Já aqui escrevi e publiquei fotografias de pássaros e gatos algarvios, mas quando nos referimos à faixa costeira sul deste nosso país o que nos vem primeiro à mente são as praias. Ou as piscinas. E momentos de lazer. Resumindo: o Algarve continua a ser sinónimo de férias para muitos portugueses. Especialmente para os que não moram lá...
As praias, já se sabe, há-as para todos os gostos: extensos areais de areia fina que convidam a passeios à beira-mar ou à prática de vários desportos - se é que andar de gaivota, por exemplo, pode ser considerado desporto (?!?);
ou outras cuja linha do horizonte é recortada por rochedos de várias formas e feitios, onde há menos banhistas, mas mais amadores dedicados à pesca submarina. Enfim, para todos os gostos, como já referi!
Quando a tarde chega ao fim, também há várias recreações possíveis. Com uma aula de ginástica nas imediações da marina,
num bar "trendy" bastante em voga, com uma decoração sofisticada, música (demasiado) alta e preços a dar para o carote ou...
numa esplanada mais pacata (e mais em conta).
Um último mergulho na piscina antes do jantar também pode figurar no programa, especialmente se o tempo convidar - o que nos finais de julho não foi o caso. Quer dizer, há sempre uns malucos que não prescindem, evidentemente!
Convém ter em conta que embora as bóias estejam ali bem à mão de semear, por esta altura os banheiros da piscina já acabaram o seu serviço e foram para casa... ou elsewhere.
Passear pelas ruas das cidades, vilas ou aldeias também faz sentido, ainda mais quando o dia teima em acordar cinzento. Se depois levantar melhor, que ainda se vai a tempo para acrescentar ao programa diário mais uma mergulho ou um petisco numa das muitas esplanadas.
E de caminho por essas vielas ainda dá para captar o campanário de uma Igreja com alguns séculos de existência...
Claro que também se podem escolher ruas mais viradas para o comércio, como aquela onde mora esta patriótica vaca. Por sinal esta foto foi tirada em junho, em plena época do mundial de futebol, mas a vaca permanece embandeirada e firme no seu poiso. Garanto!
Ou ir até ao centro comercial, na esperança que o S. Pedro dê um jeitinho nas nuvens cinzentas e neblinas matinais, que teimam em cobrir o Sol logo de manhã. Por via das dúvidas, também é melhor comprar mais uns agasalhos (em saldo), porque nas malas vieram poucos ou nenhuns. E com manhãs e noites ventosas, frescas e húmidas, é preferível precaver contra constipações e afins.
Mas pronto, chega sempre a hora de fechar o guarda-sol, arrumar as bagagens e regressar a casa... a cerca de 250 quilómetros de distância. Snif, snif...

