sábado, 14 de fevereiro de 2015

FIM DE SEMANA (QUASE) PERFEITO

Neste fim de semana conjuga-se o dia dos namorados - já hoje - com o Carnaval. O que é sinal que os espíritos mais românticos vão estar a engendrar uma tarde (e uma noite?) inesquecível com direito a passeio, cinema, jantar e tudo o mais (ou menos) que assim o entenderem, enquanto os foliões têm presença marcado nos corsos e nos bailes lá da terra, ou, quando muito na discoteca local. Com ou sem namorad@s, mas dispostos a sambar noite fora. E com um pouco de sorte, quem sabe se até durante os 4 dias. 

Ou seja, tudo a compor-se na paz dos anjos, ou não viessem os desmancha-prazeres deste governo, à sorrelfa, lançar mais um imposto, que mais uma vez podia ser que passasse despercebido nestes dias de festa para os românticos e bem-humorados. Um grande renhonhonhó que é um imposto verde, em defesa do ambiente, que é preciso acabar com os sacos plásticos. Como se estivessem realmente empenhados numa política ambientalista, que pouco ou nada deram mostras até então. E em que se traduz esse imposto? Pois, um vulgar saco plástico de super mercado vai passar de 0 ou 2 cêntimos (O Pingo Doce aqui há uns anos também se mostrou muito "preocupado" com o efeito dos sacos plásticos no meio ambiente e passou a cobrá-los a 2 cêntimos e, acreditem ou não, conheço gente que deixou de lá ir, pura e simplesmente), para 10 cêntimos. Ou seja, mais uma vez aproveitar a distração dos portugueses com momentos mais aprazíveis, para voltar a meter-lhe as mãos nos bolsos. À grande! Sabem quando vou (voltar a) comprar um saco plástico? Nunquinha! Por muito verde que seja, ladroagem é sempre ladroagem...

BOM FIM DE SEMANA!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

EM PARTE INCERTA

Não vi o filme, que aliás só está indicado para o Oscar de melhor atriz (Rosamund Pike, no papel de Amy Dunne), mas o livro é, no mínimo, surpreendente e inquietante. 

Dividido em três partes, a primeira intitula-se "Rapaz perde rapariga" e é estruturado como páginas de diário em alternância: o casal Nick e Amy vai celebrar o seu 5º aniversário de casamento e essas primeiras páginas servem para nos dar conta do seu passado, por vezes a raiar a monotonia - ambos perderam o emprego e o cancro da mãe de Nick determina a mudança do casal de Nova Iorque para uma pequena cidade do Missouri, igualmente sem grandes oportunidades de trabalho. Até que no dia do 5º aniversário, Amy desaparece misteriosamente de sua casa, tudo levando a crer que sem ser por sua livre vontade: há sinais de luta, o ferro de engomar está ligado e a investigação policial revela que o chão da cozinha foi limpo, mas que foi lá derramado sangue de Amy. E nestas coisas, já se sabe, o principal suspeito é sempre o marido. No entanto, apesar de algumas incongruências, eventualmente resultantes de pontos de vista diferentes, somos levados a acreditar que o casal se dava bem. Tal como os pais de Amy afirmam perante a imprensa, sobre aquilo que puderam observar ao longo dos anos.

A segunda e a terceira parte seguem num crescendo, cada vez mais emocionante e elucidativo, mas o próprio leitor não quer acreditar que a escritora Gillian Flynn praticamente os enganou "à grande" na primeira parte. Isto porque também é difícil acreditar em tanta maldade, mesquinhez, espírito vingativo, egocentristo e manipulação, tudo dentro da maior disciplina e aparente simpatia. Será isto um(a) psicopata? Sem dúvida. Resumindo: 511 páginas, cujo final não se adivinha e que dificilmente satisfaz. O final, porque a partir de certa altura o livro torna-se absorvente, deixando o leitor numa dúvida (quase) permanente. E mais coisa menos coisa esta foi a opinião que todos os membros do Clube de Leitura tiveram na discussão. Unanimidade a 100% só em relação às capas (são duas) que todas achámos horrorosas. E é curioso que é raríssimo falarmos de capas...

Citações:
"A minha mãe sempre disse aos filhos: se estão prestes a fazer uma coisa, e querem saber se é má ideia, imaginem vê-la impressa em papel para toda a gente ver."

"Com a Internet, o Facebook, o Youtube, já não há júris imparciais. Adeus tábua rasa. Oitenta ou noventa por cento de um caso é decidido antes de entrar na sala de audiências."

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A próxima sessão do Clube foi agendada para dia 11 de Abril, desta vez com o último livro do escritor português José Luís Peixoto, "Galveias".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

DIZ-ME, ROCHEDO MEU...

... já alguém te fotografou (e publicou) tantas vezes quanto eu? O malcriado não respondeu, mas eu desconfio que não! E foi por isso que como foto "simbólica" de blogue participante no desafio do Rui, escolhi um pormenor deste mesmo rochedo. Sabendo de antemão que a Luisa, a Catarina e o Kok tinham fortes probabilidades de se lembrar dessa minha "constância" (para não lhe chamar mania). E da opinião que tenho que Arrifes é a praia algarvia mais fotogénica de todas - das que conheço, evidentemente.

Claro que as meninas lembraram-se e não hesitaram, já ao Kok passou-lhe, se bem que também já lá tenha estado e fotografado. Não tem importância, era para ser uma brincadeira, como foi, não é muito importante que as pessoas se lembrem de tudo. Aliás, eu própria tive mais dificuldade em adivinhar de quem eram as fotos das pessoas que "conhecia" do que aquelas que desconhecia, o que não deixa de ser bizarro.

Bom, mas o chato da coisa é que chegado ao fim da passatempo, toda ufana por ter acertado em 15 das 18 fotos, foi ter descoberto que a fotografia que usei já tinha usado aqui, no meu blogue. Enfim, era uma no meio de uma molhada - não era a primeira, nem nada - mas garanto que não foi propositado. Isto já são muitos anos de blogue (mais de 8, se contar a primeira experiência blogosférica), a memória já não é o que era, sabia que mais tarde ou mais cedo corria o risco de repetir fotografias. Não contava é que fosse nestas circunstâncias. Pelo facto peço desculpa ao Rui e aproveito para lhe dar os parabéns pela magnífica iniciativa e pela enorme trabalheira que teve para nos animar a todos com mais este desafio. Que será para repetir, espero! :)

E por falar em desafios, já aí está um novo de Ricardo Santos, desta vez musical. Que pessoalmente considero bastantes mais difíceis, que os meus conhecimentos (quase) se cingem a gostar ou não de certas músicas, agora saber nomes de autores, cantores e dos temas... pois!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O JOGO DA IMITAÇÃO

A cerimónia dos Oscares terá lugar já na noite de dia 22 de fevereiro (cá 23, dada a diferença horária) e poucos são os filmes que vi até ao momento: alguns porque só estrearam a partir de meados de janeiro, outros porque não me atraem minimamente. De qualquer das formas nunca há tempo (e paciência) para ver todos os nomeados, a não ser que se façam sessões cinéfilas contínuas. O que não é razoável, mesmo que se adore cinema.

Assim, as exceções são "Boyhood" - nem mencionei aqui, por o considerar tão banal (até um bocadinho chato, de tão longo) quanto um filme realizado ao longo de 12 anos pode ser - "Os Caminhos da Floresta" (um musical, bah!) e "Maléfica". Agora foi a vez de "O Jogo da Imitação" e este, finalmente, encheu-me as medidas.

O filme decorre entre os anos de 1928 e 1951 e é baseado na história verídica do matemático Alan Turing, que com a sua equipa decifrou o código alemão Enigma, durante a II Guerra Mundial, que certamente ajudou a determinar a vitória das forças Aliadas. Quer dizer, não é exatamente uma biografia - porque o centro da questão é mesmo de como conseguiram esse feito, considerado impossível - mas o filme dá-nos suficientes flashbacks dos tempos de escola de Turing, para percebermos que apesar de muito inteligente, ele é socialmente inadaptado, que pensa diferente da maioria. Out of the box, como dizem os britânicos. Além de alvo preferencial de "brincadeiras" que hoje apelidamos de bullying, ele ainda é homossexual - o que só sabemos mais tarde, quando ele é alvo de uma investigação policial. Então, a homossexualidade era crime (de lesa-majestade?) e dava direito a prisão ou, em alternativa, a castração química.

Eis o trailer:


Com a pontuação de 8,2/10 o filme também está nomeado para 8 estatuetas douradas, mas Benedict Cumberbatch arrisca-se a perder a sua para o ator que protagoniza Stephen Hawkins, como é da boa tradição hollywoodesca - tudo quanto é doente, maluco, bêbedo, drogado, etc. e tal leva vantagem. Vamos ver se desta vez a tradição ainda é o que era...

Imagem de cena do filme da net.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

JANEIRO FINDOU...

Segundo o ditado popular: "Janeiro fora, mais uma hora". O que este Janeiro teve de curioso e simpático foram dias muito soalheiros, em que o mês nem precisou de findar para sentirmos essa diferença: era notória, quase diariamente...

BOM DOMINGO!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ALMOÇO DE FIM DE SEMANA!

É, parece que agora está na berra ir almoçar a estes locais, pelo menos aos fins de semana. Pessoalmente, nunca tinha ido, mas também não fiquei grande fã - não por causa da comida, que era boa, mas pela multidão que enchia o recinto àquela hora (e, dizem os entendidos, que ao jantar ainda é pior!). Mas pronto, foi um almoço diferente e em excelente companhia...

Adivinham onde fui almoçar?



ADENDA a 1 de fevereiro de 2015: Como quase todos adivinharam, trata-se do mercado de Campo de Ourique; tanto quanto sei, no mercado da Ribeira funciona um esquema idêntico, sendo que a "oferta" é um pouco mais gourmet e, consequentemente, mais cara - parece que tem ainda mais gente às horas do repasto. Obrigada a todos pela participação!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CRÓNICA DO PÁSSARO DE CORDA

Murakami foi o escritor escolhido para iniciar as leituras do ano, até porque não me costuma desiludir. E, de facto, não lhe posso chamar desilusão, mas esperava melhor. Ou menos confuso, pelo menos.

Quem é fã do autor conhece o seu hábito de intercalar histórias, muitas vezes misturando o mundo real com o onírico, o místico ou o esotérico. Acontece que 632 páginas depois, em que uma carta por exemplo começa num capítulo e é acabada dois ou três depois, com outros assuntos pelo meio, prestam-se à tal confusão. 

Toru Okada leva a vida mais sem graça à face da terra - despediu-se do seu emprego, para repensar a carreira que pretende seguir, portanto limita-se a tratar da casa enquanto a mulher trabalha, a preparar as refeições, ir à lavandaria e procurar o gato (que fugiu) - mas de repente tudo lhe acontece: estranhos telefonemas, múltiplos encontros com pessoas desconhecidas que aparecem e desaparecem misteriosamente, a sua mulher sai de casa sem lhe dar qualquer satisfação, enfim, a sua vidinha leva uma reviravolta de 180º. Entretanto, os desconhecidos que vão surgindo na sua nova vida vão-lhe contando histórias mirambólicas, nomeadamente dos tempos em que o Japão esteve em guerra (antes e durante a II Guerra Mundial) e de algumas atrocidades cometidas por ambos os lados, e relatadas tão minuciosamente como se de um filme de terror se tratasse. E essas, tanto quanto se sabe, são as que fazem parte do mundo real...

Enfim, não chegou a ser desilusão, mas este livro escrito em meados dos anos 90 está longe de ser Murakami no seu melhor. Na minha modesta opinião, está claro, uma vez que há outras. Devia ter desconfiado com aquela crítica do cruzamento entre Woody Allen e Frans Kafka, dois autores que abomino. Mas não é tanto assim, porque senão não tinha passado da página 40. Quando muito!

Citações:

"Penso que, para a grande maioria dos japoneses, a guerra com a China ameaçava tornar-se um lodaçal do qual não lograríamos sair. Isto para os japoneses que tinham dois dedos de testa, pelo menos. Por mais batalhas localizadas que pudéssemos ganhar, a longo prazo nunca o Japão poderia ocupar e manter debaixo do seu jugo um país tão grande."

"E quando uma pessoa vive como se não passasse de um invólucro vazio, não se pode dizer que tenha vivido de verdade."

"Na linha da frente era um pandemónio, e o abastecimento tinha sido cortado. Não havia água nem víveres. Não havia ligaduras. Não havia munições. Foi uma guerra cruel, aquela. Na retaguarda os manda-chuvas só estavam interessados numa coisa: ocupar território, e quanto mais depressa, melhor. Ninguém queria saber do aprovisionamento das tropas para nada."

"O nosso querido Lenine só aproveitou o que quis das teorias de Marx e para usar como bem entendeu, e o nosso querido Estaline só aproveitou das teorias de Lenine o que foi capaz de entender (o que não era muito), e ainda por cima para seu próprio benefício." (em itálico, no original, já que é opinião de um personagem russo)

domingo, 18 de janeiro de 2015

STORMY...



Este verão decidimos mudar a persiana e a janela da sala, que ainda eram originais, mas deixavam escapar todos os ruídos da segunda circular - acidentes incluídos - vento e água da chuva pelas frinchas. Um sucesso! Com os vidros duplos não voltámos a ouvir os acidentes da via, que são uma constante em tempo de chuva: basta dizer que cheguei a contar 3 no mesmo dia.

Mas, há sempre um mas, agora o vento não entra (quase nada, comparativamente) mas assobia à grande e à francesa lá fora. De tal maneira, que me faz lembrar as férias passadas em casa da minha avó, que vivia na encosta de encosta de um monte, em que o "assobio" servia de música de fundo para adormecer...

Sem ser para dormir, fiquem com a fabulosa voz de Ella Fitzgerald, em "Stormy Wheather"


(boa semana, preferencialmente menos stormy!)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

MALÉFICA

Na altura da estreia em cinema não deu para ver, sendo que nem estava particularmente interessada - o quê, a milésima versão da "Bela Adormecida"? Não há pachorra! Mas depois quase todos os amigos e conhecidos adoraram - há sempre UMA honrosa exceção, que achou chatóide - de modo que fiquei a aguardar uma próxima oportunidade. Que surgiu agora. E voto com a maioria: adorei!

Toda e qualquer semelhança com a "Bela Adormecida" é pura ilusão, trata-se, quando muito, de uma desconstrução do famoso conto de fadas. E, por sinal, mais interessante que a história em si... 

Angelina Jolie também faz um papelão, sem cair na tentação de exagerar a personagem! Para primeiro filme do ano, mesmo sem ser em sala de cinema, foi um bom começo...

BOM FIM DE SEMANA!


Imagem de cena do filme da net.