segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ALGARVE À VISTA...

Já aqui escrevi e publiquei fotografias de pássaros e gatos algarvios, mas quando nos referimos à faixa costeira sul deste nosso país o que nos vem primeiro à mente são as praias. Ou as piscinas. E momentos de lazer. Resumindo: o Algarve continua a ser sinónimo de férias para muitos portugueses. Especialmente para os que não moram lá...

As praias, já se sabe, há-as para todos os gostos: extensos areais de areia fina que convidam a passeios à beira-mar ou à prática de vários desportos - se é que andar de gaivota, por exemplo, pode ser considerado desporto (?!?);

ou outras cuja linha do horizonte é recortada por rochedos de várias formas e feitios, onde há menos banhistas, mas mais amadores dedicados à pesca submarina. Enfim, para todos os gostos, como já referi!

Quando a tarde chega ao fim, também há várias recreações possíveis. Com uma aula de ginástica nas imediações da marina, 

num bar "trendy" bastante em voga, com uma decoração sofisticada, música (demasiado) alta e preços a dar para o carote ou...

numa esplanada mais pacata (e mais em conta).

Um último mergulho na piscina antes do jantar também pode figurar no programa, especialmente se o tempo convidar - o que nos finais de julho não foi o caso. Quer dizer, há sempre uns malucos que não prescindem, evidentemente!

Convém ter em conta que embora as bóias estejam ali bem à mão de semear, por esta altura os banheiros da piscina já acabaram o seu serviço e foram para casa... ou elsewhere.

Passear pelas ruas das cidades, vilas ou aldeias também faz sentido, ainda mais quando o dia teima em acordar cinzento. Se depois levantar melhor, que ainda se vai a tempo para acrescentar ao programa diário mais uma mergulho ou um petisco numa das muitas esplanadas. 

E de caminho por essas vielas ainda dá para captar o campanário de uma Igreja com alguns séculos de existência...

Claro que também se podem escolher ruas mais viradas para o comércio, como aquela onde mora esta patriótica vaca. Por sinal esta foto foi tirada em junho, em plena época do mundial de futebol, mas a vaca permanece embandeirada e firme no seu poiso. Garanto!

Ou ir até ao centro comercial, na esperança que o S. Pedro dê um jeitinho nas nuvens cinzentas e neblinas matinais, que teimam em cobrir o Sol logo de manhã. Por via das dúvidas, também é melhor comprar mais uns agasalhos (em saldo), porque nas malas vieram poucos ou nenhuns. E com manhãs e noites ventosas, frescas e húmidas, é preferível precaver contra constipações e afins.

Mas pronto, chega sempre a hora de fechar o guarda-sol, arrumar as bagagens e regressar a casa... a cerca de 250 quilómetros de distância. Snif, snif...

sábado, 2 de agosto de 2014

O TESTAMENTO

Em férias, encontrei este livro (4 em 1) na estante da casa. E já que costumo gostar de John Grisham, toca de o passar à frente dos outros que trazia na bagagem. São 180 páginas com uma letra bem legível, portanto a leitura foi relativamente rápida, já que não li os outros três que se inserem no mesmo volume. Talvez noutra ocasião...

Troy Phelan está velho, cansado, deprimido e solitário, embora seja um dos milionários mais ricos da América, quando assina o seu testamento perante uma série de advogados e psiquiatras, que testemunham a sua capacidade e consequente validade do documento. Mas mal acaba de o fazer, arranja forças para se levantar da cadeira de rodas e atirar-se da janela do 14º andar. Assim que sabem da notícia, os seus filhos e ex-mulheres começam a planear como gastar a herança, mas para sua surpresa a leitura do testamento é adiada e quando este se torna conhecido descobrem que a totalidade dos bens do milionário foram deixados a uma filha ilegítima (e desconhecida), da qual só se sabe ser missionária no Brasil. Entretanto, o advogado testamenteiro convence Nate O'Riley - um sócio seu, que se está a restabelecer de problemas de álcool, drogas, casamentos falhados e insucessos profissionais numa clínica - a seguir para a zona do Pantanal em busca da herdeira. A partir daí seguimos as viagens atribuladas de Nate, que acompanhado de um guia, Jevy, e do tripulante de um barco, Welly, se aventura por rios transbordantes e pântanos pejados de jacarés, cobras e outras bichezas, debaixo de tempestades violentas, na procura da tribo de índios onde a missionária Rachel Lane se estabeleceu. E os dois acabam por se encontrar, mas para grande espanto de Nate ela não está minimamente interessada no dinheiro do pai... 

Para ser franca, desta vez o tom ligeiramente moralista e maniqueísta desagradou-me um pouco: por um lado, os filhos gastadores e interesseiros; por outro, a santa alminha que vai converter índios para o meio do Pantanal e a quem o dinheiro não interessa rigorosamente nada. E depois a americanice pura de em meia dúzia de frases converter o protagonista num crente, que larga todos os seus vícios num ápice. Mas enfim, fora essas minhas embirrações de estimação, o livro tem bastante ação e não deixa de ser uma leitura  de férias interessante.

BOM FIM DE SEMANA!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A OUTRA FEIRA...

Este ano, o mais perto que estive da Feira do Livro de Lisboa, foi a esta distância... com zoom! Uma ida ao dentista e quatro dentes a menos depois não possibilitou a visita no primeiro fim de semana, os restantes estavam programados para uma viagem ao Norte e outra ao Sul. Que é como quem diz, a Caminha e a Albufeira. Não me queixei: por muito que goste de livros a preços mais em conta, prefiro férias!

Também é verdade que algumas livrarias fazem uns bons descontos nessa (e noutras) altura(s), de modo que acabei por comprar uma série de livros "pró verão" em diversas ocasiões - isto é um vício como outro qualquer, porque livros para ler, "encalhados" na estante à espera de vez, não me faltam . Eis senão quando dei com esta outra feira...

E pronto, como as compras já estavam feitas há bué, ainda procurei pelo último da Camila Lackberg, que saiu posteriormente, mas que já tinha esgotado no local. Sair da feira de mãos a abanar é que não estava no programa, portanto acabei por me decidir pelo último livro de Sue Towsend, escritora inglesa que faleceu recentemente e que muito apreciei noutros tempos. Duvido é que me faça rir como outrora, porque a sinopse pareceu-me até um bocado a dar para o dramático. Mas é esperar... para ler!

terça-feira, 29 de julho de 2014

OS BICHANOS VOLTARAM!

Se bem se lembram, estava intrigada com o desaparecimento dos gatos que costumam povoar o espaço envolvente do apartamento onde costumo ficar no Algarve. Em junho não lhes pus a vista em cima, em compensação a chilreada da passarada era uma constante.

Desta vez havia gatos, pássaros é que nem vê-los. Ou ouvi-los. Aparentemente, o convívio entre uns e outros é impossível...

Claro que imagino que não sejam os mesmos do ano passado, até porque me parecem ainda pequenos. Mas talvez sejam filhos (ou netos?) dos anteriores "inquilinos". 

Sei é que são bastantes, já vi quatro em simultâneo - a fotografia é que não deu para enquadrar todos. Em dias e horas diferentes, o que quer dizer que o costume de andar por aí continua.

Certo é que são uns giraços! E muito dorminhocos e preguiçosos... também! 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

OUTRA VEZ?!?

O quê, é outra vez fim de semana?!? Bom, mas já que tem de ser, com ou sem férias, aproveitem-no bem e... DIVIRTAM-SE!!!

ps - não se nota muito que estou com uma crise de preguicite aguda, pois não? Diz que é um "bom" pecado, pois tira a vontade de cometer todos os outros...

terça-feira, 22 de julho de 2014

BEBÉS, PRECISAM-SE!

A questão já não é de agora: em 1985, quando visitei Paris, estava em curso uma campanha de sensibilização para os casais terem mais filhos: viam-se outdoors por todo o lado, com lindos e rechonchudos bebés. Já lá vão muitos anos, não me lembro ao certo as regalias que os governantes de então prometiam, mas tanto quanto se sabe a campanha resultou - a França é atualmente dos países europeus que tem uma maior taxa de natalidade. Na época, em Portugal, o problema nem sequer se punha...

Nos últimos anos, de vez em quando, os políticos nacionais falaram no assunto, à medida que os nascimentos de crianças portuguesas foram diminuindo. Homens engravatados, saídos de gabinetes ministeriais (e não só), dando ao caso uma relevância "séria" que anteriormente se desconhecia. Segundo consta, o atual governo encomendou um estudo a especialistas e tudo, que não se sabe quanto custou, mas também não vale a pena entrar em picuinhices... E mesmo sendo um estudo encomendado a amigos partidários, as conclusões não foram escamoteadas: por este andar a população vai decrescer em grande nos anos vindouros, mesmo que haja uma maior esperança de vida para os mais idosos.

Ah, mas o mais curioso é que o estudo foi encomendado, mas medidas concretas para, mesmo que tímida e parcialmente, tentar resolver o problema... está quieto. Alguém se lembra de receber subsídio pelo(s) seu(s) filho(s)? Quando o meu  filho era pequeno, nós recebíamos. Era pouquinho, pelas minhas contas dava para umas boas botas para o inverno, com sorte também para umas sandálias para o verão - mas sempre era melhor que nada. Cortaram! "Venderam-nos" que havia famílias muito mais carenciadas e acreditei piamente, até achei justo. Depois trocaram o nome a tudo e fiquei na dúvida se o subsídio ainda existia para as famílias mais numerosas ou se tinha sido substituído por outros regimes. Mais tarde, deram um corte no Rendimento Social de Inserção, com a desculpa que era tudo gente rica. OK, há sempre quem se aproveite das falhas do sistema, mas daí a serem todos... é preciso ter lata!

Aí apareceram os problemas no BES/GES e o raio que o parta - os governantes lavaram as suas mãos, que era Banco Privado e tal, não podiam fazer nada - e toca de falar novamente da natalidade, que os portugueses tinham de ter mais filhos. Que era preciso ir com calma, porque ao certo ainda não sabem que benefícios podem dar aos novos pais, recém saídos (tomara!) da crise e tal. Mas talvez se consiga baixar um pouco o IRS do próximo ano aos que têm mais filhos e subir aos que não têm! Quer dizer, o facto de terem mandado os jovens emigrar, acentuarem a precariedade no emprego, o próprio desemprego e as múltiplas mexidas que fizeram no código de trabalho a favor do patronato e de salários mais baixos não tiveram nada a ver com o caso, que agora "estudam" como resolver.

Não sendo economista ou perita em natalidade, de uma coisa estou certa: nenhum casal que o deseje deixa de ter um filho devido às (más) condições que lhe são impostas. Talvez deixe de ter o segundo ou terceiro... Mas, excluindo impossibilidades médicas e/ou físicas, o que vão procurar é condições melhores para eles próprios e que permitam proporcionar às suas crianças, adolescentes e jovens adultos um futuro melhor... Ser pai ou mãe não é isso (também)?

Imagem do facebook.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

MAL NASCER

Mais uma sessão do Clube de Leitura que, embora com pouco quórum, obteve unanimidade: o romance de Carlos Campaniço, finalista do prémio Leya 2013, foi do agrado de todas.

O Portugal rural do início do século XIX, as invasões francesas e o reinado miguelista servem de pano de fundo ao enredo, enquanto descobrimos a infeliz infância de Santiago Bento. Órfão de pai, a vida do rapaz e da mãe torna-se num inferno, quando esta é obrigada a casar com um feitor beberrão e violento, pelo juiz e presidente da câmara Albano Chagas e sua mulher, que simultaneamente são donos de todas aquelas terras. Mas como a vida dá muita volta, o pequeno acaba por ser recolhido por um médico, que o encontra abandonado nas ruas de Lisboa e, apegando-se ao jovem, financia-lhe os estudos de medicina. Santiago recebe assim o apelido Barcelos, mas ao apoiar D. Pedro acaba por aceitar o cargo de médico na sua terra natal, no intuito de despistar os miguelistas que o perseguem. Contudo, pretende também vingar-se de todos aqueles que o fizeram sofrer, separando-o da mãe que tanto amava e não viu morrer. Mas, para seu espanto, ninguém reconhece no jovem médico o infeliz menino de outrora...

191 páginas que nos transportam para um período negro desse Portugal de outras eras, onde a fome, a miséria e a injustiça estavam reservadas para os mais desfavorecidos - só as epidemias não olhavam a classes sociais para atacar. Curiosamente, um pano de fundo que não é muito habitual em romances, mas em "Mal Nascer"  quase sentimos a dura realidade daquele povo, quando já se adivinhava pela frente uma sangrenta guerra civil. 

Citações:
"Em Lisboa, nunca senti com afecto uma rua que fosse; nunca descansei, num jardim, uma hora à tardinha, sentado com o ócio dos que amam a terra onde põem os pés; nunca disse, minha terra; nem lhe chamei minha casa; e tampouco bebi o sal de uma lágrima na hora da despedida."

"Morreu muita gente desde que abalei da terra, muitos morrem novos, embora se façam mais criaturas do que aquelas que fenecem, pois que, da mesma maneira, não se sabe por aqui como parar a vida de umas e a ida de outras. Feitas as contas, ainda assim, está-se vendo a vila a alargar de gente."

"Se eu fosse Deus só morria gente má, Vitórios e Albanos Chagas, e outros assim. Mas ele não, com a desculpa que quer os bons a seu lado, está esta terra cheia de diabos e encurta a vida dos que não mereciam morrer."

A próxima sessão do Clube de Leitura foi agendada para Setembro, com o livro de Isabel Allende "O Jogo de Ripper".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

"AI DO BICHO...

... que passa pela goela de outro bicho", costumava dizer um amigo meu. E suponho que ainda costuma, embora já não o veja há imensos anos. É o que dá as pessoas não gostarem de falar ao telefone. Ele não gosta e faz até um certo secretismo sobre o seu número, de modo que ninguém lhe telefona e, como também foi viver para Cascais, o contato tornou-se praticamente inexistente. Enfim, coisas da vida! Mas lembro-me muito desta frase dele e de como é certeira.

Ainda mais em Portugal, quando qualquer festejo é habitualmente feito em redor de uma mesa. Como foi o caso de ontem, dia em que se festejou a licenciatura do meu filho e o 12º ano de uma sobrinha. A família quase toda, imaginem, a dar-lhe na sardinha assada. Que por sinal estavam uma delícia...

Sou uma mãe (e tia) babada? Não, não creio, mas claro que fico muito feliz quando ele e elas conseguem alcançar os seus objetivos!

Imagem da net.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PASSARADA ALGARVIA

As mini-férias parece que já foram há uma eternidade e, como quase sempre, também envolveram um saltinho ao Algarve. Sem muita novidade, já que foram apenas alguns dias, mas uma passeata para (re)ver a passarada estava incluída. 

A "nossa" cegonha desta vez não estava no seu ninho habitual, mas em contrapartida as gaivotas pareciam disputar o poiso do costume.

Uma, mais atrevidota, até veio exibir a sua plumagem mais de perto, como quem diz que nós podemos ser visitantes, mas a propriedade do local lhe pertence a ela e às suas companheiras...

Já na lagoa dos Salgados a comunidade da patada continua no seu alegre convívio, sem que para já se vislumbrem os perigos ambientalistas outrora denunciados. Esperemos que assim continuem!

Os melros também voltaram a pulular nos arredores da piscina, desta vez não vimos nenhum dos muitos gatos que os tinham espantado. Mas isso é que não tenho a certeza se é bom sinal, da próxima ida ao Algarve tenho de indagar o que aconteceu aos bichanos...