
Desde tenra idade que a pintora e escultora inglesa
Heather Jansch tem duas paixões na vida: desenhar e cavalos. Ela sonhava tornar-se uma artista a viver nas montanhas, rodeada de árvores, riachos e cavalos. Obviamente que, para uma criança com estes ideais, ficar todo o dia fechada numa sala de aulas é um suplício: à excepção das aulas de Desenho (e de Inglês), as notas da jovem eram um descalabro. Mesmo assim conseguiu entrar num colégio que valorizava especialmente os dotes artísticos dos alunos, de onde saiu para a Universidade de Londres (Goldsmiths'College). Mas, há sempre um mas, ao fim de um ano foi convidada a sair. Porquê? Pois, vivia-se uma época em que os trabalhos figurativos estavam definitivamente fora de moda, os estudantes eram encorajados a utilizar figuras geométricas em grandes telas de cores vivas. Assim, consideraram que ela não tinha estofo de artista...
Enganaram-se! Embora arrasada e sentindo-se à deriva, continuou a desenhar - particularmente cavalos - e já era uma pintora reconhecida quando teve a ideia que a distinguiu dos demais artistas: utilizar os troncos, ramos, galhos e gravetos das árvores que vêm dar à costa com as marés, para as modelar e esculpir em formas equídeas (e não só). A fotografia ilustra bem a espantosa arte que
Heather desenvolveu ao longo dos últimos anos. A escultura retratada encontra-se no Jardim do Luxemburgo, em Paris! (aposto que muitos dos pintores de bolas, quadrados e triângulos laranjas, verdes e vermelhos, só foram a Paris em passeio...)
Para os mais curiosos, fica o
site de Heather Jansch.
Fotografia de autor desconhecido, na net.
Nota -Trata-se de um resumo de várias opiniões que li sobre a escultora, inclusivé da própria, não de uma tradução ou do já tristemente célebre corta-e-cola.
Nota1 - Agora só falta convencer os Presidentes das Câmaras cá do rectângulo, que estas são verdadeiras e belíssimas estátuas e que aqueles calhaus-a-fingir-que-são-estátuas são... meros calhaus!!!