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sexta-feira, 1 de junho de 2012

CRIANÇAS COMUNISTAS!

muito, muito tempo, nas férias grandes de verão, quando elas eram mesmo grandes e se alongavam por  três meses de um dolce farniente livre de qualquer obrigação escolar, a criançada juntava-se em bandos na rua, tardes inteiras, com a imaginação sempre a fervilhar de novas brincadeiras. A rapaziada preferia jogar à bola, organizavam-se campeonatos de futebol com os "futebolistas" das ruas vizinhas. Vedado a meninas que, com sorte deles, às vezes assistiam. Porquê? Porque apesar das diferenças e de alguns desentendimentos pontuais, eles eram companheiros a jogar ao mata, como índios ou cowboys no faroeste urbano, a trepar árvores ou noutras travessuras que se inventassem no momento...

Outro entretenimento que era quase exclusivo dos rapazes, era o dos carrinhos de rolamentos, que os próprios faziam em casa com uma tábua, quatro rodas, uma corda e uns pregos, porventura auxiliados pelos pais ou irmãos. Aí, sorte era da "raparigada", se a deixassem dar uma voltinha, quer dizer, uma descidinha, na rua inclinada. Eles adoravam a adrenalina de conduzir aquele "bólide". Mas, apesar de exibirem sempre aquele ar de superioridade de quem concede uma grande benesse, acabavam por permitir que as meninas mais afoitas experimentassem aquele brinquedo espetacular. 

Claro que os "crescidos" não percebiam como é que a malta arranjava novos e constantes entretenimentos e uma criança que se esquecesse de ouvir o chamamento da mãe (pai ou vizinha!), da respetiva janela ou varanda, arriscava-se ao castigo de ficar em casa no dia ou semana seguinte, consoante a  "infração".

As bicicletas eram poucas ou quase nenhumas, ai de quem não deixasse dar uma pedalada a alguém do grupo, que as represálias sentiam-se na pele ou no ego e a reprovação geral era garantida. Não tinha o pomposo nome de bullying, a desavença consumava-se numa luta mais ou menos feroz, com uns socos e uma gritaria em redor, ou, nos casos mais extremos, por uma total indiferença em relação ao idiota que queria brincar, mas não partilhar os seus brinquedos. Obviamente, não faltavam nódoas negras, joelhos esfolados ou olhos à belenenses, mas, dentro de nós, sabíamos que esse confronto seria  esquecido no dia seguinte!

Oops! Analisando bem a situação, aquela miudagem era verdadeiramente "comunista"... 

DIVIRTAM-SE!

Imagem da net.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

CHARADA FÀCIL

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???

Vem isto a propósito de um fulano que desconheço, que me entupiu o mail pessoal de músicas durante as férias, por ter sido incluído no meu grupo de liceu no FB (só algumas vão directas para a caixa, mas estas escaparam!), mesmo não tendo andado lá. 399 mails entre músicas e comentários, obviamente os meus amigos sabiam que estava de férias. Depois de apagados, conjuntamente com algumas outras conversas facebookianas (poucas),  resultaram em cerca de 35 mensagens...
No próprio grupo já tinham surgido algumas queixas, porque no fundo é destinado a reencontros entre antigos colegas, trocas de fotografias, memórias ou assim, uma musiqueta de vez em quando nem cai mal, a propósito, mas este excesso musical entupia completamente o espaço, nem se lia "mainada."
E a minha irmã, mais "pão pão, queijo queijo" que eu, também reclamou que tinha a caixa inundada de mails do referido sujeito. Concordei na hora! E não é que logo de seguida aparece uma cambada a dizer que somos contra a liberdade de expressão? Curiosamente, um dos defensores dessa "liberdade", afirmava que, como éramos uma minoria, podiam "mandar-nos" calar... Confesso que com essa me ia passando!
Vem uma pessoa bem disposta e sossegadinha de férias, para levar com estes "embrulhos"? Não bastavam os telejornais?! Tal e qual "dama ofendida", o musicólogo despediu-se numa mensagem dramática e seguiu para outras paragens, apesar de algumas súplicas para que reconsiderasse. Agora, o seu grande defensor debita para lá vídeos musicais em vingança (tal como ameaçou), mas está longe de alcançar a performance do seu antecessor. Nem o gosto musical, que nisso todos concordámos que era bom, embora essa questão não estivesse em causa!
Cromos, como se vê, já colecciono desde a infância...