terça-feira, 24 de novembro de 2009

DIVÃ

Mercedes leva uma vida rotineira e normal ao lado do marido, Gustavo, e dos dois filhos de ambos. Ao consultar um psicanalista por mera curiosidade, e no relato da sua vivência aparentemente perfeita, a mulher de 40 anos começa a questionar o seu casamento (que dura há 20), o seu desejo de seduzir e ser seduzida e a própria realização profissional. As mudanças tornam-se inevitáveis, quando toma consciência que a estabilidade e a segurança alcançadas são mais fachada do que realidade...

O medo do envelhecimento, a traição e a solidão conduzem a novas aventuras desvairadas, em que a personagem se assemelha a muitas outras que cruzam o nosso dia a dia com frequência. Entre risos e choros - a busca da felicidade raramente é fácil - vale a Mercedes a amiga de longa data, Mónica, que mesmo não concordando com todas as suas opções a apoia incondicionalmente.

Gostei do filme realizado por José Alvarenga Jr. e da excelente interpretação de Lília Cabral, bem como da dos restantes actores do elenco: José Mayer, Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond, Alexandra Richter, entre outros.

O trailer contém cenas demasiado reveladoras do enredo, mas deixo aqui para quem o quiser ver.

Diz Gustavo (José Mayer) sobre a separação: "A gente só está tentando transformar uma vida chata em duas divertidas!"


Imagem do filme, da net.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

VAI UM CARTÃOZINHO?

Um dia destes, uma amiga minha atendeu uma chamada no telelé da filha, porque esta não se encontrava por perto.

A oferta era de um cartão de crédito para a adolescente, com múltiplas vantagens, segundo assegurava o vendedor. "Não, ela não está interessada!", respondeu calmamente a mãe. O homem insistiu que a proposta era tentadora, blá, blá, blá, e que se calhar a jovem ficaria entusiasmada...

"Quem não está interessada sou EU!"
- rematou, de forma mais ríspida. - "Ela entrou recentemente para a Faculdade, não tem emprego, de modo que não precisa de cartão de crédito nenhum, nem tem como o pagar!"

"Ah, pois, sendo assim... é capaz de ter razão... E a senhora, não quer o nosso cartão???"


Fotografia da net (autor: Fotero)

domingo, 22 de novembro de 2009

O DIA DO PASTEL DE NATA

O ser humano é um animal de hábitos. Ora se durante anos raramente comia uma fatia de bolo (nem em aniversários, diga-se de passagem), porque é que nos últimos tempos, todos os Domingos, começámos a comprar um bolinho, daqueles tipo caseiro, em que raramente sobrava uma migalha para amostra no dia seguinte? (se bem que não seja eu a comer a maior porção, note-se!) E depois dessa fase, começou a dos pastéis de nata: que se vendem aos magotes, no mesmo local, havendo até gente a fazer fila para a gulodice dominical. Na verdade, têm um folhadinho estaladiço e um creme delicioso, de deixar a um canto os famigerados pastéis de Belém...

Em miúda costumava ouvir a minha avó citar uma frase popular: "Não há Sábado sem sol, Domingo sem missa, nem Segunda sem preguiça!" Como os tempos mudam! Sábados soalheiros este ano foram raros, mesmo quando a malta passava a semana a suar as estopinhas e a sonhar com a praia ao fim-de-semana, que amanhecia invariavelmente chuvoso ou nublado.

Hummm... Domingo sem missa, pois, contam-se pelos dedos de uma só mão os católicos que conheço que ainda lá vão. Porque não simpatizam com o prior da freguesia, preferem ir passear ou ficar na cama a dormir. Obviamente são opções, mas eles é que acreditam em pecado e Inferno... Por aqui o único ritual é o do pastel de nata domingueiro (nham nham) e quando falha, como hoje, porque havia jogo na Catedral (ai, ai!) e a zona estava mais densamente povoada do que o costume, faz cá uma falta. Tanta que tive de a compensar com uns chocolatinhos - e ainda me admiro de ter engordado cinco quilos nos últimos 3 anos! (ai, ai!)

Onde o provérbio continua actual e a fazer todo o sentido é na preguiça de Segunda-feira... (ai, ai!)

sábado, 21 de novembro de 2009

KA... ESTAMOS EM FESTA!!!

Ka... estamos cantando os Parabéns!

Ka... estamos erguendo a taça de champanhe para um Tchim-tchim!

Ka... estamos preparados para provar a deliciosa fatia de bolo!

Ka... estamos desejando muitas felicidades para ti!

Ka... estamos fazendo votos de muita Paz, Amor, Saúde e Alegria! Hoje e sempre!

P A R A B É N S, KA!

E BOM FIM-DE-SEMANA PARA TODOS, está claro!

Imagem da net.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A MÍSTICA DE UM JARDIM

Bruno Torfs é um pintor e escultor sul-americano que, a certa altura, resolveu mudar-se com a sua família para a Austrália, encontrando perto de Marysville (um pequena cidade a cerca de 95 quilómetros de Melbourne) o local ideal para construir a sua casa, galeria e um jardim de sonho...

A galeria destinava-se aos seus quadros e esculturas mais pequenas e o jardim iniciou-se com quinze estátuas de terracota em tamanho real, que foi completando e acrescentando ao longo dos tempos, enquanto atraía a presença de milhares de visitantes de todos os cantos do planeta.

A temática variada denota as viagens que o artista efectuou por vários países do mundo, por vezes com toques místicos e encantados, onde pululam fadas, duendes e feiticeiros, alguns a relembrar as personagens de Tolkien no "Senhor dos Anéis"...

A comunhão com a Natureza era perfeita, já que as esculturas se assemelhavam a uma extensão da floresta circundante, num enquadramento adequado à sua exposição.

Até que a 7 de Fevereiro deste ano um fogo arrasador destruiu tudo à sua passagem, ceifando vidas de pessoas e animais, bem como as casas e a verdejante floresta que acolhia as obras do artista. Bruno e a família ainda conseguiram fugir das chamas a tempo, nem toda a vizinhança teve a mesma sorte...

Quando as autoridades permitiram a família regressou ao local, embora sabendo de antemão que da casa e da galeria não restavam mais que cinzas e destroços. Surpreendentemente, cerca de 60% das estátuas estavam intactas ou podiam ser reparadas, mesmo que a paisagem fosse desoladora, como o demonstra a imagem:

Com a ajuda de familiares, amigos e vizinhos, Bruno Torfs dedica agora os seus dias a reconstruir o seu jardim encantado, como podem verificar no seu site - Bruno's Art & Sculpture Garden.

Aos poucos a Natureza também vai lambendo as imensas feridas do incêndio devastador, fetos e arbustos começam a pontilhar de verde as árvores calcinadas, mas é certo que ainda vão decorrer muitos anos até se parecer ao que era, como podem observar aqui:



Há gente absolutamente fantástica, não há?!

Fotos da net.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

OS HOMENS NUNCA MUDAM?!

Fotografia de Ian Britton

Em finais dos anos 80 trabalhei como secretária do departamento comercial de uma média empresa de informática. Uma certa tarde, apareceram por lá quatro raparigas a pedir para falar com o gerente: pretendiam autorização para falar com os empregados, durante uns breves minutinhos, para divulgar os livros de uma editora e verificar o interesse que eles suscitavam junto ao pessoal - resumindo, eram vendedoras! Afirmavam ainda ser estudantes universitárias e que essa "prospecção" as ia ajudar a angariar pontos, necessários para lhes custear os estudos. O gerente, homem na casa dos trinta e tais, era tudo menos parvo, mas imagino que tivesse ficado bem impressionado com a lábia e a indumentária das jovens: os tailleurs escuros conferiam-lhes um ar profissional, embora as mini-saias a exibir uns bons nacos de pernas fossem escusadas, os saltos bem altos dos sapatos e as maquilhagens cuidadas também. Avisou que ele próprio não estava interessado, mas que tinham autorização para falar com os funcionários, desde que não interrompessem o normal funcionamento da empresa durante muito tempo.

Quando vi aquelas quatro criaturas, bamboleando as ancas, enquanto avançavam pelo corredor na direcção da sala do departamento comercial, até tive vontade de rir. Os gajos também eram vendedores (à excepção do maridão, que ainda estava longe de ser namorado, que por acaso também se encontrava lá devido à análise de um programa ou coisa) de modo que esperava um baile... Santa ingenuidade! As meninas, muito solícitas, começaram por lhes fazer um pequeno inquérito sobre os interesses pessoais de cada um e eles adoraram esclarecê-las com todos os pormenores e mais alguns, quase babavam perante o "insuspeito" interesse delas! Nunca na vida tinha visto uma massagem ao ego tão bem feita... e a maioria nem era dada a literaturas de qualquer espécie! Até o director comercial não resistiu a ir lá meter o bedelho e dois dedos de conversa...

Entretanto saí da sala para fazer não sei o quê, encontrei uma colega de outro sector - essa sim, uma leitora compulsiva - ainda comentámos a patetice dos homens. As moças lá fizeram o "tour" pelos vários sectores, não incomodaram ninguém que dispensasse a "divulgação" (como eu, essa amiga e outros), na verdade sucesso de vendas foi só no comercial. Ao fim da tarde a romaria foi outra, cada um ia lá perguntar o que eles tinham comprado - assim como quem não quer a coisa, só por simples curiosidade... -, um que nem o jornal lia tinha encomendado as obras completas não sei de quem, outro dois livros de culinária e de costura para oferecer à mãe no aniversário e no Natal (ui, a coitada deve ter rebentado de tanta felicidade!), outro idem para a mulher (se o arrependimento matasse...), mais um ou outro livrito solto dos mais moderados, a bem dizer só um dos presentes escapou à "sedução" das vendedoras. Mas que o caso deu risota durante meses, lá isso deu!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

TOLERÂNCIA LIMITADA

Fotografia de Ian Britton

Eleger um dia por ano para escrever sobre a tolerância no mundo parece-me pouco! Na verdade, a minha tolerância é limitada: não suporto intolerantes! Mas, para ser sincera, ao tentar listar todos os preconceitos que a geram, desisti! Sermões (aos peixes ou a outros seres) também não fazem muito o meu género, nem me apetece falar sozinha para sempre! Resta-me a firme convicção que a estupidez humana é ilimitada (ui, já li isto em algum lado!), numa sociedade onde prevalece a lei do mais forte, poderoso, convicto... e, normalmente, intolerante!

Uma das últimas "discussões" que tive com o meu avô - já velhote, rezingão e machista q.b. - foi sobre esta artista, que, segundo ele, não devia cantar por ser tão feia! O vovô era um queriducho (já morreu há muitos anos), mas não usava impermeável contra certas intempéries opinativas! Discordei e continuo a discordar, nem ainda hoje consigo ver a "fealdade" de uma cantora que fascina com a voz :




PARABÉNS, PASCOALITA!
(a rosa é para ti, está claro!)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SEM RUMO...

Histórias mal contadas têm um certo fascínio: nunca se sabe como vão acabar! E se é válido para uma telenovela mexicana, em que o happy end até é assegurado, para um livro ainda mais - resta sempre a ilusão que as explicações racionais chegarão no final...

Assim, quando um policial começa com um padre a pedir ajuda ao seu melhor amigo - convenientemente, um agente do FBI - para proteger a sua irmã (que anda a ser vigiada e perseguida por um psicopata que ameaça matá-la), ninguém estranha. Quando estes se encontram e ficam desde logo atraídos pelos atributos físicos um do outro, pois, já se viu que também vai ter romance. O grandioso plano, claro, é fingirem-se apaixonados para espicaçar o tal psicopata a atacar, caindo assim numa armadilha que eles e o FBI (em peso) andam a preparar. Hummm.... cheira a banalidade, mas nunca se sabe!

Depois da leitura do livro, o que se sabe com certeza é que a conceituada escritora americana, traduzida em cerca de 28 línguas - que ainda somou mais umas cenas eróticas ou de terror, para apimentar o suspense do enredo - dificilmente venderia qualquer livro, se escrevesse em português. Tão mau, tão mau, que até o SujDesc* (com esta grafia!) não entende uma bomba que surge num momento culminante...

Nada contra a publicidade de editores e livreiros, mas a tolerância é zero, quando enganosa!!! Daí preferir não divulgar o título, a autora, a tradutora ou a editora! (também é possível que o meu grau de exigência literária esteja a aumentar, mesmo em policiais)


SujDesc* - tradução "literal" para sujeito desconhecido (o criminoso)? (nem a tradutora se dignou a colocar nota explicativa)

domingo, 15 de novembro de 2009

NÃO SÃO SÓ PARA MIM...

Fotografia de Ian Britton

... são para quem os quiser apanhar! Mais uns selinhos, pois está claro, que vieram aqui parar ao meu canto e que distribuo por todos os linkados, como de costume. Et voilá:

Violeta veio da Teresa (do blog "Continuando assim..."),


Nota 10
chegou da Myllana (do blog "Loving my Life")

e

Buscando novos caminhos foi oferecido pela Licas (do blog "Licas - ontem e hoje").


A todas: MUITO OBRIGADA!

Post-scriptum - A nota 10 (nota que tive várias vezes enquanto andava a estudar, diga-se de passagem, eheheh!) é a máxima no Brasil! E a Myllana está cá entre nós, mas nasceu e cresceu lá, tanto quanto sei. Para que não surjam mal-entendidos... :)