesmo a ver...
Mas dêem-me um bocadinho de música, que até gosto:


Com ou sem coelho (e não me refiro àqueles dos tachos), a esperança num mundo melhor prevalece! Sem eclipses, que já fartam...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COZINHA... INFERNAL!!!

Se há assunto que me prende a atenção, no zip zap do comando da TV, culinária é um deles: papo todos os programas, portugueses ou estrangeiros! Claro que alguns são vocacionados para as refeições rápidas do dia a dia - o que já me ri com a Nigella Lawson, que nem picar cebola sabe - outros para os pratos regionais (João Carlos Silva era um mestre do improviso "Na roça com os tachos"), talvez a maioria mais inclinada para a cozinha tradicional de cada país, mas certo é que se aprendem sempre alguns truques com todos eles. Embora nem sempre cresça água na boca...
Portanto, o que faltava era mesmo um programa sobre gastronomia, 'haute cuisine' ou como lhe queiram chamar, embora a probabilidade dos grandes chefes revelarem os seus segredos seja reduzida. Ou nula. O que até se compreende, pois é assim que eles ganham para o tacho!
Então, um dia destes, apanhei um episódio de "Hell's Kitchen" na SIC Radical. Vários chefes num concurso gastronómico? "Promissor!", pensei já a salivar. O que se seguiu, não tem semelhança nenhuma com qualquer programa televisivo, havido ou por haver: resumidamente, diria que é um concurso de terror para cozinheiros ambiciosos de tendências masoquistas e/ou sádicas! Querem mais original?!
Gordon Ramsay - um grande chefe escocês, co-proprietário de uma cadeia de restaurantes de luxo a nível mundial e coordenador de uma vasta equipa de cozinheiros de gabarito - ajuíza a prestação dos candidatos com uma mão de ferro, direi mesmo tirânica. Ele grita, insulta, provoca, ofende, goza e castiga todos, enquanto parte pratos e manda panelas pelo ar, numa agitação e irritação constante. De vez em quando também elogia algum e premeia as equipas vencedoras de cada desafio, numa nítida tentativa de incentivar os conflitos. O que consegue sem dificuldade, já que os concorrentes são igualmente egocêntricos, narcisistas e arrogantes, numa espécie de fotocópia do líder.
E afinal o que se aprende de gastronomia? NADA! As câmaras preferem mostrar as reacções estampadas nas caras de professor, alunos ou dos júris/convivas à mesa, do que propriamente a confecção dos pratos ou os movimentos em redor dos fogões! Quer dizer... ensina a ser um ditador na cozinha, mas isso interessa a alguém?

Imagem da net.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

NA BOCA DO LOBO...

Não me querendo repetir, mas já me repetindo, vou relatar o episódio que aconteceu no liceu D. Pedro V, algures lá para o ano lectivo de 1972/73, quando foi cercado pela PIDE/DGS. OK, tinha apenas 13 ou 14 anos, mas há momentos que ficam para sempre gravados na nossa memória!
A minha turma tinha aulas no turno da tarde, no pavilhão A4. Este era o mais distante das salas de convívio e de professores (e o intervalo de 10 minutos curto para ir até lá), mas no início dessa tarde notava-se alguma agitação no ar: constava que uns estudantes do Técnico estavam dentro da escola. De princípio nem ligámos muito, mas logo se propagou que estavam a ser  perseguidos pela PIDE/DGS e aí já quase todos adivinhávamos problemas, mesmo com poucas ou nenhumas noções de política.
A campainha tocou para a entrada e os professores demoraram bastante a chegar, mas lá avistámos a nossa de português, convenhamos que com alívio - tinha a alcunha de "drogaria ambulante", devido às maquilhagens carregadas que usava habitualmente, mas mesmo assim estava notoriamente pálida. Mas pelo menos teve a coragem de ir à aula, o que não aconteceu com outros. O pavilhão A4, além de isolado atrás do ginásio, tinha uma vista privilegiada para a rede de arame que dividia a escola dos terrenos baldios limítrofes e, lá no fundo, tinha uma escapatória (buraco na rede) utilizada por todos os alunos que queriam sair, sem passar pelo portão. 
Sem nos apercebermos do porquê, de repente, começámos a ver colegas de outras turmas a fugir esbaforidos, para a única alternativa que conheciam. Mas nós, que estávamos dentro da sala, conseguíamos observar a barreira de homens que entretanto se formara e circundava a escola e o modo como recebiam ou iam ao encontro dos fugitivos "suspeitos": ao murro e à cacetada! Tentávamos avisar pelas janelas para não fugirem, mas a desorientação de todos era enorme! A professora já tinha trancado a porta da sala, por via das dúvidas, com um "aqui ninguém entra!". E se o pânico estava instalado lá fora, dentro várias raparigas também choravam, algumas quase histéricas. Alguém teve a ideia de cantarmos. E cantámos, enquanto assistíamos, impotentes! Às tantas a professora lembrou-se que podíamos ser confundidos com rebeldes e calámo-nos imediatamente! Depois contaram-se anedotas, embora ninguém tivesse vontade de rir. A campainha tocou novamente para intervalo. Apesar das "distracções" os choros continuavam. Mas saímos da sala com "normalidade", tal como a docente recomendou, sossegados e colados às paredes. Tocou outra vez! A aula era de matemática e a professora chamava-se Laura Galo. Não deu abébias nenhumas a mais choradeiras, voltámos ao glorioso mundo das equações...
No dia seguinte, alguns dos nossos colegas ostentavam sinais da violência que foram alvo - nada de muito grave, umas poucas cabeças partidas e umas tantas nódoas negras a mais. Não chegaram a ser detidos ou presos, nem levaram a carecada reservada aos verdadeiros activistas: a maior parte dos coitados nem tinha nada a ver com aquilo, eram apenas putos de 13 ou 14 anos!
Evidentemente, nada disto foi noticiado na época! Mas, acreditem ou não, aconteceu realmente...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

VAIS CONHECER O HOMEM DOS TEUS SONHOS

Não haverá muito a dizer sobre este último filme de Woody Allen, excepto que é divertido q.b. O que já é bastante, para aqueles, como eu, que não são grandes fãs do realizador/argumentista/actor. Que em "Vais Conhecer o Homem dos teus Sonhos" se limita aos dois primeiros papéis: os actores são outros!
Alfie (Anthony Hopkins) divorcia-se da mulher Helena (Gemma Jones) ao fim de 40 anos de casamento, o que a deixa muito deprimida. Sally (Naomi Watts), a única filha do casal, preocupa-se com a mãe, que após recorrer a vários psiquiatras acaba por "se tratar" com uma vidente (Pauline Collins), obtendo melhores resultados do que com os tratamentos médicos. Por seu turno, o marido de Sally, Roy (Josh Brolin), está a passar por uma fase negativa: apesar de ter publicado um livro, está com dificuldade em terminar o segundo e com receio deste não ser aprovado pela editora. O casamento do casal parece também estar a desmoronar, não só pelas dificuldades monetárias, como pelas frequentes visitas da mãe e sogra deprimida, que lhes tenta impingir as previsões futuristas da vidente e restantes teorias esotéricas, a par de um interesse cada vez maior de Roy pela deslumbrante vizinha da frente (Frieda Pinto) e de Sally pelo charmoso patrão da galeria de arte onde trabalha (Antonio Banderas). Só a vida amorosa de Alfie parece correr de vento em popa, de casamento marcado com uma actriz com metade da sua idade (Lucy Punch), com a qual pretende ter o filho que perdeu há muitos anos, o que também não agrada à filha, que vê na mulher uma prostituta ambiciosa a dar o "golpe do baú"...
Um enredo recheado de amores e desamores comuns, de solidão e da busca do companheiro ideal, dando a noção que raramente se volta para trás e que nem sempre as mudanças são para melhor. Num tom de comédia, o que torna os dramas vividos no ecrã mais leves. Nem por isso menos reais! 
Trailer já a seguir:


Acrescento ainda que gostei da música inicial e final.

Imagem do cartaz promocional do filme, da net.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

OUTRO JARDIM À BEIRA MAR

Adoro passear em jardins! Mas nem todos estão ao nosso alcance, como este, considerado o maior do mundo...

Keukenhof fica próximo de Lisse, na Holanda, a meio caminho entre Amesterdão e Haia. Podem espreitar o site aqui.

Tulipas, como não podia deixar de ser, jacintos, narcisos e lírios florescem anualmente dos sete milhões de bolbos plantados.

Consta que é também dos locais mais fotografados do mundo. E entende-se porquê: muitas flores, num caleidoscópio multicolorido!

Este ano estará aberto de 24 de Março até 20 de Maio e será subordinado ao tema "Alemanha: Terra de Poetas e Filósofos". Para cativar os muitos turistas alemães que costumam visitar o parque. 

Na pesquisa sobre o local ainda li alguém a queixar-se que a entrada custava 14 euros, um desperdício, quando existiam muitos outros jardins lá na terra de onde vinha, que não custavam nada.  Há gente muito tonta e ingrata com a vida, não há?


BOM FIM DE SEMANA E DIVIRTAM-SE!!!

Fotografias da net.
(Obrigada, Michel!)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OS BONS VELHOS TEMPOS...

A notícia é antiga, mas completamente disparatada: cerca de 46%  dos portugueses inquiridos numa sondagem consideraram que se vivia melhor há 40 anos em Portugal do que actualmente! Mesmo descontando os "velhos do Restelo" e aqueles que nem eram nascidos na altura, mas não se inibem em mandar uns palpites para o ar, a percentagem é demasiado elevada! Memória curta ou ignorância do passado?
Então como era a vida deste país no início dos anos 70? O facto de estar em plena guerra colonial (sem fim à vista), só por si, é esclarecedor: milhares de jovens soldados partiam para aquelas terras distantes, na incerteza se algum dia voltariam ou como, o que naturalmente era um drama para os próprios e também para as suas famílias. Ditadura é ditadura, e nem por ser marcelista em vez de salazarista era mais branda: a PIDE só trocou de nome para DGS, mas os métodos mantiveram-se - vigiar, perseguir, interrogar, prender, torturar ou eventualmente até matar todos os opositores ao regime, ou meros suspeitos. A censura também era feroz nos meios de comunicação social, qualquer crítica vaga (ou tema do desagrado dos governantes) era simplesmente suprimida com o tristemente famoso "lápis azul", sem nunca ser publicada ou divulgada. Portanto, o clima era de medo!
O analfabetismo rondava os 26% da população (nos últimos censos, de 2001, já tinha baixado para 9%). A gente do povo trabalhava de sol a sol em troca de parcos salários, num país ainda imensamente rural, raramente os seus filhos tinham oportunidade de seguir os estudos para além da escola primária, começavam a trabalhar prematuramente para ajudar ao sustento familiar. Para fugir a esse destino fatídico,  muitos emigravam para o estrangeiro ou tentavam a sorte nas grandes cidades. Mas os direitos dos trabalhadores eram inexistentes, o que significava que os patrões conseguiam abusar mais, portanto normalmente tinham de se sujeitar a serviços humildes e mal remunerados, podendo ser despedidos a qualquer momento. Os horários eram prolongados e dia de descanso era só ao Domingo. Embora no funcionalismo público e em algumas grandes empresas já houvesse a "semana à inglesa" - trabalhava-se mais meia hora por dia, para ter a tarde de Sábado livre. Na classe médio-burguesa as regras eram idênticas, mas muitas mulheres ainda não trabalhavam fora de casa, dedicavam-se a tomar conta dos filhos e a ser "fadas do lar", mas também elas sujeitas aos ditames dos maridos - sem se poderem divorciar, que o Estado e a Igreja não permitiam, a velar pela moral e bons costumes. Eventualmente tinham criadas (as tais raparigas da província, que mal sabiam ler ou escrever) para as auxiliar nas tarefas domésticas, dependendo da situação monetária familiar. Luxo e ostentação estavam reservados apenas a meia dúzia de famílias ligadas ao regime e ao poder económico. Como sempre...
Água canalizada, esgotos ou luz não chegavam a todo o território nacional nem à casa dos mais pobres, com graves consequências para a higiene e saúde de toda a população. Consequentemente, televisores ou frigoríficos nem todos possuíam, máquinas de lavar roupa ou louça estavam nos primórdios. Nem vale a pena referir os telefones, quase circunscritos às grandes cidades.
Em relação a  transportes, o número de carros era muito menor, logo também o de ruas e estradas. Daí que fazer Lisboa-Vila Praia de Âncora (no distrito de Viana do Castelo) ou vice-versa num carrito (imagino que em grandes bólides não seria muito diferente), fosse uma aventura para demorar cerca de 7 horas, fora as várias paragens. Lisboa tinha comboio para todas as zonas do país e Espanha, eléctricos amarelos, autocarros verdes (alguns de 2 andares, como em Londres) e uma rede de metropolitano em Y, que terminava nos Anjos, em 1972 prolongada até Alvalade. Este sempre a abarrotar de gente, até porque os eléctricos eram agradáveis para as funções que ainda mantêm hoje, em zonas restritas da cidade: lentos passeios turísticos!
Obviamente que muito mais haveria a acrescentar e nem tudo era mau nessa época! Mas a pergunta é outra: esses 46% de inquiridos têm a vaga noção do que era essa vivência de há 40 anos? Idealizar um passado feérico, que nunca existiu realmente, é um erro - o progresso veio para ficar, felizmente! O mais que podemos tentar, é limar as arestas mais bicudas de um presente tendencialmente consumista e de um capitalismo sem freio...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SÓ PARA CHAT(EAR)?

Por norma, não sou adepta de chats. Dão jeito para um recado, para tirar uma dúvida, até para uma pequena conversa ou desabafo, mas esporadicamente, quando alguma situação o justifica.
Acontece que o facebook também tem chat, mas há mais de um mês que o tenho permanentemente desligado. Aliás, nem percebia porque é que alguns amigos o tinham sempre off quando andavam nitidamente por lá (escreviam, comentavam e tal), mas comecei a entender quando as solicitações começaram a ser maiores: era uma italiana a querer contar a história da vida dela, sem saber falar português ou inglês; era uma a pedir-me não-sei-o-quê para a sua quinta, quando disse que não tinha parecia não acreditar; ainda outra a tentar convencer-me a vender os produtos dela; e por dá cá aquela palha, lá aparecia alguém no chat pronto a chatear. Com 3 pessoas em simultâneo, como chegou a acontecer? E as cenas tornaram-se tão caricatas, ao ponto de um aparecer para dizer olá, que estava a fazer peixe cozido com batatas para o jantar e quando terminou a cozedura despediu-se com um "xau, que agora vou comer". Sem nenhuma outra conversa de permeio, note-se!
Bem sei que há muita gente triste e solitária, que precisa de uns minutinhos de atenção, mas nem sou psicóloga, nem a madre Teresa de Calcutá - embora corra o boato que a mulher não era nenhuma pêra doce, mas pronto. Portanto, resolvi acabar com o chat facebookiano, principalmente para não me stressar com estes cromos, que mal conheço. O que em parte lamento, pois os amigos daqui e pessoais nunca me chatearam, antes pelo contrário.
Revolta mesmo senti no momento em que soube que alguns amigos ficaram com as contas canceladas no FB, por usarem os nicks blogosféricos e não os seus nomes próprios. Mas tem sentido aparecer por lá como Zé Maria dos Pincéis (sem ofensa), quando se é conhecido por um nick? Quem é que sabe? Tá-se mesmo a ver que deve ser um funcionariozinho da treta armado em prepotente (raio de mau hábito), porque o que não faltam por lá são estabelecimentos comerciais, núcleos de partidos políticos, vendedores online ou até pessoas que abrem contas com o nome de outras (o próprio Malato afirmou na TV haver uma página dele no FB em que não tinha metido "nem prego nem estopa") e esses parecem intocáveis. Quer dizer, é esperar para ver se o dito cujo continua nessa "limpeza", que muitos amigos já voltaram, com outro ou o mesmo nick. E fizeram muito bem, porque ideias de jerico são para esquecer...