A escolha do local relaciona-se com o tema do livro: o teatro de amadores, expressão que a autora prefere a teatro amador, pois designa todos aqueles que amam o Teatro. A ponto de, com muito sacrifício e empenho, depois de um dia de trabalho "lá fora" ainda subirem ao palco à noite, para encarnar outras personagens...
"A casa ficava no meio de um bairro popular da cidade, no alto de uma colina, mesmo ao lado de um miradouro onde se dizia que, em tempos muito antigos, as mulheres iam dizer adeus aos marinheiros que partiam para as descobertas - e esperar por eles no regresso.
Via-se o Tejo ao fundo e, desde o primeiro espectáculo, a casa caiu nas boas graças da vizinhança, que, a partir daí, sempre se encarregou de encher a sala."
A apresentação propriamente dita ficou a cargo de Virgílio Castelo, que em meia dúzia de palavras, quase poéticas, explanou a convicção inexplicável dos actores, que entre alegrias, angústias e incertezas entendem que, a cada momento, "aconteça o que acontecer, nascemos para isto". Onde acrescentou que "viver na memória dos outros é o único paraíso a que os actores têm acesso".
Sobre o livro, esclareceu: "Se em vez de nome próprio todos tivéssemos alcunhas como as personagens da Alice Vieira, pedidas por empréstimo a Gil Vicente, talvez a organização do mundo desse menos trabalho: ninguém poderia representar um papel que não fosse aquele para o qual tivesse nascido. Não teríamos erros de casting, como tantas vezes nos queixamos, na política, na sociedade, nas empresas, nas instituições, etc."
Não, não foi erro de casting, que ele desempenhou lindamente o seu papel! Pena não lhe ter tirado uma fotografia de jeito, que as da plateia para o palco saíram... impróprias para consumo... (para dizer o mínimo!) As minimamente aceitáveis foram tiradas momentos antes do início do lançamento, no pátio da Academia, enquanto a escritora convivia alegremente com alguns amigos e familiares.
Voltarei a escrever sobre o livro, depois de o ler...
Post-scriptum - na primeira fotografia com Manuel Luís Goucha e Victor de Sousa, na segunda com a filha, Catarina Fonseca.
Não, não foi erro de casting, que ele desempenhou lindamente o seu papel! Pena não lhe ter tirado uma fotografia de jeito, que as da plateia para o palco saíram... impróprias para consumo... (para dizer o mínimo!) As minimamente aceitáveis foram tiradas momentos antes do início do lançamento, no pátio da Academia, enquanto a escritora convivia alegremente com alguns amigos e familiares.
Voltarei a escrever sobre o livro, depois de o ler...
Post-scriptum - na primeira fotografia com Manuel Luís Goucha e Victor de Sousa, na segunda com a filha, Catarina Fonseca.













