quinta-feira, 18 de outubro de 2007

PRÍNCIPES ENCANTADOS

Os contos de fadas sempre deram asas à imaginação das meninas, oferecendo-lhes sonhos de que um dia seriam felizes para sempre, ao lado do seu príncipe encantado.

Quais eram as características dos ditos? Sem entrar nos pormenores das fatiotas algo “demodés” (para não dizer caricatas e um pouco amaricadas), eram todos membros da melhor fidalguia, ostentando as suas riquezas, um bocado entediados com a vida, passando os dias sem fazer praticamente nada, a não ser caçar ou andar a cavalo. Jovens, belos, simpáticos, supostamente cultos e inteligentes, bem-falantes, arrancavam suspiros a todas as raparigas casadoiras do seu reino. Mas eles nada, que estavam à espera do grande amor da sua vida. Até que um dia, num encontro, num sorriso, num pestanejar de olhos, numa dança, ficaram perdidamente apaixonados à primeira vista! – Não sei se isto traduz a sua inteligência, mas pronto...

Aí é que os príncipes se começam a revelar verdadeiros heróis, lutam com bruxas, magos, madrastas malévolas, monstros de várias cabeças, dragões, para chegar próximo da donzela amada e o final feliz surgir no horizonte.

Quando o conto de fadas acaba e se entra na realidade, convém não ter ambições tão desmedidas. Príncipes encantados não existem! Nem a maioria de nós, princesas em perspectiva, dá azo a grandes paixões ao primeiro olhar!

Somos todos apenas homens e mulheres, com os seus defeitos e qualidades, perfeições e imperfeições. Para quem não acreditar nesta verdade nua e crua, tem aí muito “sapo” para beijar. Aposto é que não o conseguem transformar...

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Este post é dedicado a todas as mulheres – que hoje não me estava a apetecer falar do Makukula, do Cristiano Ronaldo ou do jogo com o Cazaquistão! Mas também é óbvio que as “belas princesas” não são eternas, especialmente se passarem horas, dias, meses e anos, em frente ao tanque e ao fogão.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

PENA DE MORTE - SIM OU NÃO?

Suponho que é uma questão de convicção, não interessam os condenados, quem quer que eles sejam. Entre um ditador facínora, sociopatas de várias nacionalidades, assassinos confessos, terroristas, reincindentes de vários crimes, desgraçados e injustiçados a vários níveis, para além de muito mulherio sujeito a tribalismos e religiões castigadoras, é igual para todos. Ou se é contra ou a favor!

Cerca de 70 países têm leis que a permitem, desses, uns 12 ou 13 não a aplicam na prática. Discutir o modo de execução, também é absolutamente irrelevante. Qual é o melhor ou o pior? O “cardápio” está repleto de modalidades, nem é possível dizer qual é a mais atraente – era necessário ter feito a experiência, não é? -, mas o resultado final vem a dar no mesmo...

Dos 50 e muitos países que praticam a pena de morte, só três são considerados democráticos – EUA, Japão e Coreia do Sul. Sabe-se lá porquê, se calhar é porque os Direitos Humanos não têm o mesmo sentido em todas as partes do Mundo!

Aqui, o NÃO é convicto! Aceitam-se opiniões contrárias, mas sem discussões se é melhor apedrejar, crucificar, fuzilar, queimar, enforcar, decapitar, electrificar, injectar e de tudo mais que se possam lembrar.

sábado, 13 de outubro de 2007

AQUI HÁ GATO!

Dorminhoco, comilão, cínico, egoísta, preguiçoso, peludo, irritadiço, mesquinho, este não é um gato como outro qualquer! Os adjectivos ainda não chegam para adivinhar quem é este “herói”?

Se acrescentar que adora:
- Lasanha;
- Esgatanhar carteiros;
- Perseguir cães;
- Ver televisão;
- Arranhar sofás;
- Atazanar a vida do dono;
O que dizem?

E se os ódios de estimação forem:
- Segundas-feiras;
- Trabalho;
- Ida à veterinária;
- Acordar cedo;
Ahn?

O dono, de seu nome Jon Arbuckle, é desenhador de animação, tímido e mal sucedido com as mulheres, mas carente de companhia. Daí ter comprado um gatinho numa loja de animais, em que ficamos sempre sem saber quem é que é dono de quem...

Já adivinharam? GARFIELD, pois claro!

Ficou muito por dizer? Ahhh... que tal reconhecer que algumas das características deste felino são iguais às de muitos de nós? Tudo o resto segue quando o bichano completar 30 anos, em meados do ano que vem...

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A inspiração é de Jim Davis.

Mas não só! Também de todos os "bichinhos" que por aqui passam. Muito(s) humanos, a evidenciar a sua "garra"!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

NOBEL DA LITERATURA 2007

A Academia sueca anunciou hoje que o Prémio Nobel da Literatura 2007 foi atribuído à escritora inglesa Doris Lessing.

Nascida na Pérsia (actual Irão) a 22 de Outubro de 1919, com o nome de Doris May Tayler, viria a publicar o seu primeiro livro em 1949 – “A Erva que Canta”: “uma denúncia zangada da hipocrisia do poder colonial, com o qual Lessing se familiarizou durante a juventude dela na África do Sul – e uma análise da mentalidade colonial que ela provoca quer no colonizador quer no colonizado.” (In “1001 Livros para Ler Antes de Morrer”)

Activista feminista, a escritora é a 11ª mulher a ser agraciada com este prémio, que já homenageou outros 103 escritores. O Nobel não foi concedido em alguns dos anos da I e II Guerra Mundial.

Fiquei curiosa: é mais uma a acrescentar à lista de autores a ler num futuro próximo!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DEDO NO AR

Está bem que é um método antigo e metódico, para o professor saber que alguém quer responder à pergunta que acabou de colocar. O indicador, note-se!

Mas porque é que alunos - que entraram recentemente na Faculdade - dão fotos deles próprios com um dedo no ar, que já não é o indicador, ou aparecem de biquini, na ficha que é dada aos docentes? Extensão do HI5 e de outras brincadeiras internéticas?

Um amigo meu, sintetizou muito bem a reacção: “No meu tempo, se fizesse isso, dava direito a expulsão! E se chegasse a casa e explicasse o porquê, o meu pai rachava-me ao meio!”

Retirando o exagero, qualquer química deixa de existir, quando uns chegam lá cheios de empenho para estudar e aprender e outros para gozar e esticarem-se à “sombra da bananeira”. Percalços, todos podem ter, mas jardim de infância na Universidade, não há professor nem ninguém que aguente!

sábado, 6 de outubro de 2007

UMA BOA ESTRELA

Ontem fui ao cinema ver “Stardust”, uma espécie de conto de fadas, que nos envolve numa deliciosa aventura de príncipes e princesas, bruxas más, piratas, fantasmas, estrelas cadentes, segredos e mistérios, enfim, tudo o que condimentava as nossas histórias de infância. De repente, senti-me menina novamente, só me faltou gritar na cadeira: “Olha a bruxa!”

De regresso a casa, a sensação não me abandonava, havia uma peçazinha que faltava, não estava a perceber qual. Até que me lembrei: era a tia Marita, que me fazia sentir assim, em criança! Não que ela tivesse tido uma vida de conto de fadas, antes pelo contrário... Espanhola de nascença, presa a uma educação básica para menina casadoira, viu quase todos os seus muitos sonhos negados ao longo dos anos. Nunca casou, nem teve filhos, a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) dispersou ainda mais a sua família. Adorava crianças, ajudou a criar irmãos e sobrinhas, do mesmo sangue ou de outro. Pertenço ao último caso. Foi um extraordinário privilégio ouvir da boca dela inúmeras histórias de encantar, às vezes baseadas em fábulas, textos bíblicos, filmes que via ou, pura e simplesmente, imaginadas no momento. Que sabia contar como ninguém, com a pronúncia espanholada que nunca perdeu.

Nem por isso correspondia à imagem de uma velhinha muito doce e resignada. Não, mesmo! A idade e uma cirurgia de “outros tempos”, tinham-lhe tornado o corpo disforme. Orgulhosa, teimosa, firme, com resposta na ponta da língua a quem a pretendesse confrontar. Aceitava trabalhos simples, mas nunca a quem se dispusesse a pisar. Levou uma vida em vão? Suponho que não! Quando o tema é sonho, magia e encantamento, ela renasce... num cantinho do meu coração!

Para quem gosta deste género fílmico, a não perder!

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Faz hoje oito anos que Amália Rodrigues morreu. Nunca fui grande apreciadora de fado, mas ela foi, sem dúvida, um símbolo nacional. Contudo, só me lembrei dela porque hoje fui passear para o jardim que lhe roubou o nome. Um local ameno, simpático, pacato e aprazível. Onde se pode ler, estudar, namorar, passear o cão, atirar umas migalhas aos patos, fotografar aquele vale entre duas colinas que desagua no Tejo. Digam-me lá, porque é que as pessoas se encafuam nos Centro Comercais aos fins-de-semana?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

FILHOS DE PAIS SEPARADOS

Não tive essa experiência, felizmente! Mas já não é a primeira, nem segunda, nem terceira, em que a coisa se passa mais ou menos assim:

- o casal desentende-se, as crianças ficam a cargo da mãe, com a concordância do pai (que normalmente nem pede o poder paternal sobre os filhos);
- a mãe passa o tempo a virar-se do avesso, a trabalhar no duro, a tratar do conforto dos filhotes, a educá-los;
- o pai encontra os filhos de 15 em 15 dias, compra tudo o que estiver ao seu alcance para os satisfazer, depois lá segue o seu rumo, até daí a duas semanas;
- os putos, perante as insistências maternais de escovarem os dentes todos os dias, de comerem a sopa e a fruta, de tomarem banho diariamente, de não pôr a música em altos berros e acordar a vizinhança, “quero lá saber”, que esta gaija é chata, vou é viver com o pai, que me dá tudo o que eu quero;
- nem todos os pais concordam imediatamente, mas acabam por ficar lisongeados e aceitar – “ai que bom pai que sou, até me preferem à mãe!”

Isto para já não falar das inúmeras chantagens emocionais, que os miúdos pregam aos pais desavindos, sabendo que não costumam dialogar um com o outro... Não é uma ìnclita geração, é mais uma geração inclinada para o lado onde rola mais massa e... menos chatices!

Custódia conjunta? Uma excelente ideia! Que funciona, a longo prazo...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Espantados, não? Raramente toco em temas religiosos – cada um tem a sua religião, prefiro até nem saber – mas o caso nem é esse. São Francisco de Assis, frade que fundou a Ordem dos Franciscanos no século XII/XIII, era tido como grande amigo dos animais. Daí o seu dia, 4 de Outubro, celebrar também o Dia do Animal.

Bem sei que não é hoje, só amanhã. E também sei que há dias a mais para comemorar tudo e mais alguma coisa. Mas o Dia do Animal, para além do dever ser todos os dias, parece-me uma data importante para todos nós que amamos os nossos bichinhos... Presentes, passados ou futuros.

Então, num determinado Inferno... pronto, no da Diabba, que está ali ao lado (não se assustem, que é mais fogo de vista!), fiquei a saber qual era a espectacular programação da RTP na dita comemoração do dia: uma tourada, nem mais!

Enfim, de touradas não vou falar agora, mas o apelo dela era que todos escrevessem ao digníssimo Paquete de Oliveira, provedor da casa www.rtp.pt, a reclamar! Já reclamei!

Tudo o resto, é convosco...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

REVISTAS COR-DE-ROSA

Não vou dizer mal, que essas revistas têm um público próprio! Pessoas que vivem fascinadas por histórias de encantar de príncipes e princesas, artistas musicais, estrelas de cinema e afins... Leio e folheio, quando calha, normalmente no dentista, na cabeleireira ou em férias. Têm pouco sumo, é certo, activam uma vida de fantasia para alguns (muitos?) desencantados.

A vida não é cor-de-rosa para ninguém, a tempo inteiro! Muito desse jet-setzinho - português ou estrangeiro, tanto faz! - vive de expedientes, para aparecer com uma imagem deslumbrante nas fotos das revistas. Roupa e jóias emprestadas, dívidas no cabeleireiro/barbeiro, sei lá que mais. E depois aparecem uns cobardolas a desvendar parte da situação e, sem dizer nomes, “ai, ai, ai, que mais não digo, cala-te boca!” Detentores e delatores desses grandes segredos...

Por incrível que pareça, na blogosfera também aparecem uns “fenómenos” destes, senhores da verdade e de grandes segredos sobre cada um(?!), o melhor mesmo é não ligar a biltres desta espécie! Até os anónimos me merecem mais respeito, que alguns é só porque não sabem comentar de outro modo e até assinam no fim. Com um nick-name, porque não?

De cobardolas, nunca gostei! Nunca tinha revelado que também tenho o meu pedaço de mau feitio? Ficam a saber...

Tenho dito!
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Post-scriptum – Não se assustem, que não estou zangada com ninguém! Embora a maior parte de tudo o que disse acima seja verdade, funcionou essencialmente para descrever o efeito “bola de neve”, numa pirâmide invertida... Começou no suave e calmo, foi descendo de nível, acabou no agressivo. Topam???